A reunião aconteceu no Palácio Piratini, na quarta-feira (14/11). A comissão formada por Júlio Cezar Pontes, João Rafael Pandolfo, Tadeu Amaral, Solange Corrêa e Maria Tereza Pasquali, falou do desconforto sentido pelo interior, em relação ao Governo do Estado, que destina o investimento publicitário quase em sua totalidade à capital, deixando os veículos do interior sem esta verba. Os representantes ressaltaram a importância da radiodifusão do interior e o desejo que a emissoras possuem de colaborar com o desenvolvimento do Estado.
Júlio Cezar que teve o apoio dos demais colegas, entregou ao secretário Fona um folheto explicativo com importantes dados de uma pesquisa sobre a radiodifusão local. Entre eles, que 50% das residências do interior possuem antena parabólica, desta forma, o valor gasto com inserções publicitárias nos grandes veículos perde seu efeito. Pois os habitantes têm acesso ao que é veiculado pelas emissoras geradoras e não pelas afilhadas. Outro dado relevante é que em cidades como Caxias do Sul, a audiência local de radiodifusão ultrapassa 90%.
Também foi apresentado um demonstrativo de investimentos necessários do Governo Estadual para o desenvolvimento de um programa radiofônico transmitido por 160 emissoras do interior, visando a divulgação de um novo Rio Grande, com participação do cidadão. O projeto tem base na força do rádio local, pela natureza e estilo do veículo. Melão ressaltou que as emissoras do interior cobrem aproximadamente 80% do território estadual, estando em sua maioria, 24 horas no ar e atingindo cerca de 7 milhões de gaúchos.
“O fator limitante são os recursos, a falta deles dificulta a ajuda do governo à radiodifusão”, comentou Paulo Fona, secretário de Comunicação. Fona relatou que um dos problemas enfrentados pelo Governo Estadual é a falta de verba. E reiterou que a Governadora Yeda Crusius percebeu essa lacuna no interior e pretende destinar verbas, assim que possível. “Se a assembléia aprovar o plano de medidas do Governo, a secretaria terá como contribuir com a radiodifusão”, finalizou.
A comissão deixou as emissoras à disposição do Governo, para dar apoio e também atuarem como facilitadoras nas questões relevantes ao Estado


