O Rio será a sede da primeira fábrica de semicondutores (usados na indústria eletrônica e seus componentes) da América Latina. A americana Symetrix Corporation, por meio da Symetrix do Brasil, assinou ontem (17/01) protocolo para construção de uma unidade de semicondutores que irá fabricar chips e cartões inteligentes, com investimentos de US$ 1 bilhão. Desse total, US$ 300 milhões serão usados na primeira fase das obras, que vão gerar 800 empregos. O local escolhido foi o Parque Tecnológico do Rio, no campus da UFRJ, na Ilha do Fundão.
O vice-presidente executivo da Symetrix do Brasil, Carlos Paz de Araujo, disse que os investimentos na fábrica virão de recursos próprios da companhia, de investidores do Vale do Silício, nos EUA, e de parceiros brasileiros, cujos nomes não foram revelados. De acordo com Araujo, o anúncio oficial do início das obras será feito no fim de março. A previsão é de que a primeira fase da fábrica fique pronta em um prazo de dois anos, porque as unidades existentes nos Estados Unidos e no Japão já estão com a capacidade de produção no limite.
Segundo Carlos Paz, o decreto do presidente Lula (decreto 6.233, que isenta de tributos como IPI, PIS, Cofins as fábricas de semicondutores que se instalem no Brasil) fez um grande diferencial e viabilizou a conclusão desse projeto. O empreendimento vai atrair outras empresas ligadas à atividade da Symetrix. Os semicondutores são usados na fabricação de componentes eletrônicos como chips, microprocessadores, microcomponentes e equipamentos considerados tecnologicamente modernos. O silício é um dos mais conhecidos semicondutores. O objetivo é ganhar boa fatia do mercado brasileiro e fazer do Rio plataforma de exportações para a América Latina. O setor movimenta por ano US$ 32 bilhões no mundo.
Araujo disse que a escolha do local de instalação se deve às condições do empreendimento, que já está pronto para receber empresas de base tecnológica, e à proximidade com o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. O Parque Tecnológico do Rio é um pólo voltado para a indústria intensiva em conhecimento em diferentes áreas, como tecnologia da informação, meio ambiente e energia. Uma empresa como essa atrai muitas outras e enriquece também a Universidade Segundo o diretor executivo do Parque, Maurício Guedes, o terreno para a construção da fábrica tem 8 mil metros quadrados.


