O encontro internacional de comunicação digital Proxxima 2008, realizado na última terça e quarta-feira, em São Paulo, gerou debates polêmicos, envolvendo inclusive o futuro da televisão aberta e a necessidade que os anunciantes vêem de estar presentes na Internet. O colunista da Advertising Age Bob Garfield acredita que o fim da publicidade e dos meios tradicionais, na forma como os conhecemos, está próximo. “Publicidade não é conteúdo. É algo que fica no caminho entre o espectador e o conteúdo", afirmou. Segundo ele, os hábitos do consumidor estão mudando e, neste contexto, avalia que até mesmo a TV broadcast pode desaparecer.
Ele rebate a afirmação de que nenhum meio de comunicação vai desaparecer devido ao surgimento de outro. "Como dizem por aí, o rádio não desapareceu com o surgimento da televisão. Porém, ele sofreu muitas mudanças e deixou de ser o entretenimento do horário nobre nas casas das pessoas." Garfield acredita que este fim pode estar mais próximo do que se imagina - cinco anos, em média. "Não acho que este meio sobreviverá, porém, caso sobreviva, será em virtude dos eventos ao vivo, como esportes e shows", reflete.
Leonardo Byrro, da Skol, falou sobre a percepção dos anunciantes em relação à Internet. Segundo ele, os anunciantes têm buscado compreender o comportamento dos usuários desta mídia para utilizá-la de maneira eficiente, em conjunto com as agências de publicidade. Com uma campanha interativa, o site da Skol saiu de 200 mil para 1,4 milhão de page views. "Quem quer se reaproximar do consumidor hoje tem de entender como a sua marca se encaixa nesse comportamento", explica. "Mudamos a nossa forma de fazer campanhas. Agora, a primeira coisa na qual pensamos é qual é o comportamento do consumidor nessas novas mídias."


