Esse sábado é um marco na campanha para reduzir o uso de plástico, promovida pela Feira dos Agricultores Ecologistas, FAE. A proposta de não entregar as costumeiras sacolas plásticas para levar os produtos orgânicos da feira afeta diretamente todos os consumidores. "Não sabemos exatamente o que irá acontecer" afirma Pedro José Lovatto, produtor e integrante da Comissão da FAE. Os freqüentadores da FAE têm sido avisados por meio de faixas, cartazes e panfletos. Muitos aprovaram a idéia, o que resultou em um aumento considerável no número de pessoas que passaram a trazer suas sacolas, dispensando as oferecidas pelas bancas.
O produtor Juarez Antônio Felipi Pereira, que utiliza sacos de papel para embalar o arroz pesado na hora, está muito empolgado como dia sem sacolas plásticas. "Esse dia vai solucionar um grande problema. Todo o nosso processo de trabalho limpo, sem contaminar a Terra, é quebrado quando chegamos ao asfalto e usamos o plástico para que os nosso produtos possam ser transportados." Integrantes da ONG Ingá aderiram à idéia e estarão na feira para contribuir, esclarecendo dúvidas de consumidores e atendendo nas bancas das embalagens. Localizadas nas extremidades e no meio da quadra, estas bancas irão fornecer sacolas de pano, com variados preços, e também sacolas de plástico, vendidas a R$0,10.
Vender ou não sacolas de plástico foi uma pauta polêmica durante a Reunião Final, provocando uma acirrada discussão. "Precisamos do plástico, ainda, para vários usos nobres como a cobertura das bancas", argumentou o produtor Vilson Stefanoski. "As pessoas precisam entender que o custo ambiental do plástico é muito alto, sendo um produto não renovável que pode levar vários séculos para ser decomposto". Como maneira de valorizar a tipicamente descartável sacolinha branca, optou-se por oferecê-la, cobrando por ela.

