A internet ainda gera polêmica quando se trata do uso por políticos em época de eleição. De um lado, a Justiça quer restringir sua utilização na campanha municipal deste ano. De outro, candidatos defendem liberar o uso da rede com o argumento de que as regras do mundo real devem ser aplicadas ao mundo virtual.
Alegam ainda que a web é um instrumento barato e portanto democrático de contato com os eleitores, registra a Reuters. Cerca de 40 milhões de brasileiros têm acesso à internet, segundo estimativas.
"A resolução da Justiça eleitoral é equivocada no mérito. Ao invés de estimular, inibe o uso da Internet, e causa situação de instabilidade jurídica", disse à Reuters o deputado Julio Semeghini (PSDB SP), membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara.
A comissão quer um encontro com o presidente do TSE para tentar alterar a determinação do órgão. A resolução 22.718 prevê que a propaganda eleitoral online seja realizada apenas em um site em nome do candidato, nada mais.
Para a comissão da Câmara, os candidatos devem ter o direito de fazer campanha de todas as formas - em um site próprio, em salas de bate-papo, em um blog, em redes como Orkut e YouTube ou por e-mail.
Os limites para a internet seriam os mesmos fixados para outros veículos, com as mesmas leis para injúria, calúnia e difamação, entre outras infrações.

