O novo documento de identidade vai ter o tamanho de um cartão de crédito. A maior novidade é o chip, que armazena todas as informações da pessoa e também as impressões digitais.
O projeto, que ainda será regulamentado pela presidência, prevê a inclusão de CPF, título de eleitor e outros documentos em um só. A maior preocupação é com a segurança.
Hoje não há integração entre os institutos de identificação civil. Cada pessoa pode ter legalmente 27 documentos de identidade com números diferentes: um em cada estado. Com a mudança, para cada impressão digital haverá apenas um número de identidade. E um banco de dados, que vai ajudar a combater fraudes que causam prejuízos bilionários aos cofres públicos.
Segundo o projeto de implementação, do número único de registro de identidade civil, da Polícia Federal, a prioridade é oferecer o novo documento aos 23 milhões de beneficiários da Previdência Social. A polícia estima que 10% dos benefícios sejam fraudulentos, o que causaria um rombo entre R$ 10 e 15 bilhões por ano.
Para o diretor do Instituto Nacional de Identificação, a nova carteira de identidade pode reduzir a fragilidade do sistema.
“Com duas carteiras de identidade você tira dois CPFs, você tira dois benefícios na Previdência, você tira dois títulos eleitorais. Você não vai mais poder usar esse tipo de artifício, que seria uma fraude, para ser beneficiado duplamente”, diz Marcos Elias, diretor do Instituto Nacional de Identificação.
Fonte: Jornal da Globo

