A Brigada Militar (BM) pode assumir ainda nesta quarta-feira a segurança do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), na Avenida Bento Gonçalves, na Capital. Desde ontem à tarde, agentes penitenciários mantêm 30% do efetivo em atividade, o que acarreta dificuldades ao estabelecimento penal, que abriga detentos com distúrbios psiquiátricos.
Na manhã de hoje, cerca de 15 grevistas mantinham vigília em frente ao IPF. De acordo com a comissão de greve da instituição, normalmente são 12 agentes por turno para vigiar 480 pacientes, mas, com a paralisação, o serviço é mantido por quatro servidores.
O diretor administrativo do IPF, Everton Luís Espíndola, disse que as atividades estão sendo realizadas com o quadro mínimo, mas não descarta pedir ainda hoje apoio da BM para assumir a segurança. Se for confirmada a presença da BM, seria o 19º estabelecimento penal sob o controle provisório da corporação no Estado.
À tarde, os deputados Ronaldo Zülke (PT), Marquinho Lang (DEM), Miki Breier (PSB) e Cassiá Carpes (PTB) visitarão o IPF e a Penitenciária Feminina Madre Pelletier. Os parlamentares pretendem buscar saídas para a greve, que dura 33 dias.

