TELES MIRAM FIBRA ÓTIMA E TV FIXA PARA CRESCER

Com as receitas de voz diminuindo, e a competição cada vez mais acirrada na oferta de banda larga, as operadoras de telefonia fixa começam a voltar suas baterias para um mercado ainda pouco explorado no país: a TV fixa. “Oferecer TV paga fixa é uma saída para o crescimento das teles, que agora enfrentam forte concorrência das móveis na oferta de banda larga”, frisou Rodrigo de Santi, da Ericsson, durante painel da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura), realizado hoje em São Paulo.

Ele avalia que o Brasil deva encerrar o ano “com algo em torno de 3 milhões de placas de 3G nos computadores”, e que as teles são uma “força contra as fixas” na prestação do serviço de acesso banda larga à internet. Esta concorrência, segundo Santi, leva as fixas a buscarem o serviço de TV, no qual as móveis enfrentam mais limitações, por conta da menor capacidade de transmissão de dados em rádio-frequência. Ele cita pesquisa da Ericsson, realizada em diversos países em 2007, apontando que o principal serviço que os assinantes de TV querem é mais um ponto de TV em suas residências.

Por isso, ele acredita que as operadoras fixas “devem chegar com fibra ótica a mais pessoas, para combater as operadoras multi-serviço, e manterem suas receitas”. Ele destaca que nesse caminho as operadoras deverão agregar mais inteligência às suas redes, para não correrem o risco de virarem apenas um tubo de acesso (dumb pipe, no termo em inglês). “Em pouco tempo teremos no Brasil velocidades entre 40 Mbps e 100 Mbps”, pensa o executivo.


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