A apresentação da Campanha Institucional do Ministério Público Estadual com o tema "Violência Doméstica - Vergonha é não fazer nada" selou, na manhã desta sexta-feira (5), mais uma parceria entre o órgão e a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT). O encontro foi realizado na sede do MP.
De acordo com a Procuradora-Geral de Justiça do Estado, Simone Mariano da Rocha, o MP trabalha na prevenção contra a violência doméstica, uma vez que a cada 15 segundos ocorre uma agressão desse tipo. "E o mais preocupante é que apenas 10% dos casos são comunicados aos órgãos competentes", afirma. Para Simone, a parceria com a AGERT será estratégica para que a missão de informar e divulgar sobre casos como esses ganhem mais repercussão no Estado.
Já o Promotor de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, Fabiano Dallazen, acredita que ainda é necessária uma mudança de cultura para que ocorra um enfrentamento mais efetivo do problema. "Com base nisso, o MP foi pioneiro na implantação de um cadastro onde os casos de violência doméstica passaram a ser contabilizados e levados ao conhecimento da lei e, de 1° de dezembro de 2008 até 31 de outubro de 2010, o número de registros chegou a 33.946", revela.
Dallazen acredita que com a cooperação de todos os órgãos da sociedade, inclusive da imprensa, o problema poderá ser enfrentado e combatido. "Esse trabalho conjunto com a AGERT vai gerar frutos de conscientização em todos os níveis", diz.
O presidente da AGERT, Alexandre Gadret, recebeu da Procuradora-Geral os spots que passarão a ser veiculados nas emissoras associadas de rádio e TV nos próximos dias. Gadret relembrou que essa não é a primeira vez que a associação e o MP atuam juntos e elogiou a qualidade das peças criadas para campanha. "A eficiência na comunicação tem de ser valorizada e parabenizo pela forma clara com que os spots foram elaborados", revela.
Segundo Gadret, a AGERT, através de suas associadas, irá abraçar a iniciativa proposta pelo MP. "Os meios de comunicação chegam aos lares brasileiros sem bater na porta e conseguem passar a mensagem que desejamos aos ouvintes e telespectadores. Atualmente, temos um índice de 97% de abrangência de rádio e TV no Rio Grande do Sul e precisamos nos valer disso", conta.
Gadret relatou que desde 2004 a AGERT está atenta às causas sociais, o que se transforma em números no Relatório Social apresentado anualmente à sociedade gaúcha. Um exemplar do relatório foi entregue à Procuradora-Geral Simone Mariano da Rocha.

