Os legados que a Copa do Mundo deixará para o Brasil são inúmeros. Até mesmo nós radiodifusores fomos beneficiados. De carona na medida provisória que permitiu que todas as emissoras de rádio do país tivessem a possibilidade de transmitir A Voz do Brasil entre 19 e 22 horas durante a Copa do Mundo, conseguimos a alteração na Lei 4.117 de 1962 prevendo a possibilidade de flexibilização do programa em casos excepcionais de interesse público. A partir de agora as emissoras de rádios que necessitarem alterar o horário para manter a sociedade informada diante de fatos de interesse público devem solicitar flexibilização em ofício à Abert. A autorização, que será por tempo determinado, passará pela Casa Civil e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A mudança é uma das medidas mais importantes defendidas pela Abert e entidades estaduais, como a Agert.
Foi realmente uma conquista importante, mas ainda não vencemos a batalha. Segue parada no Congresso a proposta da deputada Perpétua Almeida que defende que o programa deixe de ser veiculado em horário obrigatório e único. A Voz do Brasil está há mais de 70 anos no ar. Entidades do setor têm se levantado em campanhas nacionais por mais de uma década para que tenhamos um resultado concreto sobre a faixa das 19 horas. A flexibilização também tem amplo apoio popular. De acordo com pesquisa Datafolha 68% dos brasileiros são favoráveis à mudança, enquanto 26% se posicionam contrários.
Essa reivindicação antiga das emissoras de rádio, que se aprovada, permitirá que a população possa exercer seu direito de escolha no horário das 19h e também fará com que cada emissora possa veicular o programa em momento mais adequado na sua programação o que resultará também em uma comunicação mais eficiente dos conteúdos propostos.
Roberto Cervo Melão – Presidente da Agert

