Derrota da MP 232 ameaça reformas do governo Lula, diz "FT"

A derrota que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu ao desisitir da aprovação da MP 232 (que elevou a carga tributária dos prestadores de serviços) é o destaque desta quinta-feira no jornal britânico "Financial Times".

A derrota, segundo o jornal britânico, reflete ainda o "crescente descontentamento com os impostos que dispararam para financiar um setor público inchado, considerado ineficaz".

Da parte dos líderes empresariais, houve marchas de protesto nas últimas semanas e lobbies junto a congressistas contra a proposta de lei, lembra o "FT". A queixa da classe empresarial é que novos aumentos de impostos vão "sufocar o crescimento econômico e desgastar a competitividade internacional do Brasil".

"A carga fiscal total do Brasil já aumentou para cerca de 37% do PIB --uma das mais altas entre os países em desenvolvimento", diz o diário.

Fortalecidos pela derrota da MP devido ao esforço conjunto de protesto, grupos de empresas e direitos do consumidor podem agora "forçar o governo a enxugar a máquina pública e cortar gastos de maneira mais agressiva".

Já sem a liderança na Câmara dos Deputados e tendo "abandonado" a reforma ministerial que iria ajudar a consolidar a "frágil" maioria que o governo tem no Congresso, o "FT" diz ainda que a falta de poder de fogo do Executivo pode ainda comprometer a aprovação de outros dois projetos caros à administração Lula: a autonomia para o BC e a reforma sindical.

"Alguns investidores estão preocupados que o governo enfrente problemas com outras questões polêmicas em sua agenda legislativa, incluindo a proposta de autonomia para o Banco Central, ou a reforma de sindicatos não representativos."

Com agências internacionais








Informação: Folha de São Paulo

TV Digita terá amplo debate, diz Hélio Costa

O futuro das comunicações no Brasil e no mundo, com o advento da TV digital, será um dos temas em destaque no Senado Federal este ano. A previsão é do senador Hélio Costa (PMDB-MG), que pretende promover "um amplo debate" em torno das novas possibilidades do setor, sejam tecnológicas, culturais, sociais e econômicas. Indicado para a presidência da Comissão de Educação (CE), Hélio Costa apresentará, nos próximos dias, projeto de lei para regulamentar o setor.

- É fundamental que a TV digital sirva para abrir um novo caminho para a comunicação de massa, para que ela chegue de forma apropriada à população, com mais instrução, mais educação - avalia.

Paralelamente, o Grupo de Trabalho sobre Televisão Digital, formado há dois meses na Consultoria Legislativa do Senado, apresentou, recentemente, seu primeiro relatório parcial aos senadores Romeu Tuma (PFL-SP) - criador do grupo na condição de 1º secretário da Casa, cargo que deixou na segunda-feira, dia 14 - e Hélio Costa. O grupo traçou o cenário atual do debate sobre o assunto.

Muito mais do que uma imagem de maior nitidez, o telespectador passará a manusear um aparelho multifuncional, podendo não só escolher um programa, mas também acessar a Internet, comprar produtos e trocar mensagens. Pelo mesmo canal por onde hoje passa apenas um sinal analógico de TV poderão trafegar quatro sinais digitais, além de um canal de dados.


Quatro padrões em desenvolvimento

Para que essas novidades se tornem realidade, quatro padrões de televisão digital estão em desenvolvimento - o norte-americano, o europeu, o japonês e o chinês (este em fase menos avançada).

O senador Hélio Costa considera que o debate no Brasil deve priorizar três fatores.

- Precisamos definir qual o modelo-padrão tecnológico a ser adotado pelo país, qual o melhor caminho para a adaptação e também discutir a participação do Brasil neste grande mercado - observou.

No relatório parcial, o grupo de trabalho descreve os quatro padrões de TV digital (veja quadro abaixo) e faz um histórico do debate no Brasil. Desde 2003, o governo federal financia cientistas para desenvolver o Sistema Brasileiro de Televisão Digital. São cerca de mil pesquisadores envolvidos num projeto que conta, este ano, com R$ 100 milhões do Orçamento Geral da União.

O grupo do Senado solicitou o apoio da Comissão de Educação para acompanhar mais de perto o desenvolvimento da pesquisa, junto ao governo federal.



Informação: ABERT/ Jornal do Senado - Internet



TV e Rádio Câmara farão cobertura especial da eleição

A programação da TV e Rádio Câmara, nesta segunda-feira (14), dará destaque à eleição para Mesa Diretora da Casa. Na TV, o telejornal 1ª Página, às 8 horas, está prevista uma entrevista sobre a eleição com o cientista político e professor da Universidade de Brasília, Venício Artur de Lima. A partir das 9 horas, estão previstos flashes de meia em meia hora. Ao longo do dia, a TV Câmara estará veiculando, além da biografia, entrevistas com os candidatos aos cargos na Mesa. A partir do início da sessão, marcada para as 16 horas, a TV passa a transmitir ao vivo do Plenário.
A Rádio Câmara inicia sua programação especial às 7h30, com uma entrevista coletiva do presidente João Paulo Cunha, na qual ele faz um balanço dos dois anos de sua gestão. A partir das 9 horas, serão veiculados boletins de hora em hora com informações sobre a movimentação dos partidos e explicações sobre o processo eleitoral da Câmara. A partir das 15h30, a Rádio também passa a transmitir ao vivo do Plenário e, após, a divulgação do resultado final, será transmitida ao vivo coletiva do novo presidente da Casa.
As emissoras interessadas em reproduzir o noticiário podem fazê-lo pelo site da rádio na internet www.camara.gov.br/radio ou via satélite. Maiores informações podem ser obtidas na central técnica da Rádio Câmara (61 – 216-1730)


Informação: Agência Câmara

Parlamentares avaliam a importância da radiodifusão

O tema “A Radiodifusão e a Representação Parlamentar” ganhou destaque entre os representantes do Legislativo gaúcho, parlamentares e senadores, durante o Encontro Regional de Rádio e Televisão. O evento foi realizado pela Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT) e Sindirádio, na última sexta-feira (28/1), na praia de Atlântida, Sede Social da SABA, município de Xangri-Lá. Estiveram presentes nos debates, o senador Sérgio Zambiasi, o secretário estadual da Justiça e da Segurança, José Otávio Germano, o deputados federais, Edir Oliveira, Alceu Collares, João Agusto Nardes, Nelson Proença, Eliseu Padilha, Francisco Appio, os deputados estaduais Frederico Antunes, Alceu Moreira e Luiz Fernando Zachia.

O deputado estadual e secretário de Obras Públicas e Saneamento, Frederico Antunes, destacou a importância do evento, possibilitando uma reflexão sobre as ações praticadas pela radiodifusão. “Através da história da sociedade humana identificamos uma evolução do conceito e a prática da solidariedade. Nós primórdios da civilização, nas pequenas comunidades a solidariedade se estabelecia de forma individualizada. Hoje, na sociedade globalizada a solidariedade ampliou, sendo na verdade, solidariedade social. A radiodifusão consegue com sua ação estimular este novo tipo de solidariedade social”, destacou.

Responsabilidade Social

De acordo com o deputado federal e secretário do Trabalho, Cidadania e Assistência Social, Edir Oliveira, debater a radiodifusão é demonstrar a grande preocupação com a responsabilidade social. “Quero dar os parabéns a AGERT e Sindirádio. É preciso dar continuidade as nossas responsabilidades diante dos avanços que a sociedade necessita”, afirmou.

Para o deputado estadual e secretário estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Alceu Moreira, a rádio é de fundamental importância em todos os períodos históricos de transformação social. “A radiodifusão tem o papel de fazer o redesenho do Estado e remodelar o processo. Não há como fazer rádio e televisão sem comprometimento social”, afirmou.

O deputado estadual Luiz Fernando Zachia, avaliou o caráter de responsabilidade social do encontro. “Despertar a aproximação dos legisladores e membros do governo do Estado com a radiodifusão é muito importante para todo o processo”, finalizou.

O deputado federal Eliseu Padilha ressalta que não há vida pública no país sem a prestação de serviços, que tem marcado a radiodifusão”. Segundo Padilha, as emissoras do interior estão profissionalizadas e tem uma grande responsabilidade social com a sua comunidade.

De acordo com senador Sérgio Zambiasi, e autor de um projeto de lei para a flexibilização do projeto da “Voz do Brasil”, é preciso sempre estabelecer uma relação com os comunicadores, jornalistas e proprietários de veículos de comunicação. “A iniciativa da Agert é louvável para que os parlamentos possam neste convívio interpretar os anseios dos trabalhadores dos veículos de comunicação”.

Segundo o deputado federal Nelson Proença, os radiodifusores precisam prestar mais atenção ao Congresso Nacional que está debatendo o novo marco regulatório para a radiodifusão. “Existe uma série de projetos tramitando em Brasília com a intenção de regulamentar a atividade da radiodifusão. Quanto mais liberdade à imprensa tiver melhor será para o Brasil, devendo o radiodifusor estar atento neste processo”.

O deputado federal Alceu Collares salienta que a AGERT fez um evento muito significativo. “É a radiodifusão, a televisão e o rádio, que tem a capacidade de se mobilizar para mudar a situação crítica enfrentada pelo país”.

Para o deputado federal João Augusto Nardes, estes encontros são importantes para mobilizar e conscientizar os segmentos envolvidos. “É oportuno mostrarmos o que está acontecendo no Brasil para que possamos reagir diante da força tecnocrática e burocrática que vem penalizando as empresas, principalmente, as pequenas e médias com uma carga tributária que compromete a sua própria existência. O deputado Nardes defensor do Simples, mostrou muita preocupação com a voracidade do Executivo no que se refere à carga tributária”, finalizou.

Segundo o deputado federal Francisco Appio, é preciso que as emissoras de radiodifusão mantenham uma constante mediação com os parlamentares. A Responsabilidade Social destes setores exigem uma permanente comunicação nas comunidades, com aqueles que tem a responsabilidade de representar o setor”, concluiu.

Informação: Agert

Emissoras investem para reconquistar prestígio entre os anunciantes

Entre as mídias preferidas pelos anunciantes para a divulgação de serviços e produtos, o rádio é destaque como uma das mais econômicas, devido ao baixo custo que representa para a produção publicitária. Também é um dos poucos meios que pode estar presente em qualquer lugar, em qualquer situação, seguindo até a movimentação de seus ouvintes, condição fundamental para a liderança de audiência em determinados horários. No entanto, nem sempre essa característica é levada em conta por agências e empresários, que preferem apostar em outros veículos, como a televisão, embora reconheçam que, financeiramente, isso acarreta investimentos mais altos.
Para reverter esse quadro e conquistar mais anunciantes, emissoras gaúchas seguem as tendências do mercado e têm buscando alternativas para vencer a “discriminação” que o meio sofre, apostando em pesquisas de segmentação de público, qualificação dos departamentos comerciais das emissoras e investimentos em seus quadros de pessoal, para fazer com que os clientes confiem na credibilidade e na penetração que o veículo oferece.
Na Rádio Encanto FM, de Encantado, essas práticas vêm sendo realizadas e obtido sucesso, de acordo com o diretor comercial da emissora, Julio Rippol, que há dois anos comanda uma equipe que inclui funcionários terceirizados. Com faturamento crescente desde 2000, a rádio mantém 34 anunciantes fixos ao longo do ano, espalhados entre as 88 cidades da área de cobertura da Rádio, que atua no Vale do Taquari. “Temos a vantagem de lidar com uma região de alto poder aquisitivo, o que facilita o nosso trabalho e coloca o rádio como a principal mídia regional. No entanto, é o poder de convencimento de nossa equipe e as pesquisas de audiência que garantem o sucesso na área comercial. As pesquisas de mercado funcionam como a gasolina para o carro: sem elas, o veículo não anda”, destaca Rippol.
Segundo ele, que busca e trabalha diretamente os clientes, sem intermédio de agências, outro recurso fundamental é manter a parceria com o anunciante, o que potencializa ainda mais a carta de clientes da rádio. “Não adianta só achar que a rádio é boa, meu cliente tem de ter esta certeza, e cabe a nós dar a ele as condições de comprovar isso”, ressalta Rippol.
A Rádio Gaúcha AM de Porto Alegre, que fechou 2003 com um faturamento de mais de R$ 22 milhões, o segundo maior do país, perdendo somente pela CBN de São Paulo, também comprova aos anunciantes e ao mercado que, quando bem trabalhada, a mídia rádio pode se revelar numa grande surpresa. Com uma média mensal de faturamento de R$ 1,88 milhão líquidos no ano passado, e cerca de 600 clientes contabilizados por ano, a empresa também investiu na “estratégia do produto” e na da integração da área de produto com a área comercial, que é comandada por Antônio Donádio, gerente executivo de comercialização e marketing. Como resultado, já conta com números, no primeiro semestre deste ano, superiores aos do mesmo período do ano passado.
A satisfação dos clientes que reconhecem no rádio uma mídia poderosa também tem sido fundamental para reverter a velha idéia de que anunciar em rádio não traz bons frutos. Aos poucos, um número cada vez maior de clientes têm entendido que desprezar o meio não é uma conduta correta. Assim confirma o diretor de marketing do Banco Matone, Carlos Alberto Carvalho, que aposta na versatilidade, instantaneidade e, sobretudo, “no forte vínculo emocional do rádio com a comunidade”, para acertar na estratégia de marketing do CrediMatone, um produto em crescimento. “O meio rádio sempre foi considerado muito importante na nossa estratégia de comunicação, e o retorno tem sido bastante satisfatório, em todas as praças nacionais onde anunciamos”, afirma Carvalho.
Investindo em anúncios variados, como spots que retratam situações, spots testemunhais e, principalmente, apostando forte na musicalidade característica de suas peças comerciais e nos jingles, a empresa tem se destacado entre os anunciantes da Rádio Gaúcha. Satisfeito com o retorno obtido, Carvalho afirma que não está nos planos do CrediMatone deixar o rádio de lado e, quando perguntado se nos planos da empresa para 2005 estão incluídas campanhas de rádio, ele responde: “Certamente no elenco de alternativas para divulgação da nossa marca, em 2005, consta a presença do rádio em posição de relevância. Ele tem nos auxiliado na comunicação da empresa e consolidação de nossos atributos e vantagens competitivas”, conclui, comprovando que o rádio pode e caminha rumo à recuperação do prestígio que um dia já obteve dentre os anunciantes brasileiros.

Informação: Sindirádo