Realizadores criticam cobertura da mídia sobre a Ancinav

Um grupo de 344 profissionais e 55 entidades e instituições assinou o um
manifesto condenando o destaque dado pela mídia "aos que criticam a criação de um órgão gestor e a própria regulamentação do setor audiovisual no país", na cobertura da discussão sobre o anteprojeto de criação da
Ancinav. Segundo o manifesto, distribuído para a mídia nesta terça, 26, "é natural que os grupos de comunicação temam um ambiente regulatório em segmentos nos quais têm prevalecido as leis do mercado, mesmo que isso favoreça a formação de monopólios".

Os signatários do documento defendem ser "imprescindível que as normas a
serem aprovadas também proporcionem ao Estado condições de fomentar o
desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva, além de dotar o país de uma legislação moderna, que lhe permita enfrentar os desafios tecnológicos do presente e futuro".

O manifesto destaca alguns pontos do anteprojeto que receberam a concordância de todos os signatários. São eles:

1. A Ancinav deve ter asseguradas suas funções como reguladora e fiscalizadora das atividades cinematográficas e audiovisuais;

2. A ação da Ancinav deve abranger o conjunto das atividades desse setor e não apenas o cinema, de modo a “garantir o desenvolvimento e a preservação
do patrimônio cultural e assegurar o direito dos brasileiros de ver e produzir sua imagem, fortalecendo a diversidade cultural” (Artigo 3º. do Anteprojeto);

3. O anteprojeto deve manter suas características como efetivo instrumento
para o desenvolvimento do setor audiovisual com ênfase no apoio à produção
independente;

4. As normas que compõem o anteprojeto devem tratar de maneira isonômica os diversos segmentos do audiovisual, inclusive as prestadoras de serviços
de radiodifusão de sons e imagens e outras prestadoras de serviços de telecomunicações, garantindo a presença da produção brasileira e da produção independente e regional em todos esses segmentos.

Resistência

O manifesto garante que os signatários continuarão "desenvolvendo todos os
esforços para que as reações provocadas pelo anteprojeto não resultem nas mesmas resistências que postergaram por treze anos a implantação do Conselho de Comunicação Social e impediram até hoje a regulamentação dos artigos constitucionais que se referem à produção audiovisual independente e à regionalização da programação das televisões".

Assinaram o manifesto realizadores e associações importantes da área de
produção independente de cinema e de televisão.

Informação: Tela Viva News

Rádio – Enfim, a comemoração!

O Rádio , parece-me, tem muito a comemorar. Se não for ainda pelo destaque na concentração dos investimentos publicitários de todo o mercado, que seja pelo menos pela crescente presença de especνficas marcas, até então distantes do universo de facilidades hoje proporcionadas pelo rádio. Se não for pelos constantes investimentos dos grandes empresαrios, que seja então pelo reconhecimento do privilegiado universo ouvinte, cada vez mais fiel a suas grifes sonoras, potencializando resultados de diversas ações publicitárias do rádio. Se não for pela dinâmica da sua programação retratando o próprio dinamismo do dia-dia do ouvinte, que seja pela sua capacidade de ousar, criando nobres e importantes campanhas, tanto sociais como mercadológicas, dignificando e aperfeiçoando ainda mais a prestação de serviços, indiscutivelmente a maior propriedade do rádio. E se não for pelo maior equilíbrio da relação custo/benefício, invariavelmente garantindo a maior rentabilidade, que seja pela alternativa do menor custo absoluto da mídia. Se não for pela fidelidade com que retrata os hábitos e costumes das comunidades, que seja pelo seu poder de cobertura local, integrando as marcas do cotidiano dos ouvintes através da programação e dos grandes e eficazes comunicadores do rádio.

Enfim, se não for pelos fortes, tradicionais e imbatíveis valores do meio, enquanto canal de comunicação publicitário, que seja em reconhecimento o atual movimento realizado pelo meio e pelos profissionais do rádio.

Os trabalhos e os movimentos manifestados pelo rádio foram e são diversos. Em todos, o objetivo maior do “re”, do resgate ao re-posicionamento.
Liderado pelo Grupo dos Profissionais do Radio (GPR), o meio já adquiriu, a meu ver, uma nova dimensão em todo o mercado publicitário.

Se antes o meio era, equivocadamente, preterido ou mesmo conceituado apenas como complemento nas estratégias das grandes marcas, hoje,
mesmo diante de ousados objetivos mercadológicos, exige, pelo menos, consideração.

E com razão. Seus nϊmeros, sua forηa, sua eficαcia, sua eficiência, sua flexibilidade, sua dimensão e seus resultados são positivos o suficiente para fortalecer qualquer argumentação em seu favor.
Embalado por pesquisas, por eficazes apresentaηυes, por eficientes campanhas e, evidentemente, por imbatνveis resultados, o rαdio esta, acima de tudo, resgatando a sua prσpria força.

Mesmo diante da percepção da importância do valor tιcnico, associado a eficαcia e a eficiência, muitas vezes o rαdio era desafiado pela intensa competição da mídia, notadamente pelo dinamismo das propostas dos demais meios, das novas plataformas, das novidades embaladas por novas modalidades comerciais.

No entanto, percebo que o rádio, motivado pelo seu vitorioso movimento, decidiu encarar a concorrência de frente.
E o resultado positivo o encoraja para o melhor.

Aos românticos profissionais que sempre se referiram ao meio com o sabor da nostalgia, boas novas. O rádio estα alimentando a sua competição de mercado com as mesmas armas que os demais meios de comunicação. E ampliando a sua participação de mercado.

Aos privilegiados profissionais que já desfrutaram da eficácia do rádio no passado e por alguma razão alteraram estratégias atraídos por alternativas inovadoras, reflitam. O rádio está potencializando resultados em diversos formatos, modalidades e momentos. E propondo, como sempre, positiva sinergia com os demais meios envolvidos na mesma campanha.

Enfim, aos resistentes profissionais, especialmente aqueles que julgam que a conquista da eficαcia de suas campanhas só pode ser entregue pelas plataformas modernas, revolucionαrias, interativas, localizadas e integradas a linguagem do universo consumidor, reconsiderem o rádio.
E ele o meio que, alιm de garantir a você a informação, o entretenimento, a diversão, melhor trabalhara para você e para a sua marca.