COMISSÕES DISCUTEM RESTRIÇÃO DA PROPAGANDA DE CERVEJAS

As comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Viação e Transportes; e de Seguridade Social e Família promovem nesta terça-feira (17/06) audiência pública para discutir o Projeto de Lei 3164/08, que está na pauta do Plenário. De autoria do deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), a proposta proíbe a propaganda de cervejas no rádio e na televisão entre as 6 e as 21 horas.

O Poder Excecutivo apresentou projeto semelhante, que tramitava em regime de urgência constitucional. Em 7 de maio último, o governo concordou em retirar a urgência do projeto, que trancava a pauta do Plenário, por falta de acordo.

A reunião está marcada para as 14h30, no plenário 11.

UMA VISÃO: HORA DE ENXERGAR A REALIDADE SIBRE O IBOC

Como um proprietário e engenheiro que está às voltas com esse negócio maluco desde os anos 60, creio que posso oferecer algum esclarecimento sobre toda essa conversa sobre o IBOC.

À primeira vista, parecia que a Ibiquity tinha feito tudo certo. Eles formaram várias equipes para projetar o esquema digital e conseguiram o apóio dos radiodifusores mais importantes.

A Ibiquity então projetou uma “máquina de fazer dinheiro” com lucros para os usuários. Mas, de repente, ouviu-se alta e claramente, como o aviso sonoro de uma velha máquina de teletipo: Para o AM não está funcionando.

Sim, posso ouvir quem apóia dizer: “Lógico que funciona. Temos apenas de solucionar os bugs e dar tempo para que se popularize”. E eles não perdem tempo para mostrar o quanto demorou para a FM realmente se tornar popular.

Usar esse fato como referência não é apenas uma burrice, é estupidez.

A referência à FM é “estúpida”

A FM não decolou até que as pessoas exigissem e obtivessem em seus carros, como padrão de fábrica, (leia-se: “sem custo extra”), auto-rádios que sintonizasse a faixa de FM.

Você realmente acha que a FM teria se popularizado se os fabricantes de carros tivessem de pagar uma taxa por cada rádio que fabricam? Vamos acordar, gente.

E se fosse colocado a FM, reduziria a cobertura da AM? Pioraria o áudio? Você acha mesmo que os proprietários teriam tolerado uma AM piorada enquanto esperavam que a FM “decolasse”?

Algumas das maiores empresas do setor estão por trás do IBOC AM e, mesmo assim, até seu pessoal está dizendo que não está funcionando.

A interferência em estações adjacentes é grave, especialmente em relação às estações que operam com menor potência, e a Ibiquity quer que toleremos chiados adicionais de nosso próprio difusor IBOC.

Dediquei-me a ouvir rádio extensivamente na área de cobertura de minha estação WGTO (910 kHz, 1 kW).

A estação de rádio WLS (890 kHz, 50 kW) fica a cerca de 136 km de distância para o oeste. A WOKY em Milwaukee (920 kHz, 5 kW) fica mais ou menos à mesma distância, porém mais para o norte. Ambas estão usando o IBOC, sendo que as duas estão causando muita interferência em meu contorno de proteção em 905 kHz (890 + 15 kHz = 905 kHz, e 920 – 15 kHz = 905 kHz.)

Sou testemunha de que minha cobertura tem, de fato,sido prejudicada. O chiado da WLS e da WOKY é claramente audível na maior parte dos rádios de carro em todo o percurso no meu contorno de 2 mV/m.

O chiado do IBOC me tirou um mercado inteiro que estava no contorno de 1 a 2 mV/m ao longo do entorno do Lago Michigan.

Aqueles que apóiam o IBOC AM dizem que a Ibiquity trabalhará nas falhas e terá uma solução. A quem eles estão enganando? Se é o equipamento digital que está causando o chiado no sinal analógico, não há maneira de “consertar” esse problema. Reduzir o potência digital piorará ainda mais os problemas de sintonia e alcance.

Ah, sim, me esqueci, estão nos dizendo que a sintonia dos rádios analógicos precisa ser mais estreitada. Como substituir, agora, todos os rádios que captam o chiado?

E quanto ao áudio com qualidade telefônica que resulta no maior estreitamento? Sei que dizem que a maior parte dos rádios AM tem pouca resposta acima de 4 kHz, mas de fato existe alguma resposta acima de 4 kHz e, em uma comparação honesta entre um e outro, há uma mudança notável na qualidade percebida quando você muda a resposta do transmissor repentinamente de 10 kHz para 5 kHz.

Qualidade telefônica

Não vamos nos esquecer que o ouvido humano é melhor do que qualquer medidor de áudio na detecção de mudanças de qualidade. Nossa audição também é muito sensível a sons como o chiado.

Caso você não tenha ouvido, esse chiado soa exatamente como se a sua fonte principal se tornasse repentinamente fraco e o ruído viesse da parte da frente do rádio. A maior parte das pessoas pensa que sua potência caiu.

Isto é exatamente o que nós, as pequenas estações AM, não precisamos: uma percepção de uma recepção fraca.

E eis a maior piada de toda essa confusão. Quem apóia o IBOC diz que agora podemos voltar a tocar música e ter qualidade de som como a de uma FM, certo? Mas, nesse meio tempo, temos de estreitar a sintonia do analógico, para que a música na maioria dos rádios em uso tenha qualidade de som pior do que antes. Você se lembra por que tantas AMs trocaram para programas falados, originalmente?

E temos de pagar uma taxa anual pelo privilégio de dar um tiro em nosso próprio pé?

A Ibiquity está me pedindo que:

· Pague cerca de $25.000 por um excitador IBOC instalado e, a partir daí, quem sabe quantas taxas aparecerão nos próximos anos;

· Gaste uma pequena fortuna para a “otimização” da minha planta transmissora de 20 anos de idade para obter bandas laterais perfeitamente simétricas e largura de resposta suficiente;

· Piore a recepção do meu ouvinte adicionando um chiado horroroso a meu próprio sinal em um momento em que já estou lutando contra inúmeras outras fontes de ruídos;

· Reduza minha própria largura de banda para 5 kHz ou menos para permitir que a transmissão digital funcione; e

· Espere 10 anos para que os rádios de carro se tornem populares enquanto pago uma taxa a cada ano.

É minha impressão, ou eles acham que somos trouxas?

Em meu artigo anterior sobre recepção IBOC (RW, 2 de agosto de 2006), observei que o IBOC FM não tem uma qualidade de som tão melhor do que o analógico adequadamente processado na vasta maioria das situações de audição, mas que, por outro lado, não prejudica.

O mesmo não pode ser dito com relação ao IBOC AM. Ouvi estações locais de Chicago logo que o IBOC recebeu permissão para funcionar à noite. Não foi agradável. Mesmo na cidade, era difícil manter a sintonia.

O sinal da rádio mudava do analógico para o digital a cada dois minutos. A AM 1000, WMVP (WCFL para nós, os veteranos) nunca conseguiu fazer funcionar corretamente seu sistema de transmissão de três torres, e me informaram que eles gastaram milhões em uma reconstrução.

A Ibiquity devolverá o meu dinheiro se não for possível fazer meu sistema de transmissão funcionar? As únicas que saem ganhando, nesse negócio de IBOC, são as grandes empresas que terão êxito em HD2 e HD3 em FM. Para nós, os pequenos da AM, é apenas mais uma pedra no sapato.

Só posso esperar que Detroit tome uma atitude dura contra as taxas de licença da Ibiquity. Talvez os contadores de dinheiro da Ibiquity nunca perceberam que sem o IBOC, como equipamento padrão no painel do carro, poderiam esquecer.

Se eles esperam que eu pague uma taxa anual enquanto prejudico meu próprio som para os ouvintes analógicos, que serão a principal audiência durante muitos anos ainda, eles enlouqueceram de vez.


Um engenheiro de rádio de Chicago que foi um dos meus mentores deu a melhor definição: “IBOC FM é porcaria científica. IBOC AM é ficção científica”. Qualquer dono de estação pequena de AM que aceitar isso está arrumando sarna para se coçar, dor de cabeça e uma enorme decepção.

Agora acho que sei por que a FCC nunca adotou o padrão de receptor NRSC 10 kHz como obrigatório para os fabricantes. Os caras da Ibiquity sabiam que o rádio NRSC mais largo tornaria a eventual introdução da AM em alta-definição, ainda, mais difícil.

Recepção periférica

Então, eles provavelmente fizeram lobby contra o padrão de banda larga. Agora que o IBOC AM está aí, os engenheiros corporativos de algumas das grandes empresas que apóiam o IBOC estão liderando a demanda por um sério estabelecimento de banda estreita. Hmm, alguma coisa não me cheira bem, de novo. Estas são algumas das mesmas pessoas que disseram que a banda larga padrão NRSC seria a salvadora do fornecimento pela AM de som com qualidade de FM.

Você percebe que o padrão NRSC nos teria proporcionado rádios com uma passagem de áudio de mais ou menos 7.5 kHz?

Lógico, poderíamos ter usado uma chave para estreitar a banda na recepção periférica, e que, em sua maior parte, o padrão NRSC teria nos proporcionado rádios com ótima qualidade de som em áreas onde ocorre a maioria da audiência local de AM. E os rádios padrão NRSC ficariam livres de atraso.

Não me diga que a banda larga não pode ter boa qualidade de som. Tudo depende do receptor.

O rádio do carro Ford Crown Victoria para o modelo do ano 2001 é um ótimo exemplo de áudio em AM com “qualidade de FM” de estações que ainda estão transmitindo áudio em padrão NRSC. E não podemos nos esquecer do SuperRadio GE. Ele ainda está em produção e tem ótima qualidade de som em níveis acima de 2 milivolts.

Esperávamos que não fosse possível misturar IBOC e banda larga, mas agora ficou claro que mesmo a largura de banda normal em AM é larga demais. Assim, agora devemos realmente estreitá-la, o que prejudicará muito o analógico.

Você acha que a NAB (Associação Nacional de Radiodifusores) está se movimentando para transformar as estações de AM em FM independe de problemas com o IBOC AM? Você acha que a demanda por uma redução ainda mais abrupta de receptores de AM independe de problemas com o IBOC AM? Está na hora de parar os primeiros-socorros e encarar: o paciente IBOC AM está morto.

FOLHA É ACUSADA DE INFRINGIR LEI ELEITORAL POR ENTREVISTAR MARTA SUPLICY

Antes mesmo de serem conhecidos oficialmente os candidatos a prefeito, e sem que o período eleitoral tenha iniciado, a Justiça Eleitoral já está causando dificuldades à cobertura do noticiário político na imprensa. O mais recente problema envolveu o jornal Folha de S.Paulo, acusado de infringir lei eleitoral por entrevistar a ex-prefeita Marta Suplicy. O Ministério Público Eleitoral (MPE) entendeu que a entrevista “Quero reconquistar a classe média que eu perdi em 2004”, publicada no dia 4 de junho, com os jornalistas Renata Lo Prete e Fernando de Barros e Silva, é uma espécie de propaganda da ex-prefeita e ex-ministra do Turismo. O jornal pode pagar uma multa entre R$ 21,3 mil e R$ 53,2 mil.

Para entidades de jornalistas, como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o pedido do Ministério Público é uma "censura prévia". O vice-presidente da ABI, Audálio Dantas, diz que considerar uma entrevista uma propaganda é uma "visão distorcida". Para ele, as características da matéria não são de propaganda. O assessor da ANJ, Ricardo Pereira, afirmou que uma matéria jornalística não pode ser qualificada como propaganda. A Abraji considerou a representação do Ministério Público Eleitoral como um "risco à liberdade de expressão".

O MPE também apresentou representação na Justiça Eleitoral contra a Rádio CBN e a Veja, além da Folha de S.Paulo, por entrevistar candidatos à Prefeitura, antes do prazo estipulado para a realização de propaganda política dos candidatos, 5 de julho. Segundo a promotora Maria Amélia Nardy Pereira, o problema não é a entrevista com os candidatos, e sim a apresentação de suas plataformas políticas veiculadas pelos meios de comunicação. "A entrevista é considerada uma propaganda na medida em que o candidato expõe sua plataforma política", afirmou. "Não há nada contra a liberdade de imprensa", acrescentou.

A Rádio CBN fez uma entrevista com a pré-candidata Marta Suplicy, enquanto a revista Veja estampou a ex-prefeita na capa da publicação desta semana. Para a promotora, as entrevistas ferem o direito de isonomia. "E os outros candidatos?", questionou.

ABERT CHAMA DE ILEGAL ATO DA SKY EM RELAÇÃO À MTV

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - Abert qualifica o ato de ilegal porque representaria uma apropriação indevida do sinal da emissora sem a devida autorização legal ou contratual. Segundo a Abert, a radiodifusão é um serviço aberto, mas a exploração comercial dos sinais das emissoras sem a autorização "constitui violação". A associação promete providências legais.

A manifestação da Abert não é gratuita e pode ter implicações importantes na discussão do PL 29/2007, projeto de lei que estabelece novas regras para a TV paga em discussão na Câmara. Um dos principais pleitos das emissoras de TV é justamente o direito de decidir se e em que condições o sinal das redes abertas será distribuído pelas emissoras de TV paga. Hoje, apenas a legislação de TV a cabo prevê o must carry, ou seja, obriga a operadora de TV paga a levar os sinais das geradoras locais, sem ônus para o operador e sem a possibilidade de cobrança pelo radiodifusor. A Abert deve utilizar o precedente da MTV na Sky para justificar maior poder de decisão para as emissoras abertas.

A Sky mantinha, até o ano passado, uma relação comercial com a MTV. Desde o final de 2007, contudo, a Abril (controladora da MTV Brasil) e a operadora de DTH não conseguiram chegar a um bom termo nas negociações. A situação piorou quando a negociação passou a envolver também os outros canais da Abril (FizTV e Ideal). Sky e Net Serviços optaram por descontinuar a transmissão do canal de música da Abril. Mas a Net, por ser uma operadora de cabo, tem o direito de manter no ar a MTV Brasil nas cidades em que o canal é gerado de maneira aberta, como é o caso da cidade de São Paulo. A Sky não tem esse direito, mas mesmo assim manteve o sinal para a capital paulista.

Fonte: TELA VIVA News

DEPUTADOS PROMOVEM AUDIÊNCIA PARA DEBATER PROPAGANDA DE BEBIDAS

As Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Viação e Transportes e de Seguridade Social e Família vão debater nesta terça-feira (17/06) em audiência pública as medidas restritivas à propaganda e ao consumo de bebidas alcoólicas, previstas no projeto de lei 3.164/2008, apensado ao PL 4846/1994. Entre os convidados, o diretor geral da ABERT, Flávio Cavalcanti Júnior já confirmou presença.

O debate também deverá contar com a participação do presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Henrique Carlos Gonçalves; do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Mauro Braz de Lima; Secretária-adjunta da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte; do presidente do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar), Gilberto Leifert; e do presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), Dalton Pastore.

Na CCTCI, o requerimento para a audiência é do deputado Ratinho Junior (PSC-PR); na de Viação e Transportes, do deputado Hugo Leal (PSC-RJ); e na de Seguridade Social e Família, pelo deputado Miguel Martini (PHS-MG).

A audiência está marcada para as 14h30, no plenário 11.

PROJETO ESTABELECE NOVAS OBRIGAÇÕES PARA EMISSORAS DE RÁDIO

A relatora do Projeto de Lei nº 2.012 na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) acatou o substitutivo do deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), que foi aprovado anteriormente na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e estabelece novas obrigações para emissoras de rádio.

O substitutivo cria o Serviço Municipal de Transparência Postal (SMTP) e permite o amplo acesso da população aos dados oficiais dos recursos públicos federais repassados pela União aos municípios. Além disso, estabelece que as “emissoras detentoras de outorgas para prestação do serviço de radiodifusão sonora de caráter local são obrigadas a transmitir mensalmente, no horário compreendido entre 19h às 22h, dez inserções com duração individual de vinte segundos contendo informações sobre os recursos repassados aos municípios pela União”.

ENCONTRO COM O PRESIDENTE E SEMINÁRIO ELEIÇÕES NA 16ª FENADOCE

Dando sequência ao circuito de palestras sobre "Mídia e Eleições", a AGERT promove mais um Encontro com Presidente. Tendo como objetivo estreitar os laços entre a entidade e os radiodifusores da região.

O convite para a realização do encontro foi feito pela Rádio Pelotense, que está comemorando 83 anos. A mais antiga emissora em funcionamento, no Rio Grande do Sul demonstrou preocupação com a Legislação Eleitoral 2008.

Por este motivo, a AGERT e a Rádio Pelotense realizarão no dia 13 de junho o seminário “A Radiodifusão e as Eleições Municipais”. O presidente da Agert, Roberto Cervo “Melão” falará sobre as normas para veiculação de mídia partidária, durante o período de campanha eleitoral, esclarecendo as dúvidas dos radiodifusores.

O evento acontecerá no Auditório I (Centro de Eventos da 16ª Fenadoce), Av. Pinheiro Machado – 3390, às 14 horas.

Informações e inscrições pelo telefone (51) 3228.3959 ou pelo e-mail: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. com Cláudia.

PROVIEW APRESENTA CONVERSOR PARA TV DIGITAL A R$ 199

A Proview Eletrônica do Brasil, indústria de equipamentos de informática e que funciona na Zona Franca de Manaus, apresentou ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, um protótipo de conversor para TV digital de baixo custo - a R$ 199,00 - mais completo do que os que estão hoje no mercado, com preço mínimo de R$ 499,00.
A indústria disse que terá condições de colocar o conversor no mercado num prazo de 30 dias. O Ministério das Comunicações espera novos lançamentos de conversores de baixo custo para os próximos dias.

Fonte: ABERT

INSTITUIÇÃO FINANCEIRA UTILIZARÁ A TV DIGITAL PARA PROMOVER TRANSAÇÕES COM CLIENTES

O anúncio foi feito durante o Ciab Febraban 2008, evento de tecnologia bancária que ocorre essa semana em São Paulo. Segundo a diretora, infra-estrutura de hardware e o desenvolvimento do software que será usado pelos clientes já estão disponíveis.

O que falta agora é esperar a conclusão do Ginga, o middleware que serve como camada de integração entre o set-top box e a aplicação desenvolvida para a TV digital e que possibilitará aos clientes interagirem com o banco.

A instituição financeira ainda estuda como será o modelo de negócio do canal. Se o software será, por exemplo, distribuído pelo BB numa pen drive e instalado pela porta USB do set-top box ou da TV, ou se virá na forma de um serviço oferecido via operadora de TV aberta.
"A expectativa é que até o final do ano o Ginga já esteja finalizado e que a interação comece a valer", afirma Glória Guimarães.

Já no segundo semestre, os usuários de TV digital poderão fazer pequenas consultas na página do BB na TV. Além de saldo e extrato, os clientes do banco terão acesso a simulações de empréstimos e financiamentos. "40% das atividades feitas num caixa eletrônico são apenas consultas. Isso pode ser feito tranquilamente pela televisão", afirma Jose Luis Salinas, vice-presidente de tecnologia do BB.

A expectativa do Banco do Brasil é que o canal da TV digital siga os mesmos passos da adoção dos celulares para realizar transações. Atualmente, a base de usuários de mobile banking do BB é de 520 mil aparelhos. "Acreditamos que nos próximos cinco anos a TV digital será um canal consolidado para transações com os clientes", diz a diretora.

Fonte: Info On Line

POPULAÇÃO DE RUA TERÁ CURSOS DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

A Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) e a Devoção de Nossa Senhora dos Navegantes promovem quinta-feira, 12, às 16h, a aula inaugural dos cursos de qualificação profissional destinados a pessoas em situação de rua. Denominado Reinserção na Atividade Produtiva (RAP), o projeto prevê a realização de cursos para cem pessoas em quatro atividades específicas, durante quatro meses. A aula inaugural será no albergue Monsenhor Felipe Diel (Praça Navegantes, 41, Bairro Navegantes). A iniciativa é uma das ações
previstas no Porto da Inclusão, um dos 21 programas estratégicos adotados pelo modelo de gestão da prefeitura.

O convênio para a execução do RAP foi assinado na semana passada entre a presidente da Fasc, Brizabel Rocha, e Aldo Besson, representante da Devoção de Nossa Senhora de Navegantes, instituição responsável pelo Albergue Monsenhor Felipe Diel. Serão realizados cursos em áreas como pintura predial, hidráulica, elétrica e jardinagem. A intenção é qualificar os cem usuários com conteúdos teóricos e atividades práticas, durante quatro meses,
no turno da tarde, em três dias da semana, às terças, quartas e
quintas-feiras. O projeto prevê também o fornecimento de vale-transporte, alimentação e uma bolsa-auxílio de R$ 200,00.
Pesquisa - O RAP é uma das ações propostas pela Fasc para o atendimento à população de rua. Censo recentemente divulgado em pesquisa da fundação em parceria com a Ufrgs identificou 1.203 moradores em situação de rua na Capital. Do universo pesquisado, 81,8% são do sexo masculino, 52% nasceram em Porto Alegre e na Região Metropolitana e 71,8% têm idade de até 44 anos.

Quanto ao tempo de vivência na rua, 11,6% estão nessa situação há menos de um ano. Em relação ao grau de escolaridade, 46,4% possuem o ensino fundamental incompleto.

Quanto às relações de trabalho e renda, 81% dos entrevistados afirmaram possuir profissão. As mais representativas referem-se a atividades vinculadas à construção civil, à vida doméstica e a serviços em geral. Mas só 19,7% disseram exercer atividades coerentes com sua qualificação profissional. Apenas 5% trabalham com carteira assinada, 32,2% nunca trabalharam com carteira e 57,3% já atuaram formalmente. Mais informações no site da Fasc: www.portoalegre.rs.gov.br/fasc