Publicidade ganha braços na TV digital

Gustavo Miller

Prevista para chegar no Brasil apenas no final do ano que vem, a TV digital já chegou para o mundo da publicidade há um bom tempo. É o que diz Nizan Guanaes, presidente da agência Africa e um dos publicitários brasileiros mais respeitados em terras tupiniquins e estrangeiras.
?Nunca o mercado publicitário esteve em tamanha ebulição. Nós estamos nos preparando desde já para o que será um nascimento e um dilúvio ao mesmo tempo?, diz.


Como bom baiano que é, não arreda o pé e diz estar pronto para o desafio de criar a tal televisão interativa.


Sua arma principal, além da criatividade, será o marketing indireto. Para quem não sabe o que é isso, vale o filme Náufrago como exemplo. Nele, a empresa de transportes Fedex e uma bola de vôlei da Wilson fazem parte da história, não são meros anunciantes.


Não rola comercial nem nada, apenas o produto, com o nome dos fabricantes, aparece na tela. Com a TV digital, presume-se que o telespectador, assim que olhar aquela pelota, possa clicar com o controle remoto sobre a imagem para receber informações como preço ou onde comprá-la perto de casa.


?Ao invés de apenas ter cabeça, como atualmente, a publicidade terá braços. Vou poder alcançar o telespectador, e ele poderá responder imediatamente?, diz Guanaes. Para atingir esse objetivo, ?o merchandising terá que ser bem mais criativo do que é hoje?.


Essa aposta já é algo que acontece no meio publicitário atualmente, comenta, pois nunca o telespectador teve tantas opções para mudar de canal e pular os comerciais.


Por isso, bolar uma propaganda, para a era da TV digital, que prenda o cara ali na frente da telinha será ainda mais desafiador. ?A interatividade permitirá que eu possa conversar diretamente com você e busque fazer a venda ali mesmo. São possibilidades infinitas que só com a experiência poderei saber como usar.?


Guanaes tem consciência de que essa transição do analógico para o digital irá demorar um bocado, assim como a revolução que ela causará. ?As grandes coisas do mundo não chegam se anunciando assim, e o futuro também é muito complicado de entender. Tudo o que você consegue compreender plenamente está obsoleto. A TV digital é isso?, explica.


Aliás, não entender direito uma tecnologia mas apostar nela como o futuro não é uma novidade na carreira do publicitário. Enquanto a internet ainda engatinhava, ele foi um dos sócios fundadores da Agência Click, empresa de publicidade que anuncia apenas na web.


Já um pouco depois da bolha da internet, ele criou o IG, portal pioneiro ao oferecer acesso à internet grátis.


O IG nasceu em 2000, justamente numa época em que Guanaes esteve longe da publicidade. Após vender sua parte da agência DM9 para a DDB, ele teve que ficar dois anos fora do mundo publicitário.


Gosta de dizer que, com o dinheiro que tinha, poderia viajar à vontade, mas preferiu investir. ?O IG foi um grande aprendizado e, se hoje invisto tanto na rede e encaro o futuro como faço, é por ele?. Após o enclausuramento,voltou a atuar na publicidade e criou a Africa, em 2002.
Pessoas próximas a Guanaes dizem que ele não é uma pessoa hi-tech: é a favor das novas mídias e sabe criar a partir delas e para elas, mas não é bom de mexer em equipamentos tecnológicos.


Outra característica sua é ser avesso a entrevistas e fotografias. Para entrevistá-lo, o repórter do Link teve de correr, literalmente, atrás do publicitário ao final de um seminário do qual ele foi a estrela. Mas, para fazer a foto, não houve jeito: alegando falta de tempo, não topou de jeito nenhum (o jeito foi apelar para a brincadeira ao lado).


Colecionador de inúmeros prêmios internacionais, inclusive diversos Leões de Ouro, Nizan decidiu, ao criar a Africa, não mais inscrever os trabalhos da agência em premiações.


Mas, para 2007, abriu uma exceção: autorizou seu time de criadores a inscrever trabalhos apenas na categoria Internet. ?Isso não quer dizer que eu esteja interessado somente na internet. É que a internet vai virar tudo: filme, banner, outdoor.?






Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Link - Publicidade



"A TV digital é uma revolução gradativa"

VANESSA NUNES

A televisão digital irá revolucionar a maneira como o brasileiro assiste aos seus programas preferidos. Possibilidade de vê-los no celular, interatividade e melhor qualidade de som e imagem são só alguns dos avanços do sistema.


- A TV digital é uma revolução gradativa. Não será de um dia para outro que as pessoas vão começar a ver TV de uma forma completamente diferente. A própria audiência vai ajudar a construir uma nova televisão - avalia o assessor da direção geral da Central Globo de Engenharia, Carlos Brito, há 12 anos envolvido no assunto.


Para apresentar as novidades dessa tecnologia, Brito estará no RBS Debates desta terça-feira, com o tema "TV Digital. Mais do que uma evolução, é uma revolução". O evento será às 19h30min, na Pontifícia Universidade Católica do Estado. Na sexta-feira, Brito conversou com Zero Hora por telefone:

Zero Hora - Qual é o principal ganho que o telespectador terá com a TV digital?
Carlos Brito - As emissoras apostam que a grande novidade é o salto na qualidade de imagem, como foi na troca da TV preto e branco para a TV a cores. Em um mesmo tamanho de monitor, vai ter duas vezes mais linhas e três vezes mais colunas. São seis vezes mais informação. E se vai ter um som com seis canais. Num jogo de futebol, por exemplo, você consegue ouvir o som de cada torcida de um lado. Em termos de áudio, é como se conseguisse colocar o telespectador dentro da tela.

ZH - Uma das possibilidades é oferecer mais de um programa, simultaneamente, em um mesmo canal. As emissoras estão preparadas para isso?
Brito - Não acreditamos nesse modelo de múltiplos programas. Além de dividir a qualidade técnica da imagem, você não consegue manter a qualidade da programação, porque o custo para fazer dois programas com qualidade similiar é praticamente o dobro. Não é porque a gente terá quatro canais que as emissoras vão faturar quatro vezes mais.

ZH - E quanto à mobilidade e à portabilidade?
Brito - Vai ser possível ver TV em movimento, em terminais portáteis. Grande parte das receitas das emissoras está no horário da noite, quando as pessoas ficam em casa. A TV móvel abre perspectiva de que aumente a audiência de dia. As pessoas vão poder ver TV em qualquer lugar. Será possível ter um dispositivo com TV sempre junto da pessoa. Um equipamento, por exemplo, que é o seu celular, é a sua câmera fotográfica e é a sua TV.

ZH - Teremos uma TV mais próxima da Internet?
Brito - TV interativa não é levar Internet para a TV. A forma de consumir televisão é completamente diferente da forma de interagir com a Internet. Certamente, um pouco das experiências que as pessoas têm na Internet poderão ter na TV. Poderá coletar informações adicionais sobre um programa e fazer comércio eletrônico pela televisão, por exemplo. Mas ainda não houve uso interativo da TV digital que tenha sido uma explosão de sucesso.

ZH - O valor dos equipamentos não compromete a popularização do novo sistema?
Brito - A inovação é paga por quem pode, e isso dá escala para que o preço, ao longo do tempo, se torne acessível. A mesma crença que tínhamos de que o celular ia se popularizar, temos na TV digital. Em cinco anos, a televisão será muito melhor do que é hoje e estará nas casas de baixa renda. Se não for daqui a cinco anos para chegar na classe D e E, vai ser daqui a seis, sete anos. Pretendemos que a TV digital seja uma televisão melhor na casa de todos.




Informação: Zero Hora

Pesquisa aponta uso político na Anatel

Pesquisa da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) aponta aumento na interferência política nas decisões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A entidade entrevistou 70 agentes do setor e 61% deles responderam que a interferência é "constante". Também houve críticas à fraca atuação da agência junto ao Legislativo no intuito de reduzir a carga tributária do setor e em relação à proteção dos direitos dos usuários.

Este é o quarto ano em que a Amcham dedica-se a avaliar a atuação da Anatel. No item do estudo dedicado a avaliar o relacionamento da Anatel com consumidores e comunidade, verifica-se que houve um "declínio" dos resultados em relação aos anos anteriores. Quando perguntados se a agência é um órgão eficiente na proteção aos direitos dos usuários pessoa física, 34% dos entrevistados responderam que a Anatel "nunca" age de forma eficiente.

"Em 2005, apenas 5% dos entrevistados haviam respondido dessa forma, o que mostra que houve uma piora na avaliação", comentou o membro do Task Force da Anatel da Amcham Brasil, Rodrigo D"Ávila. Segundo ele, fica claro que o sentimento geral é de que a Anatel não dispõe do poder necessário para obrigar as prestadoras de serviços a reparar os prejuízos causados ao usuário, seja ele pessoa física ou jurídica.

D"Ávila ressalta que os pesquisados elogiaram o trabalho de fiscalização feito pela agência, apesar do contingenciamento de verbas, mas cobraram investimentos em contratação e treinamento de pessoal. Também foram apuradas sugestões para aprimoramento das soluções de impasses e controvérsias entre os agentes do setor, principalmente em relação à convergência de serviços.

No que diz respeito à formulação de regras que acompanhem o desenvolvimento do mercado, a avaliação também foi pior. Em 2005, 26% dos entrevistados entendiam que "geralmente" a agência atendia à dinâmica do mercado quanto à edição e revisão de regulamentos. Em 2006, apenas 11% mantiveram essa opinião, enquanto que a resposta "raramente" cresceu de 53% para 70%. "As respostadas coletadas indicam que a insatisfação dos agentes está relacionada à interferência política e à falta de dependência da Anatel", diz Rodrigo D"Ávila.

Para elaborar o estudo, a Amcham entrevistou representantes de operadoras de telefonia fixa e móvel, serviços especializados ou multimídia, satélites, radiodifusão, serviços de comunicação eletrônica de massa por assinatura, fabricantes e fornecedores de equipamentos, fornecedores de conteúdo, prestadores de serviço, consultorias, associações do setor, universidades e órgãos públicos. O relatório será agora enviado à Casa Civil e aos ministérios das Comunicações, Justiça e do Desenvolvimento.





Informação: Abert/ Telecomunicações - Diário de Pernambuco - PE - Economia

Festa com os pés no chão

Demorou apenas algumas semanas para que a fase de encantamento com a escolha do padrão de TV digital passasse e os radiodifusores começassem a discutir, publicamente, o tamanho do desafio que vem pela frente. Se a TV digital era um imperativo para a sobrevivência das redes abertas, como elas mesmas diziam, a verdade é que ainda não se sabe exatamente como se dará o processo de salvamento. O palco em que os desafios começaram a ser colocados pela própria indústria de radiodifusão foi o Congresso SET 2006, realizado no final de agosto em São Paulo.

Isso fica claro ao se olhar cuidadosamente para as ponderações que o diretor geral da Rede Globo, Octavio Florisbal, faz sobre as novas possibilidades que se abrem com a TV digital. “A TV aberta tem 60% do mercado publicitário. Acumular mais que isso é um grande desafio. É preciso ter maturidade e calma para definir os investimentos, sabendo que o retorno é de médio a longo prazo”, disse, ressaltando que as novas receitas virão de forma “gradual, lenta e regional”. Florisbal concluiu: “podemos ser otimistas, mas não excessivamente otimistas”. Para ele, a TV digital deve trazer novas receitas para as emissoras, mas apenas a médio e longo prazo. Uma das vantagens, segundo Florisbal, é o fato de, com a portabilidade e a mobilidade, ampliar-se a audiência no período diurno, que hoje corresponde a apenas 15% das receitas publicitárias. A alta definição também, para Florisbal, pode ser um atrativo para os anunciantes, principalmente aqueles em busca de um público mais sofisticado.

A interatividade, num segundo momento, também pode agregar novas receitas, segundo o executivo. “As agências podem desenvolver novas campanhas usando este recurso”, disse, mas sempre se referindo a potencialidades, e não possibilidades concretas hoje.

Finalmente, a multiprogramação, em um momento futuro e desde que permitido pela legislação, pode ser um atrativo para novos anunciantes, diz o principal executivo da TV Globo. Ele deixou claro, no entanto, que no primeiro momento a estratégia será transmitir um único canal em SDTV (standard definition), com programação em HDTV em alguns horários, aumentando com o tempo. Florisbal ressaltou, contudo, que são crescimentos pequenos em relação às receitas atuais, e mesmo assim de longo prazo.

Para José Roberto dos Santos Maciel, CFO do SBT, são muitas as dificuldades que os broadcasters enfrentarão para bancar a transição para a TV digital. Segundo ele, os investimentos mais pesados serão feitos no primeiro round, quando as emissoras terão que trocar seus transmissores, ao mesmo tempo em que mantêm funcionando (por alguns anos ainda) suas estruturas analógicas atuais. Tudo isso sem uma perspectiva de novas receitas no curto prazo. Ele lembrou também que o fato dos equipamentos serem cada vez mais de TI acelerou o ciclo de vida tecnológico do parque de produção.

Maciel aponta ainda os problemas de gestão da maior parte das pequenas e médias emissoras locais e regionais. “São empresas que ainda não publicam balanços, não fazem auditorias e que terão muita dificuldade de acesso a financiamento”. Segundo ele, as grandes emissoras podem ajudar nesse processo, orientando as emissoras, passando expertise, mas que isso é um processo de longo prazo. “No caso do SBT, apenas recentemente passamos a exigir das emissoras de televisão afiliadas os balanços, para acompanharmos os números”. Ele destaca ainda que muitas delas não têm condições de manter suas contas sem os repasses das cabeças de rede, e isso é também um impeditivo. Como solução para o processo de digitalização destas pequenas e médias empresas, ele aponta a possibilidade de compra conjunta de equipamentos, com garantias da cabeça de rede para viabilizar o financiamento. “Já fizemos isso na compra de câmeras, com sucesso”.

Fernando Bittencourt, diretor de engenharia da TV Globo, concorda que será preciso um certo suporte das grandes emissoras às pequenas para que estas possam se digitalizar. “Hoje, no nosso contrato de franquia incluímos cláusulas de monitoramento da gestão das empresas. Podemos ainda fazer compras em conjunto, para ganhar escala. Mas elas terão que encontrar seus modelos de financiamento”.

Outro problema sério para as emissoras de um modo geral, mas notadamente para as pequenas e médias, é a produção de conteúdo para a digitalização. Nesse sentido, Maciel, do SBT, chega a sugerir apoio estatal à atividade. Segundo ele, as emissoras de TV são comparáveis à indústria de software, que usa um hardware (no caso os estúdios, pessoas, etc) para produzir um conteúdo, e que esta produção deveria ser financiada pelo BNDES, assim como o banco financia o software nacional. Ele lembrou que há uma dificuldade “histórica” para este financiamento, mas disse que as empresas do setor vêm se tornando mais transparentes e adotando modelos de governança corporativa que facilitariam as negociações com o banco.

O BNDES confirma que há estudos sobre as linhas de financiamento para TV digital, que devem estar concluídos até outubro, e que entre eles há estudos para financiamento da produção. “Em princípio, o BNDES não vê problemas”, diz Alan Fischler, responsável pelo setor de telecomunicações e comunicação do banco.

Prazos polêmicos

Outra questão que preocupa, e muito, os radiodifusores, são os prazos de transição. “Acho que na maior parte do Brasil, nas pequenas cidades, o prazo colocado pelo governo (10 anos) é otimista. Deve levar mais tempo do que isso para que a digitalização da TV chegue a estas cidades”, disse Octávio Florisbal, diretor geral da TV Globo. Ele destacou ainda a importância que os mercados fora dos grandes centros terão na digitalização da TV brasileira. “A economia está se interiorizando. Hoje, 70% do consumo é fora do eixo Rio/São Paulo”.

Uma questão que também começa a ser colocada diz respeito ao financiamento da rede estatal e pública, que também precisará ser digitalizada. Questionado sobre esta questão, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirma ainda não ter resposta. “No caso das emissoras privadas, boa parte dos investimentos, pelo menos na parte de produção, já foi feito. Mesmo assim deve haver formas de financiamento. Mas nas educativas, sobretudo nas estatais, é mais complicado, ainda precisamos avaliar as alternativas, mas elas existirão”.

Outro aspecto relevante referente à implantação da TV digital que começa a surgir é a já antiga, mas ainda inconclusa, discussão sobre uma legislação convergente, mais ampla, que agregue as tecnologias e serviços de comunicações e telecomunicações.

É a boa e velha Lei de Comunicação.

“Acho que sobretudo a questão da interatividade e da oferta de conteúdos por vários meios exige uma revisão na legislação de radiodifusão, telecomunicações e TV a cabo, que são separadas hoje. Mas esta é uma discussão que precisa ser feita pelo Congresso”, disse o ministro Hélio Costa, durante sua palestra no Congresso da SET. “Das outras vezes que se tentou esta legislação, ela foi colocada da maneira errada, e por isso não vingou. Eu mesmo fui contra. Mas ela é inevitável, só é preciso encontrar um caminho”. O assessor jurídico do Minicom, Marcelo Bechara, ainda durante o evento, fez aos radiodifusores presentes um apelo para que trabalhem por uma legislação de comunicação. “A Lei de Comunicação que esperamos que seja encaminhada ao Congresso Nacional em 2007 é urgente. Está cada vez mais difícil regular este ambiente convergente, estamos ficando para trás e daqui a pouco seremos retardatários, se não formos atropelados. Por isso faço esse apelo “.

Coincidência ou não, algumas semanas depois o subchefe da Casa Civil para ação governamental, Luiz Alberto dos Santos, falando ao Conselho de Comunicação Social, colocou a questão mais ou menos da mesma maneira.

Capacidade máxima
A TV Globo planeja iniciar as transmissões digitais já apresentando todas as potencialidades que o serviço oferece. “No primeiro momento das transmissões, teremos os conteúdos em alta definição, teremos a transmissão para dispositivos portáteis e para dispositivos móveis”, afirmou Fernando Bittencourt, diretor de engenharia da emissora. “Isso dependerá, é claro, de disponibilidade de equipamentos. Mas no caso dos equipamentos móveis e portáteis, eles estão disponíveis hoje no Japão”. Ele voltou a descartar a possibilidade de usar menos do que um canal de 6 MHz para a transmissão em alta definição. “Não temos nenhum plano de fazer multiprogramação. Vamos transmitir em definição padrão a maior parte do tempo, e com o tempo ampliaremos o espaço em alta definição. Quando estivermos em HD, vamos usar toda a banda. Mesmo em MPEG-4, a taxa máxima de 19 Mbps ainda não é suficiente para darmos a qualidade perfeita”, diz, descartando a hipótese de transmitir dois sinais em alta definição.


Ele acredita que no começo do próximo ano, a comissão de ministros criada no começo do ano com esta finalidade comece efetivamente o seu trabalho para que a proposta possa ser encaminhada ao Congresso Nacional também em 2007: “Não teremos mais uma década perdida, pois a regulamentação do setor é necessária até para a sobrevivência e o desenvolvimento dos agentes econômicos nele envolvidos e não apenas para a democratização das comunicações”, lembrou Santos.

Transição

Mas a questão central para os radiodifusores pelo menos iniciarem o processo de digitalização é o cronograma de transição e a forma como todos os canais serão acomodados nas diferentes cidades. O cronograma estava para ser publicado a qualquer momento no fechamento desta edição.

Segundo o superintendente de comunicação de massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, a agência está revendo o Plano Básico de TV Digital agora que a modulação do padrão ISDB-T foi definida como a base para o Sistema Brasileiro de TV Digital. Dando seqüência ao processo de revisão do plano que organiza a distribuição de canais após o processo de digitalização das emissoras de TV, a Anatel deve colocar em consulta pública até dezembro a organização do espectro para Brasília, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. As demais capitais devem ter seu espectro para TV digital reorganizado pela Anatel a partir de março de 2007.

A idéia da Anatel é que, concluído o processo de migração, em 2016, haja grande sobra de espectro para o uso que se queira dar. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a digitalização deve resultar em 29 canais vagos.

A agência também pediu ao Ministério das Comunicações que, no processo de definição do cronograma de migração, reserve um período até julho do ano que vem para que nenhuma outra cidade, além de São Paulo, inicie suas transmissões digitais. “Isso seria importante porque São Paulo deve ser um laboratório de ajustes que serão importantes para todas as demais cidades”.

O consultor jurídico do Minicom, Marcelo Bechara, informou ainda que será criado um grupo de trabalho vinculado à Secretaria de Radiodifusão do ministério para receber e analisar os projetos de migração para TV digital. “Esse grupo é quem receberá os projetos e dará a aprovação, a partir da qual as emissoras terão 18 meses para iniciarem a operação digital”.

Festa e elogios

A despeito dos necessários toques de realismo diante da chegada da TV digital, o Congresso da SET também foi uma espécie de celebração para os broadcasters.

Já no início do evento, os radiodifusores mostraram uma sintonia inédita entre as associações que representam o setor. Após a definição do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), os radiodifusores adotaram um discurso único, pregando o esforço conjunto da indústria de televisão em prol da digitalização. Abert, Abra, Abratel e Abepec rasgaram elogios ao ministro Hélio Costa. José Inácio Pizani, então presidente da Abert, que representa rádios e televisões, destacou a importância da definição do SBTVD como elemento de sobrevivência da indústria. Em seguida, Amilcare Dallevo, presidente da Rede TV! e da Abra (associação de radiodifusores que representa também os interesses da Bandeirantes), reforçou a necessidade de defesa conjunta do setor. “Muitos dizem que não prestamos serviços para a sociedade. Nós temos que defender a indústria conjuntamente contra este tipo de colocação. Nosso inimigo não é interno. Nossa união deu frutos na TV digital e vai ser assim daqui para frente”, disse, lembrando o embate com empresas de telecomunicações na definição do padrão. Carlos de Oliveira, presidente da Abratel (associação que tem a Record como sua maior associada), lembrou que o setor de radiodifusão não pode ter brigas internas. Na mesma linha foi Jorge da Cunha Lima, presidente da Abepec (associação das emissoras educativas), que destacou a necessidade de união das emissoras em nome da produção de conteúdos de qualidade para a realidade digital. A ABTA, associação das TVs por assinatura, também convidada, foi a única com um discurso diferente. “Não somos radiodifusão, somos telecomunicações”, disse Alexandre Annenberg, diretor-executivo da associação. “Ainda assim acredito que podemos trabalhar de maneira complementar para levar a TV digital à população”.

Rádio Digital
Hélio Costa afirmou que ainda este ano, após os testes, será escolhido um padrão de rádio digital, “e será escolhido o melhor”, afirmou, deixando subentendido que se referia ao norte-americano IBOC. “Quem me acusou de ser pró-japonês, agora me acusará de ser pró-americano”, ironizou, dizendo que “algumas ONGs e entidades que não entendem nada de TV” virão para “dar palpite”. Segundo Costa, “elas serão bem recebidas, porque ninguém vai poder dizer que o ministro não recebeu”.


Os radiodifusores esforçaram-se para que Hélio Costa, que chegaria em seguida como convidado de honra, estivesse em casa. Todas as associações manifestaram gratidão ao ministro e ao governo pela definição do Sistema Brasileiro de TV Digital. “Nossa vida começou a mudar com a chegada de Hélio Costa ao ministério. Ganhamos uma expressiva representação que não tínhamos”, disse Pizani. “Temos que agradecer o governo brasileiro e sua posição democrática de nos colocar nos debates”, disse Oliveira, da Abratel. “Além de cumprimentar o governo por ter dado a nós, protagonistas na produção do conteúdo, a oportunidade de participar de um novo mundo digital”.

Roberto Franco, presidente da Sociedade de Engenharia de Televisão, também manifestou, em nome da associação, o agradecimento ao ministro pelo processo de definição do SBTVD, e por ter “resgatado o direito dos engenheiros de televisão brasileiros de participar do processo”.

Em seu discurso, Hélio Costa saiu em defesa do Decreto 5.820/06, que criou o Sistema Brasileiro de TV Digital. O decreto ainda estava sendo contestado pelo Ministério Público junto à Justiça Federal de Minas Gerais. Segundo apurou TELA VIVA, o próprio ministro se mobilizou para explicar à Justiça a posição do governo, que conseguiu que a Justiça mineira sequer desse continuidade à ação do MP. Segundo o ministro, a ação foi motivada pelo pleito de “entidades, algumas até respeitáveis, que não fizeram direito o dever de casa de estudar o assunto”, disse, referindo-se às entidades de democratização das comunicações que vêm mantendo uma postura crítica em relação ao ministro e à forma como a decisão foi tomada. Para as entidades, o governo esqueceu de observar as exigências de pluralização do mercado de televisão ao definir o Sistema Brasileiro de TV Digital.

Costa voltou a dizer que o processo de escolha do SBTVD foi um debate de mais de dois anos, com dezenas de entidades e milhares de pesquisadores, e que não se trata da escolha do padrão japonês. “O sistema é brasileiro.

O ISDB-T empresta apenas a modulação, porque é a melhor modulação que existe”, disse. O ministro acabou retribuindo os elogios que recebeu dos radiodifusores, de certa forma, confirmando as críticas que boa parte das entidades de democratização fazem à atuação do Minicom: a de que o setor de radiodifusão teve voz privilegiada no processo. Segundo o ministro, “a Sociedade de Engenharia de Televisão acompanhou detalhadamente o processo de decisão. Agiu como se fosse o Fórum de TV Digital, ainda a ser criado. E isso foi importante para que não ficasse dúvida sobre a qualidade técnica da decisão tomada. O padrão japonês era tecnicamente imbatível, um consenso técnico”. Sobre as críticas, Costa afirmou: “me perguntam se haverá espaço para novos players, e eu digo que sim, isto está garantido. Haverá novos canais? Sim, haverá. Haverá canais públicos? Sim, está no decreto. Tentar atrasar o processo é que é ruim para o Brasil”, disse, sem detalhar como será a “abertura” de mercado que, segundo o ministro, está prevista.

Cronograma

Sobre o decreto estabelecendo o cronograma para a digitalização das emissoras de TV, que até o fechamento desta edição ainda não havia sido publicado, Costa afirmou: “O decreto fala em dez anos, mas em cinco pode estar bem avançado. Só o set-top box vai movimentar R$ 9 bilhões em três anos”, disse. O ministro afirma ainda que a expectativa do governo é que a indústria consiga entregar set-tops a US$ 42, “como já prometeu a Samsung”, o que dá um financiamento de pouco mais de R$ 7 por mês, nas contas do ministro. “No final do processo, se ainda houver alguém que não tenha migrado, podemos até dar de graça os set-tops, para quem realmente precisar”.

O Decreto 5.820/2006 deixou muitos pontos do SBTVD em aberto, pontos que dependerão, segundo o decreto, de um organismo que deverá atuar como disciplinador das questões referentes à TV digital no Brasil que envolvam o desenvolvimento do SBTVD, o Fórum de TV Digital.

O presidente da SET, Roberto Franco, descreveu no evento o modelo que deverá ser adotado pelo Fórum. Pelo modelo apresentado por Franco, o Fórum terá uma grande assembléia de membros, com participação ampla, onde cada membro terá um voto. Abaixo dessa assembléia, e a ela subordinado, atuará um conselho deliberativo, responsável pelas decisões mais importantes do SBTVD. Esse conselho terá representatividade mais restrita, para dar agilidade.

O Fórum terá ainda uma diretoria executiva e dois módulos que abastecerão as decisões do conselho diretor: um módulo técnico e um módulo de mercado.

É por meio destes módulos que serão encaminhadas as considerações e problemas a serem resolvidos pelo Fórum. Vale lembrar que o Fórum deve ser criado até o final do ano. “Além desta estrutura, seria ideal se conseguíssemos elaborar um grupo ‘ISDB Internacional’, onde todos os países que adotarem a modulação do ISDB-T dialogassem internacionalmente”. As negociações nesse sentido estavam sendo concluídas no começo de setembro.

Para Roberto Franco, o grande trabalho de especificação que deve ser feito agora envolve a modulação, a adoção da compressão MPEG-4 e o middleware básico nacional. “Estas três coisas precisam estar muito bem especificadas antes de começarmos com a digitalização”.

Fernando Bittencourt, diretor de engenharia da TV Globo, vai na mesma linha. Para ele o desafio é especificar e produzir set-tops com capacidade de recepção MPEG-4. “Não existe hipótese de começarmos a TV digital em MPEG-2, como é hoje no Japão. Vamos começar com tecnologia de ponta, e precisamos ainda chegar a um modelo de produto”. Bittencourt acredita que o custo dos receptores MPEG-4 serão maiores do que os custos inicialmente projetados. “Mas isso é passageiro, apenas no primeiro momento”.





Informação: Revista Tela Viva News


TV paga vai depositar recurso do FUST em juízo

SÃO PAULO - Quando o FUST (Fundo de Universalização das Telecomunicações) foi criado, a idéia era coletar uma fração de cada conta telefônica no País para financiar programas de inclusão digital, telefones em localidades remotas ou não atendidas por empresas e, como o próprio nome diz, a universalização das comunicações.

Com bilhões de reais praticamente parados - o governo federal ainda não definiu formas de utilização dos recursos, agora foi a vez das empresas de TV por assinatura questionarem o fato de contribuírem para o FUST.

As empresas de TV por assinatura, entre elas NET, Sky, Vivax e TV Filme, conseguiram na Justiça uma liminar para depositar em juízo os recursos do fundo.

A liminar foi concedida pelo juiz Hamilton de Sá Dantas, da 21ª Vara da Justiça Federal de Brasília. As operadoras argumentam que, por lei, os recursos do FUST são destinados às empresas de telefonia fixa e que, por isso, as empresas de TV por assinatura





Informação: Agência Estado

Rádio São Francisco Sat veicula série de reportagens sobre o trem regional

A Rádio São Francisco Sat (www.saofrancisco.am.br – AM 560) está veiculando, desde o último dia 11, uma série de reportagens sobre a história do trem em Caxias do Sul. O objetivo das matérias é valorizar um dos meios de transporte mais importante para o país, mas que caiu em descaso. A série de reportagens, assinada pelo jornalista José Theodoro, faz uma volta ao tempo e resgata os valores culturais e históricos da comunidade que se desenvolveu em torno da Estação Férrea.
O trem chegou em Caxias em 1910 e foi fundamental para o desenvolvimento de cooperativas vinícolas, madeireiras, moinhos, metalúrgicas e comércio.
Ao todo são 15 matérias de 5min que estão sendo apresentadas nos programas Acontece (7h e 9h), Super Tarde (13h e 18h) e Hora da Informação (22h30 e 24h). O jonalista José Theodoro pesquisou cerca de 5 meses para produzir a série de reportagens. Numa das matérias da série, veiculada nesta semana, o jornalista José Theodoro trouxe a informação exclusiva que o trem deve ser reativado na região.


Autor(a): Vinícius Spindler


Informação: Rádio São Francisco Sat

Comunicado Abert - Convocação Rede Nacional

Prezados colegas radiodifusores,

A A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO - ABERT vem informar que de acordo com o preceituado no artigo 3º da Lei nº 11.204, de 05.12.2005, foi convocada pela Presidência da República, REDE NACIONAL OBRIGATÓRIA DE EMISSORAS DE TELEVISÃO E RÁDIO PARA TRANSMISSÃO DE PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, Ministro Marco Aurélio, no próximo DIA 28.10.2006 (SÁBADO), com duração de aproximadamente 6" (SEIS MINUTOS), às 20h30 para a televisão e às 20h para o rádio, sempre horário de Brasília, estando a geração a cargo da Radiobrás.

Sem mais para o momento, restando à inteira disposição de V.Sªs. para quaisquer esclarecimentos, subscrevemo-nos.

Atenciosamente,

DANIEL PIMENTEL SLAVIERO
PRESIDENTE

ALEXANDRE K. JOBIM

RODOLFO MACHADO MOURA
ASSESSORIA JURÍDICA

TSE não vai dar direito de resposta contra mídia

O Tribunal Superior Eleitoral firmou nos últimos dois dias uma jurisprudência que modifica o convívio entre imprensa e partidos nas campanhas eleitorais. Ao dar seu voto em três casos semelhantes, os ministros definiram que os partidos não podem utilizar a legislação eleitoral para reivindicar espaço em jornais e revistas em nome do direito de resposta. A partir de agora, diz o TSE, os descontentes devem ir à Justiça comum e se defender pela Lei de Imprensa.

Nos meios jurídicos, a decisão é considerada uma reafirmação do artigo 220 da Constituição, que assegura livre "a manifestação do pensamento". Para o advogado Manoel Alceu Afonso Ferreira, "a decisão vai no sentido de assegurar a liberdade de informação, impedindo que a Lei Eleitoral seja usada como um entrave à imprensa".

Num dos casos em julgamento, o PT queria direito de resposta - com direito a chamada na capa - contra a revista Veja. Há dez dias, a revista publicou reportagem que mostrava a participação do ex-assessor especial da Presidência Freud Godoy numa operação para dificultar a investigação sobre os responsáveis pela compra do dossiê Vedoin. O PT perdeu por 4 a 3. O partido de Lula também queria direito de resposta contra a Folha de S. Paulo no mesmo caso. Perdeu por 6 a 1. A campanha de Geraldo Alckmin tentou o mesmo recurso contra o jornal Veja Agora, do Maranhão, que fez reportagem sobre uma denúncia de aposentadoria precoce. Perdeu por 6 a 1.


NATUREZA DIFERENTE

Nos três casos, havia uma situação similar: denunciado por um veículo, um candidato exigia espaço semelhante para responder. Pela Lei Eleitoral, cabe direito de resposta. Pela Constituição, não pode haver restrição "à manifestação do pensamento".

A decisão do TSE resolve esse impasse, ao tratar propaganda eleitoral e informação como produtos de natureza diferente. As acusações de teor eleitoral devem ser respondidas em espaço próprio - o da propaganda. Já reportagens devem ser tratadas como qualquer litígio que tem a Lei de Imprensa como pano de fundo. "Num caso você está falando de quem faz campanha e no outro de informação", explica Manoel Alceu.

Em seu voto, um ministro do TSE declarou que estava impressionado com o "engajamento nítido" de uma publicação acusada. Mas nenhum erro de informação foi apontado pela representação do PT nos casos examinados.

Para José Antonio Toffoli, que representou o PT nos dois casos, a decisão do TSE foi baseada num equívoco. "A lei diz que qualquer ofensa contra um candidato deve ter direito de resposta", diz Toffoli.

Dias antes do primeiro turno, lembra, Alckmin conseguiu responder a uma reportagem do Correio Braziliense sobre gastos com viagens em seu governo. Para Djair Rosa, advogado há 20 anos na área, essa confusão não ajudava ninguém. "Apenas criava um poder arbitrário sobre a imprensa."




Informação: ABERT / O Estado de S.Paulo - Nacional - Imprensa

Pólo de Santa Rita do Sapucaí domina TV digital

O pólo eletrônico de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais, já domina a tecnologia de recepção e transmissão do sinal de TV digital, e se prepara para disputar o mercado bilionário da conversão dos atuais aparelhos analógicos. A fabricante de computadores Phihong, instalada na cidade, anunciou ontem a entrega dos primeiros 75 mil conversores de sinal analógico para digital - chamados de set-top box - à operadora de TV a cabo TVA. Já a Linear se prepara para homologar o transmissor de TV digital no padrão japonês, passo fundamental para o equipamento poder ser comercializado em território nacional.

De acordo com o presidente da Phihong, Luciano Lamoglia, os conversores de recepção produzidos para a TVA foram montados no padrão europeu, utilizado pela empresa de TV a cabo. O lote montado para a TVA serviu de experiência para credenciar a Phihong tecnologicamente para a produção do conversor na configuração escolhida pelo Governo brasileiro, que utiliza o padrão japonês com aprimoramentos nacionais, e que já é chamado de nipo- brasileiro.

Lamoglia analisou que o mercado de conversores é atraente, pois existem 115 milhões de televisores analógicos no Brasil que vão precisar da caixinha para receber o sinal digital. ½É um mercado de R$ 10 bilhões por ano, e queremos participar dele”, afirmou o executivo.

Apesar de a barreira tecnológica estar resolvida, a Phihong precisa superar a diferença de tributação federal, que existe entre Manaus e o restante do país, para produzir conversores competitivos. De acordo com Lamoglia, a produção de conversores em Santa Rita do Sapucaí enfrenta tributos 15% mais altos do que os praticados em Manaus, que goza de incentivos fiscais para o setor eletroeletrônico.

Lamoglia espera que o Governo federal classifique os conversores como bens de informática, o que garantiria sua produção com incentivos fiscais em todo o território nacional, e não apenas em Manaus. ½Como somos uma empresa com 2,5 mil funcionários e faturamento de R$ 200 milhões, temos que trabalhar com este produto”, disse. ½É questão de justiça social.”

Na Linear, a questão fiscal não preocupa a direção da empresa. Conforme Carlos Frutuoso, diretor de Marketing e Exportação da Linear, os transmissores já são classificados como bens de informática. Ele revelou que emissoras de televisão já consultaram a empresa sobre o fornecimento de transmissores digitais, o que sinaliza para o início da movimenta ção que trocará 20 mil destes equipamentos em 10 anos.

A primeira transmissão de TV digital no Brasil está prevista para o final de 2007, em São Paulo. Em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba, o sinal digital chegará no final de 2008.




Informação: ABERT / Telecomunicações - Hoje em Dia - MG - Economia