Especialista critica modelo de TV Digital brasileiro

A Semana de Comunicação, realizada pelo departamento de Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), começou suas atividades ontem à noite com uma discussão sobre o modelo de televisão digital escolhido para o Brasil. O doutor em Comunicação Social e mestre em Ciência Política, Juliano Maurício de Carvalho, falou para estudantes de jornalismo e demais interessados sobre as perspectivas de trabalho geradas pela abertura de um novo modelo de comunicação no Brasil, o digital. Esse modelo, que será efetivamente adotado em 2012, vai resultar na alteração completa de todas as formas de recepção de som e imagem utilizada atualmente nos televisores dos brasileiros.

Carvalho fala do assunto com a experiência de quem vai comandar a primeira emissora de televisão digital e educativa a ser implantada no interior do Brasil, na cidade de Bauru (SP). “Nós faremos uma espécie de projeto piloto para as grandes emissoras, ajudando a formar profissionais devidamente capacitados. Trata-se, também, de uma experiência inédita já que essa televisão vai funcionar como a TV Educativa do interior, gerando conteúdo e apresentado sugestões”, comentou.

Mesmo apontando as falhas, o especialista afirma que os estudantes de comunicação precisam ocupar todos os espaços a serem abertos por esse novo mercado e, da mesma maneira que em outros campos de trabalho, se aperfeiçoar para se apresentar como mão-de-obra qualificada.

O doutor em Comunicação também veio a Ponta Grossa com a proposta de ampliar o debate sobre a implantação da TV digital no Brasil. Juliano Carvalho afirma que, quando da escolha do padrão japonês, não houve uma ampla discussão sobre o assunto e a necessária abertura para os produtores de áudio e vídeo do País. “Entre as três possibilidades disponíveis (padrão norte-americano, japonês e europeu), o Governo brasileiro escolheu o mais fechado de todos, o japonês. Isso, de certa forma, engessa as pretensões do País em moldar um sistema com as suas próprias peculiaridades”, disse.

Programação – A Semana de Comunicação da UEPG continua hoje, durante todo o dia, com a 4ª edição do Encontro de Pesquisas em Jornalismo (pela manhã), a realização de oficinas à tarde e a discussão sobre a mídia como espaço de disputa política, que acontecerá à noite com a palestra do professor doutor em Comunicação, Álvaro Laranjeira. O palestrante também lança seu livro “Comunicação Monoteísta - fonte dos discursos do Partido dos Trabalhadores e da Rede Brasil Sul “ (Editora Sulina). A palestra acontece a partir das 19h, no Grande Auditório da UEPG (Campus Central).

Auditório recebe Sonora Brasil Ponta Grossa – Depois da palestra com o professor Álvaro Laranjeira, o Grande Auditório da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) receberá mais uma edição do projeto Sonora Brasil, realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). O grupo Korim, de Recife, fará a apresentação do espetáculo “Criolo”. Os artistas utilizam instrumentos de percussão e de música erudita para apresentar a musicalidade característica dos descendentes africanos. A apresentação é gratuita, aberta a todos os interessados, é está prevista para começar às 21h30. A atividade integra a programação artística da Semana de Comunicação, realizada pelo Departamento de Comunicação da UEPG. @ M.S.




Informação: ABERT / Telecomunicações - Diário dos Campos - PR

Radiodifusores pedem ao governo definição rápida de padrão tecnológico

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, recebe hoje (17), às 15 horas, radiodifusores de todo o país. Eles vão pedir rapidez na definição do padrão tecnológico de rádio digital que será adotado no Brasil.

Atualmente, 15 rádios brasileiras operam em caráter experimental com o Sistema de Radiodifusão Sonora Digital, o Iboc.

Participam ainda da audiência, pedida pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), os presidentes das associações estaduais de Radiodifusão.




Informação: ABERT / Agência Brasil

Ministério defende obrigatoriedade de conteúdo nacional na TV via satélite do país

O consultor jurídico do ministério das Comunicações Marcelo Bechara defendeu, há pouco, a portaria que a pasta prepara para instituir a obrigatoriedade de conteúdo nacional na televisão via satélite do país. Segundo ele, a atual portaria que regulamenta esse serviço, de 1997,"já não condiz" com a realidade e, por isso, precisa ser atualizada. Na avaliação de Bechara, que participa do seminário Crimes Digitais, promovido pelo Valor Econômico, todos os serviços de TV paga - via cabo, satélite ou antenas (MMDS) - passaram por modernizações nos últimos anos. Por isso, a legislação para o serviço de satélite precisa acompanhar esse movimento. "Tem de abrir mais o mercado, tornar o serviço mais acessível à população", defendeu o consultor jurídico. Segundo ele, a proteção ao conteúdo nacional que o governo quer incluir na portaria "não envolve censura", mas uma forma de estimular a produção local. "Isso vai gerar emprego nesse país", defendeu. Ele ainda informou que a previsão do ministério é de que essa portaria seja publicada até o final deste mês.




Informação: ABERT / Valor - Redação

Software nacional ganha fôlego com TV digital, diz SOFTEX

A indústria nacional de software está vendo o projeto de TV Digital brasileiro como oportunidade para alavancar o setor. Hoje, segundo Djalma Petit, coordenador-adjunto da SOFTEX (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro) empresas brasileiras abastecem apenas 20% da demanda local.

"A TV Digital pode ampliar consideravelmente as nossas oportunidades", aposta Petit. Ele, porém, cobra do governo um projeto mais claro e que direcione as oportunidades de desenvolvimento de aplicativos à indústria nacional.

Para Petit, a TV Digital no Brasil pode representar para as software houses as mesmas oportunidades que o bug do milênio gerou para as empresas indianas. Mas ele lembra a necessidade de um comprometimento do governo também com a formação, treinamento e reciclagem de profissionais para essa área. Um problema que, no entendimento da SOFTEX, pode ser resolvido com os programas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e das fundações de amparo à pesquisa, como a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).




Informação: ABERT / Softex - Redação

Melão participa de encontro com ABERT e associações no MINICOM

O presidente da AGERT, Roberto Cervo "Melão", junto com o vice-presidente Social da AGERT e membro do Conselho Superior de Rádio da ABERT, Alexandre Gadret, participou nesta terça-feira (17/10) de uma reunião com os presidentes das Associação Estaduais, o presidente da ABERT, Daniel Pimentel Slaviero, e o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Na reunião foram discutidos pontos relevantes para a radiofusão, como:

- A qualidade de som do AM melhora e a rádio passa a ter o som de uma rádio FM atual. O som do FM passa a ser igual a um CD;

- Possibilidade de gerar informação social e pública simultaneamente à transmissão da programação normal;

- Equipara-se aos outros meios de comunicação digitais. É o único setor da comunicação que ainda não entrou na Era Digital;

- Fomenta uma política industrial que permita o desenvolvimento tecnológico da indústria que alimenta o setor de radiodifusão e a conseqüente capacitação e geração de emprego;

- Economia expressiva de energia elétrica.


AGERT, a ABERT e as Associações Estaduais esperam que o sistema escolhido para o rádio digital pelo governo:

- Opere digitalmente em AM e FM;

- Preserve a ocupação do espectro das concessões analógicas já existentes no Brasil para as emissoras comerciais, educativas, comunitárias e públicas;

- Permita a transmissão simultânea, na mesma faixa e freqüência, do sistema analógico e digital;

- Preserve a configuração atual das concessões ou autorizações.




Informação: AGERT / ABERT

DEBATE 2º TURNO - 23 DE OUTUBRO

Prezado amigo Radiodifusor


No próximo dia 23 de outubro, estaremos realizando o Debate para o 2º turno, com os candidatos ao governo do Estado, Olívio Dutra e Yeda Crusius. Vamos repetir o sucesso do primeiro debate, transmitido por 124 emissoras associadas, e transmitir o próximo encontro com os candidatos.

Peço a participação de todas as nossas emissoras associadas do interior, para que transmitam o Debate para o 2º Turno, que será realizado na sede da AGERT (Riachuelo, 1098, Conj. 204), das 9h30 às 11h30min.

Contamos com a colaboração de todas as nossas emissoras e vamos mostrar a força do nosso rádio do interior.

Confirme a sua transmissão pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it., para que possamos divulgar o número de emissoras que vão transmitir o evento. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3226-3383.


Um forte abraço
Roberto Cervo “Melão”
Presidente da AGERT

Prezado Associado

A AGERT informa que o Representante indicado desta Associação é a CENTRAL DE COMUNICAÇÃO S/C, com escritórios em Brasília e São Paulo. Os termos de credenciamento estão em nosso site para serem baixados no link Dowloads, assinados e enviados em 4 vias para nossa Entidade, Rua Riachuelo,1098 Cj 204.

Aproveitamos para informar que nenhum outro representante e indicado pela AGERT para estas praças.


Regras de campanha eleitoral continuam no segundo turno

Até o dia 27 de outubro, os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial - Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin - e candidatos ao governo de dez estados aparecerão diariamente em propagandas eleitorais veiculadas pelos canais de rádio e TV de todo o País.

As regras para as campanhas seguem a linha estabelecida para o primeiro turno, com as mesmas restrições.

Continua proibida a realização de showmícios, a entrega de panfletos sem indicação de autoria e a distribuição de brindes, camisetas e cestas básicas. Também não será permitida campanha barulhenta, que desrespeite os limites de horários estipulados em lei ou prejudique a higiene e a estética das cidades.

Carros de som
O uso de carros de som e alto-falantes poderá ser feito até a véspera da eleição (até 28 de outubro), entre as 8 e as 22 horas. Esses equipamentos, porém, não podem ser utilizados a menos de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo e dos órgãos judiciais. Entram na lista ainda quartéis, hospitais, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, disse que a Justiça estará atenta aos candidatos que desrespeitarem as regras. "Não seremos mais ou menos rigorosos. Simplesmente exerceremos nossa atividade segundo as balizas legais."

Os tribunais regionais eleitorais, em todos os estados brasileiros, mantêm canais de atendimento aos cidadãos que tenham denúncias de irregularidades no processo eleitoral.


Reportagem - Alfredo Lopes/Rádio Câmara
Edição - Noéli Nobre




Informação: Agência Câmara

Ministério Público destacará jornalistas

De hoje a 16 de novembro estão abertas as inscrições para o 8º Prêmio Jornalismo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Podem participar jornalistas profissionais com reportagens sobre ações da instituição publicadas de 15 de novembro de 2005 a 15 de novembro de 2006 em jornal, revista, rádio e TV, além da categoria fotojornalismo.

Informações: (51) 3224-6938, e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. , no Sindicato dos Jornalistas e na Associação Riograndense de Imprensa (ARI).




Informação: Zero Hora

Prazo para implantação da TV digital divide opiniões

O prazo de dez anos para a implantação da TV digital no Brasil, anunciado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, na semana passada, gera opiniões divergentes entre os segmentos envolvidos no processo.

Para o coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Celso Augusto Schröder, o prazo previsto pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, é equivocado. Na avaliação dele, o período pode ser considerado curto, se comparado com o tempo de desenvolvimento dessa tecnologia no mundo. “Do ponto de vista histórico, da experiência dos países, o prazo que o ministro sinaliza é muito exíguo”, avaliou Celso Schröder. Segundo ele, a TV Globo não pretende fazer a transição em menos de dez anos, porque não teria possibilidades econômicas nem interesse imediato na implementação dessa tecnologia, que poderia abalar a hegemonia do canal.

A escolha do padrão nipo-brasileiro de TV digital, segundo o coordenador do fórum, teria sido feita para demarcar espaço e garantir o modelo, evitando assim a entrada de novos atores no processo, principalmente as empresas de telecomunicações que poderiam trazer grandes novidades nesse novo negócio. Schröder avalia que o mercado, no fim das contas, é que determinará o prazo para a transição do padrão analógico para o digital. “As novidades tecnológicas têm uma certa velocidade que não se ajusta aos desejos do estado ou dos próprios agentes.” O prazo médio de implantação do sistema de TV digital no mundo tem sido de dez anos, segundo ele, mas ele vai se dilatando de acordo com o modelo de negócio e as exigências tecnológicas, que estão em transformação, esclareceu Schröder. Na Europa, por exemplo, ele informou que o padrão, embora instalado há mais tempo, ainda apresenta problemas graves de fragilidade e de recepção de sinal, com interferência de eletrodomésticos.

O cronograma divulgado pelo ministro estabelece que o dia 3 de dezembro de 2007 marcará o início da transmissão da TV digital no Brasil, na Região Metropolitana de São Paulo. O sistema se estenderá progressivamente nos anos seguintes às demais cidades brasileiras. A desativação do atual padrão analógico é prevista para ocorrer até 29 de junho de 2016.

Adequado

Já o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Pimentel Slaviero, disse que “é muito adequado” o cronograma apresentado pelo governo para a implantação da TV digital no país. “Muito adequado porque ele não é restritivo e começa com a cidade de São Paulo, que é o grande centro de consumo de televisão e de entretenimento, com 5,5 milhões de domicílios com TV”, salientou. Slaviero afirmou que esse período de transição será uma boa experiência para a indústria brasileira ganhar escala e também para que as emissoras desenvolvam conhecimento na implantação da TV digital no Brasil.

O presidente da Abert considerou acessível o preço mínimo de R$ 100, estimado pelo ministro Hélio Costa, para os aparelhos que irão fazer a conversão do atual padrão analógico para o digital nos equipamentos de televisão existentes. Ele recordou que o ministro já está, inclusive, cuidando para que haja financiamento à população. “Esse é um preço inicial muito bom para que haja a popularização da TV digital no Brasil.” Slaviero disse não ter dúvidas de que o processo de substituição do padrão analógico de televisão pelo digital contribuirá para promover a inclusão social no país. “É entendimento do setor que isso vai ser um grande fomento e uma ferramenta de inclusão social, principalmente pelo fato de que ele vai renovar a televisão aberta e manter o alcance em todo o Brasil”, analisou.

O presidente da Sociedade de Engenharia de Televisão (SET), Roberto Dias Lima Franco, também concorda que é “muito adequado” o cronograma de implantação da TV Digital no Brasil, publicado no Diário Oficial da União. Alertou, no entanto, para a necessidade de capacitação de pessoal para acompanhar o processo.

Conteúdo da televisão aberta no celular

A chegada da televisão digital tornará possível assistir no telefone celular a programação da televisão aberta - e talvez muito mais conteúdo. O professor Eduardo Antônio Barros de Castro, do Programa de Engenharia Elétrica da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse que a transmissão de dados em formato digital permitirá comprimir vídeos e transmiti-los por ondas.

O modelo adotado pelo governo brasileiro para essa transmissão por ondas - a modulação - é o japonês. Para a parte que transforma o sinal de televisão em bites - a digitalização - foi escolhido o padrão H264, internacional. Em termos tecnológicos, Eduardo Silva disse que não faria muita diferença quanto à qualidade de imagem escolher entre o padrão japonês ou o padrão europeu para a modulação da TV digital.

A grande diferença, segundo indicou, está na transmissão do vídeo para celular. No padrão europeu, o vídeo para celulares exigiria a criação de outro canal ou banda de freqüência, onde poderiam ser transmitidos centenas de canais de televisão para celulares. Já no padrão japonês, segundo ele, haverá apenas um canal para cada emissora de televisão atual, em paralelo à transmissão normal de tv fixa, repetindo, de modo geral, a programação da emissora.

O professor disse que a vantagem do modelo japonês é que essa transmissão será feita de graça para os celulares. No padrão europeu, há maior flexibilidade na exploração desse serviço porque vários provedores podem participar da operação, além das emissoras que têm os canais de televisão aberta. A desvantagem é que o serviço tenderia a ser pago.

“Interessava às emissoras o padrão japonês”, afirmou Silva. Já as empresas de telecomunicações, a indústria e diversas organizações da sociedade civil preferiam o padrão europeu. A razão das teles e da indústria era a facilidade de exploração dos serviços de transmissão e de exportação, uma vez que o modelo é usado por um maior número de países do mundo, informou.





Informação: Abert - Daniel Pimentel Slaviero - O Estado do Paraná - PR - Economia