MINISTÉRIO AUTORIZA TRANSMISSÃO DIGITAL DA TV CÂMARA

O sistema começou a operar na capital paulista no início do mês. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, participou da cerimônia de assinatura no auditório da TV Câmara. As TVs Senado e Justiça também serão autorizadas a transmitir pelo sistema digital. As três emissoras vão compartilhar ações e despesas para a implantação do sinal de DTV em todo o País. Chinaglia já autorizou a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Câmara a avaliar a viabilidade de adoção de tecnologia alternativa que permite a transmissão digital diretamente para o satélite, com a recepção por meio de antenas parabólicas.

Alta definição
De forma simplificada, essa tecnologia permite que emissoras - como a TV Câmara - gerem o sinal digital para o satélite BrasilSat, de forma que qualquer usuário de antena parabólica possa receber o sinal em alta definição. Estima-se que haja quase 20 milhões dessas antenas em todo o País, que atendem a mais de 50 milhões de pessoas.

NEXTEL "INFLACIONA" E INTEGRA O LEILÃO DA TELEFONIA 3G

Analistas diziam que a Nextel brasileira não teria recursos para entrar com tanta força no leilão e que, por isso, deveria ter outro grande investidor por trás dos seus lances. A Folha apurou junto a um executivo do setor que a fabricante de celular americana Motorola estaria por trás dos lances da Nextel. Também se especulou sobre a atuação da Sprint, gigante da telefonia americana, mas, segundo sua assessoria de imprensa, a empresa americana adquiriu só a Nextel nos EUA, cuja operação é desvinculada das demais. A companhia, que volta à disputa hoje das faixas de freqüência à venda pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), já deixou uma certeza: entrou com força na disputa pelo mercado de comunicação móvel brasileiro. No Brasil, a Nextel conta com 1,187 milhão de clientes que utilizam um serviço. A receita foi de US$ 570,3 milhões nos primeiros nove meses de 2007.

A Nextel chegou a ofertar cerca de R$ 580 milhões pelo quarto lote da primeira região -que engloba Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe e Espírito Santo-, perdendo para a Claro, que pagou 5% a mais. Esse valor era mais que o dobro do que o previsto pela Anatel. Para os concorrentes no leilão, existe um grande investidor dando suporte à Nextel. As suspeitas ganham corpo porque, além do valor a ser pago pelas licenças, quem vencer o leilão terá de investir cerca de R$ 2,5 bilhões para a expansão da cobertura de celular em todas as cidades de sua área de cobertura até 2010.

AGERT COMEMORA 45 ANOS

Nessas quatro décadas, houve grandes vitórias, muitas batalhas e diversos projetos realizados. Tudo isso para promover o crescimento da categoria, num trabalho contínuo com suas emissoras filiadas. Para comemorar a data, a diretoria da Associação se reuniu no dia 14 de dezembro, em São João do Polêsine, no Hotel Recanto Maestro para última Reunião de Diretoria de 2007. Durante o encontro, os presentes receberam camisetas e pesos de papel alusivos aos 45 anos da AGERT. Á noite foi realizado um pequeno jantar na cidade de Faxinal do Sortuno. Estavam presentes além de membros da diretoria e representantes de emissoras associadas, o futuro presidente da Assembléia Legislativa, Alceu Moreira e o assessor da ABERT, Oscar Picones. O evento marcou a confraternização e o encerramento de mais um ano de atividades.

Ao longo desses anos de trajetória, a AGERT foi peça fundamental de grandes conquistas, como a flexibilização da Voz do Brasil, que garantiu às filiadas a retransmissão do programa 24 horas após o horário tradicional (19h). Outro marco para todo o setor de radiodifusão foi o pioneirismo na edição anual do Balanço Social. Realizado pela AGERT nos últimos anos em parceria com suas associadas, o projeto mostra a importância das emissoras de rádio e televisão para a sociedade gaúcha.
Atualmente, a Associação conta com 280 emissoras associadas e é presidida por Roberto Cervo “Melão”. O presidente destaca a importância dos 45 anos da entidade, ressaltando que seu trabalho na AGERT visa ao desenvolvimento do setor de radiodifusão como um todo, apoiando, com a mesma importância, as pequenas e grandes emissoras do Estado.

PORTAL3TV ESTÁ NO AR

Os testes iniciaram durante a realização do Curso de Extensão da Feira do Livro, promovido pela AgexCOM, no final de outubro deste ano. “Começamos com videocasts, pequenas produções de reportagens. Com o domínio da tecnologia de edição, passamos a adotar como rotina no Portal3 a produção de reportagens diárias sobre temáticas da comunicação”, diz o professor Miro Bacin, editor do Portal3 e responsável pela área de jornalismo da Agência.

A criação do Portal3TV visa, agora, à ampliação do projeto, com a elaboração de produtos possíveis em produção audiovisual para web. “Vamos produzir até micro aulas, com os nossos professores falando sobre suas especialidades e seus alunos tendo a oportunidade de assisti-los via rede”, diz Bacin.

Até o momento, foram editados e estão disponíveis no site 31 vídeos. Para a captação de imagens, os estagiários do jornalismo da Agência utilizam uma câmera Cânon, PowerShot S 500 – Digital Elph, de 5 mega pixels. As produções são hospedadas no YouTube, espaço virtual de compartilhamento de vídeos.

EDUCAÇÃO REJEITA RÁDIO COMUNITÁRIA PARA UNIVERSIDADES

A legislação atual autoriza as universidades a executarem serviços de radiodifusão em emissoras educativas. A concessão de rádios comunitárias seria mais uma opção para o treinamento de estudantes das áreas de comunicação social.

Para o relator, deputado Gilmar Machado (PT-MG), que apresentou parecer pela rejeição, o treinamento de estudantes de cursos de comunicação social "não se faz por meio de serviços de radiodifusão de cobertura restrita e de baixa potência, voltados para um público pequeno, como são as rádios comunitárias". Em sua avaliação, se a instituição não dispõe de recursos para a formação dos estudantes, a medida mais indicada seria viabilizar estágio em veículos convencionais de comunicação. Para o relator, em caso de necessidade de emissora comunitária para a instituição, "a legislação atual já permite a implantação de tal serviço, o que não justifica nova lei".

Comunicação local
A Lei 9.612/98, que institui a radiodifusão comunitária, define esse serviço como sendo sem fins lucrativos, que opera em baixa potência e com uma cobertura restrita à localidade de prestação do serviço.
Conforme a lei, as rádios comunitárias devem priorizar em sua programação o incentivo à cultura, ao lazer e ao convívio social da comunidade. A legislação assegura ainda a qualquer cidadão da comunidade beneficiada o direito a expressar suas opiniões sobre os assuntos abordados na emissora. Também é direito do cidadão fazer sugestões, reclamações ou reivindicações à direção da rádio.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

RBS INAUGURA ESTÚDIO EM CAPÃO DA CANOA

Ao todo, 20 profissionais estarão trabalhando nas transmissões que serão feitas diretamente do litoral. São repórteres da Rádio Gaúcha, Zero Hora, TV Com, RBS TV, ClicRBS e zerohora.com. O objetivo é contar com uma equipe multimídia para transmissão dos principais acontecimentos no litoral Norte e a apresentação de programações especiais de verão. O estúdio estará em funcionamento até dia 2 de março.

MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES QUE PARCERIA PARA DESENVOLVER RÁDIO DIGITAL NO PAÍS

O anúncio foi feito pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em reunião, em Brasília, na última quinta-feira (13/12), com representantes de 89 professores e pesquisadores ligados ao Núcleo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). A comissão, integrada pelos professores Luiz Artur Ferraretto, Nair Prata e Nélia Del Bianco, entregou ao ministro uma carta com propostas de parâmetros científicos para a adoção de uma tecnologia digital para o rádio. O encontro foi intermediado pelo secretário de Telecomunicações, Roberto Martins.

Ao se referir à parceria com a i-Biquity, o ministro disse que o interesse do governo é ser como um sócio da empresa para, inclusive, fabricar equipamentos no Brasil e, no futuro, exportar transmissores e receptores para outros países da América Latina. Hélio Costa condicionou esta aproximação à abertura da tecnologia, hoje proprietária, ou seja sob controle total da empresa. Com a medida, os radiodifusores passariam a ter direito de uso e de adaptação do HD Radio às características do sistema de radiodifusão sonora brasileiro. O ministro acenou, ainda, com a possibilidade de abertura de financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a indústria eletro-eletrônica. Até o final do ano, Hélio Costa espera receber da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) um relatório, "pormenorizado e consolidado", sobre a situação dos testes com o HD Radio que estão sendo realizados por emissoras comerciais.

PODER JUDICÁRIO LANÇA SERVIÇO DE RÁDIO

Rádios interessadas devem preencher cadastro simples no site www.radiojustica.gov.br para acessar o conteúdo gratuitamente. Boa parte das matérias é produzida pelos assessores de comunicação da Justiça que atuam em tribunais, promotorias, procuradorias, associações e instituições ligadas à Justiça em todo o país. Notícias sobre decisões e ações são produzidas por jornalistas especialistas na cobertura de assuntos jurídicos.

De fácil acesso, as matérias jornalísticas são divididas entre as editorias STF, Trabalho, Saúde, Meio Ambiente, Direitos Humanos, Criminal, Eleitoral, Infância e Juventude, Economia, Consumidor e Geral. Em média, são produzidos 30 boletins e reportagens por dia. Na seção de cultura, emissoras encontram radionovelas e documentários sobre literatura e música. Através de dramatizações, os programas trazem noções de direito e justiça em linguagem simples.

A Rádio Justiça é sintonizada em 104,7 MHz, em Brasília, via satélite ou pelo site www.radiojustica.gov.br.

IBOPE MEDIRÁ AUDIÊNCIA EM DVD E MICRO

Com a chegada da TV digital, que favorece a distribuição de conteúdo televisivo em vários suportes, o instituto se prepara para fazer aferições em tocadores de DVD, telefones celulares, microcomputadores e minitelevisores digitais. Além disso, o Ibope irá computar a audiência de programas gravados pelo telespectador em DVDs e DVRs, o que deverá causar impacto nos números. Atualmente, o Ibope só consegue medir a audiência do programa que está sendo transmitido naquele momento e visto apenas em televisores.

O Ibope desenvolveu um novo peoplemeter, o Dib-6, que consegue detectar o conteúdo que está sendo visto pelo telespectador. Uma outra versão do Dib-6 é um software que pode ser instalado em celulares. Segundo Dora Câmara, diretora do Ibope Mídia, a tecnologia já está pronta, mas ainda não há previsão do início das medições. Isso depende do número de televisores, conversores e receptores móveis de TV digital no mercado. Dora afirma que 2008 será um ano de observação do comportamento do consumidor de TV digital. Só depois é que a implantação do Dib-6 deverá ser discutida com emissoras. A executiva diz que a atual tecnologia do Ibope já está apta a captar a audiência de aparelhos digitais, independentemente do Dib-6.

BANDA LARGA PARA TODOS OS MUNICÍPIOS OPÕE GOVERNO E SETOR DE TELEFONIA FICA

A ministra e as empresa - Oi, Brasil Telecom e Telefônica - tentarão desatar o nó nas discussões entre governo federal e as empresas que ainda não chegaram um acordo em torno do projeto que é a menina dos olhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o de levar banda larga a todos municípios do país.
A proposta do governo é a de criar condições para que todas as escolas públicas brasileiras tenham acesso à internet. E, segundo uma fonte, caso não haja acordo com as teles, não está descartada a realização de licitação para que outras empresas que atuem no país ou no exterior venham participar. O que está na mesa é a troca das exigências fixadas para as operadoras pelo Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) pela instalação da infra-estrutura de banda larga. E a formatação dessa troca tem que ser rápida porque nesta quarta-feira será a última reunião do conselho diretor da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), fórum que pode consolidar a mudança. Caso não o faça, ficam valendo as determinações anteriores.

O PGMU - que estabeleceu no passado regras que já foram atendidas em torno da universalização da telefonia fixa - nesta fase determina que as três concessionárias têm que instalar os chamados Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs). O modelo dos postos é a criação de uma cabine com telefone público, terminal de acesso discado à internet e fax. Este é o segundo ano de adiamento do cumprimento das metas. Segundo uma fonte de Brasília, Lula não quer adiar mais. Teria batido o martelo dizendo que ou há acordo em torno da banda larga ou as teles instalam os postos. São 8.461 PSTs. E a troca é a colocação de troncos de acesso banda larga (backhaul, em inglês) em 3.570 municípios brasileiros que hoje não dispõem desse tipo de serviço. A capacidade do backhaul a ser instalado pelas teles varia em função do tamanho da cidade. As com até 20 mil habitantes teriam infra-estrutura com capacidade de 8 Mbps; as com até 40 mil habitantes, 16 Mbps; com até 60 mil habitantes, 32 Mbps; e nas de 60 mil para cima, o backhaul deve oferecer 64 Mbps.

As teles aceitam não instalar os PSTs, mas o impasse está sendo em torno da abrangência da nova proposta do governo. Segundo uma fonte das operadoras, a definição discutida semana passada é que as concessionárias cheguem com a banda larga em todas os municípios do país para atender todas as escolas públicas sem custos durante quatro anos. As teles defendem atender a 14 mil num primeiro momento, mas não descartam que podem ampliar após um período de tempo. Entre as concessionárias, há a interpretação de que os PSTs fizeram sentido quando foram planejados. Hoje, no entanto, com a disseminação das "lan houses" ou dos cybercafés pelo país afora, tornaram-se desnecessários. Segundo um executivo de uma das teles, que pede para não ser identificado, o investimento na cobertura da banda larga nos 5.654 municípios brasileiros não tem retorno.