A reivindicação de incentivos fiscais para a produção de set-top boxes e telas plasmas e LCD em outras regiões do país é uma das principais reivindicações contrárias ao setor eletroeletrônico de Manaus, e foram apresentadas pelos parlamentares de outros Estados da federação como emendas à MP 352.
Essa medida provisória contida no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) se refere à fabricação de produtos de tecnologia digital. As propostas infringem diretamente o potencial de competitividade dos televisores produzidos no PIM (Pólo Industrial de Manaus) que hoje têm a exclusividade de incentivos em Manaus.
A Medida Provisória 352 foi a quinta a receber o número mais elevado de proposta de emendas. Ao todo são 54, abrangendo desde os produtos de tecnologia digital aos incentivos para as indústrias de semicondutores.
O presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Pólo Industrial do Amazonas), Antônio Carlos de Lima, disse que a entidade está acompanhando todo o processo referente à política de incentivos aos produtos de tecnologia digital.
Segundo Lima, após uma análise minuciosa de todas as emendas à MP 352, a entidade irá adotar um conjunto de estratégias para defender os interesses da região. “Temos representantes da Aficam em Brasília, que nos informaram haver 30 emendas à MP 352, prejudiciais a algum direito da Zona Franca de Manaus”, disse.
Promover reuniões
De acordo com Antônio Carlos de Lima, assim que for finalizada a análise de cada emenda nesta semana, a Aficam deverá promover reuniões com o governador do Estado e com a bancada federal. “Só iremos definir ações após fazermos uma análise completa; em alguns casos, já fomos informados que precisaremos do apoio do governador”, concluiu o dirigente.
As propostas de emendas à MP 352, contidas no PAC -apresentado no mês passado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva - devem ser votadas no Congresso Nacional nas próximas três semanas. Ao todo, foram apresentadas 700 propostas de emenda ao Programa de Aceleração.
A deputada federal Vanessa Graziottin, destacou um número de cinco a seis emendas, que prejudicam diretamente a produção de telas plasmas, LCD e de set-top boxes na ZFM (Zona Franca de Manaus). “Essas propostas reivindicam os incentivos fiscais para a produção desses aparelhos em outras regiões do país”, disse.
Segundo Vanessa Graziottin, já foram iniciados trabalhos de defesa dos direitos da ZFM no Congresso Nacional, pela bancada federal do Amazonas. “Estamos sensibilizando os demais parlamentares de Estados não interessados em atrair essas fábricas a serem favoráveis ao Amazonas”, disse.
Hoje a deputada federal irá coordenar uma reunião, que contará com a presença dos demais parlamentares do Amazonas, representantes do setor empresarial local e técnicos da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), para definir estratégias de ações em defesa do Pólo Industrial de Manaus.
Articulação amazonense
Além de tentar convencer os demais parlamentares a votarem contra as propostas de emendas à MP 352, que infringem os direitos do PIM, a bancada federal do Amazonas tenta ajudar a indicar o deputado federal Átila Lins (PMDB), como o relator dessa medida provisória.
Se isso acontecer, o parlamentar tem grandes chances de relatar essa medida provisória e assim ter condições de impedir a votação das emendas contrárias ao modelo Zona Franca de Manaus.
FONTE: ABERT/ JORNAL DO COMÉRCIO/ MANAUS/ ECONOMIA/ TV DIGITAL
INSTITUIÇÕES INVESTEM EM TECNOLOGIA PARA TV DIGITAL
As instituições de pesquisas do Amazonas estão desenvolvendo produtos tecnológicos para atender o mercado do sistema de transmissão digital de TV.
Até o momento, um quadro diversificado de produtos nessa área, como os aparelhos decodificadores, está sendo desenvolvido como meio de preparar as indústrias locais para esse importante mercado, que hoje é alvo de uma grande disputa entre outras regiões do país e a ZFM (Zona Franca de Manaus).
A partir de recursos de R$ 1 milhão, o CT-PIM (Centro de Ciência Tecnologia e Inovação do Pólo Industrial de Manaus) está desenvolvendo, em parceria com uma fabricante de semicondutores do exterior, o projeto do decodificador do sinal digital.
Segundo o diretor do centro tecnológico, Wesley Alves, a instituição está se preparando para atender a qualquer empresa local interessada no modelo de fabricação desses decodificadores.
“Estamos desenvolvendo o set-top box digital para uma indústria do exterior, que está fornecendo um componente industrial, mas o projeto é da instituição, portanto, podemos desenvolvê-lo a qualquer indústria do PIM, desde que contenha alguma particularidade diferente”, informou, preferindo não comentar nada a respeito da procura das empresas locais por essa pesquisa da instituição.
Estado se capacita tecnologicamente para atender a necessidade da indústria
Segundo Wesley Alves, a inserção do CT-PIM na elaboração desse projeto, que será finalizado até o final deste ano, contribui para fortalecer o potencial tecnológico do Amazonas nessa área, o que demonstra a capacidade do Estado em desenvolver tecnologia de ponta.
“Isso demonstra que estamos preparados tecnologicamente para atender a necessidade das indústrias do Amazonas; hoje, há cinco pessoas, a maior parte constituída por amazonenses, trabalhando no desenvolvimento desse projeto”, explicou o executivo.
A Ufam (Universidade Federal do Amazonas) está promovendo pesquisas acadêmicas, em parceria com indústrias transnacionais do PIM, para desenvolver produtos componentes do sistema de transmissão de TV digital.
Interface eletrônica
Segundo o coordenador de pesquisas na área de TV digital da Ufam, Waltair Machado, a instituição está desenvolvendo três produtos, responsáveis por fazer a interface eletrônica do processo entre o usuário e o processador eletrônico. Entre eles, a universidade está investindo, a partir de recursos em cerca de R$ 800 mil, no desenvolvimento do produto midleware, que irá possibilitar aos telespectadores o manuseio das funções de TV com a mão.
“Estamos produzindo fragmentos para a formação desse produto, com a ajuda de instituições parceiras, o que deve ser finalizado no término do ano”, disse, destacando as parcerias de indústrias e instituições como Nokia, Sansung, Envision e CT-PIM. A universidade também está fazendo pesquisas para aperfeiçoar o menu de funções do televisor, para facilitar a vida dos usuários, e produtos microeletrônicos dentro dos chips, que irão constituir o processo eletrônico das TVs.
“Estamos desenvolvendo o menu do televisor digital para que o usuário identifique com facilidade como fazer o manuseio do aparelho por ele”, disse Machado.
Ufam possui mais de 40 especialistas
Waltair Machado assegurou que a Universidade Federal do Amazonas já iniciou o processo de formação de mão-de-obra para a tecnologia de transmissão digital. “Já formamos mais de 40 especialistas na área de microeletrônica e também estamos formando estudantes em nível de mestrado”, informou o coordenador de pesquisa da Ufam.
Curso de pós-graduação
Neste ano, em parceria com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), por meio de um convênio em torno de R$ 700 mil, a Ufam irá lançar um curso de pós-graduação para capacitar profissionais na área de tecnologia digital. “Em junho ou julho deveremos está iniciando a formação de turmas nessa área, o que irá atender a necessidade das indústrias da Zona Franca”, informou Machado.
FONTE: ABERT /CONVERGÊNCIA DIGITAL/ NOTÍCIAS/ TV DIGITAL
COMITÊ CONSULTIVO DA ANATEL SUGERE NOVO MARCO REGULATÓRIO
O relatório que o Comitê Especial criado pelo Conselho Consultivo da Anatel para discutir a convergência digital e o conteúdo eletrônico concluiu pela necessidade da elaboração de uma única lei (ou mais de uma com o espírito unitário), talvez um novo Código Brasileiro de Telecomunicações.
Este revogaria todas as leis que tratam pontualmente do tema, entre elas, o antigo código, a LGT, a Lei do Cabo, a lei de radiodifusão comunitária, decretos e portarias correlatas, entre outras.
A Comissão sugere também a transformação da Anatel em Anacom (Agência Nacional de Comunicações).
O relatório do Comitê Especial foi elaborado após cinco audiências com diversos segmentos do setor de comunicações e telecomunicações.
Foram ouvidas 33 pessoas representantes da área institucional e tecnológica, produção de conteúdo e internet, inclusive grandes provedores, TV aberta, TV paga e TVs públicas, telefonia fixa e celular, fabricantes de equipamentos e consumidores.
Coordenado por Sávio Pinheiro, o Comitê teve a participação de Alexandre Annenberg, Alexandre Jobim, Arnaldo Tibyriçá, Floriano Azevedo Marques, Luiz Cuza, Ronaldo Sá e Silvia Melchior.
Nem tanto, nem tão pouco
O Comitê Especial sugere que a nova lei não seja tão generalista quanto uma declaração de princípios, que mesmo “mais durável” e flexível para atender às mudanças tecnológicas, pode ser frágil para dar sustentação nas disputas judiciais. E também não tão detalhista, evitando que fique defasada rapidamente.
Agência reguladora
A agência única para o setor (Anacom) seria explicitamente apresentada como um órgão de Estado e não de governo, com sua função vinculada à operacionalização de leis, normas e regulamentos. Ao governo caberia a função de estabelecer as políticas públicas que seriam orientadoras dos regulamentos elaborados pela agência.
A agência teria ligações mais fortes com o poder legislativo, que inclusive poderia derrubar sua direção em caso de não aprovação de dois relatórios semestrais simultâneos por parte do Senado Federal, por exemplo.
Ao mesmo tempo, o novo marco regulatório deveria definir claramente o que pode ser considerado como política pública, seus contornos e sua forma legal de implementação. Devem ser mantidos os atuais órgãos da Anatel.
As outorgas poderiam ser únicas, criando-se regras para que todos os serviços suportados por uma mesma plataforma possam ser providos por uma mesma pessoa habilitada dentro de uma perspectiva de convergência tecnológica.
As peculiaridades constitucionais da radiodifusão deveriam ser mantidas. E retirados os limites infra-constitucionais à presença do capital estrangeiro nas empresas prestadoras de serviços de telecomunicações.
Propriedade cruzada
O Comitê sugere ainda que deva ser reduzida a preocupação com a amplitude da presença das redes nacionais de difusão de informações. Aponta o perigo da concentração destes meios em nível local, quando um mesmo grupo detém todas ou quase todas as mídias numa mesma localidade, com índices de audiência/consumo relevantes.
Conteúdo
O novo marco regulatório deveria contemplar os aspectos relacionados à produção de conteúdo e programação, mas não haveria controle da Anacom sobre estes aspectos. A cadeia de produção de conteúdo seria trabalhada por diversos outros órgãos de governo.
Por exemplo, classificação indicativa com o Ministério da Justiça, aspectos educacionais com o Ministério da Educação, e assim por diante. Haveria estímulo à produção regional, com o objetivo de criar capacitação e empregos qualificados na região e de difundir a cultura local. No caso da internet, não deve ser criada barreira que impeça o uso de plataformas por aqueles que não são seus detentores.
O acesso livre deve ser a regra. Deve-se tratar da questão da neutralidade das redes e de sua separação com relação aos serviços nela providos. Aliás, em seu relatório, o Comitê acentua que “os direitos à livre expressão, à livre manifestação do pensamento, à liberdade de imprensa, à livre iniciativa, ao direito de concorrência devem ser explicitamente preservados e resguardados”, assim como “a diversidade de fontes de informação, em plataformas diversas e submetidas a controles diversos é fundamental para a democracia”.
TVs abertas, públicas e por assinatura
O Comitê considera necessário estabelecer a definição clara e inteligível dos contornos das TVs públicas, estatais e educativas. As TVs educativas ficariam restritas, por exemplo, às instituições regulares de ensino superior.
Será necessária uma revisão “sem preconceitos” da questão do “must carry” na TV a cabo, avaliando se não existe um certo exagero na quantidade de canais a serem necessariamente carregados pela operadora, isso sem perder de vista a necessidade do usuário e a viabilidade econômica do setor.
A radiodifusão (rádio e TV) deverá ser considerada como verdadeiro serviço público, inclusive com mecanismos de preservação do seu financiamento para não comprometer sua universalização.
Outras regras
O Comitê propõe a manutenção de diversas regras importantes que foram conquistas da LGT, como a obrigatoriedade de interconexão, o uso adequado do espectro, a aplicação de recursos em pesquisa e a manutenção das punições decorrentes do descumprimento das regras estabelecidas.
Devem ser criadas regras vinculadoras ao uso do solo e de outros recursos urbanos de passagem de modo a balizar as leis municipais que dela decorrerão. O mesmo vale para as torres de transmissão dos diversos serviços.
Quanto mais competição em determinado serviço, menos ele deve ser regulado. A emissão de licenças para qualquer serviço deve ser a regra, sendo que a negativa deve ser fundamentada. E finalmente, a internet deve ser regulada o mínimo possível.
FONTE: TELA VIVA
NOVA LEI PREVÊ SANÇÕES ÀS EMISSORAS DE TV
Brasília (ABr) - As emissoras de televisão têm três meses para se adequarem às novas regras da classificação indicativa de programas, filmes ou qualquer obra de audiovisual. A portaria, que trata do novo modelo, foi publicada ontem pelo Ministério da Justiça e prevê sanções caso as emissoras não cumpram as regras.
“Se não se adequarem, cabe ao Ministério da Justiça informar ao Ministério Público (MP) para que ingresse com ações judiciais exigindo o cumprimento da portaria”, afirma o diretor do Departamento de Classificação Indicativa do ministério e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), José Eduardo Elias Romão.
As sanções vão desde multa até a suspensão do programa da emissora, em caso de reincidência.
O monitoramento será feito pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação (Dejus), do ministério. Mas os pais vão poder opinar e reclamar, ajudando no monitoramento.
“Assim, vamos investigar com maior rapidez aquilo que é inadequado”, frisa Romão. As famílias queixosas podem recorrer ao MP ou ao próprio ministério.
A grade das TVs será monitorada no horário livre, que vai das 8h às 20h, e de proteção à criança e ao adolescente, das 20h às 23h, que traz as faixas de classificação etária.
Com base em critérios de sexo e violência, as obras ganharão símbolos (selos) coloridos que trazem as classificações: ER (especialmente recomendado), livre e faixas etárias de 10, 12, 14, 16 e 18 anos.
As emissoras são obrigadas a exibir os selos no início e no meio da programação, durante cinco segundos.
O novo modelo deixa de fora da análise prévia de conteúdo, os programas jornalísticos, esportivos, eleitorais e propagandas comerciais e publicitárias, além de quadros veiculados ao vivo.
Estes, entretanto, podem vir a ser classificados, caso seja constatada a presença reiterada de inadequações. “As famílias brasileiras podem ter certeza de que a classificação indicativa vai oferecer a elas uma informação de qualidade sobre os programas, possibilitando que defendam seus filhos de produtos inadequados”, sublinha Romão, que considera a portaria 264/07 uma das mais modernas do mundo, “inspirada em democracias consolidadas”.
Segundo ele, cerca de 100 mil pessoas foram ouvidas durante o processo de consulta pública, incluindo pais, professores, universidades, emissoras, entidades públicas e alunos.
As TVs privadas, de acordo com o diretor do ministério, participaram do processo com sugestões mas houve, também, resistências delas na vinculação entre faixas etárias e horários. “Mas muitos pleitos das emissoras foram acolhidos”, pontua.
FONTE: ABERT/ PARANÁ ON LINE/ NACIONAL/ CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
NOVAS REGRAS CLASSIFICAM PROGRAMAS DE TELEVISÃO
Foi publicada no dia 12/02, no Diário Oficial da União a portaria (264/07) do Ministério da Justiça que regulamenta os procedimentos e divulgação da classificação indicativa dos programas, filmes e qualquer obra audiovisual exibidos pelas emissoras de televisão.
De acordo com a portaria, os programas televisivos serão monitorados no horário de proteção à criança e ao adolescente, que compreende das 6h às 23h. O monitoramento caberá ao Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação (Dejus), do Ministério da Justiça.
Com base nos critérios de sexo e violência, as obras audiovisuais deverão ser classificadas como livre, especialmente recomendada para crianças e adolescentes ou não recomendada para determinadas faixas etárias, que vão de 10 a 18 anos.
A classificação indicativa deve ser veiculada textualmente em português, com tradução simultânea em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), durante cinco segundos, preferencialmente no rodapé da tela.
Ela deve ser veiculada novamente na metade do tempo de duração de cada parte do programa, também durante cinco segundos, em uma versão simplificada, correspondente ao símbolo identificador da categoria da classificação.
O Ministério da Justiça destaca, na portaria, que qualquer inadequação às regras de classificação indicativa será comunicada ao Ministério Público e aos demais órgãos competentes. A emissora que transmitir o programa sem aviso de classificação poderá pagar multa. A autoridade judiciária pode determinar ainda a suspensão da programação da emissora por até dois dias, em caso de reincidência, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Em julho do ano passado, o MJ publicou a portaria 1.100 que regulamenta a classificação indicativa de diversões públicas (teatro, dança, shows, circo) e obras audiovisuais destinadas a cinema, vídeo, DVD e jogos eletrônicos.
A atividade é questionada desde 2001 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 2398/01) que está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), a OAB diz que a classificação indicativa seria contra a Constituição porque "restringiria a liberdade de expressão".
Para entender os critérios utilizados para a classificação indicativa, basta acessar a página do Ministério da Justiça ou acessar o Manual da Classificação Indicativa.
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FONTE: ABERT/ RÁDIO FANDANGO
COMISSÃO FORMADA POR SINDICATOS ORGANIZA LUTA EM DEFESA DA REGULAMENTAÇÃO
A FENAJ está iniciando uma nova fase do movimento nacional em defesa da formação e da regulamentação profissionais dos jornalistas.
Além de reorganizar a Comissão Nacional que trata do tema, a Federação está preparando um Plano de Ação para fortalecer o movimento, que inclusive ganhou as ruas no carnaval carioca.
A campanha pela exigência de formação específica para o exercício da profissão de jornalista ganhou duas novas adesões no último período, as do Sindicato dos Economistas do Estado do Paraná e da Câmara Municipal de Florianópolis.
Outra novidade foi o desfile do bloco carnavalesco “Imprensa que Eu Gamo”, dos jornalistas cariocas, no dia 3 de fevereiro. Com bandanas com as inscrições “Tira a mão do meu canudo”, “Jornalistas por formação: Bom para a sociedade, Bom para o Jornalismo”, o bloco aderiu ao movimento.
O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro disponibilizou tais materiais aos sindicatos interessados.
Para que o trabalho de mobilização e formulação do movimento seja reforçado a Comissão Nacional em Defesa da Formação e Regulamentação está sendo ampliada com um representante de cada Sindicato e das entidades que já apoiam e militam nesta luta.
Este representante será responsável por comandar a mobilização no estado/região da sua base sindical e ficará em permanente contato com a coordenação, formada pelas diretoras da FENAJ Valci Zuculoto e Suzana Tatagiba, pelos presidentes dos Sindicatos do Rio Grande do Sul, José Carlos Torves, e do Município do Rio de Janeiro, Aziz Filho, pelos diretores dos Sindicatos de São Paulo, Rudi Gonçalves, do Paraná, Márcio Rodrigues, do Ceará, Adriana Santiago, do Pará, Hanny Amoras, e pela diretora do Fórum de Professores de Jornalismo, Ana Prado.
Outra orientações apontada na reunião da Executiva da FENAJ realizada dia 19 de janeiro, em São Paulo, foi a de aproveitar o início das aulas para mobilizar as escolas de jornalismo, seus professores e estudantes, Para ampliar a mobilização na categoria e a base de apoio junto à sociedade, além de fazer do dia 7 de abril – Dia do Jornalista – um Dia Nacional de Luta, uma das propostas em debate é de intensificação de ações em todo o mês de abril, consagrando-o como “mês nacional de luta”.
FONTE: ABERT/ FENAJ/ NOTÍCIAS/ JORNALISMO
QUALCOMM APRESENTA CHIP PARA INTEGRAR TODOS OS SISTEMAS
A Qualcomm anunciou durante a 3GSM World Congress, que acontece esta semana em Barcelona, o lançamento do seu chip universal para aplicações de TV móvel.
O Universal Broadcast Modem (UMB) será entregue às empresas de handsets até o meio do ano para que os protótipos saiam ainda em 2007, e integrará as plataformas DVB-H, ISDB-T e FLO (plataforma de mobile TV da própria Qualcomm).
A empresa também está incorporando as especificações do Fórum de TV Digital no Brasil (que desenvolve o SBTVD, ou ISDTV, como deverá ser chamado) para a segunda geração desses chipsets, informa Marco Aurélio Rodrigues, presidente da empresa no Brasil.
O chip foi desenhado para redes WCDMA/UMTS, ou seja, para a terceira geração de serviços móveis.
Outro anúncio da Qualcomm durante o evento foi o chip MSM7225, voltado para smartphones que custem menos de US$ 200.
Trata-se de um processador capaz de suportar aplicações tanto em sistema operacional Windows quanto Linux (ou Brew, a linguagem proprietária da Qualcomm). Entre as funcionalidades previstas para o chip estão suporte a redes HSPA, os três padrões de TV digital, GPS e aplicações Multimedia Broadcast Multicast Service (MBMS), que é a alternativa de transmissão de TV móvel dentro do espectro de 3G, já que as tecnologias FLO, DVB-H e ISDB-T dependem de outras faixas.
A Qualcomm ganhou uma condição mais confortável para anunciar sua plataforma de TV móvel com o anúncio da AT&T de selecionar o MediaFLO para a rede da Cingular (unidade de telefonia móvel da AT&T) nos EUA.
A Verizon já adotou a tecnologia e deve lançá-la comercialmente ainda este trimestre. A operação da Cingular com a tecnologia deve começar mais para o final do ano.
Além do HSPA
A Qualcomm evita dar muitas indicações de para onde caminha com o desenvolvimento de tecnologias além do HSPA, para transmissões de dados em alta velocidade em dispositivos móveis. Mas as tecnologias baseadas no OFDM, como o UMTS-LTE, estão no horizonte.
“Somos um dos maiores fomentadores do LTE, mas achamos que não faz sentido colocar já uma perspectiva que demandará dos operadores grandes investimentos. Ainda há um longo caminho para o HSPA”.
FONTE: TELA VIVA/
DEBATES SOBRE COMUNICAÇÃO DIGITAL ESTÃO PREVISTOS EM ENCONTRO INTERNACIONAL
O Próxima 2007 – Encontro Internacional de Comunicação Digital, que acontece entre 6 e 7 de março, no WTC São Paulo, confirma a participação dos mais destacados empresários, executivos e pensadores na área. Entre os nomes estão Drew Schutte, editor da revista Wired (mais influente do mundo na área de tecnologia), e Nigel Morris, visionário CEO da Isobar Global (criador da maior rede de serviços de marketing digital do planeta). Também estão previstas as palestras com de TS Kelly, vice-presidente e diretor de pesquisa da Media Contacts Global, e Victor Kong, que é vice-presidente de estratégia da MTVNLA MTV (Networks Latin America). A proposta é de que estes dois dias contribuam para atualização quanto ao novo arsenal de ferramentas disponíveis e para abrir discussões sobre a necessidade de se dedicar mais à mídia digital.
O debate ficará por conta de profissionais como João Ciacco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat Automóveis S.A.; Caio Tulio Costa, diretor-presidente das operações de Internet da Brasil Telecom; Suzana Apelbaum, diretora de Criação da agência África; Marcelo Tas, jornalista multimídia e apresentador de TV; e Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor de relações internacionais do Microsoft Online Services Group no Brasil e presidente do IAB (Internet Advertising Bureau Brasil).
As empresas Yahoo, IG, Terra, Microsoft e LocaWeb estarão expondo no evento. O Proxxima é uma iniciativa do portal Meio & Mensagem e de A5 e conta com patrocínios da Petrobras, de Fiat e de Bradesco. Mais informações e inscrições podem ser acessadas no www.proxxima.com.br.
FONTE: COLETIVA.NET
NELSON SIROTSKY RECEBE DA AGERT PLACA COMEMORATIVA AOS 80 ANOS DA RÁDIO GAÚCHA
Nesta segunda-feira, (12/02), o Presidente da AGERT Roberto Cervo Melão, juntamente com o Vice-Presidente de Finanças, Wanderlei Ruivo, o Vice-Presidente de
Relações Governamentais/ Mercado, Afonso Antunes da Motta e o Vice-Presidente Regional de Porto Alegre da AGERT, Cláudio Toigo Filho estiveram na sede da Rádio Gaúcha (av. Érico Veríssimo, nº 400, 6º andar), e entregaram ao Presidente da Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), Nelson Sirotsky uma placa comemorativa aos 80 anos de atividade da Rádio Gaúcha.
UNIÃO ENTRE TV E INTERNET É POSSÍVEL
Chefes da indústria da televisão estão nervosos e de olho em dois escandinavos com reputações bastante problemáticas. Em anos recentes, Niklas Zennström, sueco, e Janus Friis, dinamarquês, assustaram a indústria fonográfica com a invenção do KaZaA, programa de compartilhamento de arquivos usado para downloads de músicas gratuitas.
Depois, horrorizaram a grande indústria de telecomunicações com o lançamento do Skype. O próximo passo promete mudar o jeito das pessoas assistirem televisão, afirma a revista britânica "The Economist".
O novo serviço, chamado Joost, é baseado em um software peer-to-peer, assim como Skype e KaZaA. A invenção promete combinar a experiência de assistir televisão com as excitantes possibilidades oferecidas pela internet. Porém, ao contrário do KaZaa e Skype, o Joost não "atrapalha" a indústria.
Isto acontece porque a equipe do Joost ignorou corajosamente os pilares do boom dos vídeos da internet. O serviço atual permite que os usuários enviem arquivos de vídeos pessoais ou vídeos pirateados de outras fontes. O mais famoso exemplo desta iniciativa é o YouTube, agora parte do Google. Seu grande problema, entretanto, é o risco de ser ilegal e difícil de comercializar.
O Joost não exigirá que os usuários paguem por cada programa ou filme baixado, estratégia escolhida pela Apple na venda de seus vídeos no iTunes. A razão pela qual ignora tais métodos, segundo Wahl, é porque nenhum tem muito a ver com a experiência de simplesmente assistir televisão. Ao contrário dos dowloads e streamings, a "TV não significa comprar hoje o que irá assistir amanhã, e sim ligar o aparelho e assistir na hora", uma experiência mais relaxada e espontânea.
A nova televisão será gratuita, com comerciais de três minutos a cada hora antes, durante ou após o programa, dependendo do público atingido. Os americanos, segundo Dahl, são mais tolerantes à interrupções.
O Joost tem "canais" como a televisão comum, mas em formato de playlists de vídeos que podem ser assistidos quando for mais conveniente ao espectador. Os espectadores poderão importar suas listas de contatos e bater papo online com amigos enquanto assistem o mesmo programa.
O que falta nesta nova visão de televisão, entretanto, é o aparelho em si. Importar vídeos de um computador para a televisão é possível: a Apple e outras empresas já disponibilizam as ferramentas necessárias. Mas até que fique mais comum a conexão de aparelhos de TV à internet, as grandes empresas preferem esperar até assumirem um compromisso com o Joost.
Ainda não existe um consenso sobre a melhor maneira de combinar televisão e internet. Joost, YouTube, iTunes e Netflix não necessitam de redes próprias para fornecer seus serviços de vídeo: podem pegar carona nos rápidos links da internet fornecidos por terceiros.
Segundo a empresa de pesquisa de mercado iSuppli, downloads da internet contabilizarão mais de um terço do mercado de vídeos até 2010. Portanto, assim como a telefonia na internet têm sido ruim para empresas de telefonia tradicionais, este "atalho online" poderia ser prejudicial para os serviços de vídeos "on demand" oferecidos pelas redes de TV a cabo e empresas de telecom.
Porém, ao levar a televisão a mais lares em contextos mais sociais, tudo isso poderia fornecer novos modelos para programadores financiarem suas produções e oferecerem aos anunciantes novas maneiras de atingir os consumidores, além do rejuvenescimento de uma mídia com mais de 75 anos.
FONTE: ABERT/ JORNAL DE ITUPEVA ONLINE/
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