CENTRAIS SINDICAIS DEFENDEM RADIOBRÁS

BRASÍLIA. Quatro centrais sindicais divulgaram ontem manifesto elogiando a atual administração da Radiobrás, alvo de críticas de setores do PT.

Sem citar o presidente da estatal, Eugênio Bucci, o documento quer ser um contraponto a petistas que pressionavam o governo para mudar o comando da empresa porque entendiam que o conteúdo jornalístico dava espaço a assuntos contrários ao governo.

"As centrais sindicais Força Sindical, CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), SDS (Social Democracia Sindical) e CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores) vêm manifestar apoio total e irrestrito ao seu trabalho como presidente da Radiobrás", diz a carta, dirigida ao secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, a quem a Radiobrás está subordinada.

A carta afirma que a atual gestão conseguiu dirimir a idéia de que a comunicação estatal tem que ser governista: "Este desvio de finalidade, com tentação totalitária, não aconteceu nesta atual gestão da estatal."
Bucci, que, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pôs o cargo à disposição, disse que foi surpreendido:

- O documento deve ser lido como reconhecimento de um trabalho apartidário.
Ele afirmou que não recebeu pressões do PT, "mas de pessoas, individualmente":
- Jamais recebi pressões do PT para entregar o cargo.

Bucci dá a entender que sua decisão de deixar a Radiobrás não foi alterada.
- Estou aguardando o momento mais adequado de fazer a transição. Não sou candidato a permanecer.

FONTE: ABERT/ O GLOBO/ O PAÍS/ MÍDIA

TEVÊ DIGITAL OURIÇA OS MAIORES DA INDÚSTRIA DE SOFTWARE

As empresas brasileiras de software se preparam para competir em um novo mercado: aplicativos e middleware para TV digital. Nas companhias, já existem equipes desenvolvendo e testando os programas, enquanto os empresários reivindicam junto ao governo demandas que julgam essenciais para o desenvolvimento de seus negócios: a presença de interatividade na TV digital brasileira já em sua primeira fase, pré-condição para a explosão da demanda por aplicativos; o financiamento do BNDES e Finep para pesquisa e desenvolvimento e a ratificação do padrão Ginga para o middleware a ser utilizado no Brasil.

Interatividade
Os aplicativos são os programas que permitirão adicionar à TV uma série de funcionalidades, semelhantes àquelas oferecidas pelos websites. Com a interatividade, será possível comprar o produto que aparece na propaganda, agendar consultas em hospitais, solicitar documentos junto a órgãos governamentais e uma série de atividades que hoje já são possíveis pela Internet.

É neste mercado potencialmente gigantesco que as empresas estão de olho. “O dilema para a indústria de software captar as oportunidades está na velocidade da implementação da interatividade pelos radiodifusores”, explica Laércio Cosentino, do grupo Totvs e representante do setor junto ao Fórum Brasileiro de TV Digital.

A questão também preocupa Salustiano Fagundes, diretor presidente da Hirix: “Não podemos deixar de trabalhar desde o primeiro momento com a interatividade. Se não o fizermos desde já, talvez percamos a oportunidade e o timing de competir no mercado internacional”.

Segundo ele, com o Ginga, as aplicações construídas para o mercado brasileiro também serão compatíveis com o middleware na Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Se o Mercosul adotar o mesmo padrão de TV digital do Brasil, as empresas também terão estes mercados para atuarem.

Ricardo Kurtz, presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro), complementa: “se não garantirmos a interatividade, cai grande parte do mercado para softwares”.

Compartilhando da mesma posição, Carlos Alberto Senna de Lima, diretor comercial da International Syst, argumenta que o setor de software tem de ser encarado como estratégico pelo país: “A TV digital é uma oportunidade para empresas brasileiras se desenvolverem e trazerem divisas”.

O middleware é um software que serve como plataforma de diálogo, pois aglutina uma série de protocolos – de identificação, autorização, autenticação, entre outros — para que a transmissão, os aplicativos e o set top box (aparelho responsável por converter o sinal da TV digital para aparelhos analógicos) possam conversar entre si. O padrão Ginga foi desenvolvido por universidades brasileiras e é em cima dele que as empresas desenvolvem o middleware para comercialização.

Até o final deste ano, serão feitos os testes finais do Ginga e as transmissões iniciais. Segundo o DCI apurou, ele deve ser ratificado como o padrão a ser utilizado no Brasil. “A decisão técnica está tomada pelo Fórum. Falta o governo tornar isto público através de um decreto. Aguardamos esta definição o quanto antes”, afirma Fagundes.

Financiamento
Outra reivindicação do setor é obtenção de linhas especiais de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Finep, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). “É necessário que haja financiamento para pesquisa e desenvolvimento.

O Brasil precisa passar a ter capacitação para desenvolver software embarcado”, afirma David Britto, diretor presidente da Quality.
Para Senna de Lima, o MCT deveria permitir uma parceria entre a indústria de hardware e software para que verbas de pesquisa também fossem direcionadas ao setor.

“Os investimentos são pesados, precisamos de financiamento de baixo custo para fazer as adaptações”, afirma.
Competir neste novo mercado exigirá de fato muitos investimentos, devido à originalidade dos produtos que serão criados.

“A indústria de software terá que aprender a desenvolver modelos e softwares padrões ligados a merchandising, marketing e vendas, a educação e a novas demandas surgidas pelo novo momento”, explica Cosentino.

O mercado de software para TV digital é novo no mundo inteiro e existem muitos poucos dados a respeito. Os fabricantes nacionais não dispõem de estudos e projeções que indiquem o tamanho e a proporção do mercado que se formará.

Independente disso, o consenso é de que há um potencial imenso a ser explorado. “Pode acontecer o que aconteceu com telefonia celular: um crescimento absurdo”, afirma Britto.

FONTE: ABERT/ DCI/ PRIMEIRA PÁGINA/ TV DIGITAL

PRESIDENTE DA AGERT SE REÚNE COM RADIODIFUSORES E GESTORES DA REGIÃO SERRANA

O presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT), Roberto Cervo “Melão”, participa de reunião com radiodifusores e gestores da Região Serrana, dia 27 de janeiro, às 10h, no espaço para reuniões da Fenavinho Brasil 2007, na cidade de Bento Gonçalves. O objetivo do encontro é discutir a importância da defesa da Radiodifusão Legal em nosso Estado.

VICE-PRESIDENTE DA AGERT FREI BORGHETTI COMPLETA 50 ANOS DE DEDICAÇÃO À RELIGIÃO E À COMUNICAÇÃO

Os 50 anos de dedicação à vida religiosa e à comunicação do vice-presidente Técnico e Normas Fundação Cultural Riograndense da AGERT, Frei Isaías Borghetti (Osébio Borghetti), serão comemorados nesta quinta-feira, dia 25/01.

Nascido em 14 de agosto de 1936, Frei Borghetti foi ordenado sacerdote aos 29 anos, por Dom Vicente Scherer. Formou-se em Filosofia pela Unijuí e cursou Teologia no Convento São Lourenço de Bríndisi de Porto Alegre. Também é pós-graduado em jornalismo, e foi professor de Comunicação Social na PUC/RS e na UCS, em Caxias.

ANATEL APRESENTA AGENDA REGULATÓRIA PARA 2007

O evento Políticas de (Tele)Comunicações, que acontece em Brasília no próximo dia 8 de fevereiro, terá uma apresentação da Anatel com a agenda regulatória do setor a ser realizada pelo conselheiro José Leite Pereira Filho.

Após a palestra da Anatel, haverá um debate com as principais associações setoriais, (Abrafix, Abert, ABTA e Acel). O encontro é organizado conjuntamente pela revista TELETIME e pelo Grupo Interdisciplinar de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações da Universidade de Brasília (GCOM/UnB), e terá ainda uma apresentação do Ministério das Comunicações sobre a agenda política para o setor de comunicações em 2007, a ser realizada pelo ministro Hélio Costa.

O evento terá também um debate sobre as perspectivas da indústria com a presença dos principais CEOs, entre eles Antônio Carlos Valente (Telefônica), Luiz Eduardo Falco (Telemar), Mário Cesar Araujo (TIM) e Ricardo Knoepfelmacher (Brasil Telecom), além de especialistas.

Mais informações sobre o evento estão disponíveis no site
www.convergeeventos.com.br ou pelo telefone (11) 3120-2351. Da Redação



FONTE: ABERT/ TI Inside - News - Evento

LINHA DO BNDES PARA TV DIGITAL ESTIMULA PRODUÇÃO INDEPENDENTE

No anúncio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foram incluídos os itens referentes à TV digital e inovações tecnológicas. Mas não estava o anúncio do BNDES sobre os programas que incentivarão a digitalização das emissoras de TV brasileiras.

Isso porque esses programas serão anunciados separadamente, possivelmente pelo próprio presidente Lula. São basicamente dois programas: um para os fabricantes de equipamentos (para investimentos na produção e inovação tecnológica) e outro para os radiodifusores (para aquisição de equipamentos e também para a produção).

A novidade é que para os radiodifusores que recorrerem ao BNDES para financiar a produção e optarem por comprar ou co-produzir com produtoras independentes, os juros serão um pouco menores.
Os financiamentos para produção não poderão ser utilizados para financiamento da grade regular. Apenas para projetos específicos, o que exclui a possibilidade de financiamento para telejornais, por exemplo.

Especificamente, o investimento via recursos do BNDES só vale para documentários, teledramaturgia e programas educativos. Fernando Lauterjung e Samuel Possebon

FONTE: ABERT/ TELA VIVA - NEWS - TV DIGITAL

O MERCADO BRASILEIRO DE TV DIGITAL INTERESSA À SCIENTIFIC ATLANTA

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) anunciado ontem, 22 de janeiro, pelo governo, muda pouco a estratégia da Cisco para o Brasil.

Entretanto, segundo Pedro Ripper, presidente da subsidiária local, os benefícios fiscais prometidos às empresas que aderirem ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para TV digital (PATVD) serão devidamente estudados, para avaliar qual a estratégia que poderia ser adotada pela Scientific Atlanta, a empresa Cisco que fornece produtos para operadoras de TV.

Com uma base instalada de 20 milhões de setop boxes, o mercado de TV digital é de interesse da Scientific Atlanta, diz Ripper. Segundo ele, a empresa tanto pode passar a fornecer transmissores digitais com fabricação local, como via parceiros.

O executivo aplaude, no programa, a menção explícita ao fato de que o horizonte para uma indústria local de semicondutores é de médio prazo - 14 a 15 anos - o que, a seu ver, é inédito no país.


FONTE: ABERT/ TELE SÍNTESE - PLANTÃO - TV DIGITAL



O nome certo para a Anatel

Tem sido tão intensa a voracidade com que sindicalistas ligados ao PT tentam assumir o comando do processo de escolha de nomes para recompor a diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que a ira demonstrada pelo presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel), José Zunga, à indicação do embaixador e ex-ministro (no governo FHC) Ronaldo Sardenberg para a presidência da agência - é “um absurdo” - deve ser interpretada como um elogio que confere um atestado de competência ao indicado.
Desde novembro de 2005, com o fim do mandato de Elifas Gurgel do Amaral, está vaga a presidência da Anatel, ocupada interinamente por Plínio de Aguiar Júnior. Divergências envolvendo sindicalistas, o PT e o PMDB, partido do ministro das Comunicações, Hélio Costa, impediam até agora a escolha de um nome para o cargo.
Em novembro de 2006, mais uma vaga se abriu na agência, com o fim do mandato de Luiz Alberto Silva. O preenchimento dessas vagas tem sido problema sério não tanto para os partidos que as disputam, em geral de maneira muito pouco transparente, mas para a economia brasileira, que depende de decisões da agência reguladora. Como o órgão colegiado não pode deliberar sem a presença de pelo menos três de seus cinco conselheiros, a ausência de um deles, por qualquer motivo, impedia as decisões da Anatel. No fim do ano passado, a Anatel passou várias semanas seguidas sem se reunir.
Petistas e sindicalistas vetaram, sistematicamente, os nomes que o governo Lula examinou para o preenchimento da vaga de Gurgel do Amaral. Como lembrou o jornalista Ilimar Franco, em O Globo, o primeiro vetado foi o procurador-geral da Anatel, Antônio Bedran. Depois foram vetados César Rômulo, por ser ligado ao sindicato das empresas de telefonia, e Alexandre Jobim, filho do ex-ministro da Justiça e do STF Nelson Jobim, sob a alegação de ter ligações com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Em contrapartida, os sindicalistas sugeriram nomes de seu agrado para o preenchimento das vagas na Anatel.
Eles atuam com desenvoltura porque o governo Lula os estimula a agir desse modo ou, pelo menos, demonstra tolerância excessiva às pressões impertinentes que recebe. Sendo o próprio presidente um crítico feroz do papel das agências reguladoras, seus aliados sentem-se no direito de querer cerceá-las. Como não podem acabar com elas, pois isso geraria um clima de insegurança nocivo para o País, os petistas agora querem controlá-las, com o veto a nomes que os desagradem e a tentativa de nomeação de aliados que pensem como eles. Se e quando tiverem a maioria, aprovarão normas que lhes permitam controlar e dominar os setores fiscalizados e regulados pelas agências.
Felizmente, a indicação do embaixador Ronaldo Sardenberg pode ser um sinal de que, pelo menos no caso da Anatel, o governo decidiu reagir às pressões dos sindicalistas e da ala do PT que mais resiste à modernização da economia. A escolha de Sardenberg indica que o presidente entendeu que, por sua importância, esse cargo não pode ser alvo de disputa partidária.
Não apenas dirigentes de entidades que representam as empresas da área de telecomunicações elogiaram a indicação do atual chefe da missão permanente do Brasil na ONU e ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo FHC. Até mesmo o deputado petista Walter Pinheiro (BA) elogiou a escolha de Sardenberg, numa indicação de que a pressão por cargos na Anatel não é de todo o PT, mas apenas de uma parte, particularmente sua ala sindicalista.
Formalmente, a indicação ainda terá de ser examinada pela Comissão de Infra-Estrutura do Senado e, depois, submetida a votação em plenário. O governo acredita que em fevereiro o nome será aprovado.
Isso não significa o fim da briga política na Anatel. Ainda há uma vaga a ser preenchida e, como já mostraram peemedebistas e petistas, agora sua briga política vai se concentrar nela. Na interpretação do ministro Hélio Costa, embora Sardenberg não tenha militância política, ele ocupará a vaga que cabia ao PT. Por exclusão, a outra cabe ao PMDB. Resta convencer disso os petistas ávidos por cargos no governo.

FONTE: ABERT

TV DIGITAL E SEMICONDUTORES SERÃO BENEFICIADOS COM O PROGRAMA, DIZ FURLAN

Brasília - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje (22) que as áreas de informática, semicondutores, TV digital, infra-estrutura e construção civil estão entre as beneficiadas pelas medidas de desoneração fiscal e estímulo ao desenvolvimento econômico previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O programa foi lançado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Furlan explicou que, para viabilizar o aumento dos investimentos no setor produtivo, essas áreas serão beneficiados com linhas de crédito especiais e redução de impostos.

O ministro ressaltou que as indústrias prioritárias são as de TV digital e semicondutores, equipamentos usados na fabricação de produtos de informática e telecomunicações.

"Nossa expectativa é que o setor privado se mobilize para aproveitar os benefícios que foram anunciados e promovam rapidamente e promovam investimentos, não só na indústria como na infra-estrutura", disse Furlan.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá contribuir com uma parcela expressiva dos investimentos previstos no PAC. Segundo o presidente do banco, Demian Fiocca, já há hoje R$ 90 bilhões para investir em projetos de infra-estrutura. Destes, R$ 10 bilhões já estão investidos em projetos de energia elétrica, logística e desenvolvimento urbano.

FONTE: ABERT



TÍNHAMOS, TEMOS E TEREMOS COMPROMISSO COM A ZONA FRANCA, DIZ FURLAN

Na entrevista concedida hoje, 22, aos jornalistas, para detalhar a Medida Provisória que cria benefícios fiscais para os setores de semicondutores e transmissores para TV digital, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, fez questão de deixar claro a preocupação do governo em preservar a capacidade atual de atração de investimentos da Zona Franca de Manaus.

Ele frisou que será natural a produção dos conversores da TV digital (setop boxes) se concentrar na Zona Franca, uma vez que o governo optou por não mexer nos benefícios fiscais diferenciados que a região oferece às empresas.

“O Pólo Industrial de Manaus não terá nenhum efeito negativo com as medidas anunciadas hoje. Pelo contrário”, disse o ministro. Questionado se tinha o compromisso de preservar a Zona Franca, Furlan respondeu: “Tínhamos, temos e teremos um compromisso com a Zona Franca”.

O ministro destacou que a redução de impostos na área de TV digital tem como objetivo estimular o mercado interno de produção de transmissores digitais e baratear os equipamentos, permitindo que os radiodifusores renovem rapidamente o parque industrial e universalizem o sinal digital no país.

“O Brasil tem hoje uma indústria de transmissores que abastece o mercado interno e há uma necessidade de barateamento dos custos industriais, por isso estamos desonerando a cadeia de produção de transmissor para que haja uma penetração rápida do sinal digital”, reforçou Jairo Klepacz, secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento.

FONTE: ABERT