CAI RITMO DO CRESCIMENTO DO CONSUMO DE TV

Depois de aumentar meia hora por dia entre 2001 e 2005, o consumo de TVs aberta e paga no Brasil teve redução no ritmo de crescimento no ano passado, revela estudo do Ibope.

Durante 2006, o brasileiro assistiu à televisão durante impressionantes 5 horas, quatro minutos e 23 segundos por dia, dois minutos a mais do que em 2005. Em 2001, essa média nacional era de 4h37min15s.

Pela primeira vez nos últimos anos, houve queda no consumo por parte de um segmento da população: as pessoas com mais de 50 anos viram quatro minutos a menos de TV em 2006 (5h34min28s) _mas continuam sendo as maiores consumidoras do veículo.

O crescimento do consumo foi maior na classe C e menor na D e E (que são as que mais vêem TV, 5h18h58s por dia).
O estudo, de acordo com o Ibope, mostra que a televisão resiste ao crescimento de novas mídias, principalmente a internet.

Para Dora Câmara, diretora do Ibope Mídia, os mais jovens aderiram às novas tecnologias, mas as consomem simultaneamente à televisão.
A queda entre os mais velhos, explica o Ibope, se deve a uma maior dedicação deles a atividades físicas e a viagens.

"A internet poderia estar afetando o meio, mas a TV continua intacta, tanto que foi vista por 95% da população em 2006. A TV resiste porque entrega um produto que o público quer ver", analisa Dora.


FONTE: ABERT/ FOLHA DE SÃO PAULO/ ILUSTRADA/ PESQUISAS

QUEM VENCERÁ A GUERRA DA TVD ABERTA X IPTV?

Alta definição de som e imagem. TV em todo lugar e interativa. Por mais que governo e radiodifusoras falem nas maravilhas da alta definição – ou HD, na sigla inglesa – ainda é o sonho de interatividade que seduz os telespectadores do Brasil.

Quem espera pela migração da TV aberta para o padrão digital (SBTVD-t) sonha em navegar na rede mundial de computadores usando o controle remoto ou algum teclado especial.

Nas comunidades que discutem o assunto no Orkut, uma das dúvidas mais recorrentes é se a TVD que o ministro Hélio Costa tanto fala vai permitir o acesso de todos à internet, sem custos adicionais, como anunciado.

Das cinco plataformas de TVD existentes hoje (satélite, cabo, terrestre, celular e web), a TV aberta certamente é a de menor potencial interativo. Nos bastidores do poder, uma guerra ainda silenciosa é travada entre os defensores da TV aberta e os defensores da IPTV, a televisão transmitida em alta velocidade pela internet, 100% interativa.

Mas afinal o que é interatividade? Antes de falar sobre o que foi prometido no decreto do Sistema Brasileiro de TV Digital-t, nº 5.820 (29/06/2006), e o que vai ser entregue à população, é preciso esclarecer essa dúvida. O dicionário Aurélio define interação como uma ação recíproca.

Quando você conversa com um amigo e os dois saem viajando de um tema a outro, vocês estão interagindo. O tom da conversa muda de acordo com os sinais emitidos pelos dois interlocutores. Mas se só um fala e o outro escuta, não há interação. No universo computacional, essa interatividade só é possível em meios que permitem a via dupla para troca de informações.

É o que chamam de canal de retorno. E a TVD aberta, terrestre, só poderá oferecer esse canal de troca através de um modem na caixinha receptora (set-top box) e parcerias com provedores de serviço de internet. Adaptações e serviços extras que na prática deverão ser contratados pelo usuário – fugindo da proposta de serviço gratuito que o decreto da Presidência da República estabeleceu há alguns meses.

Em novembro de 2006, durante o lançamento do Fórum do SBTVD-t, o ministro Hélio Costa teria afirmado que os receptores começariam a ser vendidos este ano, sem o middleware. "Lá na frente ele será incorporado. O primeiro conversor será muito simples, e vai garantir a qualidade da imagem." O fato foi noticiado pela Agência Estado e reflete uma certa desinformação do ministro sobre sua TVD – o que termina confundido o público.

"Essencialmente, todas as caixas têm que ter middleware. Sem ele você não consegue fazer com que a caixa funcione", esclarece Walter Duran, diretor de tecnologia da Philips para a América Latina. A empresa, por sinal, está investindo US$ 25 milhões em pesquisa e desenvolvimento de software e hardware aqui no País, adequando-se às especificações do padrão brasileiro de TV digital.

As set-top boxes são o grande foco de sua linha de produção. O sonho da TV interativa não é utopia. É realidade nos cinco continentes e até entre nossos vizinhos latino-americanos como Uruguai e Argentina. Na China, a popularidade da banda larga alavanca a penetração de serviços agregados de telecomunicação como IPTV.

A TV chega na sala de estar dos assinantes com toda interatividade que os brasileiros andam sonhando. A China tem mais de 137 milhões de usuários de internet, número que cresce 40% ao ano desde 2000. Desses, 100 milhões têm banda larga em casa.

O passo acelerado de crescimento transformou a mídia na grande vedete entre audiências e anunciantes, gerando um volume de 4,8 bilhões de RMB (Ren Min Bi) em negócios, o equivalente a US$ 620 milhões por ano. "Até 2004, radiodifusoras e teles não competiam. O regulador da radiodifusão abriu o mercado para a IPTV em 2004, deixando conteúdo e EPG (guia de programação eletrônico) a cargo das emissoras.

Teles e TVs trabalham juntas e a IPTV é formalmente aceita como modelo de TVD", conta Li Huai Yu, COO do Shangai Media Group e da BesTV. As informações, divulgadas na semana passada durante o IPTV World Forum Latin America, reacenderam a polêmica do jogo de interesses por trás da falada TVD. "Realmente seria muito mais fácil promover inclusão digital, oferecer serviços de telemedicina e teleeducação via IPTV", ponderou Hélio Rubens Nobre, diretor-executivo da Alcatel-Lucent, ao ouvir o chinês falar. A situação é clara para Alberto Luchetti, fundador da Associação Brasileira de Emissoras de IPTV.

"Esse assunto incomoda muito as famílias midiáticas do país". Apesar dos entraves, Telefônica, Brasil Telecom e Telemar já se posicionam para lançar suas plataformas de TV por IP. "Nos próximos seis meses começamos a lançar novos produtos", revela Ana Paula Maciel, gerente de Novos Negócios do grupo Telemar.


FONTE: ABERT/

PROJETO DE LEI ACABA COM RESTRIÇÕES PARA PROVIMENTO DE CONTEÚDO PELAS TELES

O deputado federal Paulo Borhausen (PFL-SC) apresentou hoje, 5, à mesa da Câmara dos Deputados, um projeto de lei que se encaixa como luva às pretensões das operadoras de telecomunicações de entrar no mercado de provimento de conteúdo, especialmente no setor de TV paga.

Para começar, a proposta de Borhausen, que foi integrante do Conselho Consultivo da Anatel e é filho do ex-senador Jorge Borhausen, acaba com o limite de participação de 49% do capital estrangeiro nas operadoras de TV a cabo e afirma, em seu artigo 11º ,que as concessionárias do STFC poderão obter concessão para explorar o serviço de TV a cabo em qualquer localidade onde não exista outorga na data de entrada em vigor da lei (se o projeto de lei virar lei) e onde já houver sido outorgada concessão de TV a cabo há, pelo menos, um ano.

O projeto enquadra os serviços de radiodifusão sonora e de radiodifusão de sons e imagens como serviços de telecomunicações. E, no artigo 5º, o texto diz que a distribuição de conteúdo eletrônico é inerente aos seguintes serviços de telecomunicações: serviços de rádio e TV, de TV a cabo, TV paga via satélite (DTH), TV paga via MMDS e a outros conforme determinar a Anatel.

O texto do deputado é claro: podem distribuir conteúdo os provedores de serviço de comunicação multimídia, de Serviço Móvel Pessoal (SMP) e de outros serviços “conforme disposição da Anatel”.

Em seu artigo 8º, o projeto de lei afirma que “é assegurado às empresas prestadoras dos serviços de telecomunicações o direito de, no todo ou em parte, produzir, programar, prover e distribuir conteúdo eletrônico".

Ainda nesse artigo, o projeto afirma que as concessões, permissões e autorizações para exploração de serviços de telecomunicações poderão ser outorgadas somente a empresas constituídas sob as leis brasileiras, com sede e administração no país, em que a maioria das cotas ou ações com direito a voto pertença a pessoas naturais residentes no Brasil, ou a empresas constituídas sob as leis brasileiras e com sede e administração no país.

Ou seja, na prática, não há restrições para que as operadoras de telecom, mesmo com controladores estrangeiros, possam prover conteúdo.

Internet
A proposta de Borhausen também quer assegurar a participação de capital estrangeiro nos provedores de internet e o direito deles poderem distribuir conteúdo sem restrições.

No artigo 9º, o texto afirma: “ao provedor de serviço de acesso à internet e ao provedor de serviços internet não é necessária a obtenção de qualquer espécie de licença para prestação desse serviço de valor adicionado, nem haverá qualquer limitação à participação de capital estrangeiro na composição acionária desse provedor”.

O projeto também dá à Anatel amplos poderes para organizar a exploração das atividades de comunicação social eletrônica.
Por defender as operadoras de telecomunicações, o projeto de Borhausen certamente encontrará forte resistência no Congresso para tramitar porque tanto Câmara, quanto Senado, estão recheados de parlamentares radiodifusores, a quem certamente a proposta irá desagradar.

O provimento de conteúdo e o papel que cada setor terá na convergência tecnológica é exatamente o centro da disputa que envolve hoje os grandes grupos da radiodifusão e as concessionárias fixas.

A proposta de Borhausen é uma antítese da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), apresentada pelo ex-senador goiano Maguito Vilella em 2004 e que criava uma série de restrições à participação das teles e dos provedores de internet no mercado de conteúdo.

A PEC não prosperou no Senado e, como Vilella não foi reeleito, o projeto foi arquivado. O projeto de lei do deputado catarinense ainda não foi distribuído à comissão específica, mas deve ser encaminhado inicialmente à Comissão de Ciência e Tecnologia.


FONTE: ABERT/ TELE SÍNTESE/ PLANTÃO/ MÍDIA

BORNHAUSEN DEFENDE A ENTRADA DE TELES EM TV

O deputado Paulo Bornhausen (PFL-SC) apresentou ontem projeto de lei que permite a empresas de telefonia fixa receber concessões de TV a cabo e produzir conteúdo de comunicação.

O texto atende a outra reivindicação das teles: acaba com a restrição de participação de capital estrangeiro em empresas de TV a cabo. Hoje, a restrição de 49% ao capital estrangeiro impediria a participação de empresas de telefonia no setor.

Apesar de admitir que o projeto beneficia as teles, o deputado declara que é a única forma de aumentar a concorrência no setor de televisão paga. "As teles têm a infra-estrutura para chegar à casa das pessoas. São as únicas empresas que investiram na rede", diz.

"Faz oito anos que você tem uma cobertura pequena (da TV a cabo) com preço de monopólio. É importante abrir esse mercado."
De acordo com o projeto, caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fiscalizar a distribuição de conteúdos por celular e outras mídias.

O projeto mantém a concessão de serviços de radiodifusão como responsabilidade do Ministério das Comunicações.
"A Anatel deverá fiscalizar o conteúdo produzido, a programação e possíveis infrações à ordem econômica", declara o deputado.

O projeto foi apresentado ontem à Mesa da Câmara, de onde será enviado às comissões de Constituição e Justiça e Ciência e Tecnologia.


FONTE: ABERT/ GAZETA MERCANTIL/ NACIONAL/ MÍDIA

DEU NA TV - DE VOLTA

De volta

Depois das férias a coluna volta ao Notícias da Hora com uma mudança, passa a ser semanal. A mudança deve-se às atividades acadêmicas e profissionais do colunista que nesse semestre serão mais intensas.

Nosso compromisso é de já em Junho voltar a ser diária, portanto só uma questão de tempo. Por enquanto tentarei fazer uma grande coluna semanal com tudo o que foi destaque em nossa TV e Rádio. A coluna será publicada sempre às segundas.

Defesa da ilegalidade

Foi deprimente observar a atitude dos dirigentes da UFAC em relação a Rádio Filha da Muda, que totalmente ilegal funcionava dentro da instituição com o apoio da diretoria.

Em entrevistas os dirigentes da UFAC fingiam que achavam que a rádio estava funcionando legalmente e que não havia nada de errado. Cinismo! O pior é os professores da instituição insistirem que os equipamentos são homologados pela ANATEL e que seria legal o funcionamento da emissora com tais equipamentos.

Talvez o que os ilustres professores não soubessem é que a produção de qualquer equipamento que transmita radiofreqüência tem por obrigação legal o selo de homologação da ANATEL.

Portanto, sem a homologação não poderá haver comercialização desses equipamentos. O que mais chamou a atenção foram as declarações destemperadas eivadas de um discurso cabeça-político-filosófico-defensor-da-liberdade-de-imprensa-e-das-prerrogativas-constitucionais-contra-aperseguição-mesquinha-da-justiça-e-das-entidades-de-fiscalização, que uma pessoa minimamente esclarecida sabe que não é assim.

No Brasil a concessão de autorização para a instalação de serviço de radiodifusão a qualquer título é exclusiva do governo federal, ou seja, para instalar uma rádio, televisão ou mesmo serviço de Internet sem fio, as entidades deverão apresentar projeto técnico com todos os dados e no caso de exploração comercial participar de uma licitação que é aberta a todos, e no especificamente de uma rádio educativa, que parece ser o caso da “Filha da Muda”, a UFAC deveria ter apresentado um projeto técnico que constaria entre outras coisas, a freqüência, a potência, o tipo de antena, o ganho da antena, o azimute, o tipo de cabo de ligação entre o transmissor e a antena, a localização da rádio, o tipo de transmissor, o responsável técnico pelo projeto e até o estudo de interferência no espectro rádio-elétrico.

Mas isso não parece ser necessário para os idealizadores da rádio, espernear é o mote! Gritar palavras de ordem e reclamar da atitude da ANATEL parece o mais correto para eles.

Mas nem toda a algazarra que eles fizeram tira a ilegalidade e a irresponsabilidade dae sua atitude, que em vez de fazerem a coisa da forma correta seguindo os trâmites legais, que no caso da UFAC é facilitado, preferiram se igualar a bandidos e pilantras que instalam rádios piratas prejudicando quem trabalha de acordo com a lei.

Respeito a iniciativa deles em montar uma rádio que serviria de laboratório para os alunos da instituição e também oferecer uma programação alternativa aos ouvintes de Rio Branco, mas discordo da forma que fizeram.

Não adianta fazer biquinho e bater o pezinho no chão, agora o correto é contratar um profissional, montar um projeto de rádio e pedir autorização para a ANATEL através de outorga.



FONTE: ABERT/ NOTÍCIAS DA HORA/ ON-LINE/ NETO BARDAVIL





TV DIGITAL: EMPRESAS DE TI PEDEM ESPAÇO PARA SOFTWARE

Nove entidades e quatro empresas de TI preparam um documento com recomendações que visam chamar a atenção do governo para a necessidade de se incluir interatividade, já na primeira fase de implementação da TV Digital no Brasil, programada para dezembro.

Segundo Ricardo Kurtz, presidente da Assespro Nacional, entidade que encabeça a iniciativa, a principal preocupação do setor é incluir as empresas nacionais no desenvolvimento de software para TV Digital, mercado que na visão de Kurtz promete oportunidades de negócios dentro do país e também para exportação.

“Se não houver um posicionamento do governo nesse aspecto, corremos o risco de não conseguir competir com padrões de empresas de fora”, analisa.
Além disso, para Kurtz, sem a interatividade prometida, o setop box será só uma caixinha de recepção para melhorar a qualidade da imagem.

"Se o governo não optar pela interatividade desde o início, o consumidor pode acabar se desinteressando na TV Digital, abrindo espaço, por exemplo, para TV IP", avalia o presidente da entidade.

As reivindicações
No documento, antecipado para o Tele. Síntese, as entidades que representam o setor vão solicitar a implementação do midlleware desde o início de TV Digital; o estabelecimento do Ginga – desenvolvido por instituições de pesquisa nacionais – como padrão do middleware; a criação de programas e alocação de recursos para o desenvolvimento e aprimoramento do padrão para as universidades, instituições de pesquisas e empresas que vão customizar e empacotar o middleware; criação de linhas de apoio para qualificação de mão-de-obra; criação de linhas de financiamento para fomentar o desenvolvimento de aplicativos; equiparação internacional no tratamento tributário e na formalização do mercado de trabalho; e envolvimento de emissoras públicas e privadas no processo de desenvolvimento dos projetos-piloto e testes.

O documento está sendo aprovado e será distribuído para o mercado e para o governo ainda esta semana. "Vamos encaminhar um ofício e queremos abrir dicussões com o governo", informa Kurtz.

Devem assinar o documento a Assespro Nacional, Abes, Sucesu Nacional, Fenainfo, Seprorj, Softex, IBCD, Brasscom e Sucesu-DF. E também as empresas Totvs, Hirix ITV, Quality Software e Impacta Tecnologia.

FONTE: ABERT/ TELE SÍNTESE/ PLANTÃO/ TV DIGITAL

EMPRESA: QUAL O TEU FIM SOCIAL?

A existência de uma empresa, seja ela uma indústria gráfica ou uma corretora de seguros, têm a finalidade precípua de atender a necessidades das pessoas da comunidade próxima ou mesmo global em que se insere.

Apesar de ter como fim imediato manter sua produtividade, ser competitiva e assegurar aos colaboradores seus devidos salários, a empresa existe para prover a sociedade de produtos ou serviços que lhe são importantes de algum modo, bem como desenvolver a sua qualidade de vida e sustento.

Dessa forma, o papel da empresa frentea sociedade é de uma responsabilidade muito grande, embora ainda muitas não o tenham percebido em toda a sua dimensão.Esse papel não se limita a prestar alguma ajuda comunitária pontual, de forma paternalista ou assistencialista, mas de prover de ferramentas de auto-desenvolvimento tais comunidades.

Ao perceber a profundidade da responsabilidade que lhe compete, uma empresa pode criar vínculos saudáveis com as comunidades a que atende, pois serão aqueles também divulgadores de sua marca, consumidores de seus produtos e fidelizadores de futuros clientes.

Para além dessa visão mais imediata, o compromisso com o desenvolvimento das comunidades que integra é um papel de extrema relevância para a empresa e, especialmente, para a comunidade, que passa a perceber meios de desenvolver talentos, subsistência, formas associativas comerciais que lhe possibilitem adentrar no mundo da globalização com alguma competência.

Apesar de nos parecer óbvio, existe ainda resistência de algumas empresas em identificar e criar meios de cooperação social que extrapolem o paternalismo, que apenas atenua uma necessidade premente.
Dotar uma pessoa, uma comunidade de meios de auto-progresso é devolver à ela a dignidade que lhe é própria como ser humano.

É dar-lhe as condições de reintegrar-se ao “meio”, sendo capaz de desenvolver talentos, habilidades e, ainda, estimular outros, multiplicando esse efeito em um número sempre crescente de indivíduos.

A empresa que não consegue olhar além de seus muros, está fadada a perecer de sua própria cegueira. A parceria de empresas com associações e instituições do Terceiro Setor também vem figurando como uma importante aliança no cenário de políticas sócio-econômicas, viabilizando que as ações sejam cada vez mais eficazes em seus propósitos.

Por um lado, as ONGS e OSCIPS detêm o conhecimento mais profundo das necessidades e dos caminhos possíveis de solução para as questões sociais porque nascem dessas comunidades, em grande parte das situações, enquanto do outro, a iniciativa privada detém o capital e os meios de mobilização adequados para fazer as mudanças efetivamente acontecerem.

Se por um lado vemos amanhecer a esperança de tornar essas parcerias alianças duradouras e saudáveis, por outro tememos que o extremo também aconteça: o uso abusivo da imagem da “responsabilidade social” como meio de promover a imagem institucional de uma organização.

Sendo assim, caberá outra vez o uso do bom senso e junte-se a isso boa dose de sensibilidade para perceber quando há coerência entre atuação responsável e consciência de cidadania ou apenas jogos de marketing mal ajambrados, rasos e com pouco futuro pela frente. Acredito que o tempo e a experiência nos trarão a verdade, sempre.


* Mozana Amorim é publicitária, com especialização em Gestão de Pessoas. Responsável pelo Núcleo de MKT da Editora Brahma Kumaris, organização que trabalha por resgatar valores humanos na sociedade.

FONTE: PAUTA SOCIAL/ ARTIGOS

RÁDIO GAÚCHA COMPLETA 80 ANOS

A Rádio Gaúcha completa 80 anos, nesta quinta-feira, 08/02. Associada a AGERT desde sua fundação, em 1962, a emissora foi uma de suas primeiras afiliadas.

Fundada em 1927 é uma das Rádios mais antigas do Brasil. É com muito orgulho que, a AGERT parabeniza essa expressiva e importante radiodifusora, que ao longo de sua trajetória tem prestado inúmeros serviços à sociedade gaúcha.

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES VAI CRIAR SEIS NOVAS "CIDADES DIGITAIS".

O projeto-piloto de instalação de uma rede de banda larga sem-fio, cujas experiências iniciais estão sendo realizadas nas cidades de Tiradentes, Ouro Preto e uma área de Belo Horizonte, agora atingirão mais seis novas cidades:

Almera (MG), Lavrinhas (SP), Garanhuns (PE), Cacique Dobler (RS), Cidade de Goiás (GO) e Pindorama (TO).

Mas o que são as "cidades digitais"? Segundo especialistas, elas conseguiriam, através da tecnologia de Banda Larga sem fio, uma considerável solução de baixo custo para proporcionar acesso aos cidadãos de baixa renda.

Nelas, o acesso de Internet Wireless poderia servir tanto aos cidadãos como à Polícia, aos Bombeiros, funcionários da Prefeitura, atendimento de Saúde, Serviços de Emergência, Recolhimento de Impostos da Prefeitura, Turismo, Inclusão Digital, Monitoração de Segurança (Surveillance) através de camêras Wireless, dentre outros serviços.

O modelo de gestão será definido pelo seu uso, ou seja, existirão prefeituras que irão cobrar pelo serviço e outras que não. Nas novas "cidades digitais" em experimentação no país, serão instalados equipamentos de diferentes fabricantes e distintas tecnologias - WiMAX e Wi-Fi (Mesh) - para se estudar a relação custo-benefício e elencar as demandas por informações de governo eletrônico.

No momento, segundo informa o FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), os técnicos do Ministério estão concluindo o relatório sobre os projetos pilotos da primeira fase. Para custear esse primeiro programa, foi feito um convênio com a Fundação Euclides da Cunha, da Universidade Federal Fluminense, cuja equipe foi responsável pelo bem-sucedido projeto Piraí, município de 23 mil habitantes do Rio de Janeiro.

Para esse novo programa serão destinados R$ 8 milhões. (Portal Imprensa).



FONTE: ARI

COMISSÃO DE COMUNICAÕES PODE ESTAR ENTRE PP E PSDB

Nesta terça-feira, 6, o tempo deve esquentar na primeira reunião de líderes da Câmara dos Deputados para a escolha dos partidos e dos nomes que deverão presidir as comissões técnicas da Casa.

Apesar desta indicação obedecer a uma regra bastante clara de proporcionalidade (quem escolhe primeiro e a ordem de cada escolha) acordos políticos podem inverter toda esta lógica.

E já corre nos corredores da Câmara a informação de que o grande problema para a escolha na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) é que, durante o primeiro turno de sua eleição, o atual presidente da Câmara Arlindo Chinaglia teria oferecido a presidência para o Partido Progressista (PP), possivelmente para uma indicação do deputado Ricardo Barros (do Paraná) ou Sandes Júnior (Goiás).

Já no segundo turno, ofereceu o mesmo cargo para o PSDB, onde o deputado Júlio Semeghini (São Paulo) é nome de consenso.
Evidentemente, nenhuma das duas opções foi previamente combinada com o ministro Hélio Costa, que passou boa parte de sua gestão tendo problemas com os deputados que faziam oposição ao seu partido.

Como parece que Hélio Costa tem boas chances de permanecer no Minicom, o conflito é iminente. Vale lembrar que Walter Pinheiro (PT/BA), que foi o petista com a maior votação para a Câmara, também buscava a presidência da CCTCI.

E nos bastidores da briga está a divisão de espaço entre radiodifusores e empresas de telecom. Ricardo Barros, do PP, é radiodifusor, e Semeghini é tradicionalmente próximo às teles.


FONTE: TELAVIVA