INCENTIVOS FISCAIS PARA SEMICONDUTORES IRÃO ATÉ 2023 E PARA TV DIGITAL ATÉ 2017

As empresas que aderirem ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) e ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para TV digital (PATVD) poderão contar com a redução de alíquotas de impostos federais até 2023 e 2017, respectivamente.

Foi o que informou agora à tarde o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, ao dar mais detalhes sobre as medidas fiscais que beneficiarão o setor de semicondutores e o de fabricação de transmissores de TV digital e que integram o Programa de Aceleração do Desenvolvimento (PAC) divulgado hoje, 22, pelo presidente Lula.

Tanto o Padis, como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para TV Digital (PATVD) foram instituídos pela Medida Provisória 352, assinada hoje por Lula e cujo teor está disponível no site da Presidência da República (www.planalto.gov.br/legislacao).

Padis
De acordo com material divulgado por Furlan, o Padis irá beneficiar as empresas que investirem em P&D e sejam fabricantes de:
- componentes eletrônicos semicondutores (posições 8541 e 8542 da NCM) - mostradores de informações (displays) destinados à utilização como insumo em equipamentos eletrônicos, com tecnologia baseada em componentes de cristal líquido (LCD), fotoluminescentes (painel mostrador de plasma), eletroluminescentes (diodos emissores de luz-LED-, diodos emissores de luz orgânicos-OLED- ou displays eletroluminescentes a filme fino-TFEL) ou similares com microestruturas de emissão de emissão de campo elétrico (não alcança os tubos de rádios catódicos-cinescópios).

. Terá um prazo de duração de 15 anos, contados a partir de hoje, a redução a 0% do PIS-Pasep/Cofins, do PIS/Pasep/Cofins-Importação e do IPI na aquisição nacional ou importada de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos, para incorporação ao ativo imobilizado da pessoa jurídica adquirente no mercado interno ou importadora, bem como para softwares e insumos destinados à fabricação dos semicondutores e dos displays.

. Já a redução a 0% da Cide terá validade de 12 ou 16 anos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a contribuição deixará de incidir nas remessas destinadas ao exterior para pagamento de contratos relativos à exploração de patentes ou de uso de marcas e nos contratos de fornecimento de tecnologia e prestação de assistência técnica.

. O prazo de validade para a isenção da Cide passará a contar a partir da aprovação do projeto de produção de semicondutores pelo governo (para terem isenção fiscal os projetos terão que ser aprovados pelos ministérios da Fazenda, Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento, a exemplo do que é feito hoje para os projetos beneficiados com a Lei de Informática) e a duração do benefício dependerá da capacidade de agregação de valor do projeto à cadeia produtiva brasileira. Os projetos de maior agregação terão a alíquota zerada por mais tempo.

O mesmo prazo e o mesmo raciocínio -- 12 ou 16 anos para projetos de maior agregação -- vale para a redução em 100% das alíquotas do IRPJ incidente sobre o lucro da exploração do negócio.

. A redução a 0% do PIS-Pasep/Cofins e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na venda dos semicondutores e dos displays só será aplicada, e terá validade de 15 anos a contar da publicação da MP, quando as etapas de projeto ou difusão (semicondutores) ou projeto ou fabricação dos elementos fotossensíveis e dos displays forem feitas no país.

De acordo com o ministério, essa é uma forma de estimular as empresas a agregarem mais valor no país e realizar investimentos maiores aqui.

PATVD
Conforme o Ministério do Desenvolvimento, esse programa irá beneficiar as empresas que realizem investimento em P&D (5% do faturamento bruto no mercado interno como já cobrado hoje das empresas beneficiárias da Lei de Informática) e exerçam as atividades de desenvolvimento e fabricação de equipamentos transmissores para a TV digital.

Elas também contarão com redução a 0% do PIS-Pasep/Cofins, do IPI e da Cide incidentes sobre a venda de equipamentos transmissores de sinais, bem como sobre a aquisição de bens de capital e remessas ao exterior a título de pagamento por uso de tecnologia e softwares. Para receberem o benefício fiscal, ass empresas fabricantes de transmissores terão que cumprir o Processo Produtivo Básico (PPB).

FONTE: ABERT

CTAv e NFB levarão dois brasileiros para estágio no Canadá

Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007, 17h28
O Centro Técnico do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (CTAv/SAV) e o National Film Board (NFB), órgão responsável pela política audiovisual canadense, selecionarão dois animadores brasileiros para participar do Estágio para Animação Hot House, que terá início no mês de março, no NFB, em Montreal. As incrições estão abertas até o dia 29 de janeiro.
O CTAv selecionará oito currículos, que serão enviados ao NFB para a seleção final. Uma das exigências para participação no curso é a fluência no idioma inglês. O processo de seleção conta com apoio do Consulado Geral do Canadá, em São Paulo e da Associação Brasileira de Cinema e Animação (ABCA). A SAV/MinC arcará com as passagens e as despesas de manutenção dos selecionados.
Previsto para ter início no mês de março, o curso terá 12 semanas de duração e se dará no âmbito do novo acordo de cooperação técnica firmado entre a SAV/MinC e o NFB, em março de 2006.
Mais informações podem ser obtidas no site www.ctav-sav.com.br ou através do telefone (21) 2580-4230.

FONTE: Tela Viva

PAC inclui benefícios para a TV digital

As duas medidas provisórias para as áreas de semicondutores e TV digital que deverão compor o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) têm o objetivo de criar as condições necessárias para que a TV aberta brasileira faça, ainda neste ano, no início de dezembro, as primeiras transmissões comerciais com qualidade digital. Os incentivos definidos pelo governo deverão garantir também que os primeiros conversores cheguem às prateleiras das lojas em outubro, segundo informou um técnico da área.
Uma das medidas dará incentivos para a fabricação de equipamentos de transmissão de sinais e para televisores digitais e conversores (set top boxes), que farão a transformação do sinal digital em analógico. Esse aparelho permitirá que o telespectador continue usando o televisor que tem em casa, mas com melhora significativa na qualidade da imagem e do som, que será similar à de um DVD.
Os set top boxes, e posteriormente os televisores digitais, deverão ter desoneração fiscal para fabricação na Zona Franca de Manaus. A previsão é de que a produção de conversores movimentará R$ 9 bilhões em três anos. Também haverá incentivos para o setor de softwares, mas não necessariamente na produção.
As novas regras para importação de equipamentos usados nos estúdios das emissoras de TV, por sua vez, não deverão constar das MPs. A idéia é de que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) baixe uma resolução dando isenção de Imposto de Importação para esses equipamentos, que não são produzidos no País.
A outra MP tratará dos semicondutores e chips, que são usados em equipamentos eletrônicos, incluindo os televisores digitais. A produção desses chips no Brasil terá desoneração de PIS e Cofins. Não serão definidos agora incentivos locais para a implantação da indústria de semicondutores. Segundo uma fonte que participa das discussões, as MPs darão as bases para o incentivo e, depois disso, inicia a corrida política para atrair essas fábricas, já que cabe aos Estados a arrecadação ICMS.
"Os pleitos de vocês foram todos contemplados", disse a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na semana passada, durante reunião do Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, com representantes do governo, indústria, pesquisadores e emissoras de televisão. De acordo com um dos participantes, a ministra se mostrou muito ansiosa com o anúncio das medidas.
Os incentivos à tecnologia vinham sendo defendidos pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, com o argumento que o governo arrecada pouco sobre esse setor e, portanto, benefícios fiscais não prejudicariam os cofres da Receita Federal. Ontem, ao chegar ao Alvorada para uma última reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o PAC, ele comentou que nem todas as medidas de estímulo à tecnologia e à exportação que defendia foram incluídas. “Mas serão depois”, acrescentou.
Em fevereiro, o governo vai publicar o detalhamento das especificações tecnológicas do sistema brasileiro de TV digital, que terá como base o padrão japonês, com avanços tecnológicos desenvolvidos no Brasil. Os primeiros testes com a TV digital serão feitos em abril e serão desenvolvidos em São Paulo pelo Instituto de Desenvolvimento da TV digital criado pelo Comitê de Desenvolvimento.

Indústria diz que pacote não será suficiente

Marcelo Rehder

O Programa de Aceleração Econômica (PAC) que o governo apresenta hoje deverá ser recebido sem entusiasmo pelo empresariado. Há consenso na indústria de que o PAC pouco ajudará a destravar a economia se não for acompanhado de iniciativas mais ousadas do governo como levar adiante as reformas necessárias, como a tributária e previdenciária.
A aceleração da queda dos juros e correções no câmbio também são defendidos pela iniciativa privada. A menos que venha com alguma medida inesperada, os efeitos do programa são vistos como limitados. Não por acaso, os empresários esperam um crescimento em torno de 3,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2007.
“As grandes linhas que estão anunciadas vão na direção correta, mas são insuficientes para colocar o País no trilho do crescimento sustentável”, diz Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Para ele, o Brasil só vai romper a situação de baixo crescimento em que se encontra há anos quando houver um ajuste fiscal capaz de criar condições para reduzir a carga tributária, que já chega a quase 40% do PIB.
“A questão fiscal só será resolvida com medidas mais drásticas que as contidas no PAC”, afirma Monteiro Neto. “Vamos precisar de uma nova geração de reformas, especialmente na Previdência Social.”
Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, espera que o governo dê uma demonstração de que está afinado na direção do crescimento na quarta-feira, quando o Banco Central vai determinar a taxa básica de juros. “Esperamos que a sinalização seja por meio de uma redução significativa dos juros”, afirma Skaf.
Para destravar a economia, o presidente da Fiesp diz que não bastam apenas medidas pontuais. “Precisamos de um conjunto de ações que devem ser implementada a um só tempo e sob a mesma coordenação”, diz Skaf, citando como exemplos o avanço nas reformas e um choque de gestão nos gastos públicos.
“O pacote não ataca os pontos principais que estão travando a economia”, observa Boris Tabacof, diretor do Departamento de Economia do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), referindo-se aos juros altos, ao câmbio defasado e à pesada carga tributária.
Tabacof acha que a desoneração tributária prevista no programa não deverá ser significativa, porque o espaço para isso é pequeno. “Trata-se de um conjunto de medidas necessário, mas não o suficiente para acelerar de forma intensa o crescimento.”
O presidente da Eletros, entidade que representa os fabricantes de produtos eletroeletrônicos, Paulo Saab, também vê com ceticismo a possibilidade de as medidas do PAC aumentarem o ritmo de crescimento.
“O País precisa de reformas estruturais aprofundadas que tenham reflexo de curto prazo”, diz Saab. “O PAC traz algumas medida pontuais, cujos efeitos têm começo, meio e fim.”
O governo deve ser mais ousado na economia, dizem empresários.

FONTE: ABERT

O Amazonas na expectativa do PAC de Lula

“Crescer, crescer e crescer”. Esse foi o mandamento ditado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso de posse no Congresso Nacional, no último dia primeiro. Poucos meses antes o presidente também disse: “Nada farei para prejudicar a Zona Franca de Manaus”. Hoje, os brasileiros, os amazonenses em particular, vão saber, com a divulgação do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), se o presidente vai cumprir as duas falas, que, lógico, não são excludentes, mas estão submetidas nesse momento a interesses fortíssimos de grupos empresariais e políticos.
As lideranças do segmento produtivo do Amazonas estão apreensivas, sobretudo por não terem tido acesso ou mesmo terem sido consultados sobre detalhes que possam vir a atingir/reduzir as vantagens comparativas ofertadas pelo modelo Zona Franca de Manaus. O temor não é sem motivo, uma vez que todas as vezes em que tecnocratas se enclausuraram em gabinete de Brasília, sem ouvir a iniciativa privada e os segmentos da sociedade civil organizada, acabaram produzindo pacotes que em vez de acelerar o desenvolvimento, erigiram as “travas” que hoje tanto o presidente quer ver derrubadas.
O governador Eduardo Braga, que participará da reunião geral de governadores hoje, confia que nada contra o Pólo Industrial de Manaus está contido no PAC e aponta os quatro anos do primeiro mandato de Lula como razão para tal. É fato que o presidente fez tudo o que pode para ajudar a consolidar e até mesmo ‘turbinar’ o PIM, seja com a lei que prorrogou a validade da Zona Franca de Manaus até 2023, seja com a determinação de construir o gasoduto Coari-Manaus, que garantirá o suprimento energético necessário ao crescimento local.
A apreensão está ligada, em verdade, aos novos negócios do segmento eletroeletrônico, sobretudo aqueles que estarão, quem sabe, regulados pela Medida Provisória dos semicondutores e da TV digital. Essa área é estratégica para a economia do Estado e o que as lideranças esperam, com muita razão, é que incentivos fiscais e tributários, hoje exclusivos do PIM, não sejam estendidos a outros Estados. Não se quer privilégios, mas sim a manutenção do que está constitucionalmente garantido, sobretudo em face das novas tecnologias.
No mais, espera-se que o já anunciado item de infra-estrutura contemple obras que estão há anos se arrastando no Amazonas, como é o caso da recuperação das estradas BR-319 (Manaus-Porto Velho) e a BR-230, a Transamazônica, fundamental para a criação de um eixo de desenvolvimento na região Sul do Estado. Portos e hidrovias também precisarão de atenção.

FONTE: ABERT


Inclusão Digital

Até o fim de fevereiro, o Brasil vai receber mil unidades do laptop de US$ 100 para realizar testes durante seis meses em escolas públicas nas cidades de São Paulo e Porto Alegre. O governo federal também fará experiências com outros dois notebooks educacionais no mesmo período: o Classmate, da Intel, e o Mobilis, um portátil produzido pela Encore Software na Índia. Quando a análise terminar, o governo federal dirá, finalmente, qual máquina vai comprar.
A novela do apoio do Brasil ao laptop de US$ 100 vem se arrastando praticamente desde que surgiram as primeiras notícias sobre o micro, há dois anos. Uma hora o governo federal diz que vai adquirir os PCs e logo em seguida surge alguém para dizer "Não é bem assim, não decidimos nada ainda". Passa um tempo e a história se repete. Na semana passada, surgiu a informação de que em abril sairá o anúncio de quantas máquinas serão compradas. Nada ficou confirmado.
Para participar do projeto, cada país interessado precisa se comprometer a adquirir no mínimo 1 milhão de máquinas. O custo de cada dispositivo está hoje em US$ 130, o que daria US$ 130 milhões ou R$ 280 milhões - isso só para começar. Agora, faça a conta. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil tem cerca de 40 milhões de alunos matriculados em escolas públicas. Para que todos tivessem um XO, o governo teria de gastar aproximadamente R$ 11 bilhões.
Um investimento e tanto. E o valor deve ser ainda maior, porque não inclui os gastos com manutenção dos aparelhos ou com a instalação de servidores nas escolas, entre outros itens. Por essas e outras, tudo leva a crer que ainda vai levar bastante tempo para que o projeto vire realidade no País.
Os custos envolvidos quando se planeja a operação em larga escala também diminuem as chances de concorrentes como o Classmate, da Intel, serem adotados pelo governo federal. O portátil da multinacional tem preço estimado em US$ 400 (cerca de R$ 850), quase o mesmo que um computador de mesa bem mais potente. Nesse caso, cobrir toda a rede pública sairia por R$ 34 bilhões.

FONTE: ABERT

Agência Radioweb comemora crescimento

Com a marca de mais de um milhão de downloads, a Agência Radioweb fechou 2006 obtendo um crescimento de 83% em relação ao ano anterior. Atualmente são veiculados cerca de cinco mil boletins diários pelas emissoras afiliadas.

"Esse desempenho até parece um sonho, pois jamais imaginávamos alcançar essa performance em pouco mais de cinco anos", comemora o diretor-Geral da empresa, Paulo Gilvane Borges, ao se referir às estatísticas da agência. Os dados permitem afirmar que a cada hora, 208 boletins da Radioweb são veiculados em emissoras brasileiras.

A agência fechou o último ano com 1.402 rádios parceiras, um crescimento de 27% em relação a 2005. E também, o site contabilizou 494 mil acessos de rádio em 2006, 130% a mais que no ano anterior.

A Radioweb também comemora o desempenho em premiações: foram seis prêmios de Jornalismo em 2006, cinco primeiros lugares nas categorias Rádio e Internet. Em pouco mais de cinco anos, são 21 prêmios de Jornalismo.

FONTE: TELA VIVA

Rádio Gaúcha completa 80 anos

Em 8 de fevereiro, a Rádio Gaúcha completa seus 80 anos de fundação. Para comemorar o aniversário, de 5 a 11 de fevereiro, a emissora terá uma programação especial, com suas principais atrações apresentadas diretamente de locais públicos de Porto Alegre e do Litoral. O primeiro, na segunda-feira, 5, será o programa Polêmica, diretamente do Mercado Público da Capital. Na terça, é a vez do Gaúcha Repórter, transmitido da Assembléia Legislativa do Estado.



O Gaúcha Entrevista, na quarta-feira, terá apresentação da Casa de Cultura Mario Quintana e o Hoje nos Esportes, na quinta, do Paradouro que a RBS montou em Atlântida. Do mesmo local, serão transmitidos a Confraria do Show dos Esportes, na sexta, e o Sala de Redação especial, no domingo, encerrando a grade de aniversário.



O gerente de Jornalismo da rádio, Cyro Martins, disse que está bastante empolgado com as atrações programadas para o octogenário da emissora. Uma delas está vinculada ao Campeonato Gaúcho 2007, enfatiza Cyro. Este ano, o troféu dado ao vencedor da competição de futebol se chamará ’80 anos Rádio Gaúcha’.

FONTE: COLETIVA.NET

Encontro com o Presidente reunirá radiodifusores em Bento Gonçalves

O primeiro "Encontro com o Presidente" de 2007 já tem data e local confirmados. No dia 27 de janeiro, o presidente da AGERT, Roberto Cervo "Melão", recebe radiodifusores da região serrana, em Bento Gonçalves. O objetivo do encontro é discutir assuntos pertinentes à radiodifusão, como a flexibilização da "Voz do Brasil" e a ilegalidade no rádio.


O QUE: "Encontro com o Presidente"

QUANDO: sábado, dia 27 de janeiro, a partir das 10h

ONDE: Fenavinho Brasil 2007, em Bento Gonçalves

AGERT promove Encontro Regional de Rádioe Televisão nesta sexta-feira em Osório

É hoje. A Associação Gaúcha de Emissoras de Radio e Televisão (AGERT) promove, nesta sexta-feira (19), a partir das 14h, o Encontro Regional de Rádio e Televisão de Osório. O . O prefeito de Osório, Romildo Bolzan Junior, e o presidente da Assembléia Legislativa, Fabiano Pereira, são algumas das presenças confirmadas.

Ao longo da tarde, acontecem cinco palestras sobre diversos temas relacionados à radiodifusão. Depois do credenciamento dos convidados e de uma abertura com autoridades municipais e estaduais, a secretaria Interina Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Zilda Beatriz Silva de Campos Abreu, abre o ciclo, às 14h45min, com a palestra “Radiodifusão e a Visão do Ministério das Comunicações”. Logo em seguida, será a vez do presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Daniel Slaviero, falar aos radiodifusores sobre "A nova gestão da ABERT". Às 16h, acontece o painel “Os políticos e a radiodifusão”, que ainda não tem participantes definidos. Às 17h, o consultor jurídico da AGERT, Fábio Milman, ministra a palestra "A Flexibilização da Voz do Brasil". Fechando à tarde, o gerente regional da Anatel, João Jacob Bettoni, coloca em discussão um dos temas mais polêmicos da radiodifusão: a ilegalidade. A palestra “A Anatel e a ilegalidade no Rio Grande do Sul” ocorre às 17h15min.

As inscrições para o Encontro Regional de Rádio e Televisão de Osório ainda podem ser realizadas no local do evento. O custo é de R$ 20 para sócios e R$ 30 para não-sócios. Para mais informações ligue (51) 3212-2200.


O QUE: Encontro Regional de Rádio e Televisão de Osório

QUANDO: sexta-feira, dia 19 de janeiro, a partir das 14h

ONDE: Câmara de Vereadores (Avenida Jorge Dariva, 1211), em Osório

MAIS INFORMAÇÕES: (51) 3112-2200

Saem as especificações do sistema brasileiro, agora chamado ISDTV

Demorou mais do que o esperado mas acabou saindo. O Fórum de TV Digital conseguiu entregar na quarta, 17, o primeiro conjunto de especificações do Sistema Brasileiro de TV Digital. Ou melhor, do ISDTV (International System for Digital TV), que deve ser o novo nome do SBTVD. A documentação foi entregue ao Conselho de Desenvolvimento, que reúne os ministros que acompanham o assunto sob a coordenação da Casa Civil.
Quase tudo o que será necessário para que os equipamentos possam ser fabricados foi especificado, exceto a parte de controle de direitos (DRM), que ainda está sendo discutida, e alguns aspectos do middleware. Havia, até poucas semanas atrás, um grande receio dentro e fora do governo, sobretudo junto à comunidade acadêmica, de que o padrão de TV digital brasileiro acabasse sendo simplesmente o padrão japonês (ISDB), no qual o ISDTV é baseado. Mas ao que tudo indica as especificações já contam com as inovações mais importantes, entre elas o H.264 (MPEG-4) para a compressão de vídeo.
Aliás, o middleware nacional Ginga talvez seja a única inovação não incorporada imediatamente ao ISDTV. Os fabricantes poderão lançar televisores ou set-tops sem o middleware em equipamentos básicos, de baixo custo, mas não poderão usar nenhum outro sistema caso queiram rodar aplicações que envolvam processamento de dados.
A Telavo e o Ceitec já estão trabalhando no projeto do chip de modulação incorporando o H.264 ao chip do ISDB, o que é necessário, já que essa tecnologia não faz parte do padrão usado nos equipamentos do Japão. O projeto para o chip de demodulação também está iniciado.
Em relação ao DRM, que é o que ainda falta ser especificado, os custos das patentes internacionais são o impeditivo para que se defina um modelo imediatamente. Existe a chance real de que se desenvolva algo no Brasil, em um consórcio entre os principais fabricantes. A especificação do áudio deve ser AAC, ainda que isso seja em princípio um problema em relação aos home-theaters disponíveis no mercado, que não contam com a decodificação dessa tecnologia.
A expectativa é que até julho haja equipamentos em protótipos.

Incentivos

As medidas provisórias que serão anunciadas pelo presidente Lula na próxima segunda, dia 22, com os itens do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deverão incorporar alguns benefícios fiscais para a TV digital. Os pontos ainda são sigilosos, mas sabe-se que haverá desoneração para a fabricação de novos equipamentos de transmissão na Zona Franca (fala-se até em prazos de 10 anos de isenção de IR para tecnologias ainda não existentes, o que é o caso da TV digital). Também se comenta que a Camex (Câmara de Comércio Exterior) dará isenções para a importação de equipamentos, mas isso não estará na medida provisória.
Em outra frente, espera-se uma política de fomento via investimentos do BNDES para a indústria e também para os radiodifusores, que poderão obter recursos para a compra de equipamentos e também na produção de conteúdo. Os valores iniciais devem ficar na casa de R$ 100 milhões, mas sem teto definido. O SBT deverá ser a primeira emissora a sair com um projeto financiado pelo banco estatal. Serão dois programas que contarão com desoneração fiscal e incentivos do BNDES: o PADIS (voltado para a indústria) e o PATVD (voltado para as necessidades dos radiodifusores).

Canais

O Comitê de Desenvolvimento também avocou para si a responsabilidade de autorizar o processo de liberação dos canais de TV digital para testes e para as entidades públicas. A idéia é evitar que pressões diretas junto à Anatel ou ao Ministério das Comunicações façam com que algumas entidades sejam contempladas e outras não. Ou seja, todos os ministros discutirão como será a formatação dos canais públicos.

Testes

O Instituto de TV Digital, um organismo criado pela indústria e pelos radiodifusores, será o responsável pela realização dos primeiros testes, provavelmente em setembro. O ITD será sempre contratado pelo Fórum de TV Digital como uma entidade independente para a realização de trabalhos técnicos, e caberá a ele montar pesquisas em conjunto com as universidades. Ele fará o papel que o CPqD fez até aqui. Os primeiros testes serão realizados pelo canal 25 de São Paulo.
O Fórum de TV Digital, aliás, enviará uma delegação a Las Vegas, durante a NAB (evento de broadcasters que acontece em abril nos EUA), e na semana seguinte para o Japão, onde será realizado um evento de discussão do ISDT.

Internacional

Paralelamente, o governo brasileiro está percorrendo os países latino-americanos para apresentar a possibilidade de uso do ISDT. Até aqui, a proposta era apenas conceitual, já que não há, ainda, produto. O Chile, por exemplo, quer saber quais serão as condições de preço do ISDT, e não tem interesse em participar do desenvolvimento tecnológico. Já a Argentina (caso mais complicado) quer uma planta de fabricação de equipamentos em seu território. Com o road-show, o governo conseguiu pelo menos que os demais países não definissem as suas políticas de TV digital imediatamente, abrindo espaço para negociações, que contam com a participação dos japoneses, executando demonstrações da tecnologia.




Fonte: Tela Viva