O processo de digitalização consiste, em última instância, em transformar todas as informações em bits - ou seja, em unidades binárias de informação. Para o computador, só existem dois dígitos: o zero (0) e o um (1). As palavras ou bytes são combinações infinitas de zeros e uns (1001011001010...).
Para o usuário comum, parece algo misterioso que todo o funcionamento dos equipamentos e serviços de telecomunicações, tecnologia da informação ou de eletrônica de consumo se baseie nessa estranha linguagem de zeros e uns. No entanto, é exatamente isso que acontece com o conteúdo do celular, do computador, da internet, da fotografia digital, do DVD e, em breve, do rádio e da televisão. Por isso, dizemos, o mundo da comunicação e da informação se transformou num gigantesco aglomerado de bits.
Mais interessante ainda é o processo de pacotização que se desenvolve a partir da expansão avassaladora da internet. Os bits se agrupam em pacotes, com o protocolo IP (de internet protocol), e se tornam uma segunda linguagem digital. É esse processo que vivemos hoje.
Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Economia & Negócios - Telecomunicações
Banco terá linha especial para a TV digital
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) finaliza nas próximas semanas um grande programa de financiamento à cadeia da TV digital no Brasil. O programa deve ser oficialmente anunciado no início de dezembro, e prevê financiamentos em várias frentes - como adaptações fabris para o fornecimento de equipamentos digitais, troca da infra-estrutura de transmissores no País e compras das próprias empresas de radiodifusão.
O principal objetivo será capacitar a indústria nacional a abocanhar a maior parte das encomendas de programas e equipamentos que surgirão nos próximos dez anos. De forma geral, a idéia é "favorecer ao máximo a indústria nacional" na produção dos equipamentos para atender o novo padrão digital.
O padrão a ser adotado no Brasil será o japonês, com a incorporação de algumas modificações elaboradas no Brasil. Isso exigirá adaptações e desenvolvimento de tecnologia local na cadeia.
O chefe do departamento de telecomunicação do BNDES, Allan Fischler, explica que o padrão híbrido foi escolhido justamente para dar uma oportunidade à indústria nacional de desenvolver uma geração de equipamentos e softwares, o que não seria possível com a simples importação de um padrão internacional. "Nesse caso, você simplesmente montaria equipamentos já existem no resto do mundo", diz.
Além dos financiamentos às indústrias, o banco também deverá financiar as compras das empresas de radiodifusão (transmissoras e retransmissoras de televisão). Estima-se que a digitalização de toda a infra-estrutura de transmissão demandará investimentos da ordem de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões - é nesta parte da cadeia que serão necessários os maiores investimentos até 2016.
A previsão é que o sistema digital de televisão comece a funcionar a partir do fim de 2007, a começar pela região metropolitana de São Paulo. Nos anos seguintes, o modelo será estendido para as demais localidades. No fim de junho de 2016, o sistema analógico será desligado.
Segundo especialistas, os principais equipamentos para o novo padrão deverão ser importados no ano que vem, por conta do pouco tempo e pelo fato de que, na prática, a indústria nacional não atua tanto nos equipamentos transmissores de alta potência. Nos transmissores de pequeno e médio portes, porém, já existem algumas empresas atuando no País, como a Telavo Digital e a Linear Equipamentos.
O presidente da Telavo, Jakson Alexandre Sosa, diz que a empresa já produz transmissores analógicos e digitais para exportação. Com o novo padrão brasileiro, a empresa tem um plano de investimentos de US$ 3,5 milhões na adequação do parque técnico e laboratórios. A empresa desenvolve, com a PUC/SP e o centro de tecnologia Ceitec, um chip para a modulação brasileira.
Outro aspecto levado em conta no setor é a possibilidade de exportar o padrão brasileiro de TV digital para países do continente. Segundo os técnicos do BNDES, isso permitiria aumentar a escala de produção e fornecimento dos fabricantes nacionais.
Informação: ABERT / O Estado de S.Paulo - Economia - TV Digital
Rádio Digital em seminário na Paraíba
Em uma parceria com a ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), a ASSERP (Associação das Emissoras de Radiodifusão da Paraíba) realiza na próxima sexta-feira, dia 24, o Seminário Rádio Digital.
A programação incluirá palestras com Acácio Luiz Costa e Ronald Siqueira Barbosa e o evento acontece no Littoral Hotel, em João Pessoa, das 9 às 17h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3322-5290.
Informação: ABERT / Site Rádio Agência - Notícias - Evento
É preciso haver inclusão digital do Estado, diz Telebrasil
Em palestra proferida há pouco no Conselho de Comunicação Social, o superintendente-executivo da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), César Rômulo Silveira Neto, propôs a inclusão digital do Estado brasileiro como forma de universalizar a prestação de serviços públicos, a começar pelos serviços de telecomunicação. Silveira Neto avalia que as diretrizes utilizadas na privatização da telefonia, que permitiram sua expansão, deveriam orientar a universalização de outros serviços de telecomunicação.
O superintedente da Telebrasil, entretanto, admitiu a insuficiência da privatização, já que a universalização da telefonia em serviços correlatos, como a banda larga para acesso à internet, só é realidade em localidades em que a população apresenta bons níveis de renda. Ele também atribui o fracasso da universalização dos serviços de telecomunicação à excessiva carga tributária.
Falta de capacitação
O especialista lembrou ainda que é inviável que isso ocorra enquanto não forem também universalizados serviços públicos como a educação, uma vez que a falta de capacitação da população as manteria à margem de todo o processo de universalização dos serviços de telecomunicação. Ele acredita que a inclusão digital do próprio Estado brasileiro permitiria a melhoria dos serviços públicos e sua distribuição.
Na proposta de Silveira Neto, o Estado, após facilitar o acesso a informações e a serviços públicos, iria permitir a inclusão digital dos cidadãos por meio da instalação de telecentros públicos, que ofereceriam, por exemplo, terminais de acesso à banda larga a toda a população.
O conselho está reunido na sala 6 da ala Nilo Coelho, no Senado.
Informação: ABERT / Jornal da Câmara - Agência - Inclusão Digital
Empresas de telecomunicação não querem concorrer com TV
Durante audiência pública sobre o marco regulatório em telecomunicação, realizada pelo Conselho de Comunicação Social, o superintendente-executivo da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), César Rômulo Silveira Neto, descartou o interesse das empresas de telecomunicação de concorrer com as empresas de radiodifusão na produção de conteúdo.
"O interesse das empresas é apenas aumentar seu tráfego", afirmou, em resposta ao conselheiro Gilberto Carlos Leifert, que indagou a Silveira Neto se as empresas de telecomunicação garantiriam a gratuidade de conteúdo por elas produzidos ou transmitidos por suas redes.
O conselheiro, que representa as emissoras de televisão, ressaltou que os programas de rádio e TV chegam ao público gratuitamente, afirmação que foi contestada por Silveira Neto. "Não tem almoço grátis", disse o superintendente da Telebrasil. Ele afirmou que o consumidor acaba pagando pelo custo do programa indiretamente por meio dos anúncios.
O debate foi encerrado sem a participação do diretor-executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, que chegou atrasado. Segundo o presidente do conselho, Arnaldo Niskier, Annenberg deverá falar apenas no período da tarde.
Em relação ao debate das 15h30 sobre "Como utilizar o canal de educação da TV Digital", o secretário de Educação à Distância do Ministério da Educação, Ronaldo Motta, que não poderá comparecer, deverá ser substituído. O nome do novo palestrante, porém, ainda não foi divulgado.
Informação: ABERT / Jornal da Câmara - Notícias - Convergência
Ministro das Comunicações critica senador Eduardo Azeredo e seu projeto de lei
O Ministro das Comunicações Hélio Costa enviou nota nesta semana ao Portal Comunique-se sobre as críticas formuladas pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em entrevista. Na ocasião, o senador negou que seu projeto fosse um atentado contra a inclusão digital e criticou o funcionário Marcelo Bechara, do Ministério das Comunicações, que afirmara que o texto iria contra a inclusão digital. "Atentado contra inclusão digital é o governo, através do Ministério das Comunicações, não gastar os R$ 4 bilhões arrecadados com o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), isso sim é uma premissa para inclusão digital".
Durante a entrevista, Azeredo reiterou ainda que o projeto não configuraria em qualquer tipo de controle da internet. Em sua resposta, Costa afirma que o senador "não assumiu o projeto que apresentou, apesar de continuar a defendê-lo, alegando que se utilizou de projetos e idéias de outros parlamentares, como o Senador e Ministro das Comunicações, Hélio Costa". O ministro se diz ainda "completamente contra" o projeto de lei e lembra que Bechara é membro do Comitê da Internet no Brasil, entidade que também é contrária ao projeto.
O Ministro termina seu texto afirmando que sempre lutará contra qualquer restrição à internet.
Leia na íntegra o comunicado do Ministro das Comunicações:
"Na semana passada, o Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi duramente criticado por toda a imprensa e entidades de defesa de liberdade de expressão, e do consumidor, pela apresentação do Projeto de Lei Substitutivo que regulamenta os crimes na internet. Todos consideraram a inicitiva uma forma de censura explícita à internet e de atender interesses de instituições financeiras.
Diante da forte reação da sociedade, o Senador Azeredo não assumiu o projeto que apresentou, apesar de continuar a defendê-lo, alegando que se utilizou de projetos e idéias de outros parlamentares, como o Senador e Ministro das Comunicações, Hélio Costa.
Também criticou o ministério e o governo, afirmando que "saiu coisas como um funcionário do Ministério das Comunicações dizendo que é um atentado contra a inclusão digital. Não sei onde ele viu isso, atentado contra inclusão digital é o governo, através do Ministério das Comunicações, não gastar os R$ 4 bilhões arrecadados com o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações)".
Em primeiro lugar afirmo categoricamente que sou totalmente contra o projeto do Senador Azeredo, o qual considero uma afronta à democracia e à liberdade de expressão. Se o Senador é a favor de restringir o uso da internet, como toda a imprensa mostrou claramente, ele deve assumir a sua posição e não dar a desculpa de utilizar projetos e idéias que nada tem a ver com a censura que ele propõe.
Quanto à declaração pejorativa de que um funcionário do ministério saiu dizendo coisas por aí, trata-se do Consultor Jurídico, Marcelo Bechara, que deu as declarações como membro do Comitê da Internet no Brasil, entidade que é também é totalmente contra o projeto de censura.
O Senador ainda mostra total desconhecimento sobre o FUST. Nenhum centavo foi aplicado no governo anterior, do PSDB, o mesmo partido de Azeredo. Neste ano o Ministério das Comunicações conseguiu superar as dificuldades burocráticas junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), e iniciou o processo de aplicação do FUST em mil entidades de surdos e mudos e deficientes visuais.
Apresentamos também um projeto piloto para ser aplicado nos próximos quatro anos, onde todas as escolas públicas do país serão conectadas gratuitamente à internet banda larga, levando programas de TV Escola e telemedicina, cursos profissionalizantes, treinamento de professores, entre outros . Ainda vamos estender pontos extras para órgãos públicos, como hospitais, prefeituras, delegacias e postos de saúde.
Temos dois projetos-pilotos em pleno funcionamento, com a moderna tecnologia sem fios WiMax, em Minas Gerais. Em Belo Horizonte estamos conectando à banda larga as escolas públicas, delegacias e hospitais. Em Tiradentes, além dos órgãos públicos, a população e até os turistas têm acesso gratuito à internet.
O Ministério das Comunicações coordena um programa próprio de Inclusão Digital em 3.200 pontos com banda larga no país, incluindo escolas rurais e urbanas,quilombos, tribos, e periferias das grandes cidades. Esse programa será ampliado para todo o Brasil, dobrando de tamanho nos próximos dois anos. Ainda neste período vamos conectar pelo menos um ponto de banda larga em cada um dos 5.658 municípios do país, levando a essas localidades também a VOIP (telefonia via-internet). Cada órgão federal tem o seu próprio programa de inclusão, sendo o ministério responsável pela conexão.
Para finalizar, gostaria de deixar claro que lutarei contra qualquer restrição ou censura à internet seja no ministério ou no Senado, porque é o meio de comunicação mais democrático e aberto que existe atualmente, e por isso deve ser preservado ao máximo."
Informação: ABERT / Comunique-se - Primeiro Caderno - Internet
STF suspende exigência de diploma de jornalismo
Uma liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes suspendeu ontem a exigência do diploma de curso superior de jornalismo para exercer a profissão.
A liminar foi pedida pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Ela valerá até que o STF julgue um recurso de Antonio Fernando, o que trará uma decisão em caráter definitivo.
Em 2001, o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal de São Paulo. Pediu o fim do registro profissional de jornalistas. Para isso, a União deixaria de registrar até mesmo jornalistas diplomados.
A 16ª Vara Cível de São Paulo deu então sentença, válida para todo o país, determinando que o Ministério do Trabalho deixasse de exigir o diploma de jornalismo para fornecer o registro profissional. Essa decisão foi posteriormente cassada pelo Tribunal Regional da 3ª Região, órgão da segunda instância. O STF irá julgar um recurso contra a sentença do TRF, decidindo a causa em definitivo.
Risco
Antonio Fernando pediu a concessão de liminar até que esse julgamento ocorra. O procurador-geral argumentou que as pessoas que obtiveram registro profissional enquanto vigorou a decisão da 16ª Vara poderiam agora ser demitidas.
"Um número elevado de pessoas, que estavam a exercer (e ainda exercem) a atividade jornalística (...) agora se acham tolhidas em seus direitos, impossibilitadas de exercer suas atividades", disse o procurador-geral, referindo-se aos que obtiveram registro na vigência da decisão da 16ª Vara.
Mendes concordou com Antonio Fernando e considerou urgente a concessão da liminar. "Quanto à urgência da pretensão cautelar, entendo como suficientes as ponderações do procurador-geral", afirmou.
No outro extremo dessa batalha judicial, favoráveis à exigência do diploma, estão o governo federal, por meio do Ministério do Trabalho, a Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
Informação: ABERT / Folha de São Paulo - Brasil - Jornalismo
Projeto que impõe regras a conteúdos ganha substitutivo
Apresentado em 2004, o projeto do deputado Luiz Piauhylino (PL 4.209/2004), que originalmente propunha que os conteúdos a serem veiculados em novas mídias eletrônicas tivessem regras muito parecidas com as da TV aberta, começou a tramitar para valer na Câmara dos Deputados. Esta semana o deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP), relator do projeto na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, apresentou um substitutivo (que ainda não foi apreciado pela Comissão) que resolve diversos problemas identificados no texto original. Da forma como estava, o projeto poderia inviabilizar o desenvolvimento de novas mídias eletrônicas, especialmente as que se baseiam na convergência da tecnologia digital.
O que pode mudar
A mudança mais significativa proposta no substitutivo refere-se à exclusão da expressão ?comunicação social eletrônica? e do conceito de "comunicação social", que faziam parte do artigo que tratava das definições. O substitutivo passa a focar com mais clareza sobre ?a produção e a programação e provimento de conteúdo nacional a ser distribuído por qualquer meio eletrônico e independentemente das tecnologias de que faça uso". Ou seja, o projeto torna-se uma proposta de legislação sobre conteúdos para meios eletrônicos de um modo geral. Tais conteúdos "somente poderão ser explorados por brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras, nas quais ao menos 70% do capital total e do capital votante deverão pertencer, direta ou indiretamente, a brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos?, isto é, aplicam-se a qualquer meio eletrônico as mesmas regras da Constituição para a TV aberta.
Outra novidade é que agora a proposta veda totalmente a possibilidade de que a empresa que distribua o conteúdo explore qualquer tipo de publicidade, interatividade, ou promova a comercialização de produtos e serviços utilizando conteúdos nacionais.
A preocupação óbvia é que empresas de telecomunicações ganhem ou desenvolvam modelos de negócio independentemente do produtor do conteúdo. Fica a dúvida sobre os portais de internet. O Terra, por exemplo, é controlado pela Telefônica, um grupo estrangeiro. Não está claro que impacto estes portais sofrerão em função do projeto de lei.
Também não está claro como será o tratamento a conteúdos que possam ser caracterizados como "nacionais" mas que estejam sendo explorados por portais fora do Brasil.
Sem redundâncias
Foram eliminadas do substitutivo as referências específicas à televisão por assinatura (porque segundo o relator é um setor suficientemente regulado neste sentido) e excluída as atividades das agências publicitárias e a produção de obras publicitárias.
Também foram excluídas as proibições referentes às empresas de telefonia fixa e móvel, que estavam impedidas de produzir conteúdo nacional e prestar serviço de provimento de acesso à Internet no projeto original. De qualquer maneira, o projeto ainda atende aos interesses dos grandes grupos de comunicação no Brasil, sobretudo porque cria dificuldade para que empresas estrangeiras controlem ou adquiram conteúdos nacionais, inclusive conteúdos esportivos.
O prazo para emendas ao substitutivo do deputado Marquezelli é de cinco sessões a partir desta quinta, 16. A íntegra do relatório e do substitutivo está disponível em www.teletime.com.br/arquivos/relatorio_pl4209.pdf .
Já a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55/2004, do senador Maguito Vilela (PMDB/GO) está com a tramitação parada no Senado desde fevereiro deste ano. A matéria está para ser apreciada na Comissão de Constituição e Justiça, e dá mais sustentação constitucional ao projeto do deputado Piauhylino. Carlos Eduardo Zanatta
Informação: ABERT / Tela Viva - News - Mídia
Telespectador do futuro vai ver novela ao meio-dia, prevê estudo
A TV móvel, que ainda engatinha na telefonia celular, mas que tende a explodir com a TV digital, vai mudar significativamente os hábitos dos telespectadores, a publicidade e a produção de conteúdo. Novelas serão vistas ao meio-dia e telejornais terão apenas um minuto. É o que conclui o inédito estudo "This Box Was Made for Walking" (Essa caixa foi feita para andar), produzido pela London School of Economics (LSE) para a Nokia.
A TV móvel será uma das principais características da TV digital. Com a nova tecnologia, as redes de TV irão transmitir direta e gratuitamente para telefones celulares.
O relatório aponta que há mercado para a TV móvel desde que tenha alta qualidade de som e imagem. As pessoas vão aderir a ela para buscar informação em tempo real, "matar o tempo", ter a "sensação de ?fazer parte?" e até para usá-la como "uma extensão de suas vidas e experiências pessoais".
Isso porque o telespectador não só terá acesso à programação gerada pelas TVs e telefônicas, mas também a conteúdo dele próprio, como já ocorre na internet. A TV móvel será "customizada", e o telespectador irá interagir e escolher o que receber e compartilhar.
Os programas serão mais curtos. No lugar de episódios, haverá "mobisodes". O estudo cita um telejornal recentemente criado pela China Telecom (operadora de celular chinesa), que dura apenas um minuto. A LSE aposta em um horário nobre ao meio-dia. "Testes mostram que novelas em TV móvel serão extremamente populares durante o horário de almoço", diz o relatório.
Por causa da tela pequena dos celulares, a TV móvel obrigará as TVs a trabalharem com enquadramentos de câmeras mais fechados, um abuso dos "close-ups". E para atingir o telespectador nesse ambiente, os publicitários terão de criar anúncios de apenas cinco segundos, vaticina a LSE.
Informação: ABERT / Folha de São Paulo - Ilustrada - Televisão
Venda mundial de chips crescerá 10% em 2007
As vendas mundiais de semicondutores subirão 10% no ano que vem e avançarão a um ritmo ainda mais acelerado em 2008, à medida que os consumidores comprarem celulares e outros artefatos eletrônicos sofisticados, segundo a Associação Setorial de Semicondutores.
Em 2007, as vendas de chips alcançarão US$ 273,8 bilhões, a partir dos US$ 248,8 bilhões estimados para este ano. A previsão do grupo, de uma alta de 9,4% nas vendas de chips este ano, ficou abaixo do prognóstico anterior de 9,8%.
Prevê-se que as vendas de chips registrarão alta de 10,8%, passando a totalizar US$ 303,4 bilhões em 2008, disse a associação. O órgão prevê que o crescimento das vendas desacelerará em 2009, caindo para 5,8%, e que a receita somará US$ 321 bilhões.
A demanda por telefones celulares, câmeras digitais, music players e aparelhos de TV está aumentando e os consumidores respondem por mais da metade de todas as vendas mundiais de semicondutores, segundo a associação. No ano que vem, a expansão será maior na Ásia, que consumirá 48% dos semicondutores produzidos mundialmente até 2009, disse a associação.
"A compra de uma ampla gama de produtos eletrônicos por parte dos consumidores continua crescendo e é a principal propulsora da demanda por semicondutores", disse George Scalise. As vendas de produtos como automóveis e eletrodomésticos respondem por mais da metade de todas as vendas de semicondutores, disse Scalise.
As fabricantes de chips estão se beneficiando num momento em que os lançamentos mais recentes do mercado de aparelhos eletrônicos de consumo também contêm "alta presença de semicondutores", disse a associação. As fabricantes celulares, as segundas maiores consumidoras de chips, atrás apenas das fornecedoras de computadores pessoais, usam semicondutores que custam em média US$ 41 em cada um de seus aparelhos. A venda de celulares crescerá mais de 20% este ano, para um volume superior a 1 bilhão de unidades.
Os chips de memória DRAM, que compõem o principal tipo de memória dos PC, serão o segmento setorial de crescimento mais acelerado. As vendas de chips DRAM devem avançar a ritmo superior a 14%, podendo alcançar US$ 44,2 bilhões em 2009. A demanda por esses chips será forte este ano e ainda maior em 2007, momento em que as fabricantes de computadores produzirão máquinas capazes de rodar o novo sistema operacional Windows Vista, da Microsoft, a ser lançado no dia 30 de novembro, demandando mais memória dos PC.
Informação: ABERT / Gazeta Mercantil - TI & Telecom - Semicondutores
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