O presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão” e demais membros da Diretoria, prestaram hoje (20), pela manhã, uma homenagem ao governador do Estado, Germano Rigotto, pelo seu trabalho e dedicação ao meio rádio.
Durante encontro, realizado no Palácio Piratini, “Melão” destacou a presença do governador em seminários e encontros com radiodifusores, promovidos pela associação, tendo sempre o privilégio da participação do governo, inclusive sendo um dos palestrantes, do 18º Gaúcho de Rádio e Televisão, realizado em outubro de 2006, em Canela. “Trazemos o nosso abraço e carinho pelo político atuante que é e sempre foi”.
“A AGERT e os órgãos de imprensa sempre estiveram presentes com o governo. Procuramos sempre respeitar cada veículo de comunicação”, destacou ao se colocar a disposição da entidade até o cumprimento de seu mandato, em final de dezembro, e já confirmando a sua presença no próximo Encontro Regional de Rádio e Televisão, que será realizado em Osório, no mês de janeiro.
A homenagem também foi feita a duas figuras importantes no governo Germano Rigotto, agraciando com uma medalha da AGERT, o coordenador de Comunicação do Palácio Piratini, o jornalista Celito de Grandi e o coordenador de Publicidade, Alexandre Pradier.
Estavam presentes a homenagem, os vice-presidentes da AGERT, Afonso Antunes da Motta, Wanderley Ruivo, João Vianei Zasso de Castro, além dos diretores Ary dos Santos, Arizoli De Bem e João Roberto Brito.
Informação: AGERT
AGERT reúne radiodifusores em Encontro Regional Lauro Müller
A AGERT promoveu nesta sexta-feira (17), o Encontro Regional de Rádio e Televisão Lauro Müller (em homenagem ao ex-presidente da instituição Lauro Müller), na cidade de Lajeado.
O evento integrou a programação da 15ª Feira Industrial, Comercial e de Serviços (Expovale), no Parque do Imigrante da cidade.
O presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão”, destacou as ações realizadas pela Associação, no último ano, com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento do veículo rádio no Estado. “Estamos buscando junto ao Ministério das Comunicações a digitalização do rádio e a flexibilização do horário do programa “A Voz do Brasil”, informou.
A prefeita de Lajeado, Carmem Regina Pereira Cardoso, destacou a liderança e a credibilidade das emissoras de rádio e televisão, que colaboraram com a cidade na campanha de duplicação da RS -386.
Para o presidente da 15ª Expovale, Oreno Ardênio Heinck, trazer formadores de opinião e lideranças para Lajeado durante o evento tradicional de Lajeado solidifica o trabalho da Expovale. “Todas as emissoras tiveram a mais alta relação nas questões jornalísticas deixando transparecer de forma clara e objetiva as informações”, relatou o coordenador de Publicidade e Propaganda do Palácio Piratini, Alexandre Pradier, que representou o governador do Estado.
O evento contou com o painel “Rádio Excepcional Veículo de Vendas”, com os presidentes da Ulbra Saúde, Milton Machado, da Daisul, Felipe Laitano e das Mudanças Giulian, Aldo Giulian. A coordenação foi do ex-presidente da AGERT e vice-presidente da Rede Pampa de Comunicação, Paulo Sérgio Pinto.
Segundo Giulian, a publicidade da empresa está no meio rádio. “Começamos em rádio, divulgando quatro comerciais por semana, até chegarmos a 50 por dia devido à credibilidade e o alcance do veículo, conquistando um faturamento extraordinário”, informou ao frisar, que cada vez mais a mídia eletrônica, o rádio e a televisão são os departamentos de vendas da empresa.
Laitano também aposta na força e na credibilidade do rádio. “Trabalhamos basicamente com relacionamento e fidelização e o rádio é essencial neste trabalho”. Para Machado, a publicidade em rádio fez com que o plano de saúde aumentasse o número de associados.
Na primeira palestra do encontro, “Rádio e TV digital Finalmente Chegando”, o diretor técnico do Grupo RBS, engenheiro Fernando Ferreira, informou que ainda é preciso muito evoluir com o rádio digital, e o sistema americano será o sistema mais econômico e viável a ser implantado no Brasil. A palestra foi coordenada pelo vice-presidente Técnico e Normas, Osébio Borghetti.
Na palestra “Rádio Paixão Sempre”, o vice-presidente Jurídico da AGERT, Cláudio Brito, encantou os radiodifusores com a sua história e paixão pelo meio rádio. “Fale ao coração do seu cliente, use o rádio. Cada vez mais que falar com os seus ouvintes alcançará os melhores resultados”. A palestra foi coordenada pelo vice-presidente Regional Centro, João Vianei Zasso de Castro.
“Agências e Rádios em Busca da Mesma Freqüência” foi o tema da palestra do diretor geral da Agência de Propaganda SLM Ogilvy, Gilson Storck, destacou que os publicitários gaúchos são os melhores produtores de campanhas em rádio. “A agência usa muito o rádio e o radiodifusor deve investir no marketing de sua empresa”. A palestra foi coordenada pelo vice-presidente de Finanças, Wanderley Ruivo.
Nos próximos dias serão realizados encontro com radiodifusores, dia 27, na cidade de Três Passos, dia 28 em Ijuí e 29 na cidade de Quaraí.
Informação: AGERT
FENAJ e entidades do campo do jornalismo articulam movimento em defesa da profissão
Dois movimentos da Justiça, na semana passada, reascenderam o debate sobre a exigência do diploma para o exercício da profisão. Na terça feira, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) divulgou decisão assegurando a constitucionalidade da exigência do diploma para o exercício do jornalismo. Menos de 48 horas depois, o STF (Supremo Tribunal Federal) deferiu ação cautelar que mantém, provisoriamente, a validade dos registros precários. Novos ?rounds? desta luta serão travados nos próximos dias, quando a FENAJ e Sindicatos dos Jornalistas reagirão à medida cautelar.
Em julgamento realizado no último dia 08, o STJ decidiu que para o exercício do jornalismo é necessária a apresentação de diploma de nível superior em comunicação social, com habilitação em jornalismo. A decisão foi da Primeira Seção do STJ em mandado de segurança impetrado pelo médico José Eduardo Marques contra portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada no início do ano e que anulava todos os registros precários. A votação foi unânime e seguiu integralmente o parecer do relator do processo, ministro José Delgado.
Dias depois, como já amplamente divulgado e comemorado pelas grandes empresas de comunicação e alguns portais supostamente imparciais, o ministro Gilmar Mendes, do STF, deferiu medida cautelar que mantém o exercício de atividade jornalística aos que atuam na profissão independentemente de diploma de curso superior na área. A decisão foi tomada na Ação Cautelar (AC) 1406, proposta pela Procuradoria Geral da República.
Os assessores jurídicos da FENAJ lembram, porém, que esta decisão precisa ser referendada pela 2ª Turma do STF. O objetivo da Federação é procurar todos os ministros da 2ª Turma e apresentar um memorial sobre o tema. O advogado Claudismar Zupirolli acredita que a decisão do ministro foi uma opção técnica para "acautelar a discussão". Lembrou que a única sentença contrária à obrigatoriedade do diploma até hoje foi a da juíza Carla Rister, que posteriormente foi derrubada em julgamento do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região e avalia que a tendência é o STF decidir em favor dos jornalistas profissionais. "Não é possível que todo o judiciário esteja equivocado", questiona.
Para o advogado João Piza, que defende a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na ação principal sobre este tema, a tese da exigência da formação específica para o exercício da profissão é sólida e tem ganho apoios importantes no judiciário. Ele registra que a liminar concedida, tanto quanto o julgamento da 2ª Turma do STF para referendá-la ou não ainda não se referem ao mérito da ação principal. "Não é a primeira vez que vamos enfrentar uma decisão liminar. É bom lembrar que em outros momentos o próprio relator reconsiderou a decisão", destacou.
Preparando a reação
Além de medidas jurídicas, a FENAJ, Sindicatos de Jornalistas e entidades do campo do Jornalismo já se movimentam para fortalecer a luta em defesa do diploma. Na quarta-feira (22/11) haverá reunião da Comissão Nacional de Defesa da Regulamentação e Formação Específica (que reúne, também, representantes de entidades de professores, pesquisadores, escolas e estudantes de jornalismo) para traçar estratégias de luta.
Também esta semana, representantes da Executiva da FENAJ, reúnem-se com o advogado João Piza para definir um plano de atuação na Justiça. E o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro foi o primeiro a anunciar que está organizando um ato público em defesa do diploma. Vem muito mais por aí.
Informação: ABERT / FENAJ - Notícias - Jornalismo
Projeto libera TV a estrangeiro
As empresas de TV a cabo poderão ser autorizadas a ter até 100% de capital estrangeiro na sua composição acionária. Um projeto de lei, de autoria do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), que propõe o fim do limite de 49% de participação de capital estrangeiro neste setor, está na pauta de hoje do plenário do Senado. Se aprovado, terá de passar ainda pela Câmara dos Deputados antes de virar lei.
A mudança permitiria que a Telmex, por meio de sua subsidiária Embratel, assumisse o controle da Net, onde as Organizações Globo são majoritárias. A empresa mexicana já chegou a expressar publicamente seu desejo de ampliar a participação, assim que a lei o permitir. O mesmo aconteceria com a Telefônica em relação à TVA. A operadora espanhola só não comprou o controle das operações de cabo da empresa fora de São Paulo porque seria ilegal.
O projeto de lei, que já foi aprovado na Comissão de Educação, propõe compatibilizar a Lei do Cabo com a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), que não impõe restrições. Suassuna diz, na justificativa do projeto, que nenhum outro serviço de telecomunicações tem qualquer limitação, nem as empresas de TV por assinatura que usam a transmissão por satélite ou terrestre. "O projeto visa permitir ao setor condições de capitalização e competitividade similares às que existem para seus concorrentes."
Suassuna destaca que as operadoras de televisão a cabo não são produtoras de conteúdo e sim, "meras" organizadoras e distribuidoras de programação. "Logo, sequer poder-se-ia sustentar a manutenção da restrição ao capital estrangeiro por conta de uma argumentação de proteção à cultura nacional."
A participação de capital estrangeiro nas empresas de comunicação foi discutida ontem pelo Conselho de Comunicação do Congresso, que prepara um marco regulatório para o setor, a ser apresentado no dia 11 de dezembro.
Essa proposta será sugerida aos parlamentares, que poderão apresentá-la na forma de projeto de lei.
O parecer do Conselho poderá sugerir ao Congresso que seja estendida aos setores de produção e programação de conteúdo de televisão a limitação de 30% de participação de capital estrangeiro imposta pela Constituição às empresas de rádio e TV. O coordenador da comissão encarregada da proposta, Roberto Wagner, disse que esta é uma tendência .
"A idéia é deixar muito claro que só as empresas de radiodifusão poderão produzir conteúdo", disse Wagner. " E qualquer empresa paralela à radiodifusão que queira produzir conteúdo teria a mesma limitação que têm as empresas de radiodifusão, de 30%. Talvez fosse uma solução."
Informação: ABERT / O Estado de S.Paulo - Economia & Negócios - Mídia
São Paulo será primeira cidade a assistir à TV digital, em dezembro de 2007
A cidade de São Paulo será a primeira a assistir a transmissões por meio da TV digital, que deverão começar em dezembro de 2007.
Os atuais canais abertos serão mantidos e quatro novos canais de interesse público criados para a TV digital, um deles destinado à educação e outro a transmissões do Poder Legislativo.
A implantação da TV digital será feita gradativamente, de cidade em cidade, começando pelas maiores, de forma que, até 2013, esteja funcionando em todo o país.
O cronograma oficial prevê que as últimas transmissões da TV analógica ocorrerão em 2016. Aprovado pelo Ministério das Comunicações, o cronograma foi definido pela Câmara de TV Digital, órgão colegiado que trata do assunto em caráter provisório até dezembro.
As informações foram divulgadas hoje por Fernando Bittencourt, do Conselho de Comunicação Social, que participou de audiência sobre o assunto na Câmara dos Deputados.
Informação: ABERT / Cidade Biz - Notícias - TV Digital
Argentina discute padrão para usar na TV digital
Nos últimos dias, o governo do presidente da Argentina, Néstor Kirchner, se reuniu com representantes de empresas européias e americanas, para avançar no processo de definição do padrão de TV digital que será adotado pelo país. Segundo informações extra-oficiais, o governo argentino estaria mais inclinado pelo padrão europeu, apesar da forte pressão exercida pelo governo dos Estados Unidos. Kirchner anunciará sua decisão até o fim deste ano.
Semana passada, o embaixador americano em Buenos Aires, Earl Wayne, reuniu-se com o ministro do Planejamento, Julio De Vido, para defender a adoção do sistema americano no país.
"O sistema ATSC atenderia melhor as necessidades argentinas já que combina tecnologia avançada com um preço mais baixo, ou seja, seria mais econômico para a população", assegurou Wayne.
Paralelamente, representantes de empresas européias, como Telecom, Siemens e Philips, realizaram uma apresentação do sistema de TV digital europeu na Casa Rosada. Em 1998, a Argentina assinou um acordo com os Estados Unidos que previa a implementação do padrão americano. No entanto, a decisão foi anulada em 2000.
Em julho, após encontro com o governo argentino, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que os países da região trabalharão em conjunto para adotar um "padrão Mercosul" de TV digital, independentemente da escolha de cada governo.
Informação: ABERT / Telecomunicações - O Globo - RJ - Economia
Conselho fará proposta de novo marco regulatório para mídias
O Conselho de Comunicação Social deverá concluir até o próximo dia 11 de dezembro a proposta de um novo marco regulatório para o setor de comunicação de massa.
Se for aprovado pelos demais conselheiros, o relatório, a cargo do conselheiro Paulo Tonet, será encaminhado ao presidente do Senado, Renan Calheiros, com princípios a serem seguidos para a regulamentação ou atualização da legislação para mídias como televisão, internet e telecomunicações.
Com a proposta, o conselho tentará conciliar os interesses das emissoras de TV, por um lado, e as operadoras de telefonia , de TV por assinatura e provedores de internet, sob o ponto de vista da convergência tecnológica.
Isso porque, a evolução das mídias digitais permite hoje a transmissão de conteúdos audiovisuais por diversos meios, que não só a radiodifusão (TV), mas a legislação não acompanhou essas mudanças.
As emissoras de TV, que têm uma legislação rígida a seguir (principalmente quanto ao limite de capital estrangeiro em 30%) querem evitar uma perda de mercado para os novos players, sem esse tipo de limitação. Além das TVs, apenas as empresas de TV a cabo possuem limite para o capital estrangeiro de 49%, o que não se aplica à operadoras via satélite.
Por outro lado, as teles, provedores de internet e TVs pagas buscam outras fontes de receita, que podem vir da publicidade e da comercialização de conteúdo e produtos, por meio da oferta de serviços adicionais.
O conselho se reuniu hoje para discutir o assunto principalmente do ponto de vista das teles. Segundo o superintendente-executivo da Telebrasil (associação que reúne as empresas de telefonia), César Rômulo Silveira Neto, essas empresas não pretendem entrar no mercado de produção de conteúdo, mas querem garantir a sua participação na distribuição de programação digital, sem se verem obrigadas a cumprir a legislação aplicada às TVs que impõe limites à participação de capital estrangeiro.
"O setor de telecom pretende continuar na distribuição e transmissão de conteúdo, e não deve entrar na área de produção", disse Silveira Neto.
O conselheiro Roberto Wagner Monteiro, reconheceu que limitar o capital estrangeiro nas teles e provedores de internet, por exemplo, não seria o caminho mais adequado, mas defendeu "carimbar" o conteúdo como de exclusividade das empresas nacionais.
A preocupação do conselheiro é a de evitar que estrangeiros assumam a programação direcionada aos brasileiros. "Uma das idéias é deixar muito claro na legislação que só as empresas de radiodifusão poderão produzir conteúdo. As empresas de internet, de TV a cabo, de satélites e de telecomunicações veiculariam os conteúdos produzidos pelas empresas de radiodifusão. E qualquer empresa paralela à radiodifusão, que queira produzir conteúdo teria a mesma limitação que têm as empresas de radiodifusão de 30%. Talvez fosse uma solução", afirmou Monteiro.
Informação: ABERT / Folha on Line - Dinheiro - Mídia
Os jornalistas fazem Jornalismo
A regulamentação profissional dos jornalistas vem sendo questionada por setores que deveriam ser os primeiros a defendê-la, em particular magistrados, promotores, advogados e médicos, por estarem comprometidos com uma sociedade mais justa, menos desigual e transparente. Médicos e advogados compõem duas categorias profissionais bem organizadas, sob o comando de duas entidades pelas quais tenho o maior respeito: o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ambas com a preocupação de defender intransigentemente sua atividade profissional.
Sob o slogan de que é preciso garantir a liberdade de imprensa, alguns médicos e advogados - felizmente uma minoria - confundem os conceitos de direito à comunicação, direito à informação, liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Não compreendem que à medida que a sociedade se torna cada vez mais complexa, faz-se ainda mais necessário o jornalismo como uma atividade profissional. O processo de produção, circulação e consumo da informação exige um profissional qualificado e com formação de nível superior em Jornalismo.
A elaboração da notícia requer um especialista, com formação teórica e prática, que tenha condições de estabelecer mediações entre a realidade global e o público, ou audiência interativa, que se serve de jornais, rádios, tevê e da Internet. O cotidiano social retratado, ou construído pela imprensa ? conforme a corrente teórica ? extrapola o universo da família, dos vizinhos, do trabalho. Graças ao Jornalismo sabemos um pouco o que se passa em todas as partes.
De forma alguma o Jornalismo e as políticas de comunicação, que estabelecem um controle social sobre as empresas jornalísticas e sobre a informação, representam um ataque à liberdade de imprensa. Trabalhadores, sindicatos, movimentos sociais, ongs, advogados, médicos, dentistas, políticos têm o direito de se manifestar das mais diversas formas em jornais, rádios e tevês e na Internet. Não é só um direito constitucional, mas um princípio ético fundamental nas sociedades democráticas.
No entanto, não devemos confundir isso com Jornalismo, com produção de notícias, essa sim uma atividade dos jornalistas. O campo do Jornalismo, e aí reside também a grande confusão que se faz sobre a atividade, não se limita à prática profissional. O Jornalismo é um campo científico, um campo de ensino e um campo de práticas profissionais. Com relação ao primeiro, entendo o Jornalismo como um campo com objeto, metodologias e teorias próprios, o que não exclui em nenhum momento a atividade multidisciplinar com outras áreas do conhecimento. Em um segundo momento, o Jornalismo envolve toda uma atividade de ensino que contribui decisivamente para a formação de novos profissionais. Por fim, é um lugar de práticas profissionais em que se exerce uma série de funções, todas ligadas à produção da notícia.
Essa breve reflexão foi provocada por duas decisões recentes da Justiça brasileira que nos permitem concluir que nem o Judiciário não tem muito claro a diferença entre o direito à Comunicação, o direito à informação, liberdade de expressão e liberdade de imprensa. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu há pouco que os jornalistas devem possuir diploma universitário. A decisão ocorreu no julgamento de um mandado de segurança impetrado pelo médico José Eduardo Marques contra portaria do Ministério do Trabalho que declarou inválidos os registros precários. O médico trabalhava no Programa de TV "Prevê Saúde", da TV Bauru, de São Paulo, e possuía um registro precário de jornalista concedido por ação civil pública. Marques alegava que a Constituição Federal autoriza o livre exercício de qualquer trabalho ou profissão desde que as exigências legais sejam atendidas.
A decisão do STJ é muito importante para dar, pelo menos momentaneamente, um basta à tentativa dos donos do poder de desregulamentar completamente a atividade jornalística e controlar definitivamente o processo de produção da notícia. O voto do ministro Paulo Delgado, do Superior Tribunal de Justiça, é esclarecedor. Delgado foi categórico ao manifestar que a Constituição também prevê o cargo de colaborador, profissional remunerado e sem vínculo empregatício que produz trabalhos técnicos, científicos ou culturais de acordo com sua especialização. "O jornalismo encontra-se cada vez mais diversificado, e formados em outras áreas naturalmente acabam por se dedicar à elaboração de artigos e matérias específicas de sua formação".
Dias depois o Supremo Tribunal Federal (STF), em liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes - que, estou convicto, não representa o pensamento do conjunto da mais alta Corte do Brasil - manteve a autorização ao exercício da atividade jornalística sem diploma até que o STF julgasse o mérito da ação. O STF e o STJ são instituições pelas quais tenho a maior consideração. É, portanto, de importância fundamental que os magistrados do Supremo demonstrem que conhecem a diferença entre direito à Comunicação, direito à informação, liberdade de expressão e liberdade de imprensa e a regulamentação profissional dos jornalistas.
O comentário do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sérgio Murillo, sobre a decisão do STJ, pouco antes da liminar do ministro do STF, Gilmar Mendes, mostra que os jornalistas não são corporativos, nem desejam usufruir do monopólio da fala e da voz no País. Querem sim contribuir para a qualidade da informação que exige um profissional altamente qualificado e com formação universitária: "Não é uma quebra da liberdade de expressão, pelo contrário. Qualquer pessoa - e a confusão acaba provocando erros de interpretação - pode expressar-se de maneira livre. O que a Constituição garante é que só jornalistas possam fazer jornalismo".
A confusão sobre essa questão semeada e regada cotidianamente pela elite política tradicional - muitos deles proprietários de empresas jornalísticas - só interessa a quem se beneficia da concentração de poder. Já frisei que tenho bons e fraternos amigos médicos e advogados, e respeito as duas categorias profissionais. No entanto, não encontro uma explicação nobre sobre por que uma minoria investe volta e meia contra a regulamentação profissional dos jornalistas. E só dos jornalistas. De nenhuma outra profissão de curso superior. Um estrangeiro que chegasse ao País poderia imaginar que desfrutamos de excelentes condições de trabalho, prestígio e recebemos altos salários, tal a voracidade com que investem contra a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. Por que a profissão desperta tamanha cobiça? Temos aqui uma bela pauta para apurar.
Quando trabalhava em redação - hoje leciono Jornalismo numa universidade pública e me orgulho disso -, ouvi certa vez de um colega que não se permite ao jornalista a ingenuidade profissional. Vou além. Médicos, advogados e outros formadores de opinião também não podem ser ingênuos. Que interesses essa minoria, contrária à regulamentação da profissão de jornalista, defende? Uma nação sem informação de qualidade, sem jornalistas qualificados, com formação universitária em Jornalismo, é uma nação cega, refém de seus algozes. A decisão agora está nas mãos da Justiça. Ao final deste texto gostaria de agradecer, particularmente, ao colega e amigo João Batista Abreu Junior, chefe do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF), pela leitura atenta deste trabalho bem como pelas contribuições.
Fonte: ABERT / FENAJ - Artigo - Jornalismo
Fim de uma era, início de outra
A revolução digital vivida mundialmente nos últimos 10 anos obrigou as empresas de comunicação e de telecomunicações a revisarem todos os seus modelos de negócios para manterem-se atuantes em um mercado cada vez mais disputado e veloz.
A telefonia, em especial, foi a área mais afetada em termos tecnológicos, absorvendo bilhões de dólares em investimentos na substituição das redes analógicas para digitais e buscando soluções inovadoras através de novos serviços que justificassem estes investimentos.
Grandes transformações mercadológicas surgiram a partir de 2003 nos Estados Unidos, com uma acirrada disputa entre empresas de telefonia -quase sempre lentas e omissas na compreensão do que os usuários desejam- e empresas de TV a Cabo, que invadiram o valioso mercado da telefonia fixa oferecendo o serviço de VoIP, ou Voice Over IP (tráfego de voz via Internet).
Este briga deu o start em um sofistificado e complexo conjunto de estratégias destinadas a capturar o market share de novos negócios, referenciados no conceito triple play, onde são ofertados serviços de transmissão de dados, voz e vídeo. Foi a "revanche" das operadoras de telefonia fixa sobre as móveis.
Nos países desenvolvidos, a partir de 2004, as redes wireless rapidamente foram aplicadas aos pacotes de serviços residenciais e corporativos oferecidos pela operadoras abrangendo os mercados de telefonia, TV a cabo e Internet. Daí para frente diferentes modelos de comunicação e conectividade não pararam mais de surgir, em uma velocidade assustadora.
Foi quando as operadoras de telefonia fixa do Brasil, após uma profunda recomposição de forças societárias e uma inevitável revisão de conceitos mercadológicos, decidiram investir pesado no mercado de conectividade para aumentar suas bases de assinantes e, consequentemente, suas receitas.
Rapidamente a banda larga transformou-se no melhor investimento para estas empresas e redesenhou as estratégias de planejamento trazendo novos e lucrativos modelos de negócios.
As operadoras tradicionais de telefonia compreenderam a importância de dominar os processos de network connection para transformar os serviços de transmissão de voz em transmissão móvel de dados.
A genial idéia de transmitir voz criada por Alexander Graham Bell em 1876 teve, então, ficha e cadastro aceitos para uma aposentadoria tranquila e definitiva. Sucumbiu aos novos dispositivos de comunicação que nos oferecem serviços de voz, músicas, fotos, vídeos, textos, pagamentos e, muito em breve, controle on-line de eletrodomésticos, automóveis e sabe-se lá o que mais.
As empresas de telefonia móvel sabem que está criada uma nova cadeia de valores, onde conectividade, interatividade e convergência transformaram-se em commodities que necessitam urgentemente terem marcos regulatórios consolidados e exigem profundas pesquisas e estudos que permitam a construção de modelos eficientes de negócios.
Dentro deste novo ambiente mercadológico que incide diretamente sobre os planejamentos das empresas de entretenimento e telecomunicações, surge ainda um novo e instigante serviço chamado IPTV, ou sistema de TV digital disponibilizada pela Internet através de uma conexão de banda larga.
O Brasil já possui 4,8 milhões de usuários de banda larga, mercado que alcançou um crescimento de 60% em apenas um ano. Ainda temos um índice individual de acesso pequeno de 2,5 para cada 100 habitantes, mas as previsões de crescimento nos próximos 10 anos são espetaculares.
Videos sob demanda, serviços integrados, jogos, interatividade e, fundamentalmente, novas receitas de publicidade, vão trazer enorme foco para o debate sobre a definição de um modelo de negócios para IPTV no Brasil. E a telefonia fixa, tenham certeza, está com seus dias contados.
Fonte: Coletiva.net
Câmara aprova 21 concessões de radiodifusão
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na semana passada 21 projetos de decreto legislativo que autorizam ou renovam concessões de serviços de radiodifusão em vários estados. As propostas, da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, serão analisadas agora pelo Senado. As concessões são as seguintes:
ALAGOAS
JR Radiodifusão Ltda. - Porto Real do Colégio
Duagreste Rádio e Televisão Ltda. - Teotônio Vilela
ACRE
Ecoacre Rádio, Jornal e Televisão Ltda. - Senador Guiomard
BAHIA
Rádio Real FM Ltda. - Rio Real
ESPÍRITO SANTO
Fundação Educativa e Cultural Dona Dadá - Vila Velha
GOIÁS
Fundação Nelson Castilho - Caldas Novas
MATO GROSSO
Associação Cultural e Comunitária de Amigos - Juina
MATO GROSSO DO SUL
Natureza Comunicações Ltda. - Jardim
MINAS GERAIS
Associação de Radiodifusão Comunitária de Campo Belo - Campo Belo
Fundação Educativa e Cultural de Itabira - Itabira
Fundação Educacional Cultural Comunitária de Integração do Sudoeste de Minas - São Sebastião do Paraíso
PARÁ
Fundação Educacional e Cultural Nativa (Rádio Arara Azul FM) - Parauapebas
PARAÍBA
Sociedade Paraibana de Comunicação Ltda. - Conde
RIO GRANDE DO SUL
Associação Barreirense de Cultura e Comunicação Social - Novo Barreiro
Associação Comunitária Cultural do Santo Cristense - Santo Cristo
Morro alto FM Ltda. - Salvador do Sul
SÃO PAULO
Rádio Centenário De Araras Ltda. - Araras
Rádio Independência FM Lucélia Ltda. - Lucélia
Sistema Maior de Comunicação Ltda. - Elisiário
TOCANTINS
Associação da Cidadania e dos Direitos Humanos - Paraíso do Tocantins
Associação Comunitária Vicente Ferrer de Araguatins - Araguatins
Informação: Agência Câmara
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