Rádio Digital: Anatel autoriza teste da Record

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) concedeu ontem autorização para a Rádio Record (AM 1000 kHz - São Paulo/SP) realizar testes do Rádio Digital no sistema IBOC (In-Band On Channel).

Em um prazo de 60 dias, a Record deverá apresentar relatório inicial fornecendo detalhes sobre as transmissões e os testes.






Informação: Abert/ Rádio Agência

Comissão Européia diz que faz proposta até próxima semana

O embaixador da União Européia no Brasil, João Pacheco, em carta enviada para Dilma Rousseff (Casa Civil), com cópia para o ministro Antônio Palocci (Fazenda), Hélio Costa (Comunicações), Fernando Furlan (Desenvolvimento) e Sérgio Machado (Ciência e Tecnologia), afirma que a "intenção da União Européia é contribuir para o objetivo-chave do Governo Brasileiro de fomentar a criação de uma indústria de semicondutores". O embaixador confirma que a União Européia prepara uma "ampla oferta", incluindo compromissos de financiamento, investimentos, e parcerias de pesquisa para "apoiar o desenvolvimento da base de conhecimento e da capacidade produtiva no Brasil na área de semicondutores" e diz que na "próxima semana" (a carta foi enviada nesta quarta, 15) a proposta deve estar finalizada e entregue. Ela depende, segundo a carta, de negociações com os Estados Membros da União Européia e com as indústrias da região.

A novidade da carta da União Européia é o compromisso em fazer uma proposta efetiva que inclui não só uma empresa (como é o caso da ST Microelectronics, que já se comprometeu a estudar uma fábrica), mas um compromisso de países. A má notícia para os radiodifusores é que a carta acaba jogando a definição de qualquer coisa para a próxima semana, na melhor das hipóteses.
Segundo fontes do governo, ao que tudo indica a União Européia só acordou agora para a condição colocada pelo Brasil, mas mesmo assim deve encontrar respaldo junto aos ministros. Desnecessário dizer que a Comissão Européia defende a adoção do padrão DVB, utilizado na Europa e cuja tecnologia é dominada pelas empresas européias.





Informação: TELA VIVA News

Incentivo para fábrica entra na briga de TV digital

Na disputa com os japoneses pela adoção do padrão de TV digital, os europeus querem incentivo do governo brasileiro para instalar uma fábrica de semicondutores no país. A instalação é a contrapartida cobrada pelo governo em troca da escolha. Representantes dos dois padrões já mostraram interesse em estudar a viabilidade da fábrica.

Ontem, representantes da ST Microeletronics, fabricante franco-italiano de semicondutores, se reuniram com os ministros que tratam do assunto pelo governo brasileiro.

- Viemos discutir o que o governo poderia oferecer para nós como incentivo - disse Ricardo Tortorella, da ST Microeletronics no Brasil. - Não estamos considerando ainda nenhuma fábrica. Há um estudo que dirá se é viável ou não.

O governo já teria optado pelo padrão japonês, segundo informações ainda não confirmadas. Os japoneses também acenam com a construção de uma fábrica de semicondutores.

No que poderia ser uma ofensiva, a União Européia informou ontem ao governo que está sendo preparada uma ampla oferta de investimentos privados e financiamentos a ser oferecida ao Brasil como contrapartida para a escolha do padrão europeu de televisão digital.



O que é
> Semicondutores são componentes usados na fabricação de equipamentos como televisores, DVDs ou computadores. São feitos de material cujas propriedades estão entre os condutores e os isolantes, ou seja, sua capacidade de conduzir corrente elétrica é limitada.
> O termo semicondutor também é aplicado, incorretamente, a componentes eletrônicos como transistores e circuitos integrados, que na verdade são fabricados com base em materiais semicondutores.






Informação: Zero Hora

Ministério recebe sugestões para acesso de portadores de necessidades especiais à radiodifusão

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Ministério das Comunicações, entidades e representantes de portadores de necessidade especiais discutiram ontem (15), durante audiência pública, pontos da norma que irá regulamentar recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência, na programação veiculada pelo serviços de radiodifusão.

A norma obrigará as emissoras de televisão a usar recursos como o uso de legendas e de intérprete para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Segundo Geny Paveli, assessora técnica da secretaria de Educação de São Paulo e portadora de deficiência auditiva, "a legenda significa tudo para nós" e a programação das emissoras de TV aberta ainda não atende a todas as pessoas surdas.

Já Carolina Sanches, da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, afirmou que quando a norma for regulamentada, "num curto espaço de tempo todas pessoas, com ou sem deficiência, terão o mesmo nível de informação".






Informação: Abert/ Agência Brasil

MPE ingressa na Justiça com Adin contra lei das rádios comunitárias

LÍVIA KAROL ARAÚJO

A procuradora-geral de Justiça da Paraíba, Janete Ismael, deu entrada ontem no Tribunal de Justiça na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei que municipalizou as rádios comunitárias existentes em João Pessoa. Hoje, segundo informou a própria procuradora, o Ministério Público Estadual vai entrar com mais uma Adin. Dessa vez, a lei em questão é a que impõe a reserva de 20% da grade de programação das rádios locais para a veiculação de música paraibana.

As duas Adins serão apreciadas pelo pleno do Tribunal de Justiça. Com essa iniciativa, a procuradora Janete Ismael atendeu a uma representação de autoria da Associação das Empresas de Rádio e Televisão da Paraíba (Asserp) em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert).

A Asserp defende que a lei que impõe a reserva das rádios para execução da música paraibana, que é de autoria do vereador Flávio Eduardo Fuba (PSB), fere o artigo 22, inciso IV, da Constituição Federal, que determina que a competência para legislar sobre águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão é exclusiva da União. Portanto, não haveria outra instância com competência para tratar do assunto.

Além disso, a lei ainda possui algumas falhas técnicas. Uma delas é a que cria os cargos de comissão para fiscalizar o cumprimento da lei, atividade que será feita, segundo o texto, por músicos, compositores ou produtores culturais. O problema aqui é o seguinte: apenas o Poder Executivo pode propor a ampliação do número de cargos na administração.

No que diz respeito às punições para quem descumprir a determinação da reserva para a música paraibana, a lei prevê a aplicação de multas às emissoras e até a retirada da programação do ar.

O presidente da Asserp, Alberto Batinga, disse que aguarda e está confiante de que a lei municipal será tornada nula e que a Adin será acatada pelo Tribunal de Justiça. Batinga lembrou que a Associação está pronta para prestigiar o artista local, sem que seja necessário sancionar uma lei inconstitucional.






Informação: Abert - Jornal da Paraíba







Técnicos querem padrão brasileiro de TV digital

Cientistas, pesquisadores, professores universitários e técnicos de telecomunicações reuniram-se ontem, para discutir as aplicações e debater a importância da adoção do modelo brasileiro de TV Digital (SBTVD) e a relação deste com outros sistemas — japonês, europeu e americano —, também disponíveis no mercado internacional. O encontro ocorre em momento de apreensão do setor de pesquisa e de ciência e tecnologia do País, diante de rumores de que o governo brasileiro estaria disposto a abrir mão do modelo próprio, para adotar o japonês.

“Estamos apreensivos porque o governo iria anunciar no dia 10, o modelo de TV digital a ser implantado no País, e não o fez. Não queremos ser surpreendidos com a adoção de um modelo japonês”, ressaltou o ex-secretário Nacional de Telecomunicações e professor de Informática do Cefet-CE, Mauro Oliveira. Reunido no Instituto Atlântico com outros pesquisadores, Oliveira desabafou: “não acreditamos que o governo vá agora, abortar um projeto de Estado”.

O novo modelo SBTVD viria a substituir o atual sistema convencional de TV, permitindo maior interatividade do usuário com o meio televiso, garantindo a inclusão social digital. Para o professor do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fernando de Carvalho Gomes, a opção pelo modelo brasileiro extrapola as questões técnicas.

Apesar de não garantir definição de imagem igual a do japonês, o SBTVD é próprio para as características do povo brasileiro — carente de interatividade e excluído do mundo tecnológico digital.

Ressalta no entanto, que se o governo optar pelo modelo japonês, apenas 5% da população brasileira terá acesso à nova tecnologia, já que ele exige a aquisição de televisores de alta definição, com preços inacessíveis a grande parcela da sociedade.

ÍCONE — Para Mauro Oliveira, porém, as questões técnicas que mais se adequam à realidade do brasileira ou a opção de escolha entre sistemas A, B ou C, não é mais importante a ser discutido nesse momento. Para ele, é a possibilidade do País de dotar-se em uma tecnologia própria, a exemplo do que fez com os aviões produzidos pela Embraer e com as tecnologias de prospecção de petróleo, desenvolvidas pela Petrobras.





Informação: Abert/ Telecomunicações - Diário do Nordeste - Negócios

TV digital pode trazer mudanças no modelo industrial do País

A implementação da TV digital no Brasil pode ser precedida de uma ampla mudança no sistema industrial, com convergência de tecnologia e formação de novas cadeias produtivas. A constatação é do coordenador-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), jornalista Celso Schröder, que na manhã desta terça-feira participou da audiência pública na Comissão de Serviços Públicos, que tratou dos desafios para implantar a TV digital no País.

Schröder disse que a discussão sobre qual modelo de TV digital deva ser adotado pelo Brasil é "apenas a ponta de um iceberg". O que está em jogo, segundo o jornalista, é a digitalização da indústria nacional e a redistribuição do mercado de comunicação. Atualmente, três padrões de transmissão digital disputam a preferência do governo brasileiro: europeu, americano e japonês.

Para a engenheira do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da PUC-RS, Maria Cristina de Castro, o País poderia escolher um sistema híbrido, mesclando a tecnologia nacional digital com as internacionais. Desde a década de 90, centros de pesquisas nas universidades brasileiras estudam modelos digitais de transmissão e captação. "O pior seria adotar um sistema internacional na íntegra", opinou a pesquisadora.

A opinião é compartilhada pelo engenheiro Fernando Castro, também da PUC-RS, que vê na mudança uma oportunidade histórica de "se livrar da dependência exterior". Castro defende o apoio à rede de pesquisa nacional para contrapor aos padrões internacionais. Seria a tropicalização do sistema. Entretanto, informações extra-oficiais dão conta de que o Ministério das Comunicações teria preferência pelo modelo japonês.

Para Alexandre Kieling, da Associação Brasileira de Televisões Universitárias, o debate não deveria ficar restrito ao governo federal, que erra ao não dialogar com a indústria, e somente com os radiofusores. Kieling teme que as TVs universitárias fiquem à margem do processo de digitalização da TV brasileira.

Proponente do debate, o deputado Raul Pont (PT) disse que o objetivo da audiência foi situar os parlamentares e a sociedade gaúcha acerca do tema, como forma de viabilizar ações. Pont entende que a discussão deva se estender, apesar da pressa do governo em definir o padrão. O anúncio da escolha estava marcado para semana passada, mas foi adiado.

O presidente da Comissão de Serviços Públicos, deputado Luis Fernando Schmidt (PT), considera a TV digital um avanço importante, mas sugere uma fase de transição e cautela quanto ao tempo de implantação. A audiência contou com a presença de Clementino Lopes Santos, da Associação Brasileira de Radiofusão Comunitária.

Saiba mais sobre a TV Digital

1 - Meu televisor será aposentado?
Não. Primeiro, a TV analógica (atual) continuará por mais uns dez anos. Segundo, com um decodificador (que deve custar entre R$ 150 e R$ 600), você já receberá TV digital com melhor qualidade de imagem e som.


2 - Todo televisor "pega" TV digital?
Sim, desde que você acople nele um decodificador.


3 - Televisor de R$ 10 mil já "pega" alta definição?
Já há vários modelos que se anunciam como "prontos para HDTS". Mas nem todos têm monitor de alta definição, não são capazes de exibir imagens em 1.800 linhas. Televisores de R$ 3 mil já oferecerão uma TV muito melhor que a analógica.


4 - O que a TV digital oferece?
Interação com o telespectador, acesso a e-mail, melhor qualidade de imagem e divisão de um canal existente em até quatro, aumentado a quantidade de programas e de competidores.

5 - Quem prefere qual padrão?
Redes de TV: preferem o japonês porque querem transmitir em alta definição e para receptores móveis. A transmissão em alta definição não permite a entrada de novos competidores em grandes centros urbanos.

Operadoras de telefonia: padrão europeu, porque dá mais oportunidade de negócios para que elas entrem no ramo de transmissão de conteúdo.

Fornecedores de equipamentos: padrão europeu, porque dá mais ganho de escala, uma vez que é adotado em 57 países.


6 - Após a decisão do governo, o que muda?
A substituição dos televisores analógicos por digitais pode levar até 15 anos. As redes de televisão existentes receberão emprestado do governo um canal adicional para continuarem transmitindo a programação em sinal analógico.

Fonte: FolhaOnline







Informação: Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul

Rádio Noroeste transmite da AGERT programação ao vivo

Em comemoração aos 35 anos da Empresa Jornalística Noroeste (ENJ), de Santa Rosa, a Rádio Noroeste AM, transmitiu ao vivo da sede da AGERT, uma programação especial das emissoras.

O evento contou com a presença de personalidades importantes da região de Santa Rosa, como o ex-goleiro da seleção Brasileira, Taffarel, o secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, que foi prefeito da cidade de Santa Rosa, o deputado estadual, Elvino Bohn Gass, o presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul, (OCERGS), Vicente Gogo entre outros convidados.

O programa especial, transmitido das 7h às 12h, foi comandado pelos jornalistas da emissora, Zelindo Cancian e Jairo Madril. Estavam presentes a comemoração os diretores da Empresa Jornalística Noroeste, Sérgio Mallmann, Claudete Mallmann e Luciano Mallmann.






Informação: AGERT

AUDIÊNCIA NO MC: PROCESSOS E MULTAS

O presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão”, acompanhado por seis engenheiros e pelo vice-presidente Regional e presidente da Comissão Técnica, Hilmar Kannenberg, participaram na última quarta-feira (8), da audiência com o Secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Joanilson Laércio Barbosa Ferreira, em Brasília.

Cervo entregou ao Ministério o relatório com mais de 380 processos, novos e antigos, elaborado via internet pelos empresários de radiodifusão gaúcha e seus engenheiros. O Presidente ressaltou que este trabalho da AGERT é decorrente da cooperação iniciada no último Congresso e que o relatório abrangia apenas processos da renovação de outorga, aprovação de locais e equipamentos e alteração de características técnicas.

As multas cobradas pela Anatel das emissoras em data anterior a janeiro de 2005 compõem o segundo assunto do encontro. Joanilson Laércio Barbosa Ferreira deixa claro que os recursos administrativos deverão ser encaminhados pelos radiodifusores diretamente ao e protocolados no Ministério das Comunicações, onde serão todas revistas por grupo de trabalho já nomeado.

O Secretário ressalta a urgência dos recursos administrativos das multas e conclama, através da AGERT, os radiodifusores à urgência do encaminhamento dos recursos administrativos.

O Presidente da AGERT frisa mais uma vez a necessidade de levar em consideração que estas multas cobradas de certas rádios pequenas põem em risco a sua sobrevivência. E, sobretudo, Cervo solicita rapidez na reavaliação e anulação das multas, uma vez que existem emissoras que têm o andamento de seus processos subrestados (bloqueados) no próprio Ministério por causa da existência de multas não pagas.

Segundo o vice-presidente Regional da AGERT, Hilmar Kannenberg a representação da instituição, reuniu pequenos e grandes radiodifusores do Estado. “Um sinal de força pela unidade da Associação”, salientou.






Informação: AGERT

Seminário no Amazonas discutirá combate à pirataria

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional decidiu realizar o 1º Seminário e Treinamento de Combate à Pirataria no estado do Amazonas.

De acordo com requerimento da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), aprovado no último dia 22, o encontro deverá ser promovido em conjunto com as comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Desenvolvimento Econômico; de Indústria e Comércio; e de Desenvolvimento Urbano. Também vão participar a Frente Parlamentar de Combate à Pirataria e Sonegação Fiscal, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e o Fórum Nacional Permanente de Entidades Contra a Pirataria e a Ilegalidade.

Segundo a deputada, o seminário deverá discutir medidas concretas de combate à pirataria e suas conseqüências para o trabalho formal do País e para a Zona Franca de Manaus. "Estamos preocupados em encaminhar ações concretas que acabem com este crime tão perverso, que, além de prejudicar economicamente o País com a sonegação de impostos, também deixa milhares de trabalhadores sem emprego formal", disse.

A data do seminário ainda não foi marcada.






Informação: Agência Câmara