Grupo formado por ministros reunirá propostas de modelos de TV digital nos próximos três dias

Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro das Comunicações, Helio Costa, anunciou, que foi criado ontem um grupo de trabalho para receber nas próximas 72 horas as propostas de representantes oficiais dos três padrões de transmissão de TV digital que estão disponíveis no mercado internacional: o japonês, o europeu e o americano. A decisão foi anunciada depois de reunião interministerial no Palácio do Planalto.

Terminada as 72 horas, informou Costa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará apto para decidir pelo menos qual o sistema de modulação que o Brasil vai adotar para implantar de uma vez por todas a TV digital no pais.

"Á medida em que se definir qual o sistema de modulação, não existe nenhuma dificuldade para implantar as outras ferramentas da TV digital, que vêm naturalmente", explicou o ministro das Comunicações, em entrevista ä imprensa. O grupo de trabalho foi composto pelos ministros da Fazenda, Antonio Palocci, do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, das Comunicações, Helio Costa, e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A primeira reunião do grupo ministerial para tratar do assunto será amanha, às 15 horas, no gabinete da ministra, com representantes europeus, que já estão no Brasil para apresentar ao governo brasileiro as suas ofertas de TV digital.

No dia seguinte, os quatro ministros vão se reunir com os japoneses, que também já estão no Brasil, e até sexta-feira, quando vence o prazo, os ministros também já terão recebido os representantes americanos.

Helio Costa disse que o sistema de modulação que o Brasil pretende adotar de um desses países para implantar a sua TV digital precisa atender quatro requisitos básicos: alta definição, interatividade, mobilidade e portabilidade.

Costa anunciou que o governo está aberto para ouvir as propostas dos três paises, mas que a preferência do governo deverá ser mesmo pela tecnologia japonesa, já que ela atende mais aos interesses da TV digital brasileira.

Além da tecnologia japonesa atender às quatro imposições do governo brasileiro para a implantação da TV digital (alta definição, interatividade, mobilidade e portabilidade), os japoneses, segundo o ministro, também abrem mão dos royaltes das ferramentas que serão utilizadas no Brasil e oferecem 300 milhões de euros para financiamento do sistema brasileiro de televisão digital. Já os padrões americano e europeu, segundo Helio Costa, não necessariamente atendem os quatro requisitos para TV digital exigidos pelo governo brasileiro.

A TV Digital permitirá uma alta definição de imagens e som, transmissão sem interferências, maior variedade de canais abertos, recepção em celulares e maior interatividade. Por meio do aparelho de televisão digital será possível, inclusive, acessar a internet, características não possíveis na TV analógica.

Após a escolha do padrão de TV digital a ser adotado no Brasil, a implantação da TV digital deve ser imediata, mas, segundo informou o ministro, será necessário um tempo, cerca de oito meses, para preparar todas as emissoras de TV com os recursos da informática e das telecomunicações para que ela possa transmitir digitalmente.






Informação: Agência Brasil

Costa diz que padrão de TV digital será japonês ou europeu

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou nesta terça-feira que, em sua avaliação, a decisão sobre o padrão de TV digital a ser adotado no Brasil deve ficar entre o modelo japonês e o europeu.

Segundo o ministro, o mercado brasileiro está sendo muito disputado também pelos americanos, mas são os europeus e os japoneses que ofereceram as melhores propostas e as tecnologias mais adaptáveis à realidade brasileira.

Em audiência pública nesta terça-feira na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Costa afirmou que já existem condições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomar uma decisão, que deve ser entendida como a primeira fase de implantação da TV digital no País, relacionada à transmissão. Em uma próxima etapa, deverá ser discutida a forma de utilização dos recursos oferecidos por essa nova tecnologia.

"Se não dermos o primeiro passo, que é fazer a transmissão, não chegaremos ao segundo, que envolve todas as possibilidades de inclusão digital e de inclusão social", assinalou Hélio Costa.

Experiência diferente
O ministro ressaltou que o modelo de TV digital a ser implantado no Brasil é um modelo de TV aberta. Trata-se, segundo Costa, de uma experiência diferente da verificada em todos os outros países em que está sendo implantada a nova tecnologia. "Queremos que todos os brasileiros que possuam um televisor em casa tenham acesso à mesma qualidade que o cidadão de classe A tem com a TV a cabo e via satélite", afirmou. Ele acrescentou que a TV digital no Brasil deve atender a quatro requisitos: alta definição, interatividade, portabilidade e mobilidade.

Implantação em 2006
Hélio Costa manifestou a expectativa de que a TV digital seja implantada no País ainda neste ano. Ele lembrou que foram formados 20 consórcios para estudar o melhor sistema para o País, com o envolvimento de mais de mil cientistas e técnicos e a participação de cerca de cem instituições de ensino. Costa assinalou que os estudos já estão prontos, mas que, embora já tenham sido apresentados em parte, os resultados ainda não foram encaminhados oficialmente pela Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) ao Ministério das Comunicações. "Quando o relatório estiver oficialmente liberado, vou trazê-lo para apresentar aqui", prometeu o ministro aos deputados.

Comissão Geral
A implantação da TV digital no Brasil volta a ser discutida na Câmara na semana que vem. Por determinação do presidente Aldo Rebelo, o Plenário será transformado em comissão geral. Deverão participar dos debates técnicos do governo, cientistas e entidades organizadas da sociedade civil.






Informação: Agência Câmra

Comissão proporá mudanças na lei do grampo

BRASÍLIA - O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) aprovou ontem a criação de uma comissão, com representantes do governo e da sociedade civil, para propor mudanças ou a substituição total do anteprojeto de lei, preparado pelo Ministério da Justiça, que regulamenta a escuta telefônica no País.

Autor da proposta de criação da comissão, o representante da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Marcelo Tognozzi, disse que o projeto, encomendado pelo ministro Márcio Thomaz Bastos, está cheio de equívocos e, se aprovado, trará um duro golpe à liberdade de imprensa.

A proposta restringe a margem de atuação policial, aumenta a pena para a escuta ilegal e, no capítulo mais polêmico pune jornalistas e empresas de comunicação que publicarem diálogos telefônicos não autorizados pela Justiça. A pena é de dois a quatro anos de prisão, agravada em um terço, se a divulgação ocorrer em jornal, revista, emissoras de rádio e televisão, agência de notícia, blogs ou outras páginas na internet.

Também fica criminalizada, como quer o estudo preparatório, a publicação de notícias protegidas por sigilo judicial, mesmo que trate de assunto de interesse público. "Estamos diante de um perigoso instrumento de censura, no que parece ser mais uma investida controladora do governo", disse Tognozzi.

Representantes de entidades empresariais das comunicações, como as Associações Nacional dos Jornais (ANJ) e Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), também pediram para integrar a comissão. Sob pressão dos profissionais e dos veículos de comunicação, Bastos começou a admitir recuos.

A assessoria dele informou que os pontos que prevêem censura à imprensa serão rediscutidos hoje, em reunião no ministério, e que há uma parecer pela supressão. O encontro de ontem do CDDPH marcou a estréia do novo presidente, o ministro especial dos Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi. Nomeado há um mês, Vannuchi convalidou a criação da comissão que reverá o esboço da lei do grampo, mas se absteve de comentá-lo. O CDDPH também decidiu enviar uma comissão ao Espírito Santo para avaliar um outro ataque à liberdade de imprensa: um grampo ilegal contra jornalistas da Rede Gazeta.











Informação: Abert - Tribuna da Imprensa - Política - Link




Supersimples unifica nove tipos de impostos

Tratado como prioridade pelo presidente da Casa, Aldo Rebelo, o substitutivo que cria
a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (Projeto de Lei Complementar 123/04 e outros) está na pauta de votações de hoje do plenário da Câmara. Para o relator da comissão criada para analisar os 19 projetos de lei complementar que tratam do tema, deputado Luiz Carlos Hauly
(PSDB-PR), esse é o grande projeto da convocação.

O substitutivo, aprovado por unanimidade na Comissão Especial da Microempresa no
dia 13 de dezembro, institui o Simples Nacional, apelidado de Supersimples, que substituirá integralmente o Simples Federal,
em vigor no País desde 1996 (Lei 9.317) e cuja aplicação não é obrigatória para
estados e municípios.

O Simples em vigor abrange apenas a simplificação do pagamento de tributos federais para micro e pequenas empresas dos setores de indústria e comércio.
O Supersimples valerá para todo o País e deverá unificar nove impostos e contribuições - seis federais (IRPJ, IPI, CSLL, PIS/Pasep, Cofins e INSS patronal),
um estadual (ICMS), um municipal (ISS) e a contribuição para as entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical. Atualmente,
as micro e pequenas empresas respondem por 60% dos empregos formais e por 20% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os limites de enquadramento no sistema tributário serão de até R$ 240 mil de renda total bruta para a microempresa e de até R$ 2,4 milhões para a empresa de pequeno porte. Luiz Carlos Hauly, em seu relatório final, havia previsto o limite de até R$ 480 mil para as microempresas e até R$ 3,6 milhões para as de pequeno porte, mas
esses limites foram alterados depois de negociações feitas com o Executivo.

Regulamentação
O substitutivo de Hauly também prevê a presunção automática da opção pelo Supersimples.

Na prática, isso significa que, no momento em que é constituída, a empresa entra
automaticamente no sistema simplificado de tributação.

Caso o empresário não queira aderir ao Supersimples, ele terá que manifestar a intenção por ofício ao Cadastro Nacional.
Conforme o texto aprovado na comissão, também caberá ao Executivo regulamentar
a simplificação, a padronização e os processos de registro de baixa das empresas. Todas as regulamentações da lei deverão ocorrer até 31 de dezembro
de 2006.

De acordo com a proposta, as empresas que integrarem o Supersimples poderão participar exclusivamente de licitações
públicas com valores até
R$ 80 mil. Além disso, a administração
pública deverá exigir das grandes empresas
que participam de licitação a subcontratação de micro ou pequenas empresas até 30% do total licitado. O projeto também prevê que as instituições
financeiras concedam linhas de crédito específicas para as micro e pequenas empresas.

Principais inovações do substitutivo

- Cria um sistema único de tributação e unifica nove impostos e
contribuições;
- estabelece que microempresa é aquela com receita bruta anual
de até R$ 240 mil e empresa de pequeno porte é aquela com receita
bruta anual de até R$ 2,4 milhões;
- estabelece a presunção automática de opção pelo Simples
Nacional a partir do momento da inscrição no Cadastro Nacional
da Microempresa;
- mantém a obrigatoriedade de entrega da Relação Anual de
Informações Sociais (Rais), para garantir as estatísticas relativas
ao mercado de trabalho a cargo do Ministério do Trabalho e Emprego;
- prevê que a redução do recolhimento para o FGTS dos empregados
das microempresas será feita mediante acordo ou convenção
coletiva;
- dispensa as empresas optantes pelo Simples Nacional do pagamento
do salário-educação;

- institui o Comitê Gestor de Tributação, a ser definido em ato do Poder Executivo, composto por representantes da administração tributária do Executivo da União, dos estados e dos municípios; e
- cria o Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte, com participação de órgãos federais competentes e das entidades vinculadas ao setor, para formular e coordenar uma política nacional de desenvolvimento das micro e pequenas
empresas.

Saiba quais empresas não poderão optar pelo Simples

De acordo com o substitutivo que institui o Supersimples, as micro e pequenas empresas que representam pessoas jurídicas estrangeiras, que tenham filiais em
outros países ou mesmo que possuam estabelecimentos em mais de um estado não
poderão aderir ao novo sistema de tributação.

Também ficarão de fora as empresas constituídas sob a forma de sociedade por ações de capital aberto e as que exerçam
atividade de banco comercial, de investimento e de desenvolvimento e de crédito.

O projeto também limita a participação no Supersimples das empresas que prestam
serviço de comunicação (exceto as de mídia externa, as jornalísticas, de radiodifusão
sonoro e de sons e imagens); que realizam serviços de transporte intermunicipal
ou interestadual; que sejam geradoras, transmissoras ou distribuidoras de energia;
que fabriquem, importem, aluguem ou comercializem carros, motos e combustíveis
(exceto postos de gasolina); que vendam bebidas alcoólicas, cigarros e armas; que
prestem serviços de vigilância, limpeza ou conservação.

Confira a nova tabela de alíquotas prevista no projeto

Uma das alterações mais importantes feitas pelo relator da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), foi a tabela de alíquotas de acordo com as faixas de renda bruta. Depois de negociações com a Receita Federal, as faixas de renda sujeitas
a tributação conforme o Simples Nacional passaram de 10 para 22. O texto aprovado pela comissão estabelece a cobrança de:

4%, com renda até R$ 60 mil
4,48%, de R$ 60 mil a R$ 90 mil
4,64%, de R$ 90 mil a R$ 120 mil
5,47%, de R$ 120 mil a R$ 240 mil
6,84%, de R$ 240 mil a R$ 360 mil
7,54%, de R$ 360 mil a R$ 480 mil
7,60%, de R$ 480 mil a R$ 600 mil
8,28%, de R$ 600 mil a R$ 720 mil
8,36%, de R$ 720 mil a R$ 840 mil
8,45%, de R$ 840 mil a R$ 960 mil
9,03%, de R$ 960 mil a R$ 1,08 milhão
9,12%, de R$ 1,08 milhão a R$ 1,2 milhão
9,95%, de R$ 1,2 milhão a R$ 1,32 milhão
10,04%, de R$ 1,32 milhão a R$ 1,44 milhão
10,13%, de R$ 1,44 milhão a R$ 1,56 milhão
10,23%, de R$ 1,56 milhão a R$ 1,68 milhão
10,32%, de R$ 1,68 milhão a R$ 1,8 milhão
11,23%, de R$ 1,8 milhão a R$ 1,92 milhão
11,32%, de R$ 1,92 milhão a R$ 2,04 milhões
11,42%, de R$ 2,04 milhões a R$ 2,16 milhões
11,51%, de R$ 2,16 milhões a R$ 2,28 milhões
11,61%, de R$ 2,28 milhões a R$ 2,4 milhões





Informação: Jornal do Senado

TV digital é tema de reunião na Casa Civil

Brasília - Os integrantes do Comitê de Desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Televisão Digital participam hoje de reunião na Casa Civil, no Palácio do Planalto. No encontro, às 15 horas, será discutida a implantação da TV de alta definição (digital) no país.

Participam os ministros da Educação, Fernando Haddad; da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende; e o interino da Cultura, Orlando Senna. O comitê é composto ainda por representantes da Casa Civil e dos ministérios das Comunicações; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Fazenda; das Relações Exteriores; e da Justiça.





Informação: Agência Câmara

Governo adia estréia da TV digital para 7 de setembro

Renata Veríssimo
BRASÍLIA

O governo espera fazer em 7 de setembro deste ano a primeira transmissão comercial de TV digital no Brasil. Com isso, as discussões sobre a definição da tecnologia que será adotada pelo País devem se arrastar pelo primeiro semestre, como defendem parlamentares e alguns ministros.
Até agora, o governo falava em fazer a primeira transmissão já na Copa da Alemanha, em junho ou julho. Mas os ministros, coordenados pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já trabalham com a nova data, sugerida pelo presidente Lula.

Eles não concordam com a posição do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que tem insistido no prazo de 10 de fevereiro para que o governo defina qual padrão de TV digital será adotado no País, entre os modelos americano, japonês e europeu.






Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Caderno 2

Costa diz que padrão de TV não afeta custo de fabricantes

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que a utilização de qualquer padrão de transmissão da TV digital não vai prejudicar os fabricantes de televisores no País.

Segundo ele, o chip utilizado para decodificar sinal digital custa cerca de 10 dólares (aproximadamente R$ 23). Assim, para que uma televisão nacional seja adaptada para que capte sinal emitido pelo padrão japonês, americano ou europeu, bastaria utilizar o chip adequado.

Em audiência pública que está sendo realizada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, o ministro reiterou que o modelo brasileiro de TV digital será diferente de todos os outros adotados no mundo. Segundo ele, o modelo nacional vai utilizar "o melhor" de cada um dos três sistemas existentes (americano, europeu e japonês), para criar o sistema brasileiro. "O que queremos é que todo brasileiro que tenha televisor em casa possa obter a mesma qualidade que o cidadão de classe A tem com a TV a cabo ou via satélite", disse o ministro.

Costa lembrou que as emissoras de TV já estão captando material digitalmente, mas os sons e as imagens são transmitidas de forma analógica. O primeiro passo para a mudança de sistema, segundo ele, é associar as transmissões digital e analógica. Assim, os televisores analógicos antigos precisarão de uma caixa de conversão para permitir o recebimento das informações digitais.

O ministro considera a TV "o maior instrumento de diversão popular no Brasil". A mudança de padrão, considera, será "uma revolução", pois a TV deixaria de ser apenas "transmissora de imagens e de sons para ser um grande instrumento de integração digital e social".

A audiência com o ministro prossegue no plenário 13.






Informãção: Agência Câmara

Reunião de líderes definirá votação do Supersimples

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, afirmou há pouco que se reunirá amanhã com os líderes partidários amanhã, às 14 horas, para discutir o projeto da Lei Geral da Micro e da Pequena Empresa (Projeto de Lei Complementar 123/04 e outros), que cria o Supersimples e estimula o desenvolvimento da atividade empresarial no País. O projeto deve ser votado nesta semana pelo Plenário.

Aldo afirmou também que os líderes vão pedir urgência para o Projeto de Lei 5855/05, que reduz os gastos das campanhas eleitorais. Segundo o presidente da Câmara, os deputados deverão fixar um teto para os gastos eleitorais, de modo a equilibrar os custos das campanhas de candidatos ricos e pobres.

Sobre a possibilidade de votação de pedidos de cassação durante o período de autoconvocação do Congresso, Aldo afirmou que incluirá os processos na Ordem do Dia à medida que chegarem à Mesa.












Informação: Agência Câmara

Projeto estabelece princípios da TV digital no Brasil

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6525/06, do deputado Walter Pinheiro (PT- BA), que estabelece princípios para a instalação da TV digital no Brasil. A proposta delineia os preceitos básicos para a modificação da tecnologia da geração e da transmissão de imagens audiovisuais no País. Uma das diretrizes é a "prioridade ao uso de padrões abertos, livres de restrições proprietárias quanto à sua cessão, alteração ou distribuição", argumenta o autor.

Aumento de prestadoras
De acordo com o projeto, a tecnologia precisa ser escolhida de modo a "aumentar o número de prestadoras por localidade, maximizar a criação de novos postos de trabalho e contribuir para o desenvolvimento da indústria cultural e de produção de equipamentos no Brasil".
Além disso, nenhuma tecnologia digital poderá provocar aumento no espaço ocupado no espectro eletromagnético por uma empresa outorgada, ou seja, as atuais emissoras continuam com o mesmo número de canais.

Transição
Como os sistemas de transmissão analógico e digital não são compatíveis, durante a transição entre os dois modos, a Anatel poderá conceder um canal adicional para a concessionária rádio. Já as emissoras de televisão deverão receber canalização necessária e suficiente para efetuar a transmissão de sinais em forma digital com imagem de definição padrão ou de alta definição conforme disponibilidade de espectro. Esse canal adicional deverá ser devolvido à Anatel no final do processo.

O governo definirá em regulamento o período de transição no qual todas as transmissões deverão ser feitas de modo a serem adequadamente reproduzidas em um receptor com capacidade de receber imagens de definição padrão. Além disso, todos os receptores terão a capacidade de prover mecanismos de interatividade para os usuários.

Motivações econômicas
Depois de traçar um panorama do desenvolvimento da TV digital em todo o mundo, o deputado salientou que as estratégias adotadas por Estados Unidos, Japão e Europa para escolha e produção da tecnologia envolvida na radiodifusão obedeceram a três motivações: o fomento à indústria eletrônica local; o fomento à indústria cultural; e a busca explícita da convergência tecnológica.

O parlamentar ressaltou que, segundo especialistas, "os produtos culturais, especialmente os programas multimídia interativos, serão a mercadoria por excelência desse novo milênio". Entretanto, Pinheiro explicou que não é tecnicamente possível para o País adotar um dos sistemas já desenvolvidos por outras Nações sem adaptações.

A "posição bastante favorecida do Brasil" - povo artisticamente criativo, rica diversidade regional, mescla de culturas autóctones e provenientes de diversas partes do mundo - foi destacada pelo deputado. Pinheiro sublinhou "a experiência brasileira em produção de software" como outro dos "ingredientes básicos necessários para a Nação destacar-se como um grande centro produtor do novo milênio".

Inclusão digital
Para alcançar esse patamar, contudo, o deputado acredita que seja necessário para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) garantir "a interatividade entre usuários e um sistema de sustentação de serviços e aplicações", para servir como "agente de inclusões digital e social". O parlamentar esclarece que a grande questão a ser respondida não é tecnológica, mas de "custo e abrangência da solução".
"Para a efetivação das inclusões digital e social no País, será necessário que o canal de interatividade esteja disponível a um baixo custo para a maior parte da população, inclusive nas regiões onde não existem, atualmente, nem os meios de comunicação mais básicos, como a telefonia fixa", concluiu Pinheiro.

O constante déficit na balança comercial do complexo eletrônico brasileiro é um argumento a favor do desenvolvimento de uma tecnologia que contemple a inclusão digital e que permita ao Brasil "ser um grande produtor mundial de programas interativos multimídia - unindo suas habilidades em áudio/vídeo e software, gerando divisas e propiciando um novo e inexplorado mercado de trabalho".

A produção de um terminal de acesso de baixo custo e o planejamento de canais de forma a permitir novos empreendimentos no mercado da radiodifusão são outros aspectos que o SBTVD precisa levar em conta, segundo Pinheiro.

O projeto ainda será distribuído pelas comissões técnicas.





Informação: Agência Câmara

Estrangeiros reforçam apostas na televisão digital brasileira

Renato Cruz

Trata-se de um mercado para lá de promissor, que pode movimentar US$ 100 bilhões em 10 anos. Com o governo próximo de tomar uma decisão, os interesses internacionais se voltam a Brasília e a administração federal se vê obrigada a administrar interesses e visões conflitantes, entre emissoras, fabricantes e entre os próprios ministros, ao tratar de uma questão politicamente delicada - a televisão - num ano eleitoral.

Terça-feira, chega a Brasília uma missão liderada pela comissária para a Sociedade da Informação e Mídia da Comunidade Européia, Viviane Reding, que inclui dirigentes de grandes indústrias do Continente, para defender a adoção de sua tecnologia para a TV digital brasileira. A visita dura dois dias. Na semana passada, passaram por lá os representantes do Fórum ATSC, sistema americano. Os japoneses também estão para desembarcar no País, apesar de o Ministério das Comunicações afirmar que ainda não há nenhuma reunião marcada.

O Brasil estuda três opções tecnológicas: o sistema japonês ISDB, o europeu DVB e o americano ATSC. Além disso, existe todo o trabalho feito por consórcios locais de pesquisa para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Na negociação internacional, o trabalho dos pesquisadores brasileiros será jogado fora? O governo (ou pelo menos parte dele) diz que não: os estrangeiros que aceitarem incorporar a maior parte da pesquisa local a seu padrão, e garantir a sua continuidade, terão mais chance de levar. O Ministério das Comunicações não chegou a elencar o fator como determinante.

Uma parte importante das emissoras brasileiras defende o ISDB japonês, o único sistema preparado para fazer a transmissão de sinais de vídeo para celulares no mesmo canal que atende aos televisores. A adoção do sistema reduziria a possibilidade de as operadoras de telecomunicações competirem com as emissoras, no atual cenário de convergência tecnológica. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, não esconde sua preferência pelos japoneses. Ele é festejado entre os radiodifusores como alguém que entende de televisão. Acionista de uma rádio em Barbacena (MG), sua cidade natal, Costa foi repórter do "Fantástico" e chefe da Sucursal da Rede Globo nos Estados Unidos.
Para fazer contraponto à posição de Hélio Costa e de grandes redes de televisão, fabricantes e grupos interessados na TV digital têm procurado outras lideranças dentro do governo, como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, além de parlamentares. O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que o Congresso irá sugerir ao governo adiar a decisão de fevereiro para junho.

Na terça, haverá uma reunião ministerial para discutir a TV digital. Está marcada para 10 do mês que vem a entrega de um relatório elaborado pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), sob encomenda do Ministério das Comunicações, com os subsídios necessários para a escolha. Daí, a decisão passa para as mãos do presidente Lula que, se confirmado candidato, teria de ter muita coragem para contrariar as grandes redes de TV.












Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Economia