Câmara realiza comissão geral sobre TV digital

A Câmara promove nesta quarta-feira (8) uma comissão geral para debater a implantação da TV digital no Brasil. Os debates terão a participação de deputados que estudam o assunto, de lideranças partidárias e de especialistas, cientistas, pesquisadores, empresas de telefonia e empresas ligadas à fabricação de equipamentos para as telecomunicações.
Segundo o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo, o objetivo é permitir que a Casa contribua para preservar o interesse público e nacional no que se refere à implantação da nova tecnologia, assim como fizeram Parlamentos de outros países. Ele informou que, além da comissão geral, a Câmara organizará em breve uma exposição e um seminário para ampliar os debates sobre a TV digital.







Informação: Agência Câmara

Minicom, Anatel, TVs e teles debatem políticas de telecom

O presidente substituto da Anatel, Plínio de Aguiar Júnior, fará, nesta quinta-feira, 9, a palestra de abertura do seminário "Políticas em Telecomunicações - Definindo Caminhos para 2006 e 2007". A ser realizado no auditório da Finatec, na Universidade de Brasília. O evento discutirá as perspectivas políticas deste e do próximo ano pelas vertentes da convergência tecnológica, da universalização e da competição. No mesmo blobo, ao lado do presidente da Anatel, participam ainda Ricardo Knoepfelmacher (presidente da Brasil Telecom), Mário Cesar Araujo (presidente da TIM Participações) e Marcio Iorio Aranha, professor da faculdade de direito da Universidade de Brasília.
O evento terá ainda encerramento do ministro das Comunicações, Hélio Costa.
Outro tema de destaque nos debates será a questão da convergência de serviços e tecnologias, e as formas de regular os desafios impostos por esta realidade. Participam deste bloco Johnny Saad (presidente do grupo Bandeirantes), Alexandre Raposo (presidente da TV Record), Evandro Guimarães (vice-presidente de assuntos institucionais da TV Globo), ao lado de Ronaldo Iabrudi (presidente da Telemar e Telebrasil), Sérgio Assenço (vice-presidente de assuntos regulatórios da Vivo) e Luiz Tito Cerasoli (diretor de regulamentação da Embratel).
O seminário, que é promovido pela revista Teletime e o Grupo Interdisciplinar de Políticas, Direito, Economia e Tecnologia das Comunicações da UnB (GCOM), também terá um bloco inteiramente dedicado ao cenário eleitoral em 2006, com participação do analista político e presidente do Instituto Brasileiro e Estudos Políticos, Walder de Góes, do jornalista Franklin Martins (TV Globo) e dos deputados Jorge Bittar (PT/RJ) e Julio Semeghini (PSDB/SP). O evento tem início marcado para as 9 horas e encerramento previsto para as 16h30. Mais informações pelo site www.convergeevento.com.br e pelo telefone (11) 3120-2351.






Informação: TELA VIVA News

AGERT SERÁ UMA DAS PARCEIRAS NA ELABORAÇÃO DA AGENDA ESTRATÉGICA GAÚCHA

A AGERT será uma das empresas que participará da Agenda Estratégica “O Rio Grande Que Queremos”. O anúncio da parceria foi feito ontem à tarde, (06/02), pelo presidente da Associação, Roberto Cervo “Melão”, durante coletiva de imprensa realizada na Associação.

O projeto mobilizará lideranças empresarias, autoridades políticas, integrantes do judiciário, e representantes de associações para elaboração de propostas para o desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental do Estado, até o ano de 2020.

Estiveram presentes os vice-presidentes da Associação, Afonso Antunes das Motta, Carlos Domingos Piccoli, Myrna Proença e Wanderley Ruivo.

A Agenda Estratégica terá o comando das federações, das Industrias (Fiergs), do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio), das Associações Comerciais e de Serviços (Federasul), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), da Agricultura (Farsul) e Serviço de Apóio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Segundo Melão é necessário projetarmos o crescimento econômico e social do Rio Grande do Sul, formulando um programa de desenvolvimento com políticas públicas definidas, capacidade de investimento, infra-estrutura, educação, saúde, tecnologia e pesquisa.





Informação: AGERT

Obra de duplicação da BR-101 Sul

As rádios confirmadas para a entrevista são: RÁDIO GUARUJÁ AM / FLORIANÓPOLIS, RÁDIO ELDORADO AM / CRICIÚMA, RÁDIO GAÚCHA AM / PORTO ALEGRE, RÁDIO GUAÍBA AM / PORTO ALEGRE, RÁDIO BANDEIRANTES AM / PORTO ALEGRE, RÁDIO SÃO FRANCISCO AM / CAXIAS DO SUL, RÁDIO GUARATHAN AM / SANTA MARIA

A duplicação do trecho Sul da BR-101 é um sonho que há décadas catarinenses e gaúchos esperavam se tornar realidade. Em dezembro de 2004, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a ordem de serviço às margens da rodovia, em Palhoça/SC.

A obra rodoviária mais importante para o país começava a fazer parte do dia-a-dia de milhões de usuários e moradores ao longo dos 348 quilômetros da BR 101, entre os municípios de Palhoça/SC a Osório/RS.

No comando das ações para as obras de Ampliação da Capacidade e Modernização da BR-101 está engenheiro civil Hideraldo Luiz Caron, diretor de Infra-estrutura Terrestre do DNIT. Caron ressalta: “A duplicação da BR-101 é um mega evento orçado em cerca de R$ 1,1 bilhão que finalmente saiu do papel. Essa obra contou com grande empenho de toda equipe técnica do DNIT e, evidentemente, do senhor Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Irá beneficiar não só a região sul, mas também todo o Brasil, que terá um corredor moderno e seguro para escoar a produção e incrementar o turismo do Sul do país”.

Hideraldo Caron explica que até 2003 não havia nem licitação e que hoje é possível ver vários trechos em obras, com máquinas na pista, tudo seguindo as mais exigentes normas ambientais e arqueológicas. "Estamos construindo uma rodovia moderna seguindo 23 Programas Básicos Ambientais e a todas as determinações antropológicas e arqueológicas para o salvamento e identificação de cerca de 15 sítios ao longo do trecho catarinense”.






Informação: Secretaria de Imprensa/
Presidência da República

A TV digital dos sonhos de Hélio

Por Sônia Filgueiras

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, está perto de realizar um sonho. Ele já escolheu o padrão tecnológico da TV digital brasileira – o japonês –, e não vê a hora de chegar a sexta-feira 10, quando o presidente Lula deverá fazer o anúncio formal da decisão. Até lá, porém, Costa vai continuar mergulhado num pesadelo de pressões. Uma batalha entre lobistas está cada vez mais acesa nos bastidores do poder em Brasília. Para defender um dos três modelos de TV digital em jogo – os outros dois são o americano e o europeu –, gigantes mundiais da tecnologia e das telecomunicações pressionam pelo adiamento do anúncio. “Não há mudança de prazo. Temos condições de decidir essa questão até o dia 10”, garante o ministro. A batalha envolve um negócio capaz de render, só na venda de novos aparelhos e acessórios, US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos. Sem falar na ampliação do mercado televisivo, já que a tecnologia digital permite transmissões para telefones celulares e tevês instaladas em trens, ônibus e carros. E mais: Argentina e Venezuela devem seguir a opção que o Brasil fizer. Isso significa que a escolha brasileira vai influenciar na definição do padrão tecnológico em boa parte da América Latina.

Nos últimos dias, europeus e americanos em disputa com os japoneses dispararam dezenas de pedidos de audiência com ministros. Até a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, fez pressão. Telefonemas também pipocaram no segundo e no terceiro escalões dos ministérios. Dirigentes e lobistas de fabricantes de eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus e de multinacionais de telefonia celular (fabricantes e operadoras) tentavam convencer o governo a adiar a escolha. O lobby avançou entre senadores e deputados. As quatro grandes emissoras de tevê estão divididas. Globo, SBT e Record querem o sistema japonês, mas a Bandeirantes busca adiar a definição do modelo, na defesa de um sistema híbrido. O modelo japonês permite, pelo mesmo canal, a transmissão de imagens para televisões fixas, em movimento e para celulares, além de alguma interatividade. O telespectador poderá gravar um programa enquanto acompanha outro, escolher ângulos de imagens, responder a pesquisas e até obter informações sobre produtos expostos no vídeo. Isso multiplicaria os ganhos publicitários das emissoras. Do outro lado está o consórcio europeu, cujo lobby é feito pela maioria das operadoras de telefonia celular do País. Para fazer a transmissão de imagens, o modelo europeu exige o auxílio de um canal de celular, o que aumentaria a receita das operadoras. Há dez dias, entrou firme na batalha o consórcio americano. A todo-poderosa Condoleezza fez chegar ao governo brasileiro o interesse dos EUA na adoção da tecnologia americana, considerada, aqui, a mais restrita. A pressão fez o Brasil, na reta final da decisão, abrir a agenda dos quatro ministros de Lula para novas apresentações dos três consórcios. Pode haver reviravolta.

SINTONIAS & DEFEITOS

As características de cada modelo

Americano

• Custo de implantação relativamente barato

• Qualquer prédio pode atrapalhar a recepção de sinais

• Seria um sonho para as empresas de telefonia, que teriam o monopólio da tevê no celular

Europeu

• Transmite para celular e permite a interatividade

• Tem o custo de implantação mais elevado

• É defendido por fabricantes de aparelhos eletrônicos e televisores

Japonês

• O mais preparado para enviar imagens em celular

• É o preferido das emissoras de tevê

• Em custo, o segundo mais barato

• Desagrada as empresas de telefonia, que não poderão cobrar pela transmissão para celular






Informação: Abert/ Telecomunicações - Revista Istoé - BR - Brasil - LOBBY

Padrão da TV Digital pode ser definido na próxima sexta-feira

O ministro das comunicações, Hélio Costa, anunciou na semana passada que a decisão sobre o padrão digital para a TV brasileira sairá na sexta-feira (10), conforme informação publicada na edição desta segunda-feira (06) do jornal O Estado de São Paulo.

O ministro disse que "vai colocar a bola no pé do presidente para ele apenas chutar". Mas, como o presidente viaja para a África do Sul e volta só no domingo (12), o "gol" talvez não saia tão cedo e a decisão pode ser adiada. A definição do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) se arrasta desde 1994.

O processo só começou mesmo há dois anos, quando o governo federal chamou a comunidade científica para participar e encomendou um relatório conclusivo sobre os aspectos dos três tipos de padrão digital no mundo (Americano, Europeu, Japonês) para definir qual deles é o melhor para ser adotado no Brasil. Este relatório será divulgado na sexta-feira e, segundo palavras do ministro, a decisão pode ser feita em conjunto. As emissoras brasileiras preparam a inauguração das transmissões digitais no País para o dia sete de setembro.






Informação: Abert/ Propaganda & Marketing - Mercado

AGERT REALIZA HOJE COLETIVA DE IMPRENSA SOBRE AGENDA ESTRATÉGICA

A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT), será uma das empresas que participará da elaboração da Agenda Estratégica “O Rio Grande que Queremos”. Para tratar sobre o assunto, será realizada hoje (06/02), na sede da AGERT, uma coletiva de imprensa, com o presidente da instituição, Roberto Cervo “Melão”, e demais presidentes da Federação das Industrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado (Fecomércio), Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL’s), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae).

Segundo o presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão”, a associação que representa as emissoras de rádio e televisão, participar desse trabalho é fundamental para colaborar no desenvolvimento do Estado. “Não há conquistas ou desenvolvimento, de qualquer cidade, sem passar por uma emissora de rádio”, destaca.

O objetivo é mobilizar lideranças empresariais, autoridades políticas, integrantes do judiciário, e representantes de associações, sindicatos e universidades, para reunir propostas para elaboração de um mapa estratégico do desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul nos próximos 15 anos.

As áreas vão desde investimentos e infraestrutura, até saúde, educação, tecnologia, pesquisa e inovação. O projeto está sendo desenvolvido em conjunto com o Pólo/RS e Sebrae.


O QUÊ: Coletiva de Imprensa Agenda Estratégica “O Rio Grande que Queremos”


QUANDO: Hoje, às 15h


ONDE: Sede da AGERT, Rua Riachuelo,
1098, conj. 204






Informação: AGERT

Emissoras e teles duelam por TV digital

DANIEL CASTRO
COLUNISTA DA FOLHA

A movimentação em Brasília na última semana de representantes dos três sistemas de TV digital escondeu a verdadeira "guerra" que está sendo travada nos bastidores: a disputa entre as redes de TV e as empresas de telefonia pelo modelo econômico que será adotado no país com a nova tecnologia.

Hoje, na TV analógica, para transmitir um único sinal as redes precisam de uma freqüência com a largura de 6 MHz. Com a digitalização e a compressão dos sinais, caberá muito mais informação (vídeo, áudio, dados) nesses mesmos 6 MHz. Assim, em vez de um só sinal, as emissoras poderão irradiar quatro simultaneamente. Em outras palavras, uma emissora pode virar quatro.

As teles não querem o "monopólio" das TVs sobre o espectro de UHF e VHF e travam uma guerra para tirar um pedaço dele, que usariam para explorar internet de banda larga, telefonia e venda de vídeo sob demanda. O modelo econômico é que definiria se as TVs manterão seus 6 MHz ou se perderão parte deles para novas emissoras e para as teles, na chamada convergência. Dependendo do modelo, a TV digital poderá movimentar no Brasil até R$ 100 bilhões nos próximos anos, segundo empresários. TVs e teles são as grandes forças no tabuleiro da TV digital.

As primeiras têm poder político. As segundas, poder econômico (faturaram R$ 100 bilhões em 2004, 14 vezes mais que as redes, e são grandes financiadoras de campanhas eleitorais). Fornecedores de tecnologia (japoneses, americanos e europeus) e fabricantes de equipamentos são atores secundários nessa questão, que começa a ser concluída na próxima sexta-feira, quando o governo federal deverá divulgar relatório final com estudos sobre TV digital.

Além de aspectos econômicos e tecnológicos, a definição da TV digital tem implicações político-eleitorais. Está em jogo a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo analistas ouvidos pela Folha, se Lula fizer o que as TVs querem -ou seja, optar já pelo padrão japonês e limitar o acesso das teles ao espectro de TV digital-, ele terá a gratidão das emissoras, que retribuirão com uma cobertura generosa na campanha.

"O governo se move no sentido de que uma aliança com a Globo significa uma campanha mais tranqüila. De outro lado, isso pode ter conseqüências terríveis", afirma Celso Schröder, coordenador-geral do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações), entidade que faz parte do conselho consultivo do SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) e que defende o compartilhamento do espectro por canais públicos (como TV Senado), comunitários e universitários.

A TV digital provocou um racha no governo. De um lado, está o ministro Hélio Costa (Comunicações), que defende abertamente o padrão japonês, em oposição às teles. "O sistema japonês é o melhor para a TV aberta brasileira. O modelo de negócios da TV digital será o mesmo do da analógica. Não estamos discutindo telefonia digital, mas televisão digital", disse Costa em entrevista à Folha.

O grande "rival" de Costa entre os quatro ministros que mais têm poder de influenciar Lula nessa decisão é Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) -os outros são Antonio Palocci Filho (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil). Furlan é visto pelos donos de TVs como aliado das teles e defensor do padrão europeu ou americano. Furlan não quis dar entrevista.

A forma como o governo vem conduzindo as discussões sobre TV digital é criticada por quase todos os "atores" envolvidos na questão -menos as redes. "A maneira como o Ministério das Comunicações foca a discussão está equivocada. A discussão sobre tecnologia no momento é irrelevante", afirma Marcos Magalhães, presidente da Philips para a América Latina. Para Magalhães e Schröder, antes de discutir qual o padrão, o país deveria definir o modelo econômico (quais serviços terá, qual será o modelo de negócios, qual a inserção global?).

A opção por definir antes o padrão tecnológico pode favorecer as TVs. A decisão agora (o governo promete a definição para este mês) daria vantagem ao padrão japonês, porque ele, segundo as redes e a Universidade Presbiteriana Mackenzie, que fez testes nos três padrões, seria o único que oferece alta definição e recepção em veículos e celulares na mesma faixa de 6 MHz das emissoras de TV. Mas, em pouco tempo, todos os padrões deverão ser equivalentes. Por que não adiar? "Se a decisão for adiada para o ano que vem, as TVs terão muito menos poder", esclarece João Carlos Saad, presidente da Bandeirantes.

Por 2006 ser ano de eleições, parte do governo (e todas as redes) tem pressa em definir a tecnologia. Articula-se um grande espetáculo para inaugurar a TV digital em 7 de setembro: um jogo da seleção brasileira de futebol transmitido em alta definição para telões instalados nas maiores cidades do país. Um gol de placa.

Para redes de televisão, só padrão japonês impede avanço das teles

DO COLUNISTA DA FOLHA

Para as redes de TV, somente o padrão de modulação do sistema de TV digital japonês (o BST-COFDM) proporciona hoje as funcionalidades que lhes assegurarão sobrevivência nos próximos dez anos. Essa tecnologia lhes permitiria bloquear o acesso das teles e de novas emissoras ao espectro da TV digital, mantendo o "monopólio" do ar.
Um sistema de TV digital completo inclui o padrão de modulação (seu "coração"), o padrão de codificação (as redes querem o MPEG-4) e o "middleware" (algo como um Windows do sistema, que "roda" os aplicativos). As TVs entregaram ao presidente Lula, no último dia 18, uma carta em que pedem a adoção do BST-COFDM, a possibilidade de elas transmitirem em alta definição (HDTV) e em definição standard (SDTV), com recepção simultaneamente em televisores fixos, móveis (em veículos) e portáteis (celulares) usando 6 MHz.
Segundo as TVs, só o padrão japonês permite isso -o que os outros sistemas negam. Assim, elas poderão transmitir para telefones celulares (desde que o aparelho seja de terceira geração e tenha um chip especial) sem passar pelo tráfego das operadoras de telefonia móvel. As teles, que querem gerar receitas com o tráfego de vídeo, obviamente são contra.

Para as emissoras, principalmente a Globo, o padrão americano não é interessante porque ele ainda não é robusto o suficiente. Testes da Universidade Mackenzie em São Paulo mostraram que o padrão, desenvolvido para um país quase todo cabeado, não funciona numa nação em que 93% da população só vê TV pelo sinal aberto, pelo ar. Os televisores não "pegariam" seu sinal.

Já o europeu também não interessa porque, apesar de permitir alta definição, foi desenvolvido e seria direcionado para um modelo em que as teles são dominantes.
Na Globo, o padrão japonês é visto como a única forma de assegurar um diferencial de qualidade para a TV aberta (a alta definição) e de impedir o avanço das teles.

Apesar de o sistema permitir a multiprogramação (quatro canais simultâneos), a idéia é transmitir o máximo em HDTV. A definição standard só seria usada em ocasiões especiais, como numa Olimpíada: a emissora se dividiria em dois canais quando o Brasil estivesse simultaneamente disputando uma medalha na natação e outra no vôlei, por exemplo. Dividir seus 6 MHz em quatro não interessa às redes: encarece custos (terão que produzir ou comprar mais conteúdo), pulveriza a audiência e não necessariamente atrai mais verba publicitária.

"A alta definição é a única chance de a TV aberta se manter competitiva", diz um alto executivo da rede. Na alta definição, a imagem é melhor do que a do DVD. Há uma sensação de profundidade muito maior. A funcionalidade, no entanto, encarece a produção, porque capta detalhes que a TV standard oculta, como fissuras em cenários. Devem-se gastar 25% a mais em produção. No raciocínio da Globo, as teles querem forçar as TVs a serem clientes delas ou impedir seu avanço de qualidade, pela tecnologia ou pelo modelo econômico.
Para a Globo, se escolher o padrão americano, o Brasil criará uma "reserva de mercado" para as teles. Isso porque o modelo dos EUA ainda não permite transmitir para televisores fixos e celulares usando a faixa de 6 MHz das TVs. É necessário uma freqüência extra, a ser operada por uma tele.

Diz a Globo ainda que o padrão europeu já transmite para televisores e celulares, mas, quando isso ocorre, o sinal do aparelho fixo perde qualidade. Representantes do consórcio europeu negam. Além disso, as TVs abertas da Europa não têm alta definição, o que cria um filão para as teles distribuírem conteúdo em HDTV via internet de banda larga.






Informação: Abert/ Folha de São Paulo - Dinheiro

TV pode ter classificação 10 anos

Keila Jimenez

O público quer classificar a programação da TV para as crianças de 10 anos. Isso é o que aponta uma pesquisa sobre classificação indicativa na TV realizada pelo Ministério da Justiça. A pesquisa tem base em uma consulta pública realizada entre os dias 19 de setembro e 20 dezembro do ano passado em Brasília, Acre, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

A classificação de programação em vigor atualmente tem como idade-limite (a menor) 12 anos. Para filmes e DVDs já existe uma portaria que inclui a faixa dos 10 anos. Segundo pesquisa da Ministério, o público quer uma classificação específica para esse target: 95% dos participantes falaram sobre a importância dessa faixa.

A consulta pública foi dividida em nove perguntas sobre o que a população pensa a respeito de classificação indicativa na TV. Foram distribuídos 12.660 questionários a respeito do assunto. Segundo os resultados, 56,5% dos entrevistados consideram a classificação de programas um serviço de proteção a crianças e adolescentes e mais de 25% vêem esse trabalho como um instrumento de defesa dos direitos humanos.

Já quanto aos horários da classificação indicativa, há controvérsias entre os entrevistados. Mais de 35% deles disseram que não há necessidade de mudar o horário compreendido como livre para a programação, que é das 6 às 20 horas. Mas, 22% dos participantes da consulta pública acham que esse horário "livre" poderia ser esticado até as 22 horas.

A questão dos fusos horários também foi alvo de consulta. Mais de 85% dos participantes acham que o Ministério da Justiça deve encontrar uma solução para a classificação onde há fusos horários diferentes.






Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Caderno 2


Corrida pela TV digital

Marcela Canavarro

O ministro das Comunicações, Helio Costa, informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem os elementos necessários para escolher o padrão da TV digital brasileira. A afirmação é uma resposta a um movimento do Congresso Nacional que visa postergar a decisão.

Os estudos técnicos foram concluídos em dezembro do ano passado, quando os 22 consórcios formados por universidades e instituições de pesquisa entregaram os relatórios conclusivos. De acordo com o cronograma, o presidente deve anunciar sua decisão nesta sexta-feira. Concorrem os padrões americano (ATSC), japonês (ISDB) e europeu (DVB).

- Vamos insistir para que o prazo seja dilatado. Essa é uma decisão tão importante quanto o desarmamento e poderia ser caso até de um referendo - afirma o deputado Orlando Fantazzini (PSOL-SP).

Insatisfeitos com a pouca participação do Congresso, os deputados querem a ampliação do prazo em até cinco meses.
Hélio Costa afirmou que gostaria que, pelo menos a escolha do tipo de modulação, definido pelo padrão, seja anunciada em fevereiro. A intenção é iniciar as transmissões na Copa do Mundo da Alemanha, em junho. Em setembro, a idéia é ter seis emissoras com a programação completa em sinal digital. Após a definição do padrão, as emissoras precisarão de oito meses para se adequar.

- A bola está na marca do pênalti para o presidente Lula fazer um gol de placa. Ou ele chuta e marca, ou chuta devagar e a bola entra de mansinho, ou joga para fora. Mas a decisão é dele - afirmou. ]

Uma comissão formada pela Casa Civil e os ministérios da Fazenda, Desenvolvimento e Comunicações recebeu representantes dos padrões europeu e japonês. O encontro com os americanos será amanhã. Um fator importante para a decisão do presidente são as ofertas e os incentivos feitos por cada padrão, alinhando-os à política industrial brasileira.

- O principal é como o Brasil vai introduzir suas contribuições e não ser só um importador de tecnologia - enfatizou o deputado Jorge Bittar (PS-RJ).
O Fórum DVB ofereceu poder de voto no Steering Committee, o comitê oficial do padrão, que decide como será evolução do sistema. A União Européia disponibilizou uma linha de financiamento de 400 milhões de euros.

- Essa é a chance do Brasil se inserir no mercado global. O DVB inclui o país em um modelo que permite exportar - afirma o diretor de tecnologia da Siemens, Mario Baumgarten.

A empresa participa de uma coalizão para estimular a adoção do padrão europeu no país. Integram o grupo Nokia, Philips, Siemens, Rohde&Schwarz, STMicroeletronics e Thales, todas com matriz européia.

De acordo com a coalizão, o ISDB é adotado por países que detêm 2% da população mundial, o ATSC, por 8% e o DVB estaria caminhando para 50%.

- Os recursos para a evolução vão para onde há mais mercado. O DVB é um padrão aberto, o que automaticamente gera mais competição e beneficia o usuário - enfatiza a diretora de Assuntos Governamentais da Nokia, Cláudia Paludo.

Para conquistar o mercado brasileiro, os japoneses se comprometeram a direcionar recursos mais vultosos que a oferta européia. Sem especificar o valor, ele seria suficiente para financiar toda a infra-estrutura para a implantação da TV digital no Brasil, inclusive para radiodifusores. Outra proposta foi a isenção total de royalties para facilitar a produção do conversor do sinal.









Informação: Abert/ Jornal do Brasil - Internet