Câmara terá comissão geral sobre TV digital

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, anunciou que será realizada no próximo dia 8 de fevereiro, pela manhã, uma comissão geral da Câmara para debater a implantação da TV digital no Brasil. Os debates terão a participação de deputados que estudam o assunto, de lideranças partidárias e de especialistas, cientistas, pesquisadores, empresas de telefonia e empresas ligadas à fabricação de equipamentos para as telecomunicações.

Segundo Aldo, o objetivo é permitir que a Câmara contribua para preservar o interesse público e nacional no que se refere à implantação da nova tecnologia, assim como fizeram Parlamentos de outros países. Ele informou que, além da comissão geral, a Câmara organizará uma exposição e um seminário para ampliar os debates sobre a TV digital. "A Casa quer debater o assunto porque essa tecnologia, além de definir pelas próximas décadas o padrão de televisão no Brasil, orientará a pesquisa, a comercialização e a fabricação de equipamentos", ressaltou. Para Aldo Rebelo, o debate deve levar em conta que apenas 7% dos que assistem televisão têm assinatura de TV a cabo.

Na avaliação da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o que está em jogo não é apenas a tecnologia da televisão, mas a definição de uma política industrial e a garantia de acesso de todos brasileiros aos meios de comunicação.

Contribuições acadêmicas
Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), a discussão precisa ser apartidária. Ele recomendou que sejam convidados estudiosos do Centro de Pesquisa e Qualificação Tecnológica de Campinas, além de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Campina Grande (PB), da Universidade Federal Fluminense e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A sugestão foi acatada por Aldo Rebelo.

Seminário
Aldo Rebelo reuniu-se durante duas horas, nesta terça-feira, com integrantes da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática. Uma das decisões é realizar um seminário sobre o assunto no mês que vem, afirma a deputada Jandira Feghali. "Vamos fazer um seminário de formulação de posição da Câmara. Existem alguns projetos na Casa, mas é esse seminário que vai mostrar os projetos que a Câmara quer aprovar."
Segundo Feghali, o seminário vai contar com a participação de especialistas das universidades e da indústria.

O padrão de TV digital a ser adotado no Brasil deve ser definido em fevereiro pelo governo e a primeira transmissão experimental está prevista para junho, durante a Copa do Mundo. Pelo cronograma anunciado, a transmissão em definitivo está prevista para setembro e os telespectadores terão aproximadamente dez anos para trocar os aparelhos de TV. Nesse período, as emissoras serão obrigadas a transmitir tanto o sinal digital quanto o analógico.





Informação: Agência Câmara

Seminário na Câmara estudará TV digital

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Câmara dos Deputados ouvirá especialistas para obter mais informações para a discussão da escolha do sistema de TV digital a ser implantado no país. Uma Comissão Geral tratará do tema no próximo dia 8 e um seminário de três dias de duração deve acontecer no final de fevereiro. Ontem, o presidente da casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), disse que a intenção não é atrapalhar o cronograma do governo, que prevê a escolha até meados de fevereiro.
"A Câmara deseja apenas que as decisões do governo e do setor privado sejam as melhores para o Brasil e para a população", disse. Com a participação da Câmara e os debates a realizar, os deputados crêem que a decisão do governo não sairá antes de 15 de fevereiro. "O dia 10 era o prazo para conclusão das pesquisas, e não para a definição do modelo", disse Jandira Feghali (PC do B-RJ).





Informação: Abert/ Folha de São Paulo - Dinheiro

Governador Rigotto participará de Encontro Regional de Rádio e Televisão

O primeiro Encontro Regional de Rádio e Televisão de 2006, promovido pela AGERT, terá a presença do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto e do vice Antônio Hohlfeldt. O evento será realizado nesta sexta-feira (27/01), na cidade de Osório, litoral norte do Estado, no auditório do Fórum, Av. Jorge Dariva, 1211, a partir das 15h.

O encontro contará com a palestra do secretário estadual da Justiça e Segurança, José Otávio Germano, que falará sobre a “A Proliferação das Rádios Piratas”. A coordenação será do vice-presidente Jurídico da AGERT, Cláudio Brito. Após a palestra, ocorrerá o primeiro painel da tarde, que debaterá “Projetos que Interferem na Radiodifusão”, apresentados pelos deputados federais, Eliseu Padilha, Pompeo de Mattos, Nelson Proença e do secretário estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Alceu Moreira. A coordenação será do vice-presidente de Finanças da AGERT, Wanderley Ruivo.

O último painel “O Governo Federal e a Regionalização da Mídia”, terá como painelista o subsecretário de Publicidade da Subsecretaria de Comunicação Institucional (Secom), Expedito Carlos Barsotti. A coordenação ficará a cargo do presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão”.

Os radiodifusores que participarem do evento estarão concorrendo ao sorteio de uma televisão de 29 polegadas. No término do encontro, os participantes poderão conhecer as obras do maior Parque Eólico da América Latina, situado em Osório.






Informação: AGERT

EUA prometem vantagens na TV digital

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Na disputa com japoneses e europeus, os americanos começaram ontem uma série de demonstrações do seu padrão de TV digital (ATSC) para jornalistas, membros do governo federal, políticos e representantes da indústria.

Para conquistar a preferência do governo, das emissoras e fabricantes brasileiros, os americanos acenam com empréstimos para compra de equipamentos e financiamento para pesquisa e dizem que o Brasil terá ganhos exportando TVs se o seu modelo for escolhido. O governo promete uma decisão até meados de fevereiro.

"É importante para os EUA [que o Brasil adote o modelo ATSC], mas é mais importante para o Brasil, que poderá aumentar suas exportações de aparelhos de TV para a América do Norte. Os EUA não produzem TV", afirmou Robert Graves, presidente do Fórum ATSC - entidade criada para defender o padrão ATSC, da qual fazem parte empresas como Microsoft, LG Eletronics, emissoras como a Televisa (México) e CBS (EUA) e entidades de pesquisa como o MIT (Massachusets Institute of Technology).

A ATSC (Advanced Television Systems Comittee) é uma entidade internacional sem fins lucrativos que desenvolve padrões para TV digital, com cerca de 130 membros, a maior parte emissoras, fabricantes de equipamentos e de material eletrônico.
O principal argumento apresentado pelos americanos foi a economia de escala que o país teria ao adotar o padrão ATSC.

Segundo eles, a indústria brasileira poderia fabricar os aparelhos de TV, os conversores (que seriam acoplados às TVs analógicas para que possam converter o sinal digital) e os demais equipamentos da TV digital a um custo mais baixo porque poderia produzir em grandes quantidades, uma vez que o mercado para o modelo ATSC seria maior.
"Se o Brasil adotar esse padrão, asseguraria que ele fosse o escolhido em toda a América, e o país seria o principal exportador", disse Graves. Ele informou ainda que a agência de fomento americana Opic (Overseas Private Investment Corporation) teria disponível cerca de US$ 150 milhões para ser investido no Brasil -por empresas americanas que poderiam estar associadas a brasileiras- em pesquisa. Graves disse também que o Eximbank americano poderia financiar emissoras brasileiras na compra de equipamentos produzidos nos EUA.
Na demonstração de ontem, os americanos mostraram como seria possível, durante uma transmissão de um jogo de futebol, ter mais detalhes sobre a partida (informações sobre os jogadores), responder a enquetes, acessar serviços como a consulta a base de dados da Receita Federal ou fazer compras usando os botões disponíveis no controle remoto. A interatividade da TV digital está presente também em outros padrões.
Na semana passada, representantes das emissoras de TV estiveram reunidos com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB-MG), as empresas apresentaram um documento no qual listavam as características que consideravam importantes na TV digital.

Segundo o ministro, por essas características, o padrão japonês seria o escolhido das emissoras. O ministério chegou a dizer que os americanos estariam praticamente descartados. Graves, no entanto, avalia que a oposição mais forte ao padrão americano venha da Globo. "A Globo parece querer desconsiderar as outras vantagens [do padrão americano], mas nós continuamos a tentar convencer a Globo. Achamos as outras emissoras mais receptivas."

Parlamentares analisam hoje proposta da Casa
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), deverá se reunir hoje com parlamentares envolvidos com a implantação da TV digital para tentar fechar uma proposta consensual do Congresso para o assunto. Na última quinta-feira o deputado Walter Pinheiro (PT-BA) apresentou projeto sobre o tema.

No texto do projeto do deputado petista não há definição sobre qual modelo de TV digital deverá ser adotado pelo Brasil. Pelo projeto, no entanto, a tecnologia digital seguirá o preceito de dar prioridade a padrões abertos, livres de restrições proprietárias quanto a sua cessão, alteração ou distribuição. Ou seja, teria vantagem na negociação com o Brasil quem oferecesse sua tecnologia sem cobrar royalties.
O projeto do parlamentar tem apenas seis artigos e trata do assunto de forma mais genérica, estabelecendo princípios para a "introdução da tecnologia digital nos serviços de radiodifusão". De acordo com os princípios expostos no projeto de lei, "as tecnologias deverão ser selecionadas de modo a aumentar o número de prestadoras por localidade, maximizar a criação de novos postos de trabalho e contribuir para o desenvolvimento da indústria cultural e de produção de equipamentos no Brasil".
O projeto estabelece ainda que "nenhuma tecnologia digital poderá provocar aumento no espaço ocupado no espectro [faixas de freqüência por onde as emissoras transmitem] por uma outorgada [emissora]". Ou seja, as emissoras não ganharam mais freqüência. Pelo projeto do deputado, as emissoras ganhariam um canal adicional temporário para introduzir a TV digital. Depois de um período de transição, a emissora devolveria o antigo canal analógico à Anatel





Informação: Abert/ Folha de São Paulo - Dinheiro


EUA ainda tentam vender sua TV digital

Gerusa Marques

BRASÍLIA - Os Estados Unidos vão oferecer ao Brasil contrapartidas comerciais e financeiras para convencer o governo a adotar o padrão norte-americano de TV digital. “As principais vantagens são maior possibilidade de exportação e custo mais baixo”, afirmou Robert Graves, presidente do Fórum ATSC, representante do padrão americano de TV digital. Ele assegura que o padrão americano poderá, a partir de junho, oferecer mobilidade – possibilidade de a TV digital funcionar em aparelhos em movimento –, um dos requisitos exigidos pelo Brasil para a escolha da tecnologia.

A falta de mobilidade levou técnicos brasileiros a recomendar a eliminação do padrão americano. Outros critérios exigidos são a interatividade, que permitirá, por exemplo, comprar produtos pela TV, e a possibilidade de transmitir imagens em definição padrão ou alta.

“Estamos tentando explicar que a impressão de que a mobilidade está funcionando em outros sistemas não é verdade. O pacote completo do ATSC é melhor”, afirmou Graves, em sua apresentação à imprensa.

Além da americana, estão no páreo as tecnologias européia e japonesa – esta com a simpatia do ministro das Comunicações, Hélio Costa.

O ATSC acena com a possibilidade de o Brasil ter ganhos de escala, pois a parceria com os EUA permitiria que empresas nacionais desenvolvessem aplicativos de mobilidade e interatividade. O Brasil poderia produzir também televisores tanto para o mercado interno quanto para países que já utilizam a tecnologia, como EUA, Canadá e México.

Graves crê que a decisão do Brasil seria seguida pelos países vizinhos, criando um mercado maior para o sistema, o que resultaria em produtos mais baratos. A previsão é que só nos EUA sejam vendidos 34 milhões de televisores digitais em 2007 e 152 milhões em 2009.

Ele chama a atenção para o fato de os EUA não produzirem esses aparelhos. “Se o Brasil adotar o padrão japonês, é difícil ver a possibilidade de exportação”, observou. Ele destaca ainda vantagens técnicas do ATSC, como a robustez do sinal e a capacidade de cobertura, o que dificulta a perda do sinal.
Entre as contrapartidas oferecidas estariam também investimentos de US$ 150 milhões em projetos de inclusão digital no Brasil, com recursos da Overseas Private Investment Corporation (Opic ), agência de fomento do governo.

Além disso, o Eximbank americano disponibilizará uma linha de crédito, com juros de 3% a 4% ao ano, para a compra de equipamentos pelas emissoras brasileiras. Segundo ele, a preferência das emissoras pelo sistema japonês vem principalmente da Globo.






Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Economia



ATSC não tem propostas novas para oferecer

Robert Graves, presidente do Fórum ATSC, admitiu não ter nenhuma novidade a apresentar ao governo brasileiro como proposta para que o País escolha o seu sistema como base para a implantação do SBTVD. A afirmação foi feita em Brasília nesta segunda, 23, primeiro dia de demonstrações dos sistemas de interatividade desenvolvidos pela Fitec, uma das entidades que participou de consórcios para desenvolvimento do SBTVD, utilizando um set-top box do ATSC desenvolvido na Coréia. Para Graves, a adesão do Brasil ao ATSC é importante por representar certamente um ganho de escala para os produtores de equipamentos do sistema, mesmo diante do tamanho do mercado interno norte-americano para consumo dos televisores. Mas, segundo ele, é mais importante ainda para o Brasil, pelos ganhos que isso pode representar para o País em termos econômicos.

Argumentos mantidos

Apesar disso, Graves repetiu os argumentos já conhecidos relativos à escala de produção, com a conseqüente diminuição de preço, que a escolha do ATSC poderia proporcionar ao Brasil, exemplificando com a velocidade de redução dos preços dos equipamentos de televisão digital nos Estados Unidos. Segundo Graves, atualmente já se compra nos Estados Unidos um televisor HTDV por US$ 455, um receptor digital apenas Standard por US$ 299 e um set-top box por US$ 89. A previsão é vender set-top por apenas US$ 50 em 2008.

Outro argumento repetido por Graves refere-se à multiplicidade de fornecedores de equipamentos (ao menos duas dúzias) e à diversidade de modelos (800) disponíveis no mercado norte-americano. Um segundo aspecto deste mesmo argumento é o poder de compra do mercado dos EUA. Graves lembra que a partir de março do próximo ano, nos Estados Unidos, não se venderão mais televisores que não sejam digitais. Além disso, o mercado de televisores daquele país é totalmente dominado pelos produtos importados do México, Coréia, Japão, Taiwan, China e Brasil. Por esta razão, o Fórum ATSC acredita que a adoção de seu sistema no Brasil será um "formidável impulso" para aumentar suas exportações.

Sem comentar

Questionado sobre a diferença de custo de um televisor de um ou de outro padrão, uma vez que a maior parte do equipamento é "comum" em qualquer sistema, Graves não quis estabelecer um percentual. Limitou-se a afirmar que por menor que seja a diferença entre dois sistemas, produzir dois tipos diferentes é mais caro que produzir um único tipo. Ele lembrou também que, no caso brasileiro, para continuar a receber sinais analógicos das emissoras brasileiras, os televisores digitais produzidos no País continuarão a ser PAL-M: "Hoje, esta aparente pequena diferença faz com que um televisor analógico produzido no Brasil seja 30% mais caro que um televisor produzido no Chile, que usa o NTSC", afirmou.

Custos de equipamentos

Uma segunda linha de argumentos repetidos por Graves refere-se ao menor custo dos transmissores ATSC, agora não apenas pela escala, mas também porque eles são, segundo o executivo, mais baratos que os dos demais sistemas, por trabalharem com potência menor. Além disto, como os transmissores do DVB exigem maior potência, gastam quatro vezes mais energia, são maiores e muito mais pesados. Esta diferença pode significar a possibilidade de reutilizar a atual torre de transmissão ou a necessidade de construir uma nova.





Informação: TELA VIVA News

Abert denuncia rádio comunitária em Buritama por irregularidades

Brasília, 20.01.2006 – A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) encaminhou ao Ministério das Comunicações denúncia demonstrando que a Rádio Metrópolis FM, mantida pela Associação Comunitária São Domingos para o Desenvolvimento Social, Cultural e Artístico, autorizada a executar o Serviço de Radiodifusão Comunitária na localidade de Buritama (SP) desde junho de 2002, está violando diversos dispositivos da legislação de regência, vez que opera como se fosse uma emissora comercial, em total desrespeito ao escopo do Serviço.

A denúncia foi registrada sob o nº 53000.002479/2006-89 perante o Ministério das Comunicações, tendo ainda a ABERT ressaltado que não pactua com o desrespeito à lei, além de destacar que atitudes como a dessa emissora comunitária estão a deturpar a finalidade do serviço de radiodifusão comunitária e a inviabilizar as emissoras comerciais que operam na legalidade.

Outrossim, como o ato que autoriza a referida emissora comunitária a funcionar ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional (a emissora está operando com licença provisória), estando, atualmente, aguardando inclusão em Ordem do Dia no Senado Federal, a ABERT irá encaminhar, na próxima semana, ofício à Presidência do Senado Federal destacando as ilegalidades cometidas pela emissora comunitária em questão.


Rodolfo Machado Moura






Informação: Abert


Pinheiro apresenta projeto com regras para a digitalização

Começou para valer, no Congresso Nacional, o movimento de discussão sobre o Sistema Brasileiro de TV Digital. O deputado Walter Pinheiro (PT/BA) apresentou nesta sexta, 20, o Projeto de Lei 6.525/2006, que estabelece algumas diretrizes para a digitalização e promove alterações no Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62).

Os pontos mais importantes do projeto colocado pelo deputado petista são as premissas. Segundo o texto proposto, “na introdução da tecnologia digital nos serviços de radiodifusão, deverão ser observados os seguintes preceitos: I) - As tecnologias deverão ser selecionadas de modo a aumentar o número de prestadoras por localidade, maximizar a criação de novos postos de trabalho e contribuir para o desenvolvimento da indústria cultural e de produção de equipamentos no Brasil; II) -

Nenhuma tecnologia digital poderá provocar aumento no espaço ocupado no espectro por uma outorgada, ressalvado o espaço adicional temporário tratado no artigo 5°; III) Prioridade ao uso de padrões abertos, livres de restrições proprietárias quanto à sua cessão, alteração ou distribuição”.

Além disso, o projeto de Walter Pinheiro altera o Código Brasileiro de Telecomunicações de forma a que o serviço de radiodifusão também contemple transmissão de dados, ponto apontado pelo CDqD para que a radiodifusão pudesse, por exemplo, oferecer interatividade. O projeto do deputado Walter Pinheiro é simples e, ao que tudo indica, é apenas um primeiro passo para o debate, já que ele não se alonga sobre uma série de questões que, em sua própria justificativa, pretende defender, como a questão da política industrial. O projeto, de apenas seis artigos, trata apenas da questão da transição, colocando que o canal adicional a ser concedido para as empresas de radiodifusão para a transição será a título precário, e apenas na medida da necessidade da transmissão em alta definição ou definição padrão. A este respeito, o projeto também define o que é alta definição ou definição padrão.

A íntegra do projeto 6.525/06 está disponível para download no site www.paytv.com.br/arquivos/projeto_65252006.doc

Câmara
Estão previstas para a próxima semana reuniões de diversos parlamentares de vários partidos (PT, PC do B, PSDB e PSB entre eles) para a discussão da questão da TV digital.

O presidente da Câmara e aliado do Planalto, deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP), deu declarações esta semana no sentido de que pretende que a casa trabalhe em um projeto para a TV digital, o que poderia ser feito juntamente com o governo.

Este noticiário apurou que o deputado Walter Pinheiro, por enquanto, não se movimenta coordenado com a Casa Civil. Pelo contrário, a Casa Civil deve dar encaminhamento ao que o Ministério das Comunicações propuser em termos regulatórios para implantar a TV digital. Deve ser um simples decreto ou, na pior das hipóteses, uma MP com um pequeno conjunto de regras, que se tornaria uma pequena lei de comunicação quando convertida pelo Congresso. A discussão sobre a melhor forma de fazê-lo cabe ao Minicom, e a Casa Civil só entra na parte final. Ou seja, como queria Hélio Costa, uma grande e ampla Lei de Comunicação Social, com regras mais gerais, é algo que ficará para depois de definido o SBTVD. Uma coisa não está vinculada à outra. Samuel Possebon







Informação: TELA VIVA News

Celulares estréiam transmissão de TV digital nesta Copa

Carlos Franco

A Copa 2006 entra em contagem regressiva e, com ela, vários atrativos online para ver, ouvir e ler sobre os jogos, especialmente sobre as chances de o Brasil conquistar mais uma estrela no torneio mundial de futebol, tornando-se hexacampeão. Na mídia, a grande novidade desta Copa são os aparelhos celulares, que permitem tirar e enviar imagens ao vivo dos jogos e, em alguns países, se transformarem em aparelhos de televisão, permitindo ao público acompanhar individualmente a transmissão integral das partidas, reter imagens de gols e acoplar este serviço ao já tradicional envio de e-mails, com imagem e textos, e mesmo pequenos filmes, espécie de curtas-metragens não editados.

É essa mudança que está transformando a finlandesa Nokia no maior produtor mundial de câmeras digitais. Foram 100 milhões de celulares com câmera produzidos no ano passado, mais 40 milhões de celulares com Music Player e 25 milhões de celulares tipo SmartPhone, o modelo tradicional que vai perdendo mercado para os mais sofisticados.

No mundo, a estimativa é de que, no ano passado, 740 milhões de celulares foram vendidos globalmente. Não há dúvidas, porém, que são os que possuem câmeras e agora telas mais potentes os preferidos do consumidor, diz Fiori Mangoni, gerente de produtos da Nokia Brasil. A empresa já está produzindo em escala industrial na Europa aparelhos com o sistema de TV digital europeu, de olho na transmissão de jogos. “Isso será possível por meio de acordos com as concessionárias das imagens”, diz Mangoni.

Ele põe o dedo numa ferida que hoje faz movimentar poderosos grupos de pressão sobre o padrão de TV digital a ser adotado pelo País. Essa convergência de mídias que permite o padrão europeu assusta emissoras, que preferem o modelo japonês, que obriga as operadoras de celulares a terem que realizar processo de convergência apenas com autorização. Já o padrão americano, menos disseminado que o europeu, também está na mesa de discussão do governo e do Congresso.

De qualquer forma, fabricantes e operadoras têm pressa nessa corrida, e o celular que hoje ganhou múltiplas funções também está prestes a se transformar em veículo de mídia, para a difusão de publicidade. Neste caso, o assunto também é polêmico, porque as operadoras teriam de abrir a anunciantes dados do perfil de seus clientes e estes podem reclamar da invasão de privacidade.

Há quem defenda que aqueles que permitirem o envio de publicidade sejam beneficiados de alguma forma por tarifas, que seriam pagas pelos anunciantes.
A operadora italiana de telefonia celular TIM, por exemplo, já se prepara até para oferecer filmes para celulares. “Na Europa, já começam a surgir locadoras de filmes por sistema de cartão para serem veiculados no celular”, diz Stefano Melucci, gerente de Desenvolvimento de Produtos e Serviços de Valor Agregado da TIM. A aposta mais firme da operadora, porém, é exatamente a transmissão de programas de televisão pelo celular. No Brasil, três modelos da Nokia (6681, 6600 e 3650) já permitem esse uso. É o serviço TIM TV Access, que permite que esses aparelhos sejam ativados para a captação da programação da Band e, via TVA, de BandSports, BandNews, Bloomberg e TVA no Ar, além de Climatempo, TV Câmara, TV Senado e SAT 2000 (canal do Vaticano).

“Essa é uma realidade e deve provocar o surgimento de empresas como aconteceu com o ring tones (os sons musicais dos aparelhos), os games e, agora, videoclips e filmes. A Copa da Alemanha promete ser o campo de teste da transmissão em tempo real (broadcasting).






Informação: Aesp/ O Estado de S.Paulo - Economia

Encontro em Santo Augusto teve a presença maciça dos radiodifusores

O “Segundo Encontro com o Presidente”, promovido pela AGERT, na última sexta-feira, (20/01), em Santo Augusto, região do Alto Uruguai, teve a presença maciça dos radiodifusores do interior do Estado.

O presidente da instituição, Roberto Cervo “Melão”, debateu com os empresários da radiodifusão, a ilegalidade no país, a comercialização no meio rádio com o governo do Estado, Assembléia Legislativa, além de parceria com o Serviço Brasileiro de Apóio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) para cursos de capacitação aos radiodifusores, permuta de energia elétrica junto a CEEE, AES Sul e RGE para as associadas, comercialização com a Secretaria de Comunicação do Governo Federal, e processos encaminhados ao Ministério das Comunicações e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O evento ocorreu no Sindicato Rural, localizado na Estância de Rodeios Nerci Liberato, e teve a presença dos radiodifusores das localidades de Santo Augusto, Miraguari, Seberi, Panambi, Sarandi, Chiapeta, Três Passos, Palmeira das Missões, Coronel Bicaco, Humaitá e Três de Maio.

A primeira reunião com o presidente aconteceu em novembro na cidade de Seberi. Para Melão, este encontro oportuniza aos radiodifusores gaúchos um momento de confraternização e de discussão de idéias. O evento fez parte da programação do XXIV Rodeio Crioulo do CTG Pompílio Silva, da cidade de Santo Augusto.

Presidente apresenta palestra “A Nova Era do Rádio” aos empresários

A programação em Santo Augusto reuniu os empresários da região na palestra “A Nova Era do Rádio”, para debater as potencialidades do mais dinâmico veículo de comunicação, principalmente, neste período de digitalização do rádio. A palestra proferida pelo presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão”, falou sobre a história do rádio, avanços tecnológicos, convergência digital, o poder do rádio, como potencializar vendas usando o veículo rádio, o que pode e o que não pode ser programado em rádio e rádios comunitárias.

Segundo Melão existe uma falta de conhecimento da legislação das rádios comunitárias, que quando esclarecida aos empresários, “a reação foi positiva merecendo muitas considerações e nova postura quanto à comercialização nestas emissoras”, destacou.

A palestra teve a presença de lideranças locais, entre vereadores da região, a presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) da cidade, Maria Elvênia Feltens e o deputado estadual (PP), Jerônimo Goergen.





Informação: AGERT