São Paulo, 30 de Janeiro de 2006 - O executivo Roberto Graves, presidente do ATSC Forum, instituição americana que traz o nome do padrão de TV digital dos Estados Unidos, está passando uma semana no Brasil com o propósito de convencer o governo federal de que o sistema de seu país é o melhor caminho para o Brasil, tecnológica, social e economicamente.
Até o dia 10 de fevereiro, conforme previu o ministro das Comunicações, Hélio Costa, o governo deve definir detalhes dos sistemas que suportarão a TV digital no País.
"A escolha do padrão americano é mais importante para o Brasil do que para os EUA", disse Graves. "Em termos de economia de escala, inclusão social e exportação, o padrão ATSC é de longe a melhor opção", afirmou.
Os defensores do padrão europeu têm, naturalmente, visão diametralmente oposta. Defendem que o DVB, padrão europeu e global, é o mais adequado ao mercado brasileiro por contemplar o conceito da convergência, permitindo a recepção de sinais por meio do par de cobre, da antena de satélite e da antena terrestre. "Além disso, o padrão americano não tem ainda casos para mostrar, enquanto o DVB teve a adesão de mais de 50 países", afirma o chefe de tecnologia da Siemens, Mário Baumgarten, em nome da Coalizão DVB Brasil, recém-constituída por Nokia, Philips, Rohde&Schwartz, STMicroeletronics e Thales e Siemens.
A recém-constituída coalizão tem por meta auxiliar o governo brasileiro nessa discussão, mas Baungarten ressalta que o âmbito não pode ficar restrito ao fator técnico. "Diante da importância do tema, as discussões têm de ser ampliadas para a Casa Civil e o Congresso", afirmou.
Segundo ele, as questões devem começar pelo que há de mais básico: por que a TV digital é adequada para nós e de que forma fortalecer o papel da mídia no mundo cada vez mais convergente. Somente com essas respostas será possível definir qual é o padrão adequado.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(André Borges e Thaís Costa)
Informação: Aesp/ Gazeta Mercantil - TI & Telecom
Rigotto destaca em Encontro da AGERT papel das emissoras para o desenvolvimento do país
O primeiro Encontro Regional de Rádio e Televisão, promovido pela AGERT, na última sexta-feira (27/01), em Osório, contou com mais de cem participantes, entre radiodifusores, profissionais da área da comunicação e parlamentares para debater “Os Políticos e a Radiodifusão”.
A abertura do evento teve a presença do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, que destacou o papel das emissoras de rádio e televisão para o desenvolvimento do Estado e do país. “Devemos democratizar a informação, priorizando e valorizando as nossas rádios do interior, distribuindo bem as publicidades”, destacou.
O presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão”, ressaltou a importância de uma melhor distribuição da mídia governamental. “As nossas emissoras do interior nunca passaram por momentos tão difíceis causados pela estiagem prolongada, ou pelas comunitárias que comercializam de forma desleal, sem falar da pirataria tão prejudicial ao nosso setor”, frisou Melão. “O número de emissoras ilegais é cinco vezes maior do que as legais. Isso reflete em uma competição desleal com as rádios comerciais e legalizadas”, informou o secretário estadual da Justiça e Segurança, José Otávio Germano.
Para o coordenador do evento e vice-presidente Regional Litoral Norte da AGERT, Pedro Edir Farias, as emissoras comerciais prestam um grande serviço para a sociedade brasileira. “Através do Balanço Social da Radiodifusão implantado em 2004, pelo ex-presidente da instituição, Afonso Antunes da Motta, divulgamos o trabalho social e comunitário realizado pelas nossas emissoras”, destacou.
O encontro contou com as palestras dos deputados federais Eliseu Padilha, Pompeo de Mattos, Nelson Proença, secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Alceu Moreira e do subsecretário de Publicidade da Subsecretaria da Comunicação Institucional (Secom), Expedito Carlos Barsotti.
Estiveram presentes ao encontro o vice-governador Antônio Hohlfeldt, o deputado federal Alceu Collares, o chefe da Casa Civil, Alberto Oliveira, o secretário estadual de Educação, José Fortunati, o diretor-presidente da CEEE, Antônio Carlos Brites Jaques, o coordenador de Comunicação Social do Palácio Piratini, Celito De Grandi e demais autoridades políticas.
Informação: AGERT
Encontro Regional de Rádio e Televisão em Osório será amanhã
O primeiro Encontro Regional de Rádio e Televisão de 2006, promovido pela AGERT, terá a presença do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto e do vice Antonio Hohlfeldt. O evento será realizado nesta sexta-feira (27/01), na cidade de Osório, litoral norte do Estado, no auditório do Fórum, Av. Jorge Dariva, 1211, a partir das 15h.
O encontro contará com a palestra do secretário estadual da Justiça e Segurança, José Otávio Germano, que falará sobre a “A Proliferação das Rádios Piratas”. A coordenação será do vice-presidente Jurídico da AGERT, Cláudio Brito. Após a palestra, ocorrerá o primeiro painel da tarde, que debaterá “Projetos que Interferem na Radiodifusão”, apresentados pelos deputados federais, Eliseu Padilha, Pompeo de Mattos, Nelson Proença e do secretário estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Alceu Moreira. A coordenação será do vice-presidente de Finanças da AGERT, Wanderley Ruivo.
O último painel “O Governo Federal e a Regionalização da Mídia”, terá como painelista o subsecretário de Publicidade da Subsecretaria de Comunicação Institucional (Secom), Expedito Carlos Barsotti. A coordenação ficará a cargo do presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão”.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ou pelo telefone 3212-2200.
Os radiodifusores que participarem do evento estarão concorrendo ao sorteio de uma televisão de 29 polegadas. No término do encontro, os participantes poderão conhecer as obras do maior Parque Eólico da América Latina, situado em Osório.
Informação: AGERT
Parlamentares querem debate imediato, mas cuidadoso
A reunião desta quarta, 25, em que os deputados pretendiam precisar melhor as iniciativas já acertadas com a presidência da casa para subsidiar a discussão do modelo de televisão digital no país, serviu, basicamente, para aumentar a mobilização e o consenso em relação à impossibilidade política do Executivo tomar uma decisão apenas tecnológica no começo de fevereiro próximo. A reunião, contudo, não se caracterizou pelo detalhamento das iniciativas nem sobre o calendário, como pretendido.
Qualidade da mobilização
Foram convidados e efetivamente compareceram à reunião senadores, deputados de diversos partidos e representantes de algumas entidades que discutem a questão da televisão digital. Estiveram presentes os deputados Jandira Feghalli (PCdoB/RJ), Nárcio Rodrigues (PSDB/MG), Luiza Erundina (PSB/SP), Walter Pinheiro (PT/BA), Orlando Fantazini (Psol/SP), Júlio Semeghini (PSDB/SP), Renato Casagrande (PSB/ES), Jorge Bittar (PT/RJ); o senador Roberto Saturnino (PT/RJ) e a senadora Ideli Salvatti (PT/SC); e ainda representantes do Coletivo Intervozes, Gustavo Gindre; Federação Nacional de Empresas de Informática - Fenainfo, Maurício Laval Mugnaine; e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - FNDC, José Guilherme Castro. Todos elogiam a iniciativa do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB/SP) no sentido de ter provocado a discussão.
Debate
Durante as discussões, os presentes voltaram a dizer que a iniciativa não tinha o objetivo de frear a discussão e o processo de tomada de decisão do governo: "Ao contrário, queremos que as discussões continuem. Mas queremos também evitar que o governo tome uma decisão açodada", lembrou Jandira Feghalli. O deputado Jorge Bittar lembrou que o ministro Hélio Costa teve o grande mérito de tirar a discussão do marasmo em que ela tinha sido colocada nos últimos tempos, e que a atitude da Câmara ia no mesmo sentido. Bittar disse ainda que as discussões e as negociações devem encontrar um novo patamar porque de 1998 para cá, quando esta discussão começou ainda na Anatel, muito coisa mudou, inclusive em termos tecnológicos: "a tendência dos padrões internacionais, inclusive, é de aproximação", lembrou. Já o deputado Walter Pinheiro tomou o cuidado de dizer que "não estamos puxando o freio de mão, como até pode parecer, mas apenas pedindo mais cautela na decisão", disse.
Os representantes da sociedade civil foram na mesma linha, levantando, inclusive, a hipótese de adiar a decisão sobre tecnologia por mais um ano, "o que não seria nenhuma tragédia para o país, ao contrário do que querem fazer crer alguns", de acordo com o professor da Universidade de Brasília, Murilo César Ramos. Reforçando o posicionamento do professor da UnB, o deputado Jorge Bittar disse que a meta de assistir TV digital na Copa do Mundo de Futebol é mais uma colocação retórica, sem significado prático algum: "reconheço que isso tem um apelo eleitoral forte, e que o governo gostaria de poder dizer que resolveu a questão da TV digital, mas isso é o mais importante?", questionou.
A entrada do argumento político-eleitoral na discussão foi considerada inadequada pelo deputado Walter Pinheiro: "não podemos justificar o adiamento da decisão com o fato de ser um ano eleitoral. Porque é ano eleitoral, o país para de discutir? Além disso, se pararmos a discussão agora, no próximo ano começa tudo do zero, e não podemos nos dar o luxo de perder este tempo", lembrou Pinheiro. A deputada Luiza Erundina fechou este ponto do debate considerando que se deve "estabelecer um calendário de decisões de forma a manter a possibilidade da Câmara dos Deputados continuar a influir nas decisões".
Cobrança
O deputado Julio Semeghini considera que o Ministério das Comunicações cometeu uma falha grave ao não divulgar para o conhecimento da sociedade o resultado dos testes e experimentos realizados pela comunidade científica brasileira sobre a televisão digital: "nós temos o direito de conhecer o resultado destes testes, que foram pagos com o nosso dinheiro, antes que o governo tome qualquer decisão de caráter tecnológico". O deputado paulista lembrou que o ministro Hélio Costa havia se comprometido com ele e com outros deputados e representantes da sociedade civil em uma reunião realizada no próprio Minicom a discutir os resultados destes testes em duas reuniões no mês de dezembro. "As reuniões foram canceladas pelo ministro e agora ele anuncia a decisão final para o dia 10 de fevereiro sem que a sociedade tomasse conhecimento do resultado dos experimentos. Queremos conhecer estes documentos, e vamos pedir isso ao ministro na reunião que ele terá conosco na Comissão de Ciência e Tecnologia na próxima terça, dia 7", afirmou.
Bancadas diferentes
Ainda que grande parte dos participantes da reunião de parlamentares tradicionalmente acompanhe a questão das comunicações no Congresso, nenhum deles pode ser, tipicamente, identificado como a bancada da radiodifusão (exceção ao deputado Nárcio Rodrigues). Não estiveram presentes, por exemplo, deputados e senadores proprietários de emissoras e, portanto, vinculados aos radiodifusores, nem os deputados e senadores ligados às bancadas religiosas, setor que hoje tem forte presença no mercado de radiodifusão. Um observador que não pode ser identificado lembra que esses parlamentares certamente terão uma visão mais alinhada com as emissoras e com o ministro Hélio Costa.
Compromissos
Em relação às tarefas específicas que os deputados deveriam encaminhar na reunião desta quarta, as decisões foram as seguintes:
* A Comissão Geral foi confirmada para 8 de fevereiro pela manhã. A deputada Jandira Feghalli lembrou que o objetivo da atividade não é aprofundar temas, mas provocar sua discussão de forma mais ampla possível. O deputado Walter Pinheiro lembrou que formalmente os partidos é que indicam os nomes dos não-deputados que falarão na sessão da Comissão Geral. Pinheiro lembrou ainda às entidades sobre a necessidade de ser feita a articulação com a presidência da casa sobre os nomes a serem chamados.
* Sobre os seminários temáticos, existe uma dúvida em relação à data de sua realização. Fazê-lo entre o final da convocação extraordinária e o início da sessão legislativa normal e antes do Carnaval é considerado um risco pelo pouco tempo que resta para prepará-lo. Esta preparação cuidadosa é importante, de acordo com Jandira Feghalli, porque é no seminário que os temas serão aprofundados. Por outro lado, também considera-se importante manter acesa a discussão para evitar que o tema possa cair no esquecimento ou voltar ao marasmo anterior. De qualquer forma, começa a se firmar a idéia de realizar o seminário na primeira semana de março, já com a Câmara em pleno funcionamento.
* Sobre a exposição técnica, também é necessário que haja um tempo suficiente para a preparação dos pesquisadores interessados em expor seus trabalhos na Câmara dos Deputados. O ideal para alguns é que esta exposição pudesse ser realizada entre a Comissão Geral e o seminário, mas há dúvidas sobre a possibilidade concreta de ser feito nesta data. Carlos Eduardo Zanatta e Samuel Possebon
Informação: TELA VIVA News
Jandira quer que regionalização pegue carona na TV digital
Um dos temas tratados por parlamentares e entidades civis reunidas na Câmara dos Deputados para discutir TV digital é o projeto sobre regionalização da produção de rádio e televisão de autoria da deputado Jandira Feghalli (PCdoB/RJ), aprovado na Câmara e atualmente "estacionado" na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. A deputada considera que a discussão sobre TV digital é uma excelente oportunidade para descongelar a discussão sobre o projeto: "tem tudo a ver uma coisa com outra. Nós queremos que a TV digital seja formatada de tal maneira que viabilize o aumento da produção regional. Neste sentido, recuperar a discussão é também uma tarefa deste momento". Por esta razão, começou-se uma articulação para re-introduzir o debate no Senado realizando algumas atividades sobre a regionalização, como exibição de programação produzida regionalmente e debates. Os senadores Saturnino Braga (PT/RJ) e Ideli Salvatti (PT/SC) se comprometeram em encontrar a melhor forma de recuperar esta discussão.
Informação: TELA VIVA News
Caos urbano favorece o rádio
Inacreditável o que está acontecendo com consumo de mídia, causado pelo novo comportamento social, que está levando o tradicional meio de comunicação rádio novamente à liderança.
Nas chamadas décadas perdidas, 80 e 90, por exemplo, as mulheres tinham difícil acesso ao mercado de trabalho. Também os jovens, tinham enormes dificuldades em freqüentar escolas. Hoje o que percebemos é um cenário completamente diferente. As mulheres batem o recorde nas carteiras de trabalho assinadas, chegando a 50%, como também o Brasil bate recorde de jovens freqüentando as salas de aula.
Evidentemente o que percebemos é um inexorável crescimento de atividades nas diversas culturas do mundo. Hoje acordamos mais cedo e dormimos mais tarde. Ocupamos nosso tempo, com uma infinidade de tarefas, que seriam absurdas comparadas há 20 anos.
Desde os princípios das análises de hábitos de mídia, jamais nos deparamos com tamanha revolução. Nossas rotinas diárias permitiam identificar as probabilidades no comportamento de consumo de mídia. A Televisão, por exemplo, que tinha uma performance impressionante, até porque havia pessoas sem atividade nas residências. O horário nobre da TV, naquela época, hoje parece ridículo; acontecia às 18h. Depois foi migrando para às 19h, às 20h e hoje se encontra na faixa horária das 21h às 22h. A propósito, horário da principal novela do país.
Evidente que com mais atividade, as pessoas passam muito mais tempo fora de casa. O interessante é notar, que os meios de comunicação, disputam nossa atenção e competem com nossas diversas atividades. Neste contexto, TV, Jornal, Revista e mesmo a Internet, exigem nossa atenção total, fato escasso hoje.
Portanto como temos um tempo previsto para consumo de mídia, a realidade é que ele está recuando. Por mais inacreditável que pareça, o único meio que leva enorme vantagem com este fator, é o meio Rádio. O Rádio é o único meio que pode ser consumido, viabilizando atividades paralelas e por isto mesmo, já é identificado no mundo todo, como o meio do futuro.
Quando analisamos os Estudos Ipsos/ Marplan, sobre hábitos de consumo de mídia, percebemos que o Rádio é líder absoluto entre os horários das 5h às 18h. Também pelo estudo do Ibope, constatamos esta liderança em termos de horas consumidas.
É interessante notar que hoje o Rádio é muito mais qualificado do que a TV. Sua penetração, de acordo com os estudos Ipsos/Marplan, ocorre com mais propriedade, nas classes A,B e C, perdendo desempenho nas classes D e E. O mesmo não ocorre com a TV, que mantém alta penetração também nas classes baixas.
A razão maior, é que o ouvinte hoje é uma pessoa ativa e com renda. Já quem fica em casa, principalmente no horário da tarde, provavelmente é inativo e conseqüentemente, tem menor renda.
Quando se trata de faixa etária, diferentemente do que muitos ainda imaginam, o meio Rádio detém sua maior penetração junto aos jovens, principalmente entre 15 a 29 anos. Nem precisamos explicar o porquê, pois sabemos que são os mais ativos entre todos.
Este movimento não é apenas nacional, é uma realidade muito mais destacada nos paises desenvolvidos. O Festival Mundial de Publicidade de Cannes deste ano referendou o que defendemos, pois eles esperaram exatos 52 anos, para incluir pela primeira vez, as peças criativas de Rádio, para julgamento. Foi um enorme sucesso.
Também em publicidade, o Radio Advertising Bureau (RAB) identifica forte crescimento nos Estados Unidos e na Europa, superando inclusive o crescimento de diversos meios.
O desejo em consumir o Rádio é tamanho, que nos EUA há cinco anos surgiram duas empresas que oferecem Rádio por satélite diretamente para automóveis; A XM Radio e a Sirius Radio. Ambas operam com mais de cem canais de áudio, cobrindo o mercado americano de costa a costa. O interessante é que o consumidor aceita pagar por este serviço, exatamente U$ 12,95 por mês, caracterizando a importância do meio nos dias atuais.
Empresas montadoras americanas de automóveis, como GM e Ford, entre outras, já instalam gratuitamente os aparelhos com acesso ao satélite, caracterizando como vantagem competitiva das montadoras, cabendo ao comprador do automóvel, assinar ou não o serviço. Ambas já conquistaram 6 milhões de assinantes.
Quem desejar adquirir um novo aparelho, quer seja para ouvir XM Radio ou Sirius Radio, o valor unitário do equipamento é de apenas US$ 50,00.
Recentemente, estimulada pelo grande sucesso, a XM Radio lançou o MyFi, o XM2go, que é um aparelho portátil, produzido pela Delphi e pela Pionner, do tamanho de um celular, pelo valor de US$ 225,00. Com ele, os ouvintes podem ouvir diretamente do satélite ou ouvir emissoras FMs terrestres. Também neste caso, os proprietários precisam pagar US$ 12,95 por mês.
Outra realidade diferenciada do meio no Brasil, foi a decisão das empresas em digitalizar os sinais das emissoras AMs e FMs. Fomos os terceiros no mundo e decidimos pelo padrão IBoc, "In Band On Channel" que viabiliza o envio de sinais analógicos e digitais, sem qualquer mudança nas freqüências e permitindo aos ouvintes, manter seus aparelhos atuais, e migrando gradativamente para os digitais.
Com a digitalização, as emissoras AMs ganham qualidade sonora das FMs e as FMs ganham qualidade de CDs. Nesta nova era, o rádio ganha característica de meio multimídia. Além do som sem chiados, as emissoras poderão, em breve, enviar aos ouvintes, por exemplo, mensagens de texto, imagens das músicas, shows, etc.
Antonio Rosa Neto é presidente da Dainet e do GPR – Grupo dos Profissionais do Rádio e diretor da AESP – Associação das Emissoras de Rádio e Televisão de São Paulo.
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Câmara entra na discussão sobre SBTVD
O principal resultado de uma longa reunião (mais de duas horas) do deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP), presidente da Câmara, com um grupo de deputados interessados na discussão sobre televisão digital realizada na tarde desta terça, 24, foi a decisão de entrar com força na discussão sobre o tema, especialmente no que ainda não foi discutido pelo governo e que, na visão dos deputados, é o mais importante: o modelo de negócios do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Para fomentar esta discussão, as três decisões imediatas (que serão melhor detalhadas em uma outra reunião nesta quarta, 25) os deputados vão realizar:
* Uma Comissão Geral, possivelmente na manhã do dia 8 de fevereiro próximo (uma quarta-feira). De acordo com o Regimento Interno da Câmara, Comissão Geral é o nome que se dá à sessão plenária da Câmara dos Deputados quando interrompe seus trabalhos ordinários para debater um assunto muito relevante. Além dos deputados, podem ser convidados para participar da Comissão Geral outros cidadãos que terão a palavra no plenário da Câmara.
* Um seminário técnico, possivelmente uma semana após a realização da Comissão Geral. Neste seminário, pretende-se aprofundar as propostas levantadas na Comissão Geral, entre outras, para subsidiar os deputados no sentido de encontrarem a melhor forma de participar do debate sobre o modelo de televisão digital no País.
* Uma exposição e demonstração dos resultados obtidos pelos pesquisadores brasileiros que participaram dos consórcios de desenvolvimento do SBTVD.
Proposta da Câmara
De acordo com o deputado Júlio Semeghini (PSDB/SP), ainda não foi decidido se a Câmara terá ou não uma proposta própria para encaminhar a discussão do modelo depois destas primeiras iniciativas. Para os deputados, agora é hora de voltar a levantar os temas que já foram abordados de forma dispersa em ocasiões diversas, de forma organizada.
"A Câmara não tem a mínima pretensão de decidir o padrão tecnológico de TV digital", disse Semeghini. "Esta discussão já vem sendo muito bem conduzida pelo governo. O que o governo não fez ainda e que precisa ser feito por toda a sociedade, até mesmo antes de se decidir pelo padrão técnico, é decidir sobre o modelo de negócio da TV digital".
Para a deputada Jandira Feghalli (PC do B/RJ), esse modelo deve incluir especificamente a questão da democratização das comunicações no País e a capilaridade da televisão, de forma a permitir que não apenas os 7% de brasileiros que hoje têm acesso à televisão por assinatura possam receber televisão de alta qualidade em seus domicílios.
Já o deputado Walter Pinheiro (PT/BA), que na semana passada apresentou um projeto de lei para disparar esta discussão, considera que caberá ao Parlamento proporcionar à sociedade a oportunidade de fazer esta discussão de forma mais aprofundada: "Não podemos perder de forma alguma o que já foi discutido em todos os fóruns, inclusive técnicos".
Para o deputado Aldo Rebelo, destes primeiros movimentos da Câmara pode não surgir ainda um projeto de lei que modifique a atual legislação, mas as bases para isso já poderão ser colocadas. O presidente da Câmara observa ainda que não se trata de uma iniciativa para confrontar o governo e muito menos o setor privado. Ao contrário: "Nosso objetivo é contribuir para uma discussão que ainda não foi feita", afirmou.
Além dos deputados já citados participaram da reunião na presidência da Câmara a deputada Luiza Erundina (PSB/SP) e o deputado Miro Teixeira (PT/RJ). Carlos Eduardo Zanatta
Informação: TELA VIVA News
Ministros e Congresso devem adiar decisão
Tudo indica que a decisão de TV digital não sairá no dia 10 de fevereiro. Este noticiário ouviu de uma fonte do Planalto que a ordem é segurar o assunto, para que todos os ministros possam se inteirar do problema.
Principalmente os Ministérios do Desenvolvimento e de Relações Exteriores querem um debate mais aprofundado sobre prós e contras de todas as decisões, sobretudo em relação à política industrial e comércio exterior. Pesa também para o atraso a entrada do Congresso no debate, com a convocação de uma comissão especial.
O ministro Hélio Costa, das Comunicações, já havia dito que a data de 10 de fevereiro não era rígida, mas um indicativo importante para se definir ao menos a modulação, de forma a não impedir que as transmissões digitais comecem este ano. Nesta terça, 23, após participar de uma reunião com cinco outros deputados em que se decidiu "fazer a Câmara entrar para valer na discussão da TV digital", o presidente da Casa, deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP), ressaltou que a Câmara não pretende atrasar o processo de decisão do governo sobre o padrão tecnológico. Ao contrário, "queremos contribuir para deixar as opções mais claras e avançar na discussão do que ainda não foi discutido."
Falta clareza
Apesar das boas intenções dos deputados, a entrada da Câmara no processo pode ser o argumento que o governo precisava para atrasar a decisão. Na verdade, o Executivo ainda não tem clareza da melhor decisão, até porque os processos de negociação estão muito lentos ou até mesmo ainda não começaram.
Um dos participantes na reunião do Comitê de Desenvolvimento do SBTVD, realizada na semana passada, considera que a maioria dos ministros não conseguiu captar nem 5% do significado de tudo o que foi discutido. Ao mesmo tempo, outra fonte lembrou que o ministro Luiz Fernando Furlan teve uma participação decisiva naquela reunião ao alertar seus pares para a importância da discussão prévia das questões relativas à política industrial antes de tomar qualquer decisão.
Na tarde desta terça, 24, o presidente Lula acertou com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a realização de ao menos mais uma reunião do Comitê de Desenvolvimento antes do anúncio da decisão.
Hélio Costa
De acordo com informações da assessoria do Ministério das Comunicações, na próxima semana, o ministro Hélio Costa estará no Congresso para discutir TV digital. Dia 31 de janeiro ele participa de uma reunião na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, e na quarta, dia 1º, de uma reunião da Comissão de Educação do Senado Federal. Carlos Eduardo Zanatta -
Informação: TELA VIVA News
Comissão vota autorizações para serviços de radiodifusão
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática realiza reunião para analisar atos do Poder Executivo que autorizam a execução de serviços de radiodifusão comunitária e sonora em diversos estados. A pauta conta com 31 itens para votação.
A reunião está marcada para o plenário 13.
Informação: Agência Câmara
TV Câmara faz convênio com Assembléia do Rio Grande do Sul
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, formaliza hoje, às 15 horas, no Salão Nobre, convênio de cooperação técnica entre a TV Câmara com a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul (Alergs) para a produção nas áreas de audiovisual, jornalismo, educação e cultura.
Em dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados e a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul haviam firmado um amplo convênio de colaboração científica e cultural, que possibilita a realização de acordos em diversas áreas. A primeira concretização desse convênio são essas parcerias entre veículos de comunicação. Em breve, acordos em outros setores serão realizados.
Co-produções
Por meio do acordo, a Rádio, a TV e a Agência Câmara poderão concretizar co-produções com veículos da Assembléia Legislativa, além de as Casas legislativas poderem ceder mutuamente estúdios, material e softwares, no caso das agências de notícia.
O conteúdo produzido não poderá ser utilizado com objetivos políticos, comerciais ou ideológicos. As co-produções pertencerão igualmente às duas emissoras e não podem ser reproduzidas por outras TVs sem autorização.
Interação legislativa
A TV Câmara já formalizou acordos semelhantes com TVs educativas, STV, Aperipê (Sergipe), TV PUC, Fiocruz, TAL (TV América Latina) e com a emissora da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte. Estão em fase de formalização convênios com as assembléias legislativas de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de São Paulo, com a TV Venezuela, TV Educativa Bragança Paulista, TV Futura, TV Escola do MEC, Câmara Municipal de João Pessoa (PB), Sebrae e Radiobrás.
Prefeitos de todo o País têm ainda a possibilidade de retransmitir a TV Câmara, em sinal aberto, em seus municípios. Basta que solicitem ao Ministério das Comunicações um canal aberto do tipo RTV-I (Retransmissão de Televisão Institucional), uma modalidade de Retransmissão de Televisão (RTV) que repassa, de forma simultânea, os sinais de estação geradora para a recepção livre e gratuita pelo público em geral.
Informação: Agência Câmara
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2006-01-24 22:00Câmara terá comissão geral sobre TV digital
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2006-01-24 22:00Seminário na Câmara estudará TV digital
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2006-01-23 22:00Governador Rigotto participará de Encontro Regional de Rádio e Televisão
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2006-01-23 22:00EUA prometem vantagens na TV digital
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2006-01-23 22:00EUA ainda tentam vender sua TV digital
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2006-01-23 22:00ATSC não tem propostas novas para oferecer
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2006-01-22 22:00Abert denuncia rádio comunitária em Buritama por irregularidades
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2006-01-22 22:00Pinheiro apresenta projeto com regras para a digitalização
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2006-01-22 22:00Celulares estréiam transmissão de TV digital nesta Copa
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2006-01-22 22:00Encontro em Santo Augusto teve a presença maciça dos radiodifusores
