Conselheiros debatem Lei de Comunicação de Massa

O Conselho de Comunicação Social realiza, nesta tarde, o primeiro encontro com sua nova composição, empossada no mês passado. A pauta inclui debate sobre o álcool nos meios de comunicação; a inclusão digital e o uso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust); e a elaboração da Lei de Comunicação de Massa, que abrangerá telecomunicações, radiodifusão, televisão aberta e paga, mídias digitais e Internet.
O novo presidente, o professor e ensaista Arnaldo Niskier, da Academia Brasileira de Letras, adianta que serão criados grupos de trabalho para posicionar o Conselho com rapidez diante dos três temas. Ele também quer reunir-se com o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, para oferecer a colaboração dos conselheiros na elaboração da lei.

Regulamentação
Niskier observa que há muita confusão entre telecomunicações e radiodifusão. Uma das principais mudanças da Lei de Comunicação de Massa será o processo de licitação de rádio e TV. O presidente do Conselho reclama ainda que o setor carece de regulamentação.

A reunião do Conselho será às 14 horas, na sala 6 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado Federal.








Informação: Agência Câmara

Revogação de aumento de tributos viabilizará MP 232

A parte da Medida Provisória 232/04 que corrige a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) deverá ser votada nesta semana. Com a edição, na última quinat-feira, da MP 243/05, que revoga os artigos que aumentavam tributos para prestadores de serviço e o setor agrícola, o Plenário terá consenso para votar a MP 232. A correção dos valores da tabela em 10% entrou em vigor no dia 1º de janeiro.
A MP 243/05 revoga os artigos 4º ao 13º da MP 232/04, que incluíam aumento da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) - de 32% para 40% - e do Imposto de Renda das prestadoras de serviço que optam pelo sistema do lucro presumido. Revoga também toda a MP 240/05, que adiava o prazo de validade da 232 até hoje.
A nova medida concede prazo de 30 dias, a partir de hoje, para a interposição de recurso a um dos Conselhos de Contribuintes para quem foi notificado de decisões administrativas da Receita entre 1º de janeiro e 31 de março. A MP 232 tinha limitado essa possibilidade de recurso à segunda instância administrativa nos processos fiscais.
O Governo prometeu enviar em regime de urgência constitucional um projeto de lei que trate da perda de arrecadação que será causada pela correção da tabela, estimada em R$ 2,5 bilhões pelo Executivo.

Pauta trancada
Apesar de ter sido superado o impasse em relação à MP 232, a Câmara terá na próxima semana oito MPs trancando a pauta de votações. O primeiro item da pauta será a MP 226/04, que que cria o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). A matéria já foi aprovada na Câmara, mas como recebeu alterações no Senado, terá de ser analisada novamente pelos deputados.
As demais medidas que estão trancando a pauta são:
- MP 231/04 - que cria 3,49 mil cargos na carreira da Seguridade Social e do Trabalho para o quadro de pessoal do Ministério da Saúde, com o objetivo de atender às necessidades das suas unidades hospitalares. A medida institui ainda a Gratificação de Incentivo à Atividade Intensiva de Assistência à Saúde (Giaas);
- MP 232/04 – com a parte que reajusta em 10% a tabela do Imposto de Renda;
- MP 233/04 - que cria a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc);
- MP 234/05 - que altera o Código Civil para prorrogar até 11 de janeiro de 2006 o prazo para que as associações, sociedades e fundações se adaptem às regras do Código;
- MP 235/05 - que trata da comprovação do pagamento de tributos pelas instituições de ensino superior que aderirem ao Programa Universidade para Todos (Prouni);
- MP 236/05 - que abriu crédito extraordinário de R$ 2,89 bilhões para transferências a estados exportadores;
- MP 237/05 - que prevê repasses federais de R$ 900 milhões aos estados, Distrito Federal e municípios e autoriza a União a prestar auxílio financeiro aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, com o objetivo de fomentar as exportações; e
- MP 238/05 - que cria o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), destinado à formação de jovens desempregados, e o Programa de Bolsas para a Educação pelo Trabalho, com estágio e especialização na área da saúde.

Universidade de Dourados
Também está na pauta, em regime de urgência constitucional, o Projeto de Lei 4659/04, do Poder Executivo, que cria a Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), por desmembramento da Fundação Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).
A proposta prevê ainda a criação de 26 cursos de graduação, um de especialização, três de mestrado e três de doutorado, além da implantação de um hospital universitário. Estima-se que 2 mil alunos poderão ser atendidos pela nova universidade.







Informação: Agência Câmara

Conselho de Comunicação discute temas polêmicos

Os novos integrantes do Conselho de Comunicação Social realizam sua primeira reunião de trabalho, às 14h da segunda-feira (4), para debater três temas diferentes, mas igualmente considerados polêmicos pelos especialistas do setor: a publicidade de bebidas alcoólicas, a inclusão digital e a proposta de Lei de Comunicação de Massa.
Primeiro item da pauta, a questão da publicidade de bebidas alcoólicas nos meios de comunicação já foi discutido pela antiga composição do grupo. Ao final da reunião, o então presidente do conselho, José Paulo Cavalcanti, encaminhou uma moção para que o Congresso Nacional aprovasse uma legislação restritiva à publicidade de bebidas.
O segundo assunto refere-se à chamada inclusão digital - expressão utilizada para identificar o processo pelo qual um número cada vez maior de pessoas passa a usufruir dos benefícios dos avanços tecnológicos.
Os conselheiros devem analisar as aplicações do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), criado em 2000 com o objetivo de promover a popularização das tecnologias de comunicação no país. Os recursos do fundo, de acordo com a Lei 9.998/00, são resultantes de fontes diversas, mas principalmente da arrecadação de 1% sobre o faturamento mensal das empresas prestadoras de serviços de telecomunicações.
Durante a reunião, ainda será discutida a proposta de Lei de Comunicação de Massa, que é uma das bandeiras da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura para 2005. As discussões sobre este tema devem abrir os debates para uma legislação que irá alterar, entre outras leis, a Lei Geral das Telecomunicações e a Lei da TV a Cabo.
O Conselho de Comunicação Social é um órgão auxiliar do Congresso Nacional formado por 13 membros efetivos e igual número de suplentes, oriundos da sociedade civil e representantes das empresas e profissionais de comunicação.

Discussão da nova lei engloba várias normas antigas

A idéia de se aprovar uma nova lei de Comunicação de Massa já vem sendo discutida desde que Sérgio Motta ocupou a pasta das Comunicações, ainda no início do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995). Naquela época, falava-se em um marco regulatório que atendesse às novas tecnologias de comunicação à disposição da sociedade e outras que ainda estavam surgindo.
No balanço das atividades disponíveis no site do Ministério das Comunicações em 12 de janeiro de 2005, o órgão anunciava que iria "contratar, por meio de licitação, consultoria especializada para analisar a legislação (sobre serviços de comunicação de massa) vigente e propor-lhe alterações".
Há vários pontos a serem discutidos, inclusive em debate com toda a sociedade, para que a nova Lei da Comunicação de Massa seja abrangente e democrática. Um desses pontos é exatamente o que constará nessa nova e convergente lei. Para se ter uma idéia da situação atual, a televisão ( aberta, a cabo, MMDS e DTH), a telefonia celular e a internet já estão em processo de convergência, mas cada uma delas de forma diferente.
Enquanto a TV a cabo é regulada por lei, o Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanais (MMDS) é, por portaria, e o Serviço de Distribuição de Sinais e de Áudio por Assinatura Via Satélite (DTH) é regulado por decreto. Já a TV por assinatura é regida pela Lei Geral das Telecomunicações, que, por sua vez, é subordinada à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Além disso, a radiodifusão ainda é regulamentada pelo ultrapassado Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962.
A regulamentação do capítulo da Comunicação Social da Constituição de 1988 também deverá entrar em discussão nessa nova legislação. Vários artigos já foram vetados depois de sua promulgação, como o monopólio e o oligopólio da mídia, e outros precisam ser legalmente conceituados, como os sistemas estatal e público e a definição de formas de financiamento do sistema público.
Outros pontos que deverão entrar na pauta de discussão são a legislação da radiodifusão comunitária e a transição das comunicações analógicas para digitais, de forma a torná-las acessíveis à maioria da população. A própria discussão em torno dos projetos do Conselho Federal de Jornalistas e da Agência Nacional de Cinema e Audiovisual (Ancinav) não pode ser ignorada, por se tratar de temas polêmicos.

Lei de Comunicação de Massa é polêmica

O projeto do Executivo está preparando para criar uma nova lei de comunicação de massa, também conhecida como Lei Geral do Audiovisual, é um tema bastante polêmico, não só porque lida com as mais modernas tecnologias à disposição da sociedade, mas também porque mexe em questões delicadas, como a concentração da propriedade. Na verdade, é praticamente impossível se discutir uma legislação geral, sem a necessária revisão na Lei das Telecomunicações (4.117/1962) e na própria Lei do Cabo (9.472/1997), que, apesar de ter apenas oito anos de existência, já sofre muitas críticas.
O ideal seria uma lei global, abordando a chamada convergência tecnológica, com normas sobre telecomunicações, comunicação de massa e internet. Espera-se também que a nova legislação supere as anteriores, algumas de 1962, incluindo portarias e decretos baixados durante a ditadura, mas ainda em vigor.
O governo pretende enviar, ainda neste ano, projeto de lei com a nova legislação para o Congresso Nacional; no entanto, vários segmentos, e até mesmo o próprio governo, têm sinalizado que, antes, deve haver amplo debate com a sociedade.
O Conselho de Comunicação, composto por representantes tanto das empresas quanto dos profissionais dos meios de comunicação, além da sociedade civil, deve iniciar o debate pelas questões mais polêmicas. Uma delas é se o governo teria independência suficiente em relação ao empresariado dos meios de comunicação, entre eles os detentores de concessões públicas, a ponto de enviar um projeto sem privilégios a determinados setores e segmentos.

Propaganda de álcool é controlada

A propaganda do álcool, no Brasil, é regulamentada pela Lei 9.294/96, para as bebidas com teor alcoólico até 13 graus GL (Gay Lussac), o que exclui vinhos, cachaças e outros. Com base na lei, a propaganda comercial do álcool só pode ser feita por meio de pôsteres, painéis e cartazes, na parte interna dos locais de venda, e mesmo assim com várias restrições.
As principais são as de não associar o consumo de álcool ao bem-estar ou à saúde, ao maior desempenho sexual ou à prática esportiva, além de não incluir a participação de crianças e adolescentes nessas propagandas. Os rótulos e embalagens de bebidas alcoólicas ainda devem conter advertência para que se evite o consumo excessivo de álcool. A lei também determina que a propaganda comercial de bebidas nas emissoras de rádio e televisão somente será permitida entre as 21h e as 6 h.
Mesmo com tantas restrições, o consumo de cervejas no Brasil praticamente dobrou nos últimos 20 anos, passando de 25 litros por habitante ao ano para mais de 48 litros, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção nacional é de 8,2 bilhões de litros anuais, e o faturamento do setor já supera a casa dos R$ 13 bilhões ao ano.

Exterior
Na Rússia, onde o alcoolismo é um dos principais problemas sociais, a legislação proíbe a propaganda de bebidas alcoólicas das 7h às 22h. Além disso, os anúncios de cerveja e demais bebidas produzidas com cevada não podem transmitir a idéia de que beber leva ao êxito social, esportivo ou sexual, ou que, de qualquer forma, melhora o estado físico ou psíquico.
Nos Estados Unidos, no Canadá e em alguns países da Europa, os estabelecimentos precisam obter licença para a venda de bebidas alcoólicas, que só podem ser comercializadas em horários determinados. Na França, somente os produtos com baixo teor alcoólico (até 1,2%) não sofrem restrições. A regra para a propaganda das demais bebidas é bastante rígida. Na televisão, por exemplo, ela é totalmente proibida.

Primeiro debate apontou falta de política pública sobre o álcool

Este é o segundo debate que o Conselho de Comunicação Social promove sobre "O álcool nos meios de comunicação". O primeiro foi realizado no dia 21 de fevereiro deste ano, na última reunião com a composição antiga do colegiado.
No final da reunião, o então presidente do conselho, José Paulo Cavalcanti, encaminhou uma moção para que os próximos membros aprofundassem as discussões sobre a questão do álcool e para que o Congresso Nacional aprovasse uma legislação restritiva à publicidade de bebidas alcoólicas.
Para aquele primeiro debate, o expositor convidado foi o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, doutor em dependência química e autor de uma tese sobre "políticas de álcool". Na ocasião, ele afirmou que o problema da propaganda de bebidas alcoólicas é que ela não vende apenas o produto, mas também o conceito de que as pessoas, principalmente as crianças e os adolescentes, só serão felizes se experimentarem álcool.
- O governo brasileiro só vai se movimentar em relação à implementação de uma política de álcool quando a sociedade civil organizada der um basta nesta situação - disse.
Ele afirmou ainda que o consumo de bebidas alcoólicas entre a pessoas mais jovens tem aumentado por falta de uma política de saúde em relação ao assunto.
- Quem determina essa política no Brasil é a própria indústria do álcool. A sociedade sofre, porque o Estado não está intermediando esse debate - disse.

Regulamentação de propaganda é tema de vários projetos

Há vários projetos tramitando no Senado para modificar a Lei 9.294/96, que dispõe sobre a propaganda para as bebidas alcoólicas com até 13 graus GL (Gay Lussac). Um dos mais antigos é o PLC 35/2000, já aprovado na Câmara dos Deputados. Pela proposta, bebida alcoólica é o líquido potável com qualquer teor alcoólico, e não apenas acima de 13%, como determina a atual legislação. O projeto também determina a obrigatoriedade de a embalagem, o rótulo e a propaganda de bebida alcoólica conterem a advertência sobre a proibição de venda a menores de 18 anos.
A proposição está na Comissão de Educação junto com propostas semelhantes dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Marina Silva (PT-AC), licenciada para ocupar o cargo de ministra do Meio Ambiente. Também estão sendo examinados na comissão projetos dos então senadores Emília Fernandes, Carlos Patrocínio e Roberto Requião.
O último projeto sobre o assunto foi apresentado em dezembro pelo senador Maguito Vilela (PMDB-GO). Ele quer proibir a propaganda nos meios de comunicação de qualquer bebida com mais de meio grau de teor alcoólico. Pela proposta, essa publicidade ficaria restrita a cartazes nos locais de venda. No início de 2003, o senador Geraldo Mesquita Junior (PSol- AC) propôs um projeto com a mesma finalidade.

Fust arrecada R$ 3,3 bilhões mas recursos não são utilizados

A arrecadação do Fust teve início em 2001 e até dezembro de 2004, segundo informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foram computados R$ 3,3 bilhões nas contas do Fundo. A contribuição das operadoras de serviços cresceu de R$ 345 milhões, em 2001, para R$ 489,4 milhões em 2004. Mas os recursos não foram utilizados até o momento.
De acordo com a superintendente de Universalização da Anatel, Elnice Versiani, os recursos do Fust não foram usados de 2001 a 2003 em razão de contestação na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU) do processo licitatório iniciado pela agência, em julho de 2001, para implementar metas para universalização de serviços de telecomunicações em escolas públicas de ensino médio e profissionalizante.
A liminar foi impetrada na Justiça de Brasília pelos deputados Sérgio Miranda (PC do B-MG) e Walter Pinheiro (PT-BA) que questionaram, entre outros pontos do edital, a utilização exclusiva do sistema operacional Windows, da Microsoft, nos 290 mil computadores que seriam adquiridos para beneficiar 13 mil escolas de todo o país, atingindo um universo de 7 milhões de alunos.
Em setembro de 2001, segundo informou a superintendente, os deputados ingressaram também com representação no Tribunal de Contas da União (TCU), alegando irregularidades no edital de licitação. Como foram constatadas inconsistências na elaboração do documento, a Anatel anulou o edital em julho de 2002.
Em 2003, no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério das Comunicações consultou o TCU para dar início à utilização dos recursos do Fust nas políticas sociais de inclusão digital. O tribunal decidiu que seria necessário a instituição de uma nova modalidade de serviço de telecomunicações prestado em regime público. A análise do TCU, segundo Versiani, coincidiu com as conclusões da Anatel e embasaram as discussões de propostas com o Ministério das Comunicações.
Em 2004, de acordo com a superintendente, novamente não foram utilizados os recursos do Fust, embora tenham sido reservados, na lei orçamentária anual daquele ano, R$ 40 milhões para custear o programa de universalização dos serviços de telecomunicações.

Digital
Ainda segundo a superintendente, a Anatel realizou consulta pública, de 24 de novembro de 2003 a 1º de março de 2004, para regulamentar o Serviço de Comunicações Digitais (SCD), que tem por objetivo permitir o acesso público às redes digitais de informações, inclusive da Internet.
O serviço deverá beneficiar estabelecimentos públicos de ensino, instituições de saúde, órgãos de segurança pública, instituições de assistência a deficientes, deficientes carentes e regiões remotas de fronteira. A Anatel apresentou estimativas de que o SCD, no primeiro ano de implantação, que seria 2005, atenderia a 20% das escolas de ensino médio.
A proposta foi encaminhada pela presidência da Anatel ao ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, em outubro de 2004. No início de 2005, disse Versiani, o ministério devolveu o processo para a Anatel solicitando mais informações sobre a proposta, incluindo entre as questões a serem esclarecidas a divisão do país em 11 áreas para operacionalização do serviço, que seria implantado por meio de processo licitatório.

O que é o Fust

O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) foi instituído por meio da Lei 9.998, de 17 de agosto de 2000, para financiar a implantação de serviços do setor - especialmente para a população mais carente - que não seriam normalmente prestados pelas companhias privadas em razão de custos e do baixo retorno. Pela lei, o Ministério das Comunicações é encarregado de formular as políticas para orientar as aplicações do Fust. À Agencia Nacional de Telecomunicações (Anatel) compete a implementação e a fiscalização dos projetos.
Os recursos, pela lei, devem ser aplicados de acordo com um plano geral de metas de universalização tendo como objetivos prioritários:

• atendimento a localidades com menos de 100 habitantes e a comunidades de baixo poder aquisitivo;

• implantação de serviço telefônico em escolas, bibliotecas e instituições de saúde;

• implantação de redes digitais de informação, inclusive da Internet, em escolas e bibliotecas, incluindo os computadores para operação pelos usuários e redução das contas desses serviços para beneficiar prioritariamente estabelecimentos freqüentados por população carente;

• instalação de redes de alta velocidade para implantar serviços de teleconferência entre escolas e bibliotecas;

• atendimento a áreas de fronteira;

• implantação de serviços para órgãos de segurança pública;

• fornecimento de equipamentos a instituições de assistência a deficientes;

• implantação da telefonia rural.

Receitas
O Fundo é composto da cobrança mensal de 1% da receita operacional bruta das prestadoras de serviços de telecomunicações, depois de deduzidos os pagamentos de impostos. Recebe também recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), limitado a R$ 700 milhões por ano, e do preço cobrado pela Anatel pela concessão ou pelo uso de radiofreqüência.
Do total das verbas, 30% devem ir para programas implantados nas regiões de abrangência das Superintendências de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene) e, no mínimo, 18% serão aplicados em educação, nos estabelecimentos públicos. Deve ser priorizado também o atendimento aos deficientes.








Informação: AESP/Jornal do Senado - Radiodifusão

Retirada da MP 232 deve liberar pauta de votações

Por unanimidade, o Plenário retirou de pauta da sessão desta quinta-feira a Medida Provisória 232/04, que corrige a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e aumenta tributos dos prestadores de serviço e do setor agrícola.
A decisão ocorreu em razão do compromisso do Governo de editar outra MP para revogar a 232/04 e tratar somente da correção da tabela. O líder do Governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou que um projeto de lei com regime de urgência será enviado ao Congresso Nacional para tratar da perda de arrecadação pela correção da tabela, estimada em R$ 2,5 bilhões pelo Executivo.
A retirada foi feita por meio de um requerimento do PPS, aprovado pelos parlamentares. Em seguida, a Ordem do Dia (período destinado à discussão e votação de proposições) foi encerrada.
Sem a MP 232, que passaria a trancar a pauta de votações do Plenário a partir desta quinta-feira, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, espera que seja possível retomar o ritmo dos trabalhos. Ele ressaltou que há cerca de 50 proposições prontas para entrar na pauta do Plenário.

Carga tributária
O presidente Severino Cavalcanti acredita que não haverá dificuldades para que a nova MP o projeto de lei sejam aprovados. Mas alertou que a Câmara apóia medidas para reduzir a elisão e a sonegação fiscal, mas não vai aprovar aumento de impostos. "Combate à sonegação fiscal, todos nós estamos de acordo. Nós não podemos proteger a marginalidade. Aumento de imposto é diferente de combate à sonegação. Combater a sonegação, sim. Medidas que aumentam impostos, não".
O presidente da Câmara acrescentou que a carga tributária já chegou ao limite, prejudicando principalmente os consumidores.

Equilíbrio fiscal
O ministro da Fazenda em exercício, Bernard Appy, afirmou nesta manhã que a saída encontrada pelo Governo não afetará o equilíbrio fiscal. Ele destacou que o projeto de lei que será apresentado pela Base Aliada vai manter o propósito da MP 232/04 de eliminar as possibilidades de sonegação fiscal e de criar condições para a compensação das perdas decorrentes da correção da tabela.
Com a revogação da MP 232/04, o Governo deve ampliar o debate no Congresso Nacional de temas mais polêmicos, como o aumento dos impostos para os prestadores de serviços e para os produtores rurais. Arlindo Chinaglia lembrou que o Governo sempre defendeu a correção da tabela do Imposto de Renda, medida que vai beneficiar cerca de 7 milhões de trabalhadores.

Mobilização da sociedade
Severino declarou que a MP serviu para unir a sociedade, que protestou contra os aumentos sucessivos da carga tributária.
Além de elogiar o recuo do Governo, o presidente afirmou que todos têm motivos para comemorar. "Queremos felicitar o Governo Lula neste momento muito importante para a Nação. O governo decidiu, de modo acertado, enterrar a ‘famigerada’ MP 232. Por meio desta medida provisória, a sociedade brasileira despertou mais uma vez para o fato de que, mesmo no que diz respeito aos impostos, a mobilização social é capaz de reverter decisões perversas dos governantes, torná-las adequadas à vida diária dos cidadãos, que estão voltados para o trabalho, para a produção da riqueza e o desenvolvimento do País".

Pauta de votações
A votação da Medida Provisória 231/04, que está trancando a pauta do Plenário, foi adiada para a próxima semana. O relator, deputado Jorge Bittar (PT-RJ), pediu prazo de uma sessão ordinária para apresentar seu parecer à proposição. A MP 231/04 cria 3,49 mil cargos na carreira da Seguridade Social e do Trabalho para o quadro de pessoal do Ministério da Saúde, com o objetivo de atender às necessidades das suas unidades hospitalares. A medida institui ainda a Gratificação de Incentivo à Atividade Intensiva de Assistência à Saúde (Giaas).









Informação: Agência Câmara

Gaúchos pagam mais ICMS a partir de hoje

Gasolina, álcool, telefone e energia elétrica passam a custar mais caro para os gaúchos a partir de hoje em razão das novas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Como os produtos e serviços atingidos fazem parte do dia-a-dia de toda a população, os aumentos terão impacto diferenciado na economia, mas tendem a elevar os custos das empresas e a pesar mais no bolso do consumidor final.

As novas alíquotas fazem parte do Plano de Ajuste do Setor Público lançado pelo governo estadual no final de 2004, a fim de reduzir o déficit de R$ 1,8 bilhão previsto para este ano. Segundo estimativa da Secretaria da Fazenda, o aumento renderá um adicional de R$ 250 milhões líquidos para os cofres estaduais. Outras medidas incluídas no plano prevêem um aperto nos sonegadores e devedores, além de melhorias nos processos de controle dos contribuintes pela Fazenda.

O governo buscou atenuar o novo tarifaço com a redução da alíquota de energia elétrica para consumidores residenciais de baixa renda e mantendo as atuais alíquotas do setor industrial. Também aumentou o limite de isenção de ICMS para microempresas. Antes, empresas com faturamento anual de até R$ 63,9 mil não pagavam o principal imposto estadual. Agora, ficam livres as que faturam até R$ 107 mil por ano.

O diretor do Departamento da Receita Pública da Sefaz, Luiz Antônio Bins, disse ontem que 215.229 mil empresas gaúchas não pagarão mais ICMS.

O aumento das alíquotas enfrentou forte reação de empresários e parlamentares, no final do ano passado. O pacote foi alterado e deu alívio aos contribuintes gaúchos. O óleo diesel ficou de fora, e os reajustes de alíquotas passaram a ter um cronograma de redução até 2006. O aumento de ICMS foi aprovado no dia 28 de dezembro pela Assembléia.

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Como os aumentos vão afetar o consumidor
O impacto das novas alíquotas do ICMS que valem a partir de hoje:

Gasolina e álcool
Impacto:
A nova alíquota significa um aumento de R$ 0,11 a R$ 0,13 por litro de gasolina comum
O preço médio do litro de gasolina comum pesquisado ontem por Zero Hora na Capital foi de R$ 2,324
Com a nova alíquota, o preço do litro tende a subir para o mínimo de R$ 2,434
O custo de um tanque de 50 litros, considerando o preço médio tende a passar de R$ 116,2 para R$ 121,7
*Em 2006 cairá para 28%
Cofre
- O Estado estima arrecadar R$ 250 milhões líquidos* nos oito meses de vigência das alíquotas
* Descontadas as transferências constitucionais obrigatórias
Energia
- A alíquota passa a ser de 30% para consumidores comerciais e residenciais que têm consumo superior a 50 quilowatt/hora (kWh)
- A alíquota passa de 12% para 7% para consumidores residenciais com consumo até 50 quilowatt/hora (kWh)
- Os consumidores industriais, rurais e a iluminação pública não serão afetadas pelas novas alíquotas
Telefonia fixa e móvel (celular)
- A alíquota passa de 25% para 30%
Impacto: Uma conta de R$ 100, com a alíquota de 25%, passará para R$ 107,54.
Conta
- O déficit previsto para este ano chega a R$ 1,850 bilhão
Receita
- A estimativa de arrecadação do Estado em março é de R$ 820 milhões
Outras medidas do Plano de Ajuste do Setor Público
- As empresas com faturamento anual até R$ 107 mil ficam isentas do pagamento de ICMS
- A partir de julho o governo divulgará a relação dos devedores de ICMS inscritos na dívida ativa (em cobrança)
- As administradores de cartões de crédito e similares serão obrigadas a informar à Secretaria da Fazenda sobre as vendas feitas por empresas com pagamento realizados por cartões de crédito
- A mesma exigência será feita às administradoras de shoppings centers, sobre as vendas efetuadas pelas lojas instaladas nesses locais
- Automatização eletrônica da cobrança de devedores do IPVA
- Implementação do ICMS Eletrônico para aumentar o controle fiscal do Estado sobre as operações e reduzir os custos administrativos às empresas
- O governo poderá emitir notificações eletrônicas, via Internet, aos contribuintes









Informação: Zero Hora

Propriedade de rádio poderá ter que ser pública

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira parecer favorável do deputado Nelson Proença (PPS/RS) para o projeto do deputado Edson Duarte (PV/BA). A proposta obriga a divulgação na internet da relação dos proprietários e diretores das empresas de radiodifusão. Emenda proposta pelo próprio relator acrescentou ao projeto a extensão da obrigatoriedade para as entidades mantenedoras de emissoras de rádio comunitária, segundo informou a publicação Tela Viva News.






Informação: Coletiva.net

Espaço RBS resgata história da empresa

Desde esta quarta-feira, está aberto à visitação pública o Espaço RBS, uma exposição multimídia permanente, localizada na sede da empresa, que conta a história e o desenvolvimento do Grupo, de seus veículos e unidades de negócios. A abertura do espaço ocorreu oficialmente ontem à noite, com o descerramento de uma placa, pelas mãos de Ione Pacheco Sirotsky, esposa do fundador da RBS, Maurício Sirotsky Sobrinho, e de Jayme Sirotsky, presidente do Conselho de Administração.

No local, os visitantes podem conhecer a trajetória da RBS – desde a sua fundação em 1957, até os dias de hoje –, a missão e os valores do Grupo, seus veículos de comunicação e as iniciativas nas áreas cultural e de responsabilidade social. Uma linha do tempo foi estruturada para destacar datas significativas no desenvolvimento da RBS e, ao mesmo tempo, retratar os principais acontecimentos no Brasil e no mundo nos últimos 48 anos.
Fotografias, objetos e equipamentos históricos foram recuperados e integram a exposição. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Visitas guiadas ou em grupos devem ser agendadas pelo telefone (51) 3218-6480 ou através do e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.. O endereço é Avenida Erico Veríssimo, 400 - térreo.








Informação: Coletiva.net

NH será sede do primeiro Papo de Mídia no Vale

O Grupo de Mídia do Rio Grande do Sul, através de sua divisão Vale do Sinos, vai realizar o primeiro Papo de Mídia no Vale. O evento, que acontece tradicionalmente na primeira quarta-feira de cada mês, em Porto Alegre, reúne mídias e veículos do mercado para confraternização. A idéia de levar o encontro até Novo Hamburgo tem o objetivo de motivar a integração dos profissionais da região e de Porto Alegre.

O Papo de Mídia no Vale será no dia 27 de abril, a partir das 19h, no Café Terrase (Lima e Silva, 136 - Novo Hamburgo). Podem participar todos os veículos e mídias das agências de publicidade do Vale do Sinos, Porto Alegre e Região Metropolitana. Mais informações pelo telefone (51) 594-8077.






Informação: Coletiva.net

Grupo de atendimento a veículos retorna à ARP

A ARP (Associação Riograndense de Imprensa) está reorganizando seu braço que congrega profissionais de atendimento para discutir assuntos da categoria: o Grupo de Atendimento de Veículos. A primeira reunião será no dia 4 de abril, às 19h, na sede da ARP (Rua Visconde de Herval, 910 - Menino Deus). Na pauta, estão a discussão do estatuto e os critérios para a escolha do Atendimento de Veículo do Ano, na Semana da Propaganda, entre outros temas.







Informação: Coletiva.net

Rede obrigatória de hoje é cancelada

A rede obrigatória de emissoras de televisão e de rádio que havia sido convocada pela Presidência da República para transmissão de pronunciamento do Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Federal Severino Cavalcanti, no dia de hoje, foi cancelada ontem.



Portanto, hoje não haverá necessidade de formação de rede obrigatória às 20 horas pelas emissoras de rádio e entre 20h e 20h30 para as de televisão.








Informação: Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão