ARI completa 69 anos de fundação

A ARI (Associação Riograndense de Imprensa) promoverá neste sábado um ato festivo, para comemorar o 69º aniversário de sua fundação. O prefeito eleito de Porto Alegre, José Fogaça, prestigiará o evento. Será às 11h30min, no Salão Nobre Hipólito José da Costa (Avenida Borges de Medeiros, 915 - 8º andar).

Informação: Coletiva

Seminário da AGERT tem avaliação positiva

O seminário "Novas Perspectivas do Rádio" aconteceu na manhã de hoje (16/12) no armazém B do Cais do Porto, em Porto Alegre, dentro da Semana da Propaganda ARP/ AGERT. As palestras trataram de temas relacionados com a importância da valorização do meio rádio no meio publicitário, tratando assim de pontos de interesse de jornalistas, anunciantes e publicitários.

O presidente da AGERT, Afonso Antunes da Motta, ressaltou a importância da realização desse evento para valorização do meio rádio, que nunca como agora alcançou tamanha universalização.

Para o Diretor da DCS, Beto Callage, painelista com o tema “O Poder Criativo do Rádio”, o evento teve a principal função de trazer informações de vários profissionais. “O grande valor do evento foi cruzar informações de cliente, mídias, criadores. Isso é muito valioso para que um possa aprender com o outro”, avaliou. Callage explicou que a comunicação é uma área rica em talentos, mas, que, muitas vezes, esses talentos acabam ficando seccionados nas suas tarefas e funções, impossibilitando que haja trocas.

A Diretora do Ibope, Dora Câmara, painelista do tema “Qual a Real Posição do Meio Rádio no Cenário das Mídias”, avaliou como positiva a promoção de discussões produtivas como a do seminário. “É importante ver o ponto de vista de cada um e enriquecer o mercado”, disse.

Para o Gerente de Compras de Mídia da MacCann Erickson, Odenir Trevisani, painelista do tema “Planejando Mídia para o Meio Rádio”, representando o Vice-Presidente e Diretor de Mídia da MacCann Erickson, Ângelo Franzão, colocar o meio rádio em evidência entre diversos profissionais da comunicação e estudantes foi uma grande iniciativa da AGERT.

O mediador do evento, Presidente do Grupo de Profissionais do Rádio de São Paulo e Diretor da Associação de Emissoras de Rádio e Televisão de São Paulo (AESP), Antonio Rosa Neto, considerou como fundamenta o aspecto de falar de marketing e de mostrar a característica negocial do rádio, já que, muitas vezes, o próprio rádio desconhece essa realidade. “O mercado de inflação de oferta de produtos e de serviços implica na habilidade da sobrevivência e a mídia é exatamente a maneira de ele obter rentabilidade e o rádio pela sua vantagem de custo, liderança em audiência, capacidade de mobilidade reforça essa oportunidade. Porém, temos 82 anos de rádio e essas coisas são modernas e desconhecidas. Precisamos ‘marketiar’”.

O presidente da ARP, Aírton Rocha, considerou a Semana da Propaganda como um evento fantástico e a parceria com a AGERT de grande importância para a comunicação. “O nosso objetivo é que a Semana da Propaganda se transforme num ponto de discussão do nosso negócio como um todo e conseguimos isso nesse ano com credibilidade, conteúdo e uma ótima freqüência do público”. Para Rocha, o seminário da AGERT traz novas visões. “Não tem sentido a radiodifusão discutir entre ela mesma, tem q discutir com as agências de propaganda, com o anunciante, com o mercado, com os criativos para que haja a adequação dos conteúdos aos veículos. Todos ganhamos com isso.”, comentou.

Informação: AGERT
Foto crédito: Guérula Viero

ARI entrega prêmio de Jornalismo aos vencedores

Com a presença de aproximadamente 250 pessoas, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) realizou hoje pela manhã a entrega do 46º Prêmio ARI de Jornalismo, no Salão Nobre do Banrisul. Entre os presentes, além dos profissionais premiados, estavam diretores de veículos de comunicação, o presidente da ARI, Ercy Pereira Torma, o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, demais integrantes da diretoria da entidade e autoridades.

O concurso premiou nesta edição 40 reportagens, sendo que os profissionais de Zero Hora venceram em quase todas as categorias da premiação. O prêmio tem o patrocínio exclusivo do Banrisul há oito anos. “Pela oitava vez consecutiva estamos com o Banrisul para a solenidade de entrega do Prêmio ARI de Jornalismo. É o evento de imprensa mais destacado no estado e que tradicionalmente serve para marcar a passagem de mais um ano de vida da nossa entidade”, destacou Torma. Confira os vencedores:

JORNALISMO IMPRESSO

1. Reportagem Geral

1º lugar: "VIAGEM AO FRONT COLOMBIANO", de Humberto Trezzi, publicado em Zero Hora.

2º lugar: "O GOLPE DE 64 NA REGIÃO" (Série), de Luiz Gustavo de Azevedo, publicado no Jornal NH.

Menção Honrosa: "A RECONQUISTA DO INTERIOR", de Carlos Wagner, publicado em Zero Hora; e "CENTENÁRIO DA MORTE DE GETÚLIO VARGAS" (Série), de Telmo Ricardo Flor e equipe, publicado em Correio do Povo.

b. Reportagem Esportiva

1º lugar: "DOSSIÊ GRÊMIO", de Jones Lopes da Silva, publicado em Zero Hora.

2º lugar: "O LADO OBSCURO DAS FEDERAÇÕES", de Leandro Behs, publicado em Zero Hora.

c. Crônica

1º lugar: "OS VENTOS DE DÉCIO", de Moisés Mendes, publicada em Zero Hora.

2º lugar: "CONFRARIA DO SILÊNCIO", de Jaime Cimenti , publicada no Jornal do Comércio.

Menção Honrosa: "GRITO DE LIBERDADE", de Mauro Toralles, publicada em Zero Hora.

d. Fotojornalismo - Prêmio José Abraham

1º lugar: "ADOLESCÊNCIA PROSTITUÍDA", de José Gavliski Doval, publicada em Zero Hora.

2º lugar: "A VIDA EM ALTO-MAR", de Emilio Pedroso, publicada em Zero Hora.

e. Planejamento Gráfico

1º lugar: "A DOR", de Luiz Carlos Nogueira Py Junior, publicada no Diário Gaúcho.

2º lugar: "A VIDA EM ALTO-MAR", de Ana Maria Benedetti, publicada em Zero Hora.

Menção Honrosa: "REVISTA DA EXPOINTER 2004", de Marco Antonio Strey; e Caderno "JUSTIÇA E CIDADANIA", de Márcio da S. Câmara, de Zero Hora.

f. Charge - Prêmio Sampaulo

1º lugar: "BRIZOLA NO CÉU", de Neltair Abreu (Santiago), do Jornal do Comércio.

2º lugar: "DOIS CAMINHOS", de Gilmar Luiz Tatsch (Tacho), do Jornal NH.

g. Reportagem Econômica - Prêmio Banrisul

1º lugar: "A PECUÁRIA À MARGEM", de Jorge Correa, publicada em Zero Hora.

2º lugar: "ONDE ESTÃO AS VAGAS", de Marta Sfredo, publicada em Zero Hora.

Menção Honrosa: "AS MÃOS DA COLHEITA DA MAÇÃ", de Lucia Ritzel, publicada em Zero hora.

h. Reportagem Cultural

1º lugar: "ILHA DAS FLORES", de Renato Mendonça, publicada em Zero Hora

2º lugar: "TRADIÇÃO DE ORGULHO", de Eliana Raffaelli, do Jornal do Comércio.

Menção Honrosa: "OS ESPÍRITOS CANTAM NA BARRANCA", de Carlos Etchichury, publicada em Zero hora.

RADIOJORNALISMO

a. Reportagem Geral

1º lugar: "RECEPTAÇÃO - O CRIME QUE FINANCIA O CRIME", de Cid Martins, da Rádio Gaúcha.

2º lugar: "TRIBUNAIS DO TRÁFICO", de Leandro Staudt, da Rádio Gaúcha.

Menção Honrosa: "ARQUIVOS DOPS OU INFOSEG", de Márcio Pessoa, da FM Cultura POA; e "EXÉRCITO DO CRIME", de Giovani Grizotti, da Rádio Gaúcha.

b. Reportagem Esportiva

1º lugar: "GRÊMIO - A CRISE DE UM CLUBE CAMPEÃO", de Francisco Ribeiro Neto, da Rádio Bandeirantes.

2º lugar: "ATENAS 2004, O BRASIL NO CAMINHO DO OURO", de José Alberto Andrade, da Rádio Gaúcha.

c. Produção

1º lugar: "INDEPENDÊNCIA DO BRASILl", de André Machado da Rádio Gaúcha.

2º lugar: "ESPECIAL SEMANA DA CRIANÇA", de Tatiane de Sousa, da Rádio Guaíba.

Menção Honrosa: "SUPERSABADO RELEMBRA TEXEIRINHA", de José Alberto Andrade, da Rádio Gaúcha.

TELEJORNALISMO

a. Reportagem Geral

1º lugar: "BINGOS 171", de Giovani Grizotti, da RBS TV.

2º lugar: "MULHERES QUE AMAM DEMAIS", de Cristiane Finger, do SBT RS.

Menção Honrosa: "A QUALIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO", de Leticia Palma, da RBS TV;
e "CICLONE - A MADRUGADA DO MEDO", de Paola Vernareccia, da RBS TV.

b. Reportagem Esportiv

1º lugar: "ESPORTE DE INCLUSÃO", de Renato Franco, da TV Bandeirantes.

2º lugar: "PAIXÃO PELO FUTEBOL", de Raul Ferreira, da RBS TV.

c. Imagem

1º lugar: "MATA ATLÂNTICA", de Yuri Victorino da Silva, da TVE - RS.

2º lugar: "ITAPUÃ", de Antonio Cioccari, da TVE - RS.

Contribuição Especial à Comunicação Social - Prêmio Antônio Gonzalez

Agência Radioweb, de Paulo Gilvane

Com uma equipe de 21 pessoas, entre Rio Grande do Sul e Brasília, a Agência Radioweb distribui uma média de 20 boletins noticiosos diários a 1.016 emissoras de 26 estados Brasileiro, além de outras 10 emissoras de fora do país. Em 2005, a Radioweb pretende se consolidar como o maior provedor de noticias em áudio para emissoras de rádio do Brasil.

Informação: Coletiva.net

Câmara derruba projeto de criação do CFJ

Em votação simbólica, a Câmara dos Deputados rejeitou ontem o polêmico projeto de lei (PL 3985/04) que propunha a criação do Conselho Federal de Jornalismo. O Plenário decidiu arquivar a proposta enviada pelo Executivo a pedido da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que tinha como objetivo “orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de jornalismo e a atividade de jornalismo”. Segundo a Agência Estado, a votação não foi nominal porque já havia um acordo do presidente da Casa, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), com os líderes dos partidos da base aliada e dos de oposição para não aprovar o projeto. O acordo foi fechado há um mês e, em troca, parte dos aliados e dos oposicionistas suspendeu a obstrução nas sessões plenárias da Câmara, onde, então, nenhum projeto podia ser apreciado enquanto não fossem votadas mais de 20 medidas provisórias com prazo de votação vencido.

Os deputados também rejeitaram o projeto de lei do deputado Celso Russomanno (PP-SP), que institui a Ordem dos Jornalistas do Brasil (OJB). As duas proposições tramitavam em conjunto, na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, e foram encaminhadas diretamente para o plenário em caráter de urgência. Russomanno atribuiu a rejeição às duas propostas ao lobby das empresas jornalísticas, que estariam incomodadas com a possibilidade de serem fiscalizadas, e à resistência da maioria dos deputados em votar um projeto de autoria de uma entidade filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). “O PFL ficou contra a matéria não por causa da liberdade de imprensa, mas porque os deputados do partido foram alvo de uma campanha da CUT nas últimas eleições. Eles ficaram revoltados com isso e agora estão dando o troco. E o meu projeto foi por tabela”, disse o vice-líder do PP.

Desde que foi enviado ao Congresso, em agosto, o projeto foi alvo de críticas de políticos, empresários e jornalistas. Os presidentes do Senado e da Câmara, José Sarney (PMDB-AP) e João Paulo Cunha (PT-SP), atacaram a proposta e afirmaram que ela não teria nenhuma chance de ser aprovada. Os proprietários dos grandes veículos de comunicação também reagiram contra a criação do projeto. A proposta recebeu apoio de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil e o Fórum dos Conselhos Federais das Profissões Regulamentadas. Na justificativa do projeto, o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, defendia a instituição de uma entidade específica para normatizar, fiscalizar e punir as condutas inadequadas dos jornalistas. A proposta também previa punições, de advertência a cassação definitiva do registro, para os profissionais que cometerem irregularidades.

Informação: Coletiva.net

Projeto pede isenção de IPI para radioamadores

Com o objetivo de conceder isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação (II) sobre aparelhos importados para radioamadores ou rádios comunitárias, está em tramitação o Projeto de Lei 4445/04, de autoria do deputado Iris Simões (PTB-PR).

A proposição altera o Decreto-lei 37/96 e a Lei 8032/90, que prevêem isenção apenas para equipamentos de rádio importados pelos governos, instituições científicas, educacionais e de assistência social, missões diplomáticas e repartições consulares. "A expectativa é de que, mantendo essa atividade regularizada e com o incremento do número de adeptos, a indústria nacional se sinta motivada a investir na produção de equipamentos para radioamadores", afirma o deputado.

Tramitação
O projeto aguarda parecer do relator, deputado Fernando de Fabinho (PFL-BA), na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Em seguida, será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Informação: Sulrádio/ Agência Câmara

Políticos no Ministério das Comunicações

No passado, era Antonio Carlos Magalhães. No governo FHC, foi a vez de Pimenta da Veiga. Agora, com o presidente Lula, tudo se passa exatamente como nos governos mais fisiológicos do passado – em especial os de Sarney e de Itamar – que utilizaram largamente o Ministério das Comunicações como moeda de troca ou barganha política.

- No passado, era Antonio Carlos Magalhães. No governo FHC, foi a vez de Pimenta da Veiga. Agora, com o presidente Lula, tudo se passa exatamente como nos governos mais fisiológicos do passado – em especial os de Sarney e de Itamar – que utilizaram largamente o Ministério das Comunicações como moeda de troca ou barganha política.

Desencantados, os próprios petistas reconhecem que esse setor e sua pasta não têm a menor importância nos projetos do atual governo. Nesta altura, nem os mais sonhadores esperam mudanças nesse cenário, pois o PT não dispõe de quadros nem de programa digno desse nome para as comunicações.

Ignorados e alijados pelo governo de Lula, os dois únicos líderes petistas da área de telecomunicações – deputados federais Walter Pinheiro (PT-BA) e Jorge Bittar (PT-RJ) – não escondem seu desencanto com o desinteresse total do presidente pelo setor. Reconhecem que este governo nada tem feito em favor das Comunicações, especialmente por escolher políticos totalmente despreparados para ocupar o cargo de ministro, como Miro Teixeira (ex-PDT-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE). Na mesma linha, os raros petistas que entendem os conceitos básicos dessa área, afirmam que o Ministério das Comunicações continua inteiramente desprestigiado, esvaziado, levando o País a caminhar para trás num setor vital da infra-estrutura e do desenvolvimento social.

OS MINISTROS

Ruidoso e boquirroto, ao longo de sua gestão, Miro Teixeira polemizou, atacou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e invadiu as atribuições da agência reguladora. Prometeu até a transmissão da Copa de 2006 via TV digital e alta definição. Criou um serviço inexistente no resto do mundo e que não decolou até hoje: o Serviço de Comunicações Digitais (SCD), nome que pode designar tanto a internet, quanto qualquer transmissão digital de voz, dados ou imagens.

Seu sucessor, Eunício Oliveira (PMDB-CE), negociador hábil, está empenhado em fortaleceu o poder político de sua pasta, recriando as diretorias regionais e tentando a todo custo administrar os bilhões do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust, ainda intocado desde sua criação no ano 2000.

Definindo o ministro com razoável precisão e ironia, assessores do próprio Ministério dizem que “ele é capaz de trocar uma reunião mundial da OMC sobre telecomunicações em Genebra por uma reunião de prefeitos do PMDB no interior do Ceará.” A propósito, a partir de amanhã, se inicia, na Organização Mundial do Comércio (OMC), evento destinado a rever as políticas comerciais (Trade Policy Review), de grande repercussão e interesse internacional, em especial no tocante à participação de capital estrangeiro nas empresas de comunicações. Para surpresa geral, nenhuma autoridade brasileira – nem do Ministério das Comunicações nem da Anatel – estará presente nesse evento.

A REFORMA

Eunício Oliveira deve ser substituído no Ministério das Comunicações, embora possa ser aproveitado em outra área considerada de maior potencial político para o PMDB. Seu sucessor deve ser Aldo Rebelo, do PCdoB, atual ministro da Coordenação Política. Como num jogo de dominó, a saída de Carlos Lessa da presidência do BNDES deu início praticamente a uma nova reforma ministerial.

O sonho do PMDB nessa nova reforma seria conquistar mais um ministério, algo como o das Cidades, capaz de render ao partido e aos parlamentares muito mais dividendos políticos e benefícios às suas bases clientelistas.

Mas o leitor não espere que, no novo ministério, Lula escolha alguém que tenha lido uma única vez a Lei Geral de Telecomunicações ou que entenda, minimamente, a diferença entre empresa “concessionária” e “autorizada”, no atual modelo regulatório.

COMO EXCLUIR

Quando se fala tanto em inclusão digital, nenhum País adota procedimentos tão perversamente excludentes quanto o Brasil na área de telecomunicações. Além de não aplicar um centavo do Fust, o País adota as mais elevadas alíquotas de impostos sobre telecomunicações quanto o Brasil, em especial as do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que superam os 33% e, somadas a outros tributos, podem arrancar do usuário até 56% do valor da conta telefônica?

A pergunta que temos repetido ao longo de anos é simples: como baixar tarifas e universalizar os serviços com tributos tão elevados? Como comercializar as 7 milhões de linhas telefônicas excedentes que sobram desde 2001 no País, se o próprio governo encarece o serviço e impede a redução de tarifas? Como falar em inclusão digital, diante de uma política tributária deliberadamente excludente?

E A ANATEL?

Com um projeto de lei inteiramente retrógrado no Congresso, o governo Lula tenta esvaziar as agências reguladoras, com o objetivo principal de reconquistar o poder político perdido após a privatização dos diversos setores de infra-estrutura. O mal que essas mudanças podem causar ao Brasil é imenso. No caso da Anatel, a simples substituição de conselheiros na diretoria da agência leva meses e acaba trazendo quase sempre desapontamento a quem esperava a elevação do nível médio da diretoria do órgão regulador.

Embora tenha promovido o concurso para consolidar o quadro efetivo de pessoal da Anatel, o governo Lula vem esvaziando progressivamente a agência. Para especialistas, como Renato Guerreiro, ex-presidente desse órgão regulador, o País está dando um passo atrás, pois “as agências foram concebidas e implementadas nos últimos seis anos, como fruto de um processo de amadurecimento de uma nova forma de organização do Estado, inspirada nas experiências bem sucedidas dos Bancos Centrais e de alguns reguladores mais antigos.”

Informação: Sulrádio/ Estadão

Presidente da AGERT destaca importância do seminário

Em seminário realizado esta manhã (16/12), no Armazém B do Cais do Porto, em parceria com a ARP (Associação Riograndense de Propaganda), com o tema: “Novas Perspectivas do Rádio”, o presidente da AGERT, Afonso Motta, reafirmou a importância do evento. Para ele, a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão representa uma fatia expressiva nos veículos de comunicação e, contíguo aos “atores principais” do mercado publicitário proporcionou aos mais de 100 participantes um seminário essencial para as novas perspectivas do Rádio.

Motta salientou que, além da importância temática, foi possível congregar as agências, os anunciantes, a pesquisa e uma grande coordenação, a partir de Toninho Rosa (Presidente do Grupo de Profissionais de Rádio/SP) - uma referência no mercado da radiodifusão -, tornando o seminário mais próspero. Ressaltou ainda que o referencial estabelecido hoje, juntamente com a abordagem do rádio em relação ao mercado, foi uma parceria e uma visão estratégica sobre o futuro dos veículos.

“A realização do nosso seminário foi muito importante. Em primeiro lugar, por estar sendo realizado dentro da Semana de Propaganda em parceria com a ARP. Em segundo, pela riqueza das apresentações expostas aos presentes, mostrando que apesar do rádio estar crescendo de forma descomunal, ainda não estabeleceu um correspondente igualitário ao da publicidade, e este referencial foi o que determinou o sucesso de nossa fusão”, afirmou Motta.

Informação: AGERT/ Guérula Viero

Lotaram o salão para a posse de Celito

Mais de 100 pessoas, quase todas da área de comunicação, lotaram esta manhã o salão Alberto Pasqualini, do Palácio Piratini, para a posse do jornalista Celito De Grandi como novo coordenador da Assessoria de Comunicação Social do Governo do Estado. Ele substitui o jornalista Flávio Dutra. O ato foi dirigido pelo governador Germano Rigotto, que num breve pronunciamento reiterou a importância da área e o propósito do governo de manter uma relação transparente com a imprensa, acolhendo “críticas construtivas”, que balizam as ações de governo. "As decisões, às vezes difíceis de serem tomadas, têm de ser bem colocadas à opinião pública para a efetiva compreensão daquilo que está se fazendo e por que está se fazendo", disse ele.

Ao falar sobre o novo coordenador, Rigotto afirmou: "Celito reúne as condições para ser um grande coordenador da área da comunicação e, com certeza, irá fortalecer as relações do governo com os meios de comunicação e com os profissionais de imprensa. Ele vai continuar o trabalho que estava sendo realizado pelo Flávio Dutra, mas sempre inovando, e este processo de oxigenação é importante para o governo". Dutra fora o primeiro a falar, num improviso carregado de emoção, no qual afirmou que viveu “um período de aprendizado e de valorização pessoal e profissional”. Elogiou a equipe de trabalho, o governador Rigotto e em especial o chefe da Casa Civil, Alberto Oliveira, a quem a área está subordinada.

Celito, por sua vez, disse que não podia fugir à convocação feita pelo Governador. Estava envolvido ultimamente em projetos literários, mas garantiu estar pronto para o novo desafio: “São tranqüilizadoras e estimulantes as regras básicas que devem pautar nosso trabalho: absoluta democracia na informação, critérios técnicos na publicidade e em todos os campos do processo comunicativo, sem concessões e privilégios”. Também destacou que "é fundamental que se preserve a capacidade de diálogo entre o governador e a imprensa, no Estado e no Brasil. É claro que precisamos projetar o governo, mas, acima de tudo, o Estado".

Informação: Coletiva.net

CFJ continua inútil, mas o debate é essencial

O melhor do projeto do Conselho Federal de Jornalismo foi a discussão que provocou – a mais intensa, a mais ampla e a mais rica dos últimos 50 anos. Seus desdobramentos foram tão espontâneos e livres que chegaram à legitimidade da própria Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) em assumir-se como patrocinadora da nova entidade.

Mesmo bombardeado por jornalistas, juristas, parlamentares, acadêmicos, empresários e organizações da sociedade civil, o projeto serviu como catalisador de uma salutar controvérsia que, embora tardia (deveria ter ocorrido durante os trabalhos da Constituinte), já não pode ser disfarçada nem adiada.

A imprensa e a sociedade brasileira não precisavam nem pediram a criação do CFJ, mas o acolhimento do projeto pelo governo e o seu encaminhamento ao Congresso produziu uma centelha que não pode ser desperdiçada.

Desarmar este impulso, como pretende a Mesa da Câmara dos Deputados, significa castigar a sociedade retirando-lhe o direito de participar ou, pelo menos, conhecer questões fundamentais relacionadas com o exercício do jornalismo e o funcionamento de uma imprensa diversificada, livre de constrangimentos políticos, econômicos e corporativos.

Pior do que o arquivamento do projeto original é a manobra para sepultar o substitutivo que a Fenaj foi obrigada a produzir diante da enorme pressão que sobre ela se armou.

Ao admitir publicamente que estava errada, inclusive em premissas básicas como o nome, concepção, estrutura e função do novo órgão, a Fenaj indicou uma disposição que o Legislativo – na condição de grande fórum nacional – não pode ignorar. Se a Fenaj tem algo a acrescentar, nada justifica a afobação para abreviar a inusitada e utilíssima temporada de transparência dos últimos quatro meses.

Compostura perdida

Prova da imperiosa necessidade de manter aceso o debate em torno da imprensa e do jornalismo é a própria figura do relator indicado para examinar o projeto que cria o CFJ – agora apensado a outro, anterior, que cria a Ordem dos Jornalistas do Brasil. O deputado Nelson Proença (PPS-RS) é um dos campeões de desregulamentação da mídia. Para ele, a FCC americana é coisa de comunistas.

O mais grave, porém, é que o premiado com a relatoria é também o feliz proprietário de uma rede de rádios no interior do Rio Grande do Sul. A duplicidade configura um gritante conflito de interesses e uma evidente inconstitucionalidade. É líquido e certo: o concessionário de um serviço público não pode ser ungido para um mandato popular ou vice-versa. O legislador não pode acumular funções, ser fiscal e fiscalizado.

Nelson Proença não é exceção, é a regra. Grande parte dos plenários da Câmara e do Senado é constituída por parlamentares-concessionários de emissoras de rádio e de TV. Alguns fingem um afastamento protocolar ou licenciamento, a maioria nem se dá ao trabalho de manter as aparências e o decoro. Se o presidente do Senado, José Sarney, é um potentado da mídia eletrônica regional, por que razão seus colegas do baixo clero não podem gozar dos mesmíssimos privilégios?

Esta aberração não será coibida com a criação do CNJ. Porém, mantida a discussão suscitada pelo desastrado projeto, será possível alcançar questões de grande magnitude que desfiguram a democracia e prejudicam diretamente nossa sociedade em matéria de informação, cultura e entretenimento. Quando o legislador deixar de ser concessionário de rádio e TV estará em condições para encarar a concentração da mídia – mãe de todos os problemas.

É óbvio que ao Executivo não interessa criar mais atritos na sua base parlamentar. Escaldado no primeiro round, o governo certamente não vai querer repetir a dose. Melhor assim. Este é um assunto que interessa principalmente à sociedade: se o Legislativo perdeu a compostura, pode-se recorrer ao Judiciário.

Informação: Sulrádio/ Observatório da Imprensa

Seminário da AGERT espera reunir um grande público amanhã para debater o meio rádio

A Associação Gaúcha de Rádio e Televisão (AGERT) promove amanhã o seminário "Novas Perspectivas do Rádio" durante a Semana da Propaganda ARP/ AGERT. O evento ocorre no Armazém B do Cais do Porto em Porto Alegre, das 8h30min até às 12h e tem entrada gratuita.

A mesa de painelistas será mediada pelo Presidente do Grupo de Profissionais do Rádio de São Paulo e Diretor da AESP - Associação das Emissoras de Rádio e Televisão de São Paulo, Antonio Rosa Neto. Os painéis contam com representantes das mídias, o Vice-Presidente Executivo e Diretor de Mídia da McCann-Erickson Brasil, Angelo Franzão; dos clientes, o Diretor Regional da Brasil Telecom, Luiz Carlos Valle Ramos; da criação, o Vice-Presidente e Diretor de Criação da DCS, Beto Callage, e dos veículos, a Diretora Comercial do Ibope Dóra Câmara. Cada painelista terá 20 minutos para exposição. O jornalista Tulio Milman será o mestre de cerimônias.

O objetivo é reunir para debate radiodifusores, publicitários, estudantes de comunicação, especialistas na área e anunciantes.O Diretor de Marketing da AGERT, Antônio Donádio, considera o seminário fundamental para mostrar a força do meio rádio no mercado. "Esse é um evento de mercado de grande importância para a valorização do rádio". O seminário encerra os trabalhos do ano da AGERT.

Painéis

“A visão do anunciante sobre os resultados” - Luiz Carlos Valle Ramos - Diretor Regional da Brasil Telecom (Representando os Clientes)

“Qual a real posição do meio rádio no cenário das mídias" - Dóra Câmara - Diretora Comercial do Ibope (Representando os Veículos)

"Planejando Mídia para o Meio Rádio" - Angelo Franzão - Vice-Presidente Executivo e Diretor de Mídia da McCann-Erickson Brasil (Representando as Mídias)

"O poder criativo do rádio" - Beto Callage - Vice-Presidente e Diretor de Criação da DCS (Representando a Criação)

Informação: AGERT