Manifestação do Presidente da Federasul ao Presidente do Conselho Consultivo da AGERT

O Presidente do Conselho Consultivo, Gildo Milman, representando a AGERT recebeu a seguinte manifestação da Federasul:

"Para a Federasul, é uma honra tê-lo como integrante da história de 10 anos do "Prêmio Líderes e Vencedores".

Desejamos que continue com muito sucesso no que faz e servindo como referência ispiradora aos que almejam vencer"

Paulo Afonso Feijó - Presidente

Grupo RBS satisfeito com desempenho em rádios

A aquisição da Rádio Metropolitana FM, que opera na freqüência de 91,3 MHz, “é uma demonstração inequívoca de que um de nossos focos é crescer no segmento rádio”, disse o vice-presidente de Rádios, Jornais e Online da RBS, Geraldo Corrêa. Segundo ele, o grupo pretende manter a emissora operando no segmento popular, em que predominam ritmos como samba e pagode, e no qual detém uma boa audiência, com seis pontos no Ibope. A programação já está a cargo de Mauri Grando, responsável por esta área na também bem-sucedida Rádio Cidade.

Embora tenha outorga para o município de Guaíba, a Metrô FM tem seus transmissores instalados no Morro da Polícia, em Porto Alegre, o que garante uma boa recepção nos municípios da região metropolitana. Os estúdios estão instalados no morro Santa Tereza, junto com outras emissoras do sistema RBS Rádios. Sobre o valor da aquisição, Geraldo não se manifesta, alegando ser uma questão de reserva empresarial. O certo é que, ao assumir a emissora, o grupo RBS encampou também passivos com funcionários e impostos e taxas.

“O ano que termina foi bastante positivo em todos os segmentos em que atuamos”, disse Geraldo para Coletiva.net, enfatizando os avanços na área de rádios. Lembrou que este ano, em março, foi criada o que a RBS considera uma terceira rede, a Itapema, com emissoras em Caxias do Sul, Florianópolis, Joinvile, Porto Alegre e Santa Maria, acrescentando que o ingresso da Metrô fortalece a área de FMs populares.

Informação: Coletiva.net

Anatel - Redução de potência x Horário de verão

O horário de verão, apesar de ser uma ficção, está implantado e deve ser observado. O que não está claro é a razão pela qual a ANATEL não orientou os usuários da faixa de freqüências de onda média, de como proceder com relação ao horário em que devem reduzir a potência de operação diurna de suas emissoras e ainda assim, instaura processos por descumprimento de obrigações.

Mas antes de entrarmos no assunto a que se propõe o presente texto, revisaremos alguns conceitos importantes para torná-lo mais compreensível.

A propagação dos sinais de uma emissora de rádio, operando na faixa de freqüências de 525 kHz a 1705 kHz, dá-se, basicamente, através da onda terrestre e da onda ionosférica ou espacial.

Durante as transmissões noturnas as ondas de rádio, nesta faixa de freqüências, utilizam como meio de propagação a região da atmosfera terrestre chamada ionosfera. Os sinais transmitidos, após serem refletidos pelas camadas mais baixas da ionosfera, retornam a terra em pontos distantes da antena transmissora, podendo causar grandes prejuízos a outras emissoras, pelas interferências que produzirão. Para que sejam evitadas estas interferências, as emissoras devem reduzir a potência em que operam seus transmissores durante o dia.

Consta do Regulamento Técnico para Prestação do Serviço de Radiodifusão Sonora em Onda Média e em Onda Tropical (faixa de 120 metros), em seu anexo 08, a tabela com os horários de início e fim das transmissões com a potência de operação diurna. Estes horários variam de acordo com a região onde a emissora está localizada e com os meses do ano.

Os horários, início e fim, das transmissões diurnas são regidos pelo nascimento e por do sol, respectivamente, e são determinados em função da hora local que é o instante, na escala de tempo, definido para um dado lugar e que dá origem à hora legal, a qual está referenciada a tabela do anexo 08, e que é definida como sendo o intervalo de tempo igual, para uma determinada faixa de 15º situada entre dois meridianos da terra, o fuso horário. Por esta razão os horários são diferentes nos diversos estados da federação.

Entende-se, então, que qualquer alteração na tabela do anexo 08 deve ser precedida por, no mínimo, um estudo criterioso onde são levados em consideração vários fatores de ordem natural.

Desde novembro passado até fevereiro do próximo ano, por determinação de um Decreto Presidencial e visando otimizar o uso de energia elétrica, os relógios deverão estar adiantados em uma hora estabelecendo, durante este período, o chamado Horário de Verão.

O que era 7:00 horas no horário real passou a ser 8:00 horas, por exemplo, no Horário de Verão. Mas, para os efeitos da camada ionosférica sobre a propagação das ondas de radio na faixa de freqüências de onda média, tudo permanece como antes. Por envolver parâmetros de ordem natural de grande complexidade os horários da tabela do anexo 08, de inicio e fim de transmissão diurna, não podem obedecer a uma determinação governamental.

O que foi exposto até agora demonstra que uma transmissão de rádio envolve conhecimentos que vão além do simples ligar e desligar de uma chave que coloca a emissora no ar.

O radiodifusor, aquele cidadão que recebe uma concessão ou uma permissão, não tem obrigação de conhecer a fundo todas as implicações técnicas que envolvem o serviço que explora, por ser um empresário.

Tão pouco, o radiodifusor do interior, aquele que enfrenta a voracidade dos impostos federais, estaduais, municipais e ainda tem que conviver com a concorrência desleal e predadora de emissoras clandestinas, pode manter, diuturnamente, em seus quadros profissionais engenheiros para aconselhá-los sobre tudo o que acontece com sua emissora. Todas as emissoras possuem assessoramento técnico. Entretanto seus técnicos possuem a função de dar manutenção nos equipamentos da emissora e de mantê-la no ar, obedecendo aos parâmetros técnicos especificados na Licença de Funcionamento da Estação, fornecida pelo órgão competente. Parâmetros técnicos que envolvam propagação de ondas radioelétricas são estudados quando da apresentação dos projetos, que viabilizam o uso de freqüências , elaborados por engenheiros e aprovados, também, por engenheiros dos órgãos competentes ou por profissionais que elaboram as normas técnicas.

Ora, a administração do espectro radioelétrico, para que não haja conflitos entre os diversos serviços de telecomunicações, ou seja, para que não se interfiram e a responsabilidade pelo seu bom uso, é competência exclusiva do poder público. Por ser um bem natural finito, o espectro radioelétrico não pode sofrer qualquer tipo de dano que venha a inviabilizar seu bom uso. Significa dizer que qualquer fato que ameace o seu bom aproveitamento deve ser antecipadamente detectado e providências tomadas para que não ocorra.

A troca de horário é um fato que ameaça o espectro radioelétrico e o órgão competente deve estar atento para expedir orientações àqueles que o utilizam. Isto é administrar bem o espectro radioelétrico. Portanto é função do órgão competente antecipar-se ao fato.

O órgão competente encarregado de bem administrar o espectro radioelétrico é a Agencia Nacional de Telecomunicações - ANATEL. A este órgão foi dada a incumbência de regular e fiscalizar os serviços de telecomunicações, mas, sobretudo deveria ser um órgão de orientação, o que parece não acontecer quando se trata da execução do serviço de radiodifusão.

Não consta que os responsáveis pelas emissoras de radio que operam em onda média, cujo serviço é o mais atingido pela troca do horário, tenham sido instruídos pelo órgão regulador de como proceder diante da implantação do Horário de Verão. Um assunto tão importante para a administração do espectro radioelétrico foi completamente ignorado.

Agora emissoras estão sendo autuadas por serem levadas a fazer sua própria interpretação sobre que horário deveriam usar como referência, para reduzir a potencia de operação diurna.

E mais, sequer sabem a que horário de referencia, real ou de verão, estão sendo realizados as Avaliações de Parâmetros Técnicos pelas estações de monitoramento, constantes dos Laudos da Agência.

Entendemos que ao ser determinado, por um Diploma Presidencial, que os relógios em determinadas regiões sejam adiantados em uma hora deveria a Agência, imediatamente, notificar as emissoras de rádio que operam na faixa de freqüência afetada, antecipando-se ao fato, passando informações de como proceder diante das novas condições que se apresentam.

A Agência, ao se omitir sobre o assunto, confiou na interpretação dos usuários desta faixa de freqüências não cabendo, portanto, qualquer Auto de Infração posterior, mas tão somente orientação clara e inequívoca aos supostos infratores.

Informação: Sulrádio - Eng.Sergio Nascimento

Jantar dos Prefeitos da Quarta Colônia de Imigração Italiana do RS

Na última sexta-feira, dia 17 de dezembro, a Rádio São Roque, de Faxinal do Soturno, realizou o tradicional Jantar dos Prefeitos da Quarta Colônia de Imigração Italiana do RS. Há mais de 20 anos consecutivos que "A VOZ DA QUARTA COLÔNIA" promove o referido jantar.

Além dos Prefeitos de Faxinal do Soturno, Nova Palma, Silveira Martins, Pinhal Grande,Dona Francisca, Ivorá, Itaara e São João do Polêsine, também estiveram presentes o Secretário de Justiça do RS, José Otávio Germano, Deputado Federal Paulo Pimenta, Deputado Federal Cesar Schirmer, Juiz da Comarca Emerson Kaminski, Promotor de Justiça Cláudio Estivallet Junior e Juiz de Restinga Seca Eduardo Giovelli. Neste ano, foram convidados os Prefeitos que deixam o mandato e, conseqüentemente, os reeleitos e os eleitos que assumirão no dia 1º.

O jantar, que foi abrilhantado pelas esposas dos presentes, ocorreu na residência do Diretor proprietário da Rádio São Roque e Jornal Cidades do Vale, o Vice-Presidente de Mercado e Governamental da Agert e Vice-Presidente Institucional do Sindirádio, Roberto Cervo, que falou da alegria em receber a todos quando colocou os planos de parceira com a região.

Informação: Rádio São Roque

Congresso define Comissão Representativa

O Plenário da Câmara definiu os integrantes da Comissão representativa do Congresso Nacional, que responderá pelos trabalhos da Casa durante o recesso constitucional, entre 16 de dezembro de 2004 a 14 de fevereiro de 2005.

A Comissão representativa é integrada por 16 deputados e sete senadores. Entre as competências da comissão estão a de acompanhar as ações do Poder Executivo, podendo convocar ministros de Estado nos períodos em que o Congresso está em recesso.

A Comissão recebe petições, reclamações e representações de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. E mesmo que o Congresso seja convocado de forma extraordinária, o mandato da Comissão não será suspenso.

Os deputados titulares que foram indicados pelos partidos para integrarem a Comissão representativa são:


PT
Arlindo Chinaglia

João Grandão

Rubens Otoni

PMDB

Mauro Benevides

Pedro Chaves



PFL – Prona
José Carlos Araújo

José Roberto Arruda


PP
Márcio Reinaldo Moreira

Wagner Lago.



PSDB
Bismarck Maia

Sebastião Madeira



PTB
José Militão

Nilton Capixaba



PL – PSL
Jorge Pinheiro



PPS
Ivan Paixão.



PSB
Gonzaga Patriota



PC do B
Perpétua Almeida.



REPRESENTANDO O SENADO, FORAM INDICADOS:



Base do Governo
José Sarney

Delcído Amaral

Mozarildo Cavalcanti

Ideli Salvatti

Luis Otávio


PSDB
Leonel Pavan


PFL
Paulo Octavio

Informação: ABERT

Temos o que festejar?

Sim. A radiodifusão gaúcha tem um especial motivo para festejar. Nesta época turbulenta em que o Estado com voracidade centralizadora pretende assumir espaços essenciais pertencentes à sociedade civil organizada, sermos o único estado da federação a conquistar a liberdade de escolha para os nossos ouvintes, no horário da Voz do Brasil, merece um festejo, embora tímido. Tão grandes são as ameaças que pairam, ainda, sobre os meios de comunicação social.
Mas, a flexibilização da transmissão da Voz do Brasil para as emissoras gaúchas demonstra, tanto a determinação e competência da AGERT ao representar os milhões de ouvintes que tinham cerceada a sua liberdade, quanto a sensibilidade da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que julgou.
São paradigmas ultrapassados que se derrubam. São novos conceitos que enriquecem a sociedade. Aliás, falando em liberdade não são tão novos assim, já que esta é a mais antiga luta do homem.
Não existe na face da terra um Estado que, como o nosso, obrigue a todos os habitantes do território nacional a ouvir no rádio um mesmo programa, na mesma hora. Um triste resquício dos governos autoritários, que teima a permanecer para vergonha dos que o mantêm e desafio constante para a radiodifusão.
Quando falamos em radiodifusão, em veículos de rádio e televisão, estamos falando nas emissoras legalmente estabelecidas, que entendem a comunicação social como um indispensável instrumento de desenvolvimento.
A informação social é um bem transformador do indivíduo e da sociedade. Ela é capaz catalisar idéias multiplicando os resultados práticos das mesmas. Ela é um instrumento de ação social.
Neste sentido amplo, vemos com receio a tentativa do Poder Executivo de desestruturar o sistema da radiodifusão atual, na medida em que permite a proliferação anárquica de milhares de emissoras ilegais que invadem o espectro, silenciando aquelas que trabalham com responsabilidade social dentro da lei. Ou pior, ele mesmo concedendo freqüências em localidades plenamente atendidas.
Esta opção para a comunicação de massas, vinda do Estado assusta, mas não esmorece a radiodifusão legal.

Adroaldo Corrêa recebe homenagem na Câmara

Em ato solene realizado ontem, no Plenário Ana Terra, a Câmara Municipal de Porto Alegre outorgou o Troféu Honra ao Mérito ao jornalista e ex-vereador Adroaldo Bauer Spíndola Corrêa. A distinção, aprovada por unanimidade pelo Legislativo, foi proposta pela presidente Margarete Moraes (PT), que conduziu a solenidade.

Adroaldo é natural de Parnaíba/PI e reside em Porto Alegre desde 1954. Ex-diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Rio Grande do Sul e vereador de 1989 a 1992, foi o autor do projeto da descentralização da cultura, setor hoje coordenado por ele. Margarete resgatou a trajetória do homenageado, falando da concretização de projetos apresentados por ele, como a primeira Conferência Municipal da Cultura, iniciativa inédita no País, e a proposta de incluir no currículo do Ensino Fundamental a história do povo negro.

O jornalista falou sobre passagens da sua história e lembrou episódios ocorridos durante o exercício da vereança. Manifestaram-se ainda os vereadores Guilherme Barbosa e Maristela Maffei (PT) e o representante do prefeito João Verle, secretário de Governo, Jorge Branco. Estavam presentes na cerimônia o secretário de Cultura, Vitor Ortiz, e representantes da comunidade cultural.

Informação: Coletiva.net

Radiodifusão digital: Antena ganha maior importância

O advento das transmissões de TV digital via terrestre deu uma nova e insuspeita importância às antenas. A quantidade de estações, suas relativas proximidades (Europa e EUA) e o número de canais em uso - um crescimento imenso problemas de adequação das estações entre si, não só para evitar radiointerferências mútuas prejudiciais, como garantir a maior cobertura possível da área de outorga da emissora. Isto exige um gerenciamento inteligente da potência irradiada, na qual o diagrama de radiação das antenas é item primordial.

Os tradicionais conjuntos (arrays) de painéis irradiantes de banda larga, energizados pela RF para criar diagramas padronizados por variação de amplitude e fase na alimentação dos painéis, dá lugar a um projeto onde aberturas desiguais entre as faces do conjunto, ou diferentes relações de fase, permitem obter diagramas verticais de radiação (VPR) diferenciados em azimutes distintos. No entanto, a variação dos VPR introduz regiões de transição no diagrama da antena, exigindo monitoração cuidadosa devido as interações entre faces adjacentes, incluindo que os VPR nessas regiões sejam inaceitáveis. (Ashley Bicknell, BE, out/04, pág. 10).

Informação: Sulrádio/ QUADRANTE - RTT 23.04

Sky + pode substituir o vídeo e o DVD

Imagine apertar uma tecla do controle remoto, ver na tela da TV a programação de dezenas de canais para os dias seguintes, e gravar com facilidade os filmes e programas que interessam. Essa é só uma das possibilidades do Sky +, novo serviço da operadora de TV via satélite. Estou testando esse aparelho há três semanas e já não quero mais viver sem ele.

Vejo muita TV, desde criança. Acompanhando a evolução tecnológica, passei a usar videocassete, TV a cabo, DVD. Sou assinante Sky há cinco anos. Mas confesso que nada mudou tanto minha maneira de usar a TV quanto esse novo serviço. Efeito colateral: há 20 dias não gasto um centavo na locadora alugando vídeos e DVDs.

O Sky + combina receptor de TV via satélite e gravador digital. Permite dar pausa em programas ao vivo, esperar o tempo desejado e dar "play" novamente. Dá para atender o telefone ou atacar a geladeira, sem perder uma cena do filme ou da novela preferida.

Eu só conhecia o Sky + através de anúncios. Seus recursos parecem muito bacanas, mas, mesmo para quem já é assinante, o preço não é animador: R$ 999 até o final de dezembro. Em janeiro, assinantes ou não assinantes pagam R$ 1,3 mil e um adicional de R$ 20 na mensalidade.

Pesando prós e os contras, achei que talvez fosse desperdício de dinheiro. Como o gravador do videocassete, que fica ali, inútil, com aquela luzinha verde piscando de noite na sala: 12:00, 12:00, 12:00... Resolvi resistir. Mas há um mês a Sky ofereceu ao jornal um receptor para teste.

Perguntei se podiam instalar em Ilhabela, e disseram que sim. Um técnico foi enviado e, como o Sky + usa dois fios para se conectar à antena, ele teve de subir no telhado, passar o novo cabo, conectá-lo a um módulo especial e descer o fio até o aparelho.

Minha casa tem dois receptores Sky. Um na sala de TV, monopolizado pelas crianças. Outro no quarto do casal. Queria ver se o aparelho agüenta o tranco e é fácil de usar. Pedi a instalação na sala de TV, e começamos a explorar o novo brinquedo.

No primeiro contato, fiz questão de não consultar o manual. Afinal, é assim que a maioria dos consumidores se comporta. O uso me pareceu totalmente intuitivo. Além dos botões comuns em qualquer controle remoto Sky, existe outro conjunto de teclas, iguais às de um videocassete.

Apertei a tecla "pause" e a imagem do telejornal ficou congelada. Apertei o "play" e o locutor voltou a falar. É meio insólito no começo. Como gravei alguns segundos, agora estava vendo a programação atrasada em relação ao sinal normal.

Insólito, mas muito bom. O recurso, chamado "live pause", muda totalmente nossa relação com a TV ao vivo. Quando tentei mudar de canal, um aviso na tela pediu confirmação, esclarecendo que, se mudasse, o trecho gravado seria perdido. Não tem como errar.

O botão "guide" abre o guia da programação, comum a todos os receptores Sky. A tela mostra os programas exibidos em cada canal, hoje e nos próximos dias. Um cursor permite passear pela tela, selecionando diferentes programas e vendo a sinopse de cada um.

Ao encontrar um filme interessante, pressiono o botão "record". Um ícone vermelho com as letras REC aparece ao lado do nome do filme no guia. Facílimo, mesmo para quem não se sente à vontade com traquitanas tecnológicas. Ainda que seja possível ver um programa e gravar outro, não dá para gravar dois ao mesmo tempo. Menus bem claros mostram conflitos desse tipo e pedem nossa decisão.

Por tudo isso, fica claro que a comparação com o gravador do videocassete não tem nada a ver. No Sky + não é preciso acertar o relógio do aparelho, procurar a programação da TV no jornal, voltar ao aparelho e pressionar um monte de teclas. Tudo é feito na tela da TV, em português, de maneira fácil e intuitiva.

Com uma explicação de dois minutos, minha filha de 10 anos saiu programando gravações com a maior facilidade. Meu filho, que tem 4, submeteu o controle a testes de impacto de fazer inveja ao IPT da USP. Tudo certo.

A empresa informa que o disco do gravador pode armazenar até 50 horas. Cheguei a ter 13 filmes gravados, e eles ocuparam cerca de metade do espaço disponível.

A conclusão é que existem coisas indispensáveis, coisas desnecessárias e coisas que só parecem supérfluas enquanto a gente não experimentou. O Sky+ está na última categoria.

Informação: Sulrádio/ AESP - Associação de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo/ Estadão

Brasil é nova fronteira da internet, diz ONU

O Brasil, a China e a Índia, entre os maiores países emergentes, são a nova fronteira da internet. Estudo publicado na última quarta-feira pela Conferência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento, em Genebra, revela que, pela primeira vez, o crescimento da rede mundial de computadores é maior no mundo em desenvolvimento do que nos países ricos.

O Brasil conquistou a condição de economia em desenvolvimento com o maior número de endereços na internet, além de um crescimento de 186% no número de usuários desta tecnologia entre 2000 e 2003. Entre os países emergentes, o Brasil é seguido por Taiwan e México.

O estudo aponta que existiam 3,1 milhões de páginas na internet com o final .br em 2003, um aumento de 41,3% em relação ao ano anterior, o que demonstra que o brasileiro participa cada vez mais da construção da rede mundial de computadores. O Brasil ocupa a 11.ª colocação entre os países com o maior número de websites, acima da Austrália e da França.

O tipo de endereço com maior número de inscrições é o .net, com 100,7 milhões de sites, mas não está ligado a nenhuma área geográfica. No total, a ONU contabilizou 233 milhões de páginas de internet no mundo em 2003, 35,8% a mais do que em 2002. Há 676 milhões de usuários de internet no mundo - 11,8% da população do planeta, mas o crescimento entre 2002 e 2003 foi de apenas 7,8%. A taxa é inferior aos anos do boom da internet (no final dos anos 1990 e início deste século), o que revela que a demanda nos países ricos está se estabilizando. Entre 2000 e 2001, o aumento foi de 27%.

O maior ritmo de crescimento é mesmo nos países emergentes, que contribuem para 75% do crescimento atual da rede. Em 2003, a expansão no número de usuários de internet nas economias emergentes foi de 17,6%, contra apenas 2% nas economias industrializadas. Mas a ONU alerta que o crescimento não está difundido em todos os países emergentes. Apenas cinco deles - Brasil, China, Índia, Coréia do Sul e México - representam 61% dos usuários fora do mundo desenvolvido.

Mas, mesmo no Brasil, onde a situação é melhor que nos demais países em desenvolvimento, ainda existe forte desigualdade em relação ao mundo rico. No País, 822 pessoas para cada 10 mil usam a web. Na Holanda, são 5,3 mil em cada 10 mil.

Música na web
Na avaliação da ONU, o Brasil deveria usar mais a internet para difundir sua música mundo afora. "Os músicos dos países em desenvolvimento têm muito a ganhar e pouco a perder criando estratégias para vender suas músicas online em todo o mundo", afirma o documento da ONU.

Outra sugestão da ONU para que o Brasil tire proveito da internet é aumentar o uso da rede por pequenas e médias empresas, que poderiam economizar e incrementar sua produtividade se aderissem ao comércio eletrônico.

No caso da América Latina, o estudo comprova que 97% das companhias têm acesso à internet, mas um número quase que insignificante usa a tecnologia para comprar ou vender. A região totalizou 44 milhões de internautas e apenas em 2001 sofreu um aumento de 65%.

Informação: Sulrádio/ AESP - Associação de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo/ Estadão