Todos os dias, milhares de celulares são deixados de lado para serem substituídos por novos modelos. Estudo realizado por uma fabricante de celular finlandesa mostra que apenas 2% da população brasileira recicla seus aparelhos móveis. Então, o que fazer com celular e bateria que já estão defasados? A reciclagem de aparelhos eletrônicos ainda é um assunto desconhecido pela maioria das pessoas.
A Brasil Telecom recolhe, desde 2005, baterias e celulares para reciclagem. A empresa trabalha com o programa de coleta nos estados do RS, DF, GO, TO, SC, MS, PR, SC, RO e MT. São 29 lojas em todo país. O usuário pode deixar, em caixas de coletas, celulares e baterias de qualquer marca ou operadora. Os itens são encaminhados aos fabricantes de celulares para reciclagem, tudo de acordo com as normas ambientais.
Além de ter vida útil pré-determinada, a bateria contém, em sua composição, chumbo, cádmio e mercúrio, produtos prejudiciais ao meio ambiente e aos seres humanos. A reutilização, reciclagem e descarte inadequados de baterias podem causar riscos à saúde, tais com doenças neurológicas e motoras.
No RS, a BrT tem lojas próprias em Santa Maria (Calçadão do Santa Maria Shopping), Pelotas (no Calçadão da cidade) e em Porto Alegre (nos Shoppings Iguatemi e Praia de Belas e na Andradas 1.273).
CONSUMO DE CERVEJA SEM ÁLCOOL CRESCE COM LEI SECA
Nos primeiros quinze dias de julho, após a entrada em vigor da lei seca, indústria e varejo já sentem uma alta de 20% nas vendas em volume para o produto, que em 15 anos de mercado nunca teve evolução assim, na casa dos dois dígitos. Tradicionalmente, a cerveja sem álcool sempre foi desprezada por ter um consumo "irrisório", como dizem os donos de bares. É verdade: em comparação ao mercado total de cervejas, as sem álcool têm apenas 0,75% das vendas. E nunca passaram disso.
Mas, segundo o cervejeiro Carlos Hauser, especialista na bebida, que já trabalhou em fábricas na Alemanha, faltava no Brasil o ingrediente básico para o produto deslanchar: o respeito à lei seca. "Na Europa, a cerveja sem álcool existe para quem bebe e dirige. É um produto totalmente ligado à lei. Aqui, existia a bebida, mas não a ocasião", afirma ele, que confia no crescimento duradouro do consumo responsável.
Com o crescimento do consumo, a variedade de cervejas sem álcool deve aumentar e sua qualidade também, segundo prevê Hauser. A propaganda dentro desse segmento também deve aumentar. Liber e Kronenbier, por exemplo, nunca foram estrelas de comercial de televisão, mesmo tendo juntas 60% das vendas do setor. Agora, a AmBev já prepara um plano promocional que poderá incluir a TV.
Até o varejo já está pensando em promoções. O Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, vai aumentar a visibilidade das loiras sem álcool nas prateleiras da rede. "As vendas cresceram 20%. Não vejo a que atribuir esse fenômeno se não à lei seca", diz Fábio Rodrigues, gerente nacional de compras da bebida para as redes do grupo em todo Brasil.
TRF4 E CEF LANÇAM NOVO SERVIÇO QUE PERMITE CONSULTA AOS PROCESSOS
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e a Caixa Econômica Federal (CEF) lançam hoje, às 15h, em Porto Alegre, um novo serviço que permite o acesso às informações processuais dos Juizados Especiais Federais (JEFs) da Região Sul nos terminais de auto-atendimento do banco. Com a medida, qualquer pessoa que possua o Cartão do Cidadão ou que seja correntista da CEF poderá consultar diretamente nos terminais o andamento de processos em que seja parte, mesmo que não tenha o número das ações. O lançamento do serviço, inédito no país, será realizado no saguão de entrada do TRF4, localizado na Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, nº 300, Bairro Praia de Belas. A presidente do tribunal, desembargadora federal Silvia Goraieb, irá coordenar a solenidade. Também estará presente o coordenador dos JEFs da Região Sul, desembargador federal Néfi Cordeiro.
A iniciativa do serviço de consulta processual partiu do TRF4, tendo em vista a crescente demanda dos juizados especiais federais na 4ª Região, que engloba os estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. Atualmente, mais de 280 mil ações tramitam nos 105 JEFs do Sul do país. Os juizados julgam causas cíveis com valor máximo de 60 salários mínimos e processos criminais em que a pena máxima não ultrapasse dois anos. O novo serviço também amplia o acesso à Justiça, uma vez que a parte não precisa mais se deslocar até uma das sedes do Judiciário Federal para consultar o andamento da ação. A partir de agora, além dessa opção, o interessado pode usar um dos mais de 3.800 terminais de auto-atendimento disponibilizados pela CEF em toda a Região Sul. O serviço pode ser acessado através do Cartão do Cidadão ou da conta corrente e respectiva senha. Não é necessário que a parte possua em mãos o número da ação que deseja consultar. Ao acessar a conta, o usuário deverá clicar no item "Consulta Processos", no qual estarão listados todas as ações em que o usuário apareça como parte.
MINISTRO PROMETE CONVERSOR A R$ 7 AO MÊS
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, durante o lançamento dos conversores de TV digital (também chamado set-top boxes) da taiwanesa Proview, em São Paulo, chegou a apresentar as características técnicas dos conversores, que custam entre R$ 199 e R$ 299, lembrando um garoto-propaganda. Ele ganhou um equipamento e avisou que iria devolver, porque, como ministro, não poderia aceitar o presente.
Costa prometeu financiamentos em até 48 parcelas e mensalidades a partir de R$ 7 para os conversores. O Ministério das Comunicações negociou as linhas de crédito com o Banco do Brasil (BB) e o Banco Postal. "Incluímos a possibilidade de financiamento do set-top box numa linha chamada BB crediário", explicou Dênis Corrêa, gerente-executivo da Diretoria de Varejo do BB.
Para ter acesso ao financiamento, é preciso ser cliente do banco e ter o cartão Ourocard Visa ou Visa Electron. O cliente tem um crédito pré-aprovado para a compra de eletroeletrônicos, e opta por utilizá-lo no próprio estabelecimento comercial. A parcela mínima do BB é de R$ 10. O conversor de R$ 199 sai por 32 vezes de R$ 10,14.
EVENTO ENCERRA SEMANA DA LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA
Na ocasião, os principais serviços oferecidos pela entidade estarão mais próximos da população –, no hall de entrada do Auditório Dante Barone, na Assembléia Legislativa do RS, entre as 10h e 17h. No local, serão realizados serviços tradicionais da instituição, como empréstimo de perucas às mulheres em tratamento contra o câncer de mama, além de palestras com diferentes enfoques sobre a doença. Os visitantes poderão, ainda, esclarecer suas dúvidas e conhecer melhor os trabalhos desenvolvidos pela entidade, como o Grupo de Ajuda de Mulher para Mulher, que oferece apoio psicológico a mulheres que estão passando ou passaram pelo histórico do câncer de mama, e o Mamamóvel, unidade móvel que, através de parcerias, realiza mamografias em populações com dificuldade de acesso. Outras informações podem ser obtidas pelo site www.imama.org.br ou pelo telefone 51 3264 3000. Confira, abaixo, os horários da oficina de conscientização e das palestras com especialistas:
10:30 – Oficina de Conscientização
11:30 – Palestra com a psicóloga Lucy Ghirardini Bonazzi
14:30 – Palestra “Advocacy” com a presidente do IMAMA, Maira Caleffi
FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS APRESENTAM CONTRAPROPOSTA PARA ENCERRAR A GREVE
Segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), Manoel Cantoara, a categoria reivindica o pagamento de abono emergencial de 30% sobre o salário-base, de julho a setembro, para os carteiros.
Além disso, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) se comprometeria a pagar a partir de outubro o piso salarial de R$ 260 e a descontar apenas metade dos dias parados.
Os grevistas também pedem o pagamento imediato de auxílio-alimentação, vale-transporte e cesta básica proporcional aos dias parados.
Na audiência de terça-feira, Rider Brito havia apresentado aos trabalhadores dos Correios uma proposta cujo ponto principal era a criação de um plano de cargos e salários, elaborado com a participação dos servidores e com 30% de aumento sobre o salário proporcional ao período em que trabalham na rua.
Inicialmente, a categoria reivindicava o cumprimento do acordo que garante o adicional de risco de 30% para os carteiros, a negociação do plano de cargos, carreiras e salários e a revisão da participação nos lucros, que atualmente é distribuída de forma desigual
CONGRESSO LANÇA FRENTE PARLAMENTAR DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
O requerimento para criação da frente foi apresentado pelo deputado Milton Monti (PR-SP), com o apoio dos deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), Miro Teixeira (PTD-RJ) e Michel Temer (PMDB-SP).
A primeira providência tomada pela frente foi solicitar junto às Mesas Diretoras da Câmara e do Senado o encaminhamento de todos os projetos que se referem a assuntos de interesse do colegiado, para que os parlamentares possam dar início aos trabalhos no segundo semestre.
UNIÃO DA INDÚSTRIA DA COMUNICAÇÃO
O tema foi amplamente debatido por representantes de veículos de comunicação, agências de publicidade e anunciantes, durante o evento, que se encerra nesta quarta-feira (16).
O saldo positivo foi o anúncio da Frente Parlamentar da Comunicação, que terá o objetivo de defender o setor da comunicação no Congresso Nacional. Outro destaque foi a criação do código de ética para toda a atividade publicitária no país.
ESTADO AVALIA PARCERIA EM PROJETO DE OCEANÁRIO NO PARQUE ASSIS BRASIL
A governadora Yeda Crusius autorizou o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, nesta quarta-feira, a coordenar a formação de um grupo de trabalho para examinar a viabilidade de o Estado vir a ser parceiro do projeto de construção de um oceanário junto ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O empreendimento, orçado em R$ 92,6 milhões, é planejado pela empresa Seaquarium do Brasil, com sede em Porto Alegre, que conta com o interesse de participação de grandes investidores do Rio Grande do Sul e do centro do país. Ao Estado, é solicitada a cedência de um terreno junto ao parque.
Somente com a atração de turistas do Uruguai, da Argentina e da Metade Sul gaúcha , conforme projeções do diretor de Desenvolvimento da Seaquarium e coordenador do projeto, Reni Puls, haveria um incremento de 360 mil visitantes por ano à Região Metropolitana de Porto Alegre. Isso representa impacto econômico anual, também segundo Puls, em torno de R$ 130 milhões ao Rio Grande do Sul. Em arrecadação ao Estado, são estimados entre R$ 16 milhões a R$ 20 milhões por ano. E como benefício social, seriam gerados pelo menos 1,7 mil empregos diretos. A obra levaria três anos para conclusão.
O complexo projetado pela Seaquarium do Brasil é composto de um oceanário de 36 metros de altura e 100 metros de comprimento (dimensões que superam os empreendimentos do gênero na América Latina), shopping center temático, centro de convenções, laboratório para pesquisas científicas, hotel e uma torre de 290 metros de altura, com deck de observação e restaurante giratório. No total, são 35 mil metros quadrados de área construída.
Os estudos autorizados pela governadora, de acordo com Wenzel, deverão envolver as secretarias de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, de Obras Públicas, Turismo e Meio Ambiente, além da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Já desmembrado juridicamente do conjunto onde está instalado o Parque Assis Brasil, o terreno em questão possui matrícula própria. "É um projeto de grande porte, capaz de mexer não só com o turismo do Rio Grande do Sul, mas de todo o Cone Sul, além de ter aspecto científico", disse Wenzel.
Participaram também da audiência em que foram expostos à governadora os detalhes do empreendimento, no Palácio Piratini, os secretários de Desenvolvimento, Luiz Fernando Záchia, da Agricultura, José Carlos Machado, de Obras Públicas, Coffy Rodrigues, e do Meio Ambiente, Otaviano de Moraes, técnicos da Seaquarium, representantes de empresas parceiras do projeto e a prefeita de Esteio, Sandra Silveira.
PROPOSTA PERMITE OPERAÇÃO PROVISÓRIA DE RÁDIO E TV
O Projeto de Lei 3337/08, do deputado Silas Câmara (PSC-AM), autoriza as emissoras de rádio e televisão que obtenham outorga do Poder Executivo a operar em caráter provisório até a apreciação do ato de outorga pelo Congresso Nacional. A proposta altera a Lei 4.117/62.
As outorgas e renovações de concessão, autorização e permissão de serviço de radiodifusão são concedidas pelo Executivo, mas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para produzir efeitos legais. Silas Câmara observa que, embora a Constituição tenha estabelecido o prazo máximo de 90 dias para essa manifestação do Congresso, esse limite não é cumprido.
O parlamentar cita o relatório parcial da subcomissão especial da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, segundo o qual o tempo médio de tramitação no Legislativo dos processos de autorização para prestação do serviço de radiodifusão comunitária é de 320 dias.
Embora considere imprescindível a análise do Congresso Nacional sobre os atos de radiodifusão, o deputado entende que o alongamento dos prazos de apreciação prejudica as emissoras, que têm seus processos de outorga submetidos a atrasos por razões alheias a suas próprias forças, sem que tenham concorrido para tal.
Na sua avaliação, a principal prejudicada, porém, "é a própria sociedade brasileira, que se vê impedida dos diversos efeitos positivos advindos da operação de novos canais de radiodifusão, como a geração de empregos e o acesso à pluralidade de programações".
Silas Câmara lembra que a Medida Provisória 2216/01 determinou que, uma vez autorizada a execução do serviço e transcorrido o prazo constitucional sem apreciação do ato de outorga pelo Congresso, a emissora comunitária tem a prerrogativa de operá-lo em caráter provisório. O parlamentar reclama que a MP não estende o benefício para as emissoras comerciais. O projeto, segundo ele, tem o objetivo de "suprir essa lacuna legal".
Tramitação: O projeto, que tramita em caráter conclusivo, pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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