"TV digital não muda nada", afirma Boni

Um dos responsáveis pela potência que a Globo é hoje, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, está na contramão dos que "vendem" a TV digital como uma grande revolução.

"A TV digital não muda nada. Seu impacto será menor do que o da TV a cores", aposta. Boni, ex-vice presidente da Globo, falou sobre o assunto anteontem no Maximídia, evento para o mercado publicitário que termina hoje em São Paulo.

Boni elogia a decisão do governo de ter optado por um padrão de TV digital derivado do japonês, mas faz críticas pontuais e desdenha dos benefícios dela (a alta definição, a mobilidade e a interatividade).

Sua principal crítica é que a TV digital, do jeito que foi formulada, "inibe o surgimento de novas redes e favorece os atuais concessionários". "A TV brasileira tem de ser reformulada. Faltam canais regionais", diz.

Boni não acredita na TV aberta gratuita pelo celular (portabilidade) e na interatividade pelo controle remoto. "Celular não recebe televisão. Ou será um aparelho misto ou um televisor portátil", afirma. "E só vai ter interatividade quem tiver o televisor conectado a uma linha telefônica".

Para o executivo, a alta definição vai demorar a emplacar, porque é muito cara ("o telespectador terá que gastar pelo menos US$ 6.000 para ter acesso a ela"). "O Brasil só termina de implantar a TV digital em três décadas", vaticina.




Informação: ABERT / Folha de São Paulo - Ilustrada – TV Digital

TV digital poderá excluir emissoras do mercado

A implantação da TV digital no Brasil será uma oportunidade de promover uma "faxina" no setor de radiodifusão, retirando do mercado emissoras "não sérias".

A avaliação foi feita ontem pelo consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, durante debate sobre a TV digital realizado na Futurecom, feira de telecomunicações realizada em Florianópolis (SC).

A declaração de Bechara foi feita depois da provocação do moderador do debate, Rubens Glasberg, ao afirmar que existiriam no país muitas "igrejas eletrônicas" e TVs educativas que fugiram do seu propósito original, e que seria "um bom momento para se fazer uma higienização".

Bechara explicou que a portaria com o cronograma da TV digital, que será publicada até amanhã, seguirá o que já prevê o decreto publicado em junho, e exigirá das emissoras que solicitarem a consignação do canal de 6 MHz para fazer a TV digital estejam em situação regular do ponto de vista legal e técnico.

A expectativa do consultor do ministério é a de que até o fim do ano, das cerca de dez geradoras de São Paulo, somente quatro ou cinco tenham condições de investir imediatamente na TV digital.

Quem não tiver em condições legais de solicitar o canal digital terá que regularizar a situação, inclusive fiscal e de seguridade social.

O cronograma, segundo antecipou Bechara durante evento, define que as geradoras de São Paulo deverão solicitar o canal digital até o dia 29 de dezembro deste ano. As geradoras de outro grupo de capitais (provavelmente Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza e Belo Horizonte) deverão fazer suas solicitações entre maio e julho de 2007.

Segundo o consultor, os testes em São Paulo serão feitos ao longo do ano, mas as primeiras transmissões comerciais estão previstas para dezembro do ano que vem.




Informação: ABERT / Telecomunicações - Diário da Borborema - PB - Últimas

BNDES terá projeto específico de recursos para TV digital em 30 dias, diz assessor da Casa Civil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá entregar ao governo, em cerca de 30 dias, um projeto de recursos específico para a implantação da TV digital no país, em que proporá formas de financiamento " para toda a cadeia " , segundo o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa Filho, que participa do congresso Futurecom 2006. Segundo ele, o banco de fomento vai oferecer financiamentos para desde a etapa de migração do analógico para o digital, incluindo o capital de giro das empresas e política de desenvolvimento de tecnologia. " Será umprojeto tão amplo como nunca se viu " , afirmou Barbosa. O orçamento do governo para 2007 prevê recursos que chegam a US$ 500 milhões para esses financiamentos, ou cerca de R$ 1 bilhão. Desse total, explicou Barbosa, cerca de R$ 500 milhões serão para o ministério da Ciência e Tecnologia, R$ 200 milhões para o Funttel (Fundo Tecnológico de Telecomunicações) e R$ 300 milhões para outros fundos setoriais. Nos próximos dias 10, 11 e 12 de outubro, o governo brasileiro recebe uma delegação do padrão japonês ISDB para acertar detalhes da transferência de tecnologia do padrão demodulação escolhido pelo país para seu sistema. Em novembro, segundo Barbosa, o Fórum de TV Digital criado pelo governo para acompanhar a trajetória da migração estará aberto a todos os interessados.




Informação: ABERT / Redação - Valor

Governo quer abrir espaço para novos canais de TV

A chegada da TV digital ao País trará espaço para pelo menos duas redes novas de televisão, a serem operadas pela iniciativa privada, segundo o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa Filho. "Em São Paulo, por exemplo, sobram três canais que, se conseguirmos, vamos licitar", disse Barbosa Filho, que participou do evento Futurecom, em Florianópolis. "Não dá para quebrar o monopólio por decreto, só dá para quebrar com o próprio mercado."

Ele negou que os quatro canais públicos criados pelo decreto presidencial de 29 de junho tenha inviabilizado a entrada de novos jogadores. Para o governo,o Grupo Abril seria um dos candidatos à compra.

A estréia comercial da TV digital no País foi adiada. A previsão inicial era de que ela chegasse à capital de São Paulo no primeiro semestre do ano que vem, mas, com o atraso na publicação da portaria com o cronograma de implantação, ficou para dezembro de 2007. "A portaria será publicada ainda esta semana", garantiu Marcelo Bechara, assessor jurídico do Ministério das Comunicações.

O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva dava 30 dias para a divulgação do cronograma. "Nós resolvemosabrir a discussão dentro do governo", justificou Bechara. "O decreto definiu que o Ministério das Comunicações iria elaborar o cronograma, e acabamos envolvendo também o Comitê Executivo do Sistema Brasileiro de Televisão Digital, a Anatel e a Casa Civil."

As emissoras de São Paulo terão até 29 de dezembro para entrar com a requisição de um novo canal, que será usado para transmitir o sinal digital. Depois, terão seis meses para definir o projeto de digitalização e mais 18 meses para colocar o sinal no ar. Em São Paulo, as redes de TV combinaram de entrar todas juntas com a transmissão digital. Em meados do ano que vem, será a vez das emissoras do Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza pedirem o novo canal. Elas não irão pagar nada por isso.

Por 10 anos, as redes irão transmitir, ao mesmo tempo, os sinais analógico e digital,em paralelo, para dar tempo ao espectador de atualizar sua televisão. Depois disso, as empresas terão de devolver um canal. A TV digital permite imagem melhor, com alta definição, som em seis canais e multiprogramação.

México libera mercado de TV para a Telmex

O governo mexicano publicou na terça-feira um regulamento para permitir que as operadoras de telefonia entrem no mercado de televisão e que as empresas de TV paga e outros grupos de comunicação vendam telefonia. As regras começaram a valer a partir de ontem. A Telmex, dona da Embratel, não possui licença de TV paga e precisará solicitá-la à agência reguladora Cofetel. A autoridade ainda não decidiu se a companhia terá de pagar por isso. A operadora, que pertence ao bilionário Carlos Slim Helú, controla mais de 90% do mercado de telefonia fixa.

A medida recebeu críticas, pois uma entrada da Telmex nesse mercado poderia prejudicar as empresas de televisão paga ou as redes Televisa e TV Azteca. A Cofetel informou recentemente que a Telmex precisa sofrer um controle maior para entrar em novos mercados. REUTERS




Informação: ABERT / Redação - Estado de São Paulo

Porto Alegre vai acompanhar Max Mídia 2006

Porto Alegre vai receber via satélite a transmissão do maior evento de Publicidade da América Latina: o Max Mídia 2006, que será realizado em São Paulo. O evento contará com palestras de Roberto Justus, Karim Rashid, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, Louise Sams, Eduardo Giannetti da Fonseca e Jaime Troiano. Tudo está programado para os dias 3, 4 e 5 de outubro, no auditório Elizabeth Lee (Rua Dr. Lauro, 71 – Bairro Rio Branco) do Centro Universitário Metodista (IPA), com presença de representantes das maiores agências do Estado. Os sócios dos Profissionais do Grupo de Mídia pagarão R$ 75,00 e não sócios R$ 150,00. "O Max Mídia é uma oportunidade única para os profissionais de mídia", destaca João Roberto Brito, diretor-geral do SBT no Rio Grande do Sul.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3311-1112 ou pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..

“A VOZ DO BRASIL”

A AGERT obteve, por maioria dos votos, juntos à 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, provimento a recurso de Apelação interposto contra a sentença que julgará improcedente pedido de flexibilização no horário de transmissão do programa oficial “A Voz do Brasil”.

A União Federal, inconformada, contra a decisão da 3ª Turma do TRF4 manejou recurso de Embargos Infringentes, fato que impede, desde logo, cumprimento do julgado pelas emissoras afiliadas.

A AGERT concentra seus esforços, neste momento, para ver agilizada a tramitação dos Embargos Infringentes, buscando vê-los julgados, com êxito aos interesses dos radiodifusores e de toda sociedade gaúcha, o mais breve possível.



Gildo Milman
Consultor Jurídico da AGERT

Plano de Mídia do Vota Brasil 2006 para o 2º turno

O Plano de Mídia da campanha Vota Brasil 2006, referente ao segundo turno, já está disponível aos veículos de comunicação nos seguintes endereços: www.votabrasil2006.com.br ou www.tse.gov.br

A veiculação da campanha Vota Brasil 2006 elaborada pelo Tribunal Superior Eleitoral - TSE, é gratuita e obrigatória como prevê no artigo 93 da Lei 9.504/97 e, terá prosseguimento até o dia da votação no segundo turno, 29 de Outubro.

O Plano de Mídia estabelece que cabe às emissoras de Rádio veicular os spots entre 6h e 24h. Às emissoras de TV cabe veicular as peças nas quatro faixas horárias determinadas. Para maiores informações, entre em contato com o TSE, no horário comercial, pelos telefones (31) 3213-0307 e (31) 3213-7865.






Informação: Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - Abert

Ministro reclama de descortesia de fabricante europeu

Numa manifestação curiosa (considerando que falava na sessão de abertura do maior evento brasileiro de telecomunicações), o ministro das Comunicações, Hélio Costa, revelou que na recente reunião do Regulatel - que reúne as agências reguladoras da América Latina -, realizada na Guatemala, uma empresa européia “não se conteve e atacou a decisão do governo brasileiro, destacando o ministro Hélio Costa e a ministra Dilma Rousseff em um pequeno documentário como sendo os responsáveis pela decisão do governo brasileiro pela utilização do sistema de modulação japonês”. O governo brasileiro enviou ao Regulatel representantes com o objetivo de explicar aos países do continente as opções tecnológicas do SBTVD-T.


Costa afirmou que esta empresa tentou “nokiautiar” os dois ministros brasileiros. O ministro agradeceu publicamente o conselheiro da Anatel, Pedro Jaime Ziller, que na ocasião defendeu a soberania nacional e a decisão do governo brasileiro, que deve ser respeitada, inclusive por aqueles que foram vencidos tecnicamente. O ministro terminou dizendo que esta empresa fabrica excelentes telefones celulares, mas são péssimos produtores de documentários.
Da Redação





Informação: Tela Viva - News - TV Digital







TV digital: mais distante do que se pensa, diz Boni

Para o ex-vice-presidente da Rede Globo, a tecnologia vai levar 30 anos para ser dominante. Com uma palestra sobre a TV e a propaganda, realizada pelo ex-vice-presidente da Rede Globo e sócio da TV Vanguarda, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, começou ontem, no World Trade Center, em São Paulo, a 16ª edição do MaxiMídia, promoção do Grupo Meio & Mensagem, que reúne até amanhã profissionais de comunicação e marketing.

A polêmica ficou por conta da observação de Boni sobre a tão falada implantação da TV digital no País, que segundo ele não vai acontecer tão cedo, embora o governo estime em dez anos a sua implantação completa. "Pode multiplicar por três esse tempo, mesmo considerando que o brasileiro é ávido por novidades".

Para Boni quem vai se beneficiar, realmente, da tecnologia digital é a indústria fabricante de aparelhos de TV, pois o País tem hoje 50 milhões de televisores analógicos, que deverão ser trocados para a captação das imagens e audio digitais. Segundo o executivo esta é uma tecnologia imposta.

"No Brasil fazem as coisas na ordem inversa. Em vez de se discutir primeiro o negócio, começou-se a discutir a tecnologia a ser implantada. Ninguém ouviu o consumidor para saber se ele queria outra tecnologia ou estava satisfeito com o serviço recebido. Pois pode-se melhorar o som e a imagem, mas a programação vai ser a mesma."

Para Boni, o impacto da televisão digital será muito menor do que o registrado quando da chegada da TV em cores. "A TV digital vai interessar mais aos telespectadores das classes mais ricas, por status." Dessa forma, a TV digital vai demorar a chegar a todos os espectadores.

Para o ex-todo poderoso da Globo, a implantação do novo sistema vai promover uma elevação de custos em todo o setor, desde as emissoras, produtoras até o consumidor final. "Os investimentos de rede serão brutais", disse, citando a Globo como exemplo. "Um gerador digital de alta definição (HDTV) custa US$ 6 milhões. A Globo tem mais de 100 emissoras, o que significa um investimento de US$ 600 milhões, foram as retransmissoras, que são mais de 3 mil. Assim será preciso investir alguns bilhões de dólares."

Ainda em sua palestra, Boni chamou atenção para o "engessamento" da atual estrutura de programação, pois o modelo tecnológico a ser adotado no Brasil - um híbrido do sistema japonês com tecnologia local, que utiliza taxa de compressão MPEG4 - não abre espaço para novas emissoras. Fazendo uso de ironia, Boni disse ainda que o modelo de negócios depende de regulamentação e "essas coisas andam rápido no Brasil".

Para Boni não há muito a fazer em termos de interatividade. Segundo ele, a tecnologia digital não oferece muito mais nesse sentido do que a analógica. "Para haver interatividade, é preciso uma via de duas mãos, que não vai existir. O contato com a emissora ainda vai depender da telefonia ou da internet, como é hoje".

O telespectador pode participar de um programa votando, como era o caso do "Você Decide", programa da Globo com três finais para a mesma história, mas não pode mudar o final da novela. "Hoje, o controle remoto é a maior interatividade que a TV permite".

Sobre a convergência das mídias, Boni acredita que alguma convergência vai haver, mas isso não acaba com as ações integradas de marketing. Hoje, os anunciantes querem saber do retorno. "Para isso, as aferições das diversas mídias terão que ser feitas com cuidado, pois o anunciante não quer jogar dinheiro no lixo."

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Lourdes Rodrigues)





Informação: Abert/ Telecomunicações - Gazeta Mercantil - SP - Caderno C - Comunicação





Tevês começam a investir em “digitalização”

As principais emissoras de televisão aberta do País já estão produzindo conteúdo para a tevê digital, que deve estrear em São Paulo já no final de 2007. As prioridades, de início, são novelas, minisséries e jornalismo, conteúdos típicos de exportação das emissoras. A expectativa criada em torno das mudanças na programação das emissoras com a digitalização é grande, principalmente por conta das novas funcionalidades do sistema, como a interatividade.

Segundo Globo, SBT e Band, novos investimentos, que podem chegar a mais de R$ 100 milhões, já estão sendo programados.

Se for cumprido o cronograma previsto, a tevê digital deve começar no Brasil no final de 2007. Para Evandro Guimarães, assessor da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que também é vice-presidente de relações institucionais da Globo, no início a transmissão em alta definição deve acontecer apenas algumas horas por dia, provavelmente durante o horário nobre.

“Hoje, nos Estados Unidos e no Japão, o horário nobre é todo em alta definição”, afirma o executivo. “Tem ainda a questão do acervo. Grande parte não é digital e as emissoras não vão simplesmente jogar fora esse conteúdo”, diz.

Para Frederico Nogueira, diretor-geral do Grupo Bandeirantes de Televisão, por enquanto ainda não é possível fazer muitas previsões, pois faltam algumas questões de regulamentação a serem resolvidas. Mas, segundo ele, no final de 2007 pelo menos os telespectadores de São Paulo devem presenciar as primeiras transmissões digitais brasileiras.

Interatividade

As estratégias das emissoras, ainda que coincidam sobre conteúdo, diferem em outros aspectos, caso específico da interatividade, que permitirá aos telespectadores se comunicarem e interferirem na programação. Para Evandro Guimarães, da Abert e da Globo, para a tevê aberta a interatividade se resume apenas a eventuais informações adicionais que podem ser passadas aos telespectadores, como por exemplo dados extras sobre os times que podem ser obtidos durante a transmissão de uma partida de futebol. “A dinâmica da tevê aberta é a seguinte: um transmitindo para milhões. Muita gente confunde transmissão em padrão digital com a questão do canal de retorno. Esse canal pode ser qualquer um, desde o telefone até a Internet; o aspecto principal do padrão digital está na alta definição de imagem e de som”, afirma. Segundo Guimarães, a Globo já está produzindo conteúdo em alta definição para exportação. “No exterior a demanda é muito alta.”

Ainda com relação à interatividade, Guimarães lembra que a tevê por assinatura já possui esses recursos. “As operadoras via satélite [DTH] disponibilizam informações adicionais aos usuários. No cabo também é possível que o telespectador ‘retorne’ informações, mas esse não é o negócio da televisão”, contesta o executivo.

Com relação a investimentos, Guimarães afirma que eles serão feitos, mas já estavam programados. “Todo ano as emissoras precisam renovar seus equipamentos e este ano não vai ser diferente. O que acontece é que os novos equipamentos serão digitais”, conta. Outra questão, de acordo com o executivo, está na qualidade da produção. Com a alta definição, as emissoras terão de ter mais cuidado com cenários e maquiagens, sob o risco de terem eventuais erros realçados na tela.

O SBT, ao contrário da Globo, dá mais valor à interatividade, tanto que criou, recentemente, uma unidade batizada “SBT Celular”. O objetivo é criar promoções e conteúdo usando o recurso de mensagens de texto (SMS), um teste para a implantação da tevê digital. No caso, a telefonia móvel seria usada como o canal de retorno. “A tevê digital vai renovar a experiência de se assistir televisão. Comparada a outros meios, como a Internet, a televisão ficou pobre e vem perdendo espaço, principalmente entre os jovens”, relata Rodrigo Marti, diretor de novos negócios da emissora.

Segundo Marti, a área de novos negócios do SBT já está começando a investir para fazer a transição do analógico para o digital, sendo que os primeiros conteúdos digitais devem, também, ser as novelas. Outra área estratégica para o executivo é o jornalismo, já que será possível, por exemplo, enviar informações adicionais sobre as notícias veiculadas nos jornais.

Na Bandeirantes, segundo Frederico Nogueira, diretor-geral da emissora, um grupo foi designado para fazer estudos e já está trabalhando internamente na produção de conteúdo. O diretor estima que os investimentos devem chegar a R$ 100 milhões, principalmente em equipamentos, como câmeras e ilhas de edição.

As primeiras atrações, a exemplo de Globo e SBT, devem ser novelas e minisséries, que têm boa penetração no exterior.

Padrão

O Brasil escolheu o padrão ISDB (japonês) para transmissão de tevê digital. O decreto de definição, publicado em 29 de junho, definiu um cronograma de 18 meses para o início das transmissões no País. Após a implantação do sistema digital, as emissoras continuarão a transmitir em formato analógico por mais dez anos. Durante esse período, os telespectadores poderão optar por continuar a receber o sinal analógico ou comprar um conversor ou aparelho já adaptado para receber o sinal digital. Após esse período, os usuários terão de trocar o aparelho ou comprar um conversor, que ainda não é vendido.

O processo de transição para o digital está ocorrendo em diversos países. No Reino Unido, foi iniciado em 1998 e cerca de 70% dos lares já possuem acesso.






Informação: Abert - DCI - Comércio, Indústria e Serviços - SP - Capa