TV digital estará em 50% dos lares em 2 anos, prevê ministro

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem (26) que o governo acredita que no máximo em dois anos a TV digital estará em "praticamente 50%” dos lares brasileiros.

Costa confirmou que o anúncio oficial do acordo entre Brasil e Japão para a implantação da TV digital no País acontecerá na quinta-feira, em Brasília, com a presença do ministro japonês do Interior da Comunicação, Heizo Takenaka.

Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “já está com todas as informações necessárias para assinar o convênio”. "Nós concordamos com os termos do acordo que nós assinamos em Tóquio e que tiveram complementação na semana passada, com a presença de 29 engenheiros e técnicos japoneses”, explicou

Defensor do padrão japonês (ISDB) durante as negociações, Costa afirmou que o modelo a ser adotado corresponderá a “um produto nacional”. “Vai ser o sistema brasileiro de televisão digital, que usa ferramentas do padrão japonês, do padrão europeu e do padrão americano, mas é um produto nacional”, disse o ministro, sem entrar em detalhes.

A tecnologia japonesa contava também com a preferência das emissoras de TV. A transmissão direta e gratuita da programação de TV nos telefones celulares era um dos principais argumentos de Costa para a defesa do modelo. As emissoras estimam que poderão dar início à operação comercial num prazo de seis meses após a definição do padrão. “Entendemos que no máximo em dois anos nós estaremos com a TV digital em praticamente 50% do País”, afirmou Costa, ao participar pela manhã da inauguração de duas agências dos Correios, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A expectativa, no entanto, é que a transição total do sinal analógico para o digital no País ocorra num prazo de cerca de 10 anos. Mas o sinal poderá ser recebido mesmo sem a troca do aparelho de TV, por meio de um decodificador. O ministro já disse que a indústria nacional está pronta para produzir o terminal e o governo discute com o Banco Popular a abertura de um financiamento para a aquisição do aparelho.






Informação: Agência Estado











Padrão de TV digital recebe críticas

Brasília e São Paulo, 27 de Junho de 2006 - A escolha pela tecnologia japonesa foi considerada pela Siemens como uma escolha errada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina depois de amanhã o decreto que prevê as regras de implantação da TV digital no Brasil.

Segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, o modelo escolhido será o japonês, que concorreu com os modelos europeu e norte-americano. O porta-voz da Presidência, André Singer, confirmou ontem a cerimônia de assinatura do decreto, que será realizada no Palácio do Planalto às 10h30 de quinta-feira, e da qual participará o ministro das Comunicações do Japão, Heizo Takenaka.

"O que iremos assinar é um documento criando as condições jurídicas para a implantação do modelo brasileiro de TV digital", disse Hélio Costa.

O desfecho do caso representa uma vitória pessoal do ministro das Comunicações, que sempre defendeu o modelo japonês. Ganham ainda os radiodifusores, que, depois de lobby no Executivo e no Legislativo, garantem a escolha do modelo que traz menor impacto para suas empresas e não depende de telefonia para a transmissão do sinal.

Apesar de o padrão escolhido ser o japonês, o governo venderá o modelo como padrão brasileiro, já que poderá integrar tecnologias produzidas no País, como o middleware (sistema operacional da TV digital) e aplicativos.

Na semana passada, técnicos japoneses se reuniram com representantes do governo brasileiro para discutir os últimos detalhes do acordo.

Os brasileiros tentavam arrancar a promessa de construção de uma indústria de semicondutores. Até agora, entretanto, o Japão prometeu apenas ajudar a formar mão-de-obra especializada no Brasil e a criar condições para a implantação da indústria.

A migração completa para o sistema digital de televisão levará 10 anos. Segundo Costa, as primeiras transmissões serão feitas no Rio e em São Paulo.

Siemens: escolha errada
A decisão foi considerada péssima por Mário Baungarten, especialista em tecnologia da Siemens, de capital alemão e defensora do padrão europeu de TV digital.

"O padrão japonês ou nipo-brasileiro é um dilema por ser o mais caro do planeta", afirmou Baungarten, referindo-se à baixa renda per capita e à má distribuição de renda do Brasil. "Advogamos que um país como o nosso, que enveredou por um caminho global de telecomunicações com GSM, deveria preferir o padrão igualmente mundial de TV digital", disse.

"A decisão é péssima e o sistema é intrinsicamente caro. Somos um país que comete muitos erros", acrescentou. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Lorenna Rodrigues e Thaís Costa)






Informação: Abert/ Gazeta Mercantil - TI & Telecom - TV Digital

Hélio Costa confirma acordo com japoneses

Agora é oficial. Conforme adiantou este noticiário na quinta, 22, o ministro Hélio Costa confirmou que o governo brasileiro aceitou os termos do acordo proposto pelos japoneses para a utilização completa do padrão ISDB-T no desenvolvimento e na implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD).

Segundo disse o ministro a este boletim, o Brasil terá liberdade para utilizar a totalidade ou apenas parte do padrão japonês no nosso sistema e ainda incorporar as mudanças tecnológicas que considerar necessárias, como o MPEG 4 ou um middleware nacional.

O conteúdo do acordo será anunciado a partir da quinta-feira da próxima semana, 29, quando o ministro das comunicações do Japão, Heizo Takenaka, estiver no Brasil.

Hélio Costa adiantou ainda que na próxima semana o Comitê de Desenvolvimento do SBTVD fará uma reunião, em princípio marcada para a manhã da terça, 27, para rever os detalhes da proposta de decreto de transição para a implantação do Sistema Brasileiro de TV Digital. Ele disse que detalhes sobre o decreto e sobre o acordo serão dados posteriormente por ele e pela ministra Dilma Rousseff, após as reuniões. Carlos Eduardo Zanatta





Informação:TELA VIVA News

Band AM na final do Prêmio Caixa de Jornalismo Social

Estão definidos os finalistas da terceira edição do Prêmio Caixa de Jornalismo Social e Negócios em Turismo, promovido pela Caixa Econômica Federal com a Revista Imprensa. Entre os finalistas está a Rádio Bandeirantes 640 AM, com a reportagem ‘ A vida que vem do lixo’, de Roberta Paz. A emissora é o único veículo gaúcho na final do prêmio. Na categoria ‘Negócios em Turismo’, um dos finalistas é o repórter Augusto Dolenga Neto, da RBSTV de Florianópolis.

Concorrem finalistas nas categorias: Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Webjornalismo, Fotojornalismo, Negócios em Turismo (mídia impressa e mídia eletrônica) e o Prêmio Especial do Júri concedido à melhor matéria da pauta Microcrédito. Cada finalista ganhará um certificado de participação e concorre ao prêmio no valor de R$ 12.500, além do Grande Prêmio de R$ 25 mil. Os vencedores serão divulgados em julho, durante a festa de entrega do Prêmio Caixa de Jornalismo Social e Negócios em Turismo.

» Conheça os finalistas.


JORNALISMO IMPRESSO

Trabalho: Adeus, Futuro
Autor: Eduardo Auler
Veículo: Jornal Extra – Rio de Janeiro

Trabalho: A dinastia das ruas
Autores: Cristiane de Cássia, Ruben Berta, Selma Schmidt e Tais Mendes
Veículo: O Globo – Rio de Janeiro

Trabalho: As veias abertas do Recife
Autores: André Duarte, Fred Figueroa, Paulo Goethe e Sérgio Miguel Buarque
Veículo: Diário de Pernambuco - Recife

Trabalho: Série: Venda de cadastros ameaça consignado do INSS
Autor: Mônica Pereira
Veículo: Jornal O Dia – Rio de Janeiro

Trabalho: Vida Severina – Da miséria do sertão à realidade da favela
Autores: Paulo Marqueiro e Selma Schmidt
Veículo: O Globo – Rio de Janeiro

TELEJORNALISMO

Trabalho: Peixes Pantanal
Autores: José Hamilton Ribeiro, Jorge dos Santos, Bartolomeu Clemente, Haroldo Pallo
Jr.
Veículo: TV Globo – São Paulo

Trabalho: Série Educação
Autores: Marcos Uchoa, Caco Barcelos, Sonia Bridi, Alberto Gaspar e Ana Brasil
Veículo: TV Globo – Rio de Janeiro

Trabalho: Série São Francisco
Autores: José Raimundo e Ângela Garambone
Veículo: TV Globo – Rio de Janeiro

Trabalho: Série Nossa Mata
Autores: Flavio Fachel, Tonico Ferreira, Ismar Madeira, Marcelo Canelas e Mônica
Maria Barbosa
Veículo: TV Globo – Rio de Janeiro

Trabalho: Transposição e morte do Rio São Francisco
Autores: Ivaci Matias, Olympio Giuzio Newton, Emilio Mousurt, Djoleia Albuquerque e
Wilson Berzuini
Veículo: TV Globo – São Paulo


RADIOJORNALISMO

Trabalho: A vida que vem do lixo
Autor: Roberta Paz
Veículo: Rádio Bandeirantes 640 AM – Porto Alegre

Trabalho: Infância desabrigada
Autores: Sheila Magalhães, Leila Correia e Ana Nery
Veículo: Rádio Bandeirantes – São Paulo

Trabalho: Pobreza e deficiência: relação de invisibilidade
Autor: Aline Andrade
Veículo: CBN – Vitória

Trabalho: Poluição invisível
Autor: Tânia Morales
Veículo: CBN – São Paulo

Trabalho: Retratos da terra: quem ocupa esse solo
Autores: Soraya Fideles e Lucas Ávila
Veículo: Rádio UFMG – Educativa – 104,5 FM – Belo Horizonte


WEBJORNALISMO

Trabalho: A ameaça do agrotóxico - Especial
Autor: Paulo Sérgio Machado
Veículo: Agência Brasil – Brasília

Trabalho: Banco Palmas democratiza acesso ao crédito e ao consumo
Autor: Andréa de Lima
Veículo: Site Instinto Ethos – São Paulo

Trabalho: E os novos rios, em que estado se encontram
Autores: Isabela Noronha e Naria Elisa Arrur
Veículo: Portal Estadão – São Paulo

Trabalho: Professora é processada após deixar estudante horas de castigo
Autores: Ulisses Serotini, Alfredo Singh, Edimara Fagundes e Marcy Monteiro Neto
Veículo: RMT Online MT – Cuiabá

Trabalho: Testemunhas do Tietê, o rio que a cidade perdeu
Autor: Antonio Carlos Quinto
Veículo: USP Notícias – Portal da USP – São Paulo


FOTOJORNALISMO

Trabalho: A volta por cima da aurora
Autor: Zeca Caldeira
Veículo: Revista Dinheiro Rural – São Paulo

Trabalho: Incêndio na favela São João
Autor: Tuca Vieira
Veículo: Folha de S. Paulo – São Paulo

Trabalho: O Sertão de Guimarães Rosa
Autor: Valdemir Cunha
Veículo: Revista Os Caminhos da Terra – São Paulo

Trabalho: Rescaldo
Autor: Daniel Kfouri
Veículo: Folha de S.Paulo – São Paulo

Trabalho: Retratos da infância
Autor: Beto Figueiroa
Veículo: Jornal do Commercio – Recife

Trabalho: Um rio que passou
Autores: João Castilho, Pedro Motta e Pedro David
Veículo: National Geographic – São Paulo


NEGÓCIOS EM TURISMO (mídia impressa)

Trabalho: Série: Ceará Mirante
Autores: Cláudio Ribeiro, Eleuda de Carvalho, Mário Tele, Fátima Sudário e Rita
Célia Faheina
Veículo: O Povo – Fortaleza

Trabalho: Made in Brazil
Autor: Nathalia Molina
Veículo: Jornal da Tarde – São Paulo

Trabalho: Natal, recorde e fama até na Suécia
Autor: Adriana Carranca
Veículo: O Estado de S. Paulo – São Paulo

Trabalho: Portuga transforma Brasil em novo eldorado
Autores: Luciana Rodrigues e Letícia Lins
Veículo: O Globo – Rio de Janeiro

Trabalho: Programa de Turista
Autor: Sergio Adeodato Brasil
Veículo: Revista Host – São Paulo

Trabalho: Série: Sol, Mar e Dólares
Autores: Giovanni Sandes e Viviane Barros Lima
Veículo: Jornal do Commercio – Recife


NEGÓCIOS EM TURISMO (mídia eletrônica)

Trabalho: Lazer de um dia
Autores: Regiane Stell, Luiz Gonzaga Nogueira Jr., Helde Brando Gomes e Fábio Arruda
Veículo: TV Globo – São Paulo

Trabalho: Turismo – A moda é Santa Catarina
Autor: Augusto Dolenga Neto
Veículo: RBSTV – Florianópolis

Trabalho: Turismo nos trilhos do Brasil
Autores: Patrícia Travassos, Ivan Flávio, Luciano de Lima, Fernando Mattar, Léo
Freitas e Tatiana Bertoni
Veículo: SBT – São Paulo

Trabalho: Turismo – O que faz a diferença
Autores: Sérgio Utsch, Ailton Silva, Joel Ricardo, Edison Torres e Luiz Fernando
Bernardo
Veículo: SBT – São Paulo

Trabalho: Turismo Popular
Autores: Patrícia Travassos, Ivan Flavio, Luciano de Lima, Fernando Mattar,
Léo Freitas e Tatiana Bertoni
Veículo: SBT – São Paulo


MICROCRÉDITO

Trabalho: A revolução dos bichos
Autores: Paulo Augusto Vieira e Sidnei Ricardo
Veículo: Rádio Itaquerê FM – Nova Europa-SP

Trabalho: A volta por cima da aurora
Autor: Zeca Caldeira
Veículo: Revista Dinheiro Rural – São Paulo

Trabalho: Banco Palmas democratiza acesso ao crédito e ao consumo
Autor: Andréa de Lima
Veículo: Site Instinto Ethos – São Paulo

Trabalho: O tigre de Minas – Crédito corporativo garante expansão a São Roque
Autor: Luciana Rodrigues
Veículo: O Globo – Rio de Janeiro

Trabalho: Série: Venda de cadastros ameaça consignado do INSS
Autor: Mônica Pereira
Veículo: Jornal O Dia – Rio de Janeiro



Informação: Coletiva.net

Renovação de outorga: emissoras têm até dia 30 de junho para apresentar documentação

As emissoras de rádio e televisão precisam estar atentas a respeito da renovação de outorgas.

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), da Câmara dos Deputados, deputado Vic Pires Franco (PFL/PA), propôs ao plenário da Comissão, que avocará para sua relatoria cerca de 225 mensagens enviadas pelo Poder Executivo que tratam de renovações.

O presidente da Comissão pode solicitar a relatoria das mensagens e emitir parecer aprovando ou não as renovações. As mensagens que estão pendentes de apreciação não cumpriram as exigências quanto à apresentação da documentação obrigatória para a renovação das outorgas.

Franco informou que o Ministério das Comunicações não encaminhava à Comissão de Comunicação à documentação completa das emissoras. Segundo o parlamentar, há um processo de uma emissora que tramita há mais de 20 anos, e que provavelmente está operando, sem que a renovação tenha sido autorizada pelo Congresso Nacional.

A proposta do presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Vic Pires Franco, foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares. Foi solicitado que o ofício seja encaminhado a cada emissora, comunicando que terá mais 30 dias para apresentar a documentação exigida à Comissão.

Caso a emissora não atenda o aviso, o presidente da CCTCI apresentará parecer pela rejeição da renovação. A próxima etapa será o exame do processo pela Comissão de Constituição e Justiça que, provavelmente, acompanhará a decisão de rejeitar a renovação.

Para que outorga seja cassada definitivamente será necessário que em sessão do Congresso Nacional a proposta receba 2/5 dos votos, em votação nominal.

A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) está à disposição para maiores esclarecimentos pelo telefone (51) 3212-2200 ou pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. .

Segue a lista das emissoras no Rio Grande do Sul com documentos pendentes na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

•Rádio Santa Rosa Ltda, em Santa Rosa

•Sociedade Emissoras Minuano Ltda, em Rio Grande

•Fundação Isaec Comunicação, São Leopoldo

•Rádio Tramandaí Ltda, em Tramandaí

•Sociedade Difusora Rádio Cultura Ltda, em Santana do Livramento

•Sociedade Difusora Rádio Cultura Ltda, em Canguçu

•Sociedade Difusora Rádio Cultura Ltda, em Pelotas

•Rádio Municipal de Tentente Portela, em Tenente Portela

•Emissoras Riograndense Ltda, em Pelotas

•Sociedade Difusora Rádio Cultura Ltda, em Bagé

•Rádio Difusora Três Passos Ltda, em Três Passos

•Rádio Tapense S.A, em Tapes

•Rádio Marau FM Ltda, em Marau

•Rádio Itaramã FM, em Tramandaí

•Rádio Santuário FM Ltda, em Santa Maria

•Fundação Cultural da Serra, em Garibaldi





Informação: AGERT


TV Digital no País de 92,4 milhões de celulares

O Brasil continua sendo mesmo um quase continente com muitos contrastes. Estamos para formalizar acordo com o Japão, pelo qual implantaremos aqui a TV Digital com padrão da tecnologia nipônica.

A exigência nacional foi aceita pelo governo japonês, pelo banco de fomento, o JBIC, e industriais japoneses, total de 16 pessoas, que estiveram em Brasília. A disputa, acirrada, foi entre o sistema dos EUA, o europeu e o do Japão. Dia 29, estará no País para formalizar acordo o ministro das Comunicações japonês, Heizo Takenaka.

O Brasil pediu a inclusão, em contrapartida à adoção do modelo, que os japoneses utilizem as inovações tecnológicas desenvolvidas pelos pesquisadores nacionais, sendo criado o Sistema de TV Digital Nipo-brasileiro. Também caberá ao Japão dar todo apoio na montagem aqui da cadeia produtiva de semicondutores, que são equipamentos eletroeletrônicos, num prazo máximo de cinco anos.

Um dos softwares desenvolvidos em nossas universidades e centros de pesquisas trata-se da modulação, que é a transmissão de sons e imagens da TV Digital, que leva o nome de MPEG4. Esta variante brasileira é considerada mais econômica do que os produtos similares hoje existentes no mercado.

Mas, mesmo com o presidente Lula batendo o martelo em favor da tecnologia nipônica para a TV Digital, transcorrerão dois anos para que os novos aparelhos de tevê e os conversores estejam à venda nas lojas.

Outra decisão importante de Brasília é a de que serão criados três centros de desenvolvimento na área de semicondutores, sendo um de design, um segundo, de aplicativos, os softwares, e uma fábrica. Também caberá ao Japão formar a mão-de-obra especializada, com muito intercâmbio e desenvolvimento neste setor tão importante.

Ora, produzir semicondutores é fundamental ao progresso. Da mesma forma que estamos avançando na tecnologia dos aparelhos celulares, que hoje são 92,4 milhões, num Brasil que, segundo o último dado disponibilizado pelo IBGE, tem 186,505 milhões de habitantes.

Outra ponta em que avançamos é o da tevê a cabo e da internet banda larga. Aliás, há mais usuários da banda larga, 4,5 milhões, do que de tevê a cabo, que somam apenas 4,3 milhões, mas onde as ligações clandestinas são aos milhares, talvez milhões, segundo alguns, um dos motivos do alto custo do sistema.

Além disso, é importante que o programa de levar luz para todos os recantos do País não seja abandonado. Aqui mesmo no Rio Grande do Sul ainda temos vazios de eletricidade, não permitindo que o conforto e a mídia televisiva chegue a milhares de gaúchos.

Nesse sentido, a parceria entre o governo do Estado, as geradoras de energia e o governo federal está resultando no fornecimento de eletricidade aos recônditos do Estado, integrando pessoas ao conforto da luz, do refrigerador, do rádio e da tevê sem a necessidade de baterias. É um grande avanço e que não pode esmorecer.

Para culminar este progresso tecnológico, é importante que os programas assistenciais não sejam meta, um fim em si, mas apenas um trampolim no rumo do emprego, do trabalho, da ocupação formal em todo o Brasil. Temos de educar para o trabalho, esforço, formação profissional e cívica, onde todos saibam que não é possível viver sempre esperando as benesses dos poderes públicos.

Os governantes devem ser os primeiros a dar exemplo, evitando tratar a tudo e a todos com políticas de coitadismo, com a gratuidade disfarçada, pois ao fim quem banca as bondades são os que, empregados formalmente ou empresários, pagam pesados impostos, nos três níveis de governo.





Informação: Jornal do Comércio

Transmissões via TV Digital podem ter início em cerca de seis meses

As primeiras transmissões do Sistema Brasileiro de TV Digital poderão ser iniciadas no prazo de seis meses a contar da próxima semana, quando o governo deverá anunciar a escolha do padrão tecnológico que será adotado no país.

A definição desse prazo vai depender ainda da abrangência do decreto, ou seja, da definição ou não de quais inovações o Brasil irá incorporar das pesquisas nacionais ao padrão escolhido, principalmente se elas alcançarem o sistema transmissão, e não só de recepção dos sinais.

A informação é de representantes das emissoras de TV após reunião com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das Comunicações, Hélio Costa no Palácio do Planalto. Assim como a indústria, as emissoras de TV também esperam que a regra que será definida mo decreto que está sendo elaborado pelo governo seja a mais completa possível.

Essas primeiras transmissões, no entanto, deverão ficar restritas a uma ou duas capitais, que ainda serão escolhidas, e chegarão a todo o país gradativamente, no prazo de até dez anos, período previsto para a transição do sistema analógico (atual) para o digital.

Além de ficar limitada geograficamente, a transmissão digital também dependerá de equipamentos importados inicialmente para que seja possível receber o sinal, já que a indústria brasileira estima que precisará de aproximadamente um ano após a incorporação das inovações (o que também levaria entre seis meses e um ano) para a produção de receptores (conversores e TVs) de TV digital no sistema brasileiro, ou nipo-brasileiro, como já classificam alguns técnicos.

Segundo o diretor-executivo do SBT, Guilherme Soliar, as emissoras terão que substituir cerca de 5 mil transmissores espalhados pelo país a um custo que varia de US$ 30 mil a US$ 5 milhões por equipamento.

O presidente da Rede Bandeirantes, João Carlos Saad, afirmou que cerca de 90% dos equipamentos utilizados pelas emissoras de TV serão adquiridos no país, e o restante terá que ser importado. Já os receptores serão produzidos integralmente no país.

"O governo caminhou um bocado", disse Saad, após o encontro com Dilma e Costa. Segundo ele, na reunião de hoje foram discutidos prazos para a implantação e transição para a TV digital, mas ele negou ter conhecimento sobre o conteúdo do decreto.

A indústria também deverá ser ouvida nos próximos dias, e depois os radiodifusores voltarão ao Planalto para tentar fechar um cronograma com o governo.

A partir da definição do padrão tecnológico, deverá ser criado um fórum ou uma espécie de consórcio brasileiro com representantes de todos os envolvidos na implantação e desenvolvimento da TV digital para que haja uma discussão permanente não só sobre a implantação, mas também sobre a evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital.

Negociações

O governo ainda faz segredo sobre os desdobramentos das negociações com os técnicos japoneses com quem negociaram em Brasília desde a última segunda-feira.

Técnicos do governo brasileiro esperavam fechar um acordo ontem à noite, mas no início da tarde de hoje ainda havia um impasse sobre como as inovações brasileiras para a TV digital seriam tratadas no documento.

Isso porque, ainda não está claro se as inovações desenvolvidas por pesquisadores brasileiros serão definidas imediatamente, ainda no decreto, ou se serão introduzidas ao longo do tempo.

A tendência é a de que as primeiras transmissões sejam feitas com tecnologia idêntica à japonesa, ou com poucas inovações, e que aos poucos sejam incorporados os resultados da pesquisa brasileira.

Segundo Saad, a expectativa é a de que a indústria produza inicialmente equipamentos receptores simples para ganhar escala de produção, e depois parta para produtos mais sofisticados.

Participaram da reunião no Planalto representantes das redes de TV "Globo", "SBT", "Bandeirantes", "Rede TV", "CNT", "Rede Vida", "Cultura" e "Record".




Informação: Folha Online

Aparelho de TV com definição digital só em 2007

SÃO PAULO - O consumidor não precisa se preocupar com os televisores que tem em casa. O período de transição, em que o sinal analógico continuará a ser transmitido ao mesmo tempo que o digital, deve levar pelo menos dez anos.

Mesmo quem quiser receber o sinal digital não precisará trocar o aparelho já, pois há a opção de comprar um decodificador, uma caixinha ligada na TV, como aquelas usadas pela TV paga, que converte o sinal em analógico.

A qualidade não será tão boa como num aparelho digital, mas deve ficar melhor que a do analógico. "É razoável pensar que levará em média um ano para o lançamento comercial dos aparelhos, depois de definido o padrão, com a tecnologia brasileira que será incorporada", afirmou Benjamin Sicsú, vice-presidente da Samsung e diretor da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. "Se não fosse incorporada nenhuma melhoria, poderia ser mais rápido."

Para ele, é importante o governo definir a tecnologia o mais rápido possível: "A decisão já está madura." A decisão sobre a TV digital diz respeito somente à TV aberta.


TV paga já tem sinal digital
Os 4,1 milhões de assinantes do serviço pago já têm acesso ao sinal digital há mais tempo. No satélite, empresas como Sky e DirecTV são digitais desde que nasceram. A Net e a TVA digitalizaram o sinal nas maiores praças.

A TVA, em parceria com a BandSports, já começou a transmitir em alta definição os jogos da Copa. A diferença para quem assina a TV paga é que, com a TV aberta digital, a adoção da alta definição deve se acelerar.

As emissoras abertas começarão a colocar esse formato em sua programação normal, e os canais fechados deverão fazer o mesmo. Na alta definição, a imagem é formada por 1.080 linhas, contra 480 linhas nos televisores analógicos.

O formato da tela é "widescreen", mais largo, parecido com a tela de cinema. A proporção de é de 16 unidades de largura por 9 de altura (16 x 9), ante 4 x 3 nos televisores atuais.

Quem planeja trocar o televisor hoje, e quer estar preparado para a alta definição, precisa verificar se a resolução dele vai até 1.080 linhas. Normalmente, eles vêm com uma indicação de "HD ready", que quer dizer "pronto para a alta definição". Mesmo com recepção analógica, ele poderá ser ligado, futuramente, a um conversor digital.

A alta definição não é o único formato que pode ser transmitido pela TV digital. A tecnologia também suporta a definição-padrão (como a das TVs analógicas); a definição melhorada, com 700 linhas, melhor que os DVDs atuais; e a baixa definição, com 240 linhas, para recepção em celulares e outros aparelhos móveis.

O padrão japonês permite que as emissoras transmitam seu sinal diretamente aos telefones móveis, sem custo para o assinante. O serviço já está disponível no Japão, e se chama "One Seg".

Outra possibilidade criada pela TV digital são serviços interativos, parecidos com a internet. Para transmitir as informações da casa do assinante para a emissora, no entanto. é necessário ligar a TV a uma linha telefônica ou outro serviço de telecomunicações.




Informação: Agência Estado

Hélio Costa pede processos incompletos de volta

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia de Comunicação e Informática, deputado Vic Pires Franco, anunciou ao plenário da Comissão que o ministro das Comunicações, Hélio Costa, solicitou à comissão a devolução ao Minicom de todos os processos de renovação e/ou outorga de emissoras de radiodifusão que se encontram com documentação incompleta e ameaçados de rejeição, mesmo que boa parte destes processos não tenham sido encaminhados por esta gestão do Minicom.

No final de maio, a Comissão decidiu que os mais de 200 processos seriam relatados pelo próprio presidente da Comissão, que daria às empresas um prazo de mais 30 dias para completar a documentação. Para o deputado Franco, a "ameaça" começa a dar resultado, pois sete empresas já encaminharam os documentos e receberão parecer favorável nos processos.

Aparentemente, o pedido do ministro não será atendido e os processos serão todos votados na reunião ordinária da Comissão no dia 5 de julho próximo.






Informação: TELA VIVA News

Presidente definitivo da Anatel só depois das eleições

Após o acerto do PMDB com o governo, seus principais líderes cobraram de Lula a garantia de ocupação de determinados cargos, mesmo antes do final do mandato atual, inclusive a indicação de um conselheiro para a Anatel, conselheiro que ocuparia a presidência da agência. Segundo fontes próximas ao presidente do Congresso, Senador Renan Calheiros, o presidente Lula garantiu ao PMDB a presidência da Anatel, mas apenas após as eleições.

Até lá, o cargo seria ocupado pelo presidente substituto indicado pelo próprio conselho diretor, conforme determina o regulamento da agência. O nome indicado pelo conselho e encaminhado pelo ministro Hélio Costa à Casa Civil é o do conselheiro José Leite Pereira. Como houve atraso no encaminhamento do Minicom e maior atraso ainda na Casa Civil (que até o momento não publicou o necessário decreto com a indicação de Leite como substituto), surgiu a especulação que a falta de presidente na Anatel era culpa exclusiva do conselheiro Leite, que teria recusado a indicação para a presidência provisória, "exigindo" do governo a indicação definitiva.

Procurado por este noticiário, o conselheiro Leite rejeitou claramente a insinuação: "Uma vez que aceitei a indicação do conselho para ser o presidente substituto, não tem o menor sentido este tipo de especulação. Como funcionário público disciplinado, assumirei a presidência da Anatel logo que o decreto com a indicação do meu nome seja publicada, até que o presidente definitivo seja designado". Leite lembrou que para equilibrar a atuação da agência seria importante a designação o quanto antes de um presidente definitivo, posição que sempre defendeu: "Substituto é uma provisoriedade e não uma coisa para ir ficando de forma definitiva", afirmou. Carlos Eduardo Zanatta






Informação: TELA VIVA News