Negociação sobre TV digital no país acaba em impasse

A população brasileira poderá ter que esperar ainda dois anos para comprar um televisor digital e assistir à programação pelo novo sistema, com melhor qualidade de imagens e sons. Essa é a avaliação do representante no Brasil do padrão japonês de TV digital, Yasutoshi Miyoshi, que participa das discussões sobre o assunto no Itamaraty. Divergências entre japoneses e brasileiros sobre a incorporação, pelo padrão do Japão, de inovações tecnológicas desenvolvidas no Brasil criaram um impasse nas negociações.

Uma delegação de 15 japoneses iniciou ontem uma série de reuniões com representantes do governo brasileiro para elaborar um documento com os compromissos que serão assumidos pelos dois lados para a implantação do padrão japonês de TV digital no Brasil. Miyoshi insiste na tese de que os estudos de viabilidade para a incorporação de tecnologia brasileira devem levar de seis meses a um ano para serem concluídos. As emissoras de TV e a indústria de televisores levariam outros 12 meses para instalar equipamentos e colocar as TVs digitais no mercado.

O governo brasileiro, por outro lado, quer que os japoneses assumam esse compromisso agora, no acordo que deverá ser assinado no dia 29 deste mês entre os dois governos. "Não abrimos mão. Só vamos assinar o que contemplar nossos interesses", disse uma fonte do governo que participa das negociações. O documento é importante porque servirá de base para as regras de implantação do sistema digital. "Se a proposta oficial agradar, a gente leva ao presidente Lula", afirmou outra fonte do governo.





Informação: Correio da Bahia/Site Consumidor RS

Deputados vão rever normas para concessão de rádio e TV

Um grupo de trabalho com 14 parlamentares será formado, nesta quarta-feira, para rever as normas para concessões de rádio e TV.

Segundo a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), muitos processos chegam do Executivo à Comissão de Ciência e Tecnologia sem a documentação completa, criando uma situação classificada como constrangedora pela parlamentar.

Segundo Erundina, o parlamentar não tem condições de ir aos locais do País inteiro para constatar se existem ou não irregularidades para dar respaldo às decisões que a Câmara toma.

"É uma situação que nos constrange, nos deixa inseguros, e o próprio presidente da comissão já decidiu devolver ao Ministério das Comunicações esses processos que estão incompletos em termos da sua documentação, para que Câmara não fique responsável por uma decisão que não pode tomar, até porque o Executivo não instruiu o processo com todas as informações e elementos necessários", informou.

Moeda política
Luiza Erundina, que vai presidir o grupo de trabalho, disse que a principal preocupação é criar formas para que a Comissão de Ciência e Tecnologia receba informações suficientes para renovar ou homologar novas concessões de rádio e TV. A deputada também se diz preocupada com o uso das concessões como moeda política por parte do Executivo.

"No passado era até pior, hoje já existem alguns critérios mais transparentes e mais rigorosos, mas ainda é preciso aperfeiçoar esses critérios que ainda deixam muitas dúvidas quanto aos motivos que determinam a concessão e a renovação dessas concessões, com base em interesses nem sempre confessados e nem sempre do interesse público, que não têm a transparência necessária quando se trata de uma questão com claro interesse público", disse.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada no último fim de semana mostra que o Governo Lula aprovou 110 concessões de rádios e TVs educativas nos últimos três anos e meio. Desse total, pelo menos uma em cada três rádios foram para fundações ligadas a políticos e algumas dessas fundações, segundo a matéria, só existiam no papel.



Reportagem - Mônica Montenegro/Rádio Câmara
Edição - Maria Clarice Dias






Informação: Agência Câmara

Documento de TV digital não conterá detalhes técnicos

Gerusa Marques

BRASÍLIA - O documento que vem sendo elaborado por Brasil e Japão sobre a implantação da TV digital no País deverá ter um tom diplomático, sem entrar em detalhes mais técnicos da negociação do padrão, informaram hoje fontes dos dois países.

Desde ontem, uma delegação japonesa de 15 membros, incluindo representantes do governo e da indústria do Japão, está reunida, no Itamaraty, com representantes do governo, de empresas e entidades de pesquisa brasileiros para fechar os termos de um acordo que será assinado entre os dois países para a implantação do padrão japonês de TV digital no Brasil.

No caso da incorporação das inovações tecnológicas brasileiras no padrão japonês, a opção deverá ser por incluir no texto apenas indicações do que o governo brasileiro está propondo como novas tecnologias.

Os detentores do padrão japonês se comprometeriam a desenvolver um trabalho conjunto com o Brasil para a incorporação dessas inovações.

Até o momento, o documento não prevê prazos para esses estudos. Mas estabelecerá a criação, em até quatro semanas após o anúncio da escolha do padrão, de grupos de trabalho com participação de representantes dos dois lados.

Portanto, as inovações propostas pelo Brasil seriam avaliadas por esses técnicos, segundo o representante do padrão japonês, Yasutoshi Miyoshi. "A conversa tem evoluído a um termo confortável para ambas as partes", disse ele, num intervalo da reunião.

Ontem, o governo brasileiro ainda insistia em que a definição das inovações constasse do documento em elaboração. Mas os japoneses ponderaram que são necessárias avaliações técnicas mais detalhadas para que essas tecnologias passem a constar do padrão japonês.





Informação: Agência Estado

AGERT parabeniza o Dia do Mídia

A AGERT parabeniza o Dia do Mídia comemorado no dia 21 de junho. Os profissionais que trabalham com a Mídia merecem toda o nosso respeito e dedicação pelo serviço prestado a nossa sociedade atual, que necessita cada vez mais da mídia para se comunicar e informar.

Brasil quer padrão japonês mesclado com soluções locais

Gerusa Marques

BRASÍLIA - Representantes do governo brasileiro querem assegurar que o padrão japonês de TV digital utilize as inovações tecnológicas desenvolvidas por aqui no sistema que será implantado no País, e nos produtos que vierem a ser produzidos aqui e exportados.

Essa é uma das condições fundamentais apresentadas hoje por representantes do governo brasileiro a uma delegação de técnicos do governo japonês, em reunião no Palácio do Itamaraty.

Representantes do padrão japonês já disseram que seriam necessários de seis meses a um ano para concluir os estudos de viabilidade da utilização das inovações brasileiras no padrão do Japão.

O Palácio do Planalto, no entanto, quer que esse compromisso seja firmado agora, entendendo que as dificuldades de incorporação se referem ao sistema original, usado no Japão. "Não abrimos mão. Só vamos assinar o que contemplar nossos interesses", disse uma fonte que participa das negociações.

Os representantes dos dois governos estão trabalhando na elaboração de um documento que servirá de base para a implantação do padrão japonês no Brasil. "Se a proposta oficial agradar, a gente leva ao presidente Lula", afirmou outra fonte do governo.

Além disso, os dois lados trabalham para estabelecer um esquema de cooperação na área de microeletrônica e TV digital, com investimentos conjuntos dos dois países, e a adoção de políticas de intercâmbio em pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

As negociações envolvem também o compromisso do governo japonês para estimular a formação de mão-de-obra qualificada e a montagem de três centros de desenvolvimento tecnológico. Seriam os primeiros passos para a implantação, no Brasil, de uma fábrica de semicondutores, que são chips usados nos televisores digitais.

Participam do encontro representantes do governo do Japão, de indústrias japonesas de televisores, do banco japonês JBIC, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos Ministérios das Relações Exteriores, Casa Civil, Comunicações, Fazenda, Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior.

As discussões prosseguem até quarta-feira. Amanhã, o debate se amplia com a presença de representantes da indústria brasileira de televisores e de universidades e centros de pesquisas envolvidos nas discussões da TV digital.

O acordo produzido nestas reuniões deverá ser assinado no dia 29 pelos governos do Brasil e do Japão. O representante do governo japonês será o ministro do Interior e da Comunicação, Heizo Takenaka.

A expectativa é de que nesta mesma data seja assinado um decreto presidencial, anunciando a adoção do padrão japonês e as regras de transição do sistema analógico para o digital.





Informação: Agência Estado

Pirataria causa perdas de US$ 2,7 bilhões na China

A pirataria de CDs e DVDs causa para a indústria chinesa uma perda de US$ 2,7 bilhões anuais, segundo um estudo publicado na imprensa do país. Além disso, o problema deve se agravar com a expansão do mercado ilegal de cinema para consumo privado, diz o estudo da Motion Picture Association (MPA) americana, citado pelo jornal independente South China Morning Post. Pelo menos a proporção de discos piratas na China caiu em relação ao ano anterior. Em 2005, 93% eram cópias ilegais, contra o 95% de 2004.

Do prejuízo estimado, mais da metade corresponde à indústria cinematográfica local. O resto é dividido entre a MPA, que representa as principais produtoras americanas, empresas de Hong Kong e de outros países asiáticos e europeus. "Não é um problema só dos filmes americanos, e sim global", apontou Michael Ellis, diretor regional da associação para a Ásia-Pacífico, durante uma conferência paralela ao Festival Internacional de Cinema de Xangai.

A China só permite a projeção em seus cinemas de 20 filmes estrangeiros por ano. "Como não podemos pôr filmes no mercado, os piratas preenchem o vácuo. Sempre dissemos muito claramente que a China não solucionará seus problemas de pirataria se não mudar o acesso a seu mercado", disse Ellis. Washington analisa a possibilidade de denunciar Pequim à Organização Mundial do Comércio (OMC) por pirataria num amplo leque de setores industriais.


EFE

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Informação: Site Terra

Guatemala inaugura emissora digital terrestre ATSC

A Radio Television Guatemala - RTG, emissora do empresário mexicano Ángel González, cujo grupo controla cerca de 20 emissoras de televisão no México, Chile, Costa Rica, Honduras, Nicarágua e Equador, é a primeira emissora centro americana a adotar o padrão de televisão digital ATSC, segundo informações da assessoria do Fórum ATSC.

A inauguração da TV digital na Guatemala foi feita com a transmissão em HDTV do primeiro jogo da Copa do Mundo. Os equipamentos de transmissão foram comprados da Harris Corporation.







Informação: TELA VIVA News

Primeiros serviços baseados em DVB-H são lançados na Itália

Foram lançados no início deste mês de junho, na Itália, os primeiros serviços comerciais de TV móvel baseados no padrão DVB-H. A 3 Italia e a Telecom Italia Mobile são as duas primeiras operadoras a oferecer o serviço, sendo que ambas usaram o início da Copa 2006 como gancho para atrair os potenciais clientes de TV móvel.

Para assinar os serviços, os usuários devem ter um telefone celular equipado com um receptor DVB-H.





Informação: TELA VIVA News

Câmara decide reexaminar as concessões de rádio e TV

DA SUCURSAL DO RIO

O presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Informática e Comunicação da Câmara, deputado Vic Pires Franco (PFL-PA), anunciou a criação de uma subcomissão, presidida pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), para reexaminar o processo de homologação de concessões de rádio e televisão.

Segundo Pires Franco, no sistema atual a Câmara e o Senado só ratificam decisões tomadas pelo Executivo: ""Quando os processos chegam às nossas mãos, não temos outro caminho a não ser homologar as concessões, sem saber quem é quem".

Domingo, a Folha revelou que o governo Lula distribuiu a políticos ao menos sete concessões de TV e 27 licenças de rádios educativas. Foi generoso também com igrejas, destinando-lhes uma emissora de TV e dez emissoras de rádio educativas.
Em três anos e meio de gestão, Lula aprovou 110 emissoras educativas (29 TVs e 81 rádios). Pelo menos uma em cada três rádios foram para fundações ligadas a políticos. Muitas dessas fundações só existem no papel.
(ELVIRA LOBATO)





Informação: Abert/ Folha de São Paulo - Brasil

TV digital só vai chegar ao mercado em dois anos

Gerusa Marques

O brasileiro poderá ter de esperar dois anos para comprar um televisor digital e assistir à programação pelo novo sistema, com melhor qualidade de imagens e sons. Esta é a avaliação do representante no Brasil do padrão japonês de TV digital, Yasutoshi Miyoshi, que participa das discussões sobre o assunto no Itamaraty.

Divergências entre japoneses e brasileiros sobre a incorporação, pelo padrão do Japão, de inovações tecnológicas desenvolvidas no Brasil criaram um impasse nas negociações.

Uma delegação de 15 japoneses iniciou ontem uma série de reuniões com representantes do governo brasileiro para elaborar um documento com os compromissos que serão assumidos pelos dois lados para o uso do padrão japonês de TV digital aqui. Miyoshi insiste na tese de que os estudos de viabilidade para a incorporação de tecnologia brasileira devem levar de seis meses a um ano para serem concluídos.

As emissoras de TV e a indústria de televisores levariam outros 12 meses para instalar equipamentos e colocar os aparelhos no mercado.

O Brasil quer que os japoneses assumam esse compromisso agora, no acordo que deverá ser assinado no dia 29 entre os dois governos. "Não abrimos mão. Só vamos assinar o que contemplar nossos interesses", disse uma fonte que participa das negociações.

O documento é importante porque servirá de base para as regras de implantação do sistema digital. "Se a proposta oficial agradar, a gente leva ao presidente Lula", afirmou outra fonte oficial.

Os japoneses resistem a assumir desde já o compromisso com a utilização dessas tecnologias antes da conclusão dos estudos. "Acho que não é possível estabelecer um cronograma no documento", afirmou Miyoshi, após a reunião, admitindo a possibilidade de se comprometer com o estudo de viabilidade.

Representantes do governo defendem a idéia de que o Brasil precisa ser visto não só como um mercado consumidor, mas como fonte de desenvolvimento de tecnologia.

E querem que as inovações brasileiras sejam absorvidas pelo menos no sistema que será adotado aqui e nos televisores que vierem a ser exportados. Entre as inovações está o sistema de compressão de sinais de vídeo (MPEG4).

"Eles estão ganhando um mercado de 11 milhões de televisores", disse um dos participantes das negociações, sobre o mercado local.

Mas o governo já faz uma avaliação mais realista quando se trata da instalação de uma fábrica de semicondutores. As últimas análises mostram que uma indústria dessas pode levar até cinco anos para começar a produzir. Antes, é necessário criar um mercado para esses chips e mão-de-obra qualificada.

As negociações envolvem a montagem de três centros de desenvolvimento tecnológico que seriam os primeiros passos para a implantação dessa fábrica no Brasil.
As discussões com os japoneses prosseguem hoje e amanhã.





Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Economia - TV Digital