O presidente do Senado, Renan Calheiros, enviou correspondência nesta quarta-feira (28) ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, manifestando a expectativa de aTV Senado e demais emissoras legislativas serem contempladas pelo Sistema Brasileiro de Televisão Digital. Na carta, Renan fundamenta o pedido no princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal para os serviços de radiodifusão, inscrito no artigo 223 da Constituição federal.
Até fevereiro de 2006, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve definir as regras do sistema de TV digital a ser adotado pelo Brasil. A decisão será baseada no relatório final do Comitê de Desenvolvimento, criado pelo Decreto 4901/03, que desenvolveu pesquisas para definir o modelo mais adequado às necessidades brasileiras, cuja produção envolveu 1,5 mil cientistas em 22 consórcios de universidades, centros de pesquisa, e empresas públicas e privadas.
"Esperamos que o trabalho do Comitê de Desenvolvimento contemple a possibilidade de as emissoras legislativas expandirem seu alcance pelo território nacional, bem como autorize o adequado aproveitamento dos incrementos tecnológicos, que permitirão aumentar, significativamente, a capacidade de interatividade com os telespectadores", afirma Renan em sua carta.
Informação: Jornal do Senado
Calendário para as eleições de 2006
O Tribunal Superior Eleitoral/TSE divulgou o calendário para as eleições de 2006. e que vigora a partir de 1º de janeiro. O Calendário foi informado pelo Ministro Caputo Bastos, relator das instruções eleitorais para as próximas eleições.
Veja as principais datas e pontos para realização do 1º Turno do próximo pleito:
MARÇO
05/03/2006 - ÚLTIMO DIA PARA O TSE EXPEDIR AS INSTRUÇÕES RELATIVAS ÀS ELEIÇÕES DE 2006.
ABRIL
04/04/2006 - Data a partir da qual é vedado aos agentes públicos fazer revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda à recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição.
JUNHO
10/06/2006 - Data a partir da qual é permitida a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e escolher candidatos a presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, estadual ou distrital.
30/06/2006 – Data limite para a realização de convenções.
JULHO
01/07/2006 - DATA A PARTIR DA QUAL NÃO SERÁ VEICULADA A PROPAGANDA PARTIDÁRIA GRATUITA, NEM PERMITIDO QUALQUER TIPO DE PROPAGANDA POLÍTICA PAGA NO RÁDIO E NA TV; DATA LIMITE QUE VEDA AOS AGENTES PÚBLICOS AS SEGUINTES CONDUTAS:
I - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os casos de:
a) nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança;
b) nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais ou conselhos de contas e dos órgãos da Presidência da República;
c) nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até 01/07/2006;
d) nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do chefe do Poder Executivo;
e) transferência ou remoção ex officio de militares, policiais civis e de agentes penitenciários.
II - realizar transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios, e dos estados aos municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública.
Data a partir da qual é vedado aos agentes públicos cujos cargos estejam em disputa na eleição:
I - COM EXCEÇÃO DA PROPAGANDA DE PRODUTOS E SERVIÇOS QUE TENHAM CONCORRÊNCIA NO MERCADO, AUTORIZAR PUBLICIDADE INSTITUCIONAL DOS ATOS, PROGRAMAS, OBRAS, SERVIÇOS E CAMPANHAS DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS FEDERAIS, ESTADUAIS OU MUNICIPAIS, OU DAS RESPECTIVAS ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA, SALVO EM CASO DE GRAVE E URGENTE NECESSIDADE PÚBLICA, ASSIM RECONHECIDA PELA JUSTIÇA ELEITORAL;
II - FAZER PRONUNCIAMENTO EM CADEIA DE RÁDIO E TV, FORA DO HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO, SALVO QUANDO, A CRITÉRIO DA JUSTIÇA ELEITORAL, TRATAR-SE DE MATÉRIA URGENTE, RELEVANTE E CARACTERÍSTICA DAS FUNÇÕES DE GOVERNO.
DATA A PARTIR DA QUAL É VEDADO AOS CANDIDATOS AOS CARGOS DE PRESIDENTE, VICE-PRESIDENTE, GOVERNADOR E VICE-GOVERNADOR PARTICIPAR DE INAUGURAÇÕES DE OBRAS PÚBLICAS.
Data a partir da qual é vedada, na realização de inaugurações, a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos.
05/07/2006 - Último dia para a apresentação no TSE do requerimento de registro de candidatos a presidente e vice-presidente da República.
Data limite para a apresentação nos tribunais regionais eleitorais do requerimento de registro de candidatos a governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, estadual ou distrital.
14/07/2006 ¬- Último dia para os partidos políticos constituírem os comitês financeiros, observado o prazo de até dez dias úteis após a escolha de seus candidatos.
31/07/2006 - DATA A PARTIR DA QUAL, ATÉ O DIA DO PLEITO, O TSE PODERÁ REQUISITAR, DAS EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO, ATÉ DEZ MINUTOS DIÁRIOS, CONTÍNUOS OU NÃO, QUE PODERÃO SER SOMADOS E USADOS EM DIAS ESPAÇADOS, PARA A DIVULGAÇÃO DE SEUS COMUNICADOS, BOLETINS E INSTRUÇÕES AO ELEITORADO.
AGOSTO
02/08/2006 - Último dia para os órgãos de direção dos partidos políticos preencherem as vagas remanescentes para as eleições proporcionais, no caso de as convenções para a escolha de candidatos não terem indicado o número máximo.
Data limite para o pedido de registro de candidato às eleições proporcionais, na hipótese de substituição, observado o prazo de até dez dias contados do fato ou da decisão judicial que deu origem à substituição.
Último dia para o pedido de registro de novos candidatos, observado o prazo de dez dias contados da decisão, na hipótese de anulação da convenção partidária por órgão superior do partido político, quando a deliberação sobre coligações desobedecer às diretrizes estabelecidas pela convenção nacional.
14/08/2006 - ÚLTIMO DIA PARA OS TRIBUNAIS ELEITORAIS REALIZAREM SORTEIO PARA A ESCOLHA DA ORDEM DE VEICULAÇÃO DA PROPAGANDA DE CADA PARTIDO POLÍTICO OU COLIGAÇÃO.
17/08/2006 - Último dia do prazo para os tribunais regionais eleitorais tornarem disponíveis ao TSE as informações sobre os candidatos às eleições majoritárias e proporcionais registrados, das quais constarão, a referência ao sexo e ao cargo a que concorrem, para fins de centralização e divulgação de dados.
23/08/2006 - Data em que todos os pedidos de registro de candidatos a presidente e vice-presidente da República, mesmo os impugnados, devem estar julgados pelo TSE e publicadas as respectivas decisões.
Data em que todos os pedidos de registro de candidatos a governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, estadual ou distrital, inclusive os impugnados, devem estar julgados pelo TSE e publicadas as respectivas decisões.
26/08/2006 - Último dia para a realização do sorteio, pelos tribunais eleitorais, da ordem da colocação dos nomes dos candidatos às eleições majoritárias na cédula oficial de uso contingente.
SETEMBRO
20/09/2006 - Data em que todos os recursos sobre pedidos de registros de candidatos devem estar julgados pelo TSE e publicadas as respectivas decisões.
28/09/2006 - ÚLTIMO DIA PARA A DIVULGAÇÃO DA PROPAGANDA ELEITORAL GRATUITA NO RÁDIO E NA TELEVISÃO.
Último dia para propaganda política mediante comícios e reuniões públicas.
ÚLTIMO DIA DO PRAZO PARA REALIZAÇÃO DE DEBATES.
03/09/2006 - Último dia para a propaganda eleitoral mediante alto-falantes e amplificadores de som ou para a promoção de carreata e para distribuição de material de propaganda política
OUTUBRO
01/10/2006 - Eleição. Às 8h, início da votação. Às 17h, encerramento da votação. A partir das 17h, emissão do boletim de urna, início da apuração e da totalização dos resultados.
Informação: Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - Abert
Hélio Costa despacha em Brasília na última semana do ano
Brasília - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, aproveita os últimos dias de 2005 em Brasília para reunir-se com técnicos do ministério e detalhar ações previstas no planejamento da pasta para o próximo ano. São vários projetos que serão implantados, alterados e ampliados em 2006. A agenda é extensa.
Em fevereiro está programado o anúncio do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Em junho, durante a Copa do Mundo, será feita a primeira transmissão oficial em canal aberto da tv digital, em São Paulo. Em setembro, as emissoras de televisão devem entrar em operação comercial.
O Gesac (Governo Eletrônico- Serviço de Atendimento ao Cidadão) é outro projeto de grande importância para o Brasil. O projeto está sendo totalmente reformulado. São 3.206 pontos espalhados pelo Brasil, oferecendo a melhor tecnologia e acesso gratuito à internet. Escolas, hospitais, postos de saúde, órgãos públicos estão sendo conectados via banda larga, permitindo assim programas de educação à distância e aperfeiçoamento profissional.
Ainda o Gesac vai ampliar o acesso à internet nos municípios brasileiros. Hoje menos da metade dos 5.560 municípios têm algum acesso à internet. A meta é ousada - ampliar até que chegue a todos municípios.
O ministério continuará trabalhando para implantar o telefone social, que será benéfico para a população de baixa renda porque possui franquia de 120 minutos, tarifas reduzidas em horários alternativos (a chamada modulação horária à noite e fins de semana), o que propicia o acesso à internet. O telefone social será apresentado como um projeto de lei no Congresso Nacional, para alterar a Lei Geral de Telecomunicações.
Informação: Ministério das Comunicações
Câmara aprova redução de tributos e ampliação do Simples
A Câmara aprovou neste ano a chamada MP do Bem, que reduz a tributação de diversos setores da economia, incentiva a inovação tecnológica, concede isenção tributária para produtores voltados à exportação e corrige os valores para enquadramento das micro e pequenas empresas no regime do Simples. A matéria foi aprovada na Casa como parte da Medida Provisória (MP) 255/05, que tratava da previdência complementar e recebeu no Senado o texto da MP do Bem original (MP 252/05), que tinha perdido a validade por decurso de prazo.
A previsão de renúncia fiscal para 2006 é de R$ 5,7 bilhões, R$ 2,6 bilhões a mais que o texto original da MP propunha.
Isenções tributárias
O Programa de Inclusão Digital constante da MP, já transformada na Lei 11196/05, foi regulamentado pelo Executivo e baixará o preço dos laptops. Computadores portáteis desse tipo com preço máximo de R$ 3 mil no varejo contarão com a isenção do PIS e da Cofins. A diminuição na carga tributária deve resultar em redução de cerca de 10% no preço final.
No caso dos computadores de mesa, a MP aprovada também concede isenção desses tributos. Com a regulamentação podem ser beneficiadas as CPUs de até R$ 2 mil e o conjunto CPU/mouse/teclado de até R$ 2,1 mil.
Simples
No caso do Simples, a lei reajustou somente os limites de receita bruta anual que definem as empresas como micro ou pequenas. Para ser considerada microempresa, o limite de receita bruta dobrou de R$ 120 mil para até R$ 240 mil no ano-calendário anterior. Para a empresa de pequeno porte, a receita bruta anual deverá ficar entre R$ 240 mil e R$ 2,4 milhões (antes era de R$ 120 mil a R$ 1,2 milhão).
As alíquotas do imposto incidentes sobre esses novos valores deveriam ser definidas até o fim do ano, mas os esforços para aprová-las não deram resultado. Depois do veto a artigo que determinava ao Executivo o envio de outra MP tratando do tema, também não prosperou a tentativa de aprovação por meio da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (Projeto de Lei Complementar 123/04 e outros), também conhecida como Supersimples. As alíquotas atuais variam de 3% a 8,6%.
Municípios
Outra medida de grande abrangência constante da MP, aprovada pela Câmara em 28 de outubro, é o parcelamento das dívidas municipais com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As prefeituras, suas fundações ou autarquias poderão dividir, em até 240 parcelas mensais, os débitos com a União relativos às contribuições patronais para o INSS com vencimento até 30 de setembro de 2005, corrigidas pela taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), que atualmente está em 18%.
O parcelamento em prazo maior deverá beneficiar cerca de 3 mil municípios, segundo dados do governo, que vetou o limite máximo da prestação mensal, estipulado pelo Congresso em 9% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, nos grandes municípios 9% do FPM ficam abaixo do piso de 1,5% da receita líquida instituído pela lei.
Na cidade de São Paulo, por exemplo, 1,5% de sua receita líquida eqüivale a R$ 16,6 milhões e 9% do fundo representam apenas R$ 5,41 milhões. Nessa condição estariam 270 grandes municípios. As prefeituras terão, entretanto, direito a redução de 50% dos juros de mora na consolidação do débito.
Informação: Agência Câmara
Associação realiza em Santo Augusto encontro com radiodifusores
O presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão – AGERT, Roberto Cervo “Melão”, realiza no próximo dia 20 de janeiro, no município de Santo Augusto, região do Alto Uruguai, uma reunião com os radiodifusores do interior.
O encontro debaterá com os empresários de rádio e televisão da região, suas propostas, sugestões e reivindicações em relação à radiodifusão. Segundo Melão, este encontro oportunizará aos radiodifusores gaúchos um momento de confraternização e de discussão de idéias.
O segundo “Encontro com o Presidente” será às 20 horas na Estância de Rodeios Nerci Liberato, (RS 155, quilômetro 77, em Santo Augusto) e todos os radiodifusores estão convidados a participar. A reunião com os radiodifusores faz parte da programação do XXIV Rodeio Crioulo do CTG Pompílio Silva, da cidade de Santo Augusto. Estarão presentes autoridades locais e da região.
A primeira reunião com o presidente aconteceu em novembro na cidade de Seberi. O evento contou com a presença de radiodifusores das localidades de Humaitá, Palmitinho, Rodeio Bonito, Santo Augusto, Três Passos, Seberi e Frederico Wesphalen.
Informação: AGERT
Encontro de Rádio e Televisão reunirá parlamentares para debater a radiodifusão
O primeiro Encontro Regional de Rádio e Televisão de 2006, promovido pela AGERT, promete reunir no litoral gaúcho, deputados estaduais e federais para debater “Os políticos e a radiodifusão”. O evento será realizado dia 27 de janeiro, na cidade de Osório, a partir das 15 horas, no auditório do Fórum, Av. Jorge Dariva, nº 1211.
O encontro discutirá temas como a comercialização ilegal e adulteração de potência realizada pelas rádios comunitárias, os mais de 500 projetos da Câmara Federal que interferem na radiodifusão, a proliferação de rádios ilegais, o governo federal e a regionalização da mídia, além de outros assuntos pertinentes ao setor.
Segundo o presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão, todas as entidades regionais devem se mobilizar a favor da radiodifusão, buscando apóio dos seus deputados que fazem parte da Frente Parlamentar da Radiodifusão, e das bancadas de cada estado, não permitindo, por exemplo, a aprovação dos projetos que interferem no setor”.
Depois do encontro será realizada uma visita às obras do maior Parque Eólica da América Latina, em Osório.
Informação: AGERT
CPqD já tem o esqueleto da plataforma brasileira de TV Digital
James Görgen (*)
Reproduzido do boletim e-Fórum (21/12/2005), do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
Financiados com R$ 38 milhões do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), os 22 consórcios, formados por mais de 90 universidades e instituições de pesquisa, estudaram soluções tanto para a estrutura de transmissão e modulação dos sinais de vídeo, áudio e dados (difusão e acesso) quanto para os equipamentos de recepção (terminal de acesso) e a interatividade (canal de retorno). Com as arquiteturas mínimas desenhadas, o CPqD pôde medir os impactos e a viabilidade de cada proposta e chegar à formatação das duas soluções nacionais.
Da forma como os resultados estão compilados até o momento, é possível constatar que existe poucas ligações efetivas entre as partes nacionais do futuro sistema. Por exemplo, o único terminal de acesso desenvolvido por um consórcio foi demonstrado apenas no padrão japonês (ISDB). As aplicações e serviços testados, por sua vez, dão conta de soluções variadas que vão desde T-mail, T-voto, T-Gov, guia eletrônico de programação, Museu virtual 3D, Declaração de Isento, Serviço de Saúde. Entretanto, a maioria delas funciona em MHP, o sistema operacional do padrão europeu de TV Digital (DVB). Nenhuma destas aplicações foi validada de forma sistêmica por falta da estação experimental (veja abaixo).
Opções em aberto
Esta falta de compatibilidade inicial entre os "ossos" do esqueleto esbarra ainda em outros obstáculos para os quais as pesquisas não apresentam resposta. Na maior parte dos casos, o CPqD deixou a opção em aberto para que a escolha seja mais política e econômica do que técnica. É o caso, por exemplo, do padrão de compressão de vídeo. Em geral, os padrões existentes no mundo trabalham com o protocolo MPEG-2, que utiliza entre 17-18 Mb por segundo para transmitir imagens em alta definição em um mesmo canal de 6 MHz. Mas já existe no mercado um padrão (H.264), mais caro, onde a mesma qualidade final de vídeo é alcançada ocupando apenas 8 Mb/s do mesmo canal. A opção entre uma tecnologia ou outra pode parecer um detalhe mas é ela que definirá, por exemplo, se será possível usar um mesmo canal de 6 MHz (onde atualmente trafega uma taxa máxima de 19 Mb por segundo) apenas para transmitir um programa ou usar o mesmo espaço para a chamada multiprogramação.
Canal de interatividade
Outra dúvida do CPqD diz respeito à característica do canal de interatividade da TV Digital brasileira. Apesar de terem sido apresentadas duas propostas pela PUC-RJ e pela Unicamp – o primeiro utilizando tecnologia existente de telefonia móvel e o segundo empregando tecnologia sem-fio de alta velocidade (Wimax) – o centro de pesquisas preferiu deixar esta opção em aberto para que sejam consideradas também a adoção de canal de retorno pelas redes de TV a Cabo, MMDS, telefonia fixa e outras infra-estruturas existentes. Em todos os casos, a escolha posterior não causaria problemas, desde que a unidade receptora-decodificadora (URD) possua uma porta USB ou equivalente para permitir a conexão da "caixinha" ou do aparelho de TV Digital à rede.
Falta da estação-piloto
Segundo o CPqD, a inexistência de uma estação experimental para os testes prejudicou a avaliação de impactos e a análise dos resultados uma vez que "todos os middlewares, serviços e aplicações e canais de interatividade são validados de forma isolada, sem um teste sistêmico conclusivo". O centro de pesquisas recomendou ao governo a liberação de R$ 2,5 milhões para a construção desta estação-piloto, que não foi adquirida antes por falta de recursos.
Independentemente desta iniciativa, a instituição entende que é possível, neste momento, definir uma arquitetura mínima do set-top-box (unidade receptora-decodificadora) que suporte estas inovações, permitindo a negociação com os fabricantes. "Mas ao longo do próximo ano, sem essa estação, será difícil convencer a qualquer ator da cadeia de valor a adotar uma das inovações, sem esses testes sistêmicos integrados", justifica o CPqD.
SOLUÇÃO NACIONAL – 1
Subsistema
Propostas para Difusão e Acesso
Propostas para Terminal de Acesso
Serviços, Aplicações e Conteúdo
Universidade Federal do Ceará, Brisa, Instituto Genius e Universidade Federal de Santa Catarina
Universidade Federal do Ceará, Brisa, Instituto Genius e Universidade Federal de Santa Catarina
Middleware
Nenhuma proposta consolidada
Unicamp/Universidade Federal da Paraíba (APIs sobre kernel MHP) e PUC-RJ (Formatador NCL)
Codificação de sinal-fonte
Estudos CPqD recomendam Vídeo (MPEG-2/H.264) e Áudio (AAC)
Estudos CPqD recomendam Vídeo (MPEG-2/H.264) e Áudio (AAC)
Camada de Transporte
Unisinos+CPqD (implementação PSI)
Unisinos+CPqD (implementação PSI)
Camada Física
Finatel (LDPC compatível com ISDB ou DVB)
Finatel (LDPC compatível com ISDB ou DVB)
Canal de Interatividade
Em aberto (opções estão entre Wimax, Wi-Fi, Rede de Telefonia Fixa, Wireless, cabo [ethernet], MMDS, VSAT)
SOLUÇÃO NACIONAL – 2
Subsistema
Propostas para Difusão e Acesso
Propostas para Terminal de Acesso
Serviços, Aplicações e Conteúdo
Universidade Federal do Ceará, Brisa, Instituto Genius e Universidade Federal de Santa Catarina
Universidade Federal do Ceará, Brisa, Instituto Genius e Universidade Federal de Santa Catarina
Middleware
Nenhuma proposta
Unicamp/Universidade Federal da Paraíba (APIs sobre kernel MHP) e PUC-RJ (Formatador NCL)
Codificação de sinal-fonte
Estudos CPqD recomendam Vídeo (MPEG-2/H.264) e Áudio (AAC)
Estudos CPqD recomendam Vídeo (MPEG-2/H.264) e Áudio (AAC)
Camada de Transporte
Unisinos+CPqD (implementação PSI)
Unisinos+CPqD (implementação PSI)
Camada Física
Mackenzie (Turbo Code compatível com ISDB ou DVB)
Mackenzie (Turbo Code compatível com ISDB ou DVB)
Canal de Interatividade
Em aberto (opções estão entre Wimax, Wi-Fi, Rede de Telefonia Fixa, Wireless, cabo [ethernet], MMDS, VSAT)
Clique aqui para ler um tutorial sobre TV Digital feito pela equipe do site especializado Teleco.
(*) Jornalista, da Redação do FNDC
Informação: Observatório da Imprensa
Rádio de interior dá retorno eleitoral
A Tarde - Katherine Funke
"Rádio no interior só dá duas alegrias: uma no dia que monta e outra no dia que vende. O custo de manutenção delas é muito superior ao ganho. Eu boto dinheiro todo mês para manter", desabafa o deputado federal José Rocha (PFL-BA), que se diz "doido para vender" suas rádios em Santa Maria da Vitória.
Como ele, a maior parte dos políticos que são donos de rádios no interior reclamam do parco retorno comercial. Mas poucos querem abrir mão do que dizem ser um negócio ruim. O retorno, afinal, vem de outra forma: votos para si e amigos nas próximas eleições. E a manutenção de uma opinião pública favorável na comunidade.
"Ajudou a manter meu nome na região. Por dinheiro nenhum me desfaço dela", conta o deputado estadual Jurandy Cunha Oliveira (PRTB), sobre a rádio AM que tem em Ipirá. "Não vou dizer que me elegeu, mas ajudou, sim", diz, com uma sinceridade rara entre os políticos ouvidos para esta reportagem.
Outro deputado estadual foi sincero, mas pediu sigilo do nome. "É claro que ter uma rádio no interior amplia nossa presença política. Só de não falar mal da gente já ajuda a manter a imagem", disse, emendando em seguida, entre risos: "É claro que você não vai dizer que fui eu quem disse isso".
Mesmo aqueles que não têm programa nem interferem na política editorial da empresa encontram uma forma de usá-la para divulgar o próprio nome. O vice-prefeito de Jaraguari, Alberto José Nunes de Sá, por exemplo, grava mensagens de datas comemorativas (Natal, Dia das Mães etc). Segundo ele, sua rádio, a Jaraguari FM, abrange "uns 400 mil eleitores" em 20 municípios.
SUCESSO – Há quem tenha encontrado na rádio de interior um bom negócio. O exemplo mais forte é Nobelino Dourado Filho, deputado estadual na década de 70. Dono de duas rádios em Irecê, lembra que "pegou" as emissoras "com ajuda de ACM, que na época era governador". "Eu era deputado e achei que era importante levar informação para o interior", conta.
Uma das emissoras, a FM Caraíbas, é a 34ªmais acessada via internet do país, segundo o site comercial Radios.com.br. Orgulhoso do resultado, Nobelino afirma que a rádio transmite notícias da região, fornece preços de insumos agrícolas e meteorologia.
Informação: Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - Abert
TV Digital
TV DIGITAL- O modelo de TV digital que será adotado pelo Brasil deverá ser definido em janeiro e anunciado em fevereiro, pelo presidente Lula.
Informação: Site Ponto Crítico
A nova era do rádio
O rádio, convenhamos, é mesmo um meio de comunicação do século passado, com seus chiados, falhas na transmissão, sintonia impossível em alguns locais a localização de estações por um processo que exige memorizar freqüências parecidas com fórmulas matemáticas. Ou melhor, era.
Não porque esteja morrendo, mas sim porque está ressuscitando graças a uma nova tecnologia, a transmissão digital. Sucesso no exterior, o novo sistema está em fase de testes no Brasil. Em agosto, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, deu sinal verde para que algumas redes – Sistema Globo de Rádio, Bandeirantes, Jovem Pan, RBS e Eldorado – iniciassem transmissões experimentais, que durarão pelo menos seis meses. “A idéia, neste primeiro momento, é analisar a qualidade da transmissão”, diz José Inácio Pizani, presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). “Depois, vamos para implantação de verdade.”
Qualquer emissora de rádio pode pedir autorização à Agência Nacional de Telecomunicações e iniciar a transmissão digital. Até março de 2006, a previsão é que dez emissoras brasileiras estejam habilitadas. É muito pouco, num país que tem cerca de 4000 emissoras e é considerado o segundo maior mercado de radiodifusão do mundo, em número de aparelhos. Mas é um começo. E fazer a mudança custa caro. A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp) estima que o custo de migração de cada emissora ficará entre 50.000 e 150.000 dólares, dependendo do grau de digitalização existente na produção. “Como 70% das emissoras são de pequeno ou médio porte, a mudança será bastante gradual”, diz Nelia Del Bianco, professora da Universidade de Brasília e especialista em rádio digital.
O sistema adotado aqui, até agora, é o americano in-band on-channel (Iboc), que permite que as transmissões analógica e digital caminhem na mesma freqüência, sem necessidade de utilizar novos canais. Isso permite que o ouvinte continue a usar seu aparelho analógico atual, com chiado e interrupções. Mas quem comprar um rádio digital ouvirá AM com qualidade de FM e FM com som de CD. O motivo é que as ondas analógicas convencionais sofrem a influência de fatores externos, como a presença de prédios ou nuvens carregadas.
O sinal digital passa intacto por qualquer obstáculo.
A grande mudança, porém, não é simplesmente a qualidade superior do som. Segundo John Sykes, diretor do projeto de rádio digital da BBC, os ouvintes ingleses só passaram a comprar rádios digitais quando as emissoras lançaram novos programas.
“Conteúdo novo é o estímulo mais potente para aumentar a demanda”, diz ele. Um equipamento simples para captar sinais digitais custa em torno de 250 dólares. Para que se justifique um investimento de mais de 500 reais por parte do consumidor, as emissoras terão de produzir algo especial. A rádio digital permite exatamente isso. Como os aparelhos têm tela de cristal líquido, as emissoras podem emitir informações por escrito, como nome da música e do cantor, previsão do tempo, dados sobre trânsito e propaganda. No futuro, poderão transmitir também imagens. Não como a televisão, antes que alguém pergunte. Basicamente, o canal digital servirá para mostrar gráficos e pequenos clipes. Haverá certamente maior segmentação, pois cada canal de rádio poderá transmitir até três programas simultaneamente. Com a superespecialização, surge inclusive a possibilidade de canais pagos, como acontece com televisão. Espera-se que as novas possibilidades do rádio digital sejam aproveitadas por um mercado cada vez mais segmentado. No passado, nem sempre isso aconteceu.
A freqüência modulada, ou FM, foi lançada nos Estados Unidos na década de 1940. Embora transmitisse um som de qualidade superior à do rádio AM, tinha alcance mais limitado. Por isso, só foi despertar o interesse das emissoras brasileiras na década de 1970. De lá para cá, o mercado mudou muito, e há rádios para todos os gostos, das evangélicas às eruditas.
Embora a digitalização dos serviços radiofônicos seja considerada uma tendência mundial, ainda são pouco países que operam o novo sistema – nas Américas, Estados Unidos, México e Canadá. “O Brasil foi um dos primeiros no mundo a usar o rádio como meio de comunicação. Agora, confirmamos nossa tendência ao pioneirismo”, gaba-se o diretor da Aesp, Antonio Rosa Neto. A questão, para o consumidor, é se essa primazia dará alternativas para o ouvinte.
O QUE MUDA PARA O OUVINTE
O som de rádio digital é superior?
A rádio AM passa a ter qualidade de FM; a rádio FM terá som de CD.
O sinal digital será transmitido em todo território nacional?
Teoricamente, isso é possível, mas vai depender de cada emissora.
Será preciso jogar fora o aparelho atual?
Não. As emissoras brasileiras vão transmitir os dois sinais, o analógico e o digital.
Vai melhorar o som do aparelho convencional?
Não, porque o rádio analógico continuará recebendo o mesmo tipo de sinal.
O aparelho digital capta o sinal analógico?
Depende do aparelho. A maioria aceita os dois sistemas, sem que um interfira no outro.
Que outras vantagens tem o aparelho digital?
Os melhores modelos têm recursos como a gravação de músicas com registro de informações como autor e intérprete e a possibilidade de “voltar” para o começo de um programa que se pegou no meio.
Veja - Edição Especial Natal Digital - por Bia Bal Novembro 2005
Informação: Grupo de Profissionais do Rádio - GPR
-
2005-12-26 22:00Mais duas rádios comunitárias são reprimidas
-
2005-12-26 22:00Comissão Especial da Microempresa
-
2005-12-26 22:00Não tapar o sol com a peneira...
-
2005-12-25 22:00Programa de inclusão digital testa em Belo Horizonte internet de alta velocidade por rádio
-
2005-12-25 22:00Modelo de tv digital sairá em fevereiro, diz ministro
-
2005-12-25 22:00Grupo Pampa conquistou a liderança em segmentos de FM em 2005
-
2005-12-25 22:00EUA terá só TV digital em 2009
-
2005-12-25 22:00TV Cultura concretiza o sonho da TV pública
-
2005-12-22 22:00A TV digital e a Casa Civil
-
2005-12-22 22:00Anvisa estuda proibir anúncio de refrigerante na TV antes das 21h
