Minicom propõe criação de Fórum de debate da Radiodifusão Comunitária

Ana Rita Marini - Redação FNDC

Atendendo à demanda do FNDC, Abraço e outras entidades do movimento de radiodifusão comúnitária, Ministério das Comunicações apresenta uma série de medidas na tentativa de estabelecer um diálogo mais produtivo com o segmento. Uma delas é a criação de um espaço público dentro da sede.

Um documento que responde às propostas apresentadas pelas entidades representativas do movimento das Rádios Comunitárias – Abraço, Amarc, FNDC, ABCCOM, Farc, SJPDF e MNDH – foi apresentado na terça-feira, 3/1, pela Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações. A carta, assinada pelo secretário Joanilson Barbosa, traz o primeiro aceno concreto da disposição do ministro Hélio Costa em dar andamento às emergências do setor. Segundo o coordenador jurídico da ABRAÇO, Joaquim Carvalho, com essas respostas o movimento avança em suas relações com o governo, que até agora mantinha os canais políticos de acesso praticamente fechados às emissoras comunitárias.

O Minicom considerou a importância da criação de um espaço público específico de discussão proposto pelas entidades e anunciou a criação de um “Fórum de Debate de Radiodifusão Comunitária”, que terá reuniões mensais, em Brasília, já agendadas para o ano de 2006. As reuniões deverão contar com a presença de representantes do Ministério das Comunicações, das entidades representativas que participaram do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) de Radiodifusão Comunitária, e outros convidados que serão elencados a cada reunião. Joaquim Carvalho considera que se estas reuniões forem bem organizadas, o movimento conseguirá, a médio e longo prazo, obter bons resultados. “Vamos nos municiar com mecanismos para chegar às reuniões com potencial para essa discussão”, relata. Na segunda-feira, 9/1, a Abraço realizará uma telerreunião onde vai decidir quem irá representar a entidade nesse Fórum.

Outras demandas

Contudo, Carvalho considera que a resposta do Minicom ainda não avança em relação à entrega do relatório do GTI ao presidente Lula, prometido desde o mês de agosto, e adiado sucessivamente pelo ministro Hélio Costa. “Para nós, essa é uma ação fundamental, que precisa ser executada”, afirma. Mas o coordenador jurídico da Abraço salienta que houve uma melhora sensível na qualidade de atendimento dos servidores do Departamento de Outorgas do Minicom, desde a entrega do relatório do GTI ao Ministério.

Apesar dessa indefinição, as relações entre o movimento e o governo avançaram ainda no encaminhamento, pelo Minicom, das seguintes reivindicações:

– Estudo técnico requerido pelas entidades para que a Anatel encontre, no espectro, canal acima de 88 MHz para a instalação de rádios comunitárias;

– Viabilização de um programa disponibilizando informações dos processos de radcom pela web (em fase de conclusão);

– No atendimento ao pedido de prorrogação para o prazo de entrega de documentação para outorga.

Na próxima semana, o Minicom encaminhará para cada entidade representativa do movimento cerca de mil cartilhas e cartazes e 500 Manuais de Orientação contendo informações sobre procedimentos aplicáveis no processo de seleção e orientações normativas às rádios interessadas em obter autorização.






Informação: Abert



Ministério das Comunicações abre debate sobre acesso dos telespectadores com necessidades especiais à radiodifusão

Brasília - O Ministério das Comunicações publicou, nesta quinta-feira (5/01), no sítio eletrônico www.mc.gov.br, minuta de norma complementar que trata da acessibilidade de portadores de necessidades especiais aos serviços de radiodifusão. Essa divulgação segue o que está previsto na Portaria nº 1, veiculada na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU) para informar o início do processo de consulta pública sobre o tema.

A minuta de norma complementar é uma proposta sobre providências que especificamente as redes de tevê aberta deverão adotar a fim de facilitar a veiculação de informações para telespectadores com restrições de recepção. Conforme o Decreto nº 5.645, de 28 de dezembro de 2005, o Ministério buscará, por meio de consultas e audiências públicas, contribuições da sociedade sobre o assunto e concluirá o documento final em 120 dias.

A partir de hoje, o cidadão interessado em opinar sobre a acessibilidade à radiodifusão tem como manifestar-se por meio mensagem ao e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.. Ou pode enviar correspondência pelo correio para o endereço Ministério das Comunicações, Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica, Departamento de Outorga de Serviços de Comunicação Eletrônica, Esplanada dos Ministérios, Bloco R, Anexo, 3º Andar, Brasília - DF, CEP: 70 044 900.

A Portaria nº 1 informa que, em 15 de março, às 14h, o Ministério das Comunicações, promoverá debate aberto sobre normas de acessibilidade de portadores de necessidades especiais à radiodifusão. Essa consulta pública será em auditório no subsolo da sede da Pasta. A versão final da norma estabelecerá procedimentos que devem ser observados para implementação da acessibilidade dos portadores de necessidades especiais aos serviços de radiodifusão.

A norma complementar ficará pronta no final de abril e definirá, por exemplo, como será a veiculação pela televisão de informações por meio da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). E estabelecerá regras para o uso de recursos técnicos com o closed caption, ou legenda oculta, e a adição de recursos para atendimento das necessidades de cegos e surdos. Conforme censo de 2002, 2,13% da população brasileira apresentam incapacidade ou grande dificuldade para enxergar ou ouvir, o equivalente hoje a 3,947 milhões de pessoas.







Informação: Ministério das Comunicações

Definida a data para o início das transmissões de TV digital no Brasil

O ministro das Comunicações, Hélio Costa definiu a data para o início das transmissões de TV digital no Brasil. Será no dia 7 de setembro, em plena campanha eleitoral para a presidência da República e governos estaduais. As transmissões iniciais ocorrerão apenas na Grande São Paulo, sendo que Globo e SBT estão com seus processos mais adiantados.

A Globo já está construindo uma nova torre sobre um prédio na Alameda Santos. A torre terá 115 metros de altura. A atual torre sobre o edifício da TV Gazeta, na Avenida Paulista, será mantida para as transmissões analógicas. Segundo Octávio Florisbal, diretor-geral da Globo, torre e transmissor digitais serão instalados antes da Copa. Ainda neste ano, segundo o executivo, os estúdios do Projac, no Rio de Janeiro, serão adaptados para gravações em alta definição (HDTV), uma das vantagens da TV digital. Em 2007, começam as transmissões digitais no Rio.

O SBT, segundo Roberto Franco, diretor de tecnologia, já tem estudo para comprar equipamentos para gravar novelas em HDTV. A torre da emissora no Sumaré já está pronta para receber antena e transmissor digitais. A Band também usará sua atual torre, na Paulista, para a TV digital. Mas aguarda a definição, pelo governo, do padrão de modulação (japonês ou europeu) para iniciar os investimentos.





Informação: Coletiva.net

Abert pede "vedação expressa" à prestação de serviços de comunicação pelas teles

Uma das grandes surpresas nos contratos de concessão das empresas de telefonia fixa assinados no final de dezembro foi a introdução de uma cláusula fazendo referência explícita à necessidade de se respeitar o disposto no artigo 222 da Constituição Federal (parte do capítulo da Comunicação Social que determina as regras para a exploração dos serviços de radiodifusão, comunicação social eletrônica e meios impressos) no tocante ao oferecimento de facilidades e serviços de valor adicionado. O pedido de alteração no Contrato de Concessão foi formulado pela Abert, segundo o parecer da Consultoria Jurídica do Minicom que foi encaminhado pelo ministro Hélio Costa à Anatel. A associação dos radiodifusores desejava que o ministro "no exercício de sua autoridade em defesa do setor de radiodifusão" determinasse à Anatel que fizesse constar do texto dos Contratos de Concessão para prestação de STFC "vedação expressa à prestação pelas empresas de telecomunicações, de Serviços de Comunicação Social".

A Abert considerou ambígua uma cláusula que estabelecia que "mediante prévia aprovação por parte da Anatel, a Concessionária poderá implantar e explorar novas prestações, utilidades ou comodidades relacionadas com a prestação do serviço objeto da presente concessão". No parágrafo único desta cláusula estabelecia-se que "devem ser consideradas relacionadas com o objeto da presente concessão aquelas prestações, utilidades ou comodidades que, a juízo da Anatel sejam consideradas inerentes e complementares à plataforma do serviço ora concedido, sem caracterizar serviço de valor adicionado ou nova modalidade de serviço, observadas as disposições da regulamentação". Para a Abert, esta cláusula dava à Anatel a prerrogativa de autorizar serviços e, ao fazê-lo, abririam-se as portas "para que a Constituição possa a vir a ser desrespeitada".

Sem embasamento legal

O parecer da Conjur/Minicom, assinado pela Dra. Adalzira França Soares de Lucca, coordenadora-geral de Assuntos Jurídicos de Telecomunicações e Postais, descreve exaustivamente as regras incidentes em relação aos denominados serviços de comunicação de massa (radiodifusão em geral, TV a cabo, MMDS, DTH, e TVA - TV por assinatura por UHF). A conclusão é que, com exceção das vedações relacionadas ao controle de capital por estrangeiros que incide em relação à radiodifusão, TV a cabo e TVA, não existe qualquer tipo de impedimento para que empresas que explorem outros serviços de telecomunicações possam operar os serviços de comunicação de massa, não havendo, portanto, embasamento legal para o pedido da Abert.

Mesmo assim, a consultoria jurídica do Minicom, e posteriormente o ministro Hélio Costa, que acatou o parecer e o encaminhou à Anatel, considerou que o texto da cláusula citada pela Abert realmente não estava claro e poderia permitir dupla interpretação. Deste modo, o Minicom sugeriu que a Anatel fizesse uma nova redação para aquele texto. Da sugestão do Minicom, a Anatel incorporou apenas a troca da expressão "nova modalidade de serviço" para "outra modalidade de serviço", o que evitaria a interpretação de que a Anatel poderia permitir a prestação de modalidades ainda não existentes. Além desta mudança, a Anatel foi mais longe: incluiu a obrigatoriedade do respeito ao artigo 222 da Constituição Federal no caso destas "prestações, utilidades ou comodidades" inerentes ao STFC.

Análise

É curioso observar que o pedido para que as empresas que operam serviços de telecomunicações fossem impedidas de prestar serviços de comunicação de massa formulado pela Abert ao Minicom acabou sendo uma espécie de armadilha. Isso porque, evidentemente, o pedido foi negado por falta de sustentação legal. A Conjur/Minicom somente poderia se manifestar com base em leis e regulamentos existentes e não existe norma que preveja a convergência de serviços numa mesma plataforma. Para não desagradar totalmente a mais importante e tradicional das associações de radiodifusores, o Minicom sugeriu algumas mudanças para clarear o assunto.

A Anatel, mais realista que o rei, introduziu a referência ao artigo 222 da Constituição, o que acabou provocando a dúvida: é necessária a citação da Constituição Federal nas leis ou nos contratos firmados durante a sua vigência? Como não há ainda lei que regule a convergência, e como STFC é um serviço muito específico (diferentemente das diversas redes ou plataformas utilizadas para sua prestação, estas sim, perfeitamente compatíveis com a futura convergência), a introdução da "ressalva 222" pode realmente ser inócua. O futuro nos dirá. Carlos Eduardo Zanatta







Informação: Tela Viva News

Norma para veiculação de programação acessível para deficientes entra em consulta

Foi publicado no Diário Oficial nesta quinta, 5, a instalação de consulta pública para a norma complementar às disposições relativas ao serviço de radiodifusão visando tornar a programação transmitida ou retransmitida acessível para pessoas com deficiência física. As contribuições à Consulta podem ser feitas até o dia 9 de março. Haverá ainda uma Audiência Pública no dia 15 de março.

Segundo a norma proposta, a programação veiculada pelas estações transmissoras ou retransmissoras de televisão deverá conter legenda oculta (closed caption); audiodescrição, devendo ser transmitida através do Programa Secundário de Áudio (SAP); e dublagem dos programas veiculados em língua estrangeira, no todo ou em parte, devendo ser transmitida através do SAP.

Outra proposta contida na Norma é que o projeto de desenvolvimento e implementação da televisão digital no Brasil deverá permitir o acionamento opcional da janela com intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), de modo a possibilitar sua veiculação em toda a programação, além de permitir a inserção de locução, em Português, destinada a possibilitar que pessoas com deficiência visual e pessoas com deficiência intelectual selecionem as opções desejadas em menus e demais recursos interativos.

O prazo para adoção das normas é gradual, começando com a obrigatoriedade de transmissão de no mínimo uma hora na programação infanto-juvenil e uma hora na programação veiculada no horário compreendido entre 20h00 e 22h00, dentro do prazo de seis meses, contados a partir da data de publicação da Norma. Três anos após a publicação da Norma, a veiculação de conteúdo adequado às normas deverá ser de no mínimo vinte horas na programação diária total. A programação veiculada no horário compreendido entre 2h00 e 6h00 e a programação desportiva estão isentas das normas.

Equipamentos

A Norma chega criar critérios para a adoção de alguns equipamentos por parte das emissoras e retransmissoras de TV. No prazo de um ano, contado a partir da publicação da Norma, as estações localizadas em área de cobertura com população superior a 1 milhão de habitantes deverão comportar a Linha 21 do Intervalo de Apagamento Vertical (para inclusão de legendas ocultas) e o Programa Secundário de Áudio (SAP). O cronograma segue gradualmente até o prazo de 5 anos para que todas as estações localizadas no Brasil estejam devidamente equipadas. Além disso, nas localidades em que as estações forem substituídas para permitir a transmissão e/ou retransmissão em sistema digital, as novas estações já devem comportar os recursos de acessibilidade definidos nesta Norma.








Informação: Tela Viva News

Genius testa aplicações interativas de TV Digital

O Genius Instituto de Tecnologia, com sede em Manaus (AM), que desenvolve sistemas para as áreas de eletroeletrônica e telecomunicações, acaba de realizar os primeiros testes com a sua suíte 100% brasileira para aplicações interativas em TV digital.

Desenvolvida no novo laboratório de TV Digital do Instituto, a solução será utilizada em 2006 no projeto de ensino à distância da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (SEDUC) e do Centro de Educação Tecnologia do Amazonas (CETAM). A partir de janeiro deverão ser iniciados os testes em campo, com transmissão de sinais ponto-a-ponto. Financiada pelos recursos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), a iniciativa conta com a infra-estrutura de rede de canais de satélite da SEDUC, já usada para o programa de formação de professores.









Informação: Tela Viva News

Anatel edita consultas públicas propondo alterações em planos básicos

Brasília, 05.01.2006 – Foram publicadas no Diário Oficial da União da última segunda-feira, dia 02, as Consultas Públicas nºs 662 e 663, ambas da ANATEL e com propostas de alterações de planos básicos de radiodifusão.

A de nº 662 propõe alterações nos PBTV (Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão em VHF e UHF), PBRTV (Plano Básico de Distribuição de Canais de Retransmissão de Televisão em VHF e UHF) e PBTVD (Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital), envolvendo as localidades de Barreiras, Cordeiros, Jeremoabo, Nova Canaã, Olindina e Santa Inês (BA); Aracati, Icó, Itapipoca e Ubajara (CE); Belo Horizonte, Juatuba, Nova Lima, Ouro Fino, Ouro Preto e Sabará (MG); Três Lagoas (MS); Santarém (PA); Bocaiúva do Sul, Curitiba, Imbituva, Ortigueira e Pameira (PR); Cabo Frio (RJ); Porto Alegre (RS); Altinópolis, Araçatuba, Bauru, Botucatu, Caraguatatuba, Itaí, Peruíbe e São Paulo (SP).

Contribuições à Consulta Pública nº 662 poderão ser apresentadas até o dia 31 de janeiro, preferencialmente por meio de formulário eletrônico disponível no endereço www.anatel.gov.br.

Já a Consulta Pública nº 663 submete a comentários públicos proposta de alteração de canais no PBOM (Plano Básico de Distribuição de Canais de Radiodifusão Sonora em Onda Média) nas seguintes localidades: Nova Lima (MG), Rondonópolis (MT), Guaraniaçu (PR), Canoas (RS) e Concórdia e Porto União (SC).

As contribuições à Consulta Pública nº 663 também poderão ser ofertadas até o final do corrente mês.

As associadas da ABERT que desejarem receber as íntegras das Consultas Públicas em questão poderão solicitá-las pelo endereço This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..



Rodolfo Machado Moura


Informação: ABERT

Falta de recursos prejudicou testes com sistemas do SBDTV

A falta de recursos no valor de R$ 2,5 milhões, necessários para a construção de uma estação-piloto que serviria para testar os middlewares, serviços e aplicações e canais de interatividade desenvolvidos pelos pesquisadores brasileiros para o SBTDV (Sistema Brasileiro de TV Digital), impediu uma análise de como esses sistemas funcionarão em conjunto. É que o que informa o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) com base em dados divulgados pelo CPqD.

O FNDC é uma das entidades que compõe o comitê consultivo da TV digital. Os relatórios dos consórcios de universidades já estão sendo analisados pelo grupo gestor do SBTDV, composto de assessores de dez ministérios e secretarias. Estação-piloto Segundo informações divulgadas pelo FNDC, a inexistência de uma estação experimental para os testes fez com que os sistemas (middlewares, aplicações e canis de interatividade) fossem validados de forma isolada, sem um teste sistêmico conclusivo. Independentemente da estação-piloto, entretanto, o CPqD entende que é possível, neste momento, definir uma arquitetura mínima do receptor/decodificador que suporte as inovações propostas, permitindo a negociação com os fabricantes. "Mas ao longo de 2006, sem a estação-piloto, será difícil convencer qualquer ator da cadeia de valor a adotar uma das inovações sem os testes sistêmicos integrados", argumenta o CPqD. De acordo com o FNDC, da forma como os resultados das pesquisas estão compilados é possível constatar que existem poucas ligações efetivas entre as partes nacionais do futuro sistema. Por exemplo, o único terminal de acesso desenvolvido por um consórcio foi demonstrado apenas no padrão japonês (ISDB). Já as aplicações e serviços testados, por sua vez, dão conta de soluções variadas que vão desde T-mail, T-voto, T-Gov a guia eletrônico de programação. O problema é que a maioria funciona em MHP, o sistema operacional do padrão europeu de TV digital (DVB).

Compatibilidade "Essa falta de compatibilidade inicial entre os "ossos" do esqueleto esbarra ainda em outros obstáculos para os quais as pesquisas não apresentam respostas. Na maior parte dos casos, o CPqD deixou a opção em aberto para que a escolha seja mais política e econômica do que técnica", diz o FNDC. É o caso, por exemplo, do padrão de compressão e vídeo. Em geral, os padrões existentes no mundo trabalham com o protocolo MPWG-2, que utiliza entre 17-18 Mb por segundo para transmitir imagens em alta definição em mesmo canal de 6 MH.

Mas já existe no mercado um padrão (H.264), mais caro, com o qual a mesma qualidade final de vídeo é alcançada ocupando apenas 9 Mb do mesmo canal. Canal de interatividade Outra dúvida do CPqD diz respeito à característica do canal de interatividade do SBTDV. Apesar de terem sido apresentadas duas propostas -- uma da PUC-RJ utilizando tecnologia existente de telefonia móvel e a outra da Unicamp, empregando WiMax -o centro de pesquisas preferiu deixar esta opção em aberto para que sejam consideradas também a adoção de canal de retorno pelas redes de TV a cabo, MMDS, telefonia e outras infra-estrutura existentes. Em todos os casos, alega o CPqD, a escolha posterior não causaria problemas desde que a unidade receptora tenha uma porta USB ou equivalente para permitir a conexão do decodificador ou do aparelho de TV digital à rede de telecomunicações.






Informação: Abert/ TeleSíntese

PUC-Rio libera como software livre padrão para TV Digital

Toda a implementação para a TV Digital do Brasil está sendo disponibilizada como software livre, sob a GNU-GPL. O Brasil dispõe agora da melhor implementaçao para TV Digital do Mundo totalmente Livre. Este é um enorme presente de Natal para nossa comunidade. Veja mais abaixo. As ferramentas da família NCL - Nested Context Language, que controlam a exibição sincronizada dos vários objetos de mídia, agora estão disponíveis com manual de usuário e uma série de exemplos. Vale a pena fazer um novo download do conjunto completo." Você pode baixar esta versão do NCL no link sbtvd.cpqd.com.br e avaliar as ferramentas NCL que incluem: Modelo Conceitual NCM (versão 3.0) Linguagem NCL (versão 2.2) Manual de usuários e exemplos de uso Código Executável (versão Java) Formatador NCL Manual de Instalação





Informação: Abert/ Marcos Urupá - Intervozes


Emissoras de TV e operadoras testam parceria em celular

Eliane Sobral De São Paulo

Quando as operadoras de telefonia celular começaram a oferecer boletins noticiosos, previsão do tempo e informações sobre o trânsito via telefone móvel, as emissoras de televisão suspeitaram que estava nascendo um perigoso concorrente. Passado esse primeiro momento, os dois lados se aproximaram e começaram a trabalhar em conjunto e hoje tentam desenhar um novo modelo de negócio com a oferta de conteúdo, vídeos e até programas inteiros ao vivo, via telefone móvel.

"Estamos em fase de teste. É algo completamente novo tanto para nós, quanto para as operadoras e para o próprio cliente", diz o diretor de marketing da Globo.com, Frederico Monteiro, que integra o grupo de estudos formado há cerca de um ano por executivos de todas as empresas das Organizações Globo com o objetivo de estudar as possibilidades de oferta de conteúdo para o celular.

E a fase é mesmo de testes. Dos 82,2 milhões de telefones celulares habilitados no Brasil (dados de novembro), o número de aparelhos com tecnologia para recepção de vídeos e programas em tempo real ainda é pequeno - algo próximo a 2 milhões de aparelhos - e não há sequer muitas opções de modelo.

Longe de ser um limitador, a penetração ainda incipiente da tecnologia vem dando o tempo que as duas pontas do negócio precisam para desenvolver produtos, formatos, resolver problemas técnicos e sentir a demanda.

Nas Organizações Globo, diz Monteiro, o desafio é levar para a telinha do celular o mesmo padrão de qualidade que caracteriza as produções da emissora. "Exibir o vídeo de um gol, por exemplo, é uma tarefa muito mais complexa no celular do que na TV. O material tem de ter, no máximo, 30 segundos". O trabalho de adequação envolve também aproximar, ao máximo, o usuário do objeto filmado, para evitar a dispersão da imagem na tela do celular, e alterar o som pois " o áudio do celular não é o ideal para programação de TV".

A Globo selecionou apenas alguns programas para testar o formato em telefonia celular - o musical Fama, o Big Brother, futebol e imagens de Carnaval. "Agora estamos estudando como contar uma história no celular. Pode ser uma novelinha própria, um minisseriado. Não sabemos ainda quando teremos esse produto, mas ele virá".

Por enquanto, a programação disponível para celular no Brasil é a mesma que a exibida nas telas de cinema ou nos aparelhos de televisão. Mas a criação de programas exclusivos para a nova mídia não está descartada. "Estamos estudando sim, mas é algo que demandará tempo. Precisamos ver quanto será necessário investir e a viabilidade econômica do novo serviço", afirma o diretor de comunicação e interatividade da TV Bandeirantes, Milton Turolla.

O diretor de novos negócios do SBT, Rodrigo Marti, acredita que a maior demanda no mercado brasileiro será por serviços noticiosos. Mas a criação de conteúdo específico para telefone celular não está descartada. "Quanto à programação ao vivo e em tempo real, nossa perspectiva é de que seja viável apenas quando o modelo de TV digital estiver em operação. Porque aí, os aparelhos, a exemplo do que já ocorre no Japão, estarão habilitados para captar o sinal de TV, o que vai agilizar a recepção das imagens e também melhorar a qualidade do material recebido".

A Vivo começou seus testes em julho, quando foi lançado o Vivo Play 3G. "É a tecnologia que permite o envio de vídeos pelo celular. Algo como você por banda larga no seu telefone", explica o gerente de conteúdos da empresa, André Mafra. Desde então, a Vivo coloca à disposição de seus assinantes uma versão reduzida do seriado "24 Horas", da Fox.

Na versão para celular, a série é de "24 Minutos" e a operadora oferece um capítulo de um minuto por semana aos assinantes, que têem a opção de assistir o filminho na hora ou armazenar e ver quando quiser. "Entre julho e dezembro tivemos mais de 400 mil acessos", afirma Mafra.

Por enquanto, diz ele, a Vivo não cobra nada pelo serviço pois o número de celulares com tecnologia adequada para recebê-lo é limitado e a operadora aproveita para testar a reação do consumidor. "Ela tem sido muito positiva. Acompanhamos de perto o que está ocorrendo em alguns países europeus pois acreditamos que seja uma área com grande potencial".

Os executivos da Claro também estão otimistas com o a função midiática do telefone celular. Atualmente a empresa oferece vídeos, também em caráter experimental, em dois formatos: programas como documentários, traillers de filmes ou boletins de notícias que o cliente recebe em seu aparelho e pode arquivar ou assistir na hora em que o conteúdo chega. A outra opção é o conteúdo ao vivo e em tempo real - tecnologia batizada de "streaming".
Segundo André Andrade, gerente de serviços de valor agregado da Claro, de setembro de 2004 a outubro do ano passado, foram realizados 1,2 milhão de downloads de vídeos. A operadora não informa, porém, quantos acessos recebeu da programação ao vivo. "O volume ainda é muito baixo, até pela limitação tecnológica dos aparelhos".
Alberto Blanco, diretor de marketing do Grupo Telemar, dona da operadora Oi, observa que mais de 100 novos vídeos foram oferecidos aos usuários ao longo de 2005 e que a empresa registrou 2,5 milhões de downloads no ano passado. "Essa é uma das mais promissoras fontes de receita para as operadoras. As pessoas não vão falar mais do que falam, mas podem usar mais o celular como fonte de entretenimento."

O potencial da TV móvel é vasto, mas há incertezas sobre sua aplicação
The Economist

"Este é um momento realmente excitante - uma nova era está começando", diz Peter Bazalgette, o principal diretor de criação da Endemol, a rede de televisão que está por trás do "Big Brother" e outros programas populares. Ele se refere ao grande interesse que está surgindo pela TV móvel, uma indústria nascente que fica na intersecção das telecomunicações e da mídia e que oferece oportunidades aos fabricantes de aparelhos, produtores de conteúdo e operadores de telefonia móvel. E ele não está sozinho nesse entusiasmo.
Muitas operadoras de telefonia móvel já oferecem uma seleção de canais de TV ou programas individuais, que são transmitidos por suas redes de terceira geração (3G). Na Coréia do Sul, a televisão também está sendo enviada para telefones celulares via satélite e redes terrestres de transmissão, o que é muito mais eficiente do que a transmissão de vídeo via redes móveis de telefonia; transmissões parecidas terão início no Japão em abril. Na Europa, o braço italiano da 3, uma operadora de telefonia móvel, adquiriu o Canale 7 com vistas ao lançamento de transmissões de televisão móvel na Itália no segundo semestre de 2006. Redes de TV móvel parecidas também serão construídas na Finlândia e Estados Unidos e estão sendo testadas em muitos outros países.

Enquanto isso, a Apple Computer, que lançou uma versão do seu iPod com capacidade para vídeo, está firmando acordos com redes de televisão para ampliar a linha de programas que podem ser adquiridos para serem vistos em seu aparelho, incluindo as séries de TV americanas. A TiVo, fabricante gravador de vídeo pessoal (PVR), pretende habilitar os assinantes a baixarem programas gravados para iPods e outros aparelhos portáteis, para serem vistos em movimento. E a TV móvel foi um dos grandes destaques da maior feira de tecnologia do mundo, a Consumer Electronics Show, realizada em Las Vegas, nos EUA, esta semana.
No entanto, apesar de toda essa atividade, as perspectivas para a TV móvel não estão bem definidas. Para começar, ninguém realmente sabe se os consumidores vão querer pagar por ela, embora pesquisas sugiram que eles gostam da idéia. A consultoria Informa afirma que haverá 125 milhões de usuários de televisão móvel até 2010. Mas muitas outras tecnologias móveis criaram grandes esperanças que acabaram não se concretizando. E mesmo que as pessoas estejam dispostas a usar o serviço, há incertezas adicionais em três áreas: tecnologia, modelos de negócios e conteúdo.

No momento, a televisão móvel está sendo canalizada principalmente pelas redes 3G. Mas transmitir um conjunto individual de dados para cada um dos telespectadores é algo ineficiente e será insustentável no longo prazo se a TV móvel decolar. Então, o consenso geral é de que a transmissão via 3G é um prelúdio para a construção de redes de televisão móvel dedicadas, que irão transmitir sinais de TV digital em freqüências inteiramente diferentes das usadas para voz e dados. Há três padrões principais: DVB-H, preferido pela Europa; DMB, que está sendo adotado na Coréia do Sul e Japão; e MediaFLO, que está sendo lançado nos Estados Unidos. Assistir TV usando qualquer uma dessas tecnologias exige, é claro, o celular que possa receber os sinais. Embora vários modelos novos tenham sido revelados em Las Vegas esta semana, nenhum desses aparelhos ainda está disponível na Europa e nos EUA, e poucos na Ásia.

Por outro lado, assistir programas de TV baixados em um iPod ou outro vídeo player portátil já é possível hoje. E ao contrário de um programa transmitido pela tecnologia 3G ou por uma rede de TV móvel dedicada, os programas armazenados em um iPod podem ser assistidos em um trem subterrâneo ou em regiões em que o sinal das redes de TV é fraco. Isso sugere que alguns programas (como os dramas) são mais adequados ao modelo que envolve o download, enquanto outros (como o noticiário, programas de esportes e reality shows) se encaixam melhor na transmissão em tempo real.

Ninguém sabe se os consumidores vão querer pagar pelo serviço, embora pesquisas digam que eles gostam da idéia
Assim como há várias tecnologias de televisão móvel competindo, há muitos modelos de negócios possíveis. As operadoras de telefonia móvel poderão optar pela construção de suas próprias redes de transmissão de TV móvel; ou poderão formar um consórcio e construir uma rede que será compartilhada; ou as redes de TV existentes poderão construir essas redes. Os canais serão abertos ou para assinantes. O resultado dependerá do ambiente normativo e da disponibilidade de espectro de transmissão de cada país.

A grande dúvida é se as redes transmissoras e as operadoras de telefonia móvel chegarão a um acordo sobre como dividir os espólios, assumindo que haverá algum. As redes de TV possuem o conteúdo, mas as operadoras geralmente controlam os aparelhos de mão, e elas nem sempre se bicam.

Depois, há a questão de quem vai bancar a produção de conteúdo da TV móvel: as redes de TV, as operadoras de telefonia móvel ou os anunciantes? Mais uma vez, a resposta provavelmente é "todos eles". A nova divisão de TV móvel da Endemol está discutindo com operadoras e redes de TV o comissionamento dos novos programas, afirma Bazalgette.

Mas as operadoras de telefonia móvel são novatas no mundo da televisão. As grandes redes de TV têm a vantagem de poderem usar a TV tradicional para promover o conteúdo da TV móvel. Mas para as operadoras de telefonia móvel, construir franquias apenas de TV móvel não será fácil. Elas vão ter de resolver como lidar com os anunciantes.

Há ainda a questão complicada do conteúdo. No momento, a maior parte do conteúdo de TV móvel é formado por retransmissões dos canais tradicionais, embora em alguns casos programas estejam sendo reeditados para a transmissão móvel. Mas o meio abre possibilidades novas, como as transmissões ao vivo.

O potencial da TV móvel, em resumo, é vasto - assim como o grau de incerteza sobre como ela deverá ser colocada em prática. A maioria dos observadores não esperam uma adoção disseminada da TV móvel, se ela vier mesmo, até 2008 pelo menos, uma vez que a criação do ecossistema tecnológico exigido, das parcerias e do conteúdo vai levar algum tempo. Fique sintonizado.





Informação: Abert/ Valor Econômico - Empresas & Tecnologia - TV Digital