Genius testa aplicações interativas de TV Digital

O Genius Instituto de Tecnologia, com sede em Manaus (AM), que desenvolve sistemas para as áreas de eletroeletrônica e telecomunicações, acaba de realizar os primeiros testes com a sua suíte 100% brasileira para aplicações interativas em TV digital.

Desenvolvida no novo laboratório de TV Digital do Instituto, a solução será utilizada em 2006 no projeto de ensino à distância da Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (SEDUC) e do Centro de Educação Tecnologia do Amazonas (CETAM). A partir de janeiro deverão ser iniciados os testes em campo, com transmissão de sinais ponto-a-ponto. Financiada pelos recursos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), a iniciativa conta com a infra-estrutura de rede de canais de satélite da SEDUC, já usada para o programa de formação de professores.









Informação: Tela Viva News

Anatel edita consultas públicas propondo alterações em planos básicos

Brasília, 05.01.2006 – Foram publicadas no Diário Oficial da União da última segunda-feira, dia 02, as Consultas Públicas nºs 662 e 663, ambas da ANATEL e com propostas de alterações de planos básicos de radiodifusão.

A de nº 662 propõe alterações nos PBTV (Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão em VHF e UHF), PBRTV (Plano Básico de Distribuição de Canais de Retransmissão de Televisão em VHF e UHF) e PBTVD (Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital), envolvendo as localidades de Barreiras, Cordeiros, Jeremoabo, Nova Canaã, Olindina e Santa Inês (BA); Aracati, Icó, Itapipoca e Ubajara (CE); Belo Horizonte, Juatuba, Nova Lima, Ouro Fino, Ouro Preto e Sabará (MG); Três Lagoas (MS); Santarém (PA); Bocaiúva do Sul, Curitiba, Imbituva, Ortigueira e Pameira (PR); Cabo Frio (RJ); Porto Alegre (RS); Altinópolis, Araçatuba, Bauru, Botucatu, Caraguatatuba, Itaí, Peruíbe e São Paulo (SP).

Contribuições à Consulta Pública nº 662 poderão ser apresentadas até o dia 31 de janeiro, preferencialmente por meio de formulário eletrônico disponível no endereço www.anatel.gov.br.

Já a Consulta Pública nº 663 submete a comentários públicos proposta de alteração de canais no PBOM (Plano Básico de Distribuição de Canais de Radiodifusão Sonora em Onda Média) nas seguintes localidades: Nova Lima (MG), Rondonópolis (MT), Guaraniaçu (PR), Canoas (RS) e Concórdia e Porto União (SC).

As contribuições à Consulta Pública nº 663 também poderão ser ofertadas até o final do corrente mês.

As associadas da ABERT que desejarem receber as íntegras das Consultas Públicas em questão poderão solicitá-las pelo endereço This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..



Rodolfo Machado Moura


Informação: ABERT

Falta de recursos prejudicou testes com sistemas do SBDTV

A falta de recursos no valor de R$ 2,5 milhões, necessários para a construção de uma estação-piloto que serviria para testar os middlewares, serviços e aplicações e canais de interatividade desenvolvidos pelos pesquisadores brasileiros para o SBTDV (Sistema Brasileiro de TV Digital), impediu uma análise de como esses sistemas funcionarão em conjunto. É que o que informa o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) com base em dados divulgados pelo CPqD.

O FNDC é uma das entidades que compõe o comitê consultivo da TV digital. Os relatórios dos consórcios de universidades já estão sendo analisados pelo grupo gestor do SBTDV, composto de assessores de dez ministérios e secretarias. Estação-piloto Segundo informações divulgadas pelo FNDC, a inexistência de uma estação experimental para os testes fez com que os sistemas (middlewares, aplicações e canis de interatividade) fossem validados de forma isolada, sem um teste sistêmico conclusivo. Independentemente da estação-piloto, entretanto, o CPqD entende que é possível, neste momento, definir uma arquitetura mínima do receptor/decodificador que suporte as inovações propostas, permitindo a negociação com os fabricantes. "Mas ao longo de 2006, sem a estação-piloto, será difícil convencer qualquer ator da cadeia de valor a adotar uma das inovações sem os testes sistêmicos integrados", argumenta o CPqD. De acordo com o FNDC, da forma como os resultados das pesquisas estão compilados é possível constatar que existem poucas ligações efetivas entre as partes nacionais do futuro sistema. Por exemplo, o único terminal de acesso desenvolvido por um consórcio foi demonstrado apenas no padrão japonês (ISDB). Já as aplicações e serviços testados, por sua vez, dão conta de soluções variadas que vão desde T-mail, T-voto, T-Gov a guia eletrônico de programação. O problema é que a maioria funciona em MHP, o sistema operacional do padrão europeu de TV digital (DVB).

Compatibilidade "Essa falta de compatibilidade inicial entre os "ossos" do esqueleto esbarra ainda em outros obstáculos para os quais as pesquisas não apresentam respostas. Na maior parte dos casos, o CPqD deixou a opção em aberto para que a escolha seja mais política e econômica do que técnica", diz o FNDC. É o caso, por exemplo, do padrão de compressão e vídeo. Em geral, os padrões existentes no mundo trabalham com o protocolo MPWG-2, que utiliza entre 17-18 Mb por segundo para transmitir imagens em alta definição em mesmo canal de 6 MH.

Mas já existe no mercado um padrão (H.264), mais caro, com o qual a mesma qualidade final de vídeo é alcançada ocupando apenas 9 Mb do mesmo canal. Canal de interatividade Outra dúvida do CPqD diz respeito à característica do canal de interatividade do SBTDV. Apesar de terem sido apresentadas duas propostas -- uma da PUC-RJ utilizando tecnologia existente de telefonia móvel e a outra da Unicamp, empregando WiMax -o centro de pesquisas preferiu deixar esta opção em aberto para que sejam consideradas também a adoção de canal de retorno pelas redes de TV a cabo, MMDS, telefonia e outras infra-estrutura existentes. Em todos os casos, alega o CPqD, a escolha posterior não causaria problemas desde que a unidade receptora tenha uma porta USB ou equivalente para permitir a conexão do decodificador ou do aparelho de TV digital à rede de telecomunicações.






Informação: Abert/ TeleSíntese

PUC-Rio libera como software livre padrão para TV Digital

Toda a implementação para a TV Digital do Brasil está sendo disponibilizada como software livre, sob a GNU-GPL. O Brasil dispõe agora da melhor implementaçao para TV Digital do Mundo totalmente Livre. Este é um enorme presente de Natal para nossa comunidade. Veja mais abaixo. As ferramentas da família NCL - Nested Context Language, que controlam a exibição sincronizada dos vários objetos de mídia, agora estão disponíveis com manual de usuário e uma série de exemplos. Vale a pena fazer um novo download do conjunto completo." Você pode baixar esta versão do NCL no link sbtvd.cpqd.com.br e avaliar as ferramentas NCL que incluem: Modelo Conceitual NCM (versão 3.0) Linguagem NCL (versão 2.2) Manual de usuários e exemplos de uso Código Executável (versão Java) Formatador NCL Manual de Instalação





Informação: Abert/ Marcos Urupá - Intervozes


Emissoras de TV e operadoras testam parceria em celular

Eliane Sobral De São Paulo

Quando as operadoras de telefonia celular começaram a oferecer boletins noticiosos, previsão do tempo e informações sobre o trânsito via telefone móvel, as emissoras de televisão suspeitaram que estava nascendo um perigoso concorrente. Passado esse primeiro momento, os dois lados se aproximaram e começaram a trabalhar em conjunto e hoje tentam desenhar um novo modelo de negócio com a oferta de conteúdo, vídeos e até programas inteiros ao vivo, via telefone móvel.

"Estamos em fase de teste. É algo completamente novo tanto para nós, quanto para as operadoras e para o próprio cliente", diz o diretor de marketing da Globo.com, Frederico Monteiro, que integra o grupo de estudos formado há cerca de um ano por executivos de todas as empresas das Organizações Globo com o objetivo de estudar as possibilidades de oferta de conteúdo para o celular.

E a fase é mesmo de testes. Dos 82,2 milhões de telefones celulares habilitados no Brasil (dados de novembro), o número de aparelhos com tecnologia para recepção de vídeos e programas em tempo real ainda é pequeno - algo próximo a 2 milhões de aparelhos - e não há sequer muitas opções de modelo.

Longe de ser um limitador, a penetração ainda incipiente da tecnologia vem dando o tempo que as duas pontas do negócio precisam para desenvolver produtos, formatos, resolver problemas técnicos e sentir a demanda.

Nas Organizações Globo, diz Monteiro, o desafio é levar para a telinha do celular o mesmo padrão de qualidade que caracteriza as produções da emissora. "Exibir o vídeo de um gol, por exemplo, é uma tarefa muito mais complexa no celular do que na TV. O material tem de ter, no máximo, 30 segundos". O trabalho de adequação envolve também aproximar, ao máximo, o usuário do objeto filmado, para evitar a dispersão da imagem na tela do celular, e alterar o som pois " o áudio do celular não é o ideal para programação de TV".

A Globo selecionou apenas alguns programas para testar o formato em telefonia celular - o musical Fama, o Big Brother, futebol e imagens de Carnaval. "Agora estamos estudando como contar uma história no celular. Pode ser uma novelinha própria, um minisseriado. Não sabemos ainda quando teremos esse produto, mas ele virá".

Por enquanto, a programação disponível para celular no Brasil é a mesma que a exibida nas telas de cinema ou nos aparelhos de televisão. Mas a criação de programas exclusivos para a nova mídia não está descartada. "Estamos estudando sim, mas é algo que demandará tempo. Precisamos ver quanto será necessário investir e a viabilidade econômica do novo serviço", afirma o diretor de comunicação e interatividade da TV Bandeirantes, Milton Turolla.

O diretor de novos negócios do SBT, Rodrigo Marti, acredita que a maior demanda no mercado brasileiro será por serviços noticiosos. Mas a criação de conteúdo específico para telefone celular não está descartada. "Quanto à programação ao vivo e em tempo real, nossa perspectiva é de que seja viável apenas quando o modelo de TV digital estiver em operação. Porque aí, os aparelhos, a exemplo do que já ocorre no Japão, estarão habilitados para captar o sinal de TV, o que vai agilizar a recepção das imagens e também melhorar a qualidade do material recebido".

A Vivo começou seus testes em julho, quando foi lançado o Vivo Play 3G. "É a tecnologia que permite o envio de vídeos pelo celular. Algo como você por banda larga no seu telefone", explica o gerente de conteúdos da empresa, André Mafra. Desde então, a Vivo coloca à disposição de seus assinantes uma versão reduzida do seriado "24 Horas", da Fox.

Na versão para celular, a série é de "24 Minutos" e a operadora oferece um capítulo de um minuto por semana aos assinantes, que têem a opção de assistir o filminho na hora ou armazenar e ver quando quiser. "Entre julho e dezembro tivemos mais de 400 mil acessos", afirma Mafra.

Por enquanto, diz ele, a Vivo não cobra nada pelo serviço pois o número de celulares com tecnologia adequada para recebê-lo é limitado e a operadora aproveita para testar a reação do consumidor. "Ela tem sido muito positiva. Acompanhamos de perto o que está ocorrendo em alguns países europeus pois acreditamos que seja uma área com grande potencial".

Os executivos da Claro também estão otimistas com o a função midiática do telefone celular. Atualmente a empresa oferece vídeos, também em caráter experimental, em dois formatos: programas como documentários, traillers de filmes ou boletins de notícias que o cliente recebe em seu aparelho e pode arquivar ou assistir na hora em que o conteúdo chega. A outra opção é o conteúdo ao vivo e em tempo real - tecnologia batizada de "streaming".
Segundo André Andrade, gerente de serviços de valor agregado da Claro, de setembro de 2004 a outubro do ano passado, foram realizados 1,2 milhão de downloads de vídeos. A operadora não informa, porém, quantos acessos recebeu da programação ao vivo. "O volume ainda é muito baixo, até pela limitação tecnológica dos aparelhos".
Alberto Blanco, diretor de marketing do Grupo Telemar, dona da operadora Oi, observa que mais de 100 novos vídeos foram oferecidos aos usuários ao longo de 2005 e que a empresa registrou 2,5 milhões de downloads no ano passado. "Essa é uma das mais promissoras fontes de receita para as operadoras. As pessoas não vão falar mais do que falam, mas podem usar mais o celular como fonte de entretenimento."

O potencial da TV móvel é vasto, mas há incertezas sobre sua aplicação
The Economist

"Este é um momento realmente excitante - uma nova era está começando", diz Peter Bazalgette, o principal diretor de criação da Endemol, a rede de televisão que está por trás do "Big Brother" e outros programas populares. Ele se refere ao grande interesse que está surgindo pela TV móvel, uma indústria nascente que fica na intersecção das telecomunicações e da mídia e que oferece oportunidades aos fabricantes de aparelhos, produtores de conteúdo e operadores de telefonia móvel. E ele não está sozinho nesse entusiasmo.
Muitas operadoras de telefonia móvel já oferecem uma seleção de canais de TV ou programas individuais, que são transmitidos por suas redes de terceira geração (3G). Na Coréia do Sul, a televisão também está sendo enviada para telefones celulares via satélite e redes terrestres de transmissão, o que é muito mais eficiente do que a transmissão de vídeo via redes móveis de telefonia; transmissões parecidas terão início no Japão em abril. Na Europa, o braço italiano da 3, uma operadora de telefonia móvel, adquiriu o Canale 7 com vistas ao lançamento de transmissões de televisão móvel na Itália no segundo semestre de 2006. Redes de TV móvel parecidas também serão construídas na Finlândia e Estados Unidos e estão sendo testadas em muitos outros países.

Enquanto isso, a Apple Computer, que lançou uma versão do seu iPod com capacidade para vídeo, está firmando acordos com redes de televisão para ampliar a linha de programas que podem ser adquiridos para serem vistos em seu aparelho, incluindo as séries de TV americanas. A TiVo, fabricante gravador de vídeo pessoal (PVR), pretende habilitar os assinantes a baixarem programas gravados para iPods e outros aparelhos portáteis, para serem vistos em movimento. E a TV móvel foi um dos grandes destaques da maior feira de tecnologia do mundo, a Consumer Electronics Show, realizada em Las Vegas, nos EUA, esta semana.
No entanto, apesar de toda essa atividade, as perspectivas para a TV móvel não estão bem definidas. Para começar, ninguém realmente sabe se os consumidores vão querer pagar por ela, embora pesquisas sugiram que eles gostam da idéia. A consultoria Informa afirma que haverá 125 milhões de usuários de televisão móvel até 2010. Mas muitas outras tecnologias móveis criaram grandes esperanças que acabaram não se concretizando. E mesmo que as pessoas estejam dispostas a usar o serviço, há incertezas adicionais em três áreas: tecnologia, modelos de negócios e conteúdo.

No momento, a televisão móvel está sendo canalizada principalmente pelas redes 3G. Mas transmitir um conjunto individual de dados para cada um dos telespectadores é algo ineficiente e será insustentável no longo prazo se a TV móvel decolar. Então, o consenso geral é de que a transmissão via 3G é um prelúdio para a construção de redes de televisão móvel dedicadas, que irão transmitir sinais de TV digital em freqüências inteiramente diferentes das usadas para voz e dados. Há três padrões principais: DVB-H, preferido pela Europa; DMB, que está sendo adotado na Coréia do Sul e Japão; e MediaFLO, que está sendo lançado nos Estados Unidos. Assistir TV usando qualquer uma dessas tecnologias exige, é claro, o celular que possa receber os sinais. Embora vários modelos novos tenham sido revelados em Las Vegas esta semana, nenhum desses aparelhos ainda está disponível na Europa e nos EUA, e poucos na Ásia.

Por outro lado, assistir programas de TV baixados em um iPod ou outro vídeo player portátil já é possível hoje. E ao contrário de um programa transmitido pela tecnologia 3G ou por uma rede de TV móvel dedicada, os programas armazenados em um iPod podem ser assistidos em um trem subterrâneo ou em regiões em que o sinal das redes de TV é fraco. Isso sugere que alguns programas (como os dramas) são mais adequados ao modelo que envolve o download, enquanto outros (como o noticiário, programas de esportes e reality shows) se encaixam melhor na transmissão em tempo real.

Ninguém sabe se os consumidores vão querer pagar pelo serviço, embora pesquisas digam que eles gostam da idéia
Assim como há várias tecnologias de televisão móvel competindo, há muitos modelos de negócios possíveis. As operadoras de telefonia móvel poderão optar pela construção de suas próprias redes de transmissão de TV móvel; ou poderão formar um consórcio e construir uma rede que será compartilhada; ou as redes de TV existentes poderão construir essas redes. Os canais serão abertos ou para assinantes. O resultado dependerá do ambiente normativo e da disponibilidade de espectro de transmissão de cada país.

A grande dúvida é se as redes transmissoras e as operadoras de telefonia móvel chegarão a um acordo sobre como dividir os espólios, assumindo que haverá algum. As redes de TV possuem o conteúdo, mas as operadoras geralmente controlam os aparelhos de mão, e elas nem sempre se bicam.

Depois, há a questão de quem vai bancar a produção de conteúdo da TV móvel: as redes de TV, as operadoras de telefonia móvel ou os anunciantes? Mais uma vez, a resposta provavelmente é "todos eles". A nova divisão de TV móvel da Endemol está discutindo com operadoras e redes de TV o comissionamento dos novos programas, afirma Bazalgette.

Mas as operadoras de telefonia móvel são novatas no mundo da televisão. As grandes redes de TV têm a vantagem de poderem usar a TV tradicional para promover o conteúdo da TV móvel. Mas para as operadoras de telefonia móvel, construir franquias apenas de TV móvel não será fácil. Elas vão ter de resolver como lidar com os anunciantes.

Há ainda a questão complicada do conteúdo. No momento, a maior parte do conteúdo de TV móvel é formado por retransmissões dos canais tradicionais, embora em alguns casos programas estejam sendo reeditados para a transmissão móvel. Mas o meio abre possibilidades novas, como as transmissões ao vivo.

O potencial da TV móvel, em resumo, é vasto - assim como o grau de incerteza sobre como ela deverá ser colocada em prática. A maioria dos observadores não esperam uma adoção disseminada da TV móvel, se ela vier mesmo, até 2008 pelo menos, uma vez que a criação do ecossistema tecnológico exigido, das parcerias e do conteúdo vai levar algum tempo. Fique sintonizado.





Informação: Abert/ Valor Econômico - Empresas & Tecnologia - TV Digital

Pesquisas relativas a candidatos

Brasília, 02.01.2006 – Desde o dia de ontem as entidades ou empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas aos candidatos ou às eleições de outubro próximo devem registrá-las perante a Justiça Eleitoral.

A veiculação de pesquisa, inclusive por emissora de radiodifusão, sem o devido registro implica no pagamento de multa de 50.000 (cinqüenta mil) a 100.000 (cem mil) UFIRs.


Rodolfo Machado Moura


Informação: Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - Abert

A emoção pelas ondas do rádio

Quando eu era pequena, fazia muito esforço e prestava muita atenção para entender o mundo das "gentes grandes". Percebia que os adultos eram bem diferentes das crianças.

Eles falavam de guerra, banco, dinheiro, duplicata, despejo e tudo o mais que estava na órbita das necessidades e trocas materiais. Sobre sentimentos e emoções, os adultos de então pouco se manifestavam e, quando o faziam, era tudo sem palavras, por gestos e olhares. Talvez entre si eles falassem, desde que longe das crianças. Mas nós tínhamos vias por onde as emoções dos adultos nos chegavam: era pelo rádio.

Chegou a mim, há poucos dias, a notícia de que as radionovelas vão voltar, e isso me inspirou alguns pensamentos e lembranças que vou contar a vocês, evocando tardes de 60 anos atrás. Cada novela tinha sua música e, se eu bem me lembro, eram predominantemente orquestrais, o que não foi para mim uma má introdução, lenta, é bem verdade, para o universo da música clássica. E não só mas especialmente para a trama emocional da vida adulta. Aí sim, na radionovela, conseguíamos perceber o que havia atrás dos rostos sérios e compenetrados dos familiares, vizinhos e mestres, tudo gente grande.

Colocado desta forma, poderia parecer que vivíamos uma vida hipócrita, mas não era, não. Havia, é verdade, muito mais contenção, tolerância à angústia, tudo isso em nome do respeito ao outro, especialmente à mente pura de nós, crianças. Nossas cabecinhas eram vistas como frágeis, o que não chega a ser mentira, nem hoje.

Estou torcendo para a novela de rádio voltar e nos trazer de volta o uso da mão e do olho para criar, transformar, em resumo, para que possamos voltar a fazer enquanto podemos continuar a sonhar

As emoções que nos chegavam pelas ondas do rádio, nós sabíamos que era ficção, e aceitávamos de bom grado esse faz-de-conta. Enquanto isso, os adultos preservavam-se. Lembro-me de que a troca de olhar dos adultos era freqüentemente muito expressiva, para dar a entender que certas coisas "não eram para ser ditas na frente das crianças". A gente sabia disso e não reclamava. Inveja, ciúme, saudade, dores de ruptura existiam, mas não éramos informados sobre isso.

A radionovela nos esclarecia sobre o que era vivido, o que acontecia naturalmente no mundo dos adultos. Nós éramos, até um certo ponto, preservados disso tudo. Sobre radionovela, não me lembro que existisse censura. A confiança da família parecia ser total sobre o que ia ser apresentado nas rádios. Ninguém se preocupava em desligar o rádio em certos momentos. Talvez alguns programas cômicos, que só passavam tarde da noite, não fossem para crianças, mas elas já estavam dormindo.

Avós, mães e filhas acompanhavam as novelas sempre juntas. Os meninos ficavam de longe, mas não deixavam de saber o teor das narrativas. A radionovela fazia parte do mundo feminino. Era o mundo visto pela ótica das mulheres e apresentado sempre à tarde.

Parece que pensam em trazer de volta esta maravilha da minha infância, e vou tentar explicar por que acho a notícia tão maravilhosa. Porque, enquanto se escuta, continua-se a fazer. Enquanto se escuta, tricota-se, lava-se o cabelo, trata-se da pele, faz-se mãos e pés. Era em volta do rádio que aprendíamos essas artes do feminino. Uma geração aprendia com a outra. As mais velhas passavam para as mais novas tudo sobre o cuidado do corpo, da roupa, da limpeza e da feitura dos alimentos. Por observação e imitação, a sabedoria era passada adiante, sem ordem expressa e sem receita. Compartilhava-se enquanto se tricotava, se crocheteava, bordava, cerzia, e o rádio continuava descrevendo as emoções não expressas do cotidiano e, muitas vezes, também hábitos e costumes que não conhecíamos. Estou torcendo para a novela de rádio voltar e nos trazer de volta o uso da mão e do olho para criar, transformar, em resumo, para que possamos voltar a fazer enquanto podemos continuar a sonhar.

Espero que a idéia vingue e o fazer junto retorne às nossas horas vagas. Além de fazer, enquanto o rádio toca e fala, uns podem montar quebra-cabeça, recortar, arrumar coleções. E, como algo a mais, ainda temos uma janela aberta para o universo emocional, onde os mitos podem ser revividos e, mais tarde, até criticados e execrados, se for o caso. Enquanto sonhávamos, não parávamos de viver. Tão diferente do semi-autismo da nossa atitude diante da tela da televisão.





Texto estraído do site: Abert/ Folha de São Paulo - Equilíbrio - Rádio

Alemanha faz teste com TV digital por celular

Segundo a agência de comunicação de estado LFK, o teste servirá para selecionar a plataforma operacional das operadoras de telefonia celular para o lançamento de quatro canais comerciais de TV móvel e duas estações de rádio em 2006.

Participaram do teste: Anixe TV GmbH & Co., MFD Mobiles Fernsehen Deutschland, walk"n watch Gesellschaft für mobiles Fernsehen, e western Start.

O próximo passo será compartilhar os resultados de cada teste entre as agências antes de escolher a plataforma operacional em definitivo. A tecnologia DMB, que evoluiu da DAB (Digital Audio Broadcasting), está sendo impulsionada pelos fabricantes sul-coreanos. A LG foi a primeira companhia a ofertar uma TV móvel com este formato, há mais de um ano. No último ano, a Deutsche Telekom demonstrou no Cebit, maior evento de tecnologia do mundo, um canal de serviços via TV móvel com a tecnologia DMB da também coreana Samsung. Porém, a DMB está sendo desafiada por outro lançamento, o DVB-H (Digital Video Broadcasting - Handheld), que foi aprovado pelo European Telecommunications Standards Institute, no fim de 2004. O lançamento teve o suporte das maiores fabricantes de aparelhos, incluindo Motorola, NEC, Nokia, Siemens e Sony Ericsson. De acordo com a LFK, a tecnologia DVB-H também será testada em Baden-Württemberg, mas ainda não há data prevista para o início.






Informação: Abert/ Redação - Sociedade Brasileira de Computação

TVS testam sinal digital durante copa da Alemanha

O governo brasileiro decidiu antecipar o início das transmissões comerciais do sinal de televisão digital no País. A data, marco dessa nova era, será o próximo dia 7 de setembro. A data foi sugerida ao ministro Hélio Costa, da pasta das telecomunicações, por representantes das TVs Globo, SBT, Record, Bandeirantes, Cultura e Rede TV,há cerca de um mês. Porém, durante a Copa do Mundo da Alemanha, em junho deste ano, o sinal digital será testado em uma área da grande São Paulo. A área teste também pode envolver o Rio de Janeiro. Serão produzidos 10 mil set top box, o aparelho que vai decodificar o sinal, para essa fase experimental. O relatório completo que está sendo elaborado por vários setores da sociedade que compõe o SBTVD - Sistema Brasileiro de Televisão Digital - será entregue à Presidência da República no dia 10 de fevereiro. Nessa data será anunciado o modelo que o País vai adotar: o americano ATSC, o europeu DVD ou o japonês IFDB. O modelo a ser definido causa expectativa. O ministro Costa defende o japonês, mais próximo da realidade brasileira. "Também pode ser um mix", diz ele, opinião que contraria interesses dos fabricantes de TVs, que temem um "padrão Frankstein", que podem ser elemento inibidor das exportações dos monitores brasileiros.





Informação: Abert/ Redação - Propaganda e Marketing

Projeto limita análise técnica na contratação de agências de publicidade

Na tentativa de se evitar a repetição do esquema de corrupção com a utilização de agências de publicidade que prestam serviços ao governo, o senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou projeto de lei que regula as licitações que utilizam critérios como "melhor técnica" e "técnica e preço", utilizadas na contratação dessas agências. O projeto (PLS 337/05) veda a utilização desse tipo de licitação sempre que o peso atribuído ao preço represente menos que 50% da média ponderada final. A matéria aguarda designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde tem decisão terminativa.

Em sua justificação, Paim aponta como um dos maiores problemas do "universo escabroso das relações dos governos com suas agências de publicidade" o direcionamento dos editais, observado na esmagadora maioria das licitações. Segundo o senador, isso acontece porque os editais de licitação são elaborados com os critérios subjetivos de "melhor técnica" para favorecer a agência de propaganda que se deseja contratar.

Paim afirma, em sua justificação, que as diferentes concorrentes são usualmente instadas a apresentar projetos de comunicação que serão avaliados por uma comissão interna do órgão licitante e que, na prática, apenas formaliza a decisão política anteriormente tomada de escolher este ou aquele licitante.

O senador acrescentou que "eventualmente, são também realizadas licitações do tipo "técnica e preço" nas quais se atribui à proposta econômica (de preço) um peso tão reduzido na avaliação final que verdadeiramente demonstra ser aquela uma licitação do tipo "melhor técnica" mascarada".





Informação: Ricardo Icassati / Repórter da Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)