TV digital e o consórcio europeu

LUÍS NASSIF

Dentro do propósito de tentar entender os argumentos de todas as partes envolvidas na discussão sobre o padrão brasileiro de TV digital, vamos à corrente liderada pela Coalizão DVB Brasil (Sistema Brasileiro Padrão Mundial). Trata-se um consórcio mundial integrado por 260 organizações de telefonia, de radiodifusão e de fabricantes, entre os quais empresas como ST Micro Electronics, Siemens, Phillips, Nokia, Tales (empresa francesa da área de defesa), Rhodes & Schwartz e Samsung.

É um consórcio aberto, com um conjunto de desenvolvedores articulando-se nos moldes do sistema Linux, com as implementações sendo aprovadas por uma autoridade certificadora -o ETSI. A diferença é que as inovações aprovadas são incorporadas ao sistema e rendem royalties ao desenvolvedor, já que o pacote é negociado em conjunto.

Desenvolver um padrão mundial é tarefa difícil, porque há muita gente na mesa fechando soluções de compromisso. Nem sempre é ótimo do ponto de vista técnico, mas consegue ser superior do ponto de vista econômico, por ser necessariamente mais flexível, para comportar as realidades distintas de todos os países-membros, além de permitir a universalização.

Na época da disputa da telefonia, o CDMA (sistema proprietário da empresa Qualcomm) era apresentado como tecnologicamente superior. O modelo de negócios da GSM era superior -um consórcio global, dos moldes do DVB. Tinha abrangência maior, ganhou a guerra internamente e permitiu ao Brasil se tornar grande exportador de aparelhos celulares.
Hoje em dia, há três padrões básicos de transmissão de TV digital: o europeu (do DVB), o japonês (da mesma família, com implementações próprias) e o norte-americano (na verdade, da sul-coreana Samsung). E um conjunto de softwares proprietários utilizados por todos.

Segundo o consórcio DVB, o modelo americano ATSC e o japonês são restritos, criados para proteger o mercado interno da competição global. Seu foco é uma população de alta renda per capita. Sendo, ambos os países, os únicos mercados de seus respectivos padrões de TV digital, dificilmente o Brasil conseguiria exportar produtos baseados neles.

Além disso, o DVB é o modelo que melhor trabalha o conceito de convergência digital. Há um padrão DVB para satélites, para TV a cabo e para antenas terrestres. Essa lógica, além de garantir a convergência, permite ganhar escala e baratear os insumos.
As resistências contra o modelo DVB vêm das empresas de radiodifusão, já que é o padrão que mais facilita a entrada das empresas de telefonia no campo da transmissão de imagem.

A proposta da Coalizão Brasil DVB é que os institutos brasileiros reunidos no Sistema Brasileiro de TV Digital tragam suas implementações para dentro do consórcio DVB. O televisor brasileiro seria universal, permitindo exportar. E cada implementação desenvolvida pelo consórcio brasileiro -na forma de aplicativos ou de tecnologia-, se aprovada, seria imediatamente disponibilizada para um mercado global.





Informação: Folha de São Paulo

Comissão aprova fundo para financiar rádios comunitárias

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou na última quarta-feira (7) o Projeto de Lei 6348/02, do deputado Walter Pinheiro (PT-BA), que destina 2% dos recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) para financiamento de emissoras de rádio comunitárias e educativas; e de emissoras de televisão educativas.
Pela proposta, esses recursos constituirão um novo fundo que será destinado à aquisição de equipamentos; programas de bolsas para formação de profissionais; projetos de divulgação de emissoras comunitárias; apoio à atuação dos conselhos comunitários e produção de programas de caráter educativo-cultural e a projetos semelhantes.

Conselho de Comunicação
Outra medida prevista no projeto aprovado pela comissão é mudança na composição do Conselho de Comunicação Social, que passaria a contar com representantes das emissoras de radiodifusão educativa, de radiodifusão comunitária e das entidades usuárias dos canais comunitários constantes na Lei 8977/95 - a Lei do Cabo.
O Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar do Congresso Nacional, tem a incumbência de realizar estudos, pareceres, recomendações e outras solicitações que lhe forem encaminhadas pelo Poder Legislativo federal.

Elogio
O relator do projeto, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que "a aplicação direta de recursos públicos consiste na forma mais comum praticada no mundo para financiamento de emissoras de radiodifusão educativa e comunitária". Para ele, a proposta adota modelo de experiências internacionais bem sucedidas executadas nos Estados Unidos (EUA), em diversos países europeus, no Japão e em alguns países latino-americanos.

Em seu parecer, Barros apresentou duas emendas, que prevêem que, em vez de ocuparem vagas no Conselho de Comunicação Social, representantes das emissoras de radiodifusão educativa, de radiodifusão comunitária e de entidades usuárias dos canais comunitários da TV a cabo revezem-se em apenas uma vaga.

Tramitação
O projeto será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será votado em Plenário.






Informação: Jornal da Câmara


AGERT completa o seu 43º aniversário

Da mobilização cívica em favor da livre iniciativa, da democracia e da liberdade de imprensa, nasceu em 13 de dezembro de 1962, a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT).

A Associação composta por 254 emissoras de rádio, 23 de televisão e nove de outras empresas, completa hoje o seu 43º aniversário.

A instituição foi fundada por 62 empresários gaúchos, reunidos nos salões da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), cedida por seu presidente, o jornalista Alberto André.

A AGERT veio congregar empresas que, operando com autonomia, tinham vocação para atuar em conjunto na defesa de seus valores. Entre os seus fundadores estão, Antônio Abelin da Rádio Imembuí de Santa Maria, que hoje ainda encontra-se na Diretoria da instituição.

Para o presidente da AGERT, Roberto Cervo “Melão”, esse aniversário renova mais uma vez o compromisso da instituição, em defender os interesses de seus associados. “Vamos dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelos ex-presidentes, mantendo a entidade unida e forte. Que essa data seja um marco para o lançamento da Campanha de busca de novos associados”, enfatiza.





Informação: AGERT

Anunciantes em rádios comunitárias serão advertidos

A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT), alerta aos radiodifusores, encaminharem a relação de anunciantes que veiculam publicidade em rádios comunitárias ou ilegais.

A relação deve ser encaminhada à Associação, através do e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it., contendo o nome completo do anunciante e endereço.

A AGERT solicita que as emissoras gravem trechos da programação e envie com o restante das informações necessárias.
O secretário de Serviços de Comunicação do Ministério das Comunicações, Joanilson Laércio Barbosa Ferreira, informou que os anunciantes que veiculam propaganda serão contatados pelo Ministério das Comunicações, para serem esclarecidos sobre as regras que regulamentam a radiodifusão comunitária.

O anúncio foi feito durante a primeira Reunião de Trabalho realizada pela AGERT, com representantes do Ministério das Comunicações e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizada no último dia 06 de dezembro da sede da AGERT, em Porto Alegre.






Informação: AGERT

Costa garante continuidade da pesquisa do SBTVD

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, garantiu nesta sexta, 9, que haverá recursos em 2006 para a próxima fase do projeto de pesquisas do SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital). O ministro falou na Universidade de São Paulo, durante evento em que foram apresentados a jornalistas e acadêmicos os principais resultados das pesquisas até agora.

O ministro disse que combinou a inserção de uma emenda ao orçamento de R$ 200 milhões, provenientes do Funttel, pela Comissão de Educação da Câmara. O dinheiro será usado para a continuidade dos estudos, pois ainda falta, definidos os padrões de transmissão, middleware etc, resolver questões como a implantação e a parte industrial da TV digital terrestre.
O ministro elogiou o trabalho das universidades e afirmou que uma vez tendo recebido o trabalho, o Minicom tomará a decisão em quatro ou cinco semanas. "Será uma decisão puramente técnica, baseada nas pesquisas", afirmou.






Informação: TELA VIVA News

Para Costa, SBTVD é bom e dispensa até financiamento externo

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou nesta sexta-feira, 9, que a TV digital terrestre começará a ser comercializada no Brasil a partir do dia 7 de setembro do próximo ano, após a realização dos testes da Copa do Mundo em junho. "Adiantamos o estudo de TV digital, e por essa razão a indústria tem que trabalhar para atender a demanda", afirmou o ministro, que participou de um almoço com empresários da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
Mais tarde, em evento na USP, Costa disse que a data não é uma promessa e nem um compromisso, mas que os maiores radiodifusores estariam conversando para tornar possível o início das transmissões nesta data.

Para o início da operação comercial da TV digital, Costa garantiu que os set-top boxes conversores para aparelhos de TV analógicos estarão disponíveis para a venda em junho. "Já temos o set-top box que vai funcionar no Brasil e pode, inclusive, ser adaptado tanto para MPEG-2 quanto MPEG-4, e pode chegar ao mercado com preço final de R$ 60 a R$ 70 a versão mais simples, podendo, com todas as ferramentas que tem um set-top box, ir a R$ 400", explicou o ministro.

Hélio Costa classificou como "muito bom" o resultado dos estudos para o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) que vêm sendo realizados há quase um ano por 20 consórcios coordenados pelo CPqD. "Não teremos a necessidade de adotar um padrão; estamos usando ferramentas de cada um dos três sistemas para atender à necessidade brasileira. Nossa decisão não passa pelo que os americanos acham, ou pelo que os europeus querem, ou pelo que os japoneses pretendem", declarou. No evento da USP, Costa foi além e disse que Brasil não precisa dos recursos financeiros oferecidos pelos padrões estrangeiros, pois o país tem recursos próprios para investir.

"O BNDES tem R$ 30 bilhões disponíveis para projetos deste tipo, que têm garantia de retorno", disse. O ministro afirmou ainda que o SBTVD é muito mais adequado à realidade da maioria dos países em desenvolvimento, sobretudo na Ásia e América Latina, que os padrões americano, japonês e europeu.
Os relatórios dos estudos do SBTVD serão entregues ao CPqD neste sábado, dia 10.






Informação: TELA VIVA News

Ministro defende linha de crédito para indústria nacional

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu, a criação de uma linha de crédito no BNDES para TV digital, "não só para a indústria eletroeletrônica, como também para a indústria do audiovisual poder aproveitar esse momento de expansão do setor". De acordo com o ministro, a linha de crédito foi solicitada nesta quinta, 8, em reunião setorial realizada no Palácio do Planalto com a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, com os ministros da área de infra-estrutura e com a presença do presidente do BNDES, Guido Mantega. "O BNDES tem hoje mais de R$ 30 bilhões para serem utilizados em projetos importantes de infra-estrutura e sei que o Guido Mantega (presidente do banco) está para apresentar uma proposta nas próximas semanas", revela.

Reserva de mercado

Em seu discurso durante o almoço com empresários da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Costa chegou a falar que "para o governo é essencial a reserva de mercado da TV digital para a indústria nacional", mas em seguida se corrigiu e disse que se equivocou e que o termo que queria ter usado é que o essencial é o incentivo à indústria nacional. "A nossa posição é defender a indústria nacional, para que participe desse desenvolvimento que vai haver".






Informação: TELA VIVA News

Governo investiu R$ 304,8 milhões em TV até setembro

O Governo Federal, um dos maiores investidores em mídia no País, gastou em anúncios na TV de janeiro a setembro deste ano R$ 304,8 milhões. O valor corresponde a aproximadamente 60% de tudo o que foi investido em TV em 2004 - desde 98, aquele foi o ano em que o governo mais gastou em TV, passando de R$ 500 milhões. Vale lembrar que 2004 foi ano de Olimpíadas, época de grandes investimentos de empresas estatais ligadas às modalidades esportivas (Banco do Brasil, Correios, Caixa Econômica Federal, Petrobras).

As emissoras de TV têm relatado perdas de receitas por conta da saída dos anunciantes governamentais, em conseqüência da crise política envolvendo verbas de publicidade.
Mas o que se verifica, até setembro, é que outras mídias sofreram maior perda de investimentos do que a TV. Com outdoor, por exemplo, os gastos correspondiam a 30% de tudo o que foi investido em 2004. Os números são da Secom e constam da sua página na web. Procurada por este noticiário para falar sobre os investimentos em TV por parte do Executivo Federal, a Secom não se manifestou. Edianez Parente -






Informação: TELA VIVA News

A TV digital se aproxima

Marcela Canavarro

SÃO PAULO - Duas salas repletas de televisores de tela plana e alta definição de imagem. Ligados a elas, pequenos circuitos com jeito de protótipo indicam que os aparelhos servem a algum estudo de desenvolvimento tecnológico. É a primeira demonstração pública dos estudos do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), em andamento nas principais universidades do país.

A demonstração aconteceu na sexta-feira, na Escola Politécnica da USP, em São Paulo, e contou com 10 dos 22 consórcios que formam o SBTVD. Os relatórios foram entregues neste fim de semana ao ministério das Comunicações, que analisará os resultados para definir o padrão para o Brasil: europeu, japonês ou americano.
O assessor especial da Casa Civil, André Barbosa Filho, explica que o SBTVD deve adotar o H264 como padrão de compressão de imagens e uma versão adaptada da modulação OFDM (Orthogonal Frequency Division Multiplexing). O H264 é um formato de compressão recente e é uma variação do padrão MPEG4, já estabelecido em diversos países.

O coordenador do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da USP, João Zuffo, explica que a modulação que integrará o SBTVD utilizará antenas de baixo custo distribuídas em áreas em que a principal não tem bom alcance.

- Em outros países, o sistema de antenas distribuídas não é utilizado - explica Zuffo.
Os sistemas de TV digital baseiam-se em hardware, software, middleware e aplicações. Os testes do SBTVD utilizam o sistema operacional de código aberto Linux. Cabe ao middleware fazer a conexão entre o sistema e os aplicativos. De acordo com o coordenador do grupo de Middleware e Flex TV, Guido Lemos, pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o Brasil desenvolveu o modelo mais avançado de middleware do mundo.

- É o primeiro criado no hemisfério Sul e pretende atender cerca de 80 milhões de pessoas no mundo que não têm computador - afirma Lemos.
Pelo middleware, funções de computador estarão disponíveis na TV digital, como correio eletrônico e navegador web.
A complexidade da tecnologia desenvolvida fica clara pelas 100 mil linhas do seu código, criadas por quase 40 instituições de pesquisa. O middleware é o coração da TV digital e define suas aplicações.

Um dos requisitos fundamentais, previsto no decreto 4.901, que instituiu o SBTVD, é a exigência que a TV digital seja uma ferramenta de inclusão.
- Muitos não reconhecem a importância do computador e não abrem mão da carne ou da cerveja para comprar um PC, mas adquirem a TV. Ao colocar funções de micro na televisão, levamos a tecnologia para essa população - enfatiza Lemos.

Um dos grupos de estudo pesquisa o que o acadêmico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Valdecir Becker, denomina ""alfabetização digital"". O relatório do seu consórcio conclui que, para a familiarização com a interatividade é preciso uma política pedagógica na TV e não na internet.

- A questão não é só acesso à tecnologia e maior abrangência da TV, mas a relação consistente que as pessoas têm com televisão. Elas aprenderão, pela TV, o que é um link e como interagir com ele - afirma Becker.

O governo baixou um decreto transferindo para o Ministério das Comunicações, coordenador dos trabalhos do SBTVD, a liderança dos programas de inclusão digital. O ministro Hélio Costa anunciou a possibilidade de liberar R$ 650 milhões do Fust e R$ 250 milhões do Funtel para o SBTVD.

Na sexta-feira, Costa anunciou que Rede Globo, Bandeirantes, SBT, TV Cultura, Rede TV e Record, devem transmitir sua programação completa em padrão digital a partir de 7 de setembro de 2006.
- Já sabemos para onde vamos e a partir daqui precisamos estabelecer um modelo industrial - afirmou.
A questão mais controversa é o canal de interatividade, que pode usar Wi-Fi ou WiMax.
- O Wi-Fi tem infra-estrutura, mas exige uma cadeia de antenas. O WiMax é mais simples e barato, mas não está regulamentado. Talvez adotemos uma mistura das soluções - explica o gerente de Projetos do consórcio de canal de interatividade, e pesquisador da Unicamp, Paulo Marshall.





Informação: Jornal do Brasil - Internet

Brasil terá transmissão comercial em setembro

São Paulo, 12 de Dezembro de 2005 - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou na última sexta-feira que terá início em setembro a transmissão comercial da TV digital no Brasil. Este é o cronograma sugerido pelas emissoras de TV que se reuniram na quarta-feira da semana passada com o ministro em Brasília.

Ainda falta definir o padrão entre os três internacionais - o europeu DVD, o japonês IFDB e o americano ATSC. A meta é decidir até fevereiro o padrão tecnológico da TV digital no País, lançar transmissões experimentais durante a Copa do Mundo de Futebol, em junho, e fazer a estréia comercial em 7 de setembro.

Especialistas do setor, como o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcelo Zuffo, planejam ter até 10 mil caixas de conversão (Set Top Box) em teste, em setembro.

A produção dessas caixinhas, que serão muito mais baratas que o televisor digital, ainda está para ser definida. O professor da USP afirma que o Brasil já detém a tecnologia e pode passar a produzir localmente em poucos meses.

O presidente da Philips para a América Latina, Marcos Magalhães, alertou na última sexta-feira que um "padrão Frank-stein" pode ser um inibidor para as exportações de televisores digitais brasileiros. Ele admitiu, no entanto, que a competição para a produção de Set Top Box deve ser intensa no País devido à existência, hoje, de 60 a 70 milhões de televisores em funcionamento. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Reuters)





Informação: Gazeta Mercantil - TI & Telecom