Para Costa, SBTVD é bom e dispensa até financiamento externo

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou nesta sexta-feira, 9, que a TV digital terrestre começará a ser comercializada no Brasil a partir do dia 7 de setembro do próximo ano, após a realização dos testes da Copa do Mundo em junho. "Adiantamos o estudo de TV digital, e por essa razão a indústria tem que trabalhar para atender a demanda", afirmou o ministro, que participou de um almoço com empresários da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
Mais tarde, em evento na USP, Costa disse que a data não é uma promessa e nem um compromisso, mas que os maiores radiodifusores estariam conversando para tornar possível o início das transmissões nesta data.

Para o início da operação comercial da TV digital, Costa garantiu que os set-top boxes conversores para aparelhos de TV analógicos estarão disponíveis para a venda em junho. "Já temos o set-top box que vai funcionar no Brasil e pode, inclusive, ser adaptado tanto para MPEG-2 quanto MPEG-4, e pode chegar ao mercado com preço final de R$ 60 a R$ 70 a versão mais simples, podendo, com todas as ferramentas que tem um set-top box, ir a R$ 400", explicou o ministro.

Hélio Costa classificou como "muito bom" o resultado dos estudos para o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) que vêm sendo realizados há quase um ano por 20 consórcios coordenados pelo CPqD. "Não teremos a necessidade de adotar um padrão; estamos usando ferramentas de cada um dos três sistemas para atender à necessidade brasileira. Nossa decisão não passa pelo que os americanos acham, ou pelo que os europeus querem, ou pelo que os japoneses pretendem", declarou. No evento da USP, Costa foi além e disse que Brasil não precisa dos recursos financeiros oferecidos pelos padrões estrangeiros, pois o país tem recursos próprios para investir.

"O BNDES tem R$ 30 bilhões disponíveis para projetos deste tipo, que têm garantia de retorno", disse. O ministro afirmou ainda que o SBTVD é muito mais adequado à realidade da maioria dos países em desenvolvimento, sobretudo na Ásia e América Latina, que os padrões americano, japonês e europeu.
Os relatórios dos estudos do SBTVD serão entregues ao CPqD neste sábado, dia 10.






Informação: TELA VIVA News

Ministro defende linha de crédito para indústria nacional

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu, a criação de uma linha de crédito no BNDES para TV digital, "não só para a indústria eletroeletrônica, como também para a indústria do audiovisual poder aproveitar esse momento de expansão do setor". De acordo com o ministro, a linha de crédito foi solicitada nesta quinta, 8, em reunião setorial realizada no Palácio do Planalto com a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, com os ministros da área de infra-estrutura e com a presença do presidente do BNDES, Guido Mantega. "O BNDES tem hoje mais de R$ 30 bilhões para serem utilizados em projetos importantes de infra-estrutura e sei que o Guido Mantega (presidente do banco) está para apresentar uma proposta nas próximas semanas", revela.

Reserva de mercado

Em seu discurso durante o almoço com empresários da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Costa chegou a falar que "para o governo é essencial a reserva de mercado da TV digital para a indústria nacional", mas em seguida se corrigiu e disse que se equivocou e que o termo que queria ter usado é que o essencial é o incentivo à indústria nacional. "A nossa posição é defender a indústria nacional, para que participe desse desenvolvimento que vai haver".






Informação: TELA VIVA News

Governo investiu R$ 304,8 milhões em TV até setembro

O Governo Federal, um dos maiores investidores em mídia no País, gastou em anúncios na TV de janeiro a setembro deste ano R$ 304,8 milhões. O valor corresponde a aproximadamente 60% de tudo o que foi investido em TV em 2004 - desde 98, aquele foi o ano em que o governo mais gastou em TV, passando de R$ 500 milhões. Vale lembrar que 2004 foi ano de Olimpíadas, época de grandes investimentos de empresas estatais ligadas às modalidades esportivas (Banco do Brasil, Correios, Caixa Econômica Federal, Petrobras).

As emissoras de TV têm relatado perdas de receitas por conta da saída dos anunciantes governamentais, em conseqüência da crise política envolvendo verbas de publicidade.
Mas o que se verifica, até setembro, é que outras mídias sofreram maior perda de investimentos do que a TV. Com outdoor, por exemplo, os gastos correspondiam a 30% de tudo o que foi investido em 2004. Os números são da Secom e constam da sua página na web. Procurada por este noticiário para falar sobre os investimentos em TV por parte do Executivo Federal, a Secom não se manifestou. Edianez Parente -






Informação: TELA VIVA News

A TV digital se aproxima

Marcela Canavarro

SÃO PAULO - Duas salas repletas de televisores de tela plana e alta definição de imagem. Ligados a elas, pequenos circuitos com jeito de protótipo indicam que os aparelhos servem a algum estudo de desenvolvimento tecnológico. É a primeira demonstração pública dos estudos do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), em andamento nas principais universidades do país.

A demonstração aconteceu na sexta-feira, na Escola Politécnica da USP, em São Paulo, e contou com 10 dos 22 consórcios que formam o SBTVD. Os relatórios foram entregues neste fim de semana ao ministério das Comunicações, que analisará os resultados para definir o padrão para o Brasil: europeu, japonês ou americano.
O assessor especial da Casa Civil, André Barbosa Filho, explica que o SBTVD deve adotar o H264 como padrão de compressão de imagens e uma versão adaptada da modulação OFDM (Orthogonal Frequency Division Multiplexing). O H264 é um formato de compressão recente e é uma variação do padrão MPEG4, já estabelecido em diversos países.

O coordenador do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da USP, João Zuffo, explica que a modulação que integrará o SBTVD utilizará antenas de baixo custo distribuídas em áreas em que a principal não tem bom alcance.

- Em outros países, o sistema de antenas distribuídas não é utilizado - explica Zuffo.
Os sistemas de TV digital baseiam-se em hardware, software, middleware e aplicações. Os testes do SBTVD utilizam o sistema operacional de código aberto Linux. Cabe ao middleware fazer a conexão entre o sistema e os aplicativos. De acordo com o coordenador do grupo de Middleware e Flex TV, Guido Lemos, pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o Brasil desenvolveu o modelo mais avançado de middleware do mundo.

- É o primeiro criado no hemisfério Sul e pretende atender cerca de 80 milhões de pessoas no mundo que não têm computador - afirma Lemos.
Pelo middleware, funções de computador estarão disponíveis na TV digital, como correio eletrônico e navegador web.
A complexidade da tecnologia desenvolvida fica clara pelas 100 mil linhas do seu código, criadas por quase 40 instituições de pesquisa. O middleware é o coração da TV digital e define suas aplicações.

Um dos requisitos fundamentais, previsto no decreto 4.901, que instituiu o SBTVD, é a exigência que a TV digital seja uma ferramenta de inclusão.
- Muitos não reconhecem a importância do computador e não abrem mão da carne ou da cerveja para comprar um PC, mas adquirem a TV. Ao colocar funções de micro na televisão, levamos a tecnologia para essa população - enfatiza Lemos.

Um dos grupos de estudo pesquisa o que o acadêmico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Valdecir Becker, denomina ""alfabetização digital"". O relatório do seu consórcio conclui que, para a familiarização com a interatividade é preciso uma política pedagógica na TV e não na internet.

- A questão não é só acesso à tecnologia e maior abrangência da TV, mas a relação consistente que as pessoas têm com televisão. Elas aprenderão, pela TV, o que é um link e como interagir com ele - afirma Becker.

O governo baixou um decreto transferindo para o Ministério das Comunicações, coordenador dos trabalhos do SBTVD, a liderança dos programas de inclusão digital. O ministro Hélio Costa anunciou a possibilidade de liberar R$ 650 milhões do Fust e R$ 250 milhões do Funtel para o SBTVD.

Na sexta-feira, Costa anunciou que Rede Globo, Bandeirantes, SBT, TV Cultura, Rede TV e Record, devem transmitir sua programação completa em padrão digital a partir de 7 de setembro de 2006.
- Já sabemos para onde vamos e a partir daqui precisamos estabelecer um modelo industrial - afirmou.
A questão mais controversa é o canal de interatividade, que pode usar Wi-Fi ou WiMax.
- O Wi-Fi tem infra-estrutura, mas exige uma cadeia de antenas. O WiMax é mais simples e barato, mas não está regulamentado. Talvez adotemos uma mistura das soluções - explica o gerente de Projetos do consórcio de canal de interatividade, e pesquisador da Unicamp, Paulo Marshall.





Informação: Jornal do Brasil - Internet

Brasil terá transmissão comercial em setembro

São Paulo, 12 de Dezembro de 2005 - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou na última sexta-feira que terá início em setembro a transmissão comercial da TV digital no Brasil. Este é o cronograma sugerido pelas emissoras de TV que se reuniram na quarta-feira da semana passada com o ministro em Brasília.

Ainda falta definir o padrão entre os três internacionais - o europeu DVD, o japonês IFDB e o americano ATSC. A meta é decidir até fevereiro o padrão tecnológico da TV digital no País, lançar transmissões experimentais durante a Copa do Mundo de Futebol, em junho, e fazer a estréia comercial em 7 de setembro.

Especialistas do setor, como o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcelo Zuffo, planejam ter até 10 mil caixas de conversão (Set Top Box) em teste, em setembro.

A produção dessas caixinhas, que serão muito mais baratas que o televisor digital, ainda está para ser definida. O professor da USP afirma que o Brasil já detém a tecnologia e pode passar a produzir localmente em poucos meses.

O presidente da Philips para a América Latina, Marcos Magalhães, alertou na última sexta-feira que um "padrão Frank-stein" pode ser um inibidor para as exportações de televisores digitais brasileiros. Ele admitiu, no entanto, que a competição para a produção de Set Top Box deve ser intensa no País devido à existência, hoje, de 60 a 70 milhões de televisores em funcionamento. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Reuters)





Informação: Gazeta Mercantil - TI & Telecom

TV digital terá 1ª transmissão no país em setembro de 2006

CLARICE SPITZ
DA FOLHA ONLINE

A TV digital terá sua primeira transmissão comercial no Brasil em 7 de setembro de 2006, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Ele afirmou ainda que nessa época deve ser iniciada a comercialização dos terminais de conversão do sistema analógico para o sistema digital.
Segundo Costa, as seis principais redes de TV brasileiras se comprometeram com a transmissão em setembro. A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), segundo o ministério, também já deram o sinal verde para que a TV digital.

"Adiantamos o processo da TV digital, e comercialmente ela já tem condições de ser iniciada em 7 de setembro", afirmou. O ministro disse que, em princípio, o custo mínimo dos terminais será de R$ 60 e máximo de R$ 400.

Já em junho, durante a Copa do Mundo, devem ocorrer os testes com a TV digital. Só em São Paulo, Costa estima que ao menos 10 mil aparelhos estejam em teste.
Costa afirmou que o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Guido Mantega, deverá apresentar na próxima semana uma linha de crédito especial para auxiliar a indústria na fabricação dos terminais.

Até 10 de fevereiro, o governo anunciará oficialmente a escolha do sistema de TV digital a ser adotado no país. Além do brasileiro (em fase de teste), há o norte-americano, o europeu e o japonês. O prazo para a escolha foi estabelecido, por decreto, em 2003.

Durante o discurso a empresários ligados a fabricantes de eletroeletrônicos, ele pediu uma reserva de mercado para o setor, mas depois recuou, ao dizer que a frase foi "equivocada".







Informação: Folha de São Paulo - Dinheiro


Transmissões comerciais da TV digital começarão no dia 7 de setembro

Aguinaldo Novo

SÃO PAULO. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou ontem que a operação comercial da TV digital no país terá início em 7 de setembro de 2006. A data foi sugerida por representantes de seis grandes redes de TV (Rede Globo, Record, SBT, Bandeirantes, Cultura e Rede TV), com quem o ministro se reuniu na quarta-feira em Brasília. Segundo Costa, a Eletros e a Abinee, que representam as indústrias de eletroeletrônicos, já deram sinal verde ao calendário.

— Adiantamos o calendário da TV digital e já podemos anunciar que, comercialmente, a TV digital tem condições de ser iniciada a partir de 7 de setembro — disse o ministro, pouco antes de participar de almoço promovido pela Abinee.

Falta ainda definir o padrão que será escolhido para a TV digital brasileira — se o europeu DVD, o americano ATSC ou o japonês IFDB. O ministro receberá hoje os relatórios dos 20 consórcios que tiveram a incumbência de indicar o melhor padrão de acordo com as características do país. Diferentemente da Europa e dos EUA, no Brasil a TV digital terá sinal aberto. A decisão oficial do governo será anunciada até o dia 10 de fevereiro.

Indústria teme adoçãode ‘padrão Frankenstein’
Nesta sexta-feira (09/12), Costa reafirmou que a tendência será usar ferramentas de cada um dos três sistemas já em operação no mundo. Antecipando-se a possíveis críticas de empresários, o ministro disse que o sistema será “internacional e compatível” (com equipamentos importados ou vendidos no exterior).

— Não estamos fazendo mais um Pal-M — afirmou ele, referindo-se ao padrão brasileiro de TV analógica.

O presidente da Philips para a América Latina, Marcos Magalhães, disse que um “padrão Frankenstein” pode ser um inibidor para futuras exportações de televisores digitais fabricados no Brasil:
— Se for um padrão Frankenstein, vamos exportar para onde?
O início comercial da TV digital será precedido por transmissões experimentais durante os jogos da Copa do Mundo, em junho. Os pesquisadores que trabalharam no projeto dizem ter condições de fabricar até dez mil protótipos de conversores ( set top box ), que vão transformar os sinais digitais transmitidos pelas TVs para as casas que ainda mantêm aparelhos analógicos.

Costa afirmou que esses conversores deverão chegar ao mercado com preço final ao consumidor entre R$ 60 e R$ 400. O valor é contestado por especialistas como o professor da USP Marcelo Zuffo, que participou das pesquisas. Segundo ele, o modelo deverá ser vendido a partir de R$ 300.






Informação: O Globo - Economia

Radioweb conquista 2º lugar no prêmio ARI de Jornalismo

A Radioweb conquistou o 2º lugar na categoria Radiojornalismo do prêmio ARI, edição 2005. A reportagem premiada, das jornalistas Alexandra Fiori e Fernanda Aldabe, fez uma "radiografia" das conseqüências da estiagem na economia gaúcha. Ao receber o troféu, Fernanda Aldabe, que coordena o jornalismo na Radioweb RS, parabenizou o modelo de gestão adotado pela Agência, ressaltando o incentivo financeiro e profissional que a equipe recebe da Direção da empresa.





Informação: Agência Radioweb

Comissão aprova projeto de lei que transforma jabá em crime

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou o projeto de lei que transforma o jabá em crime. De acordo com o texto, quem receber dinheiro para incluir uma música na programação de rádios e TVs pode receber penas que vão de multa a dois anos de detenção. Além de responsabilizar o profissional que receber "jabá", a proposta prevê suspensão da programação e até cassação da concessão. O projeto de lei, apresentado em 2003 pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), será analisado pela Comissão de Constituição de Justiça e, se aprovado novamente, irá à votação em plenário.

O parecer favorável foi dado pelo deputado Narcio Rodrigues (PSDB-MG). Jornalista, ele já trabalhou em TVs, incluindo afiliadas da Globo e da Bandeirantes. Em seu relatório, Rodrigues afirma que o jabá "é prejudicial ao ouvinte na medida em que condiciona suas preferências". O político, no entanto, diz ter "dúvidas quanto à eficácia de criminalizar-se um procedimento de difícil identificação" e que a identificação desse tipo de "ilícito não é fácil". Mas o projeto, pondera, é um passo "valioso" para coibir a prática, apesar das dificuldades.






Informação: Coletiva.net

Hélio Costa assiste a teste de integração do Sistema Brasileiro de TV Digital

Brasília - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, participa hoje do almoço anual da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Na ocasião, dirigentes da entidade vão apresentar um balanço do setor neste ano e as perspectivas para 2006. O encontro ocorre às 12 horas no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista.

Após o almoço, o ministro segue para a Escola Politécnica da Universidade de São Pulo (USP). Às 15 horas, assiste a um teste de integração do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), coordenado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). Em seguida, dá entrevista coletiva. O modelo tecnológico para a TV digital brasileira foi formatado por universidades e instituições nacionais de pesquisa.






Informação: Agência Brasil