O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, deputado Jader Barbalho (PMDB-PA), abriu há pouco o seminário "Inovação tecnológica: o uso da tecnologia como instrumento de desenvolvimento e competitividade das nações".
Em seu discurso, Barbalho protestou contra o contingenciamento de R$ 4 bilhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), composto de 1% da receita bruta anual das empresas de telecomunicações e que tem como objetivo a informatização de escolas e hospitais públicos.
Na próxima semana, o deputado deverá propor na comissão a convocação dos ministros Fernando Haddad, da Educação, e Hélio Costa, das Comunicações, para explicar por que os recursos não serão aplicados. A gestão do Fust é de responsabilidade desses dois ministérios.
Avanços
Barbalho criticou também o contingenciamento de R$ 1 bilhão dos fundos setoriais – recursos que vêm de empresas privadas para investimento em pesquisa científica e tecnológica.
O deputado afirmou que o Brasil avançou muito na área de pesquisa, em especial em biotecnologia e nanotecnologia.
Mas, segundo ele, "ainda temos pudor em financiar a pesquisa no setor privado". Barbalho criticou o baixo investimento das empresas brasileiras em inovação, sem a qual não há ganho de competitividade.
Estão presentes no evento o presidente do conselho da Intel Corporation, Craig Barrett; o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Marcelo Lopes; o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Alessandro Teixeira; o coordenador-geral do Laboratório de Sistemas Integráveis da Universidade de São Paulo (USP), João Antônio Zuffo; e o cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Sílvio Romero de Lemos Meira. O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), autor do requerimento para realização do seminário, também está presente ao encontro.
O seminário ocorre no auditório Nereu Ramos.
Informação: Abert/ Jornal da Câmara
Governo não definirá padrão de rádio digital; testes começam dia 26
O governo não definirá um padrão único de rádio digital. A opção tecnológica poderá ser feita individualmente pelas emissoras, a exemplo do que acontece com os celulares. Segundo Ara Apkar Minassian, superintendente de Comunicação de Massa da Anatel, a única exigência é que o padrão escolhido use a tecnologia IBOC (In Band One Channel), que faz as transmissões em cima da mesma banda usada hoje pelas transmissões analógicas. Isto porque, explica Minassian, não há freqüências disponíveis fora das faixas atuais.
Atualmente dois padrões funcionam desta forma: o DRM e o iBiquity, sendo que o segundo vem sendo o preferido das emissoras por trabalhar em AM e FM.
Sem liberação
Está marcado para a próxima segunda-feira, 26, o início dos testes de rádio digital no Brasil, autorizados pela Anatel. Em entrevista à rádio CBN na manhã desta quinta-feira, 22, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, elogiou as emissoras e disse que a digitalização proporcionará liberação de freqüências e permitirá a entrada de novos serviços, como canais dedicados exclusivamente a notícias, informações de trânsito, clima etc. Também disse que o rádio será um instrumento de inclusão digital.
A realidade é um pouco diferente. Como os testes serão feitos na plataforma IBOC, que utiliza a mesma banda atual para as transmissões digitais, não serão liberadas novas faixas. Isto acontecerá somente quando forem desligadas as transmissões analógicas, processo que pode levar décadas.
Receberam autorização da Anatel as emissoras do Sistema Globo de Rádio, Itatiaia, RBS e Eldorado. A Bandeirantes também pretende fazer testes e deve entrar com o pedido de autorização ainda esta semana.
A princípio, a idéia das emissoras é, a partir dos testes (e caso estes tenham sucesso), começar a transmitir permanentemente em digital (mantendo o analógico paralelamente por tempo indeterminado). Segundo Ara, não será necessária nenhuma nova autorização para isso.
Informação: TELA VIVA News/ André Mermelstein
MP do Bem vai ao Senado após acordo de líderes
O Plenário concluiu nesta terça-feira a votação da Medida Provisória 252/05, conhecida como MP do bem por reduzir a tributação de diversos setores da economia. O texto aprovado é o projeto de lei de conversão do deputado Custódio Mattos (PSDB-MG), que fez diversas modificações na medida original.
Foram vários dias de negociações com o governo e setores organizados do empresariado. Por acordo de lideranças, todos os oito destaques para votação em separado (DVS) que ainda faltavam ser votados foram retirados para a votação da redação final do texto.
Porém, a matéria foi remetida ao Senado, onde os destaques poderão ser novamente apresentados. A MP precisa ser votada pelo Congresso até 13 de outubro, último dia da vigência da medida.
Reajuste
Uma das novidades introduzidas pelo Plenário na MP é o reajuste dos limites de enquadramento das micro e pequenas empresas no Simples. O limite para as microempresas optarem por esse regime simplificado de tributação foi corrigido dos atuais R$ 120 mil de receita bruta anual para R$ 240 mil.
Para as empresas de pequeno porte, a faixa de receita bruta anual de R$ 120 mil a R$ 1,2 milhão, na qual pode ser feita a opção pelo Simples, foi aumentada para entre R$ 240 mil e R$ 2,4 milhões. A mudança foi introduzida no texto por meio de um DVS aprovado em 23 de agosto.
Energia elétrica
Os deputados também incluíram as distribuidoras de energia elétrica no sistema cumulativo de cobrança do PIS/Pasep e da Cofins. Essa sistemática valerá para a receita dos contratos com consumidores das classes residencial, rural, poder público, iluminação pública e serviços públicos.
Em ambos os casos, entretanto, o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que "não existe compromisso do governo de aprovar no Senado - nem de promulgar - essas alterações".
Informação: Agência Câmara
Primeira reunião deve sair na semana do dia 27
Deve acontecer na semana do dia 27 a primeira reunião do grupo interministerial responsável pela elaboração de uma proposta de lei de comunicação. Será uma reunião que definirá cronogramas e prioridades. A idéia é também pautar as rodadas de audiências que acontecerão entre diversos segmentos envolvidos com o setor de comunicação e o próprio grupo de representantes dos ministérios. Serão sessões complementares aos trabalhos do comitê consultivo, cujos nomes ainda estão sendo definidos.
Considerando-se que na mesma semana em que foi criado o grupo de trabalho o ministro Hélio Costa (Comunicações) havia, publicamente, dito que não achava ser o momento para a elaboração de uma lei de comunicação, há quem diga que foi uma derrota de Costa. Outros analistas dizem que, na verdade, foi uma posição da ministra Dilma Rousseff não no sentido de desprestigiar o Minicom, mas de não criar ruído com setores que demandam a elaboração da lei.
Além disso, a ordem de Lula é para que a proposta caminhe com calma, ainda que o decreto estabeleça um prazo de 180 dias para as conclusões do anteprojeto (até 15 de março de 2006, portanto), prorrogáveis por mais 90 dias.
A partir da elaboração do anteprojeto é que a Câmara de Política Cultural e de Política de Infra-estrutura do Conselho de Governo enviará (ou não) o projeto ao Congresso. Samuel Possebon
Informação: Tela Viva News
Ministério da Justiça inicia consulta sobre classificação
O Ministério da Justiça anunciou nesta segunda, 19, o início da consulta pública que definirá novos critérios para a classificação indicativa de televisão. A consulta estará disponível até o mês de novembro no site www.mj.gov.br/classificacao/consultatv .
O questionário traz quatro conjuntos de símbolos que poderão se tornar padrões para as emissoras informarem a classificação indicativa atribuída aos programas e filmes.
Esses símbolos foram definidos a partir de pesquisas sobre as experiências de países como Austrália, Estados Unidos e Inglaterra. Durante a consulta pública, o Ministério da Justiça fará audiências públicas em seis capitais, a começar por Brasília, no próximo dia 30 de setembro.
Também serão promovidas audiências em Rio Branco (AC), Belo Horizonte (MG), São Paulo, Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Rio de Janeiro.
Informação: Tela Viva News
CCJ analisa projeto sobre cobertura eleitoral pela mídia
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania pode votar hoje o Projeto de Lei 3798/04, do deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), que altera a Lei Eleitoral (9504/97) para permitir a veiculação de entrevistas e notícias que contenham análise sobre candidatos em campanha. A legislação atual proíbe as emissoras de rádio e televisão de difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido ou coligação.
O autor da proposta argumenta que a restrição imposta aos meios de comunicação representa importante garantia do princípio da isonomia entre os candidatos, mas, se interpretado com rigor, o dispositivo pode prejudicar o direito do eleitor à informação, na medida em que qualquer notícia negativa a respeito de determinado candidato poderá ser considerada como emissão de opinião e, em conseqüência, banida do noticiário. O projeto tem parecer favorável do relator, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ).
Informação: Aesp/ Jornal da Câmara
Comissão debaterá uso de verba de Direito Autoral
A Comissão de Educação e Cultura realizará audiência pública para debater a arrecadação e a destinação de verbas referentes a direitos autorais. O pedido foi feito pelo deputado Paulo Delgado (PT/MG) e aprovado na última quarta-feira (14/09) pela comissão.
Segundo Delgado, a audiência se faz necessária após a rejeição pela comissão do Projeto de Resolução 223/05. A proposta pedia a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a arrecadação e o destino dado às verbas dos direitos autorais e também a atuação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).
Abusos
Delgado lembra que são comuns os abusos cometidos pelo Ecad, tanto sobre os autores como sobre os consumidores. Ele cita os argumentos utilizados pelo autor do projeto rejeitado, deputado Takayama (PMDB/PR). "Aos pequenos consumidores, como bares, bancas de revistas e até mesmo espetáculos beneficentes, são impostos preços exorbitantes, calculados sem qualquer critério técnico”, afirma Takayama. “Ficam em prejuízo os autores, que não recebem seus direitos, e os consumidores, que são coagidos por um poder de polícia que ninguém sabe de onde vem".
A data e o local da audiência pública ainda serão definidos, assim como os nomes dos convidados.
Informação: Abert/ Agência Câmara
Ação contra pirataria em 4 estados
Por Carlos Vasconcellos
A Secretaria Nacional de Segurança Pública está coordenando uma ofensiva das polícias estaduais contra a pirataria e a venda de produtos contrabandeados. Segundo o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, do Ministério da Justiça, as operações repressivas já começaram em quatro estados. O plano é tornar mensais essas operações coordenadas nos estados. De acordo com o secretário-executivo do conselho, Márcio Gonçalves, isso abre uma nova frente de combate a esse crime.
— Também é necessário reprimir a venda ao consumidor, o que depende das polícias estaduais — diz Gonçalves.
O conselho ainda não tem o resultado das primeiras operações, iniciadas este mês. Mas Gonçalves acredita que elas serão complementares às investigações da Polícia Federal e da Receita Federal, pois vão permitir cruzar informações.
Campanha ‘Eu quero o original’ nas escolas
Segundo Gonçalves, em outubro, devem ser deflagradas operações em mais quatro estados. Até a conclusão dos trabalhos, o secretário não divulgará os locais das operações, para não atrapalhar a polícia.
Para o delegado especial de Defesa do Consumidor de Mato Grosso, Márcio Pieroni, é necessário estender o trabalho para além das capitais, pois muitas vezes as quadrilhas montam seus negócios no interior. Ele compara as máfias da pirataria às quadrilhas que controlam o mercado de caça-níqueis.
— Depois que o mercado de caça-níqueis foi dividido, começaram os assassinatos — diz. — Estamos perto disso com a pirataria. Vários membros da minha equipe já foram ameaçados de morte.
A guerra contra os piratas também chega à educação. A Federação das Indústrias de Brasília (Fibra) lançou recentemente a cartilha “Eu quero o original”, com 10 mil exemplares, para distribuir em escolas.
— As pessoas têm de ver os riscos que correm com produtos falsos — diz Antônio Rocha, presidente da Fibra.
Na segunda-feira, o Paraguai lançou um plano para formalizar o comércio em Ciudad del Este, o maior entreposto de pirataria do país, na fronteira com Brasil e Argentina.
— A pirataria é crime internacional e o governo paraguaio está comprometido a combatê-lo — diz Gonçalves, do Conselho de Combate à Pirataria.
Informação: Abert/ O Globo
Transmissão de rádio digital começa domingo
Por Renato Cruz
No domingo, o rádio digital vai estrear no País, ainda em fase de testes. Bem antes da TV digital, discutida há 11 anos. Cerca de 30 emissoras de rádio solicitaram autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e quatro já foram publicadas no Diário Oficial.
"Foram autorizados seis meses de testes, que podem ser renovados", afirmou o presidente da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp), Edilberto de Paula Ribeiro. Ele destacou que, se tudo correr bem, os testes devem ser convertidos em breve em operação comercial.
Para o ouvinte, não faz diferença se o regime de operação é de testes ou não. O que acontece na prática, a partir de domingo, é a chegada do rádio digital no País.
Com a digitalização, a qualidade do AM passa a ser equivalente ao FM analógico e a do FM passa a ser igual a do CD. Além disso, o sistema permite distribuir com o som informações no formato de texto - como autor e intérprete das músicas, previsão do tempo, trânsito e manchetes -, mostradas no visor dos aparelhos.
Ribeiro acredita que, em até 30 dias, os rádios digitais estejam disponíveis ao consumidor brasileiro. O usuário que não comprar um aparelho novo não vai sentir diferença, porque o sinal analógico continuará a ser transmitido normalmente.
Nos Estados Unidos, o modelo para automóveis, com AM, FM e tocador de CDs, custa a partir de US$ 280. "A previsão é que, em um ano e meio, este preço caia para US$ 150", explicou o presidente da Aesp.
A tecnologia escolhida foi a americana Iboc, sigla de In Band On Channel, que permite transmitir os sinais analógico e digital na mesma faixa, sem a necessidade de alocar novos canais para a digitalização. Segundo Ribeiro, a alternativa européia, chamada Digital Radio Mondiale (DRM), não permitiria transmitir os dois sinais nas faixas existentes, o que aumentaria os custos de implantação, e não funciona no FM.
O Iboc já foi adotada nos Estados Unidos, Canadá e México. A Aesp estima que o custo de migração de cada emissora ficará entre US$ 50 mil e US$ 150 mil, dependendo do grau de digitalização existente hoje na produção.
"O rádio brasileiro começa a viver um novo momento", afirmou José Inácio Pizani, presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Existem cerca de 3,2 mil emissoras de rádio em operação no País. O aparelho está presente em 96% dos lares. "Para o AM, será uma revolução." A nova tecnologia deve permitir um renascimento da música na rádio AM.
A participação do rádio no bolo publicitário está em cerca de 6%. "Em 10 anos, podemos chegar a 8% ou 10%", afirmou Pizani. As autorizadas pela Anatel até agora foram a CBN (São Paulo), Tiradentes (Belo Horizonte) e Itapema FM e Rádio Gaúcha (Porto Alegre).
Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo
Ações do setor de telecomunicações não acompanham a alta da Bolsa
O setor de telecomunicações, antiga estrela da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), se transformou, nos últimos cinco anos, na lanterninha do mercado. Suas ações, que representam quase 40% do Índice Bovespa (Ibovespa, composto pelos papéis mais negociados na Bolsa), não conseguem reagir às fortes altas do mercado.
Na última sexta-feira, por exemplo, enquanto a Bovespa atingia o maior patamar de sua história, cinco das ações de telecomunicações figuravam entre as dez maiores perdas no dia. Num prazo mais longo, o quadro é o mesmo: no acumulado do ano até a última quinta-feira, enquanto a Bolsa registrava uma valorização de 12,10%, as ações do setor recuavam 12,57%.
Segundo analistas, de um lado, a acirrada competitividade entre as celulares minou os ganhos das empresas. De outro, o temor do fim da assinatura básica e o fraco crescimento da base de assinantes (devido ao avanço das ligações via internet, o chamado sistema VoIP) afastaram o investidor das teles fixas. Mas o baixo preço das ações pode representar, para alguns especialistas, uma boa oportunidade de compra, ainda que arriscada.
— O bom momento da bolsa pode aumentar a procura por ações do setor, que são consideradas muito baratas. Os estrangeiros e investidores locais que quiserem aproveitar o cenário de alta devem comprar as ações que integram a carteira do Ibovespa. Como quase 40% do índice são compostos por papéis de telecomunicações, pode haver uma demanda de curto prazo pelas ações — avalia Gustavo Alcantara, gestor da Mercatto Gestão de Recursos.
Ação da Telemar já custou R$ 50 e hoje vale R$ 34,10
As seguidas quedas encolheram os preços dos papéis. As ações da Telemar, por exemplo, já custaram R$ 50 no início do ano passado. Hoje, valem R$ 34,10, explica Alcantara. Outras ações custam atualmente até um terço do que já valeram no mercado — caso da Tele Centro-Oeste. Luciana Leocádio, analista da BES Securities, e Rodrigo Magela, gestor de Renda Variável da ARX Capital, concordam com Alcantara no que diz respeito à demanda de curto prazo, mas dizem que o cenário obscuro para o setor deve manter os investidores em alerta.
— Para não perder clientes e brigar com a concorrência, as celulares reduziram margens de lucro. E os novos clientes preferem o pré-pago, gerando menor receita para as empresas. Há três anos o setor não vai bem. Já as fixas têm tido baixo crescimento na base de assinantes. As ligações à distância pela internet roubaram clientes, mas a entrada neste segmento pode impulsionar as receitas das fixas — diz Luciana.
O temor do fim da cobrança da assinatura básica também foi um fator negativo para as empresas: representaria perda de quase 30% da receita mensal, explica a analista da BES.
— Além da baixa expectativa de expansão, o pouco respeito que as empresas têm aos acionistas minoritários desestimula muito o investidor a aplicar nas teles — analisa Rodrigo Magela, da ARX. — Vimos no passado recente operações com teles que geraram prejuízo aos minoritários. E, enquanto as estreantes na Bolsa, como a Natura, têm apenas ações com direito a voto, que protegem mais o acionista, nas telefônicas a maior parte da liquidez está nas preferenciais. Devido à receita mais fraca, as empresas não tem bom pagamento de dividendos. Então, a longo prazo, o cenário permanece incerto.
Informação: O Globo/ Patricia Eloy
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