"A atividade parlamentar está cada dia mais intensa, exige cada vez mais minha presença em Brasília". Este foi o principal motivo alegado pelo senador e radialista Sérgio Zambiasi, em entrevista a colunista de Zero Hora, Rosane de Oliveira, ao explicar seu afastamento das atividades do Grupo RBS, após 22 anos. Zambiasi enfatizou que não estava mais conseguindo conciliar a carreira política com sua presença na Rádio Farroupilha, nas segundas e sextas-feiras, decidindo então se afastar para dedicar-se integralmente à vida parlamentar. O senador revelou ainda que foi muito difícil optar por "ficar afastado dos microfones", mesmo que essa decisão não seja definitiva. Zambiasi deixa de assinar também a coluna do Diário Gaúcho.
Procurado por Coletiva.Net hoje, o senador se recusou a comentar as razões de sua saída da RBS. No meio político, a leitura feita é de que o senador pretenda se candidatar ao cargo de governador do Estado nas eleições de 2006, o que explicaria seu afastamento das atividades de comunicador.
Informação: Coletiva.net
Ministro diz que escolha deve ser entre um dos três padrões
O ministro das Comunicações Hélio Costa tenta dar seu tom de trabalho ao debate sobre TV digital. Diz que a posição do ex-ministro Miro Teixeira sobre o tema foi mal entendida, e que não existe, na verdade, uma busca por um padrão brasileiro. “Eu conversei muito com o ministro Miro e o que está se fazendo não é uma tentativa de inventar um novo sistema de televisão digital como os três já existentes em nível internacional, até porque o Brasil não teria dinheiro para isso”, disse Costa. O ministro afirmou que depois de toda esta discussão, o Brasil deverá escolher um dos sistemas existentes e que os estudos em curso tem apenas o objetivo de adaptar a televisão digital à realidade brasileira. Costa disse ainda que não pretende tomar decisões apressadas sobre o assunto, nem atropelar os estudos que vêm sendo realizados no ministério. Mas de qualquer forma, afirma que “não se pode esperar a vida inteira pelas posições dos técnicos”. O posicionamento do ministro Hélio Costa ainda tem pontos nebulosos. Ele não diz, por exemplo, se espera que o Brasil desenvolva tecnologia própria, a fim de evitar o pagamento de patentes ou até eventualmente se beneficiar com a venda das mesmas. Também não diz se entende a TV digital como uma forma de inclusão digital ou apenas como uma evolução tecnológica das empresas. Mais discussões certamente virão.
Informação: Tela Viva - News
Ministro promete técnicos no Minicom
O ministro Hélio Costa, tanto em seu discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo, como na entrevista coletiva realizada a seguir, destacou que vai compor sua equipe com técnicos do setor. “A vinculação partidária será secundária”, afirmou. Isso vai valer inclusive para os Correios, neste caso, segundo Costa, por orientação específica do presidente Lula, como para os demais cargos do ministério. Aos jornalistas, Costa revelou o perfil de seu secretário executivo: “será um funcionário de carreira, vinculado ao Ministério das Comunicações, especialista em TV digital, professor universitário e poliglota”. A transmissão de cargo no Minicom foi prestigiada por grande número de políticos, especialmente do PMDB e de Minas Gerais. Durante seu discurso, Hélio Costa destacou a presença do deputado Virgílio Guimarães, do PT de Minas Gerais, "uma pessoa que sempre acreditou na possibilidade de aliança entre o PT e o PMDB e que me apresentou um dos melhores técnicos que eu conheço, que é o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel".
Informação: Tela Viva - News
Costa quer Lei de Comunicação de volta no Minicom
Na entrevista coletiva realizada após a cerimônia de transmissão de cargo no Ministério das Comunicações, o ministro Hélio Costa afirmou que pretende conversar com a ministra Dilma Rousseff para que a discussão sobre a nova lei de comunicação seja coordenada pelo Minicom, e não mais pela Casa Civil: “Eu não sei porque é que este assunto foi parar na Casa Civil”, disse Costa. O ministro disse ainda que é preciso avaliar a lei portuguesa sobre o assunto, não tanto pelo seu conteúdo, mas especialmente pela nomenclatura por eles utilizada. O ministro não quis se comprometer com uma proposta de lei convergente, como acontece em Portugal, tratando na mesma lei e na mesma agência de comunicação eletrônica de massas e de telecomunicações. Ainda em relação à lei, o ministro considerou inadequados alguns pontos da proposta que criava a Ancinav, como a taxação de 4% do faturamento bruto das empresas de televisão com vistas a obter recursos para a produção nacional, e a possibilidade de ingerência no conteúdo da produção audiovisual. Hélio Costa anunciou ainda a criação de um grupo de trabalho no ministério para agilizar a renovação das concessões e permissões de radiodifusão.
A razão
Hélio Costa não sabe, mas segundo uma alta fonte do governo, a razão pela qual a discussão de uma Lei de Comunicação foi levada para a Casa Civil foi blindá-la de interferências. Segundo essa fonte, após o fim da discussão sobre a Ancinav, no final de 2004, o Ministério das Comunicações chegou a assumir a tarefa, mas o processo começou a ser retardado por influência de empresas de radiodifusão, que agiam diretamente sobre alguns departamentos do Minicom. A Casa Civil chamou a responsabilidade para si, até para permitir o esforço inter-ministerial pedido pelo presidente Lula ao ordenar a elaboração de uma proposta de Lei sobre o tema. Desde então, o projeto tem sido coordenado por André Barbosa, que vinha trabalhando na montagem do comitê consultivo. Fontes do governo entendem que é do perfil da ministra Dilma Rousseff deixar aos ministérios a atribuição sobre suas tarefas, o que poderia reforçar a idéia de Hélio Costa de mudar, novamente, o debate sobre a Lei de Comunicação.
Vale lembrar que durante os oito anos do governo Fernando Henrique a Lei de Comunicação foi discutida apenas pelo Minicom, e nunca passou de um projeto virtual.
Informação: Tela Viva - News
Telecomunicações - Sem regulamentação
O serviço de Voz sobre IP (VoIP), definido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) como a tecnologia que possibilita o uso de redes IP como meio de transmissão de voz, não foi objeto de regulamentação no Brasil.
Isso não significa que seja inviável prestar o serviço, ou mesmo que seja proibido prestá-lo. Pelo contrário, uma empresa que esteja interessada em ofertá-lo aos seus clientes poderá fazê-lo, desde que detenha uma outorga para a prestação de serviços de voz de telecomunicações.
Ainda não há uma definição clara quanto ao conceito de VoIP, gerando ambiente de certa insegurança àqueles que pretendam entrar no mercado ou mesmo àqueles que já prestem outros serviços de telecomunicações. Um ponto importante, por exemplo, refere-se à remuneração de redes, principalmente para chamadas terminadas na rede pública, pois diante da inexis-tência de definição, as operadoras do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), e até mesmo as operadoras do Serviço Móvel Pessoal - já se fala inclusive em VoIP Móvel - ficariam sujeitas ao risco de não serem remuneradas pelo uso de suas próprias redes.
Algumas operadoras de STFC declararam que cerca de 30% de suas receitas foram comprometidas pela prestação ilegal do VoIP, justamente pelo fato de não existir regulamentação ou posicionamento oficial objetivo acerca do VoIP, com fiscalização e punição.
Outro ponto reside na necessidade da prestadora do serviço VoIP possibilitar aos seus usuários a escolha da operadora de serviços de longa distância, através dos chamados Códigos de Seleção de Prestadora (CSP). Tal medida seria obrigatória às prestadoras do VoIP, ou estas podem optar pela escolha prévia de uma carrier antecipando a escolha dos usuários?
Há, ainda, uma questão essencial e que dependeria de um posicionamento sólido da Anatel: a natureza do serviço. Apesar de parecer sob certo aspecto que a Anatel tenha por conceito de VoIP uma tecnologia, já ficou claro o entendimento de que se trata de um serviço. Resta saber se para a Anatel é um serviço de telecomunicações ou um serviço de valor adicionado. Nesse ponto, inclusive, reside uma questão de cunho fiscal, já que, dependendo da natureza que se der ao serviço, incide o ICMS num caso e o ISS no outro, impactando os custos da oferta dos serviços prestados aos seus clientes.
A Anatel ainda não sinalizou no sentido de publicar um regulamento para o VoIP, embora já venha estimulando estudos a respeito da implementação da telefonia IP no Brasil. Recentemente, em nota da revista Telecom Online, n 191, de outubro de 2004, o então conselheiro interino da Anatel, Jarbas Valente, falou na intenção da agência de publicar um documento esclarecendo todas as questões ligadas ao tema, o que vem sendo aguardado pelo mercado até o momento.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Paulo Perassi e João Alfredo Fernandes - advogados associados ao escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice e especialistas na área de telecomunicações. )
Informação: Aesp/ Gazeta Mercantil -Telecomunicações & Informática
Alterados dispositivos do Código Civil
Foi publicada no último dia 29, no Diário Oficial da União, a Lei nº 11.127, alterando diversos dispositivos do Código Civil (Lei nº 10.406).
Foram realizadas alterações, principalmente, em artigos do capítulo destinado a regular as associações, inclusive sobre exigências que devem constar, obrigatoriamente, sob pena de nulidade, em seus estatutos, bem como sobre o procedimento a ser adotado para exclusão de associados e acerca da competência e da forma de convocação da assembléia geral.
Outro artigo que recebeu nova redação foi o 2.031, que passa a trazer a seguinte disposição:
“Art. 2.031. As associações, sociedades e fundações, constituídas na forma das leis anteriores, bem como os empresários, deverão se adaptar às disposições deste Código até 11 de janeiro de 2007”.
Por fim, foi ainda acrescido um § ao artigo 192 da Lei nº 11.101, de 09.02.2005, que “regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária”.
As associadas da ABERT que desejarem receber quadro comparativo das alterações introduzidas pela Lei nº 11.127 no Código Civil podem solicitar pelo endereço eletrônico This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it., identificando a razão social da emissora.
Informação: Rodolfo Machado Moura/Abert
Empresas oferecem voz sobre IP
Para fugir do quadro de relativa estagnação da base de usuários e posicionar-se no mercado como prestadoras de serviços completos de telecomunicações, as operadoras de TV por assinatura começaram a anunciar o lançamento de serviço de telefonia via Internet (VoIP).
Trata-se de um dos produtos mais atraentes nas telecomunicações e as operadoras enxergaram a oportunidade de oferecê-lo sobre suas redes de alta velocidade.
Em 2004, a TVA criou o Ajato Voz, de telefonia via Internet integrado ao seu serviço de banda larga, o Ajato. O novo serviço permite ao cliente corporativo realizar ligações gratuitas entre filiais, manter um preço único para ligações entre empresas, usufruir de tarifas mais baixas para ligações de longa distância nacional e internacional, ter um controle maior com o serviço pré-pago, entre outros benefícios.
Com o produto, não há necessidade de usar microfone conectado ao computador ou aparelho telefônico especial. Basta utilizar um aparelho telefônico convencional, devidamente habilitado à conexão em banda larga da empresa e ser cliente do Ajato Empresas. Um gateway, aparelho que permite estabelecer uma conexão entre o seu aparelho de telefone e a rede IP, é ligado através de um plug simples no telefone e no cable modem.
O produto também oferece o recurso da portabilidade. Quando viajar para qualquer lugar do mundo, o usuário corporativo poderá levar o seu gateway e realizar ligações como se estivesse em sua empresa. Além disso, a sua equipe poderá localizá-lo por meio do seu ramal local, sem custo.
Em abril de 2005, a Net anunciou um acordo com a fabricante de equipamentos Motorola para adaptar sua infra-estrutura de rede de modo a também oferecer serviços de voz (VoIP) e conexão wireless.
Inicialmente, o serviço deve ser voltado para clientes corporativos; posteriormente haverá avaliação sobre a oferta para usuários residenciais. O início das operações comerciais está previsto para até o final de 2005, com lançamento em São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda estava sendo considerado o envolvimento das empresas Embratel e Vésper, também controladas pela Telmex, no desenvolvimento da solução voz sobre IP. A Motorola também ficou encarregada de fornecer roteadores para a Net e cable modems para os usuários do Vírtua, com funções para VoIP e Wi-Fi integradas.
O novo serviço será integrado ao Vírtua, o serviço de acesso à Internet via rede de TV a cabo da Net. Em 2004, a base de assinantes do Vírtua atingiu 188,8 mil assinantes, mais do que o dobro do registrado no ano anterior. A receita da Net com o Vírtua alcançou R$ 105 milhões, em 2004, com crescimento de 94,4% em relação ao ano anterior.
Informação: Gazeta Mercantil
Lula mantém Gushiken na Secom
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu publicamente o ministro Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica (Secom), agora há pouco, em discurso durante a posse dos novos ministros das Comunicações, Saúde e Minas e Energia, em Brasília. Segundo o presidente, Gushiken vem fazendo um bom trabalho à frente da Secom e está mantido no cargo. "Ele só sairá por vontade própria", afirmou o presidente, ao ressaltar que não vai punir colaboradores com base em acusações sem provas.
A posição de Gushiken no governo ficou abalada após a revelação, pela imprensa, de que as revistas da Ponto de Vista Editorial, pertencente a seu cunhado, Luís Leonel, receberam verbas publicitárias crescentes de empresas públicas. Também foi divulgado que a Globalprev, consultoria da qual Gushiken era um dos donos antes de entrar no governo federal, teve seu faturamento aumentado em 600% durante a atual administração federal. O ministro se defende argumentando que deixou de ser sócio da Globalprev em outubro de 2002.
Informação: Meio & Mensagem
Prêmio por dia da criança na mídia abre inscrições
As emissoras de TV de todo mundo poderão concorrer ao Prêmio Emmy - Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV, por sua programação especial exibida no dia 12 de dezembro, dia da criança na mídia. O prêmio é uma parceria entre o Unicef e a Academia Internacional de Artes e Ciências da Televisão. As inscrições podem ser feitas até 29 de julho no site do Unicef.
Este ano, serão oferecidos oito prêmios regionais. Esses vencedores concorrem ao prêmio Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV, em festa realizada no dia 21 de novembro, em Nova York. O Brasil está na região que inclui América Latina e Caribe.
Informação: Meio & Mensagem
Gushiken na iminência de deixar o cargo
O ministro-chefe da Secretaria de Gestão de Governo e Gestão Estratégica (Secom), Luiz Gushiken, deve ser o segundo colaborador próximo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a entregar o cargo. (O outro foi o deputado José Dirceu (PT-SP), que se demitiu recentemente do posto de ministro da Casa Civil, substituído por Dilma Rousseff.)
Até às 16 horas desta quinta-feira, dia 7, o Palácio do Planalto não confirmou a saída do ministro, assim como na Secom a informação é de que Gushiken continua trabalhando normalmente.
Mas alguns indícios dão a entender que os rumores têm fundamento. Um deles é o cancelamento de todos os anúncios publicitários do govero e de empresas estatais que estavam programados para os próximos dias.
Segundo reportagem publicada na edição desta quinta-feira pelo jornal O Globo, o presidente Lula ficou irritado com a revelação de que as revistas da Ponto de Vista Editorial, pertencente ao cunhado de Gushiken, Luís Leonel, recebe verbas publicitárias crescentes de empresas públicas.
O presidente Lula também se teria agastado com o fato de que a Globalprev, consultoria da qual Gushiken era um dos donos antes de entrar no governo federal, teve seu faturamento aumentado 600% durante a atual administração federal.
Em carta publicada na edição desta quinta-feira, dia 7, do jornal Folha de S.Paulo, Gushiken dá a sua versão. Leia o texto na íntegra:
"Nos últimos dias, a imprensa tem veiculado informações parciais e interpretações equivocadas que acabam atingindo minha reputação, pelo que considero necessário vir a público apresentar os seguintes acontecimentos:
1. Em 30 de outubro de 2002, deixei de ser sócio-proprietário da empresa Gushiken & Associados Ltda. e transferi minha participação a seus atuais proprietários, que hoje gerem sob a denominação de Globalprev. A alteração contratual foi arquivada em 6 de dezembro de 2002 na Junta Comercial de São Paulo.
Considero importante ressaltar que não fiz, em nenhum momento, nenhuma aproximação dessa empresa com fundos de pensão ou com órgãos públicos nesse setor.
Quanto à sede da empresa, informo que, no mesmo local, funcionava o escritório da Gushiken & Associados. Quando a empresa foi transferida para os novos sócios, a Globalprev optou por permanecer no imóvel, de propriedade de minha família. Trata-se de contrato de locação regular, firmado com a empresa - e os valores dos aluguéis estão declarados na forma da legislação do Imposto de Renda.
Desconheço a situação atual dessa empresa e não posso afirmar se ela aumentou ou mesmo diminuiu seu faturamento desde novembro de 2002, quando deixei de ser seu sócio-proprietário.
Lamento que o atual cenário dê margem para prosperarem inverdades que atingem irresponsavelmente a reputação de homens públicos e instauram um clima geral de suspeição que em nada contribui para o País.
Luiz Gushiken,
ministro da Secretaria de Comunicação
e Gestão Estratégica (Brasília, DF)"
Informação: Meio & Mensagem
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