Podcasting: Mudanças na radiodifusão sonora?

Há uma nova onda na Internet, uma mistura de rádio, diários online e MP3, formando uma distribuição de áudio recebida nos computadores e transferida para os iPod e similares.

A palavra inglesa podcast foi criada pelo americano Adam Curry, o inventor do sistema, pela composição das palavras iPod (da Apple) e de broadcasting (transmissão, difusão).

Há quem veja o podcasting como uma ameaça a radiodifusão sonora, considerando-a ser a maior transformação no rádio em quase 100 anos! A BBC (do Reino Unido) já experimentou o formato e permite que os interessados baixem o programa dos seus computadores. Também, empresas de renome, como as americanas GM, Ford, Procter & Gamble, Time Warner, a holandesa Heineken e a sueca Volvo, consideram os podcasts como um meio alternativo para publicidade.

Existem diversos sites na Internet com feição de radiodifusoras, mas os podcasts têm a vantagem de poderem ser ouvidos sem que o ouvinte esteja preso ao computador. Ademais, os conteúdos são automaticamente enviados ao computador e daí aos tocadores de MP3.

Qualquer internauta com um pouco de conhecimentos técnicos e um microfone pode criar seus podcasts e distribuí-los pela Internet.

Uma rápida comparação entre esses programas e as estações de radiodifusão mostra o seguinte:

Radiodifusão Podcast
Transmissão ao vivo Transmissão sob demanda
Precisa de autorização do Governo Implantação livre de autorização
Exige grande investimento de infra-estrutura Pode ser produzida por software grátis.
Alcance limitado Alcance ilimitado (via Internet).

Como qualquer novidade que surja na Internet – este tem uns seis meses – é necessário que os radiodifusores observem a sua aceitação pelo público e pelas agências de publicidade, antes de um entusiasmo maior, ou preocupação descabida.

Um Guia de Podcasting

Ouvir podcasts:
È simples. Os programas são arquivos no formato MP3. Basta baixá-los e ouvir no computador ou num tocador de MP3. Pode-se “assinar” determinadas rádios e, quando houver um novo programa, ele é transferido para o micro do interessado.

Produzir um programa de rádio:
Basta um microfone, um provedor para armazenar os podcasts e um pouco de paciência. No guia abaixo, encontram-se indicações de softwares e sites para encontrar e escutar podcasts ou criar uma emissora caseira de rádio.

Para encontrar:
Primeiro visita-se os sites que reúnem links para os podcasts existentes. A maioria é americana, mas em alguns têm divisão por país ou língua. Também é possível selecionar pelo tipo de programa (musical, de entrevistas, comentários políticos e assim por diante). Eis alguns dos principais podcasts.

Podcast Alley - fonte para programas de rádio com um excelente fórum de criadores de podcasts. Em inglês.
ipodder - um diretório completo. Permite buscar por região ou por língua. Em inglês. Procuram-se programas em português em "Languages".

Link - do jornal O Estado de S.Paulo com uma seção destinada a listar podcasts brasileiros. Em português.
Feeds - lista podcasts brasileiros e feeds de noticiosos.

Para buscar automaticamente:
A grande vantagem do podcasting sobre as rádios online tradicionais é que programas podem ser enviados para o computador automaticamente, basta baixar um software conhecido como agregador. Nele incluem-se as que se quer acompanhar; havendo atualização nos sites o agregador busca os novos podcasts automaticamente. Os principais agregadores são gratuitos e alguns enviam os podcasts direto aos iPod.

iPodder - mais conhecido para automatizar a busca por podcasts com computadores Macintosh e sincronizar automaticamente com iPods.

iPodder.NET - Versão para PC do iPodder; funciona integrado ao Gratuito.
Feed Demon - similar ao iPodder, mas sincroniza com out de MP3, além do iPod. Custa US$ 29,95.

Para produzir:
Gravar o próprio programa de rádio é relativamente simples. Os itens básicos são: um microfone, um programa capaz de gravar o áudio e convertê-lo para o formato MP3 e um servidor na Internet para armazenar e disponibilizar o podcast.

Programas de gravação:
Audacity - O gravador e editor de áudio são gratuitos. É um dos softwares mais utilizados para criar podcasts.
Sparks! - é um tudo-em-um. Funciona como agregador e permite a gravação e edição de programas. O uso desta última função custa US$ 10.

PodProducer - grava e edita programas de rádio Internet. Ainda nas versões de teste, pode apresentar defeitos. Gratuito.

Armazenagem:
Feito o programa, é preciso colocá-lo em um servidor da Internet para ser baixado por qualquer internauta. Serviço pago com muitas variações Aqui vai apenas três sugestões. Alguns servidores são especializados em facilitar a vida dos usuários.

Libsyn - um dos preferidos dos podcasters. Com pacotes específicos para armazenar programas de rádio. Os preços são mensais e em dólares.

Locaweb - O maior provedor para sites do país. Não tem um serviço especial para podcasts, mas pode abrigá-los. Os preços variam de 29 a 90 dólares por mês.

GoDaddy - oferece preços muito competitivos com interface específica para podcasters. O pacote básico custa dez dólares.





Fonte: QUADRANTE - RTE 27.05/ Sulrádio

Câmara aprova duas concessões de radiodifusão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (29/6) dois projetos de decreto legislativo que autorizam ou renovam concessões de serviços de radiodifusão em São Paulo e no Paraná. As empresas beneficiadas são: Sistema Syria de Comunicações Ltda., em Catanduvas (PR); e TV Vale do Paraíba Ltda., em São José dos Campos (SP).
As propostas, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, serão agora analisadas pelo Senado.






Informação: Agência Câmara

Emissoras públicas poderão divulgar filmes brasileiros

As emissoras públicas e educativas de televisão poderão ser obrigadas a exibir propagandas de divulgação de filmes brasileiros. A regra, prevista no Projeto de Lei 5399/05, vale para emissoras federais, estaduais e municipais, e se dará sem ônus para os anunciantes.
Apresentado pela deputada Telma de Souza (PT-SP), o PL estabelece que cada anúncio publicitário terá duração de 15 a 30 segundos, sendo que no total cada emissora terá que veicular propagandas de filmes por cinco minutos ao dia. Metade do tempo será para a veiculação no horário de 19 horas às 22 horas. Além disso, cada anúncio terá que ser exibido por pelo menos 30 dias.
Os filmes independentes e os co-produzidos por produtoras estrangeiras, em parceria com brasileiras, também terão direito ao mesmo espaço nas emissoras públicas. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) se encarregará de fiscalizar o cumprimento da lei, podendo aplicar multas às televisões que desrespeitarem as regras.

Reconstrução
Para a deputada Telma de Souza, o cinema é um importante instrumento de divulgação da cultura nacional. Ela lembrou que o setor, que hoje se encontra em expansão, passou por sérias dificuldades entre os anos 80 e início dos anos 90, quando chegou quase à inatividade. Por isso, deve ter apoio estatal para manter o processo de retomada.
"É dever do poder público estabelecer mecanismos que contribuam para o desenvolvimento da indústria cinematográfica, primordialmente das produções independentes, que encontram grandes dificuldades para serem divulgadas devido ao alto valor da compra de espaços publicitários", disse a deputada.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.






Informação: Agência Câmara

Aprovado plano da Anatel para democratizar TV a cabo

O Conselho de Comunicação Social (CCS) aprovou nesta quinta-feira (30), com emendas, o Plano Geral de Metas de Qualidade para os Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa por Assinatura, elaborado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esse plano fixa metas de qualidade a serem alcançadas pelas empresas de TV a cabo, com o objetivo de melhorar o atendimento aos consumidores. Além disso, ele pode ajudar a democratizar o acesso à TV a cabo.

As principais normas aprovadas são a delimitação do prazo máximo de 24 horas para que as empresas de TV por assinatura deixem de cobrar por seus serviços quando o consumidor solicitar o cancelamento. Além disso, o tempo máximo de espera no atendimento telefônico deve ser de um minuto.

O representante das TVs por assinatura, Alexandre Annenberg, garantiu que as empresas estão preparadas para implementar as mudanças propostas pela Anatel. Para Daniel Herz, relator do Plano no CCS, o atendimento ao assinante de TV a cabo deve melhorar muito.

O Plano também possibilita a prestação do serviço de TV a cabo em áreas carentes. O superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, explicou que alguns locais nas grandes cidades não recebem sequer os sinais das TVs abertas. Para assistir à televisão, os moradores precisam utilizar uma rede de cabos fornecida por distribuidores locais, chamados "antenistas", que captam os sinais das emissoras e os distribuem mediante uma pequena assinatura mensal. Nesses lugares, que a Anatel classifica como "áreas de infra-estrutura urbana deficiente", isto é, morros e favelas, esse tipo de serviço, que ainda não está regulamentado, representa a única forma de acesso dos habitantes à TV.

Com o plano, os antenistas, representados pela Associação Brasileira de Empresas de Telecomunicações e Melhoramentos de Imagens e Atividades Afins, poderão formar parcerias com as empresas de TV a cabo para retransmitir sua programação em áreas carentes.






Informação: Jornal do Senado

Programa de inclusão digital deve levar rádio, TV e telefonia por internet a 3.200 comunidades

A partir de agosto, as 3.200 comunidades atendidas pelo Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac), um programa de inclusão digital coordenado pelo Ministério das Comunicações, devem receber uma plataforma multimídia composta por rádio, TV e Voz sobre IP. O sistema irá transmitir ao vivo, pela internet, programas locais em áudio e vídeo que as comunidades produzem.

O sistema de Voz sobre IP vai permitir que as comunidades que não têm sistema de telefonia convencional se comuniquem pelo computador com telefones fixos de outras localidades. Dentre as comunidades atendidas pelo Gesac, estão a Escola Indígena Baniwa, no Alto Rio Negro, e a comunidade quilombola de Ivaporunduva, no Vale do Ribeira, em São Paulo.

De acordo com o diretor do Departamento de Serviços de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Antônio Albuquerque, o projeto vai permitir a criação de conteúdos multidisciplinares e culturais que poderão servir de experiências para várias comunidades. "O somatório desse serviço irá melhorar a qualidade de vida, aumentar a auto-estima e permitir que comunidades distantes passem à frente seus conhecimentos para outras comunidades", disse.

Albuquerque informou que serão feitas parcerias com universidades federais para a realização de aulas virtuais, onde o aluno irá interagir em tempo real como se o professor estivesse presente. "Essas pessoas terão acesso à bibliotecas, livros e cursos que antes só eram conhecidos nas grandes cidades".

Os vídeos produzidos pelas comunidades ficarão disponíveis em um site chamado Centro de Mídia Gesac, onde a população das comunidades e o público em geral poderão realizar consultas. Segundo Albuquerque, o serviço será usado também para capacitação de agentes de saúde, educação e cidadania. "Vamos criar um processo de educação continuada de qualidade, onde médicos, por exemplo, poderão se reciclar sem precisar mudar para outras cidades", afirmou.

O uso do sistema de Voz sobre IP será feito através de telecentros instalados em cada comunidade, onde estão previstos de 10 a 20 computadores ligados à internet aparelhados com fones de ouvido e microfones. O Gesac irá disponibilizar, a princípio, 20 mil minutos gratuitos de ligações que serão divididos entre as comunidades, que terão um número fixo de telefone. "Esta é a forma que temos para estimular a criatividade das comunidades que não possuem canais de comunicação para divulgar suas atividades artísticas", afirmou o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa.

O sistema construído pelo Gesac é baseado no Software Livre, onde o código fonte pode ser alterado, copiado e distribuído livremente sem necessidade de pagamento de licenças. O uso de Software Livre no programa Gesac cumpre as metas de inclusão digital definidas pelo Comitê Executivo do Governo Eletrônico, presidido pela Casa Civil, que no ano passado compôs um relatório ratificado por órgãos governamentais como a Casa Civil, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e a Secretária de Logística e Tecnologia da Informação.





Informação: Agência Brasil

Plano Básico de Distribuição de Canais de TV Digital entra em vigor

Brasília, 30 de junho de 2005 – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), o “Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital” (PBTVD), aprovado em 11 de maio pelo Conselho Diretor da Agência. “Esse Plano, fundamental para a adoção da tecnologia digital no Brasil, não é uma conquista apenas da Anatel, mas também dos representantes das emissoras de televisão, que desde 1999 vieram somando esforços conosco na busca de um Plano que correspondesse às expectativas e às necessidades que se avizinham de distribuição de canais de televisão digital”, disse o presidente da Agência, Elifas Chaves Gurgel do Amaral.

Segundo Elifas Gurgel, o Plano tem muitos méritos. “Entre eles, o de dar atendimento integral às técnicas de modulação de transmissão terrestre de televisão digital adotadas pelos padrões hoje recomendados pela União Inter nacional de Telecomunicações (UIT). Essa adequação foi possível por mais uma razão: a de contarmos, nesse esforço que requereu cinco anos de trabalho, com o suporte técnico da Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, o CPqD”, sali entou o presidente da Agência.

Premissa – Na elaboração do PBTVD, a Anatel adotou como princípio básico a premissa de garantir ao telespectador que hoje assiste à televisão transmitida com tecnologia analógica, as mesmas condições de recepção para a TV Digital, ou seja, o novo Plano deverá assegurar, para cada emissora em operação, a possibilidade de transmissão simultânea nos formatos analógico e digital, com a mesma área de cobertura e na mesma faixa de freqüências. A Agência entendeu que esses requisitos são essenciais para garantir o sucesso da introdução da televisão digital terrestre em nosso País.

O novo Plano Básico de Distribuição de Canais Digitais viabiliza 1.893 canais e contempla universo de 296 localidades brasileiras, incluídas as que possuí am pelo menos uma estação geradora de televisão em operação, em maio de 2003, quando o Plano foi concluído. Contempla, também, as localidades que contavam, em maio de 2003, com estações retransmissoras de televisão e somavam população superior a cem mil habitantes, conforme indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em virtude da saturação do espectro em algumas regiões brasileiras, a elaboração do Plano exigiu diferentes soluções, em função da técnica de modulação do sistema de transmissão terrestre de televisão digital. Esse é outro aspecto importante do novo Plano, como aponta o presidente Elifas Gurgel: o de ser ele constituído por um conjunto majoritário de localidades, para as quais os canais distribuídos independem da técnica de modulação de transmissão terrestre de TV Digital. Um segundo conjunto de localidades é contemplado com duas alternativas, mutuamente excludentes, conforme a capacidade da técnica de modulação a ser adotada pelo SBTVD, venha ou não permitir a utilização plena de Redes de Freqüência Única.

Novos critérios – Para a elaboração do Plano, tornou-se indispensável definir novos critérios técnicos, pois a regulamentação existente não cobria os aspectos necessários para as atualizações, por serem omissas quanto à tecnologia terrestre digital. Essas alterações, além de promoverem a viabilidade técnica entre canais de TV analógicos e digitais, deram outro passo avançado: mudaram a metodologia de cálculo utilizada para o planejamento de canais digitais.

Até aqui, o método de cálculo usado no Brasil era o mesmo adotado pela Federal Communications Commission (FCC), órgão norte-americano regulador das telecomunicações. Para a elaboração do PBTVD, ele foi substituído pelo método recentemente aprovado pela UIT, sendo sua adoção estendida também para a regulamentação da radiodifusão em Freqüência Modulada (FM). O modelo anterior de cálculo continuará como alternativo até 31 de dezembro de 2005. A partir de 1º de janeiro de 2006, o modelo constante da Recomendação ITU-R P 1546-1 passará a ser o único método para a realização dos cálculos de intensidade de campo para determinação dos contornos protegido e interferente dos canais analógicos e digitais de TV e de RTV, bem como dos canais de FM.

Essa alteração – como destaca o presidente Elifas Gurgel – nasceu de uma contribuição recebida em consulta pública. “Assim como tantas outras, uma contribuição extremamente pertinente ao objetivo que perseguíamos, e mais uma viva demonstração dos benefícios advindos do propósito da Anatel de interagir com a sociedade sempre que estiverem em pauta interesses maiores da Nação no campo das telecomunicações. Essa interação, a par de nos orgulhar profundamente, amplia as chances de a reguladora brasileira caminhar em sintonia com a realidade e com as necessidades nacionais”, concluiu .

O Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital foi publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União. Para conhecer o documento, acesse http://www.in.gov.br/materias/xml/do/secao1/1602168.xml.

Assessoria de Imprensa – Anatel



Agência Nacional de Telecomunicações

Conselho Diretor


RESOLUÇÃO Nº 407, DE 10 DE JUNHO DE 2005

Aprova o Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital - PBTVD.

O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES - ANATEL, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelo art. 22, da Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n° 2.338, de 7 de outubro de 1997, e

CONSIDERANDO o disposto nos arts. 19 e 211 da Lei n.º 9.472/1997,

CONSIDERANDO o resultado da Consulta Pública n.º 486, de 19 de dezembro de 2003, publicada no Diário Oficial da União do dia 22 de dezembro de 2003,

CONSIDERANDO a deliberação tomada em sua Reunião n.º 345, realizada em 11 de maio de 2005, resolve:

Art. 1º Aprovar, na forma dos Anexos I, II e III a esta Resolução, o Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital - PBTVD.

Parágrafo único. Após a definição da técnica de modulação para transmissão terrestre de televisão digital no Brasil, por restrições técnicas, a relação de canais constante do Anexo II ou do Anexo III deverá ser excluída do PBTVD.

Art. 2º Estabelecer que os canais analógicos relacionados no Anexo IV sejam identificados com a anotação da expressão “SBTVD”, no campo Observação dos Planos Básicos de Distribuição de Canais de Televisão em VHF e UHF - PBTV e de Retransmissão de Televisão em VHF e UHF - PBRT V, significando que estão contemplados no PBTVD com a previsão de transmissão simultânea analógico/digital.

Parágrafo único. Os canais analógicos constantes do PBTV e do PBRTV identificados com a expressão “SBTVD” não serão vinculados antecipadamente aos canais do PBTVD. A definição da técnica de transmissão terrestre e da política para implementação da televisão digital no Brasil, determinarão a ocupação dos canais para transmissão simultânea analógico/digital.

Art. 3º Estabelecer que a autorização do uso das freqüências associadas aos canais do PBTVD, bem como sua forma de exploração, ficarão condicionadas à definição da política de que trata o Decreto n.º 4.901, de 26 de novembro de 2003.

Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

ELIFAS CHAVES GURGEL DO AMARAL
Presidente do Conselho


Informação: Sulrádio


Sai o plano de alocação de canais para a TV digital

A Anatel publicou nesta quinta, dia 30, o Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital. Na prática, este é o mapa de onde cada um dos atuais canais de televisão brasileiros, e também os futuros, serão organizados quando a TV digital for uma realidade. Estão previstos 1,893 mil canais ao todo, já viabilizados. A preocupação da Anatel foi organizar a distribuição do espectro UHF no Brasil de modo a assegurar que, seja qual for a modulação do sistema de TV digital adotado (VSB ou COFDM), haja espaço para todos. Um dado importante que a Anatel traz é em relação à ordem de alocação dos canais atuais, analógicos, no período de transição (simulcast). A agência propositalmente evitou associar as frequências analógicas atuais às frequências que serão adotadas no espectro digital. Há apenas o espaço total. Isso porque a agência prevê que haverá disputa por numerações de canais supostamente mais nobres, e prefere estabelecer estes critérios de alocação depois, com mais cuidado.






Informação: Aesp/ Tela Viva News

FBI ataca grupos de pirataria digital

O governo americano fechou ontem uma operação, que teve a colaboração de mais dez países, contra organizações que promoviam pirataria na internet. Elas são responsáveis por prejuízos de pelo menos US$ 50 milhões devido à venda de cópias não autorizadas de filmes e programas de computador.

A operação, que contou com agentes do FBI (a Polícia Federal americana) e investigadores dos outros países, começou na quarta-feira. Foram presas quatro pessoas, confiscadas centenas de computadores e fechados oito servidores usados na distribuição das cópias piratas.
— O Departamento de Justiça está mirando no topo da cadeia de fornecimento da pirataria: uma vasta cadeia de distribuição que fornece a grande maioria do conteúdo digital ilegal disponível hoje na internet — disse o procurador-geral dos EUA, Alberto Gonzales.

Chamada Operação Site Down (algo como “abaixo o site”), a ação teve a participação de agentes do FBI infiltrados em três estados americanos e a ajuda de autoridades de Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Holanda, Israel, Portugal e Grã-Bretanha.

Os quatro americanos presos — Chirayu Patel, David Fish, Nate Lovell e William Veyna — são acusados de violar leis federais de proteção de direito autoral. Todos são supostos membros de grupos “warez”, um tipo de organização secreta da internet que negocia itens piratas.

Os membros de grupos “warez” só conversam em salas de chat criptografadas, seus servidores precisam de senhas e ficam em vários países. O FBI usou seus próprios servidores para atrair membros de grupos “warez”, disse a procuradoria.
Acredita-se que esses grupos tenham distribuído cópias piratas de “Star Wars: A vingança dos Sith” e “Sr. e Sra. Smith”, entre outros.





Informação: Aesp/ O Globo Economia

Conselho de Comunicação debate qualidade da TV paga

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional reúne-se hoje para debater o Plano Geral de Metas de Qualidade para os Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa por Assinatura (PGMQ-SCEMA), elaborado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Participarão do debate o diretor-executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenbert; e o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Telecomunicações e Melhoramentos de Imagens e Atividades Afins (Abetelmim), Giovander Silveira.

Votação de relatório
Na mesma reunião, deverá ser votado o relatório final da Comissão de TV por Assinatura, que recomenda ao conselho a emissão de parecer sobre o PGMQ-SCEMA. A comissão é coordenada pela representante da categoria profissional dos artistas, Berenice Isabel Mendes Bezerra, e integrada pelos seguintes nomes:
- representante das empresas de rádio, Paulo Machado de Carvalho Neto;
- representante das empresas de televisão, Gilberto Carlos Leifert;
- representante das empresas da imprensa escrita, Paulo Tonet Camargo;
- representante da categoria profissional dos jornalistas, Daniel Koslowsky Herz; e
- dois representantes da sociedade civil: Roberto Wagner Monteiro e João Monteiro de Barros Filho.

O conselho tem outras quatro comissões temáticas: de Regionalização e Qualidade da Programação; de Tecnologia Digital; de Radiodifusão Comunitária; e de Concentração na Mídia.
A reunião começa em instantes no plenário 9 da ala Senador Alexandre Costa, no Senado Federal.






Informação: Aesp/ Jornal da Câmara

Hélio Costa deve ser novo ministro das Comunicações

O senador Hélio Costa (PMDB/MG) disparou nesta quinta, 30, nas apostas para ocupar o Ministério das Comunicações. O deputado Walter Pinheiro (PT/BA) confirmou este entendimento, mas os rumores são maiores ainda no Senado. Na Comissão de Educação, onde Costa é presidente, já se tem como certo a ida do peemedebista para a pasta hoje ocupada por Eunício de Olivera, também do PMDB. A justificativa política seria a proximidade de Hélio Costa com o senador Renan Calheiros (PMDB/AL), presidente da casa. Calheiros precisaria ser prestigiado no processo de reforma ministerial, assim como o senador José Sarney (PMDB/AP). A outra hipótese é que o atual secretário-executivo Paulo Lustosa, ex-ministro do governo Sarney e muito ligado ao ex-presidente, fosse o substituto de Eunício, que volta à Câmara. No entanto, Sarney deve indicar um novo ministro, provavelmente de Minas e Energia, de modo que o nome de Hélio Costa surge como o mais forte.
Costa é muito bem relacionado com o setor de radiodifusão, que o apóia desde o início do governo Lula para ocupar a pasta das Comunicações.






Informação: Aesp/ Tela Viva News