Radionovela faz sucesso em emissora de Panambi

A Rádio Sorriso, de Panambi, está exibindo com boa repercussão de audiência sucesso a radionovela ‘Vocês que nunca choraram’. A atração tem agradado aos ouvintes da emissora, reprisando o sucesso que as radionovelas faziam nos anos 1950 e 1960.

O programa é distribuído, gratuitamente, para as demais emissoras interessadas em veiculá-lo, para isso, basta entrar em contato pelo telefone (51) 3233-4619. O projeto é desenvlvido pela Alternativa Consultoria, incentivado pelo Minc/Sedac e patrocinado por Marcopolo, DSM, RBS, Randon, CaixaRS, Sinoscar, Tintas Killing e Sulgas.






Informação: Coletiva.net

Radiodifusão - Cidade de São Paulo legisla sobre rádios comunitárias

A Prefeitura de São Paulo sancionou na quinta, 23, a Lei 14.013/05, elaborada pelos vereadores Carlos Nader (PT) e Ricardo Montoro (PSDB) estabelecendo regras para o serviço de radiodifusão comunitária na cidade de São Paulo. O projeto havia sido aprovado pela Câmara de Vereadores em 11 de maio. Pelo projeto, o Poder Executivo Municipal será o poder concedente deste tipo de outorga na capital paulistana. De resto, o serviço se assemelha ao de Radiodifusão Comunitária regido pela Lei Federal 9.612/98. Não é a primeira vez que um município decide legislar sobre assunto de radiodifusão, o que é competência da União, segundo o Artigo 21, inciso XII da Constituição Federal.

Mas é a primeira vez que um grande município faz isso. Este noticiário perguntou ao advogado Marcos Bitelli, especializado em comunicação, o significado da Lei Municipal. A resposta é a que se segue: "É impressionante. O artigo 21, inciso XII da Constituição Federal diz que "compete à União (...) explorar diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão (...) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens". O artigo 30 da Constituição diz que compete aos Municípios legislar sobre assuntos de interesse local de forma suplementar. Desde modo, parece que por esta válvula estaria pretendendo o Município de São Paulo atuar. Ocorre que o espectro é um bem ambiental escasso e, lendo a lei, a estação comunitária a que ela se refere é uma radiodifusão sonora, em freqüência modulada, operada em baixa potência e cobertura restrita. Seria importante verificar tecnologicamente o que é esta FM de baixa potência e se isto não causará impacto no loteamento do bem ambiental. Uns dirão que a iniciativa é inconstitucional por invasão de competência estrita da União e outros dirão que a lei é válida por ser de relevância local".






Informação: Sulrádio/ Tela Viva News

Posse de Caldana será na segunda-feira

Em virtude do falecimento do diretor-geral da Band RS, jornalista Ubirajara Valdez, foi cancelada a cerimônia de posse do novo presidente da Fundação Cultural Piratini, Rádio e Televisão, que ocorreria nesta sexta-feira. Rogério Caldana assume o cargo na segunda-feira, às 15h, no estúdio da TVE. O ato contará com a presença dos funcionários da TV e da FM Cultura.

Caldana já foi diretor da RBS na área comercial e dirigiu também a área comercial da TV Vanguarda, de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, atuando na região do Vale do Paraíba e litoral norte de São Paulo.







Informação: Sulrádio/Coletiva.net

Cannes 2005: Brasil conquista 2 bronzes em Rádio

O Brasil conquistou 2 Leões de Bronze na categoria de Rádio do 52º Festival Internacional de Publicidade de Cannes.

Em resultado divulgado hoje no festival, a AlmapBBDO foi contemplada pela campanha desenvolvida para a Rádio Bandeirantes ("Corruption", "Flood" e "Shot"), e a paranaense Master Comunicação, pela peça "Ask Why", criada para o Ministério da Saúde.







Informação: Sulrádio/ Rádio Agência

Legislação - Lei da Comunicação deve mudar a LGT

O assessor especial da Casa Civil responsável pela condução do processo de elaboração do projeto de Lei de Comunicação Social, André Barbosa, disse aos participantes do Congresso Telebrasil, que acontece na Costa do Sauípe/BA, que o governo espera a participação ativa do setor de telecomunicações nas discussões sobre a nova Lei de Comunicação Eletrônica. Segundo ele, o governo deseja que o setores econômicos envolvidos na prestação dos serviços de comunicações e telecomunicações manifestem seus interesses: "A única coisa que o governo vai garantir neste processo e no seu resultado é o espaço público como espaço de manifestação da sociedade como um todo".

Segundo Barbosa, a nova lei deverá ser flexível para deixar à regulamentação os detalhes e evitar o engessamento do setor e ter maior durabilidade. A nova lei, que deverá também alterar alguns dispositivos da Lei Geral de Telecomunicações, deverá distinguir claramente as regras para a produção, transporte e distribuição de conteúdo no País.

Sem dizer explicitamente que a Anatel seria reformulada para incorporar o setor de radiodifusão, Barbosa demonstrou grande simpatia pelo modelo unificado de uma única agência reguladora para o setor de comunicações, como a Acom em Portugal, ou a Ofcom no Reino Unido, que recentemente fundiu suas diversas agências reguladoras. Barbosa disse ainda que diante da convergência de serviços que será contemplada na nova lei, alguns setores terão que rever os seus modelos de negócio: especialmente o de radiodifusão.







Informação: Sulrádio/ Tela Viva News

Reformulação do modelo de telecomunicações deve atingir TVs

Na abertura do Painel Telebrasil, realizado na Costa do Sauípe, Bahia, o presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, manifestando-se em apoio ao tema proposto para o painel deste ano, reforçou a necessidade de promover uma reavaliação do modelo de telecomunicações brasileiro e a conseqüente reavaliação da legislação e da regulamentação existentes. Elifas afirmou ainda que na reavaliação será importante garantir as conquistas do modelo atual: universalização, competição, qualidade, direitos dos usuários, otimização dos meios escassos e oferecimento de oportunidades para investimento.

Na visão do presidente da Anatel, o novo modelo deverá considerar os elementos de convergência tecnológica e deverá atingir a radiodifusão para atender de forma integrada os interesses dos usuários. Foi a primeira vez que uma autoridade falou em integrar a radiodifusão às telecomunicações publicamente desde que ressurgiram os planos de uma legislação mais ampla para comunicação social. Trata-se de um ponto extremamente polêmico, pois a radiodifusão, tradicionalmente, refuta a idéia de ser tratada sob o mesmo ambiente regulatório do setor de telecomunicações. Tal mudança implicaria, também, mudanças na Constituição, já que comunicação social, ao lado de radiodifusão, tem um tratamento distindo em relação às telecomunicações.

Referindo-se à capacidade da Anatel de enfrentar os novos tempos, Elifas Amaral afirmou que, com a mudança do sistema de gestão da agência, será possível regulamentar em ambiente de convergência, trabalhando com um modelo de licenciamento híbrido que deverá unificar outorgas e ao mesmo tempo preservar os direitos e as obrigações dos atuais operadores. Na manhã desta sexta, 24, o presidente da Anatel abre os debates com a palestra “Aperfeiçoamento do modelo de telecomunicações na visão da Anatel”.






Informação: Sulrádio/ Tela Viva News

Nova edição do programa "Rádio Justiça - Revista" já está disponível

A edição nº 95 do programa ‘Rádio Justiça – Revista’ já está disponível para veiculação pelas associadas da ABERT interessadas.

O programa é produzido pela Secretaria de Comunicação Social do STF com a colaboração das assessorias de imprensa de outros órgãos do Poder Judiciário.

Dentre os destaques desta edição estão a análise de condenações por dano moral em decorrência de relações de trabalho e a renovação de matrículas de alunos inadimplentes.







Informação: Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão

Anatel vai receber verba do Minicom

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Elifas Gurgel do Amaral, informou que foram liberados R$ 80 milhões ao Ministério das Comunicações, conforme publicado sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU). Parte dos recursos será revertida à Anatel, mas Amaral não soube precisar o valor. O executivo garantiu que essa verba não está dentro da dotação orçamentária de R$ 90 milhões aprovada para este ano, dos quais foram liberados até o momento R$ 54 milhões.
Amaral acredita que não faltarão recursos para a contratação das consultorias e demais encaminhamentos da agência, inclusive a fiscalização das operadoras, considerada "altíssima prioridade". "Se faltar um carro, cedo o meu para um fiscal trabalhar", afirmou.
A Anatel conta com 700 concursados trabalhando, mas há falta de pessoal e o presidente da agência acredita que em breve haverá novo concurso.

Aumento único para tarifas
As tarifas telefônicas deverão receber aumento de 7,27% a partir de 2 de julho, de forma plana, ou seja, todos os componentes da cesta de tarifas terão o mesmo reajuste, disse Amaral, referindo-se à assinatura básica, bilhetação e pulso.
Desta vez, as operadoras devem abrir mão da prerrogativa de aumentar um dos itens da cesta mais que os demais. Tal prática ocorreu todos os anos desde a privatização, há sete anos, concentrando o maior peso do índice sobre a assinatura básica, de tal forma que ela foi objeto de aumento superior a 100% desde 1998.
Neste ano, segundo expectativa da Anatel, a assinatura não sofrerá outro impacto além dos 7,27%. Esse índice resulta do IGP-DI, de 8,35%, subtraído de um ponto porcentual devido à produtividade média do setor.
O presidente da Telemar, Ronaldo Iabrudi, confirmou a predisposição por parte das teles. "Contratualmente a gente pode pedir 9% em cima de qualquer item da cesta, mas a sensação é de que isto não vai ocorrer". Iabrudi acredita que o consumidor sai ganhando este ano, já que a Tarifa de Uso da Rede Local (TURL) teve 20% de produtividade e vai aumentar 7,27%, o que significa aumento negativo de 13%. O mesmo ocorreu com relação à tarifa local no Rio, cujo índice de produtividade foi 5%, levando o aumento a 2,94% negativos.
Manter o reajuste da assinatura básica no nível plano indica sensibilidade das teles frente às discussões que ocorrem no Congresso em torno da extinção da assinatura básica. A idéia preocupa seriamente as operadoras, que têm um terço de suas receitas vinculado à tarifa.






Informação: Aesp/ Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1

Chineses têm interesse no sistema digital brasileiro

Em agosto, uma equipe de técnicos brasileiros deve visitar a China, a convite do governo local, para apresentar o que já foi feito nas pesquisas do Sistema Brasileiro de Televisão Digital pelos consórcios de universidades.

"Há uma chance óbvia de exportação de tecnologia", afirma o diretor do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia do Ministério das Comunicações, Augusto Gadelha, que participou do Painel Telebrasil, na Costa do Sauípe (BA).

O interesse internacional começou com a visita de representantes do Ministério das Comunicações à China, em fevereiro. O governo chinês ficou sabendo do projeto brasileiro e, há duas semanas, o ministro das comunicações daquele país visitou Brasília.

Os chineses testam dois sistemas locais: um com definição padrão, formato parecido com o da TV analógica, e outro com alta definição, que tem resolução seis vezes melhor que a atual.

Segundo André Barbosa, assessor especial da Casa Civil, o Brasil trabalha num sistema híbrido, que tem os dois formatos ao mesmo tempo. A China pensa em instalar o sistema da alta resolução nas grandes cidades e o de definição padrão no interior.
"Com os aplicativos brasileiros, poderia trabalhar com um só", explica.






Informação: Aesp/ O Estado de S.Paulo Economia

Três gênios do rádio visitam minha casa

Eles ressuscitaram e apareceram lá em casa. Imaginem meu espanto, superado apenas pela admiração que tomou conta desses três gênios da comunicação sem fio - o inglês James Maxwell, o alemão Heinrich Hertz e o italiano Guglielmo Marconi - diante da tecnologia que tenho à disposição no dia-a-dia. Pense na cara deles diante de todas as coisas que aconteceram no mundo das ondas eletromagnéticas nos últimos 100 anos.

Meus equipamentos, embora relativamente comuns, foram suficientes para deixar os três boquiabertos, a partir do momento em que entenderam o que são e para que servem computadores, DVDs, home theater, celular, internet de banda larga e redes sem fio Bluetooth e Wi-Fi que interligam essa parafernália. Fiz uma rápida retrospectiva do progresso da comunicação sem fio, sem a qual nem eu nem milhões de brasileiros poderíamos viver. Disse-lhes que somos escravos entusiastas da comunicação wireless, seja no celular, nas redes de nova geração, no rádio, na TV ou no satélite.
Didaticamente, faço um pequeno balanço da evolução do mundo wireless. Relembro e homenageio, antes de mais de nada, o pioneirismo de Maxwell, professor na Universidade de Cambridge, que previu em 1861 a existência das ondas eletromagnéticas e estabeleceu a relação matemática entre vibração elétrica e campos magnéticos.

Destaco em seguida a contribuição de Hertz, ao comprovar praticamente a existência das ondas eletromagnéticas ou hertzianas - assim chamadas em sua homenagem - e ao construir em 1887 um transmissor-receptor de rádio, demonstrando na prática a teoria de Maxwell.

Volto-me, por fim, para Marconi, para recordar suas primeiras transmissões atmosféricas de um sinal elétrico, em 1895, bem como o envio de um sinal telegráfico através do Atlântico, em 1901, ou a invenção do rádio, em 1920. E, sem nenhuma patriotada, digo-lhe que um padre brasileiro, Roberto Landell de Moura, fez, antes dele, em 1893, pelo menos uma experiência pioneira de telegrafia sem fio na Cidade de São Paulo. Mas não polemizo.

O papo rola animado:
"Meus caros senhores Maxwell, Hertz e Marconi, não sei se alguma vez, em vida, tiveram a oportunidade de se encontrar, para discutir tecnologia e seu desenvolvimento. Este, portanto, talvez seja o primeiro encontro dos três. Fico feliz de que seja em minha casa. E, em nome dos cidadãos do século 21, agradeço-lhes as contribuições e trabalhos pioneiros no campo da comunicação sem fio."

E prossigo na retrospectiva:
"Vejam que o mundo já utiliza praticamente todo o espectro eletromagnético, com freqüências que vão de 300 ciclos por segundo ou 300 hertz (Hz) a 300 gigahertz (GHz), ou seja, 300 bilhões de hertz. Desde os usos antigos da telegrafia e do teletipo até à radiodifusão, com as emissoras de rádio (AM, de amplitude modulada, e FM, de freqüência modulada) ou o novíssimo rádio digital (já conhecido pela sigla XM, digital modulation). Ou ainda a televisão aberta ou por assinatura, a televisão digital, via satélite ou via microondas atmosféricas, os sistemas de identificação por radiofreqüência (RFID), a telefonia celular e o acesso à internet através das demais tecnologias de redes sem fio, como Bluetooth, Wi-Fi, Wi-Max e Ultrawide Band (UWB)."

MUNDO WIRELESS

"It is amazing!" - diz Maxwell, ao ler um exemplar da revista inglesa Wireless World, a mesma que, em outubro de 1945, publicou artigo profético do escritor e cientista inglês Arthur C. Clarke, prevendo a possibilidade de construção de um sistema de telecomunicações via satélite em órbita geoestacionária, isto é, no plano do equador terrestre a 36 mil quilômetros da superfície do planeta.

Depois de duas horas de conversa, na melhor entrevista de minha vida, percebi que Maxwell, Hertz e Marconi estavam orgulhosos de terem participado dos primeiros momentos dessa revolução tecnológica, além de admirados de forma especial com o celular e a internet.
Marconi era o mais interessado nas projeções do crescimento do celular. No começo da conversa, ficou confuso com a montanha de siglas, sejam as de tecnologias digitais de telefonia móvel, como GSM (Global Standard Móbile), CDMA EV-DO (Code Division Multiplex Acces Enhanced Velocity-Data Only), Universal Móbile Telephone System (UMTS), sejam as de transmissões de altíssima velocidade ou High Speed Download Packetized Access (HSDPA), tecnologia que poderá permitir a recepção de imagens e dados no celular de terceira geração, à velocidade de até 20 megabits por segundo (Mbps).

E Marconi observa, profundamente admirado:
"Mas, então, o mundo caminha para um total de 2 bilhões de celulares até o final deste ano? Isso significa que, em breve, a densidade mundial será de um celular para cada três habitantes. Em 2010, serão 3 bilhões de telefones móveis para uma população estimada de 6,8 bilhões de habitantes. E, em 2015, a rede celular global deverá ter 4 bilhões de aparelhos para uma população da ordem de 7,5 bilhões de habitantes. O que significará, mais de 50% de índice de penetração da telefonia sem fio. Pensar que, em 1920, eu precisava de uma montanha de equipamentos e dinheiro para levar ao ar a primeira emissora de rádio com recepção livre, aberta, no mundo - a radiodifusão.

E, agora, num pequeno aparelho de bolso, os engenheiros instalam um transmissor e um receptor - chamado, na linguagem técnica, de transceptor - que abriga alguns milhões transistores e de outros microcomponentes eletrônicos."

Explico aos três o que é e como funciona um disco rígido capaz de armazenar 10 mil músicas com qualidade digital de CD. Projeto na tela grande o conteúdo de um documentário que mostra a TV digital, com as principais aplicações de interatividade e com a qualidade impressionante das imagens de alta definição. Os três visitantes atalham quase ao mesmo tempo:
"Mas já existe a TV digital?"
"No Brasil ainda não. Por enquanto, só na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e mais dois ou três países da Ásia."

RÁDIO DIGITAL

Depois de um copo de suco de frutas e um cafezinho, os três tentam relaxar e conter a emoção das novidades. Querendo atualizar-se mais rapidamente, Maxwell não sabe se conversa ou lê algumas publicações que tenho no escritório. Apanha um exemplar de The Economist, de 9 de junho de 2005 e se encanta ao ler as previsões sobre o desenvolvimento a curto prazo do rádio digital de alcance mundial, descrito num artigo da famosa publicação. Resumo-lhe o assunto para ganhar tempo.

"Vejam isso, cavalheiros. Todas as formas de comunicação se tornam digitais, isto é, baseadas num código binário, semelhante ao que foi o código Morse, usado em telegrafia no tempo de vocês três. Agora, em lugar de pontos e traços, temos dois dígitos: zero (0) e um (1). Pois esse artigo do Economist mostra dois caminhos do rádio digital no mundo. O primeiro deles é o americano, com o rádio digital por assinatura (com os sistemas XM e Sirius) via satélite. O segundo é o europeu, conhecido como Radiodifusão Digital de Áudio ou Digital Audio Broadcasting (DAB), que começa a se popularizar com os novos receptores híbridos, FM e XM."

Esse projeto começa a se expandir em escala mundial, passando inicialmente da Europa para o Canadá e a Ásia. Lançado neste mês na Grã-Bretanha, um sistema de rádio digital via satélite distribui programas para os primeiros 4 milhões de receptores que dispõem de um sistema de gravação semelhante aos PVR (personal vídeo recorders). Em 2008, deverão ser 8 milhões.

O que o rádio digital oferece, acima de tudo, é melhor qualidade de som, mais estabilidade e menos interferência. O modelo comercial do rádio por assinatura via satélite, com mais de uma centena de canais ou programas, bem diversificados, pode ser um caminho.

Conto aos três visitantes que cruzei há poucos meses os Estados Unidos, de costa a costa, de carro, com um rádio digital a bordo, ouvindo todo tipo de noticiário, informações sobre a situação das estradas, meteorologia, música clássica, jazz, bossa nova e tudo o mais.

A visita chega ao fim, com meu agradecimento:
"Os senhores começaram tudo isso. Sem sua contribuição inicial, nada disso seria possível. Obrigado, em nome de todos os habitantes do planeta."
E acordei.







Fonte: Aesp/O Estado de S.Paulo Economia