O coordenador do grupo gestor do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTV), órgão do governo responsável pela implantação do novo modelo de televisão no País, Augusto Gadelha, defendeu na sexta-feira que o Brasil tem capacidade de desenvolver sua própria tecnologia. Segundo ele, existem hoje 22 projetos em estudo - que reúnem 76 universidades e 34 empresas - que vão consumir R$ 65 milhões até fevereiro de 2006, quando o Ministério das Comunicações vai anunciar as regras da implantação do sistema digital no País. "Queremos avaliar as tecnologias já existentes (a japonesa ISDB, a européia DVB-T e a americana ATSC) e contribuir com sugestões, de modo a criar um modelo próprio que atenda a nossas necessidades. Temos capacidade de nos tornarmos um ator importante nesse mercado e não simplesmente absorver padrões alheios", disse Gadelha, durante o Simpósio Internacional de TV Digital, no Rio de Janeiro.
Para o coordenador do SBTV, o Brasil pode tirar vantagem do atraso na implantação da televisão digital - que há sete anos foi introduzida na Inglaterra -, uma vez que pode utilizar tecnologias que surgiram apenas recentemente. Já o diretor da Central Globo de Engenharia, Fernando Bittencourt, acredita que o País não deve retardar mais o início das transmissões digitais. Para ele, o telespectador vai ganhar em qualidade e as emissoras, conseqüentemente, em audiência. De acordo com Bittencourt e com o presidente do IETV (Instituto de Estudos de Televisão), responsável pelo seminário, Nelson Hoineff, até o fim do próximo ano começarão as transmissões digitais no País. As televisões analógicas, no entanto, só deverão desaparecer totalmente dentro de 10 anos.
Informação: Coletiva.net
CCS e Anatel discutem metas para a TV por assinatura
Membros da Comissão de TV por Assinatura do CCS (Conselho de Comunicação Social) se reunirão em Brasília, no próximo de 30, com a superintendência de fiscalização da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O objetivo é, novamente, debater sobre a proposta do Plano Geral de Metas de Qualidade para os Serviços de Comunicação Eletrônica de Massa por Assinatura (PGMQ-SCEMa).
Em reunião na semana passada, os representantes do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) na Comissão, Daniel Herz e Berenice Bezerra, apresentaram suas primeiras impressões sobre o texto aprovado pelo conselho diretor da agência reguladora. "Em princípio, estamos concordando com a Anatel em sua abordagem, mas achamos que ainda é restrita, que eles devem prosseguir com o processo de pesquisa e abranger outros itens", analisa Herz. O CCS marcou a nova reunião para debater o tema e aprovar ou não o encaminhamento da Comissão.
Segundo Herz, a proposta da Anatel se apresenta limitada ao tratamento da qualidade nos serviços de atendimento ao público - telefone, balcão de serviços, assistência técnica, cobrança. Conforme solicitação da Comissão do CCS, um sentido mais amplo na qualidade dos serviços deveria abranger itens como a satisfação do usuário e direitos do consumidor.
Informação: Coletiva.net
Crise da Anatel põe em risco telecomunicações
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passa por dificuldades financeiras. Além de não ter verbas para pagar a folha de pessoal, falta dinheiro para finalizar os novos contratos das concessionárias de telefonia fixa (Telefônica, Telemar, Brasil Telecom e Embratel), que passam a valer a partir de 2006, por um período de 20 anos. O orçamento previsto para este ano seria de R$ 453,3 milhões, porém o repasse será de R$ 90 milhões.
Segundo o presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas, Luis Cuza, não foram regulamentados dispositivos pró-competição, como o compartilhamento de redes (que abrirá espaço para as concorrentes usarem a infra-estrutura das operadoras dominantes) e a portabilidade numérica (que permitiria a manutenção do número ao trocar de prestadora). As concessionárias investiram R$ 47 bilhões em operações desde a privatização. Na quinta-feira, inicia encontro na Bahia para discutir o modelo de telecomunicações no país.
Informação: Sulrádio/Correio do Povo
Cursos aplicação prática da regulamentação da profissão de radialistas
O Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado do Rio Grande do Sul (SindiRádio) estará realizando o Curso sobre a legislação trabalhista e a lei dos radialistas, conforme o programa abaixo a ser realizado nas cidades de:
PORTO ALEGRE - 01 DE JULHO - SEXTA FEIRA
CAXIAS DO SUL - OU BENTO GONÇALVES - DIA 29 DE JULHO
SANTA MARIA - 12 DE AGOSTO
PASSO FUNDO - 26 de AGOSTO
os cursos dependem de confirmação porque terão que ter no minimo 10 inscritos
01 . OBJETIVO
Atualizar os profissionais quanto a legislação trabalhista , legislação dos radialistas , rever os procedimentos práticos de dep.pessoal , ressaltar a importância de ajustar as ações do dep.pessoal á legislação vigente, lei dos radialistas e acordo coletivo, como proceder na contratação de acordo com a lei dos radialistas , como proceder em uma fiscalização do trabalho e como proceder em audiência como preposto .
02 . PUBLICO ALVO
- GERENTES , Chefes e Supervisores ,
- Assistentes e auxiliares de dep.pessoal
- Gerentes Administrativos e Gestores de rádio
- Contadores e auxiliares de Contabilidade
03 . PROGRAMA
1) LEI DOS RADIALISTAS E SEUS ANEXOS , CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO
- Quadro de Funções
- Jornadas de trabalho
- Acúmulos de funções
- Jornadas reduzidas
- Novas decisões do TST sobre acúmulos
- Registro
2) DOCUMENTAÇÃO E REGISTRO
- Formas de Registro
- Registro em Carteira e atualizações
- Exame médico admissional , sua importância e riscos
- Declaração de encargos de família para fins de IR
- Ficha de salário família e termo de responsabilidade
- Preparo e guarda da documentação
3) CONTRATO DE TRABALHO
- Contrato de experiência e sua prorrogação
- Contrato por prazo determinado
- Contrato por prazo indeterminado
- Contrato com jornada reduzida
- Alterações contratuais
- Interrupção , Suspensão
4) ASPECTOS LEGAIS , DISCIPLINARES E FUNCIONAIS
- Hierarquia das leis
- Correta aplicação das normas trabalhistas e da Legislação dos radialistas
- Dispensas e os processos adequados
- Rotinas de desligamento
- Rescisões de contrato de trabalho
5) JORNADA DE TRABALHO
- Formas de assinalação de freqüência
- Duração da jornada de trabalho e seus intervalos
- Faltas , Atrasos , afastamentos
- Horas extras , compensação , etc
6) RELAÇÃO EMPRESA SINDICATO
- Forma de relacionamento
- Acordo Coletivo
- Contribuição assistencial e Confederativa
7) FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO
- Atendimento e acompanhamento
- Conhecimentos e argumentação
- Dicas para não ser autuado
8) PREPOSTO NA JUSTIÇA DO TRABALHO
- Preparação de documentos para a defesa
- Comportamento do preposto
- Orientações gerais
04 – INSTRUTOR;
Clóvis Homero Hoffmeister de Almeida
- Administrador de Recursos Humanos com experiência de 20 anos
- Administrador de Empresas formado pela UFRGS
- Perito Contábil da justiça do Trabalho
- Instrutor de Cursos Rotinas Trabalhistas da ABRH e ADVB
- Foi gerente de Rec. Humanos e Chefe de Pessoal em empresas ( Termolar S/A ,Rede Bandeirantes, J.H.santos , Rede Pampa de Comunicações , RBS)
05 – CARGA HORÁRIA : 07 HORAS
06 – LOCAL
- PORTO ALEGRE – DIA 01 DE JULHO –
- CAXIAS DO SUL – DIA 29 DE JULHO
- SANTA MARIA – DIA 12 DE AGOSTO
- PASSO FUNDO – DIA 26 DE AGOSTO
- Horário : 09:00 ás 12:00 e das 13:30 ás 17:30
- Investimento – R$ 60,00 por participante
- Informações Sindirádio ( 51) 3231 4260 , Com Sra Fabiana
Informação: SindiRádio
Hoje é o Dia em Defesa da Profissão do Jornalista
A Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) e os sindicatos da categoria de todo o País escolheram a data de hoje, 21 de junho, como o Dia Nacional em Defesa da Formação e Regulamentação Profissional do Jornalista. Neste dia, as entidades vão distribuir uma carta à sociedade e uma moção de apoio à campanha para defender o recurso da Fenaj contra a decisão que acaba com a obrigatoriedade do diploma. Em agosto, o recurso será julgado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, em São Paulo.
A data será marcada por debates, atos públicos e sessões em câmaras municipais e assembléias legislativas. A Fenaj e os sindicatos também preparam reuniões com outras entidades e instituições. O sindicato do Paraná, por exemplo, se prepara para um pronunciamento do presidente da entidade, Ricardo Medeiros, na Câmara Municipal de Curitiba. Ele vai defender a volta da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. O pronunciamento está marcado para 16h.
Informação: Coletiva.net
Instalação da Frente Parlamentar da Radiodifusão está prevista para agosto
Foi cancelada a instalação da Frente Parlamentar da Radiodifusão, coordenada pelo deputado federal Ivan Ranzolin, (PP/SC), prevista para esta quarta-feira (22/6). A frente elaborou um diagnóstico da atual política de concessão dos serviços de radiodifusão, em que constata a concentração de emissoras em localidades de médio e grande porte e a inadequação das normas sobre emissoras comunitárias. Segundo informação do gabinete do deputado, a Frente Parlamentar da Radiodifusão, será instalada dia 17 de agosto.
Informação: AGERT
Diga não aos piratas urbanos
Cada vez que alguém compra um produto pirateado está, certamente sem saber,
tirando o emprego de um trabalhador formal, reduzindo a competitividade da indústria brasileira e, também, golpeando duramente o dinamismo da economia.
Esse rito perverso, que estranhamente vem se tornando recorrente com o
incentivo de autênticos shoppings informais instalados em capitais e cidades do Interior do País, precisa acabar. E, para isso, é necessário que governo, empresariado e a sociedade caminhem juntos, numa mesma proposta de ação.
Eis a principal mensagem da entrevista de André de Almeida, que agora publicamos no site do Instituto ETCO. Organizador do Fórum Permanente de Entidades que se mobilizam contra as práticas de Pirataria, Almeida, advogado de profissão, defende campanhas de ampla envergadura e profundidade para conscientizar a população, assim como o rigoroso exercício da lei. Como ele afirma, do alto da experiência de mais de uma década de intenso trabalho em defesa da ética na concorrência: "A impunidade semeia a pirataria geometricamente."
A entrevista de André de Almeida se torna tão mais atual quando se constata que suas lúcidas avaliações e propostas vêm à luz num momento em que o Brasil caminha para uma nova e promissora aproximação com a China. Basta uma rápida olhada nas palavras do entrevistado para constatar que a China deseja integrar-se às regras do comércio internacional, que prega o intransigente respeito à propriedade intelectual, mas é na atualidade um dos países onde o drama da pirataria grassa com maior intensidade.
Nesse contexto, a proteção da indústria brasileira deve ser considerada como
prioridade em qualquer negociação que se proponha a ser benéfica para o País. Que venham os produtos chineses em escala crescente, mas que o rigor da fiscalização seja igualmente crescente. Claro, o problema da pirataria entre nós tem intensas relações com o círculo vicioso que se alimenta dos impostos elevados e de uma cultura de complacência com a informalidade própria do consumidor brasileiro.
Tanto é assim que os shoppings informais se tornaram uma autêntica febre, inclusive em Brasília, a Capital da República. Na Bahia, por exemplo, funciona ao lado da Associação Comercial, que é a mais antiga do País.
Contudo, é indispensável que os desafios sejam vistos de forma mais ampla e associada também ao conjunto das relações internacionais do Brasil. É o que
têm feito os Estados Unidos e os países da Europa.
Os números são, de fato assustadores: em dois anos a pirataria cresceu 50% no mundo. No Brasil, segundo dados do Banco Mundial, e do governo federal, consome entre 35% a 40% da renda nacional.
É ambiente perverso que não pode persistir. Daí, a importância de ouvir
vozes como a de André de Almeida. E, como ele, dizer não aos piratas urbanos.
Informação: www.etco.org.br
Festival de Cannes começa com recorde de inscrições
A 52.ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes será aberta hoje, no Palais des Festivals. Estão inscritos na competição deste ano 4.999 filmes publicitários, de 81 países. Desse total, o Brasil participa com uma leva de 202 peças. Paralelamente às projeções que movimentam os mais de 8 mil participantes de todo o mundo, os jurados de peças impressas e outdoor, assim como os de rádio, mídia, marketing direto e internet, já começam a avaliar as peças que vão conquistar os disputados leões de ouro, prata e bronze, além do Grand Prix e da Palme D"Or.
No total, o festival recebeu este ano 22.102 inscrições, um crescimento de 18% em relação a 2004. Cannes se tornou nas últimas décadas a mais importante premiação da propaganda mundial. Além de profissionais de comunicação, tanto de agências de publicidade como de veículos, atrai empresários que querem ver, num mundo globalizado, o que fazem seus concorrentes estrangeiros.
O Festival de Cannes é visto por publicitários como é uma grande vitrine da publicidade mundial, que antecipa tendências de consumo e de comunicação. Além disso, permite que durante dez dias, para quem participa de todo o calendário do festival, se faça contato com profissionais de outros países.
Criado há 52 anos, quando a televisão começava a invadir os lares e ameaçava o cinema, este festival premiava os filmes publicitários que eram feitos para passar nas salas e, com isso, garantir receita aos exibidores. Então, encerrada a premiação de cinema, começava a de filmes publicitários.
A idéia funcionou e diretores de cinema começaram a ser convidados por empresas e por agências de publicidade, até então pouco profissionalizadas, a fazerem filmes para participar do festival. Com isso, Cannes começou a crescer e atrair o interesse do mercado.
Foi o suficiente para que novas categorias fossem criadas. Começou com impressos, para contemplar os anúncios que eram publicados em jornais e revistas e davam eco aos filmes projetados nas salas de cinema, e foi abrindo caminho para outras mídias. Hoje, o festival premia, além dos comerciais - exibidos ainda no cinema mas, sobretudo, na televisão - e dos impressos, como as peças criadas para outdoor, internet, marketing direto e, a partir deste ano, o rádio. Há também este ano o leão de titânio, prêmio criado para campanhas com convergência de mídias e ousadia no uso dos meios de comunicação.
O troféu, um leão dos tempos em que o festival se realizou em Veneza, foi estilizado por Pierre Cardin, e é cobiçado por todos os publicitários. São entregues um leão de ouro, outro de prata e um terceiro de bronze para cada uma das 28 categorias (por exemplo bebidas alcoólicas e automóveis), mais o Grand Prix e a Palme D"Or. Em 2004, o grande vencedor foi o comercial do PlayStation 2, da Sony, criado pela TBWA London, que tem o Rio como cenário e intitulado "Mountain", uma montanha humana.
O Radio Lions e o Lions Titanium são os estreantes deste ano. A premiação das campanhas criadas para o rádio, que vai estimular e resgatar os antigos profissionais de jingles, é uma resposta do festival à "murdochização", uma referência ao magnata das comunicações Rupert Murdoch, dono da News Corp. O que levou as agências de publicidade e anunciantes a buscarem espaço no rádio. Já o Titanium visa estimular ações cooperadas de comunicação. O troféu foi entregue extra-oficialmente pela primeira vez há dois anos, premiando o esforço da BMW, que contratou diretores consagrados de cinema para fazerem curta-metragens com o carro. Os filmes foram vistos pela internet (www.bmwfilms.com) e tiveram ampla campanha em outros meios.
O Brasil, no entanto, entra em campo para valer no segmento de mídia impressa, disputando os Lions Press & Outdoor, divididos nessas duas categorias - a de impressos, tanto revistas como jornais, e a de outdoor. O País lidera este ano o número de inscrições, com 1.485 trabalhos, à frente da Alemanha (1.380) e dos EUA (1.037).
No total, o País leva para Cannes 2.198 trabalhos, 11% a mais que em 2004. A agência Almap/BBDO, que tem no comando de criação o publicitário Marcello Serpa, trouxe um total de 301 trabalhos, seguida da Y&R, de Sílvio Mattos e Roberto Justus, com 199, e da DM9DDB, agência hoje comandada por Sérgio Valente e que tem como acionista controlador o grupo Ypy, de Nizan Guanaes e Guga Valente, com 181.
O Brasil ocupará a 3.ª posição em trabalhos inscritos em todas as categorias, num ranking liderado pelos EUA, com 3.046 peças, e pela Alemanha, com 2.313 trabalhos, estando à frente de Inglaterra (4.ª) e da França (6.ª). Agora, é cruzar os dedos e torcer pelos resultados.
Informação: Aesp/O Estado de S.Paulo Economia
A batalha contra a pirataria é pelo resto da vida
Por Carlos Vasconcellos
O secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, garante que nunca comprou um produto pirata na vida. Apesar de bastante atraído por preços baixos — “sou um sujeito que gosta de liquidações” — ele garante nunca ter cedido aos produtos falsificados. Noble esteve no Brasil na semana passada para o Congresso Internacional de Combate à Pirataria e elogiou os esforços do país no combate a essa modalidade de crime. E falou da conexão entre pirataria e crime organizado:
— Já encontramos os mesmos números de telefone nas agendas de pessoas presas por tráfico e por crimes contra propriedade intelectual.
É possível vencer a guerra contra a pirataria?
RONALD NOBLE: Você quer saber se podemos eliminar a pirataria a zero? Bem, esse é um crime contra o qual temos de lutar constantemente, no varejo, nas cidades, nos países e a nível global. Temos feito progressos. Há mais pessoas no mundo, hoje, conscientes da conexão entre pirataria e crime organizado. Não era assim há um ano. Hoje, Brasil, Argentina e Paraguai conduzem sua primeira operação conjunta contra pirataria e cópias ilegais (a Operação Júpiter, coordenada pela Interpol). Pela primeira vez na história, temos setor privado, aduanas e polícias trabalhando juntos e dividindo informações. Esses exemplos mostram que avançamos, mas sempre que houver possibilidade de lucro, por meio de fraude ou golpes, criminosos estarão envolvidos. Vamos ter de lutar pelo resto da vida.
Como o senhor vê os esforços do Brasil contra a pirataria?
NOBLE: No último ano, o nível de cooperação do Brasil aumentou dramaticamente. Para o país, receber esse evento é como dizer em voz alta que há um problema na Tríplice Fronteira (entre Brasil, Paraguai e Argentina) e que o país tem de enfrentá-lo. É uma postura significativa, de não varrer o problema para baixo do tapete, de admitir que o problema existe e que para vencê-lo temos de enfrentar a corrupção naquela região. A cooperação cresceu muito e o Brasil se tornou um líder no combate a esse tipo de crime.
Qual sua avaliação sobre o treinamento especial antipirataria que a Interpol promoveu para agentes brasileiros?
NOBLE: Esperamos que o treinamento seja um dos aspectos fundamentais do nosso trabalho. Estamos tentando conseguir mais fundos para treinar mais agentes brasileiros. Você sabe que o Brasil está mandando seu primeiro agente (o superintendente da PF Augusto Serra Pinto) para trabalhar diretamente no quartel-general da Interpol, na França? Ele vai trabalhar com pirataria. O ex-diretor da Polícia Federal brasileira Armando de Assis Possa é o nosso atual chefe na Argentina, e além disso, o Rio vai sediar a Conferência Mundial da Interpol ano que vem.
O que tem sido feito nos EUA e Europa contra a pirataria?
NOBLE: Os Estados Unidos têm várias estratégias. Uma delas é a estratégia civil, que busca processar na área civil as pessoas envolvidas com violação da propriedade intelectual. A segunda é do setor privado. Temos investigadores privados e empresas tentando descobrir fábricas e centros de distribuição piratas. O setor privado também divide informações com a Interpol sobre países onde produtos piratas são fabricados ou distribuídos. E, claro, campanhas de marketing para educar o público, deixando claro que este não é um crime sem vítimas.
Como funcionam essas conexões?
NOBLE: Veja o tipo de apreensões que estão sendo feitas pela Operação Júpiter: milhões e milhões de DVDs, CDs, remédios, cigarros. Para uma pessoa fabricar milhões de CDs e DVDs, embalar, emitir notas falsas, enviar para países intermediários e então vender, você tem de ter uma cadeia multimilionária, repetindo-se cada semana ao redor do mundo. Isso é atividade clássica de crime organizado. Não é suficiente apreender produtos. Temos de conseguir os nomes das pessoas que têm os produtos, sua lista de contatos telefônicos, os endereços que usam, seus documentos falsos. Já encontramos os mesmos números de telefone nas agendas de pessoas presas por tráfico e presas por crimes contra propriedade intelectual.
O senhor concorda com a tese de que o preço alto dos produtos originais torna os piratas mais competitivos?
NOBLE: Temos de ser realistas. Sempre que houver uma diferença extraordinária de preço entre o produto legal e o ilegal, a pena for pequena e a possibilidade de condenação, baixa, você terá muito mais atividade ilegal.
O senhor nunca comprou um produto pirata?
NOBLE: Nunca. E digo mais: sou um sujeito que gosta de comprar em liquidação. Com desconto de 50% você começa a me interessar. O que temos de fazer é educar as pessoas e dizer: isso é roubo. É um trabalho diário. Compreendo, como ser humano, o que passa na cabeça de um cidadão pobre, que tem a oportunidade de comprar algo para seus filhos a um preço que pode pagar. Mas pelo crime organizado, definitivamente não tenho nenhuma simpatia.
Informação: Aesp/ O Globo Economia
Ondas de rádio conectam aparelhos
Apesar de todas as conversas sobre a tecnologia sem fio, muitos produtos eletrônicos continuam ligados a cabos. Há mudanças à vista. Em 2006, uma tecnologia destinada a operar em curta distância chamada Ultra Wide Band (UWB) proporcionará aos consumidores grande impulso em matéria de velocidade e capacidade de transmissão de dados, além de conforto.
No próximo Natal, os primeiros produtos com UWB chegam às lojas. Inicialmente, eles serão adaptadores que se ligam aos atuais eletrônicos e os conectam sem uso de fio. Tais adaptadores serão conectados a um conversor, televisor de tela plana, câmera digital ou laptop. A tecnologia será gradualmente incorporada aos eletrônicos a partir de 2006, ano previsto pelos analistas para a disseminação do UWB. Até 2007, celulares sofisticados e tocadores de música MP3 contarão com a tecnologia e permitirão a transmissão de música e vídeo de PCs sem a necessidade de adaptadores.
A UWB não é uma nova tecnologia. Usada durante muito tempo para aplicações militares e de radar, a tecnologia do rádio está sendo adaptada aos eletroeletrônicos devido à sua capacidade de transferir grandes arquivos digitais rapidamente com baixo consumo de energia. Ela é 100 vezes mais rápida do que a Bluetooth, outra tecnologia sem fio para curta distância, e se destina a distâncias de 9,1 metros. A UWB vem sendo desenvolvida nos últimos sete anos e finalmente amadureceu, disse Stephen Wood, estrategista da Intel, uma das fabricantes de semicondutores que a utilizam. "No início, periféricos para PCs e aparelhos móveis em que o cabo seria inconveniente chegarão ao mercado." Wood disse que os produtos serão fabricados inicialmente por companhias de pequeno porte, antecipando uma grande onda de fabricantes que virá logo depois.
A UWB será integrada aos produtos mais sofisticados, a começar pelos celulares, em que a incorporação de um adaptador é incômodo, disse Joyce Putsche, diretora da In-Stat, empresa de pesquisa de mercado. Portáteis como câmeras de vídeo se habilitarão a operar com a UWB antes das TVs e impressoras.
Apesar do esforço dos fornecedores, a UWB tem obstáculos a superar, como a aprovação regulatória global e a definição de um padrão comum para o setor. A UWB foi liberada em 2002 pela Comissão Federal de Comunicações (FCC) nos Estados Unidos. Para Michael Rofheart, diretor da Freescale Semiconductor, os principais países da Europa e alguns da Ásia terão a aprovação no primeiro trimestre de 2006. Até o início de 2007, ele espera que 90% dos países em condições de comportar o UWB aprovem o seu uso.
Os adaptadores com chips da Freescale que chegarão ao varejo no Natal vão contar com transmissor e receptor que podem ser incorporados a quaisquer dos dois aparelhos que enviam sinais digitais entre si. O preço previsto é de US$ 200, valor que deverá cair rapidamente em 2006 à medida que os custos dos chips declinarem para a indústria. Atualmente custa menos de US$ 20 aos fabricantes de aparelhos usar chipsets de UWB e até janeiro os preços serão inferiores a US$ 10.
A Alereon estima quase uma explosão de vendas. Segundo a fabricante de chips para UWB, o número de produtos habilitados chegará a 2,4 milhões em 2006 e a 15 milhões em 2007. Até 2009, estão previstos 140,2 milhões eletroeletrônicos.
Um estudo da Parks Associates mostra que a receita anual com chipsets para UWB deverá atingir US$ 1,2 bilhão em 2009, ante os US$ 100 milhões previstos para este ano. kicker: Usada durante muito tempo para aplicações militares e de radar, a UWB é adaptada aos eletroeletrônicos de forma acelerada.
Informação: Aesp/ Gazeta Mercantil Telecomunicações & Informática
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