A relação institucional da radiodifusão

Como acompanhei, de 1986 até 1988 a articulação dos radiodifusores gaúchos com os constituintes, na confecção do capitulo que definiu as regras para o setor, fiquei de certa forma surpresa com a falta de sintonia fina entre o parlamento e os congressistas, hoje, na relação institucional.

Radiodifusores e congressistas fizeram "mea" culpa pela falta de dialogo mais produtivo. Há desinformação sobre a realidade da radiodifusão (a maior parte das emissoras é formada por pequenas e médias empresas) e isso compromete as avaliações sobre as dificuldades enfrentadas por radiodifusores, em todo o país.

Gostei de ouvir as noticias sobre o balanço social da radiodifusao gaúcha, pioneiro no país.As empresas gaúchas participaram com um total de R$ 35 milhões de forma direta em campanhas comunitárias em diversos setores: cultura, voluntariado, educação, inclusão social, benemerência, saúde etc.

Traço comum dos depoimentos feitos por radiodifusores da região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) se refere à falta de fiscalização sobre as atividades das emissoras clandestinas (rádios piratas) falta de controle na arrecadação do ECAD e até sobre emissoras estrangeiras. Há uma concorrência desleal nesse processo. Quando se disse que todos estavam com saudades do Dentel, a platéia aplaudiu calorosamente.

Auspicioso foi o anúncio da criação da Frente Parlamentar em Defesa da Radiodifusão. O líder do movimento é Ivan Ranzolin (PP/SC). No dia 15 de junho essa Frente se instala, formalmente no Congresso. Um alívio para radiodifusores. Os riscos de tolhimento à liberdade, sempre existem. Exemplo dessa ameaça foi o natimorto projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo. A Frente Parlamentar pode ser o anteparo às novas tentativas autoritárias.


Ministério é omisso com TV, diz procurador

O procurador-regional dos direitos do cidadão em São Paulo, Sérgio Suiama, vai entrar com uma ação por improbidade administrativa contra o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Sérgio Diniz.
Em resposta à solicitação de informações, Diniz informou a Suiama em ofício datado de 30 de maio que, nos últimos cinco anos, o Ministério das Comunicações instaurou apenas quatro processos de investigação de denúncias de violações de direitos fundamentais do cidadão pelas TVs. Os processos abertos pelo ministério foram todos provocados por ações do Ministério Público Federal: a exibição, em 2001, no "Programa do Ratinho" (SBT), de uma criança sendo torturada; o caso Gugu/PCC, em 2003; e a "demonização" dos cultos afro-brasileiros por pastores da Igreja Universal nas redes Record e Mulher (dois processos, em 2005). "O ministério tem obrigação legal de fiscalizar o conteúdo das TVs. Como só fez quatro investigações em cinco anos, ou a TV brasileira é um primor ou o ministério é omisso", diz Suiama.
A assessoria de imprensa do Ministério das Comunicações tem dados diferentes dos informados por Diniz. Afirma que, desde a posse do atual ministro, Eunicio Oliveira, foram abertos 1.528 processos de fiscalização de conteúdo das TVs. Mas não detalhou que conteúdos seriam esses.








Informação: Aesp/ Folha de São Paulo Ilustrada

FCC nega pedido para adiar prazo de transição

A FCC, órgão que regula as comunicações nos Estados Unidos, negou na semana passada um pedido das associações dos fabricantes e dos varejistas de eletrônicos para abolir o prazo para que 50% dos televisores de tamanho médio tenham receptores de TV digital embutidos, o que terá de acontecer até o dia 1º de julho deste ano. Em contrapartida, as associações sugeriram que o órgão adiantasse o prazo para que todos os televisores médios (25" a 36") no mercado tivessem receptores digitais para o dia 1º de março de 2006 (a data original era 1º de julho do mesmo ano), o que foi acatado pela FCC.
Além disso, todos os televisores grandes (acima de 36") deverão contar com receptores digitais até o dia 1º de julho de 2005. Todos os aparelhos de TV, com telas a partir de 13”, assim como todos os outros equipamentos com recepção de TV (VCRs, DVDRs etc) deverão ter receptores para TV digital terrestre até julho de 2007.
A regra foi criada para garantir que todos os consumidores possam receber TV digital terrestre sem a necesidade de uso de set-top boxes digitais e acelerar o processo de transição das transmissões analógicas para digital.





Informação: Aesp/ Pay TV News

Congresso internacional discute combate à pirataria

Julio Lopes: "O evento também deve traçar novas estratégias para a continuidade do combate ao crime."

A necessidade de qualificar o sistema policial e judiciário para inibir a pirataria e o contrabando foi apontada na abertura do Congresso Internacional de Combate à Pirataria - Fórum Regional da América Latina, no Rio de Janeiro. Promovido pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e pela Organização Mundial das Aduanas (OMA), o evento contou com a coordenação do deputado Julio Lopes (PP-RJ), representando a Frente Parlamentar de Combate à Pirataria e Sonegação Fiscal. A frente, que é composta por mais de 160 parlamentares, foi instalada a partir dos resultados do trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria, que também levou o governo federal a criar o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.

De acordo com dados da CPI, o Brasil perde cerca de R$ 30 bilhões por ano com a falsificação de produtos.
Lopes observa que o principal objetivo do encontro, que continua amanhã, é qualificar os agentes envolvidos no combate ao contrabando e à falsificação de produtos. "O evento também deve traçar novas estratégias para a continuidade do combate ao crime."

Prejuízo
O deputado, que também foi vice-presidente da CPI, alerta para os prejuízos crescentes ao consumidor causados pela pirataria. Ele observa também que os impostos desviados poderiam ser revertidos em serviços públicos para o bem-estar da população. "Apesar do grande combate ao crime, a pirataria é muito comum no Brasil. Precisamos fazer com que a atividade recue."

Pesquisa realizada pelo Instituto Franceschini de Pesquisa de Mercado calcula que, somente no mercado de música, a pirataria movimenta R$ 800 milhões no País, com a venda de R$ 115 milhões de CDs piratas por ano. Já a Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) aponta que, em apenas 10 anos, a falsificação no mercado de discos do País saltou de 3% para 53%. Para a ABPD, há total impossibilidade de competição da indústria fonográfica com a indústria pirata.







Informação: Aesp/ Jornal da Câmara



Violência e sexo na TV podem ser proibidos antes das 21h

Desenhos e outros programas de TV exibidos até as 21 horas poderão ser proibidos de conter cenas que mostrem armas de fogo ou se refiram a elas e também cenas de sexo. É o que determina o Projeto de Lei 5167/05, do deputado Capitão Wayne (PSDB-GO).
Para o deputado, a proposta não tem o objetivo de cercear a liberdade dos veículos de radiodifusão, mas preservar crianças e jovens de "influências nefastas". Ele lembra que estudos demonstram que a exposição a cenas de violência tende a induzir as pessoas a adotarem comportamentos violentos.

O projeto prevê, em caso de descumprimento de suas determinações, a aplicação das punições previstas na Lei 4117/62, que instituiu o Código Brasileiro de Telecomunicações, nos termos da redação dada pelo Decreto-Lei 236/67.

Tramitação
Depois de ser analisado pela Comissão de Seguridade Social e Família, o projeto segue para as comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Posteriormente, vai ao plenário.







Informação: Agência Câmara

Finanças analisa isenção total de ICMS a jornais e livros

A Comissão de Finanças e Tributação está analisando, inclusive quanto ao mérito, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 244/05, do Senado, que concede isenção total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao papel de imprensa, aos livros e jornais e a outros periódicos.
Da autoria do senador licenciado e atual ministro da Previdência Social, Romero Jucá (PMDB-RR), o projeto foi encaminhado como uma antecipação da reforma tributária, que tramita na Câmara.

Isenção ampla
Embora a Constituição proíba impostos sobre livros, jornais, periódicos e papel destinado à impressão, essa isenção fiscal não é total, porque abrange apenas o valor agregado final dos produtos. O objetivo do projeto é estendê-la aos insumos e bens do ativo fixo.

O projeto, que está sendo relatado pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), altera a Lei Complementar 87/96, sobre o ICMS e a tributação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.

Tramitação
Sujeita à análise do Plenário, a proposta tramita em regime de prioridade e será analisada também pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.








Informação: Agência Câmara

Mais brasileiros para julgar peças inscritas em 2005

Evento estréia no próximo fim de semana com duas novas categorias: Titanium e Radio. O Brasil conseguiu aumentar, em relação ao ano passado, a presença de publicitários do País que estarão na bancada do júri do 52 Festival Internacional de Publicidade de Cannes (19 a 25), ajudando a decidir quais peças serão merecedoras da estatueta do leão. De acordo com Jackson Fullen, diretor do jornal O Estado de S.Paulo, representante do evento no Brasil, para 2005 foi indicado um número maior de publicitários, comparando com 2004. "Indicamos os nomes e depois começa uma negociação, porque não é possível ter dois profissionais da mesma rede julgando uma categoria", esclarece o executivo.

Ainda segundo Fullen, apesar de ser difícil apontar previsões para o Festival de Cannes, que este ano tem a agência Africa como patrocinador, o que nota-se é que existe uma expectativa otimista para que o Brasil consiga bons resultados no evento. Do País foram inscritas 2.198 peças, um salto de 11% comparando com o ano passado. O Brasil ocupa o terceiro lugar em número de inscrições, atrás de Estados Unidos e Alemanha e na frente de Inglaterra e Espanha, contando os cinco primeiros colocados. Segundo Fullen, somente o número de inscrições no total, contando todos os países, é recorde: 22.101, 18% a mais que em 2004. Do Brasil, não.

Duas novas categorias estréiam no evento deste ano: Titanium e Radio. Na primeira, o Brasil tem entre os jurados o publicitário Nizan Guanaes (presidente da Africa). Trata-se de uma nova oportunidade para valorizar as ações de marketing integrado. As peças que são inscritas precisam ter utilizado no mínimo três diferentes mídias. O Brasil concorre com quatro trabalhos, sendo um deles o da Natura, feito pela W/Brasil.
Outra grande novidade, que acompanha uma tendência de destaque no Brasil, é a presença do rádio como categoria a ser julgada. O País concorre com 63 peças. Descontando estas duas novas categorias, que não estavam no festival até o ano passado, o salto do número de inscrições brasileiras foi de mais de 7%. Já o festival como um todo, tirando Titanium e Radio, o crescimento foi de 12%.

"Por tudo o que vi até agora o Brasil deve manter-se entre os cinco países mais premiados", diz Átila Francucci, VP de criação da JWT e jurado na categoria Films, a coqueluche do festival. "Mesmo os países desenvolvidos esbanjando tecnologia, muitas vezes o pequeno detalhe, de idéias simples, é o que mais surpreende", considera a VP de mídia da Publicis Salles Norton, Maria Lucia Cucci, jurada na categoria Media Lions.

Um dos segmentos que esbanja disposição para apresentar bons trabalhos e ganhar prêmios é o de marketing direto. É o que diz Sidney Ribeiro, da agência Fábrica Comunicação Dirigida, este ano um dos membros do júri de Direct. "A referência é a boa idéia. No marketing direto é preciso considerar ainda criatividade na utilização das mídias e os resultados que o anunciante obteve", adianta o criativo.








Informação: Aesp/ Gazeta Mercantil Comunicação

Novo membro chega ao Conselho Consultivo da Anatel

A segunda vaga reservada ao Senado Federal no Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi preenchida pelo engenheiro Francisco Sávio Couto Pinheiro. Seu mandato vai até 16 de fevereiro de 2007. O conselho é o órgão de participação da sociedade nas atividades da agência. Os membros são designados por decreto presidencial para cumprir mandato, não remunerado, de três anos.

Os seus 12 assentos são distribuídos em seis representações com duas cadeiras cada. Com a designação de Pinheiro, que representa o Senado ao lado do economista Eustáquio Juvêncio de Lacerda, três continuam vagas. Ainda estão incompletas as representações dos usuários, das entidades representativas da sociedade e das classes das prestadoras. Estão completas as da Câmara dos Deputados, do Senado e do Poder Executivo.







Informação: Aesp/ Meio & Mensagem Acontece

Cai a confiança em jornais e noticiários de TV nos EUA

A confiança do público em jornais e noticiários de TV continua a cair na pesquisa Gallup feita todo ano nos Estados Unidos sobre o assunto. O total de americanos que têm muita ou alguma confiança em jornais caiu de 30% para 28% em um ano, o mesmo total registrado para TV. Desde 2000, os índices de credibilidade têm diminuído.

Outras instituições, no entanto, este ano também tiveram sua confiança abalada no país. Os índices de confiabilidade na presidência passaram de 52% para 44%; o Congresso teve a menor taxa em oito anos (22%). A credibilidade na Justiça também caiu.

Os militares lideram o ranking de confiança, com 74%, seguidos pela polícia (63%) e por organizações religiosas (53%).
No ano 2000, os jornais tinham a confiança de 37% dos americanos, segundo o Gallup. Os noticiários de TV tinham 36%. Hoje, 24% disseram ter muito pouca confiança nos jornais e 1% disse não ter nenhuma.









Informação: Aesp/ O Estado de S.Paulo Vida & - Mídia

Deputado reclama da demora nas outorgas de rádios comunitárias

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara vai promover nova audiência pública com o grupo de trabalho interministerial de Radiodifusão Comunitária. Representantes do grupo compareceram à comissão em 24 de maio, mas o autor do requerimento para a nova reunião, deputado João Mendes de Jesus (PSL-RJ), alega que naquele dia a maioria dos integrantes da comissão estava ausente, por não ter recebido em tempo a comunicação sobre a audiência. Os integrantes do grupo vão informar aos parlamentares a situação da radiodifusão comunitária no País. Segundo Mendes de Jesus, as emissoras são muito úteis à população, pois veiculam entretenimento e notícias específicas sobre o que acontece nas localidades.



O deputado defende que se discuta reclamação dos radialistas e das comunidades sobre a demora no processo de outorga de rádios. De acordo com ele, o tempo de espera causa prejuízos a quem quer trabalhar no segmento e à população, que muitas vezes tem a emissora comunitária como único veículo de comunicação e informação.



O grupo de trabalho é integrado por representantes dos ministérios das Comunicações, da Justiça, da Educação e da Cultura, além da Casa Civil, da Secom (Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica), da Secretaria-Geral e da Assessoria Especial da Presidência da República. A data da audiência pública ainda será marcada.







Informação: Coletiva.net