Contemplando temas como a origem e a formação das famílias do pampa gaúcho e a análise da relação do público brasileiro com a televisão serão lançados, hoje e amanhã, dois livros. Na Livraria Cultura do Shopping Bourbon Country (Túlio de Rose, 80), hoje, às 19h30min, o jornalista Delmar Marques lança "Os minuanos - O resgate das índias sagradas". O intuito da obra é reverter o processo de "esquecimento" articulado em torno dessa tribo que as sofisticadas pesquisas sobre o genoma gaúcho apontam como fundamental na formação das famílias rio-grandenses. Se cerca de 50% do DNA de ramos ilustres do povo rio-grandense são dessa população indígena que ocupava a região do extremo-sul do Estado, em torno da Lagoa Mirim, sua contribuição, segundo o autor, vai muito além da carga genética. "A tribo matricial e xamânica, comandada por um conselho de "viejas brujas" deixou um legado extraordinário em seus ensinamentos baseados no princípio do feminino", revela o autor. A partir do livro, Marques também produz um documentário sobre o papel das índias minuanas na filosofia de vida dos gaúchos do pampa.
E amanhã, na sala Multimeios do Santander Cultural (Sete de Setembro, 1028), a professora e pesquisadora da Unisinos Suzana Kilpp lança "Mundos televisivos" (ed. Armazém Digital), às 16h. A obra faz uma análise sobre identidades, programação e o imaginário gerado pela televisão no Brasil. São cinco artigos reunidos que dissecam a relação do público brasileiro com a televisão. Um glossário com os termos técnicos usados no livro acompanha a publicação. Além do lançamento haverá debate sobre o mesmo tema.
Informação: Sulrádio/ Correio do Povo
TV digital deve priorizar inclusão social, diz Hélio Costa
Na primeira audiência pública da Subcomissão de Cinema, Teatro e Comunicação Social para discutir a implantação da TV digital, realizada nesta quarta-feira (8), o presidente da Comissão de Educação (CE), senador Hélio Costa (PMDB-MG), defendeu a idéia de que o modelo a ser adotado pelo Brasil favoreça a interatividade e a inclusão social. Segundo ele, a TV digital não precisa operar inicialmente em alta definição, mas oferecer à população mecanismos que facilitem o acesso à educação e aos serviços virtuais disponibilizados atualmente pelos órgãos públicos.
- A TV digital oferece uma variedade tão grande de serviços que certamente vai produzir uma verdadeira revolução na comunicação de massa, como a verificada nos países desenvolvidos. Porém, na Europa como nos Estados Unidos, os sistemas são todos a cabo, enquanto que, no Brasil, o sistema a cabo representa menos de 10% da televisão. Então tudo tem que ser feito para a TV aberta. Precisamos saber, por exemplo, se as empresas vão promover a educação a distância e a interação comunitária, se vão oferecer informações sobre serviços públicos municipais e estaduais, além de dados sobre cadastros da Receita Federal e do SUS (Sistema Único de Saúde). Tudo o que o governo hoje oferece via Internet ele pode oferecer nesses canais da TV digital - disse o presidente da CE, à qual a Subcomissão é vinculada.
Para Hélio Costa, a escolha do modelo de TV digital a ser adotado pelo Brasil deve considerar as características sócio-econômicas do país, para que as adaptações a serem feitas na adoção do sistema não prejudiquem a população.
- As emissoras não precisarão inicialmente transmitir em alta definição toda a programação. Temos que nos adaptar à realidade e não se deve confundir TV digital com TV digital de alta definição (HDTV). TV em alta definição é coisa de rico. Evidentemente existem dificuldades de se encontrar o modelo entre os três sistemas amplamente conhecidos no mundo inteiro, que são o americano, o japonês e o europeu. Alguns são pelo modelo europeu. Existe uma preferência generalizada pelo modelo japonês, que oferece mais mobilidade através da telefonia celular e da transmissão de imagens. E muitos acham que deveríamos adotar um modelo único, partindo do Canadá até a Patagônia, justamente para facilitar a comunicação entre os países do continente - disse o senador.
Hélio Costa sugeriu que o governo concedesse vantagens às empresas fabricantes do equipamento que irá converter as imagens do sistema analógico para o digital. E que também fosse revista a legislação atual que impõe multa de 30% às indústrias que não incluírem bloqueadores de canal nos aparelhos televisivos de fabricação recente. Já o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) defendeu a adoção de um modelo de TV digital comum para todos os países da América do Sul.
Participantes da audiência pública divergem sobre modelo de TV digital
Durante a audiência pública que debateu a implantação da TV digital na Subcomissão de Cinema, Teatro e Comunicação Social nesta quarta-feira (8), o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, confirmou que a escolha do sistema a ser adotado pelo Brasil será anunciado em fevereiro do próximo ano. Segundo ele, o padrão a ser adotado pelo país levará em conta os interesses das empresas de comunicação, dos centros de pesquisa tecnológica e dos consumidores.
Já o consultor da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Fernando Bittencourt, criticou a demora na escolha do sistema de TV digital a ser adotado pelo país. Segundo ele, a indefinição acarreta perdas na vantagem competitiva dos setores da indústria do consumo, além de provocar prejuízos aos profissionais que se dedicam à produção de conteúdo audiovisual e de aplicativos. Bittencourt defende a adoção irrestrita da TV digital de alta definição (HDTV).
- O futuro é a TV digital de alta definição.
Deve-se valorizar a TV aberta e os prazos devem ser cumpridos. Enquanto os países desenvolvidos discutem o fim da TV analógica, o Brasil ainda discute a escolha do modelo de TV digital - afirmou Bittencourt. A posição do representante da Abert foi criticada pelo presidente da Comissão de Educação (CE, à qual a Subcomissão é vinculada), senador Hélio Costa (PMDB-MG), segundo o qual a implantação da TV digital no país deve ser feita por etapas distintas.
Já o diretor da área de componentes eletrônicos da Associação Nacional da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Fernando Guerra, acredita que a indústria nacional possui condições para a fabricação imediata dos componentes a serem utilizados pelo sistema, independentemente do modelo a ser adotado pelo governo.
- O desafio estará concentrado na produção do software. A escolha do padrão significa uma oportunidade para o remodelamento da indústria, reverterá o déficit do setor, formará capital intelectual e ajudará setores estratégicos na produção de softwares e semicondutores - afirmou Guerra.
Para o diretor da TV digital da Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Ricardo Benetton Martins, a interatividade será o ponto diferencial do modelo a ser adotado pelo Brasil em relação aos padrões utilizados por outros países. Durante a audiência pública, Hélio Costa lamentou a ausência do representante das empresas de telefonia celular ao encontro.
Informação: Aesp/ Jornal do Senado
TV digital deve estimular setor de semicondutores
A implantação da TV digital deverá possibilitar a instalação de um parque industrial destinado à fabricação de semicondutores — matéria-prima para produtos e tecnologias de ponta — no Brasil. A avaliação é do diretor da área de componentes da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee), Fernando Guerra. Ele participou ontem de audiência pública na Comissão de Educação do Senado que analisou o estágio dos estudos sobre o padrão da TV digital no país.
— A grande oportunidade da TV digital é ajudar na fabricação de semicondutores — afirmou Guerra.
Para instalar a indústria de semicondutores seriam necessários investimentos mínimos de US$ 1 bilhão. Segundo Guerra, todas as memórias usadas na TV digital já podem ser fabricadas no Brasil. Mas serão requisitados recursos para a fabricação de monitores de alta definição de cristal líquido.
O representante da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Fernando Bittencourt, defendeu que a TV digital a ser implantada no Brasil tenha alta definição e mobilidade.
O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, disse que recomendará a isenção de PIS/Cofins para a caixa conversora de sinais digitais para analógicos ( set-up box ). A isenção é importante porque no período inicial de implantação da TV digital os aparelhos serão muito caros e o consumidor poderá comprar apenas o set-up box . Já o senador Hélio Costa disse que as empresas de telefonia móvel terão que ser regulamentadas para exibirem programas de TV.
Informação: Aesp/ O Globo Economia
TV Digital pode ter benefícios fiscais
O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa, vai sugerir ao comitê gestor do Sistema Brasileiro de TV Digital que estude uma forma de dar incentivo fiscal aos aparelhos de conversão dos sinais digitais de televisão para analógicos. Esse conversor permitirá às pessoas continuar utilizando seu televisor analógico, mesmo que o sinal recebido pela antena seja digital. Além disso, o conversor será usado para a interatividade, possibilitando o acesso à internet. A idéia é dar isenção de PIS e Cofins.
Lustosa defendeu mais uma vez a utilização da televisão como instrumento de inclusão digital. Durante audiência pública da Comissão de Educação do Senado, reiterou a intenção do governo em considerar primeiramente a interatividade que a TV Digital pode proporcionar aos usuários.
A Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), ao contrário do governo, defendeu que o modelo brasileiro de televisão digital dê prioridade para a alta definição de imagens e sons, no lugar da interatividade. O consultor da Abert, Fernando Bittencourt, mostrou preocupação com a tendência de o governo brasileiro optar por um modelo mais barato, sem a possibilidade de alta definição. "É muito perigoso ter uma tecnologia exclusiva, que não existe no mundo. Isso pode prejudicar o consumidor", alertou.
Segundo Lustosa, até fevereiro de 2006, o Brasil definirá o modelo que será adotado no País, sob os aspectos social, econômico, cultural, regulatório e técnico. O governo passado estudava implantar no Brasil um dos três padrões de TV digital existentes no mundo: americano, europeu e japonês. O atual governo baixou um decreto presidencial em novembro de 2003, instituindo o Sistema Brasileiro de TV Digital. Os estudos da TV Digital que vêm sendo preparados pelo Ministério da Comunicações, em conjunto com a Fundação CPqD e universidades, serão apresentados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 10 de dezembro.
Informação: Aesp/ O Estado de S.Paulo Economia
Mackenzie testa padrões de TV digital para celular
O laboratório de TV digital da Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie iniciará em breve testes com dois padrões de radiodifusão de TV para celular: o coreano DMB-T e o europeu DVB-H (versão para terminais móveis do padrão europeu de TV digital, o DVB). A pesquisa terá entre seus parceiros a Samsung, que fornecerá aparelhos celulares, e uma emissora de TV, cujo nome ainda não foi definido. Serão usados chips da Texas Instruments habilitados para operar com os dois padrões. Um dos pontos mais importantes a ser testado é a adaptação desses padrões à canalização do sinal em 6 MHz feita no Brasil, explica Gunnar Bedicks, professor da Escola de Engenharia da Mackenzie. Segundo ele, o ideal, para o Brasil, seria conseguir colocar dentro de 6 MHz um canal de alta definição, outro de baixa e um terceiro para terminais portáteis – neste caso, a velocidade não poderia ser muito alta.
Outro aspecto a ser avaliado será a cobertura. A universidade tem uma unidade móvel que circulará por São Paulo testando a transmissão dos dois padrões.
Também será testada uma plataforma de DRM (digital rights management) para o controle de acesso ao conteúdo transmitido.
Vale ressaltar que a Mackenzie já testou o padrão japonês de TV digital, conhecido como ISDB-T, na transmissão para aparelhos móveis e o resultado foi positivo, segundo Bedicks.
A previsão é de que os testes durem cerca de 90 dias. Trata-se de uma nova etapa na pesquisa que a Mackenzie realiza desde 1998 com TV digital. A universidade também está envolvida no desenvolvimento do sistema brasileiro de TV digital.
Operação
A versão via satélite do padrão coreano, chamada DMB-S, entrou em operação há apenas um mês na Coréia. A responsável pela transmissão é a TU Media, uma subsidiária da SK Telecom, operadora celular líder no mercado coreano. Há grandes expectativas de que o DMB-S sirva para desafogar as redes celulares do país, hoje congestionadas com a transmissão de TV.
Nos EUA, a administradora de torres Crown Castle comprou espectro para oferecer broadcast usando DVB-H, mas ainda não tem data para o lançamento.
Existe ainda um quarto padrão de broadcast para celulares. Trata-se do MediaFlo, desenvolvido pela Qualcomm. Sua operação comercial tem lançamento marcado para outubro de 2006 nos EUA.
Informação: Aesp/ Tela Viva News
TV digital - França usará MPEG-4 em HDTV
O governo francês aununciou esta semana que optou pelo uso do padrão MPEG-4 de compressão de vídeo para a realização de todas as transmissões de HDTV em sua plataforma de televisão digital terrestre. O governo daquele país já havia anuciado em dezembro de 2004 que o padrão MPEG-4 deveria ser usados nos canais pagos de TV digital. O último anúncio estende a obrigação aos canais de sinal aberto. A decisão seria para liberar banda nas transmissões inclusive para transmissão móvel.
Informação: Sulradio/ Tela Viva News
Comunicado Abert - Inserções Estaduais - Rio Grande do Sul
Prezados colegas radiodifusores gaúchos,
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO - ABERT vem informar que o TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL determinou a veiculação de inserções estaduais, no rádio e na televisão, no próximo dia 10.06.2005 (SEXTA-FEIRA), no horário compreendido entre 19h30 e 22h, do partido abaixo destacado (com o respectivo tempo de duração):
- PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO - PMDB - 5".
Sem mais para o momento, restando à inteira disposição de V.Sªs. para quaisquer esclarecimentos, subscrevemo-nos.
Atenciosamente,
JOSÉ INÁCIO GENNARI PIZANI
PRESIDENTE
ALEXANDRE K. JOBIM
RODOLFO MACHADO MOURA
ASSESSORIA JURÍDICA
Comissão quer 60% do Fust fora do contingenciamento
Na discussão e votação realizada esta quarta, 8, das sugestões de emendas a serem apresentadas pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação da Câmara à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2006, a comissão aprovou uma proposta para que seja estabelecido o limite de 40% de contingenciamento do Fundo de Universalização de Telecomunicações (Fust). Com isso, haveria a garantia de que pelo menos 60% dos recursos do fundo, que nunca foram utilizados, pudessem estar livres para projetos. A proposta da comissão será agora encaminhada relator da LDO, deputado Gilmar Machado (PT/MG).
Segundo o deputado Walter Pinheiro (PT/BA), um dos autores da idéia, é importante garantir que os recursos do Fust estejam liberados da conta do superávit primário, até para que sejam menores as resistências do próprio governo a projetos que utilizem seus recursos. Pinheiro prepara uma proposta de mudança na lei do Fust para facilitar o uso de seus recursos. A novela do Fundo de Universalização de Telecomunicações é antiga e está atrelada a uma variável básica: com quase R$ 4 bilhões, o Fust tem grande peso no caixa do governo. Liberar o seu uso significa um movimento grande nos recursos do governo, o que é complicado de ser feito em tempos em que o discurso de forte ajuste nas contas públicas.
Informação: Aesp/ Pay TV News
Novas superintendências não aproveitam experiência atual
A Anatel vai mudar, e significativamente. O conselho diretor aprovou os nomes que ocuparão as 10 superintendências que serão criadas com a reestruturação da agência. Apenas dois superintendentes atuais foram aproveitados, e apenas um gerente foi promovido. A grande surpresa foi a exclusão do nome de Jarbas Valente, superintendente de serviços privados e um dos funcionários da Anatel mais cotados para assumir uma das novas posições. Ele chegou a ser convidado para uma das superintendências pelo próprio presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, assim como o assessor parlamentar do PT, Luiz Fernando Linhares. Ao que tudo indica, o conselheiro José Leite não conseguiu implementar seu projeto de colocar nomes experientes do próprio quadro da Anatel, com conhecimento do dia-a-dia das atividades e avaliados pela consultoria que trabalhou no projeto de reestruturação. Muitos dos nomes escolhidos pelo conselho são de fora ou, se já estão na agência, não têm funções gerenciais.
Elifas Amaral, aparentemente, não quis buscar o consenso do colegiado, como havia prometido, e decidiu submeter os nomes ao voto dos conselheiros. A maior parte dos nomes é de indicação do ex-presidente e conselheiro Pedro Jaime Ziller. A expectativa, obviamente, é que superintendentes e gerentes preteridos se sintam compelidos a deixar a agência, indo para a iniciativa privada.
A seriedade da situação não é pelos nomes escolhidos em si, que podem mostrar competência nas funções, mas sim pela promoção de uma mudança tão radical com substancial desperdício de know-how em um período crítico, em que questões cruciais como a implantação dos novos contratos de concessão e a revisão do modelo regulatório para as tecnologias convergentes estão na ordem do dia. Lembrando ainda que, com o recente concurso de pessoal, a Anatel está sendo inundada por centenas de novos funcionários em substituição aos antigos contratados, e estes novos quadros também entram sem experiência. Assumem as superintendências os seguintes nomes:
* Gestão do Modelo Regulatório - Milton Almeida Canabrava
* Gestão Econômica da Prestação - Ivo da Costa Prado
* Licitação, Habilitação e Licenciamento - Dirceu Baraviera
* Controle de Obrigações - Luiz Antônio Vale Moura
* Relações com Prestadoras - Amâncio Fernandes Pulcherio
* Gestão Interna - Marcelo Andrade Pimenta
* Administrativo-financeira - Hamilton Alvadia
* Defesa dos Direitos dos Usuários - Nilberto Diniz Miranda
* Recursos Escassos - Marcos Bafutto
* Fiscalização - Ara Apkar Minassian
Informação: Aesp/ Tela Viva News
Conar investiga campanhas para aposentados
A avalanche de campanhas publicitárias oferecendo crédito fácil para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) despertou, além da atenção do público-alvo, um sinal de alerta no Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar). O órgão instaurou processo para investigar denúncias contra as campanhas desse tipo de produto financeiro e, dentro de uma semana, deve dar o seu parecer sobre o caso - se o mesmo será arquivado ou dará origem a um processo ético.
Segundo o diretor-executivo do órgão, Ednei Narchi, o serviço de monitoria do Conar, responsável por acompanhar diariamente a propaganda brasileira, detectou o aumento expressivo de anúncios publicitários sobre crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) voltado a aposentados e pensionistas. Em seguida, vieram críticas do público contra alguns serviços, que foram acompanhadas pela imprensa, o que levou o Conar a iniciar, há cerca de duas semanas, a investigação.
"Estamos aguardando as manifestações de todas as empresas envolvidas na investigação e acredito que, na próxima semana, teremos um parecer", afirmou Narchi ao Meio & Mensagem Online, ressaltando que não pode dar mais detalhes por conta do sigilo que envolve esse tipo de encaminhamento.
O Conar chegou a receber duas denúncias - do senador José Jorge (PFL- PE) e do deputado estadual Gelson Merísio (PFL-SC) - contra as campanhas. "Mas nós já havíamos aberto processo investigativo quando as queixas chegaram", afirma Narchi. Entre os grandes anunciantes, estão os bancos Pine, Cifra, Panamericano, BGN e Cacique, conforme reportagem de 28 de fevereiro de Meio & Mensagem.
A iniciativa em conceder empréstimo consignado em folha partiu do governo federal que, por meio do INSS, cadastrou instituições financeiras. A celebração de novos convênios, no entanto, ficou suspensa por até 60 dias, desde o dia 27, devido a reclamações enviadas à Ouvidoria-Geral da Previdência contra os empréstimos. Conforme a Agência de Notícias da Previdência Social, os contratos vigentes e os que estão em tramitação continuam valendo, até que mudanças que melhorem a qualidade dos convênios sejam definidas.
Por Daniele do Nascimento Madureira
Informação: Aesp/ Meio & Mensagem Agência & Criação
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