O presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, confirmou a este noticiário que o Conselho Diretor deverá fazer mais uma tentativa de escolher os nomes dos superintendentes para dar prosseguimento ao processo de alteração no sistema de gestão da agência.
Elifas admitiu que está muito difícil o consenso entre os conselheiros, mas que este consenso deverá ser tentado até o final como forma de obter uma decisão mais forte para a agência. Elifas confirmou ainda que o conselho estuda a possibilidade de alterar no Regimento Interno o dispositivo que impede a profissionais que não tenham formação de nível superior a ocupação dos cargos de superintendentes. O presidente da agência disse que esta foi uma das propostas feitas pela consultoria que sugeriu a nova estrutura para a agência, e que ela poderá “não vingar”, uma vez que a lei não tem esta determinação: “o que estamos estudando especificamente é se o Conselho Diretor pode impor uma restrição que a lei não tem”, explicou Elifas.
A exigência de nível superior para o cargo de superintendente criava problemas para a indicação dos conselheiros que desejam trazer para a agência novos nomes, além dos que já são funcionários. Elifas confirmou também que, uma vez escolhidos os superintendentes, a idéia do Conselho é dar um prazo de até duas semanas para que estes formem suas equipes de gerentes, nomes que também deverão ser aprovados pelo Conselho Diretor. As declarações de Elifas foram feitas na manhã desta segunda feira, na aula inaugural, por ele proferida, no 5º Curso de Especialização em Regulação de Telecomunicações, promovido pela Universidade de Brasília – UnB, Anatel e União Internacional de Telecomunicações – UIT.
Informação: Aesp/ Tela Viva News
Conselho de Comunicação manifesta apoio a Fernando Morais
Em reunião nesta segunda-feira (6), o Conselho de Comunicação Social enviou um ofício à Mesa do Senado Federal em repúdio à decisão do juiz da 7ª Vara Criminal de Goiânia, que determinou busca e apreensão do livro Na Toca dos Leões, de Fernando Morais, por ofensa ao deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO). Na obra, Morais reproduz declaração de Gabriel Zellmeister, segundo a qual, se eleito presidente da República em 1989, Caiado teria um plano de esterilizar as mulheres nordestinas para acabar com a superpopulação no país. Em nota, o conselho classificou como censura a decisão do juiz, que proibiu, sob pena de multa, manifestações do autor e da editora sobre o assunto.
O colegiado debateu ainda o Projeto de Resolução nº 61/03, de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR), que normatiza o envio de demandas por parte dos senadores para o conselho. O projeto estabelece que o conselho somente atenderá a requerimento feito por meio das mesas das comissões ou do Plenário. Osmar Dias propõe ainda prazo máximo de duas reuniões para que uma matéria seja deliberada pelo colegiado.
Por entender que o conselho é órgão do Congresso Nacional, vários conselheiros argumentaram que o instrumento mais adequado para o estabelecimento dessas regras seria um projeto do Congresso, uma vez que, sendo do Senado, a aprovação do projeto não teria efeitos no âmbito da Câmara. O presidente do conselho, Arnaldo Niskier, elegeu três representantes para dialogar com o senador Osmar Dias a respeito do projeto.
Tomaram posse no conselho o representante das categorias profissionais de cinema e vídeo, Antônio Ferreira de Sousa Filho, e o representante da sociedade civil, Paulo Marinho. O conselho voltará a se reunir extraordinariamente em 30 de junho, para debater o regulamento de qualidade da TV a cabo e por assinatura. Também ficou marcada, para o dia 1.º de agosto, uma audiência pública sobre rádio comunitária.
Informação: Aesp/ Jornal do Senado
UE discute regras para novas mídias
Num mundo onde a televisão salta do tubo para os telefones celulares e a internet, funcionários europeus estão falando em ampliar também sua supervisão regulatória. A possível mudança levaria os reguladores da mídia européia a território desconhecido. Nos EUA, onde os reguladores estão reprimindo as transmissões "indecentes" pela televisão aberta, só agora os congressistas estudam dar-lhes autoridade similar sobre as difusões via cabo e satélite.
Na Europa, no entanto, a iniciativa para abrir novas frentes regulatórias parece motivada mais pela mudança tecnológica que por qualquer desejo de reprimir o comportamento impróprio. Já se foram os dias em que a mídia audiovisual era limitada a um punhado de canais de TV analógicos ou o cinema. A televisão digital - via cabo, satélite ou ondas aéreas terrestres - fornece dezenas ou até centenas de canais para mais de 20% dos lares europeus. Os telefones celulares oferecem filmes aos usuários a qualquer hora. Os serviços de vídeo sob demanda fornecem filmes ou programas de televisão via internet.
"As condições para a concorrência justa requerem uma posição neutra em relação às plataformas e entre elas", disse Viviane Reding, comissária européia para Mídia e Sociedade da Informação, num discurso feito recentemente. "Esta neutralidade deixará todos os provedores de serviços e conteúdo em pé de igualdade, garantirá uma base regulatória coerente e reforçará a segurança legal."
Embora os reguladores europeus já tratem o conteúdo da televisão via cabo e satélite como as transmissões abertas - diferentemente da atual abordagem dos EUA -, espera-se que a Comissão Européia apresente até o fim do ano propostas para estender a regulamentação do conteúdo para a nova mídia. Qualquer mudança exigiria a emenda da diretriz Televisão sem Fronteiras, uma medida da União Européia que estabelece regras gerais para a regulamentação da televisão nos 25 países do bloco.
A diretriz, adotada em 1989 e revisada sete anos depois, exige que os Estados membros garantam a separação entre a publicidade e a programação, restrinjam o discurso de ódio e protejam os menores, entre outras coisas, mas deixa a implementação a cargo de cada país.
Os padrões de "decência" já variam amplamente na UE. Na televisão italiana, por exemplo, mulheres escassamente vestidas lêem as "notícias" e saltitam em programas de variedades de maneiras que poderiam constranger os espectadores em lugares mais politicamente corretos, como a Grã-Bretanha.
Informação: Aesp/ O Estado de S.Paulo
O Plano Nacional de Combate à Pirataria
Quando da criação do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, ocorrida no ano passado, muito se especulou acerca de sua efetividade, pois se temia que, assim como o antigo Comitê Interministerial de Combate à Pirataria, o novo órgão pecaria pela inoperância. Entretanto, o lançamento do Plano Nacional de Combate à Pirataria afastou essa primeira impressão.
O plano apresenta 92 medidas para combater a pirataria no país e prevê a participação das três esferas de poder - Executivo, Legislativo e Judiciário - tanto no âmbito federal como no estadual e no municipal. Nesse sentido, pode-se afirmar que o governo federal atuará em três frentes distintas no combate à pirataria: a repressão à fabricação e comercialização dos produtos contrafeitos; a conscientização da população a respeito dos efeitos danosos da pirataria; e o melhoramento do ambiente econômico para os setores mais atingidos pela proliferação dos produtos contrafeitos.
O esboço do plano explicita um viés repressivo muito forte, e não poderia ser diferente. Atualmente, a pirataria movimenta R$ 56 bilhões no Brasil e somente no ano passado eliminou dois milhões de empregos formais, tendo causado ao Estado um prejuízo de R$ 8,4 bilhões na arrecadação de impostos.
Tanto é assim que o plano prevê a criação, em âmbito estadual, de órgãos especiais vinculados às Secretarias de Justiça dos Estados que coordenarão as ações da polícia, por meio de delegacias especializadas, com o auxílio do Ministério Público estadual e dos municípios-chave. Os municípios atuarão nessas ações como polícia administrativa, aplicando aos "piratas" sanções como multa, apreensão de materiais e cassação de alvarás de funcionamento.
O plano também criou no Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual um grupo que elaborará e acompanhará, no Congresso Nacional, as propostas para a alteração da legislação atual, a fim de emprestar maior efetividade às medidas de combate à pirataria. Uma das principais propostas é a que eleva as penas dos crimes contra a propriedade industrial (como marcas e patentes), previstos na Lei nº 9.279/1996, o que dará a esses crimes um tratamento isonômico em relação àqueles cometidos contra os direitos autorais (como obras literárias, artísticas ou científicas), previstos no Código Penal, modificado pelo Decreto nº 10.695/2003.
Dessa forma, a pena mínima para os crimes contra a propriedade industrial passará de seis meses para dois anos de detenção, e tais crimes deixarão de ser considerados de menor potencial ofensivo, o que justificava a possibilidade de aplicação das regras estabelecidas pela Lei nº 9.099/95 - a Lei dos Juizados Especiais - e o recebimento de diversos benefícios pelos contrafatores, tais como a transação penal e o sursis processual.
A pena mínima dos crimes contra a propriedade industrial passará de seis meses para dois anos de detenção
Outra modificação legislativa importante refere-se a uma pequena correção do Código de Processo Penal (artigo 530-D), que afastará o entendimento da obrigatoriedade de se realizar perícia em todos os produtos apreendidos, o que é fisicamente impossível, dado o volume de material pirata apreendido nas ações policiais e judiciais. Essa correção deixará claro que a perícia poderá ser realizada por simples amostragem.
Além da adoção de medidas repressivas, o governo federal atuará na conscientização da população a respeito dos efeitos danosos que a pirataria acarreta à iniciativa privada e ao próprio país, como, por exemplo, a ameaça dos Estados Unidos de excluir o Brasil do Sistema Geral de Preferências. Essa atividade de conscientização abrangerá também os integrantes do Poder Judiciário, mediante a realização de simpósios e congressos em que se destacará a importância da propriedade intelectual. Além disso, há a previsão da criação, em nível estadual, de varas especializadas em delitos contra a propriedade intelectual.
O conselho reconheceu, ainda, que a diferença de preço entre produtos originais e contrafeitos é um grande atrativo para a compra de produtos falsificados pela população, comprometendo-se a estudar a viabilidade de redução da carga tributária aos setores mais atingidos pela pirataria, como forma de lhes trazer maior competitividade, pois a desproporção de preços gera uma concorrência totalmente desleal.
Nota-se, portanto, que o plano de combate à pirataria é mais uma demonstração aos setores produtivos nacionais e à comunidade internacional de que o Brasil deseja enfrentar a pirataria. A implementação de todas as suas medidas - tanto na repressão das atividades ilícitas como na conscientização da população e na diminuição da carga tributária - fará com que haja um ambiente propício aos investimentos produtivos e reduzirá um problema que assola todos os países do mundo, em maior ou menor grau.
Sem dúvida, o esboço do Plano Nacional de Combate à Pirataria apresentado pelo conselho retrata um posicionamento sólido do Brasil perante as reclamações apresentadas no cenário internacional quanto à defesa dos direitos de propriedade intelectual. O êxito desse plano está na eficiência da aplicação do trinômio conscientização, repressão e justa prestação estatal.
Artigo Publicado no Jornal Valor Econômico na Seção Legislação & Tributos
Fonte: Ministério da Justiça
Encontro mundial sobre inclusão digital começa hoje
O uso do software livre e da tecnologia da informação nos parlamentos de diferentes países serão alguns dos assuntos debatidos na 3ª assembléia geral da Associação Internacional de Parlamentares para a Tecnologia da Informação (Ipait) que começa nesta segunda-feira (6) na Câmara. Até o dia 8, deputados e senadores de vários países estarão em Brasília para discutir o papel da tecnologia no desenvolvimento social e econômico.
O tema do evento - "As Tecnologias da Informação a Serviço da Inclusão Social" - foi dividido em três painéis: Instrumentos de Inclusão Digital, Financiamento das Iniciativas de Apoio à Inclusão Digital e Inclusão Digital: o Papel do Poder Público e do Parlamento.
A primeira reunião do comitê preparatório da Assembléia acontece neste domingo (5). A partir da segunda-feira, além dos painéis com especialistas no assunto, serão realizadas sessões plenárias para apresentação das experiências e iniciativas dos países-membros. Entre os conferencistas confirmados estão o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso, que participa da sessão de abertura; o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, que participa das discussões sobre inclusão digital; o vice-presidente e chefe do Grupo de Soluções de Informações do Banco Mundial, Mohamed Muhsin; o diretor das áreas Industrial e de Comércio Exterior do BNDES, Armando Mariante Carvalho; o secretário-executivo de Governo Eletrônico do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna; e o jurista Ives Gandra Martins Filho.
Informação: Agência Câmara
Câmara aprova cinco concessões de radiodifusão
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na terça-feira (31) cinco projetos de decreto legislativo que autorizam ou renovam concessões de serviços de radiodifusão em vários estados. As propostas, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, serão agora analisadas pelo Senado Federal.
As concessões são as seguintes:
CEARÁ
Associação de Radiodifusão Comunitária para o Progresso de Triunfo - Nova Olinda
MINAS GERAIS
Associação Comunitária de Radiodifusão em Raposos - Raposos
Associação Rádio Comunitária Tombos Sonora - de Tombos
PARANÁ
Rádio Nilson de Oliveira Ltda. - Ponta Grossa
SÃO PAULO
Rádio Vale do Tietê de Salto Ltda. - Salto
Informação: Agência Câmara
Rádios poderão ter de transmitir sessões das câmaras
As rádios poderão ser obrigadas a transmitirem as sessões das câmaras municipais das cidades onde estejam sediadas. A regra vale para municípios que tenham até 200 mil habitantes e está prevista no Projeto de Lei 5082/05, apresentado à Câmara pelo deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL). O texto determina ainda que, em municípios com mais de uma emissora, a transmissão seja revezada.
Segundo o autor, a proposta tem como objetivo criar o diálogo entre a população e as câmaras de vereadores. "O eleitorado passará a acompanhar o comportamento dos vereadores e terá mais discernimento na escolha de seus candidatos", defende Carimbão.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, está na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, onde aguarda designação do relator. Em seguida, seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Informação: Agência Câmara
Rádio e TV podem ter de veicular campanhas antidrogas
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na última quarta-feira (1), o Projeto de Lei 1492/03, de autoria do deputado Ronaldo Vasconcellos (PTB-MG), que obriga emissoras de rádio e televisão a transmitir gratuitamente campanhas antidrogas elaboradas pelo governo.
Segundo o projeto, as emissoras terão que destinar cinco minutos de sua programação diária para a veiculação das campanhas, entre 7 horas e 22 horas.
Na opinião do autor, esses veículos já se mostraram eficientes no combate ao uso dessas substâncias pela população. "Os meios de comunicação têm grande penetração em todas as camadas socias, mas são pouco utilizados pelo poder público porque o custo de veiculação é muito alto", ressalta.
O deputado acrescenta que as emissoras devem contribuir para a realização de programas governamentais voltados para a melhoria das condições de vida da população.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e segue ainda para as comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Informação: Agência Câmara
País terá 63 anúncios de rádio em Cannes
O País terá uma participação importante no primeiro ano em que o Festival Internacional de Publicidade de Cannes vai premiar peças criadas exclusivamente para o rádio. Nem era para menos. O Brasil acompanhou a II Guerra Mundial e os discursos dos governantes nos anos 40 e 50 pelas ondas do rádio, que consagrou ídolos da canção e inovou com as radionovelas - o embrião das atuais telenovelas.
O Brasil levará na bagagem 63 peças publicitárias para o rádio, enquanto a Inglaterra, líder no número de inscrições, terá 84 trabalhos. A inclusão da modalidade rádio na premiação foi decorrente exatamente do movimento das agências de publicidade inglesas que, fugindo da concentração dos canais de televisão em poder do milionário das comunicações Rupert Murdoch, buscaram no rádio uma forma de veicular as informações dos clientes.
A Alemanha, onde o rádio também tem grande influência nas decisões de consumo, inscreveu 79 trabalhos. A surpresa ficou por conta da África do Sul, onde o rádio tem grande importância no interior do país, que está levando 81 trabalhos a Cannes.
O grande desafio dos jurados, como o brasileiro Lula Vieira, será entender os efeitos desse tipo de campanha em diferentes línguas e sons. Vieira, que é dono de um vasto acervo da propaganda brasileira, está otimista com a participação do País, que criou slogans e jingles memoráveis para o rádio. Ele reconhece, porém, a dificuldade de entendimento que algumas peças radiofônicas possam ter.
Talvez seja essa preocupação que levou países como o Japão a inscrever apenas 20 peças. Uma situação ainda mais visível no caso de Hong Kong, que inscreveu apenas um trabalho para concorrer na categoria que faz sua estréia no festival, com início marcado para dia 18.
Informação: Aesp/ O Estado de S.Paulo Economia
Conselho de Comunicação deve ampliar temas de estudos
O Conselho de Comunicação volta a se reunir na próxima segunda-feira (6) para ampliar os temas de estudos de suas comissões. Atualmente, o colegiado possui cinco comissões de trabalho: regionalização da programação, tecnologia digital, radiodifusão comunitária, tv a cabo e concentração na mídia. Consta também da pauta da reunião, entre outros tópicos, discussão sobre a lei geral de comunicação social eletrônica. A reunião acontecerá a partir das 14 horas, na sala 2 da ala senador Nilo Coelho.
O Conselho de Comunicação é um órgão auxiliar do Congresso Nacional, composto por representantes da sociedade civil, de empresas de rádio, televisão e jornal, dos jornalistas e dos artistas.
Informação: Agência Senado
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