Brasil leva 11% mais anúncios a Cannes

As agências de publicidade brasileiras inscreveram 2.198 peças para concorrerem aos prestigiados leões do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, entre os dias 19 e 25 de junho. O número de inscrições cresceu 11% em relação ao ano passado, quando foram levados 1.978 trabalhos.

A agência Almap/BBDO, que tem no comando de criação o publicitário Marcello Serpa, é a que leva mais peças na bagagem, um total de 301 trabalhos, seguida da Y&R, de Sílvio Mattos e Roberto Justus, com 199, e 181 da DM9DDB, agência hoje comandada por Sérgio Valente e que tem como acionista controlador o grupo Ypy, de Nizan Guanaes e Guga Valente.
Com esse número de inscrições, o Brasil ocupará a terceira posição em número de trabalhos inscritos, num ranking que é liderado pelos Estados Unidos, com 3.046 peças e pela Alemanha, com 2.313 trabalhos. No ano passado, apesar do número menor de inscrições, o País ocupou a segunda posição, depois dos EUA, mas está à frente de Inglaterra (4.ª posição), da Espanha (5.ª) e da própria França (6.ª) e do Japão (7.ª).

O Brasil, porém, é líder em inscrições de peças que concorrem aos leões de Press & Outdoor (impressos), com 1.485 trabalhos, à frente da Alemanha (1.380) e dos Estados Unidos (1.037). Na categoria Cyber, que terá pela primeira vez um brasileiro como presidente do júri, P. J. Pereira, o País é o segundo que mais inscreveu trabalhos, registrando 320 inscrições, perdendo apenas para os Estados Unidos, com 418 trabalhos.
Na categoria filmes, a que arrebata as atenções do público que lotas as salas de projeção do suntuoso Palais des Festivals de Cannes, o Brasil tem 202 inscritos diante dos 1.144 dos EUA, 415 da Inglaterra, 328 do Japão, 262 da Alemanha e 227 da Espanha.

Na nova categoria Lions Titanium, que premiará, a partir de agora, campanhas integradas e que fazem uso de várias mídias, o País leva apenas 4 trabalhos, enquanto os Estados Unidos concorrem com 43 e a Inglaterra com 23.












Informação: Aesp/ O Estado de S.Paulo

Ancinav - Gilberto Gil afirmou que a Lei das Comunicações vai ocorrer "quando tenha de ocorrer"

O ministro Gilberto Gil afirmou ontem que a Lei das Comunicações vai ocorrer "quando tenha de ocorrer". "Ela vai ocorrer quando a sociedade brasileira estiver madura para isso, quando os atores do setor entenderem que mercado regulado é a dimensão civilizada mais adequada."

"Mas você me pergunta: "Quando a sociedade estará amadurecida para isso? Quando a Rede Globo vai entender? Quando é que as televisões vão se entender com a telefonia? Quando é que o cinema vai se entender com a televisão?". E eu digo: o que o ministério tem a ver com isso?", perguntou. "O governo disse que a Ancinav [Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual] prosseguia. Todas as iniciativas no sentido de dar a ela uma feição fiscalizadora e fomentadora prosseguiam. Para isso, inclusive, gestões começaram a ser feitas, junto ao Ministério da Fazenda, para a criação de um fundo de fomento. As ações fiscalizadoras seriam estabelecidas utilizando todo o formato da Ancine, já que ela seria a base para a ampliação da agência do cinema para o audiovisual."

"As questões de regulação polêmicas, cuja discussão mais ampla estava sendo reivindicada por vários setores, essas, sim, seriam remetidas a uma lei, já que um dos maiores argumentos dos detratores da Ancinav era o fato de ela se antecipar à existência de uma lei e que, portanto, o governo daria a uma agência o dever de regular sem a existência de uma lei." "Foi um recuou de ajuste, para atender a ponderações que estavam sendo feitas.

Uma delas, que deve haver um marco regulatório estabelecido em lei, que seria o marco legal para essa regulação. O presidente da República achou que era um argumento razoável e a recomendação foi exatamente que bifurcássemos o processo, continuássemos a fazer a Ancinav, fomentadora e fiscalizadora, e propuséssemos a criação da Lei das Comunicações para dar esse respaldo legal a esse processo regulatório."








Informação: Aesp/ Folha de São Paulo



Produções para cinema e TV mais fortes no exterior

As exportações de produtos audiovisuais das produtoras independentes brasileiras de TV, como novelas, telefilmes, seriados e documentários, alcançaram mais de US$ 7,75 milhões no último ano, superando em as expectativas iniciais de US$ 6 milhões até maio de 2006. Estas previsões são fixadas pelo Projeto Setorial de Promoção e Exportação, primeiro projeto de exportação do audiovisual na área de serviços. Trata-se de uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de TV (ABPITV) e do governo federal, por meio da Apex e Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura, além do Sebrae e da participação da rede pública de TV, representada pela TVE Brasil.

O projeto foi lançado em junho de 2004, durante o Fórum Brasil de Programação e Produção - um dos mais importantes encontros nacionais do mercado de produção audiovisual e negócios da TV e que terá sua sexta edição a partir de amanhã em São Paulo. "Estes valores são resultado da participação dos associados em importantes eventos como: Sunny Side of the Doc, Mipcom, entre outros", conta Marco Altberg, presidente da ABPITV.

O tema será novamente discutido no segundo dia do fórum, que este ano vai debater as oportunidades do mercado externo para a produção audiovisual de cinema e TV.

"A ABPITV e seus parceiros comemorarão no 6 fórum este primeiro ano do projeto. Há muito o que se alcançar, mas estes resultados já mostram que o Brasil está sendo reconhecido internacionalmente na área audiovisual." Os principais países que importaram produções audiovisuais brasileiras foram Chile, França, Kuwait, Itália, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Japão, Polônia, México, Áustria, Portugal e Suécia.

"O mercado existia, o que não existia era uma ação integrada para alcançá-lo", afirma Altberg, que diz que até a formatação do projeto as exportações brasileiras das produtoras independentes eram esparsas. "Hoje vivemos um outro momento, o País está mais organizado em suas exportações e o audiovisual é um dos produtos de qualidade que podemos vender no exterior", analisa.

Para Altberg as produtoras independentes brasileiras vivem, hoje, um outro momento, estão mais fortalecidas. "Ao contrário dos outros países, no Brasil a produção de TV é feita pelas próprias emissoras. Agora é que as produtoras independentes de fato criaram força."

Fernando Dias, vice-presidente da ABPITV, que está à frente do projeto de exportação, conta que os produtos vendidos são os mais diversificados, desde produções já prontas como a novela "Metamorfose", produzido pela Teleimage e exibida pela Rede Record , que já iniciou uma carreira solo no exterior, até desenhos animados e co-produções como as que a Grifa executa com algumas empresas francesas.

Uma delas é uma série de paleontologia sobre a preguiça gigante da selva brasileira co-produzida com a Gedeon e outra com a também francesa Marathon, sobre a cidade abandonada de Fordlandia, no Pará. Trata-se de uma série de quatro cidades fantasmas do mundo em que o Brasil participa com um dos episódios.
Segundo Dias, há muito mercado para desenhos animados. "Com o nosso produto mais conhecido lá fora, o Brasil também começa a receber equipes de produtoras do exterior que querem usar nossa mão-de-obra e infra-estrututa das produtoras brasileiras. As exportações tornaram nossa qualidade conhecida e há também a questão de nossos preços serem compatíveis em razão das diferenças cambiais", explica. "As produtoras canadenses, por exemplo, realizam muitos sitcons para a TV americana usando locações e produtoras de países como o Brasil, o que representa bons negócios."

O 6 Fórum Brasil de Programação e Produção, que acontece entre amanhã e quarta-feira, é realizado pela Converge Eventos e pelas revistas segmentadas Tela Viva e Pay-TV e vai reunir no ITM Expo, em São Paulo, durante seus dois dias, os principais executivos e líderes da TV aberta, TV por assinatura, produtoras audiovisuais, agências de publicidade e anunciantes, fornecedores de tecnologia, governo e analistas de mercado.

Em sua sexta edição, o fórum vai explorar o futuro da TV em quatro fronteiras: geográfica, tecnológica, negócios e linguagem. "Serão discutidos limites e perspectivas e como cada elo da cadeia de produção e distribuição de conteúdos audiovisuais pode se beneficiar e ampliar seus negócios e receitas", diz Altberg. Os principais executivos do mercado audiovisual vão discutir ainda "As novas fronteiras da televisão".





(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Regina Neves)

Bagé - Exposição A voz do rádio mostrará raridades

A Secretaria Municipal de Cultura abrirá, no próximo dia 3, às 19h, a exposição "A voz do rádio". O evento reunirá diversos aparelhos radiofônicos, como o Capelinha, um dos primeiros que chegaram a Bagé, usado para ouvir as famosas radionovelas da época. Outras raridades entre as mais de 80 peças selecionadas para a mostra são um rádio da marca Telefunken, utilizado pelos oficiais nazistas do 3º Reich durante a Segunda Guerra Mundial, e os populares Philips, fabricados nos anos 60, com receptores portáteis transistorizados.

A exposição vai resgatar um pouco da radiofonia bajeense e documentar a paixão dos colecionadores. Textos recordarão a trajetória das rádios Clube, Difusora e Cultura. O evento tem diversos apoiadores, como a Faculdade de Comunicação Social da Urcamp e o colecionador Luiz Wagner Machado Veiga. Para a abertura, foram convidados radialistas da cidade.
A Secretaria Municipal de Cultura abrirá, no próximo dia 3, às 19h, a exposição "A voz do rádio". O evento reunirá diversos aparelhos radiofônicos, como o Capelinha, um dos primeiros que chegaram a Bagé, usado para ouvir as famosas radionovelas da época. Outras raridades entre as mais de 80 peças selecionadas para a mostra são um rádio da marca Telefunken, utilizado pelos oficiais nazistas do 3º Reich durante a Segunda Guerra Mundial, e os populares Philips, fabricados nos anos 60, com receptores portáteis transistorizados.

A exposição vai resgatar um pouco da radiofonia bajeense e documentar a paixão dos colecionadores. Textos recordarão a trajetória das rádios Clube, Difusora e Cultura. O evento tem diversos apoiadores, como a Faculdade de Comunicação Social da Urcamp e o colecionador Luiz Wagner Machado Veiga. Para a abertura, foram convidados radialistas da cidade.








Informação: Sulrádio/Correio do Povo

TV digital - ATSC traz especialistas para demonstrar padrão

Nos dias 2 e 3 de junho especialistas apresentarão em um evento nas dependências do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento) em Campinas, as vantagens do padrão americano de TV digital para modulação e transmissão. O encontro dá continuidade aos debates realizados nos dias 24 e 25 de maio, que reuniu especialistas do setor para tratarem de serviços de vídeo interativo e aplicações de transmissão de dados. Segundo o consórcio defensor do padrão norte-americano, o ATSC Forum, os eventos ocorrem por uma solicitação da Anatel para que o consórcio demonstre no país serviços e aplicações interativos de DTV.

O primeiro evento contou a participação do Dr. Young Moo Lee, vice-diretor do Ministério de Informação e Comunicação da Coréia do Sul; representantes do Electronics and Telecommunications Research Institute (ETRI) da Coréia, do Korean Broadcasting System, da LG Electronics, da Triveni Digital, da Associação de Emissoras Americana de TVs Educativas, e da CBC.









Informação: Sulrádio/ Tela Viva News

Anatel muda para refletir nova realidade do setor de comunicações

A escolha de novos superintendentes para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está causando disputas cercadas de interesses políticos e criou divisões entre os conselheiros do órgão regulador, mas o que está por trás da definição de nomes é um amplo processo de reestruturação da agência. A reorganização está praticamente pronta. O novo perfil já foi desenhado e as pessoas foram treinadas. Para ser implementado, falta o conselho-diretor bater o martelo em torno dos ocupantes das dez novas superintendências.

A votação em torno de lista tríplice com os nomes dos novos titulares indicados deveria ter ocorrido na última quarta-feira. A votação foi adiada a pedido do presidente da agência, Elifas Gurgel. O pomo da discórdia é que alguns conselheiros defendem a escolha de técnicos (entre eles os que já fizeram carreira na agência) e outros trazem nomes de fora (o que refletiria pressões partidárias).

Apesar da disputa, o processo de reestruturação da Anatel vem de longe. Já saiu da consulta pública, quando recebeu mais de mil contribuições. Agora, o regimento interno está para ser concluído. O processo começou em 2002, quando a consultoria Accenture ganhou a concorrência para propor um novo perfil organizacional para o órgão regulador. Desde então, foi realizado um redesenho de processos e métodos de trabalho. Em 2004, os técnicos passaram por treinamento.

Uma das propostas é proporcionar maior agilidade, pois a Anatel vem sendo acusada de lentidão nas análises. Mas a reestruturação visa, também, prepará-la para um novo momento do setor de telecomunicações, em que as mudanças tecnológicas alteram o perfil da atividade. Outra intenção é levar em conta o desempenho econômico das empresas, entendendo o modelo de negócios e a dinâmica de custo e receita de cada operadora que a agência está regulando.

O sócio-diretor da Accenture, Petrônio Nogueira, que comandou a equipe responsável pelo redesenho da Anatel, explica que as superintendências, atualmente divididas por serviços (uma voltada para a telefonia fixa e outra para a móvel, por exemplo), não atendem mais às necessidades do setor uma vez que está aí a chamada convergência. Neste cenário a realidade mostra que não se pode mais dividir serviços móveis e fixos, pois a tendência é cada vez mais a união de interesses por atividade e não serviços.

Ele esclarece que a nova estrutura foi pensada também a partir da dinâmica de mercado, ampliando a capacitação dentro da agência para uma maior análise econômica das decisões e não apenas técnica. Como explica Ricardo Distler, também da Accenture, uma das novidades é a capacidade de analisar qual a implicação que uma relação de oferta e demanda traz para a atuação do órgão regulador.

"Um exemplo é se o país vai continuar crescendo. Isso vai implicar num aumento da demanda por serviços. E a mudança no perfil dessa demanda gera reações do lado da oferta em termos de maior ou menor consolidação de mercado e também com relação as estratégias das empresas", analisa Distler.

Com as mudanças, a Anatel passa a ser menos hierarquizada. A nova estrutura passa a contar com dez superintendências que passam a focar o setor de forma mais abrangente: gestão do modelo regulatório, gestão econômica, habilitação, controle de obrigações, relações com prestadoras, direitos do usuário, recursos escassos, fiscalização, gestão interna e administrativo-financeira.

Hoje, a estrutura conta com seis superintendências divididas por serviços: serviços públicos, serviços privados, comunicação de massa, radiofreqüência e fiscalização, universalização e administração geral.

Heloisa Magalhães Do Rio








Informação: Sulrádio/ Valor Online

Clipping Abert de Radiodifusão

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES

SECRETARIA DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA

PORTARIA Nº 179, DE 25 DE MAIO DE 2005

O SECRETÁRIO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA DO MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o que consta do Processo n° 53528.000709/2002, resolve: Aprovar o local de instalação da estação e a utilização dos equipamentos da UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL, concessionária do Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens, com fins exclusivamente educativos, no município de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, utilizando o canal 48E, classe A.


SERGIO LUIZ DE MORAES DINIZ

Depois do CFJ, os conselhos municipais

Depois da tentativa frustrada de criar um conselho federal para os jornalistas, eis que o governo federal surge com uma nova idéia: criar conselhos municipais de comunicação. A idéia básica é constituí-los por meio do voto da sociedade municipal, conferindo-lhes a responsabilidade de discutir a produção do conteúdo local a ser veiculado pelos canais que utilizarem o serviço de retransmissão de televisão institucional (RTVI) e criar regras e fiscalizar o funcionamento das rádios comunitárias.

De acordo com o assessor especial da Casa Civil para Assuntos de Comunicação, André Barbosa, o governo federal tem dificuldades em fazer esse tipo de fiscalização. "O governo teria que ter braços muito longos. Também teria que usar todas as delegacias do Ministério das Comunicações e da Anatel. Em outros países, é o conselho municipal que define, por exemplo, quem vai conseguir a concessão pública". No Brasil, só o Ministério das Comunicações pode autorizar e fiscalizar o funcionamento das rádios comunitárias.

O Decreto-Lei 5.371, editado pelo governo Lula no dia 18 de fevereiro deste ano, ainda prevê que os canais locais retransmitirão sinais de sons e imagens de estações geradoras de serviço de radiodifusão da União. Isso quer dizer que cada canal retransmissor terá 85% do tempo preenchido pela programação da Radiobrás ou pelas TVs Câmara e Senado. Os 15% restantes serão destinados à geração de conteúdo institucional e comunitário, produzido pelas representações municipais dos três poderes (câmaras dos vereadores, prefeituras municipais e Judiciário) ou ainda por associações comerciais, igrejas, movimentos populares, ONGs e outras instituições.

André Barbosa não faz previsão quanto ao prazo de início das atividades do conselho municipal. "As propostas devem seguir da Casa Civil para a Presidência da República, e é a decisão do presidente que definirá o tempo. A gente espera que seja o mais rápido possível", afirmou ele ao Comunique-se.

Segundo o assessor, cidades como Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e Campinas já contam com conselhos municipais de comunicação, criados por iniciativa do próprio prefeito ou por movimentos sociais locais com o apoio, afirmou ele, do PT. "Alguns deram resultados, mas temos que evoluir mais. Outros, infelizmente, não chegaram nem a ser regulamentados", admite Barbosa.

Perguntado se a idéia poderia gerar manifestações semelhantes às que a proposta do Conselho Federal de Jornalismo gerou, ele respondeu: "É provável que a gente tenha aqueles que vão estar a favor e aqueles que vão estar contra. Essa discussão faz parte do processo. Há muitos conflitos para serem trabalhados. E esses conflitos vão gerar satisfações e insatisfações. O que precisa mesmo é ter discussão, com representatividade e equilíbrio".

O assessor ressaltou que o governo pretende abrir o debate com a sociedade civil sobre o assunto e que a proposta garante ao Ministério Público plena autonomia para avaliar as ações dos conselhos municipais de comunicação. Adiantou ainda que o governo estuda a destinação de recursos com o objetivo de possibilitar que os municípios disponham de meios para apoiar a produção cultural local e arcar com a estrutura administrativa exigida pelos conselhos.

(*) Da equipe da Oficina da Palavra









Informação: Sulrádio/ Comunique-se

ABERT quer tirar do ar Comunitárias que comercializam propaganda

A ABERT reiterou ao Ministério das Comunicações a necessidade de revogação, conforme expressa disposição legal, das autorizações concedidas para execução do Serviço de Radiodifusão Comunitária de entidades reincidentes na prática de veiculação de propaganda e publicidade comercial.

Em ofício encaminhado no último dia 17, a ABERT requereu, especificamente, a revogação das autorizações concedidas as entidades Associação Comunitária de Amigos Cafelândia - ACAFE (multada já quatro vezes por veiculação de propaganda e publicidade comercial) e Associação de Radiodifusão Comunitária de Catalão (penalizada três vezes somente neste ano de 2005).

No tocante a emissora comunitária de Cafelândia (PR), a mesma foi objeto de denúncia formulada pela ABERT em junho de 2003, época na qual já fora requerida a revogação da autorização para execução do RadCom pela prática reiterada de transmissão de propaganda e publicidade comercial.








Informação: Sulrádio/ Abert

Rádios comunitárias em pauta em Brasília

Encarregado de estudar a situação da radiodifusão comunitária no país, o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) recebeu na última semana sugestões dos integrantes da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. O grupo vai apresentar um diagnóstico e propor medidas para levar as rádios comunitárias às localidades mais afastadas dos grandes centros.

Formando por representantes dos ministérios das Comunicações, da Justiça, da Educação, da Cultura, da Casa Civil, da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e da Radiobrás, o grupo está fazendo um estudo comparativo com a situação do setor na América do Sul e na Austrália, focando temas como a outorga de rádios comunitárias, divulgação de serviços, formas de elevar os serviços a localidades afastadas dos grandes centros, capacitação e mecanismos de treinamento.

Entre as propostas apresentadas na última semana estão a de que a fiscalização da Polícia Federal em rádios comunitárias seja menos violenta, além da necessidade de aumento na potência das emissoras desse segmento.








Informação: Sulrádio/ Agência Câmara