Radiodifusão será preservada em lei de comunicação, diz Casa Civil

André Barbosa, assessor da Casa Civil responsável pelo projeto de Lei de Comunicação Eletrônica em gestação no Executivo, foi enfático ao afirmar que todos os contratos serão mantidos e que a radiodifusão será respeitada na elaboração da nova lei. Ele disse que havia um discurso que afirmava que eles (governo) enxergavam a radiodifusão como um grupo mantenedor de poder e que exacerbava o uso deste poder, o que, segundo ele, é absurdo. "Os radiodifusores há 83 anos (contando o rádio) vêm produzino e mantendo a cultura nacional. Em qualquer discussão, daremos toda a atenção à manutenção destes empresários", afirmou durante sua apresentação no último painel desta terça-feira, 31, no Fórum Brasil de Programação e Produção, que acontece até esta quarta, dia 1º/6, em São Paulo.

Inexorável

Também presente ao painel, o diretor da Ancine Manoel Rangel disse que as preocupações da televisão são legítimas face às mudanças tecnológicas, mas que os debates devem ser de interesse de toda a sociedade, que deve decidir como o Brasil deve lidar com a questão da convergência. "O progresso é inexorável", afirmou. "Temos que decidir se vamos esperar o fato consumado ou se vamos agir antes que ele aconteça", completou.
Ele lembrou que o projeto também deve atender a "demandas históricas" da sociedade, como a capacidade de produzir e distribuir seu conteúdo.

Globo dentro

O representante da Globo no debate, o vice-presidente de relações intitucionais, Evandro Guimarães, lembrou que a radiodifusão sofre uma enxurrada de "mais de 200" projetos em tramitação no Congresso, e que é natural que as empresas trabalhem para reduzir seu nível de incertezas. Ele diz que ainda não tem havido diálogo produtivo com o governo em relação ao projeto de uma legislação de comunicação, mas elogiou a proposta de um fórum com a participação de todos os interessados para discutir a proposta. Questionado sobre a disposição da Globo em participar de um "pacto", em que cada agente do setor estivesse disposto a abrir mão de alguma coisa em nome de uma política que beneficiasse todo o setor, Guimarães disse ser difícil responder sem saber do que teria que abrir mão. "Se for abrir mão do nosso modelo, de poder oferecer um serviço gratuito, para toda a população, como é a radiodifusão hoje, a resposta é não", afirmou.

Para Evandro Guimarães, hoje não há "troca de calor" suficiente para uma lei de comunicação e talvez um bom caminho para que isso aconteça seja começar a discutir e valorizar os pontos positivos da televisão.

Teles

"O modelo do broadcast tem que ser revisto, bem como o das telecomunicações, pois ambos enfrentam grandes desafios tecnológicos que se sobrepõem à vontade das empresas", afirmou no mesmo painel André Bianchi, diretor de desenvolvimento de negócios da Telemar.

Ele afirmou que a intenção da tele (e que foi foco de grandes preocupaçoes das televisões nos debates ao longo do dia) não é produzir conteúdo, mas distribuí-lo. "Não vamos competir com a Globo, não é nosso business. Aliás, adoraria ter a Globo como parceira", afirmou. Segundo ele, a entrada das teles no mercado de vídeo poderia acabar com a estagnação da TV por assinatura. "Produtores e distribuidores juntos têm potencial para uma parceria em que todos ganham", completou.


Casa Civil chama entidades para debater Lei de Comunicação



No painel de encerramento do primeiro dia do Fórum Brasil de Programação e Produção, nesta terça, dia 31, o assessor especial da Casa Civil André Barbosa expôs os princípios básicos do projeto de Lei de Comunicação Eletrônica em gestação pelo governo federal. Segundo ele, o objetivo do projeto, que regulamenta os artigos 221 e 222 da Constituição Federal, é promover uma relação de eqüidade entre os atores do setor de comunicação. Ele convidou qualquer entidade que deseje participar do grupo consultivo do projeto a mandar uma carta à Casa Civil solicitando esta participação, e disse que as entidades "mais próximas" ao projeto já se manifestaram e estão participando do processo. Para as demais, colocou o seu email pessoal para receber as propostas: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. .

Um grupo interministerial será formado a partir desta semana para debater o tema e terá 180 dias a partir de sua composição (prorrogáveis por mais 90 dias) para entregar um relatório ao presidente Lula. Segundo André Barbosa, o grupo será nomeado nos próximos 10 dias, quando começa a contar o prazo.

Afirmando que legislações semelhantes são adotadas ou estão sendo elaboradas em vários países, como EUA, Inglaterra, Japão e Espanha, Barbosa lembrou que a regulamentação atual as comunicaçoes no Brasil data de 1962 (com ajustes em 1967), e portanto está defasada em relação aos avanços tecnológicos.

Segundo ele, a nova regulamentação deve levar em conta a evolução tecnológica, como a possibilidade de triple play, comunicações wireless e tecnologias de banda larga.

O objetivo, em resumo, deve ser o de estabelecer as diretrizes para um modelo de transição para o mundo da convergência que seja eficiente e eqüitativa, desenvolver a cooperação regional, reduzir as barreiras de entrada e assegurar a concorrência entre os atores econômicos e preservar a diversidade cultural e o acesso à informação. "Queremos um pacto social, um acerto entre todos os setores, cada um com sua demanda, onde todos terão que ser flexíveis", disse Barbosa. Ele disse que as agendas de conversas serão públicas, ainda que as reuniões com as diferentes entidades e empresas sejam reservadas.

Em linhas gerais, Barbosa criticou também o que chamou de "avanço privatizacionista" do governo anterior, afirmando que o Estado foi afastado de suas funções de gerenciar as políticas para o setor, e que isso deve ser revisto agora, com o poder de elaborar diretrizes sendo devolvido ao Poder Executivo.

Ele disse ainda que os artigos 220 e 223 da Constituição merecerão um tratamento separado, onde se discutirá inclusive a Lei de Imprensa, e que eles não estão no escopo da Lei de Comunicação Social, que é um projeto para estabelecer as "relações mercadológicas" entre os agentes do setor.









Informação: Sulrádio/ Tela Viva News

“Rádio; mais de 80 anos, mas com corpinho de 18”

Tenho defendido a tese que somos o segundo maior país em mídia do mundo. Quando afirmo isto, refiro-me a quantidade de meios, diversidade de veículos e consumo deles. Esta estrutura começou a ser montada há várias décadas, no início com jornais e revistas, depois veio um grande avanço com a mídia eletrônica, o rádio e televisão. O rádio, que se transformou rapidamente na primeira mídia de massa, foi superado pelo advento e competência da televisão.

Afortunadamente, nosso país seguiu o mesmo rumo do mercado americano, permitindo a privatização das empresas de mídia eletrônica e hoje somos referência mundial. Apenas para registro, Europa e Ásia, optaram pela estatização e hoje, retornam tardiamente para o nosso modelo privatizado. Hoje no Brasil temos mais de três mil emissoras de rádio, cinco redes de televisão, quinhentos títulos de jornais diários e mais de mil títulos regulares de revistas. Temos também uma excelente estrutura de mídia exterior, mas o que mais me chama a atenção é nosso domínio e competência na internet; Observem que os portais líderes no país são autenticamente brasileiros, muito deferente de outros países, que por falta da estrutura em mídia, ficaram comprometidos e refém da mídia globalizada.

Quem ajudou muito neste avanço e na conquista desta excelência, foram os recursos publicitários. Este fato, que por sinal é pouco observado, viabilizou, no caso da mídia eletrônica, um conteúdo de qualidade e com grande diversidade, tudo a custo zero ao consumidor. O mesmo podemos dizer sobre a mídia impressa, pois sem os investimentos em publicidade, ela teria seus custos elevados em mais de 50%, o que refletiria negativamente no desempenho da mídia impressa. Lembro que os investimentos anuais em propaganda no Brasil superam seis bilhões de dólares.

Fiz questão de registrar este fato, pois estamos, exatamente neste momento, entrando em uma profunda e fantástica revolução no setor. A principal razão é o novo padrão de vida do cidadão moderno. Hoje em dia, diferente de alguns anos atrás, a população se tornou exageradamente ativa, um bom exemplo, é a mulher no mercado de trabalho; Segundo informação do governo brasileiro, elas já representam quase cinqüenta por cento dos trabalhadores com carteira assinada. Nem vou falar da economia informal. Outra demonstração é os jovens, que conquistaram enfim, a oportunidade em estudar e neste sentido, também estamos batendo o recorde de jovens freqüentando as salas de aula. Esta nova civilização está se tornando muito móvel. Agora acordamos mais cedo, para uma necessária caminhada, ou ginástica. Muitos já não voltam para casa na hora do almoço e as grandes maiorias, no caos do final do dia, não conseguem retornar rapidamente e assim, diversos optam, por trabalhar um pouquinho mais, ou fazer compras, passear, ir ao cinema, etc., até porque eles agora detêm mais renda também. Ah! É evidente que tendo mais renda eles adquiriram automóveis e de novo, estamos batemos novos recordes de trânsito no país.

Bem, agora já podemos começar a falar da revolução na mídia; O meio rádio, por exemplo, já é líder em audiência e horas consumidas, ou seja, desbancou a televisão, mas isto é tão absurdamente surpreendente, que ninguém está acreditando. Não é porque a televisão ficou ruim de repente, mas sim, a impossibilidade em assisti-la, enquanto mantemos atividades. Fundamental entender que a tv, o jornal, a revista e mesmo a internet exigem nossa absoluta atenção, são mídias egoístas; O rádio não! É o único meio de comunicação que pode ser consumido enquanto mantemos atividades paralelas, dirigir, estudar, caminhar, trabalhar, etc., aqui reside seu sucesso. Como uma fênix, ele voltou revigorado, segmentado, exatamente como o ouvinte queria. E não é só isso. Ele faz algo maravilhoso para os anunciantes; o mais baixo custo por mil entre os meios e uma excelente dobradinha com outros meios, notadamente com a tv. No mercado americano é comum aos anunciantes utilizarem a tv à noite, mas pela manhã e tarde, período de liderança absoluta do rádio, eles reforçam significativamente as mensagens no rádio, viabilizando inclusive a fixação da mensagem da tv. É a multiplicação de mídia.
Outro benefício, surpreendente gerado pelo meio rádio, é o “Recency”; que poderia ser traduzido por “recenticidade” da comunicação. Novos estudos publicitários dos EUA registram a importância na comunicação contínua, pois jamais sabemos os momentos de decisão por parte do consumidor. Só para dramatizar, a decisão da compra ou troca de um automóvel, pelo consumidor, pode levar extensos seis meses de maturação. Neste sentido, não vale mais exclusivamente buscar apenas o “share-of-mind” da marca, mas sim influenciar o consumidor, na hora em que ele estiver mais propenso. De fato, já conhecíamos isto no ponto de venda; Especialistas afirmavam que até oitenta por cento das decisões de compra, ocorrem dentro do ponto de venda; o último “Recency”. Lembre-se o rádio e a mídia exterior, são os penúltimos a levarem informações aos consumidores e, portanto podem e devem desempenhar sua função publicitária.

Quem também está reforçando o crescimento da importância do rádio, é o maior e mais badalado festival de publicidade do mundo. O Festival de Cannes deste ano, pela primeira vez, depois de seus cinqüenta e três anos de criação, se dobrou ao meio e premiarão os publicitários, com os famosos leões bronze, prata e ouro.
Sei que pode parecer estranha esta minha avaliação, mas para dar mais suporte ao raciocínio, vou comentar o que acabei de constatar na NAB – National Association Broadcasters, maior feira de rádio e tv, que ocorreu em Las Vegas, em abril passado. Lá constatei o quanto complexa se tornará esta revolução na mídia. A palavra de ordem era o “Podcasting” capacidade em fazer baixar arquivos, não de música, mas sim de programas de rádio. As turmas do iPod e MP3, perceberam que poderiam manter em seus aparelhos, programas irradiados no rádio, para ouvirem na hora que quiserem e quantas vezes quiserem. Também a digitalização do AM e FM, que assim como nos celulares atuais, já permitem o envio de rádio análogo e digital concomitante, bastando ao consumidor adquirir um aparelho com estes recursos. Importante observar, que o modelo americano não obriga ao consumidor trocar de aparelhos, ou seja, se desejar, poderá continuar ouvindo suas emissoras no formato análogo.

Outro incrível fenômeno, e que não para de crescer nos EUA, é o rádio por assinatura para automóveis. São enviados diretamente dos satélites e tudo com qualidade digital. O líder é o precursor, XM Radio, que já mantém em sua carteira mais de quatro milhões de assinantes. Ele é seguido de perto pelo Sirius Radio, que já detém um milhão e meio de assinantes. Ambos enviam mais de duzentos canais de rádio proprietários aos automóveis dos usuários. Note que todos assinantes pagam US$ 12,90 por mês pelo serviço e tudo sem regulamentação. As projeções de especialistas americanos são para mais de vinte milhões de assinantes. Isto me faz lembrar um colega, filho de publicitário e que se dizia investidor em mídia; Quando comentei com ele, isto há quatro anos atrás, sobre as oportunidades deste sistema, ele foi categórico; Não dará certo; pois a conta não fecha! Portanto, pense bem quando for fazer análise sobre o futuro do rádio e não deixe de levar em consideração o título da matéria recente da Veja; “A nova era do rádio”.

Casa Civil chama entidades para debater Lei de Comunicação

No painel de encerramento do primeiro dia do Fórum Brasil de Programação e Produção, nesta terça, dia 31, o assessor especial da Casa Civil André Barbosa expôs os princípios básicos do projeto de Lei de Comunicação Eletrônica em gestação pelo governo federal. Segundo ele, o objetivo do projeto, que regulamenta os artigos 221 e 222 da Constituição Federal, é promover uma relação de eqüidade entre os atores do setor de comunicação. Ele convidou qualquer entidade que deseje participar do grupo consultivo do projeto a mandar uma carta à Casa Civil solicitando esta participação, e disse que as entidades "mais próximas" ao projeto já se manifestaram e estão participando do processo. Para as demais, colocou o seu email pessoal para receber as propostas: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. .

Um grupo interministerial será formado a partir desta semana para debater o tema e terá 180 dias a partir de sua composição (prorrogáveis por mais 90 dias) para entregar um relatório ao presidente Lula. Segundo André Barbosa, o grupo será nomeado nos próximos 10 dias, quando começa a contar o prazo.

Afirmando que legislações semelhantes são adotadas ou estão sendo elaboradas em vários países, como EUA, Inglaterra, Japão e Espanha, Barbosa lembrou que a regulamentação atual as comunicaçoes no Brasil data de 1962 (com ajustes em 1967), e portanto está defasada em relação aos avanços tecnológicos.

Segundo ele, a nova regulamentação deve levar em conta a evolução tecnológica, como a possibilidade de triple play, comunicações wireless e tecnologias de banda larga.

O objetivo, em resumo, deve ser o de estabelecer as diretrizes para um modelo de transição para o mundo da convergência que seja eficiente e eqüitativa, desenvolver a cooperação regional, reduzir as barreiras de entrada e assegurar a concorrência entre os atores econômicos e preservar a diversidade cultural e o acesso à informação. "Queremos um pacto social, um acerto entre todos os setores, cada um com sua demanda, onde todos terão que ser flexíveis", disse Barbosa. Ele disse que as agendas de conversas serão públicas, ainda que as reuniões com as diferentes entidades e empresas sejam reservadas.

Em linhas gerais, Barbosa criticou também o que chamou de "avanço privatizacionista" do governo anterior, afirmando que o Estado foi afastado de suas funções de gerenciar as políticas para o setor, e que isso deve ser revisto agora, com o poder de elaborar diretrizes sendo devolvido ao Poder Executivo.

Ele disse ainda que os artigos 220 e 223 da Constituição merecerão um tratamento separado, onde se discutirá inclusive a Lei de Imprensa, e que eles não estão no escopo da Lei de Comunicação Social, que é um projeto para estabelecer as "relações mercadológicas" entre os agentes do setor.









Informação: Sulrádio/ Tela Viva News

Projeto obriga TV e rádio a veicularem cultura indígena

Emissoras e retransmissoras de rádio e televisão cuja área de cobertura atinja terras indígenas poderão ser obrigadas a veicular programas de valorização do índio, caso seja aprovado o Projeto de Lei 5043/05. De autoria do deputado Badu Picanço (PL-AP), a proposta determina que os programas comecem a ser transmitidos a partir de janeiro de 2006, entre 6 e 22 horas, ocupando, no mínimo, 2% do tempo diário de operação das rádios e televisões.
Entre 2007 e 2009, esse percentual será elevado para 3% da programação total do dia, passando a 4% a partir de 2010.
O projeto estabelece que a programação obrigatória deverá enfocar o folclore, as tradições e a situação econômica e social do índio. Além de supervisionar o conteúdo dos programas, o Poder Executivo será responsável pela produção de um jornal diário, com no mínimo dez minutos de duração, destinado à divulgação de notícias relativas à população indígena em estações de radiodifusão obrigadas a cumprir a nova lei.

Imagem do índio
Badu Picanço observa que grande parte da população indígena brasileira já está integrada à sociedade e é espectadora dos meios de comunicação de massa. Apesar disso, as televisões retratam o índio, na avaliação do deputado, como incapaz de interagir com a sociedade e o Estado. "Tais imagens, além de inverídicas, são humilhantes e incompatíveis com a complexidade intelectual, a forte carga de tradições e a noção de dignidade pessoal que o índio carrega", considera.
Para o deputado, é preciso assegurar tratamento digno e reconhecimento social compatível com a importância histórica do índio na formação do Brasil. "Nada mais justo que as emissoras e retransmissoras cuja área de cobertura atinja reservas indígenas passem a veicular programas de interesse da comunidade, conforme é da natureza desses serviços públicos", afirmou.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, está na Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Depois, será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.










Informação: Agência Câmara

Campanha contra baixaria pode ser adotada em outros países

A campanha promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara "Quem financia a baixaria é contra a cidadania" pode ser adotada por outros países. O coordenador da campanha, deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), participou nesta sexta-feira, em Genebra, na Suíça, de seminário sobre Liberdade de Expressão. Durante o evento, Fantazzini lançou um exemplar da cartilha da campanha em inglês e espanhol.
De Genebra, ele informou que foi grande a aceitação da campanha, considerada pelos países que participaram do evento uma maneira inovadora de garantir limites à liberdade de expressão. "A receptividade foi excelente. Muitos parlamentares pediram autorização para utilizar os nossos textos, a nossa metodologia, que nós já deixamos à disposição, uma vez que se trata de uma campanha pública. Todo parlamento que tiver interesse já ficou autorizado a fazer em seus países campanha idêntica ou similar a nossa."
O evento em Genebra foi organizado pela União Interparlamentar, organização internacional fundada em 1889, composta pelos poderes legislativos de diversos países com o objetivo de promover a participação parlamentar no sistema internacional. A entidade também defende os direitos humanos e trabalha para garantir a liberdade de expressão.

Negro na mídia
A pedido da União Interparlamentar, o deputado Orlando Fantazzini também falou sobre a situação do negro na mídia brasileira. Ele explicou que há um problema sério de racismo no País e criticou que nas telenovelas praticamente não há a participação de negros. Fantazzini destacou ainda a vitória da ação na Justiça que obrigou a TV Record a produzir programa sobre as religiões afro-descendentes. A decisão contra a emissora garantiu direito de resposta às críticas de grupos evangélicos às religiões afro-descendentes.

Conheça o site Ética na TV, que divulga a campanha “Quem financia a Baixaria é Contra a Cidadania".









Informação: Agência Câmara

Câmara aprova nove concessões de radiodifusão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na semana passada nove projetos de decreto legislativo que autorizam ou renovam concessões de serviços de radiodifusão em vários estados. As propostas, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, serão agora analisadas pelo Senado Federal.

As concessões são as seguintes:

CEARÁ
Fundação Jean Cavalcante - Potiretama

ESPÍRITO SANTO
Associação Educacional e Cultural de São Gabriel da Palha - São Gabriel da Palha

GOIÁS
Associação Cultural e Educativa de Goiatuba - Goiatuba

MINAS GERAIS
Associação de Radiodifusão de Inconfidentes - Inconfidentes
Associação Comunitária da Cidade de Matutina - Matutina
Sistema Santamariense de Comunicações Ltda. - Pedra Azul

PARAÍBA
Rádio Liberdade FM de Santa Rita Ltda. - Santa Rita

PERNAMBUCO
Associação e Movimento Comunitário Aliança - Arco Verde

SÃO PAULO
Fundação Assistencial Educacional e Cultural Áudio - Sumaré








Informação: Agência Câmara

Veja a lista das dez emissoras que mais faturaram nos EUA

Abaixo vai a lista das emissoras americanas que mais faturaram em 2004.

É interessante notar que:

a) das dez, quatro são de AM, inclusive o 2º lugar;

b) todas estão situadas nas duas maiores cidades, N.York e Los Angeles

c) 5 são da rede Infinity e 4 da rede Clear Channel.



valores em US$1.000





1 - WLTW-FM Clear Channel New York $ 70,200

2 - WINS-AM Infinity Broadcasting New York $ 60,600

3 - KROQ-FM Infinity Broadcasting Los Angeles $ 60,300

4 - KFI-AM Clear Channel Los Angeles $ 60,100

5 - KPWR-FM Emmis Los Angeles $ 58,000

6 - WCBS-AM Infinity Broadcasting New York $ 55,700

7 - KIIS-FM Clear Channel Los Angeles $ 54,300

8 - WFAN-AM Infinity Broadcasting New York $ 52,500

9 - WXRK-FM Infinity Broadcasting New York $ 52,200

10 - KOST-FM Clear Channel Los Angeles $ 50,500









Informação: Abert

Brasil leva 11% mais anúncios a Cannes

As agências de publicidade brasileiras inscreveram 2.198 peças para concorrerem aos prestigiados leões do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, entre os dias 19 e 25 de junho. O número de inscrições cresceu 11% em relação ao ano passado, quando foram levados 1.978 trabalhos.

A agência Almap/BBDO, que tem no comando de criação o publicitário Marcello Serpa, é a que leva mais peças na bagagem, um total de 301 trabalhos, seguida da Y&R, de Sílvio Mattos e Roberto Justus, com 199, e 181 da DM9DDB, agência hoje comandada por Sérgio Valente e que tem como acionista controlador o grupo Ypy, de Nizan Guanaes e Guga Valente.
Com esse número de inscrições, o Brasil ocupará a terceira posição em número de trabalhos inscritos, num ranking que é liderado pelos Estados Unidos, com 3.046 peças e pela Alemanha, com 2.313 trabalhos. No ano passado, apesar do número menor de inscrições, o País ocupou a segunda posição, depois dos EUA, mas está à frente de Inglaterra (4.ª posição), da Espanha (5.ª) e da própria França (6.ª) e do Japão (7.ª).

O Brasil, porém, é líder em inscrições de peças que concorrem aos leões de Press & Outdoor (impressos), com 1.485 trabalhos, à frente da Alemanha (1.380) e dos Estados Unidos (1.037). Na categoria Cyber, que terá pela primeira vez um brasileiro como presidente do júri, P. J. Pereira, o País é o segundo que mais inscreveu trabalhos, registrando 320 inscrições, perdendo apenas para os Estados Unidos, com 418 trabalhos.
Na categoria filmes, a que arrebata as atenções do público que lotas as salas de projeção do suntuoso Palais des Festivals de Cannes, o Brasil tem 202 inscritos diante dos 1.144 dos EUA, 415 da Inglaterra, 328 do Japão, 262 da Alemanha e 227 da Espanha.

Na nova categoria Lions Titanium, que premiará, a partir de agora, campanhas integradas e que fazem uso de várias mídias, o País leva apenas 4 trabalhos, enquanto os Estados Unidos concorrem com 43 e a Inglaterra com 23.












Informação: Aesp/ O Estado de S.Paulo

Ancinav - Gilberto Gil afirmou que a Lei das Comunicações vai ocorrer "quando tenha de ocorrer"

O ministro Gilberto Gil afirmou ontem que a Lei das Comunicações vai ocorrer "quando tenha de ocorrer". "Ela vai ocorrer quando a sociedade brasileira estiver madura para isso, quando os atores do setor entenderem que mercado regulado é a dimensão civilizada mais adequada."

"Mas você me pergunta: "Quando a sociedade estará amadurecida para isso? Quando a Rede Globo vai entender? Quando é que as televisões vão se entender com a telefonia? Quando é que o cinema vai se entender com a televisão?". E eu digo: o que o ministério tem a ver com isso?", perguntou. "O governo disse que a Ancinav [Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual] prosseguia. Todas as iniciativas no sentido de dar a ela uma feição fiscalizadora e fomentadora prosseguiam. Para isso, inclusive, gestões começaram a ser feitas, junto ao Ministério da Fazenda, para a criação de um fundo de fomento. As ações fiscalizadoras seriam estabelecidas utilizando todo o formato da Ancine, já que ela seria a base para a ampliação da agência do cinema para o audiovisual."

"As questões de regulação polêmicas, cuja discussão mais ampla estava sendo reivindicada por vários setores, essas, sim, seriam remetidas a uma lei, já que um dos maiores argumentos dos detratores da Ancinav era o fato de ela se antecipar à existência de uma lei e que, portanto, o governo daria a uma agência o dever de regular sem a existência de uma lei." "Foi um recuou de ajuste, para atender a ponderações que estavam sendo feitas.

Uma delas, que deve haver um marco regulatório estabelecido em lei, que seria o marco legal para essa regulação. O presidente da República achou que era um argumento razoável e a recomendação foi exatamente que bifurcássemos o processo, continuássemos a fazer a Ancinav, fomentadora e fiscalizadora, e propuséssemos a criação da Lei das Comunicações para dar esse respaldo legal a esse processo regulatório."








Informação: Aesp/ Folha de São Paulo



Produções para cinema e TV mais fortes no exterior

As exportações de produtos audiovisuais das produtoras independentes brasileiras de TV, como novelas, telefilmes, seriados e documentários, alcançaram mais de US$ 7,75 milhões no último ano, superando em as expectativas iniciais de US$ 6 milhões até maio de 2006. Estas previsões são fixadas pelo Projeto Setorial de Promoção e Exportação, primeiro projeto de exportação do audiovisual na área de serviços. Trata-se de uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de TV (ABPITV) e do governo federal, por meio da Apex e Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura, além do Sebrae e da participação da rede pública de TV, representada pela TVE Brasil.

O projeto foi lançado em junho de 2004, durante o Fórum Brasil de Programação e Produção - um dos mais importantes encontros nacionais do mercado de produção audiovisual e negócios da TV e que terá sua sexta edição a partir de amanhã em São Paulo. "Estes valores são resultado da participação dos associados em importantes eventos como: Sunny Side of the Doc, Mipcom, entre outros", conta Marco Altberg, presidente da ABPITV.

O tema será novamente discutido no segundo dia do fórum, que este ano vai debater as oportunidades do mercado externo para a produção audiovisual de cinema e TV.

"A ABPITV e seus parceiros comemorarão no 6 fórum este primeiro ano do projeto. Há muito o que se alcançar, mas estes resultados já mostram que o Brasil está sendo reconhecido internacionalmente na área audiovisual." Os principais países que importaram produções audiovisuais brasileiras foram Chile, França, Kuwait, Itália, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Japão, Polônia, México, Áustria, Portugal e Suécia.

"O mercado existia, o que não existia era uma ação integrada para alcançá-lo", afirma Altberg, que diz que até a formatação do projeto as exportações brasileiras das produtoras independentes eram esparsas. "Hoje vivemos um outro momento, o País está mais organizado em suas exportações e o audiovisual é um dos produtos de qualidade que podemos vender no exterior", analisa.

Para Altberg as produtoras independentes brasileiras vivem, hoje, um outro momento, estão mais fortalecidas. "Ao contrário dos outros países, no Brasil a produção de TV é feita pelas próprias emissoras. Agora é que as produtoras independentes de fato criaram força."

Fernando Dias, vice-presidente da ABPITV, que está à frente do projeto de exportação, conta que os produtos vendidos são os mais diversificados, desde produções já prontas como a novela "Metamorfose", produzido pela Teleimage e exibida pela Rede Record , que já iniciou uma carreira solo no exterior, até desenhos animados e co-produções como as que a Grifa executa com algumas empresas francesas.

Uma delas é uma série de paleontologia sobre a preguiça gigante da selva brasileira co-produzida com a Gedeon e outra com a também francesa Marathon, sobre a cidade abandonada de Fordlandia, no Pará. Trata-se de uma série de quatro cidades fantasmas do mundo em que o Brasil participa com um dos episódios.
Segundo Dias, há muito mercado para desenhos animados. "Com o nosso produto mais conhecido lá fora, o Brasil também começa a receber equipes de produtoras do exterior que querem usar nossa mão-de-obra e infra-estrututa das produtoras brasileiras. As exportações tornaram nossa qualidade conhecida e há também a questão de nossos preços serem compatíveis em razão das diferenças cambiais", explica. "As produtoras canadenses, por exemplo, realizam muitos sitcons para a TV americana usando locações e produtoras de países como o Brasil, o que representa bons negócios."

O 6 Fórum Brasil de Programação e Produção, que acontece entre amanhã e quarta-feira, é realizado pela Converge Eventos e pelas revistas segmentadas Tela Viva e Pay-TV e vai reunir no ITM Expo, em São Paulo, durante seus dois dias, os principais executivos e líderes da TV aberta, TV por assinatura, produtoras audiovisuais, agências de publicidade e anunciantes, fornecedores de tecnologia, governo e analistas de mercado.

Em sua sexta edição, o fórum vai explorar o futuro da TV em quatro fronteiras: geográfica, tecnológica, negócios e linguagem. "Serão discutidos limites e perspectivas e como cada elo da cadeia de produção e distribuição de conteúdos audiovisuais pode se beneficiar e ampliar seus negócios e receitas", diz Altberg. Os principais executivos do mercado audiovisual vão discutir ainda "As novas fronteiras da televisão".





(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Regina Neves)