TV Brasil Internacional transmite Cúpula América do Sul - Países Árabes

A TV Brasil - Canal Público Internacional fará, em caráter experimental, a cobertura da primeira Cúpula América do Sul - Países Árabes, que acontece em Brasília nesta semana. Nos dias 9, 10 e 11, uma equipe de 37 profissionais vai produzir uma programação de 12 horas diárias. A emissora também vai cobrir o encontro empresarial e os eventos culturais que acontecerão paralelamente à Cúpula. Chefes de Estado, empresários e representantes de 23 países árabes e de 11 sul-americanos estarão na capital brasileira.

Esta é a segunda transmissão do canal criado pelo Estado brasileiro, que reúne os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, cujo objetivo é fortalecer o processo de integração da América do Sul. Assim como na primeira experiência, ocorrida em janeiro, com as transmissões durante o 5º Fórum Social Mundial, a TV Brasil poderá ser vista nas Américas do Sul, Central, Norte e Europa.

Profissionais da Radiobrás, TV Câmara, TV Senado e TV Justiça serão destacados para a cobertura dos eventos, que serão transmitidos em espanhol. Entrevistas, documentários, reportagens especiais, mesas de debates e um telejornal produzido diariamente farão parte da grade da emissora, que inclui a transmissão, ao vivo, das principais cerimônias. O canal vai transmitir, ainda, a edição especial dedicada ao evento no programa Diálogo Brasil, que será veiculada no dia 11, às 22h30.

Os telespectadores também poderão assistir a programação pela internet, ao vivo e em tempo real, no endereço: www.radiobras.gov.br. As emissoras parceiras TV Senado, TV Câmara, TV Justiça e Radiobrás vão retransmitir o telejornal em sua programação. O noticiário poderá ser acompanhado às 20h na NBR, às 22h15 na TV Senado e à 1h na TV Câmara. A TV Justiça vai reexibir parte da programação da TV Brasil a partir das 21h.

A transmissão da Cúpula América do Sul - Países Árabes será feita por um segmento espacial no satélite NSS-806, que tem capacidade de chegar a países da Europa e das Américas do Sul, Central e do Norte.

Experiência piloto

Entre os dias 26 e 31 de janeiro de 2005, a TV Brasil fez sua primeira experiência, ao transmitir, em espanhol, o 5º Fórum Social Mundial, evento que reuniu mais 155 mil pessoas de 122 países na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Foram cerca de 15 horas de programação diária, totalizando mais de 90 horas nos seis dias de encontro.

A equipe formada por profissionais da Radiobrás, TV Câmara, TV Senado e TV Justiça produziu 26 entrevistas exclusivas, 15 debates e um telejornal diário de 30 minutos, além de transmitir ao vivo as principais atividades do evento.

A programação chegou às América do Sul, Central e do Norte e até à Europa Ocidental. Nos Estados Unidos, a rede APTN retransmitiu o sinal da TV Brasil para 500 emissoras de 180 países. As emissoras VTV (Uruguai), Canal 7 (Argentina), Vive TV (Venezuela), TVE (Espanha) também exibiram parte da programação.

Um breve histórico

A idéia da TV Brasil surgiu em 2003, após uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente do Senado, José Sarney, na qual foi sugerida a possibilidade de o País colocar no ar um canal internacional de televisão. De volta ao Brasil, era preciso fazer funcionar as primeiras engrenagens do projeto.

Em um primeiro momento, formou-se uma equipe de trabalho com membros dos três poderes da República para discutir as bases de implementação da emissora. Esse grupo foi o embrião do que hoje é o Comitê Gestor, instituído por meio de um decreto assinado pelo presidente Lula, em setembro de 2004. Formado por representantes da Radiobrás, Secretaria de Comunicação de Governo, Senado, Câmara dos Deputados, Itamaraty e Supremo Tribunal Federal, o Comitê é encarregado de operar o funcionamento editorial e administrativo do canal.

O novo canal nasce, portanto, com o intuito de fortalecer o processo de integração na América do Sul, estimulando o intercâmbio de informações jornalísticas, culturais e institucionais entre os países. Em uma primeira fase, a TV Brasil vai se dirigir a países sul-americanos, mas a proposta do canal é ampliar as transmissões aos países de língua portuguesa e àqueles que abrigam comunidades de brasileiros em seus territórios.









Informação: Supremo Tribunal Federal

MP promove Seminário para jornalistas

O Ministério Público promoverá o 1° Seminário Ministério Público para Jornalistas, a ser realizado simultaneamente em Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília, no próximo dia 17, das 8h30min às 12h. Os procuradores da República e Regionais da República explicarão aos jornalistas e estudantes o que é, como funciona e as atribuições do Ministério Público da União.

A realização do seminário é da Assessoria de Comunicação Social do PR/RS, da Assessoria de Comunicação Social da PRR/4ª Região, da Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República e da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), que conta com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Rio Grande do Sul e da Associação Riograndense de Imprensa (ARI).

Em Porto Alegre, o evento ocorrerá no Auditório da Procuradoria da República/RS (Praça Rui Barbosa, 57 - 14° andar). As inscrições são gratuitas e será fornecido certificado aos participantes. Mais informações no site Informação: www.prrs.mpf.gov.br.














Informação: Sulrádio/Coletiva.net

Fiscalização - Ancine poderá usar rede da Anatel para fiscalizar Condecine

O presidente da Ancine, Gustavo Dahl, e o presidente da Anatel, Elifas Gurgel do Amaral, estão negociando um convênio para que as duas agências trabalhem juntas visando melhorar o sistema de fiscalização nas transmissões de TV em todo o País. A informação foi divulgada pela Ancine nesta quinta, 5. O objeto do convênio é o uso, pela Ancine, da Rede Nacional de Radiovideometria - RNR, administrada pela Anatel. Este sistema monitora as freqüências emitidas no Brasil, o que permitiria à Ancine verificar se as obras veiculadas em emissoras de TV aberta e por assinatura possuem registro e se recolheram a Condecine.

Segundo o comunicado da Ancine, as duas agências concordaram em promover um seminário levantando um debate sobre a convergência tecnológica dos meios de comunicação, ao qual serão convidados profissionais do setor, especialistas, pesquisadores, realizadores e demais agentes de produção e veiculação de conteúdo cinematográfico e videofonográfico do mercado brasileiro.













Informação: Sulrádio/Tela Viva News

Seminário Esso-IETV: jornalismo investigativo em debate

O primeiro dia do Seminário Esso-IETV de Telejornalismo também foi dedicado ao debate do jornalismo investigativo. No primeiro vídeo apresentado, "Falsos Dentistas", Francis Silvy (na época na RBS-SC) registrou a ação dos "práticos", pessoas sem formação que trabalham ilegalmente como dentistas em Santa Catarina. A matéria mostra as precárias condições de higiene desses consultórios e a situação de quem fez tratamento com falsos dentistas. Em seguida, a matéria "Tele-lavagem", também de Silvy, mostra como casas de câmbio driblam as leis para fazer remessas ilegais de dinheiro para o exterior. Pela primeira vez uma equipe de TV registrou o esquema, chamado pelos cambistas de "cabo dólar" e pelo ministério público federal de "tele-lavagem".

Na seqüência, César Tralli, na matéria "Prisão de Chinês", acompanha a operação que resultou na prisão do comerciante chinês Law Kin Chang. Com negócios e ramificações em quase todos os estados brasileiros e influência em diversas páreas do Poder Público, Law é considerado o maior contrabandista do país. Com uma câmera escondida, o jornalista revela diversas etapas de investigação sigilosa conduzida pela Polícia Federal.

No último vídeo, "Máfia das Vans", o repórter investigativo Eduardo Faustini, da TV Globo, apura o esquema de corrupção e propina que envolve motoristas de vans, cooperativas de transporte alternativo e o comando do 15º Batalhão de Polícia Militar de Duque de Caxias, município do Rio de Janeiro.

Foram debatidos temas como questões éticas ligadas à câmera oculta, confiança das fontes e os riscos da profissão.

Francis disse que a idéia do vídeo dos falsos dentistas surgiu a partir de um folder do Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina sobre uma fiscalização feita em falsos consultórios dentários.

Tralli acredita que as pessoas são presas por sua ganância. Além disso, o jornalista disse que o mais interessante na sua reportagem foi o fato do próprio Law negociar pessoalmente. "Ele sempre negociava através de terceiros, mas quando se trata de uma quantia muito grande era ele quem estava lá."

Faustini disse que o que mais chamou sua atenção na reportagem foi o fato de comandantes e subcomandantes estarem envolvidos no esquema da máfia das vans.

Tralli e Faustini dividem a mesma opinião, a de que o jornalismo investigativo é uma profissão muito solitária e nem um pouco romântica. Além disso, comentaram que o número de jornalistas investigativos diminuiu após a morte de Tim Lopes. "Porém não diminuiu o número de reportagens na área", observou Faustini. "Poucos têm a dedicação, amor e coragem para trabalhar na área", completou Tralli.

Nas considerações finais, Faustini declarou mais uma vez sua paixão pela profissão. "Jornalismo investigativo é importante, mas tem dificuldades. Faço isso, gosto e acredito que posso contribuir. Busco o jornalismo investigativo com responsabilidade social".

Tralli finalizou dizendo que é necessário pé no chão para seguir essa área e que sabe muito bem quais são os riscos que ela envolve, embora valha a pena, principalmente quando se tem um grande furo. "O furo de reportagem é o grande tesão do jornalista".

O último debate contou com a presença do presidente da allTV, Alberto Luchetti, que falou sobre o "Telejornalismo e novas mídias". Ele explicou o que é a allTV e como ela funciona. "Estamos no ar há três anos, ao vivo, levando informação sobre todos os assuntos. Foi uma maluquice que está dando certo. Pra colocar isso no ar, só sendo sonho mesmo".

O presidente da allTV falou ainda da importância de se ter um veículo que reúne as quatro mídias (jornal, TV, Internet e rádio) e alfinetou as TVs abertas: "Televisão não dá certo na mão de herdeiros. Se fosse assim a Record teria dados certo. Lá todos são filhos de Deus".

Como dica para os futuros profissionais e os recém-formados, Luchetti afirmou que "o mercado não suporta profissional que não seja multimídia".

Paralelamente ao II Seminário, nesta sexta-feira (06/05), das 10h às 13h, 20 editores de telejornalismo participarão do workshop "Elementos e critérios de avaliação no telejornalismo". O objetivo é identificar os elementos que caracterizam uma boa reportagem de TV, levantar questões e encontrar formas consensuais de avaliação do trabalho jornalístico neste setor.












Informação: Sulrádio/ Tela Viva News

Câmara aprova quatro concessões de radiodifusão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quinta-feira (5/5), quatro projetos de decreto legislativo que autorizam ou renovam concessões de serviços de radiodifusão em vários estados. Como as propostas de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática tramitam em caráter conclusivo, elas serão agora analisadas pelo Senado Federal.

As concessões são as seguintes:

CEARÁ
Fundação Pedra Branca para o Desenvolvimento e Assistência Social – município Pedra Branca

BAHIA
Rádio Comunitária Cruzeiro FM – município Tucano

PARAÍBA
Fundação Pedro Américo – município Campina Grande

PARANÁ
Associação Cultural dos Amigos de Mandaguaçu – município Mandaguaçu















Informação: Agêrncia Câmara

Participação da ABERT na audiência pública do Conselho de Comunicação Social

Excelentíssimo Sr Presidente do Conselho de Comunicação Social Professor e Acadêmico Arnaldo Niskier,
Senhores Conselheiros, e demais companheiros aqui presentes.

Fico honrado com a possibilidade de neste importante Conselho me manifestar sobre uma questão aparentemente pontual cujo conceito embutido é de vital importância e paira como ameaça não apenas sobre o Setor que aqui represento.

A questão que está em jogo não é a da mera proibição de veiculação de anúncios publicitários. O que está em jogo é a Liberdade de Expressão, garantida constitucionalmente e que se pretende violar. O direito a informação através da propaganda comercial freqüentemente é contestada por motivos emocionais, estereótipos ou caráter sectário. Por vezes fica a impressão que o termo adquiriu uma conotação pejorativa ligada à idéia de manipulação, seja dos regimes totalitários, seja dos pequenos grupos.

Aqui não me detenho apenas no produto ou serviço que se encontra na berlinda, mas no fato de que se pretenda proibir a comunicação comercial de um produto lícito, de acordo com as Leis do País. E é com essa mecânica que não podemos nos conformar, pois precedentes dessa natureza aviltam direitos primários e básicos, simplificam através do controle dos meios de comunicação a falta de políticas públicas, da contrapropaganda, da informação plena.

A ABERT assume, desde sua criação, a defesa intransigente da Liberdade de Expressão, de tal forma, que a publicidade possa ser veiculada sem censura e de modo que todo produto ou serviço lícito possa ser anunciado no Brasil, em conformidade com as leis e com princípios éticos da sociedade brasileira.

O que se discute hoje, no Congresso Nacional, é a proibição da publicidade de bebidas alcoólicas. Sendo os meios de comunicação de massa o melhor dos instrumentos, dada às condições tecnológicas propiciarem atingir eficazmente, em termos de comunicação da informação, camadas da sociedade muito mais vastas que a elite. É normal que o legislador preocupe-se com a difusão de conceitos. Acontece que esse mesmo legislador parece desconhecer que esses meios de comunicação têm originariamente compromisso com a difusão de idéias e conceitos.

Seria oportuno recuperarmos a história lembrando que, quando da discussão pela Assembléia Nacional Constituinte, o legislador constituinte optou por afirmar a Liberdade de Expressão, o direito de anunciar produtos e serviços, dentre os quais a bebida alcoólica, tendo sido assegurada ali à possibilidade de anúncios com restrições.

Todas as vezes que a Constituição quer proibir algo emprega os verbos proibir ou vedar, o que não é o caso em se tratando da bebida alcoólica.

Na verdade, as primeiras restrições ao horário de exibição de comerciais em televisão e spots em rádio foram estabelecidas pela auto-regulamentação, voluntariamente, desde 1978. Desde então a cada manifestação da sociedade o setor sempre à frente de qualquer regulamentação, legal ou judicial, trata de examinar voluntariamente, repito. E através do CONAR surgem às recomendações e restrições à veiculação de peças consideradas inadequadas ou impróprias como é do pleno conhecimento dos Senhores.

Longe de agora querermos caracterizar um movimento de insurgência contra as políticas públicas de controle do alcoolismo, o Setor da Radiodifusão defende o direito de que todo produto e serviço lícito possam ser anunciados. E é assim que devemos nos posicionar, pois, espero que seja do conhecimento deste Conselho, que cerca de 200 projetos de lei, acompanhados pela ABERT, tramitam no Congresso Nacional e pretendem restringir ou proibir a veiculação de propaganda comercial de produtos lícitos. Essas proposições tratam desde a proibição de anúncios de lingerie – por incitar a libido – até de automóveis – por infringir dispositivos do Código de Trânsito – quando a modelo entra no veículo de sandália ou a cena é feita no cume de uma das Chapadas brasileiras.

Sobre isso gostaria de traçar um importante paralelo com questões que evidenciariam o quanto há de contradição nessa discussão.

Desde Ruy Barbosa aprendemos que não podemos tratar com igualdade os desiguais. Aceita-se regularmente que o cidadão é plenamente capaz de exercer seu direito de escolha quando vota ou quando se depara com o proselitismo religioso. Então diante da propaganda eleitoral, da propaganda política o cidadão é plenamente capaz e pode escolher os candidatos e eleger ideologias. Esse mesmo cidadão decide se as promessas feitas através do proselitismo religioso lhe assegurarão o Paraíso ou o Inferno. No entanto ele se torna incapaz, requerendo a tutela do Estado, quando se defronta com a propaganda comercial, tendo o pleno direito e uso de sua autonomia quando exerce o direito do voto torna-se incapaz e tutelado quando faz uso do seu direito de escolha e de seu numerário para firmar sua preferência comercial.

Há projetos, ainda, que pretendem que mesmo das bebidas com teores mínimos de álcool como sucos, cuja presença é inerente ao próprio processo produtivo, tenha a sua veiculação publicitária proibida. Dar o mesmo tratamento para bebidas com diferentes teores alcoólicos é um exemplo de como tratar igualmente coisas desiguais.

Percebam que os muitos projeto de distintas iniciativas vão além da mera restrição, que é admitida constitucionalmente, impondo a proibição absoluta da publicidade. Esse aspecto torna os projetos questionáveis sob a ótica desta mesma Constituição Federal.

Nesse momento, quando é imposta a proibição, será que ficam mantidas as garantias constitucionais - da cidadania, do livre arbítrio e do respeito à autonomia do cidadão?

A autoridade dos veículos de comunicação para defesa da Liberdade de Expressão repousa no fato de que se defende um direito fundamental do cidadão, o direito à informação comercial, o direito à informação no sentido mais amplo.

O fundamento desse posicionamento não é exclusivamente econômico como a primeira vista poderia sugerir. Óbvio que temos interesse no retorno financeiro da venda de nossos espaços. Claro, que dependemos da venda de publicidade para produção de excelente conteúdo que chega gratuitamente a cada casa, a toda sociedade. Senhores, gratuitamente! Com a onda de restrições da propaganda comercial pergunto: como se sustentará a radiodifusão aberta brasileira?
Ao contrário das emissoras públicas, educativas e comunitárias o Setor não conta com linhas de financiamento para garantir a sociedade brasileira o direito à informação.

As empresas associadas a ABERT solidarizam-se, apóiam e encontram-se abertas, permanentemente, para difundir todas as políticas públicas de valorização do ser humano, da cidadania, de profilaxia, de mobilização comunitária. Somos precursores das PPP, as parcerias público e privadas. Mas, somos como outros concessionários de serviços públicos, empresários e temos a necessidade de investir para acompanhar a brutal inovação tecnológica, garantindo programação e informação de soberba qualidade, pagando os salários de nossos funcionários e para honrando nossas obrigações tributárias e fiscais. Senhores, somos sim concessionários, mas também somos empresários. Temos todas as obrigações legais de um ente privado. E sendo assim insisto na pergunta: aprovadas as proibições ou danosas restrições à propaganda comercial quem custeará as emissoras de rádio e tv abertas do Brasil? Ou será que o objetivo é acabar com elas?

Este, Senhores, deve ser o momento de assumirmos a Liberdade de Expressão na sua plenitude, direito traduzido em sentimento pelos nossos 180 milhões de brasileiros que conosco convivem e interagem no calor de suas residências recebendo-nos como parte integrante da família brasileira.


Muito obrigado,

José Inácio Gennari Pizani
Presidente da ABERT
Brasília, 03 de maio de 2005





















Informação: ABERT


Cases do Prêmio Parceiros Voluntários de Caxias do Sul

De 10 a 21 de maio, a RBS TV Caxias divulgará durante o Jornal do Almoço os cases dos homenageados no Prêmio Parceiros Voluntários local. Ao todo, serão 11 reportagens, sendo cinco exemplos de voluntários pessoa física, duas empresas, duas escolas e duas organizações sociais conveniadas.

O Prêmio Parceiros Voluntários em Caxias do Sul acontecerá dia 23 de maio, no Restaurante Sica, em Reunião-almoço na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul (RS). A ação é voltada para a valorização e reconhecimento do trabalho voluntário e para o desenvolvimento da cultura do voluntariado nos mais diversos setores da comunidade. O objetivo do Prêmio é divulgar exemplos de ações diferenciadas, bem sucedidas, multiplicáveis e que possam no futuro até influir em políticas públicas, além de ter um instrumento de apoio, visando o desenvolvimento e fortalecimento da cultura do voluntariado nos diversos setores da comunidade gaúcha.

O Prêmio Parceiros Voluntários no Rio Grande do Sul, que realizará o mesmo reconhecimento, porém a nível estadual, será entregue no Teatro do Sesi em Porto Alegre, dia 30 de maio, às 20h. O resultado só será divulgado no momento do evento.

O evento em Caxias do Sul já conta com o apoio da RBS TV Caxias, Jornal Pioneiro, CIC, Restaurante Sica, Plásticos Itália, Lit Comunicação, Gráfica Murialdo, G. Ferraro Comunicação e Sonorização, Print Serv Impressão Digital, Troian Sonorização, Foto Objetiva, A.D Vector Comunicação Visual e Casa Anjos Voluntários.

Interessados em reservar ingressos para participar do evento podem entrar em contato com a CIC pelo telefone (54) 218-8000. O valor do almoço é de R$ 18.















Informação: Pauta Social

Brasil e França estudam saídas para combater pirataria

O Brasil e a França estão avaliando meios de incrementar o combate à indústria da falsificação que, nos últimos 10 anos, ganhou proporções internacionais. Durante dois dias, especialistas e autoridades dos dois países estiveram em Brasília participando do primeiro Seminário Franco-Brasileiro sobre os desafios no combate à contrafação - como também é tipificado o crime de pirataria. Segundo dados do Comitê Nacional Francês anti-contrafação, o país perde cerca de seis bilhões de euros (cerca de R$ 1,6 bilhão) a cada ano por causa do mercado clandestino.
O deputado Julio Lopes (PP-RJ), que foi vice-presidente da CPI da Pirataria, concluída no final do ano passado na Câmara, representou o Congresso Nacional no seminário, encerrado hoje. Segundo o parlamentar, apesar das dificuldades enfrentadas pelo Governo, o Brasil está no rumo certo, intensificando todas as ações de combate às quadrilhas de falsificadores e adotando punições rigorosas contra os piratas. O parlamentar enfatizou, porém, que é preciso haver firmeza na política do Governo tanto para proibir, com um aparelho punitivo forte e que seja eficiente, como para criar políticas de estímulo à legalidade.

Operação Hidra
O deputado deu como exemplo os trabalhos da CPI da Pirataria que, mesmo depois de concluídos, continuam ajudando nas operações do Comitê Nacional de Combate à Pirataria, ligado ao Ministério da Justiça. Júlio Lopes também elogiou o trabalho da Polícia Federal que, nesta semana, desbaratou mais uma grande quadrilha de contrabandistas. A “Operação Hidra”, nome que faz alusão a uma figura da mitologia grega que possuía várias cabeças, prendeu um grupo formado por 18 pessoas, responsável, segundo dados da própria Polícia, por quase 50% de todas as mercadorias falsificadas que entram no País.

Comitê global
Para a conselheira comercial da Embaixada da França no Brasil, Marie-Cecile Tardieu, o apoio do Governo brasileiro no combate à pirataria é de vital importância para a criação de um comitê global contra esse tipo de crime. "As redes de piratas, o crime organizado é mundial, por isso tem que haver mais prevenção, mais proteção. Vemos que o Brasil está indo, realmente, no sentido certo para lutar com mais eficácia contra a pirataria", destacou a conselheira.
O Brasil recebe e comercializa atualmente cerca de 20% de todos os produtos pirateados de marcas francesas. Estima-se que a pirataria também seja responsável pela redução anual de cerca de 30 mil empregos na França. Aqui no Brasil, os falsificados movimentam um comércio clandestino de aproximadamente R$ 25 bilhões, número que coloca o país em 15º lugar no ranking mundial da pirataria.




















Informação: AESP/ Jornal da Câmara

Não pagamento da TFF pode implicar na caducidade da outorga

O não pagamento da Taxa de Fiscalização de Funcionamento – TFF , cujo prazo para recolhimento sem multa e juros encerrou-se no dia 31 de março último, pode acarretar na caducidade da concessão, permissão ou autorização do serviço, se não efetuado no prazo de 60 (sessenta) dias após a notificação.

Assim, a TFF referente ao exercício de 2005 ainda pode ser recolhida, exclusivamente, nas agências do Banco do Brasil, com incidência de multa (à taxa de 0,33% ao dia até o limite de 20%) e juros da taxa Selic.

Segunda via do boleto para pagamento pode ser impressa no endereço www.anatel.gov.br.















Informação: ABERT

Ministro Eunício abre Painel Telecom Social

O ministro Eunício Oliveira, ao abrir o painel Telecom Social no auditório da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações, em Brasília, disse que o evento une “de forma mais efetiva e consistente as ações do Estado e da iniciativa privada em torno do bem comum.” Acrescentou que o tema em debate, responsabilidade social corporativa, “tornou-se chave para o equilíbrio das relações entre Estado e sociedade”. E concluiu: “a isso, nós do governo Lula, chamamos de inclusão social”. “No âmbito específico do Ministério das Comunicações, falamos em inclusão digital”.

Afirmou também o ministro Eunício Oliveira que a responsabilidade precisa ser compartilhada. Citou frase do papa João Paulo I que sublinhou que “sobre cada propriedade deve pesar uma hipoteca social”. Lembro que o setor de telecomunicações representa o segmento mais avançado. Observou que a indústria mais avançada “responsável maior pelas vertiginosas mudanças políticas, econômicas, sociais comportamentais que têm marcado de forma incomparável o nosso tempo.”

O ministro das Comunicações destacou também que em três décadas, as telecomunicações “exerceram ação transformadora bem mais radical que a soma de vários séculos anteriores”. Frisou, porém, que esse avanço tecnológico precisa ser correspondido. “Na era da informática, não podemos continuar sustentando uma visão da vida em sociedade”. E lembrou que “os paradigmas são outros e precisamos identificá-los e nos ajustar a eles”.

Ainda sobre a discussão do papel do painel Telecom Social, o ministro Oliveira disse que a projeção da ABINEE, para este ano, para o mercado de telecomunicações diz que deverá crescer 26%, movimentando em torno de R$ 16,6 bilhões. Segundo o ministro, este é o ponto que painel precisa aprofundar: “contribuir para a redução do triste fosso social ainda existente no Brasil.”

Na abertura do painel Telecom Social, estavam presentes os presidentes da Anatel, dos Correios, da Telebrás e presidentes de operadoras de telefonia e organismos de entidades não governamentais.

















Informação: Ministério das Comunicações