O ex-apresentador da MTV Adam Curry ficou conhecido na internet graças ao iPodder- um software para divulgar programas caseiros de rádio que usam arquivos digitais formatados para tocadores de MP3 portáteis. Mas é a partir da próxima sexta que ele deverá começar a lucrar com sua invenção.
Curry foi contratado para apresentar e produzir uma atração diária com quatro horas de duração para a estação de rádio digital Sirius Satellite. Na internet, baixar programas de podcast é grátis.
Para ouvir ao "Adam Curry"s PodShow" será preciso pagar uma mensalidade de US$ 12,95 e ter um tocador especial compatível com transmissões via satélite.
A aposta da Sirius aponta o aumento na popularidade do podcast. O formato cresce junto com as vendas dos toca-MP3 de maior capacidade, que armazenam centenas de horas de música em aparelhos com tamanho reduzido. A palavra podcast é um derivado do nome do tocador mais popular dessa categoria, o iPod.
Além das vendas de tocadores, o conteúdo sem censuras é outro fator que atrai novos ouvintes. Os podcasts são feitos por produtores amadores, que publicam seu material na internet, e por usuários comuns que, por meio de um software, transferem os arquivos para seus tocadores portáteis. As músicas e os assuntos discutidos nos programas são muito variados -há trabalhos de DJs iniciantes e de bandas desconhecidas. Também é grande o número de programas de entrevistas em que pessoas conversam com seus amigos sobre temas que vão de vinhos caros a peixes voadores.
Assim como nos tocadores de vídeo digital, que gravam programação automaticamente, o usuário de podcast pode ouvir seu programa quando e onde quiser. Ele pode pausar ou voltar a programação e ouvir tudo de novo. Isso permite uma liberdade que não é oferecida pela agenda das estações de rádio tradicionais.
Os podcasts alternativos são uma versão sonora dos "reality shows" da TV. Eles trazem a falta de comprometimento e o improviso de uma rádio pirata. É essa inovação que atrai quem procura opções às rádios comerciais. "Temos que pôr no ar vozes completamente não-editadas", diz Curry, que produzirá e apresentará o programa em Londres. "Há um universo inteiro de pessoas que fazem música, mas nenhum DJ coloca no ar para tocar", completa.
Em busca de lucro
A Sirius, entretanto, não é a única rádio digital que aposta no podcast. A Infinity Broadcasting (www.infinityradio.com) já tem planos para converter seus programas de entrevistas em shows baseados em podcasts. Mais de 200 pessoas já enviaram material para a estação, que fará transmissão simultânea dessa programação por meio de seu site. De acordo com a Infinity, a venda de publicidade continuará, mas terá que se adaptar ao formato irregular dos podcasts.
O "Adam Curry"s PodShow" também incluirá uma boa dose de propagandas no ar, mas a Sirius pretende usar formatos mais interativos. Seria algo menos rígido do que no rádio tradicional, pois o usuário autorizaria a publicidade.
A audiência que esses shows pretendem alcançar é formada por ouvintes com idades entre 18 e 34 anos -mesma faixa etária em que se concentra a maioria dos proprietários de toca-MP3.
Empresas lutam por audiência
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A adoção do podcast na programação das rádios digitais é mais um capítulo da guerra em busca de audiência disputada pela XM Satellite Radio (www.xmradio.com) e pela Sirius Satellite Radio (www.sirius.com).
Com cerca de 3,8 milhões de assinantes, a XM é líder nos EUA e oferece mais de 30 canais de programação, que tratam de temas variados como esporte, religião, notícias e música.
A Sirius vem atrás, com 1,4 milhão de assinantes, e aposta em programas de entrevistas com celebridades e músicas para ganhar a preferência dos consumidores norte-americanos.
Ambas cobram o mesmo valor pela assinatura mensal: US$ 12,95. Mas os aparelhos receptores disponíveis atualmente sintonizam apenas um dos serviços.
Isso torna a decisão do ouvinte de rádio via satélite ainda mais difícil, pois, ao comprar um tocador, ele optará por ouvir a XM ou a Sirius, nunca ambas.
Os preços parecidos dos equipamentos também evidenciam a concorrência acirrada.
Na linha de adaptadores -dispositivos que convertem o sinal da rádio digital para um aparelho de som convencional- as duas empresas oferecem diversos modelos por US$ 99.
Essa briga também promete afetar o mercado de toca-MP3. A XM tem um tocador portátil que custa US$ 399 -apenas US$ 100 a mais do que o líder de vendas iPod, que, segundo o NPD Group (www.npd.com), tem 92,1% do mercado americano.
Informação: AESP/ Folha de São Paulo Informática
Emissoras podem conferir as datas para as propagandas partidárias nos estados do Sul
Já estão disponíveis para consulta pelas associadas da ABERT calendários contendo todas as datas deferidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina para veiculação de propaganda partidária durante o ano de 2005.
Para tanto, basta acessar a área reservada da Assessoria Jurídica e clicar em PROPAGANDA POLÍTICA, onde também estão disponíveis as datas deferidas pelo TSE para veiculação a nível nacional e regional.
Além dos calendários dos Estados da Região Sul, também já estão disponibilizados os referentes a Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Sergipe.
Informação: ABERT
Sorteio no 23º Congresso Brasileiro de Radiodifusão
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) irá sortear para todos os participantes do 23º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, que acontecerá nos dias 17-18 e 19 de maio, no Hotel Blue Tree Alvorada, em Brasilia, um transmissor MTA, para rádio Am, de 1,5 kw.
Informação: ABERT
Ainda há vagas para Seminário
A ARI (Associação Riograndense de Imprensa) lembra que está próxima a realização do II Seminário ‘A Imprensa Gaúcha’, entre 21 de maio e 25 de junho, para o qual ainda há vagas disponíveis. O enfoque dos painéis será "O Mercado de Trabalho", tendo como público-alvo os futuros jornalistas. O evento será sempre aos sábados, a partir das 9h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa. As inscrições estão abertas na sede da entidade (Avenida Borges de Medeiros, 915 - conjunto 201 - Centro) ou através do site www.ari.org.br.
O seminário deste ano busca, principalmente, ampliar a interação entre os estudantes e profissionais da área, mostrando o funcionamento dos veículos nas áreas de rádio, jornal, TV, internet, revista e assessoria de imprensa. Um painel para os jornais de bairro, que formaram uma rede de veículos alternativos na Capital, será uma das novidades. A programação conta com 24 painéis, que terão a participação de profissionais dos principais veículos de comunicação de Porto Alegre. Os palestrantes são diretores de redação, editores e chefes de jornalismo e reportagem, além de assessores de imprensa.
Programação:
21/5
RÁDIO GUAÍBA
Flávio W. Portela - Gerente de Jornalismo
JORNAL DO COMÉRCIO
Pedro Maciel - Editor-Chefe
REVISTA AMANHÃ e APLAUSO
Eugênio Esber - Diretor de Redação
SITE MOVIMENTO
Políbio Braga - Editor-Chefe
28/5
RÁDIO BAND AM
Renato Martins - Chefe de Jornalismo
TVE
Carlos Bastos - Diretor de Jornalismo
CORREIO DO POVO
Telmo Flor - Diretor de Redação
JORNAL O SUL
Elton Primaz - Chefe de Redação
4/6
TVCOM
Cezar Freitas - Gerente de Jornalismo
RÁDIO GAÚCHA
André Machado - Editor-Chefe
REVISTA PRESS
Julio Ribeiro - Diretor-Geral
IMPRENSA TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Joabel Pereira - Diretor
11/6
ZERO HORA
Marcelo Rech - Diretor de Redação
RÁDIO PAMPA
Daniel Flores - Gerente
TV BANDEIRANTES
Leonardo Meneghetti - Diretor de Jornalismo
IMPRENSA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
Marcelo Villasboas - Diretor
18/6
TV PAMPA
Paulo Sérgio Pinto - Diretor Rede Pampa
COLETIVA.NET
José Antônio Vieira da Cunha - Diretor
RBS TV
Raul Costa Júnior - Diretor de Telejornalismo
A. JORNAIS DE BAIRRO DE P. ALEGRE
Roberto Correa Gomes - Presidente
25/6
TV SBT
Cristiane Finger - Editora-Regional
DIÁRIO GAÚCHO
Alexandre Bach - Editor-Chefe
RÁDIO FM CULTURA
Rodolfo Rospide - Diretor
IMPRENSA PALÁCIO PIRATINI
Celito de Grandi - Diretor
Informação: Coletiva.net
TVCom comemora 10 anos de atividade
A TVCom está preparando eventos para festejar seu décimo aniversário, que transcorre no próximo domingo, dia 15 de maio. Já nest quarta-feira a empresa realizará um jantar de comemoração, destinado a autoridades e colaboradores, e outro evento, que ocorrerá no sábado exclusivamente para funcionários da emissora. Os detalhes, que ainda estão sendo organizados, serão divulgados amanhã, juntamente com demais ações alusivas ao aniversário.
Informação: Coletiva.net
Governo discute padrão de rádio digital para o País
Isabel Borba, diretora executiva da Rádio Eldorado, vai aproveitar sua estadia em Brasília na semana que vem, quando ocorre o 23o Congresso Brasileiro de Radiodifusão, para ter uma audiência com Paulo Lustosa, secretário executivo do Ministério das Comunicações.
Na pauta do encontro está a rádio digital. A executiva voltou da NAB 2005 - maior feira mundial de broadcast, realizada entre 16 e 19 de abril em Las Vegas (EUA) - empolgada com o nível de desenvolvimento da tecnologia no mercado norte-americano, e conversará com Lustosa sobre o tema para que o setor consiga rapidamente escolher um sistema e implementá-lo.
A expectativa é de que as emissoras de rádio definam um padrão digital antes mesmo das redes de televisão. A discussão em torno do modelo no setor de TV já dura mais de quatro anos.
Informação: AESP/ Meio & Mensagem Mídia
Chávez pede emissora de televisão continental
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desembarcou ontem em Brasília, às 19h50, para participar da cúpula América do Sul e Países Árabes, defendendo a criação de uma rede de televisão bolivariana em dimensão continental, a Telesul, com propaganda dos governos do Brasil, Argentina e Venezuela, e transmissões via satélite para os três países. Chávez defendeu, ainda, a implantação do Petrosul e a criação de um banco de desenvolvimento, uma espécie de BNDES bolivariano, para combater a pobreza e promover o desenvolvimento da região.
"Na reunião com os presidentes Lula e Néstor Kirchner vamos propor uma união e seguir trabalhando com os temas de Petroamérica, Petrosul e um banco de desenvolvimento e integração da América do Sul", declarou ao desembarcar. Ele disse ainda que vai apresentar também a proposta de criação de um fundo social de emergência para permitir o acesso ao microcrédito.
Chávez preferiu não opinar sobre a idéia, defendida pela Palestina, de excluir defesa nacional do conceito de terrorismo. "Não conheço a proposta palestina e vamos discutir isso amanhã durante a cúpula, quando haverá um documento para ser analisado. Não quero me pronunciar antes." Na sua avaliação, a aproximação entre países árabes e os da América do Sul é a realização dos ideais bolivarianos. "Esta reunião é histórica."
Informação: Sulrádio/AESP/ O Estado de São Paulo
Seguridade rejeita projeto sobre programação infantil
A Comissão de Seguridade Social e Família rejeitou, na última quarta-feira (4), o Projeto de Lei 5269/01, do Senado, que obriga as emissoras de televisão a veicularem programação educativa para crianças entre 7 e 22 horas. Ao apresentar seu parecer contrário à proposta, o relator, deputado Guilherme Menezes (PT-BA), ressaltou que programas com o conteúdo proposto seriam inviáveis, pouco motivadores de audiência e fugiriam aos objetivos desejados.
Pelo texto rejeitado, os programas deverão ter pelo menos cinco minutos de duração e estar de acordo com as necessidades educacionais, informativas, intelectuais e sociais dos menores de 16 anos.
No ato de renovação de concessão, de acordo com a proposta, as empresas devem apresentar um relatório completo sobre a programação infantil exibida, incluindo detalhes da produção. O texto prevê ainda que cenas reais de violência contra menores só poderão ser exibidas entre 22 e 5 horas.
Tramitação
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se o projeto for aprovado em pelo menos uma das comissões, o texto será votado também pelo Plenário.
Informação: Agência Câmara
Abert critica estudo do CPqD; ABTA quer ser incluída
Esta semana, mais uma rodada de reuniões aconteceram em Brasília sobre o Sistema Brasileiro de TV Digital. Foi discutido, no âmbito do comitê consultivo, por exemplo, o documento elaborado pelo CPqD referente à cadeia de valor da TV digital. O CPqD havia proposto, para fins analíticos apenas (ou seja, nada ainda em estágio de se tornar uma recomendação política para o Comitê de Desenvolvimento de TV Digital) três cenários possíveis para o desenvolvimento da nova tecnologia no Brasil. O primeiro cenário, mais simples e com menos impactos na indústria, é o cenário incremental, onde haveria apenas a alta-definição, alguma interação e alguma mobilidade. Esse é o único cenário que a Abert (associação dos radiodifusores) aceita, já que os outros dois cenários implicam mudanças mais sensíveis nos modelos de negócios, na lógica econômica do mercado de televisão. Os cenários de diferenciação e o cenário de convergência prevêem multiprogramação, mobilidade, elevado índice de interatividade, entrada de novos players etc. São cenários descartados pelos radiodifusores. A Abert, aliás, já havia pedido que o grupo gestor de TV digital retirasse o documento da cadeia de valor do site, por entender que isso "oficializava" os cenários propostos.
A ABTA, associação que representa os operadores de TV por assinatura, também manifestou restrições em relação ao estudo da cadeia de valor, mas a queixa é bem diferente: os operadores de TV paga querem ser incluídos no desenvolvimento da TV digital terrestre, como uma alternativa de primeiro acesso, de interatividade e de experimentação para a TV digital no Brasil. Alegam, ainda, que a obrigação de must carry, ou seja, de levar os canais abertos, e a possibilidade de interação criada pelas plataformas de TV paga necessariamente incluem o setor na discussão (e na cadeia de valor) do SBTVD.
Informação: AESP/ Tela Viva News
FNDC critica primeiro estudo sobre TV Digital
"Cadeia de Valor" é o estudo do CPqD (Centro de Pesquisa Tecnológica de Campinas) sobre TV Digital, primeiro trabalho encomendado pelo governo federal sobre o tema. O documento mapeia a cadeia de valor e a distribuição das receitas envolvidas na atividade, traçando cenários para o futuro. Na quarta-feira, o FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação) apresentou ao Comitê Consultivo do SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) seus comentários sobre o estudo. O Fórum sugeriu mudanças no documento no que se refere a como poderá ser constituída a relação econômica e social entre os segmentos da sociedade e do Estado e as telecomunicações na transição da radiodifusão de tecnologia analógica para a digital.
O estudo do CPqD circulava no âmbito do Comitê Consultivo desde janeiro, e o posicionamento das entidades que compõem o FNDC foi dividido em duas questões. Na primeira, foram tecidos comentários sobre as omissões e problemas identificados em pontos conceituais, metodológicos e estratégicos relacionados ao que foi denominado "cadeia de valor da TV Digital". A avaliação do FNDC, entre outros pontos, é de que o documento em análise menosprezou os papéis do cidadão e do Estado. O primeiro aparece simplesmente como usuário da nova tecnologia. "Uma contradição severa diante dos propósitos de afirmação da cidadania e das possibilidades técnicas da interatividade", critica o texto do FNDC.
No caso da administração pública, a abordagem do centro de pesquisa é focada na caracterização dos governos como fontes de subsídios para financiar a transição tecnológica ou garantir receita originada na publicidade. "Deixa-se assim de caracterizar os papéis decisivos do Congresso Nacional e do Poder Executivo como estabelecedores das bases da regulação do SBTVD. Sem uma adequada percepção do papel desses agentes, o documento parece sugerir que o desenvolvimento do sistema será movido e fundamentado exclusivamente pelas decisões e pela dinâmica do setor privado", diz a carta do Fórum.
Informação: Coletiva.net
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