O governo parte no início desta semana para a última ofensiva na tentativa de salvar a medida provisória nº 232 na Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo em que tentarão adiar sua votação, os governistas apresentarão aos aliados e à oposição uma proposta alternativa da Receita para tentar derrubar parte dos argumentos contrários.
A MP corrigiu em 10% a tabela do IR da pessoa física e elevou a taxação das prestadoras de serviços optantes do lucro presumido e outros setores da economia.
Caso não consiga convencer o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), a adiar a votação, o Planalto trabalha com um recuo --ou só aprovar a correção do IR e incluir as alterações tributárias em outro projeto em tramitação ou editar outra MP.
A MP está na pauta de votações desta segunda-feira e na quinta-feira passa a impedir outras deliberações devido ao vencimento de seu prazo de tramitação.
O recuo, caso Severino não concorde em adiar a votação, se dá porque a base governista está desorganizada na Câmara e não deve assegurar os votos necessários para a aprovação da MP.
O Planalto não vai colocar a MP em votação sob risco, já que não quer dar a Severino a chance de devolver a derrota sofrida na semana passada, quando o presidente Lula se recusou a incluir o PP em seu ministério.
Proposta
A proposta que a Receita prepara para tentar contornar as resistências é a seguinte: como alternativa ao aumento da base de cálculo do IR e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de 32% para 40% da receita bruta, será oferecida a possibilidade de os prestadores de serviços declararem pela tabela do IR, que tem alíquota máxima de 27,5%.
Se a tabela for aplicada sobre os mesmos 40%, a tributação seria equivalente à das pessoas físicas. É que a tributação pelo lucro presumido resulta em 24% (15% de IR mais 9% de CSLL; para as empresas sujeitas ao adicional de 10% do IR, seria de 34%).
A proposta está sendo negociada pelo relator da MP, deputado Carlito Merss (PT-SC). "O meu "feeling" é que ninguém vai querer mudar [optar pela tabela do IR], mas aí não vale o argumento do aumento da carga. O que eles fazem é elisão mesmo", afirmou.
Merss disse que ainda há outras alternativas no "saquinho de bondades" para tentar amenizar o impacto da MP, mas que elas só serão discutidas se houver clima. "Se o clima for de palanque para 2006, não vale a pena nem apresentar outras propostas."
Nesta segunda-feira, o ministro Aldo Rebelo (Coordenação Política) vai à Câmara se encontrar com os governistas e com Severino. Os líderes dos principais partidos já se manifestaram contra a aprovação da MP, mesmo com as modificações anunciadas pelo relator e pelo governo. Caso só passe a correção do IR, a perda de receita é estimada em cerca de R$ 2 bilhões.
Várias mudanças já foram anunciadas no texto original da MP para torná-la mais aceitável no Congresso. Entre elas, está a isenção do aumento da base de cálculo do IR e da CSLL para as prestadores de serviços que comprovarem que destinam pelo menos 20% de seu faturamento para o pagamento de pessoal.
Informação: Folha de São Paulo
Governo prepara grande ofensiva de inclusão digital
Projeto, se optar pelo Linux, será um dos mais ambiciosos do mundo. Mantido o cronograma divulgado pelo Ministério das Comunicações, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vai anunciar o programa PC Conectado nas próximas semanas. Será a maior iniciativa de inclusão digital do governo e, se depender do grupo que tem a incumbência de estudar as opções de software do programa, será também um dos mais ambiciosos projetos globais de utilização do sistema operacional Linux em larga escala e com foco no mercado doméstico. Se optar exclusivamente pelo software livre, ou seja, privilegiá-lo com subsídios na competição com plataformas proprietárias e sustentar estes incentivos por algum tempo, o governo brasileiro estará fazendo algo inédito no mundo.
Hoje, o software livre roda mesmo é nos novos servidores: naqueles computadores potentes vendidos mundo afora nos últimos anos. Até agora, a maior parte dos grandes projetos de instalação de programas de código aberto em PCs buscaram as estações de trabalho de governos e empresas. E se alguns programas de popularização do uso de computadores pessoais na Ásia (Malásia, Tailândia e Coréia do Sul) já incluíram o software livre em seus produtos domésticos, os governos que os promoveram, ao contrário do Brasil, nem tinham na ocasião uma política de adesão e estímulo ao uso do software livre e nem deram os incentivos e o suporte na escala necessária para projetos de inclusão digital de tal porte. Qualquer que tenha sido o problema, porém, estes programas asiáticos, segundo a consultoria internacional IDC, não tiveram sucesso no que se refere à popularização do Linux.
O governo brasileiro tem algum temor de operacionalizar tudo o que seu grupo de software sugere para o programa PC Conectado. Mas há fortes indicações, vindas precisamente do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), que faz parte do grupo especial - que suas iniciativas com softwares de código aberto serão mais agressivas que as dos asiáticos. Existe a intenção de transformar o Linux em uma opção definitiva de mercado ao Windows, da Microsoft. Para isso, o governo deverá garantir, além de marketing e pesquisa (algo que já começou a ser feito), que o Linux e suas aplicações tenham custo de aquisição mais baixo do que o concorrente direto e tenham suporte estruturado em cerca de um milhão de PCs no primeiro ano, meta inicial do programa e o equivalente a 25% das vendas anuais de computadores pessoais no mercado nacional.
Sustenta-se, também, no alto escalão da informática governamental, que uma grande iniciativa com software livre, se bem organizada, pode favorecer a criação de um megassistema colaborativo (capaz de concorrer com a rede comercial de milhares de prestadores de serviço da Microsoft) e promover o desenvolvimento econômico de uma forma mais rápida e consistente do que em ambientes proprietários, gerando imediatamente capacitação em tecnologia da informação e empregos.
Com base em algumas destas idéias, os cientistas Walter Bender e David Cavallo, do laboratório de mídia do Massachussets Institute of Technology (MIT), declararam, há duas semanas, em carta encaminhada ao presidente do ITI, Sérgio Amadeu, apoio ao uso do software livre de alta qualidade nas iniciativas de inclusão digital levadas adiante pelo governo Lula, em particular no programa PC Conectado. A aproximação entre o MIT e o ITI foi feita por Rodrigo Mesquita, diretor da empresa brasileira Radiumsystems, que adota soluções em código aberto e tem interesse no desenvolvimento dos negócios e da cultura do software livre. "Considero que o meio ambiente tecnológico é vasto o suficiente para abrigar a todos e que a organização e fomento da parte de fornecedores que estão montados no Linux e nos softwares de código aberto vai significar mais mercado para todos", afirma Mesquita.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 13)(Vicente Vilardaga)
Informação: AESP/Jornal da Câmara
Convocação de Rede Nacional obrigatória de emissoras de rádio
Comunicamos que o Exmo. Senhor Ministro Carlos Vellos proferiu decisão, em 23..11.04, Julgando Petição n° 1564 (protocolo n°18095/04 - TSE), determinou a formação de Rede Nacional Obrigatória de Emissoras de Rádio, para a transmissão gratuita do Programa Político Partidário do Partido Progressista – PP, no dia 30.03.05, quarta-feira, no horário de 20h ás 20h20m, funcionando como geradora a Rádio Globo (CBN).
Emissoras de Rádio : 20h ás 20h20m
A geração estará a cargo da Rádio Globo (CBN)
Geração de Programa Político Partidário no mês de março somente nos dias 03,10,17,24,30 e 31, sempre com início ás 20h.
Informações: tel: 61 327 4626, fax: 61 328 8755
E mail – redenacional @radiobras.gov.br
Atenciosamente,
Edílson Furtado Cavalcante
Radiobrás – Empresa Brasileira de Comunicação S/A
Veiculação de propagandas partidárias
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) encaminhou os pedidos de veiculação de propaganda partidária mediante inserções diárias, em nível estadual, no intervalo da programação normal das emissoras de rádio e televisão. Segue abaixo a tabela com os horários de inserções para o 1º e 2º semestres de 2005:
MÊS DIA PARTIDO(10 ins/30s)
1º SEMESTRE
Março 20 PSDB
Março 02, 04, 07, 09, 11, 14, 16 e 18 PDT
Março 21, 23, 25, 28 e 30 PSB
Abril 01, 04 e 06 PSB
Março 27 PFL
Abril 17 e 24 PFL
Maio 22 e 29 PFL
Junho 19 e 26 PFL
Abril 08, 11, 13, 15, 18, 20, 22 e 25 PP
Abril 27 e 29 PPS
Maio 02 e 04 PPS
Maio 06, 09, 11, 13, 16, 18, 20 e 23 PT
Maio 25, 27 e 30 PMDB
Junho 01, 03, 06, 08 e 10 PMDB
Junho 13, 15, 17, 20, 22, 24, 27 e 29 PL
2º SEMESTRE
Julho 06, 08, 11, 13, 15, 18, 20, 22, 25, 27 e 29 PSDB
Agosto 01 e 03 PSDB
Agosto 05, 08, 10, 12, 15, 17, 19 e 22 PSB
Agosto 24, 26, 29 e 31 PDT
Setembro 02, 05, 07 e 09 PDT
Agosto 28 PFL
Setembro 18 e 25 PFL
Outubro 23 e 30 PFL
Novembro 20 e 27 PFL
Dezembro 18 PFL
Setembro 12, 14, 16 e 19 PCdoB
Setembro 21, 23, 26 e 28 PPS
Setembro 30 PMDB
Outubro 03, 05, 07, 10, 12, 14 e 17 PMDB
Outubro 19, 21, 24, 26, 28 e 31 PP
Novembro 02 e 04 PP
Novembro 07, 09, 11, 14, 16, 18, 21, 23 PT
Novembro 25, 28 e 30 PL
Dezembro 02, 05, 07, 09 e 12 PL
Dezembro 14, 16, 19, 21, 23, 26, 28, 30 PTB
Comissão rejeita criação de TV educativa regional
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público rejeitou nesta terça-feira (22), o Projeto de Lei 3273/04, do deputado Almir Moura (sem partido-RJ), que institui o Serviço de Televisão Educativa Regional. Pela proposta, o serviço contemplaria a radiodifusão de sons e imagens operada em baixa potência e com cobertura restrita, outorgada a associações e fundações reconhecidas como de utilidade pública.
Conforme o projeto, a regionalização seria garantida pela obrigatoriedade de a metade da programação ser produzida e transmitida no estado-sede da emissora.
A proposta admite que as permissionárias recebam recursos e veiculem publicidade institucional, mas veda a comercialização de anúncios nos intervalos da programação. O patrocínio de programas, eventos e projetos é autorizado, com exceção das entidades que comercializem derivados do tabaco, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e agrotóxicos.
O autor argumenta que a cobertura das TVs educativas é muito incipiente ou até inexistente em algumas capitais.
Custo alto
O relator, deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), argumentou que o custo para montagem de transmissora e geradora de som e imagens é muito elevado, o que compromete as intenções do projeto. "Se a proposta fosse aprovada, provavelmente boa parte dessas novas TVs se tornariam veículos de propaganda de partidos ou grupos políticos locais, que podem arcar com os custos de manutenção. É o que vem ocorrendo com várias rádios educativas espalhadas pelo País, que têm custo operacional bem inferior", disse.
Tramitação
O projeto segue para as comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Informação: Agência Câmara
Plenário priorizará MP 232 e Reforma Tributária
A Medida Provisória 232/04 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 285/04, da Reforma Tributária, serão as prioridades do Plenário na próxima semana. As duas matérias foram incluídas na pauta por determinação do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti.
A MP 232/04, a mais polêmica, foi editada inicialmente para corrigir em 10% a tabela do Imposto de renda para a pessoa física e as deduções legais do Tributo. O Governo, no entanto, incluiu na mesma MP aumento de tributos para outros setores como forma de compensar as perdas de arrecadação que serão provocadas pela correção da tabela do IR.
O aumento que atinge empresas da área de serviços, profissionais liberais e agricultores provocou protestos e uma série de reuniões para discutir mudanças no texto enviado pelo Executivo. O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, participou de algumas das manifestações contra a MP e prometeu intermediar para que o Governo modificasse o texto da medida. Desde então, o relator da MP na Câmara, deputado Carlito Merss (PT-SC), tem promovido debates com vários setores e discutido as sugestões com o Governo. O parlamentar já tem pronta uma minuta do substitutivo que vai apresentar em plenário.
Mudanças
O deputado Carlito Merss disse que ainda podem ser acrescentadas novas alterações no substitutivo dele até a próxima semana, mas não antecipou os pontos que podem ser modificados. No relatório do deputado já constam mudanças que vão beneficiar os setores de software e da construção civil. Os caminhoneiros autônomos foram contemplados com as alterações feitas pelo relator, com o aumento do limite (piso) de isenção para o recolhimento de Imposto de Renda na fonte de R$ 1.164 para R$ 2.910.
A base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido deve ser mantida em 32% para as empresas prestadoras de serviço que gastam pelo menos 20% com pagamento de pessoal. O limite para cobrança do Imposto de Renda na fonte de agricultores também deve ser elevado de R$ 1.164 mil para R$ 11.640 mil.
Reforma Tributária
A PEC da Reforma Tributária também tem provocado divergências, especialmente em razão da proposta de unificação das alíquotas de ICMS, criticada por alguns governadores. As matérias, porém, só poderão ser votadas após a apreciação das medidas provisórias 229/04 e 230/04, que estarão trancando a pauta. A MP 229/04 altera as Leis 9615/98, que institui normas gerais sobre desportos, e 10891/04, que institui a Bolsa Atleta. A medida prevê que a arrecadação obtida em cada teste da Loteria Esportiva será destinado 10% para pagamento, em parcelas iguais, às entidades de práticas desportivas que constam do teste. A validade dessa medida foi prorrogada por mais 60 dias, a partir de 1º de abril, tendo em vista que não foi concluída a votação no Congresso no prazo inicial de 60 dias.
Já a MP 230/04 abre crédito extraordinário para os ministérios da Saúde, da Defesa e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, no valor de R$ 569,1 milhões.
Mobilização
Severino Cavalcanti determinou ainda a convocação dos deputados para permanecerem mobilizados ao longo de toda a semana que vem, a fim de que a votação das MPs e da PEC seja realizada. Caso as matérias não tenham sido analisadas até quinta (31), poderá haver uma sessão deliberativa na sexta-feira (1º).
Em razão do conteúdo da MP 232/04, que aumenta a carga tributária, e da PEC 285/04, que altera a legislação nessa área, está prevista uma ampla mobilização dos setores produtivos, como empresários e trabalhadores, que deverão acompanhar as votações.
Informação: Agênncia Câmara
Confederações condenam MP 232 mesmo com alterações
As confederações nacionais da Indústria (CNI), da Saúde (CNS) e de Serviços (CNS) mantiveram sua posição contrária ao aumento da carga tributária previsto na Medida Provisória 232/04, mesmo depois das alterações propostas pelo relator, deputado Carlito Merss (PT-SC). Os presidentes das três entidades - deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), José Carlos Abrahão e Luigi Nesse - reuniram-se na tarde desta quarta-feira com Merss para apresentar sua posição quanto à MP e ouvir uma explicação sobre as alterações propostas.
Ao final de duas reuniões com Merss, os presidentes das entidades disseram esperar que o relator mantenha na MP apenas os três primeiros artigos, que tratam da correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, e elimine o restante. Integrantes da Frente Nacional contra a MP 232, os dirigentes foram unânimes ao classificá-la de um "saco de maldades" e ao afirmar que os prestadores de serviços não suportam mais nenhum aumento de imposto.
Mudanças não resolvem
O presidente da CNI, admitiu que houve avanços substantivos, mas assinala que ainda são insuficientes. Armando Monteiro afirma que o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é insuportável, e a retenção de imposto para produtores rurais "vai complicar imensamente a vida de pequenos produtores".
José Carlos Abrahão informou que o País tem 100 mil estabelecimentos de saúde, dos quais 80 mil são de pequeno porte. "Eles não têm como assumir o custo dessa MP e vão ser levados para a informalidade", disse.
Luigi Nesse não acredita que a MP será aprovada na forma como está, "nem com as alterações propostas pelo relator. Cerca de 570 emendas já foram apresentadas à MP".
Também participaram do encontro os presidentes do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal, Amábile Pácios; do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo, Antonio Marangon; e da Associação Comercial do Distrito Federal, Fernando Brites.
Setor de transportes
Pela manhã, o presidente da Confederação Nacional de Transportes (CNT), Clésio Andrade, e representantes do setor de transporte de cargas reivindicaram ao relator a retirada do artigo da MP que inclui os transportadores entre as categorias que terão 1,5% do Imposto de Renda recolhido na fonte.
Na reunião, Merss informou que os caminhoneiros autônomos devem ter o limite de isenção para recolhimento de Imposto de Renda na fonte aumentado de R$ 1.164 para R$ 2.910. Os transportadores afirmaram, contudo, que a alteração não resolve os problemas do setor, que terá seus custos ampliados e continuará sofrendo com as más condições das estradas e com os roubos de carga.
Negociações com a Receita
Merss disse que continuará tentando aumentar o "saco de bondades" até o último minuto, em negociações com a Secretaria da Receita Federal. O deputado esteve pela manhã conversando com o secretário Jorge Rachid e técnicos da Receita para apresentar a proposta dos transportadores de carga e discutir os pontos que ainda podem ser modificados na MP.
Alterações
O relator afirma que suas alterações representam um avanço significativo. Ele isenta do aumento de 32% para 40% da CSLL os prestadores de serviço que gastem 20% ou mais da sua receita bruta com folha de pagamento e encargos sociais. Ou seja, segundo Merss, o aumento da CSLL não vai prejudicar os prestadores de serviços que geram empregos.
Quanto aos produtores rurais, que passam a sofrer retenção do Imposto de Renda na fonte de 1,5%, Merss disse que sua proposta retira da abrangência da MP 98% da categoria. Ele isenta da retenção os produtores que tenham rendimento mensal inferior a R$ 11.640.
Para Merss, a questão central na discussão da MP não é o aumento de carga tributária, que seria pequeno, mas o fato de ela ter-se tornado "um palanque para 2006". Segundo o deputado, "há um grande embate político" em torno da medida provisória, não uma discussão técnica.
Votação
O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, anunciou que a MP entrará na pauta do Plenário na próxima terça-feira (29). Merss lembrou, entretanto, que há três MPs antes da sua e que a votação não ocorrerá necessariamente na data prevista.
Informação: Agência Câmara
Comunicado Abert - Inserções Estaduais - Rio Grande do Sul
Prezados colegas radiodifusores gaúchos,
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO - ABERT vem informar que o TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL determinou a veiculação de inserções estaduais, no rádio e na televisão, no próximo dia 25.03.2005 (SEXTA-FEIRA), no horário compreendido entre 19h30 e 22h, do partido abaixo destacado (com o respectivo tempo de duração):
- PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO - PSB - 5".
Sem mais para o momento, restando à inteira disposição de V.Sªs. para quaisquer esclarecimentos, subscrevemo-nos.
Atenciosamente,
JOSÉ INÁCIO GENNARI PIZANI
PRESIDENTE
ALEXANDRE K. JOBIM
RODOLFO MACHADO MOURA
ASSESSORIA JURÍDICA
Legislação - Decreto autoriza publicidade em algumas educativas
O Decreto 5.396, de 21 de março de 2005, publicado no Diário Oficial da União desta terça, 22, autoriza as emissoras de rádio e televisão educativas constituídas como organizações sociais a receber recursos e veicular publicidade. A regra vale para publicidade institucional de entidades de direito público ou privado, a título de apoio cultural à organização social, seus programas, eventos ou projetos. Vale também para patrocínio de programas, eventos ou projetos.
O Decreto regulamenta o artigo 19 da lei 9.637, de 15 de maio de 1998, que estabelece a qualificação de entidades como entidades sociais. O Decreto estabelece que a publicidade institucional poderá ser veiculada nos intervalos de programas, eventos ou projetos, bem como nos intervalos da programação, de acordo com o estabelecido e ajustado entre patrocinador e patrocinado. No caso de apoio cultural a determinados programas, eventos ou projetos, é facultada a indicação da entidade apoiadora no seu início ou fim.
Pelo menos por enquanto, o Decreto beneficia exclusivamente a Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto – ACERP - antiga Fundação Roquete Pinto, transformada em Organização Social depois da Lei de 1998. À Acerp estão ligados dois canais de televisão educativa: canal 2 - TVE Rio e canal 2 – TVE Maranhão; e três canais de rádio, as rádios MEC AM e FM do Rio de Janeiro e a Radio MEC - AM de Brasília. A TV Cultura não é beneficiada pelo decreto.
Permissão e veto
A grande novidade é a possibilidade de divulgação de produtos, serviços ou imagem do patrocinador. O decreto veda porém a veiculação remunerada de anúncios ou outras práticas que configurem comercialização de seus intervalos, bem como a publicidade institucional de entidades de direito público que, direta ou indiretamente, caracterize promoção pessoal de autoridade, servidor público, empregado público ou ocupante de cargo em comissão.
Análise
Em pouco mais de um mês, é o segundo decreto presidencial que trata de questões relativas à comunicação de forma pontual: o decreto que criou as retransmissoras de televisão institucionais – RTVIs, e agora o decreto que permite a veiculação de publicidade em emissoras educativas que funcionam como organizações sociais.
Sem desconhecer a necessidade de resolver problemas específicos como estes, faz falta o empenho em discutir de forma mais ágil a denominada lei geral de comunicação, até para evitar questionamentos de ilegalidade, como os questionamentos às RTVIs, ou de concorrência indevida com as emissoras comerciais, como certamente vai ocorrer com o decreto publicado nesta terça-feira. Uma outra questão importante é o advento de uma possível “privatização disfarçada”, transferindo para a iniciativa privada a responsabilidade por financiar a radiodifusão educativa, como pode acontecer com o decreto das Organizações Sociais. Carlos Eduardo Zanatta
Informação: Sulrádio/Tela Viva News
Proposta de alterações no PBFM está em consulta públuca
Está sujeita a comentários da sociedade em geral proposta apresentada pela ANATEL de alteração do Plano Básico de Distribuição de Canais de Radiodifusão Sonora em Freqüência Modulada - PBFM.
A proposta, publicada no Diário Oficial de ontem como Consulta Pública nº 603, sugere a inclusão dos seguintes canais no PBFM:
U.F. LOCALIDADE CANAL CLASSE
BA Salvador 287E B1
CE Eusébio 277E B1
CE Itapipoca 226E C
CE Juazeiro do Norte 241E C
ES Jaguaré 225E C
GO Goiânia 266E A4
MT Barra do Garças 266 B1
MT Diamantino 298E B1
PR Siqueira Campos 289E C
Também é proposta alteração em canais de Maracanaú, São Gonçalo do Amarante (CE) e Padre Bernardo (GO).
Mais informações podem ser obtidas consultando o ‘Clipping ABERT da Radiodifusão’ de ontem, disponível na área de acesso reservado da Assessoria Jurídica.
Informação: Abert
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2005-03-23 21:00Permitida a publicidade às TVEs do Rio e Maranhã
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2005-03-22 21:00Veiculação de propagandas partidárias
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2005-03-22 21:00Diário Oficial traz a primeira multa aplicada a rádio comunitária no ano
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2005-03-22 21:00Educação aprova nome de diretores da Ancine
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2005-03-22 21:00Aos filiados da Agert
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2005-03-22 21:00Voz do Brasil somente não será produzida na sexta-feira da paixão
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2005-03-22 21:00Comunicado Abert - Inserções Nacionais
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2005-03-21 21:00Educação proíbe pagamento para execução de músicas
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2005-03-21 21:00PMDB não vai abrir mão das Comunicações, diz Calheiros
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2005-03-21 21:00Severino recua após se encontrar com Lula
